eBook “Fatores que todo assessor de imprensa deve dominar no meio digital” pode ser baixado gratuitamente


A realidade do mercado atual está cada vez mais estruturada sobre o meio digital. Conhecimento que deve ser dominado principalmente pelos profissionais de comunicação e isso inclui as assessorias de imprensa.

Seja tradicional ou digital, a rede é sempre uma vitrine de todos seus serviços e clientes. É impossível ter sucesso em comunicação ignorando o meio digital ou falando somente com os jornalistas.

Por isso o assessor de imprensa deve saber comunicar para todos os públicos e em diversos meios, é nesse momento em que a solução em web demonstra sua efetividade.

Com este eBook você irá compreender os 8 fatores que todo assessor de imprensa deve dominar no meio digital e ficar por dentro do cenário em que a comunicação se insere cada vez mais profundamente, assim como dicas de soluções e estratégias para que seu serviço otimize a presença em web e traga bons resultados.

Saiba exatamente como ganhar notoriedade para sua assessoria. Baixe gratuitamente agora.

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Brasil ganha aplicativo de HQs


Comix Trip já está disponível para leitura em tablets e smartphones

Já está disponível para download na AppStore o Comix Trip, aplicativo brasileiro dedicado exclusivamente aos quadrinhos nacionais. O aplicativo, que pode ser baixado para iPads e iPhones, apresenta dezenas de HQs produzidas por quadrinistas brasileiros e publicadas de forma independente ou por editoras nacionais, que podem enviar as obras gratuitamente. O preço da HQ selecionada varia entre US$ 0,99 e 5,99 [de R$ 3 a R$ 15]. À frente do negócio, estão Alexandre Montandon, sócio da Qualidade em Quadrinhos Editora, que atua há mais de 20 anos no mercado corporativo, e Ricardo Isidoro, proprietário da Business Intelligence, empresa da área de inteligência de mercado. O aplicativo ainda não está disponível para Android. Para fazer o download, clique aqui.

PublishNews | 30/04/2015

Editores oferecem serviço diferenciado para finalizar eBooks


Toda a liberdade oferecida pelas plataformas de autopublicação aos escritores pode ter um lado negativo: as obras são colocadas à venda muitas vezes sem passar por uma revisão gramatical, edição ou mesmo ter uma boa ilustração, entre outros serviços prestados pelas editoras tradicionais. Foi pensando em suprir essa demanda que surgiu a e-galaxia, plataforma que aproveita a experiência de profissionais que prestavam serviços há mais de dez anos para editoras. A intenção é auxiliar os que desejam entrar no mercado de e-books oferecendo produtos com edição profissional. “Percebemos que, quando as grandes lojas da web chegaram ao Brasil e o mercado de e-books se capacitou, a indústria editorial tradicional não se interessava pelo digital“, conta Tiago Ferro, um dos editores da plataforma.

Por Júlia Matravolgyi | Valor Econômico | 30/04/2015

Para consultor, impressos e digitais devem coexistir


Julio Verne foi recusado por 15 editoras antes de emplacar seu primeiro grande sucesso, Cinco semanas em um balão. “Quantos autores com histórias semelhantes desistiram antes de ser publicados?“, pergunta Carlo Carrenho, diretor do PublishNews. As possibilidades criadas pelos e-books e pela autopublicação ampliam o mercado para os escritores, mas, no Brasil, ainda esbarram nas dificuldades de consolidação do mercado editorial digital. “Comparar livros físicos e digitais, como se um fosse excluir o outro, é algo ultrapassado“, comenta Carrenho. Segundo ele, os dois tipos de publicação tendem a coexistir. A acessibilidade tem se mostrado uma das principais vantagens dos e-books e da autopublicação. “A popularização do e-book tem a ver com o acesso: geográfico [basta ter internet], econômico [costumam ser mais baratos], e com a quantidade de opções disponíveis, que nem as maiores livrarias físicas podem oferecer“, completa Carrenho.

Por Júlia Matravolgyi | Valor Econômico | 30/04/2015

Kobo não tem interesse em brigar com editores


A Kobo disse que “não tem interesse em brigar com editoras” depois de fechar, com o jornalista Kevin Donovan, seu primeiro negócio para publicação de um livro. O livro é sobre o apresentador de rádio canadense Jian Gomeshi, que aguarda julgamento por agressão sexual. A varejista de livros eletrônicos comprou os direitos globais para publicação [em papel e no digital] em língua inglesa. É o primeiro negócio do tipo que a companhia fecha. A Kobo vai publicar o título em digital e, em parceria com a editora independente ECW Press, publicará a versão impressa. Ao The Bookseller, Pieter Swinkels, vice-presidente de relações com editores da Kobo disse que o interesse é “apoiar os editores e não brigar com eles”.

Por Lisa Campbell e Sarah Shaffi | The Bookseller | 29/04/2015

Programas indies para edição, validação e testes de livros digitais


Normalmente, quando falamos em edição, validação e testes de livros digitais, falamos no Sigil, EpubCheck, Adobe Digital Editions e Readium. Para exportação: InDesign ou LibreOffice, — os mais radicais podem dizer Quark e/ou BlueGriffon Epub Edition –, certo?

Nada mais normal do que isso, afinal, são programas rotineiros no dia a dia dos desenvolvedores de e-books.
Hoje falarei brevemente sobre outras duas ferramentas não tão famosas quanto as citadas primariamente, todavia, muito interessantes tanto pelos diferentes funcionamentos quanto pelas possibilidades de serem usadas não apenas profissionalmente, mas também para estudo.

1. ePubChef

Trata-se de um projeto que tem a seguinte proposta: “acrescente os ingredientes na panela e ele cozinhará um ePub 3 para você” [impossível não lembrar do Fernando Tavares e suas analogias com comida].

Ele funciona via linha de comando a partir dos ingredientes que você adiciona às pastas dentro de uma estrutura pré-determinada, todavia, altamente customizável.

Esse caráter “customizável” do programa é extremamente útil para quem está interessado em estudar o formato e, de quebra, se estiver interessado em programação, você pode customizar o código da ferramenta em si, e não apenas os de seus arquivos. ;]

Após clonado o repositório, sua estrutura de diretórios é a seguinte:

Na pasta css você encontrará, bem, um CSS [bastante completo e cheio de comentários explicativos]. Nele, você poderá definir as diretrizes básicas do que espera do ePub a ser criado.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Mãos à massa: cook.py

Vá até a pasta [via terminal] e digite:

python cook.py mybook

Com esse comando ele criará os arquivos para o seu livro. Seguindo o exemplo da wiki usei o “mybook” [você é livre para escolher um nome mais criativo para o arquivo].

Você pode começar a editar e adicionar conteúdos, imagens, fontes na pasta mybook_raw e já preencher os metadados em mybook_recipe.yaml usando qualquer editor de textos simples [como o Bloco de Notas no Windows, por exemplo]. Nesse arquivo você ainda pode determinar a ordem, os nomes dos capítulos etc.

Já os conteúdos você acrescenta nos arquivos TXT. Exemplos de uso [tabelas, itálicos etc.] podem ser encontrados nos arquivos do exemplo [em demo_raw]. A cada edição, basta rodar o comando outra vez, e o programa recriará o arquivo atualizado.

Na página do projeto você encontra o tutorial da instalação e os primeiros passos para uso. Se você tem algum domínio de inglês e está interessado em aprender a fazer um e-book de dentro para fora, o ePubChef é um excelente caminho.

2. jeboorker

O jeboorker é um editor de metadados com algumas funcionalidades bastante úteis.
Para começar, ele permite a edição de metadados não apenas de arquivos ePub, mas também de CBR, CBZ e PDF, desde que os mesmos não se encontrem protegidos por DRM.

Diferente do ePubChef, o desenvolvedor já disponibiliza os pacotes de instalação para as plataformas Windows, Linux e Mac, diretamente na página do projeto no GIT.

A interface dele é bem simples, mas realiza bem o que se dispõe a fazer: editar metadados.

Uma das funções de que mais gostei no jeboorker foi o fato de poder importar diretamente uma pasta inteira em vez de um arquivo por vez, além da possibilidade de editar múltiplos arquivos de uma só vez, acrescentando a todos dados comuns presentes em um dos livros, tais como autor, coleção etc.

Outra coisa legal no programa é poder editar o UUID [arquivos exportados pelo InDesign em alguns casos apresentam um erro de validação referente a isso que, até então, eu corrigia na unha, diretamente no OPF e no NCX].

Além dessas funções, o programa permite fazer download dos metadados do título na internet a partir de dois bancos de dados [um é o do Google] e também editar os já existentes diretamente no XML.

Por fim, o programa é bem leve e não apresentou travamentos ou “comportamentos inesperados” [como fazer bagunça nos arquivos, por exemplo].

Para conhecer outras ferramentas relativas a e-books, vale verificar a listinha do EPUB Zone neste link.

  1. Ainda assim, recomendo que, no uso de Linux, a instalação seja feita diretamente através de repositórios [se disponível na sua distro]. Dessa forma você garante que receberá as atualizações automaticamente sem precisar entrar na página e baixar o programa outra vez. Se você, como eu, usa um derivado do Archlinux, no meu caso, o Manjaro, tem no AUR. ;]
Antonio Hermida

Antonio Hermida

Por Antonio Hermida | Publicado originalmente em Colofão |  29 de abril de 2015

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências. Atualmente, coordena o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify e escreve mensalmente para o blog da editora. Entre outras coisas, é entusiasta de Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

Um livro que altera a história de acordo com a localização do leitor


Escrita por Marcelo Rubens Paiva, trama usa GPS para referenciar pontos da cidade detectada

Com uma história original escrita por Marcelo Rubens Paiva, o Trip Book conta a aventura de um casal que decide reviver a viagem de lua de mel que fizeram muitos anos atrás.

A cidade de destino, porém, muda de acordo com a localização do leitor. Através de GPS, o livro detecta o local e altera as referências de ruas, parques e pontos turísticos, mantendo a mesma trama principal. Se você viajar durante a leitura, a história viaja junto, num ótimo contexto para promover o programa de milhagem Smiles.

Há limitações, claro, por isso só estão disponíveis dados para Nova York, Paris, Rio de Janeiro, Lisboa, Roma e Buenos Aires, com a promessa de adição de novas capitais no futuro.

O Trip Book pode ser baixado para Android na Play Store, e a versão iOS deve sair em breve.

A criação é da FCB Brasil.

Por Carlos Merigo | Publicado originalmente em B9 | 27/04/2015

Serviço de subscrição para eBooks: como Netflix, como Spotify ou nada disso?


Os serviços mensais de “coma o quanto puder” já são realidade para música, filmes e TV. Será que serão populares para e-books também? Um movimento feito recentemente pela Oyster lança algumas dúvidas sobre isso. A Oyster lançou recentemente um serviço de varejo tradicional, que complementa o serviço de assinatura de US$ 10 mensais lançado há pouco mais de um ano e meio atrás. Os serviços de subscrição estão na fase de “o que vem primeiro, o ovo ou a galinha”. Por um lado, eles são um jeito totalmente novo de se consumir livros, por outro lado, a maior parte das editoras não está embarcando no modelo com entusiasmo. Nos EUA, há três serviços disponíveis: o Oyster, Scribd e Kindle Unlimited, da Amazon. Scribd e Oyster têm títulos de três das cinco maiores editoras [HarperCollins, Macmillan e Simon&Schuster], mas não tem nada da Penguin Random House ou da Hachette. E, mesmo dessas três editoras, os serviços têm apenas os livros de fundo de catálogo.  Refletindo a relação muitas vezes irritadiça entre editoras e Amazon, as Big Five não oferecem nenhum título importante pelo Kindle Unlimited.

Por Bill Rosenbaltt | Forbes | 24/04/2015

Governo do Acre planeja implantar biblioteca digital


O governador Tião Viana recebeu na Casa Civil na sexta-feira, 24/4, o especialista em políticas do livro e leitura, e co-fundador do projeto de biblioteca digital “Árvore da Leitura”, Galeno Amorim. Acompanhado pelo secretário de Comunicação do governo de Rondônia, Beni Domingues Júnior, o especialista fez uma demonstração do projeto ao governador e à equipe da Secretaria de Comunicação [Secom].

Aonde eu vou, as pessoas falam das bibliotecas do Acre, e falam muito bem. Virou modelo. Um projeto como esse irá fortalecer ainda mais essa referência, não só para o Norte, mas para o Brasil”, afirmou Amorim. O especialista garantiu inicialmente um projeto piloto gratuito, o qual o governador propõe levar a todos os municípios do Acre, já como início da experiência.

A biblioteca digital funciona com uma biblioteca virtual em que o cadastro pode ser feito nas bibliotecas públicas, escolas ou casas de leituras. Então o interessado se cadastra para pegar emprestados livros virtuais [ebooks]. Após o cadastro, o leitor recebe uma senha para acessar o ebook solicitado, que pode ser de, no máximo, três de cada vez, com prazo determinado para a conclusão da leitura. A biblioteca virtual permite ao sistema constatar se a pessoa que pegou o livro, de fato está lendo-o ou não.

O governador Tião Viana disse que um projeto inovador como esse será essencial e planeja avançar não só na oferta em áreas urbanas, mas rurais e até mesmo nas aldeias indígenas. “É um projeto revolucionário que irá promover a educação, a leitura de maneira prática e acessível a todos no estado”, concluiu.

Domingues Júnior contou que Porto Velho já vive a experiência inicial do projeto-piloto, mas no Acre a iniciativa será ainda mais impactante, considerando que será estendida a todos os municípios. “Junto com Rondônia, o Acre será modelo na Região Norte”, acrescentou.

A Árvore da Leitura

A “Árvore da Leitura” possui hoje 14 mil títulos disponíveis para os mais diversos públicos e leitores. O projeto consiste ainda, em palestras virtuais, clubes de leituras e seminários para a formação de professores que irão atuar em projetos específicos. Ela dispõe, ainda, de ferramentas para leitores cegos ou surdos, garantindo a inclusão digital, cultural e social.

O diferencial mais ousado da biblioteca virtual é que ela não fecha nunca e estará sempre disponível para as pessoas, oferecendo a possibilidade de pegar livros sem a necessidade de se deslocar, enfrentar filas, renovar prazos ou devolver o material solicitado. Tudo isso porque o acesso à biblioteca poderá ser feito pelo computador, tablets, e-readers ou smartphones.

Para a secretária de Comunicação, Andréa Zílio, este é mais um projeto que fortalece o incentivo à leitura no estado. “É uma oportunidade muito importante e inovadora pro Acre. Ela incentiva e oportuniza a inclusão do cidadão”, afirmou.

Galeno Amorim

Galeno Amorim é consultor internacional de políticas públicas do livro e leitura. Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional [FBN] do Ministério da Cultura de 2011 a 2013, o Comitê Executivo em 2006 e o Conselho [2011/2013] do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe [Cerlalc/Unesco]. É autor de 16 livros, entre ensaios [como Retratos da Leitura no Brasil] e literatura infanto-juvenil, e especialista em políticas públicas do livro e leitura de organismos internacionais como Unesco e OEI [Organização dos Estados Ibero-Americanos].

Por Ana Paula Pojo | Publicado originalmente em Agência de Notícias do Acre | 24/04/2015

Com novo modelo de remuneração, 24Symbols aposta na ‘descobertabilidade’


Sócio fundador da plataforma participou ontem da Jornadas Profissionais da Feira de Buenos Aires

Segundo dados da Nielsen, a indústria da música tem sobrevivido graças aos serviços de streaming. A venda de CDs caiu 15% a de digital tracks, 13%, mas os serviços de streaming cresceram 54%. Essas informações foram apresentadas por David Sánchez, sócio fundador da plataforma espanhola de subscrição de e-books 24Symbols, na tarde desta quarta-feira [22], dentro da programação das Jornadas Profissionais que antecede a Feira do Livro de Buenos Aires. A crença de Sánchez é que essa tendência que se consolida cada vez mais em todas as indústrias culturais chegará com força à indústria do livro. A 24Symbols, criada em 2011, passou por reformulações no seu modelo de remuneração de editoras. Sánchez disse em Buenos Aires que um dos grandes desafios iniciais da plataforma era o tamanho do catálogo, que hoje tem 200 mil títulos de 2.400 editoras. O modelo proposto inicialmente remunerava por uma combinação das receitas que entravam com o acesso a livros. “Essa remuneração variável e imprevisível assustava os editores”, disse. A solução encontrada pela plataforma foi um novo modelo, em vigência desde setembro passado. Para os editores, as leituras equivalem a compras. Se um leitor lê mais do que 10% do livro, a plataforma paga 50% do valor de capa do livro. Ao PublishNews, Sánchez revelou que o novo modelo de remuneração deixou o negócio menos lucrativo. Mas “foi a forma que encontramos para fazer sentido às editoras e fazer nosso catálogo crescer”, justificou.

Outra grande aposta da 24Symbols é no poder de promover a “descobertabilidade” que a plataforma tem. “Estamos cansados de ouvir editores reclamando que seus livros não aparecem nas prateleiras das livrarias. As estantes digitais são infinitas”, defendeu Sánchez. Para potencializar a capacidade viral dos seus leitores, a 24Symbols fez um benchmarking com a indústria da música. Da mesma forma que, no Spotfy, por exemplo, os usuários podem criar playlists e compartilhar com seus amigos ou seguir playlists de personalidades ou formadores de opinião, no 24Symbols, os assinantes podem criar suas próprias estantes de livros e torna-las públicas, podendo ser compartilhadas ou seguidas. “Estamos tentando transformar a plataforma em uma rede social para que leitores indiquem livros. Assim, cada leitor pode se transformar em um livreiro. O poder viral disso é muito grande”, disse entusiasmado. “Como livraria independente que somos, queremos promover e indicar bons livros. Não somos apenas uma plataforma que remunera com justiça e previsibilidade os editores, mas também queremos indicar bons livros”, resume.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 23/04/2015

Com a Sopa nas mãos


Para um bom início de conversa, é interessante que eu me apresente. Nasci em 1983 e, alguns anos antes, os computadores pessoais chegaram ao mundo e, de uma forma definitiva, mudaram a maneira como pensamos e lidamos com conteúdo. Eu cresci neste mundo recém modificado, onde o físico começou a dar espaço para o que não ocupa espaço, e as consequências disso foram todas as escolhas que fiz até aqui.

Alguns anos à frente do surgimento dos Personal Computers – antes mesmo de eu ter consciência de quem era –, um novo futuro começava a ser construído a partir do olhar visionário de um homem chamado Tim Berners-Lee e a sua concepção da web.

Não apenas pela facilidade de comunicação que ela proporcionaria, essa invenção foi além de um modelo tecnológico: foi uma doutrina, um novo modo de pensar, que surgia.

A partir da minha geração, todas sofrem com suas influências e, a cada evolução, o pensamento se torna menos linear do que antes. Conexões improváveis vindas de todas as partes colidem em boas ideias e, por muitas vezes, são tão brilhantes quanto a própria web, fazendo com que suas fronteiras sejam empurradas para mais longe. E assim vejo nossos dias serem construídos, repletos de interfaces e desconstruções, mas, ainda, incapazes de compreender o que Berners-Lee nos propôs.

Dessa maneira, acabei acertando de forma intuitiva na formação em Design e seus estudos sobre forma, função, minúcias e detalhes, e mais ainda na concepção de uma empresa com a intenção de discutir sobre o futuro da construção e o uso do conteúdo, mais especificamente nos livros digitais, sendo esse o que for.

Com o Sopa nas mãos, o “Me dá um abraço?” [livro infantil escrito e ilustrado pela Clara Gavilan] é um projeto que exemplifica muito esse debate. No começo, todas as possibilidades estavam disponíveis para a construção do livro: vídeos, áudios, interatividade e tudo mais em um layout fixo. Mas, pensando melhor durante o projeto, pudemos perceber quais eram realmente os nossos objetivos com a obra, e palavras como “contemplativo” e “família” foram se tornando nortes. Desejávamos um “livro” que, além de possuir uma boa história, pudesse cativar sentimentos que antes só estavam disponíveis quando impressos. E foi assim que todas as interatividades que, no início, eram as “meninas de nossos olhos” se tornaram ornamentos e depois excessos, até serem quase que totalmente excluídas; foi um movimento de “simplificar a forma para que o essencial pudesse florescer” [parafraseando Hans Hofmann].

O processo de criação de uma obra digital não é somente formado por interatividades, APIs e códigos. O processo criativo tende a ser mais parecido com uma web do que o próprio WWW de Lee. De variáveis como telas de alta resolução, composições compatíveis com os formatos de leitura e também os “i something”, em que o briefing da autora/ilustradora dizia que os músicos e animadores deveriam estar contidos nessas métricas, foram pontos de diferenciação de um projeto corriqueiro, percebidos pela própria autora.

Ao perceber e dominar essas questões, a plástica ganha força e maturidade nas questões do não objeto, o que, nitidamente, não pretende competir com os livros impressos. Porém, assim como eu fui influenciado lá nos anos 80, hoje somos responsáveis por sugerir lapidações e prosseguir com a evolução do conhecimento. Gosto de pensar que estamos construindo outras formas de interação com o conteúdo e que livros como o “Me dá um abraço?” são apenas reflexos de anos vivendo sob a mentalidade digital. Não que isso faça com que vivamos menos o mundo físico – não acredito que exista essa diferença, muito menos essa competição de formas –, mas sim uma complementariedade mergulhada num movimento que deseja a cada dia ser mais fluida.

Voltando ao processo, nem só de fluidez foi a construção do livro da Clara. Tivemos algumas burocracias indesejáveis, como, por exemplo, descobrir que o Google não deseja mais publicar novas editoras em sua loja; a Apple desejar tantas autenticações que, em certo momento, achamos que seria impossível colocar o livro à venda e, além disso, o Kindle Fire não tem grande expressão em nosso dia a dia.

Mas tudo isso é superável quando observado pelos motivos certos. No final das contas, conseguimos publicar e o livro ficou por algumas semanas no top de vendas da iBookStore. Mas o que mais nos deixa felizes é receber notificações e marcações nas redes sociais de crianças usando nossos livros para construir seus imaginários, as músicas dos livros se tornando trilhas para as primeiras memórias delas, assim como a buzina do ICQ o é para muitos dos meus contemporâneos.

De modo geral, não sei se podemos defender uma teoria de construção dos livros digitais ou do mercado em sí, pois, mesmo que estejamos cercados por um mundo que se desmaterializa aos poucos, ainda somos apegados a maneiras de pensar que complementam o nosso tempo. E por isso, compartilho essa percepção que, muitas vezes, vem acompanhada por frases como “livros são como ideias e merecem transcender a forma física.”

Por Christiano Mere | Publicado originalmente COLOFÃO | 22 de abril de 2015

Fundador do Estúdio Sopa, onde busca a convergência ideal entre o design, conteúdo e tecnologia em busca de boas histórias para serem contadas.

Escritora Eliana Neri lança o primeiro volume de sua trilogia


Lançamento oficial do livro que mistura aventura e emoção com toque espiritualista e de autoconhecimento será na Flip

Eliana Neri  | Fotos: Divulgação

Eliana Neri | Fotos: Divulgação

O livro publicado por editora tem melhor aceitação pelas livrarias e pelos leitores, isso é fato

Apesar de o personagem principal ser um padre e outros dois personagens terem uma grande fé em Deus, a autora não considera “Day by day” uma obra espiritualista. O primeiro volume da trilogia que Eliana Neri está escrevendo já está pronto. Mas só será lançado pela editora na Flip [Festa Literária Internacional de Paraty], no meio do ano. Até lá, quem quiser matar a curiosidade, já pode comprar seu exemplar com a própria escritora. São 384 páginas de muita aventura e emoção.

Para depois da trilogia, Eliana está com um conto infantil pronto, pretende publicá-lo por uma editora e comercializar no mercado nacional. Em seguida, vai escrever e publicar uma fábula para adultos.

Nascida em São Lourenço [MG], a autora mora em Barra Mansa desde os 7 anos. Começou a escrever contos infantis em meados de 2000. Quando foi trabalhar em outra cidade [Barra do Pirai], ficava com tempo livre à noite e surgiu a vontade de escrever. Foi quando criou os “Contos da Lili”, com o inusitado personagem Azeitona no Palito.

Depois veio a oportunidade de participar de antologias com textos infantis e para adultos e a concretização de um sonho, que era escrever um livro solo sobre a história do seu tio-avô que foi padre no século passado e tem um mistério a ser desvendado.

Sempre trabalhou na área comercial, seja em comércios ou indústrias da região, quando em janeiro recente, por conta de fechamento da empresa onde trabalhava, ficou com mais tempo para os seus projetos literários e resolveu divulgar e comercializar o primeiro volume da trilogia “Day by day”, pessoalmente, praticamente um corpo a corpo.

Quando começou a escrever essa trilogia? Por que a opção por três livros sobre o mesmo tema? Quais os títulos de cada livro?

A vontade nasceu em minha adolescência, o sonho de publicação, porém, tornou-se possível apenas em 2012. Em 2013 publiquei de forma independente a primeira parte com apenas 156 páginas, em 2014 enviei o texto completo do primeiro volume para a editora Livrus, que passou a me acompanhar.

A opção por uma trilogia deu-se por conta de ser uma história que se passa em vários períodos, precisando de muitas pesquisas e investigações, por ter um texto bastante interessante e com bastantes assuntos a serem explorados. Se agradar aos leitores, passará de trilogia para uma série. O primeiro volume: “Day by day”. O segundo volume: “Day by day, a busca é surpreendente“. O terceiro volume: “Day by day, a busca é encontro“.

"Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro" - Eliana Neri

“Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro” – Eliana Neri

Todos os textos dos três livros já estão prontos? Ou apenas o primeiro de “Day by day”?

O primeiro está pronto e já estou comercializando pessoalmente e pelos sites da editora. A versão digital já está sendo cadastrada em canais online também.

O segundo volume já está com cem páginas digitadas. Se eu não fizer mais nada, só escrever, em apenas dois meses o segundo volume poderá ficar pronto.

E em mais ou menos seis meses o terceiro volume ficaria pronto, mas creio que isso ainda não seria possível para mim.

É um livro espiritualista? Ou nada tem a ver com esse gênero? Como você classifica essa trilogia, do ponto de vista mercadológico?

Apesar de o personagem principal ser um padre e outros dois personagens terem uma grande fé em Deus, não o considero espiritualista, mas quem ler apenas o primeiro volume terá a impressão de que talvez seja. Mas não foi proposital. Acho mesmo que o livro pode ter várias classificações do ponto de vista mercadológico, tipo aventura, autoconhecimento, ficção, suspense e até espiritualista também, por que não?

Como foi [ou está sendo] o processo criativo dessa trilogia? Muito diferente do seu trabalho anterior com livros infantis?

Sim, completamente diferente dos trabalhos anteriores com livros infantis, que são pura ficção. A trilogia “Day by day” é uma mistura de ficção e fatos reais, para tal tive que fazer pesquisas, viagens, entrevistar pessoas. Então, é bem diferente sim. Até o processo criativo é mais demorado.

Os seus livros saem por uma editora, certo? Isso facilita, de certa forma, que sua obra seja mais vendável do que um livro lançado no esquema de produção independente?

A trilogia é o meu primeiro livro por uma editora, tirando, é claro, as antologias, mas livro solo é o primeiro. O livro publicado por editora tem melhor aceitação no mercado pelas livrarias e pelos leitores, isso é fato. Como é minha primeira experiência por editora, só daqui a alguns meses é que saberei o resultado, é uma experiência nova. Mas o fato é que a qualidade do livro é superior porque tive uma equipe cuidando de tudo, desde a revisão do meu texto até a capa.

Que análise você faz do atual mercado literário na região, no Brasil e no mundo?

Creio que cresceu bastante o interesse das pessoas pelos livros, com muitos autores e novos gêneros. Nós autores ainda sonhamos em publicar um livro que caia no gosto popular, que as pessoas gostem, comentem, indiquem. O mercado editorial brasileiro e mundial passa por transformações profundas e nós escritores temos que acompanhar essas transformações. Compreendê-las, tentar nos situar para publicar os nossos livros.

Quais seriam os caminhos para facilitar o acesso aos livros e à produção de obras literárias?

A produção de obras literárias não é nada barata, devido à complexidade de profissionais que se faz importante para tal, tipo: preparação, diagramação, revisão de texto, capista, gráfica, profissional de marketing etc. Existe um custo envolvido.

Mas creio que baixar os preços dos livros facilitaria o acesso. Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro.

E precisamos de mais eventos literários, feira de livros, saraus etc. Quanto mais as pessoas tiverem acesso aos livros, melhor.

Para quem pretende começar a produzir literatura, quais as dicas?

Ler bastante e focar no objetivo.

Serviço

Day by day

Autora: Eliana Neri

Preço: R$ 32

Para adquirir o livro entrar em contato pelo e-mail [eliana.neri@uol.com.br]

Facebook ou telefone [24] 9-9845-1204

Página do livro no site da editora

Por Cláudio Alcântara | Coluna Olho Pop | Publicado originalmente em OLHO VIVO | 21/04/2015, às 11:25

A leitura e a internet


De olho na nova geração, a Jornada de Passo Fundo terá #leituraeleitoresemliberdade como tema este ano [28/9 a 2/10], adianta a coluna Babel. A programação só vai ser anunciada em maio, mas é certo que será composta de escritores, quadrinistas, gamers, roteiristas e especialistas no mundo digital. Entre os convidados, Laerte e Rafael Coutinho e Ronaldo Lemos, do programa Navegador.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 18/04/2015

Marcelo Rubens Paiva lança livro digital onde a história viaja junto com leitor


O escritor Marcelo Rubens Paiva escreveu uma história diferente, que vai viajar junto com seus leitores. É um romance que muda de locação de acordo com o lugar do mundo onde o leitor está. A história é sempre a mesma, a trama também, mas as referências culturais e geográficas [museus, praças, restaurantes, etc.] mudam de acordo com o roteiro de viagem do leitor.

Para criar o “Trip Book Smiles”, a FCB Brasil desenvolveu uma tecnologia especial que identifica onde o leitor está por geolocalização. Ele estará disponível em e-reader especial e também em um aplicativo, que poderá ser baixado gratuitamente para usuários de iOS e Android.

O “Trip Book” será lançado no dia 27 de abril e abre caminho para um novo jeito de contar histórias. É o primeiro do gênero no país e faz parte das comemorações de 20 anos do programa de fidelidade Smiles . As primeiras cidades disponíveis são Buenos Aires, São Paulo, Lisboa, Rio de Janeiro, Roma, Paris e Nova York.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM VIAGEM LIVRE | 16/04/2015, às 13:46

Novos modelos de negócios na era digital


Documento esmiúça os vários modelos de negócios da indústria editorial disponíveis na internet

O fenômeno da internet no mundo do livro não está limitado à digitalização de livros. O impacto é, claro, muito mais profundo. Produção, distribuição, comercialização, promoção e gestão de direitos são alguns dos processos editoriais afetados diretamente pela digitalização da indústria do livro. De olho nisso, a consultoria Dosdoce.com elaborou um guia de Novos modelos de negócios na era digital. O documento de 74 páginas analisa diferentes modelos de negócios editoriais existentes na internet, que vão desde os modelos de subscrição e conteúdos fracionados até a venda direta, gamificação, crowdfunding e a autopublicação. “Hoje em dia, não há garantias de quais os modelos que vão perdurar, quais são puro marketing e quais são mais sustentáveis. Não haverá um modelo e sim muitos modelos que coexistirão entre si”, defende Javier Celaya, idealizador da Dosdoce, na introdução do documento. “O êxito na hora de selecionar este ou aquele modelo de negócio vai depender das singularidades de cada editora, sua especialização, tamanho, catálogo entre outras variáveis. Esperamos que a leitura deste estudo ajude os profissionais das indústrias do livro a desenhar um mix de modelos de negócios mais adequado às necessidades de seus clientes”, completa. O relatório está disponível para download gratuito nos formatos PDF, ePub e Mobi e em dois idiomas: em espanhol e em inglês.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 15/04/2015

Xeriph desiste de negociações e segue sozinha na distribuição de livros digitais


Reestruturação da empresa tira Gato Sabido do ar e o foco agora é na distribuição digital

A Xeriph enviou um comunicado ao mercado anunciando que desistiu da venda de suas operações. Conforme o PublishNews apurou no final de março, a empresa tinha negociado sua venda para a Acaiaca. “Recebemos sim propostas e avaliamos a possibilidade de venda. Mas, ao final, decidimos não abrir mão do negócio”, afirma Carlos Eduardo Ernanny, fundador e CEO da Xeriph, em nota enviada ao PublishNews. No mesmo comunicado enviado à redação, a Xeriph informa que a empresa passou por uma reestruturação que levou ao fim das atividades da Gato Sabido, braço varejista da companhia. “A Gato Sabido teve um papel fundamental na formação do mercado, mas o momento agora é da Xeriph. Vamos focar e investir na distribuição”, declara o CEO.

Ernanny permanece como principal sócio da Xeriph e está à frente do negócio, contando com apoio direto de dois executivos: Ana Maia, ex-diretora de Novos Canais do Grupo Ediouro, que responde atualmente pelo Comercial e pelo Marketing, e Julio Severo, que assume a gestão de TI, englobando o projeto Bibliotecas, plataforma digital de subscrição de livros.

Usuários da Gato Sabido têm até o dia 8 de maio para fazer downloads dos e-books ainda não baixados da plataforma. Após esta data, os usuários não terão mais acesso à Estante Virtual. As orientações estão na página da Gato Sabido.

Confira abaixo a íntegra do comunicado enviado ao mercado:

Informe

Prezado parceiro,

Comunicamos que a Xeriph, ao contrário do que foi noticiado no site PublishNews, não foi vendida e segue em frente atuando no mercado de distribuição de conteúdo digital.

Como todos sabem, a empresa, pioneira no setor, é hoje a maior agregadora de e-books da América Latina, distribuindo mais de 20 mil livros e contando com mais de 300 editoras em sua carteira.

A empresa passou recentemente por uma reestruturação, visando aprimorar seus processos internos e serviços, para, sobretudo, maximizar resultados.

Continuaremos nos esforçando para fornecer soluções cada vez mais transparentes e seguras aos nossos parceiros e reforçamos nosso compromisso de investir na construção do mercado de e-books.

Agradecemos mais uma vez a confiança e nos colocamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas através dos telefones:
[21] 3206-5332 – Comercial
[21] 3206-5330 – Financeiro

Atenciosamente,

Equipe Xeriph
Contatos: atendimento@xeriph.com.br

Por Leonardo Neto | PublishNews | 15/04/2015

Questões comuns na formatação dos eBooks


Semana passada li no The Digital Reader um artigo que, por sua vez, comenta um texto publicado no Science Blog, no qual o leitor Martin Rindkvist compartilha uma experiência frustrante com leitura de e-books no app Google Play Livros. Rindkvist relata que diversos caracteres desapareceram nas versões digitais de dois de seus livros e associa essa omissão a um defeito do app do Google.

Já Nate Hoffelder, do The Digital Reader, supõe que é possível que seja um bug causado pelo conflito da linguagem do usuário com a linguagem do e-book. Eu pessoalmente apostaria em erros de fonte embutida com problemas de mapeamento, causando desaparecimento de caracteres quando a opção de fonte da editora está marcada.

Suposições à parte, acho que a maioria das pessoas que consomem livros digitais já se depararam com problemas de formatação de e-books. Apesar da necessidade de conhecimentos técnicos para identificar causa e solução, não é preciso ser nenhum especialista para percebê-los.

Com esta afirmativa em mente, pensei em expor brevemente alguns problemas muito comuns em conversões de livros digitais, os quais geralmente podem ser evitados através do processo de revisão de e-books ou no processo de diagramação dos livros impressos.

1. Hifenização

No processo de produção do livro muitas vezes colocamos hífens em palavras que coincidem com quebra de linhas. Esse hífens, que fazem total sentido na diagramação de um livro impresso, não são necessários no livro digital, uma vez que e-books têm quebra fluida de linha e/ou hifenização automática.

Se você acha esse erro irritante, deve ficar ainda mais incomodado quando, além de hifenização indevida, a hifenização que de fato é necessária não está sendo respeitada no livro. Pois é, acontece. E é irritante. Agora, por que acontece?

Isso geralmente acontece porque o sistema de conversão quer retirar os hífens desnecessários e acaba retirando os necessários. Esses erros podem ser evitados de acordo com os recursos utilizados na diagramação do livro, mas nem sempre o arquivo-base está perfeitinho do jeito que gostaríamos.

2. Espaços

Assim como a hifenização, temos erros de espaços entre palavras, tanto pela ausência quanto pela presença. A ideia é a mesma, surgem espaços onde não há necessidade, geralmente pela utilização de ligaduras ou apóstrofes.

Na eliminação de espaço entre palavras, isso ocorre porque muitas vezes estes espaços não são diagramados com uma “barra de espaço”, e esta outra formatação para o espaço não é respeitada na conversão de formatos. Ocorre às vezes desses espaços aparecerem como uma interrogação ou um quadrado no ADE antigo e no LEV.

3. Caracteres

Fontes são problemáticas, gente! São lindas e ajudam no projeto gráfico do seu livro, mas podem dar muita dor de cabeça. Os problemas geralmente são desaparecimento ou troca de caracteres e possuem a mesma origem: arquivo mal mapeado. É possível ajeitar através do FontForge, fico devendo novamente um tutorial.

4. Quebra de linha

Por fim, muitas vezes na diagramação do impresso é utilizada uma quebra de linha no meio de um parágrafo para ajeitar os espaçamentos de palavras. Esses espaçamentos são interpretados no código do e-book como tags <br /> que quebram a fluidez do texto.

Conclusão

Bom, esses erros são extremamente comuns, portanto, não se desespere se encontrá-los em seu livro. Todos eles têm solução, mais ou menos trabalhosas. Algumas já foram abordadas aqui mais minuciosamente, e outras, de maneira mais genérica. A dica que dou é: prepare bem seu arquivo antes da exportação do e-book, seja no InDesign ou no LibreOffice. E nunca elimine de sua rotina de produção uma avaliação de qualidade do produto final, pois é nela que aparecerão erros que a produção e a revisão podem ter deixado passar.

Por Lúcia Reis | Publicado originalmente em Colofão | 15 de abril de 2015

Lúcia Reis é formada em Letras: Português/Literaturas, pela Universidade Federal Fluminense, trabalha com livros digitais desde 2011 e hoje atua como Coordenadora de Livros Digitais na editora Rocco. Como todo bom leitor compulsivo, tem mais livros do que a prateleira comporta, e possui muitos mais em sua biblioteca virtual! Lê e-books todo dia no trajeto para casa, ao som de sua banda favorita, Thin Lizzy.

Autores empresta nomes a audiobooks


No catálogo da Ubook, livros lidos por Paulo Autran, Edson Celulari e outros

Grandes autores brasileiros reforçam o catálogo da Ubook. É que a plataforma de assinatura de audiolivros fechou parceria com a editora Luz da Cidade que passa a disponibilizar seu catálogo aos assinantes da Ubook. No catálogo, tem Paulo Autran lendo Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade; Edson Celulari lendo textos de Rubem Braga e Pedro Paulo Rangel lendo uma seleção de Manoel de Barros. Além disso, tem Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant´Anna e Antonio Cícero interpretando textos de sua própria autoria.

PublishNews | 14/04/2015

Download gratuito de livros


Editora Unesp coloca a disposição 43 livros para download gratuito

O selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, colocou a disposição dos internautas 43 livros para download gratuito. São títulos como Abordagens pedagógicas do ensino de linguagens em EJA, organizado por Miguel José Carlos e Cyntia Grazilella Guizelim Simões; O jogo como recurso pedagógico no contexto educacional, de José Milton de Lima e Política educacional e organização da educação brasileira, de Caros da Fonseca Brandão. Os títulos podem ser baixados gratuitamente aqui.

PublishNews | 14/04/2015

HarperCollins confirma acordo com Amazon


A HarperCollins entrou em acordo com a Amazon, e a varejista continuará vendendo os livros da editora versões impressa e digital. Os detalhes do novo contrato não foram revelados, mas o Wall Street Journal citou uma fonte familiarizada com o negócio, que relata que a HarperCollins irá definir os preços de venda dos seus livros digitais, com incentivos para que a editora forneça preços menores aos consumidores. Durante as negociações do contrato, a Amazon revelou que a sua oferta à HarperCollins foi semelhante à proposta oferecida a outras casas como Hachette, Simon & Schuster e Macmillan.

Por Joshua Farrington | The Bookseller | 14/04/2015

Brasil na corrida digital


Em 22 de maio do ano passado, depois de um Boing 737 pousar no Rio de Janeiro, a comissária de bordo anunciou: “Caros passageiros, um Kindle escorregou para frente durante o pouso. Por favor, verifiquem se ele é seu”. Isso é, certamente, um sinal de que a leitura digital está chegando ao Brasil. O pontapé foi no dia 5 de dezembro de 2012, com o Google, Amazon e Kobo lançando suas livrarias eletrônicas todas no mesmo dia. A Apple começou a vender em português dois meses antes e a Livraria Saraiva, maior rede do país, havia feito experiências com o digital desde 2010. Até o final de 2013, os e-books cresceram 400% em relação a 2012, embora as vendas totais representaram apenas 2,5% das unidades vendidas no comércio em geral. Como resultado, as expectativas para 2014 foram elevadas. No entanto, os e-books simplesmente não entraram no ritmo do samba. Estimativas de editores brasileiros mostram que apenas 3,5% das vendas foram feitas no formato digital. Apesar do crescimento limitado, o digital está pronto para decolar no Brasil. E não surpreendentemente, a Amazon emergiu como líder de mercado nos últimos dois anos. Embora não haja dados oficiais, as estimativas é que a Amazon tenha 30% do mercado de livros digitais no Brasil, seguida pela Apple [25%], Saraiva [20%], Google [15%] e Kobo [5%].

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Publishers Weekly | 14/04/2015

Nuvem de Livros chega a Espanha


Há oito anos, o empresário e editor Jonás Suassuna teve uma intuição: “Tudo está sendo digitalizado. Os livros também serão e isso acontecerá rapidamente”. Hoje, em 2015, aquela sua reflexão é uma obviedade. Suassuna acreditou no seu faro e começou a preparar uma grande biblioteca virtual. “Imaginei a quantidade de escolas sem livros que há no Brasil e como levar livros a essas escolas. O segredo estava na internet. O segredo era construir uma grande biblioteca e não uma livraria”. Assim, em 2011, criou a Nuvem de Livros, que, por uma assinatura, dá acesso a um sistema de streaming com cerca de 14 mil títulos em português. Agora, Suassuna, aliado com a Orange, desembarca na Espanha. Por 3,99 euros por mês, o cliente terá acesso a mais de três mil títulos, além dos 400 mil volumes da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. O objetivo do empresário não é ficar apenas na Espanha. “Escolhemos a Espanha como base das operações, em primeiro lugar, por que eu sou um apaixonado pelo país e, segundo porque é a base ideal para se alcançar o mercado latino-americano”, disse.

Por Antonio Jiménez Barca | Publicado originalmente em El Pais | 13/04/2015, às 19:36

A Amazon é amiga ou inimiga?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 10/04/2015 | Tradução Marcelo Barbão

Fui convidado para me unir a uma discussão chamada “Amazon: Amiga ou Inimiga” [no caso “para as editoras”] bancada pelo Digital Media Group da Honorável Companhia de Impressores [só na Inglaterra!] e que vai acontecer em Londres no próximo dia 13. Acho que a resposta deve ser “as duas coisas”, e tenho a suspeita de que meus companheiros de discussão — Fionnuala Duggan, que já foi da Random House e da CourseSmart; Michael Ross, da Enciclopédia Britânica, e Philip Walters, o moderador da conversa, vão concordar. É uma questão simples com muitas respostas complicadas. Tenho certeza de que Fionnuala, Michael e Philip vão apresentar algumas perspectivas que não tratarei aqui.

Os primeiros pensamentos que a pergunta traz para mim são as três formas pela qual a Amazon mudou profundamente a indústria.

Apesar de que quase toda editora tem dores de cabeça ao negociar com a Amazon, poucas poderiam negar que ela é a conta mais lucrativa, se levarem em consideração volume de vendas, retornos e o custo dos serviços. Este fato quase nunca é reconhecido e, portanto, pode ser classificado como um dos pequenos segredos da indústria. Como está consolidada entre a audiência que compra livros online e entrega com extraordinária eficiência, a Amazon deve achar que está totalmente justificada em ser dura nos descontos; afinal são a conta mais lucrativa de todas as editoras! Mas como estão realmente substituindo muitas outras contas robustas, a lucratividade que acrescentam coloca um preço alto na estabilidade e confiabilidade do negócio editorial, que se sente muito mais confortável com uma quantidade maior de contas. As editoras resistem bravamente às exigências da Amazon para mais margem, parcialmente porque não sabem até onde irão estas exigências.

Também é verdade que a Amazon criou quase sozinha o negócio do e-book. Sim, ele existia antes da criação do Kindle, em novembro de 2007, mas era insignificante. Foi preciso a combinação que somente a Amazon poderia juntar para fazer com que o mercado realmente surgisse. Eles criaram um aparelho de leitura com conectividade interna para download direto [o que, naquele tempo pré-wifi, exigia correr o risco real de que os preços de conexão pudessem matar a margem]. Eles tinham o poder para persuadir as editoras a colocar mais livros, especialmente novos títulos, disponíveis como e-books. E tiveram a atenção e a lealdade de uma porcentagem significativa de leitores de livros para defender os e-books. Com tudo isso e a disposição de investir em um mercado que não existia, a Amazon criou algo do zero. Tudo que aconteceu desde então – Nook, Apple, Google e Kobo – não teria funcionado se a Amazon não tivesse aberto o caminho. Na verdade, eles poderiam nem ter tentado! Steve Jobs desdenhou completamente os e-books como negócio antes de a Amazon ter demonstrado que eram downloads pelos quais muita gente estava disposta a pagar.

A outra grande mudança na indústria que é significativa, mas poderia não ter acontecido sem a Amazon é a autopublicação. O sucesso do Kindle gerou facilidades e barateou a forma para chegar a uma porção significativa da audiência que compra livros com preços baixos e margens altas. A Amazon também contribuiu com a criação de uma interface fácil de usar e um autosserviço eficiente. Novamente, outras empresas seguiram o caminho, incluindo a Smashwords. Mas quase todas as editoras de autopublicação que conseguiram sucesso comercial devem agradecer à Amazon. Parece que, pelo menos no espaço do e-book, as autopublicações vendem tantas unidades quanto algumas editoras das Cinco Grandes e, em ficção, até ultrapassam. Sem a Amazon, isso não poderia ter acontecido.

Então, destas três maneiras a Amazon realmente mudou a indústria – consolidando o grosso dos compradores de livros online, criando o negócio do e-book e permitindo que a autopublicação se tornasse viável comercialmente – as editoras teriam que falar que as duas primeiras foram benéficas [amiga] e a última seria melhor não ter acontecido [inimiga].

A segunda grande questão para esta discussão da Amazon tem a ver com a assimetria entre o que a Amazon conhece da indústria e o que a indústria conhece da Amazon. Dados sobre a indústria editorial são notórios por serem pouco conhecidos e por causa do grande número de audiência e modelos comerciais no “negócio do livro”, que são difíceis de interpretar de forma inteligente. A Amazon, por outro lado, tem sua própria forma de tornar as coisas opacas ao não compartilhar informações.

A primeira indicação disso é que a Amazon não usa o número ISBN que é padrão da indústria; eles têm seu próprio número chamado ASIN. Então enquanto a indústria tem uma contagem total de títulos através das agências de ISBN que exige um grau próprio de interpretação, os títulos publicados exclusivamente pela Amazon, que só possuem ASINs e não ISBNs, são um “buraco negro” total. Ninguém, exceto a Amazon, sabe quantos existem e em que categorias podem ser colocados.

Outra parte do negócio da Amazon que possui uma relevância crítica para o resto da indústria, mas está totalmente escondida é seu negócio de livros usados. Há uma discussão a ser feita de que o mercado de livros usados que a Amazon alimenta na verdade ajuda as editoras a vender seus livros novos com preços mais altos dando aos consumidores uma forma de recuperar seu dinheiro. Mas também é verdade que as pessoas estão comprando cópias usadas de livros que, em outra situação, teriam comprado novos, com a escolha usada mais barata sendo oferecida para eles já quando o livro é publicado. Poderíamos assumir intuitivamente que o efeito se torna cada vez mais corrosivo com títulos mais antigos e o suprimento de cópias usadas continua aumentando com a queda na demanda do livro, fazendo com que o preço dos livros usados caia. Mas ninguém fora da Amazon sabe algo sobre isso, incluindo o tamanho do mercado.

E da mesma forma, não temos ideia de qual é o tamanho do negócio de livros proprietários da Amazon: os títulos que somente eles publicam. Além de não saber quantos há ou em que categorias estão, nós não podemos interpretar como as vendas dos títulos publicados pela Amazon poderiam afetar as perspectivas para títulos que uma editora poderia ter contratado. Só a Amazon possui essa perspectiva para informar sobre seus títulos, seu merchandising, e medir a extensão de sua capacidade de alavancar vendas nas negociações com editoras.

Voltando à pergunta original, exceto pela possibilidade de que as vendas de algum novo livro ocorram porque o comprador confia na possibilidade de revender, isso é tudo parte do inimigo!

Em retrospectiva, é claro que a grande vantagem da Amazon foi que eles sempre tiveram a intenção de usar o negócio do livro como um trampolim para uma jogada maior; nunca viram os livros como um fim em si mesmo. Isso foi uma antecipação do futuro que ninguém dentro do negócio do livro entendeu quando estava acontecendo, nem foi imitado por outros participantes que somente estão dentro do negócio dos livros. Mas foi a chave da economia da Amazon. Eles não precisavam ganhar muita margem nos livros; estavam concentrados no “valor do cliente eterno” e viram muitas formas de conquistá-lo. Google e Apple têm a mesma realidade: livros para eles estão a serviços de propósitos maiores. Mas começaram com propósitos maiores e, por esta e outras razões, nunca conseguiram ser tão bons quanto a Amazon com livros. [Uma grande deficiência das ofertas da Google e da Apple é que são apenas digitais; eles não imprimem livros.] E a B&N e a Waterstone’s nunca pensaram além de livros; parece que a Waterstone’s nunca pensou muito além das lojas físicas!

Mas pode ser que a Amazon esteja se aproximando dos limites de sua parte do mercado de livros. O que eles trabalharam no mundo de língua inglesa – para livros impressos há duas décadas e e-books há quase uma década – porque foram os primeiros e foram capazes de agregar um enorme case de clientes antes da existência de qualquer desafio sério. Não vai ser tão fácil dominar novos mercados hoje, especialmente aqueles que têm regras que dificultam a competição de preços. Diferenças de linguagem significam que mercados de livros vão permanecer “locais” por um bom tempo e será difícil para a Amazon deslocar os fortes atores locais.

A Amazon tem poderosas ferramentas para manter seus clientes. Prime é a mais eficiente: quando os clientes pagam uma taxa substancial para envios gratuitos, é pouco provável que comprem em outro lugar. O Kindle é outro. Os aparelhos e os apps possuem ampla distribuição e, por causa da autopublicação, Kindle continua a livraria com a maior seleção.

O mercado está mudando, claro. A grande vantagem da Amazon é ter a maior seleção de livros impressos e digitais em um único lugar. Todos sabem há décadas que este é o melhor ímã para atrair compradores de livros. Mas agora muitos livros estão sendo lidos sem a compra nas livrarias como antes. Estamos no começo de uma era de “distribuição distribuída”. Muitas ofertas tecnológicas diferentes — Aerbook, Bluefire, De Marque, Page Foundry e Tizra entre elas — podem facilitar a vida das editoras para a venda direta de e-books [e a Aerbook permite também a promoção nas redes sociais]. Os serviços de assinatura Scribd, Oyster, 24Symbols e Bookmate [assim como o próprio Kindle Unlimited da Amazon] estão afastando os clientes da compra de e-books à la carte, e Finitiv e Impelsys facilitam que qualquer entidade ofereça leitura digital por assinatura. Todas essas vendas, exceto Kindle Unlimited, diminuem a participação da Amazon, já que é a principal livraria hoje em dia. As editoras no geral veem esta dispersão de mercado como uma coisa boa, apesar de que alguns dos problemas de falta de transparência começam a surgir e, na verdade, os grandes serviços de assinatura geral são um novo grupo de intermediários potencialmente perturbadores que agora estão ganhando poder.

Para o futuro próximo – nos próximos anos – a Amazon vai continuar dominante na maior parte do mundo como o local central onde podemos comprar livros online à la carte porque eles têm os melhores serviços, a maior seleção e vendem tanto impressos quanto digitais. Mas eles agora têm um novo desafio com a próxima rodada das mudanças do mercado, pois o que eles dominam vai se tornar uma porção menor do negócio geral de livros nos próximos anos. As editoras encaram o mesmo desafio, mas de uma forma diferente.

O evento que serviu de inspiração para este post acontece na noite anterior à abertura da Feira do Livro de Londres. A entrada é paga. Se você vai à Feira e quiser participar,eu recomendo! Não vou ter, como sempre, uma base de operações verdadeira na Feira, mas vou ficar nos três dias com algum tempo disponível para encontrar novos e velhos amigos. Mande um e-mail para info@idealog.com se quiser organizar algo.

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Nova versão do Kobo vem com tela de alta definição e preço lá embaixo


Novo modelo concorre com o Kindle Voyage, mas custando 70 dólares a menos

A Kobo se prepara para lançar a nova geração do seu e-reader. O Kobo Glo HD deve ser lançado no dia 1º de maio e vem com tela de alta resolução, para concorrer com o Kindle Voyage, mas com o precinho muito mais camarada. O produto deve sair por US$ 129,99, 70 dólares a menos do que seu concorrente. Com tela de seis polegadas, a nova versão do Kobo tem resolução de 1440 x 1072 pixels e o modelo já vem com iluminação embutida. As demais especificações técnicas não mudam: o novo Kobo tem processador de 1 GHz e possui bateria de longa duração e capacidade de armazenamento de 4GB. O novo produto será lançado inicialmente nos EUA, Austrália, Nova Zelândia e no Canadá. Ainda não há data e nem informações de preços no Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 09/04/2015

‘Booktubers’ dão dicas de livros


Quer saber quais livros bacanas você pode ler agora nas férias escolares ou ao longo de 2015? Pois você pode seguir, no YouTube, algumas dicas dos chamados”booktubers”. São internautas que fazem resenhas de livros e dão dicas literárias em vídeos.

O Abecedário selecionou alguns canais booktubers comandados por jovens e encontrou dicas bem interessantes de leitura, que vão de “Cidades de papel” [John Green, Ed. Intrínseca] –muito procurado por jovens especialmente depois do sucesso de “A culpa é das estrelas”, do mesmo autor,– a clássicos como “Laranja Mecânica” [Anthony Burguess, Ed. Aleph], publicado originalmente em 1962.

Para saber mais sobre a proposta booktuber, o blog conversou com o autor de “Então, eu Li“, comandado há dois anos pelo adolescente Daniel Destro, 15, morador de Barra Bonita, São Paulo [270 km da capital]. O autor diz que lê, em média, cinco livros por mês e resolveu compartilhar suas impressões sobre as obras.

O mais bacana é que Daniel recebe os livros de editoras como DarkSide, Arqueiro, Zahar, Aleph e Globo Livros para fazer as resenhas no YouTube. “Na hora de fazer resenha, minha opinião não é influenciada só pelo fato que ganhei o livro. E se eu realmente não gostar do livro, eu irei falar”, diz. Bacana, Daniel!

Fiquei curiosa para saber de onde surgiu essa sede pela leitura. “Comecei a entrar nesse mundo pelos quadrinhos da ‘Turma da Mônica’. Logo depois, ‘Turma da Mônica Jovem’. Mas o gosto de ler compulsivamente surgiu após ler a saga ‘Harry Potter’ [ J.K.Rowling, Ed.Rocco]”, diz Daniel.

E de que forma seu gosto pela leitura melhorou sua vida, Daniel? “É como se fosse um refúgio desse mundo maligno. Você esquece do que acontece na sua volta e viaja sem sair do lugar”, diz. “Além disso, o hábito da leitura deixa você um pouco mais criativo, você conhece diversas palavras, tem um conhecimento maior do mundo, pois você aprende diversas coisas. Por exemplo, na saga ‘Percy Jackson e os olimpianos’ [Rick Riordan, Ed. Intrínseca], você acaba de ler a saga sabendo um pouco sobre a mitologia dos deuses gregos.

Muito bacana. Eu ainda estou fazendo minha lista de obras para 2015. E você? Quais são seus 12 livros para 2015?

Por Sabine | Publicado originalmente em Folha de São Paulo | 09/01/2015

Editora disponibiliza a obra “Brazilian Identities” gratuitamente


Editora coloca e-book sobre a identidade brasileira para download gratuito

O selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, coloca à disposição o download gratuito do livro Brazilian Identities – compositions and recomposition, organizado por Cristina Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães. O livro, que integra a coleção Desafios Contemporâneos, vários autores lançam um olhar panorâmico sobre a identidade nacional, contribuindo para o debate sobre o que é o Brasil e quem são os brasileiros. O download gratuito to texto em português pode ser feito aqui.

PublishNews | 08/04/2015

Jornadas Culturais aborda digitalização


11º edição do evento acontece no dia 29 de abril

As Jornadas Culturais 2015, uma série de dez eventos realizados ao longo do ano com foco na preservação da memória, abrirá inscrições a partir de 14 de abril, para o segundo encontro que acontecerá em 29 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie [Rua Itambé, 143, Prédio1 ou Rua Maria Antônia, 307, Higienópolis, São Paulo/SP]. Com o tema Digitalização de documentos arquivísticos, o evento contará com palestra de Millard Schisler, mestre em Artes Visuais e especialista em organização, preservação e digitalização de acervos bidimensionais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 14/04 no site do Itaú Cultural.

PublishNews | 08/04/2015