Conteúdo digital estimula as editoras


Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. O “vício” é tão intenso que, muitas vezes, até durante as refeições, a atenção é dividida com os assuntos que estão nos aparelhos.

Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios.

Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais.

A empresa desenvolve livros digitais analíticos, jogos educativos, simuladores, vídeos, infográficos animados, plataforma de avaliação adaptativa e aplicativos para tablets. “Fazemos um planejamento digital para todas as obras. Contamos com um departamento de Tecnologia de Educação formado por especialistas em multimídia, pedagogos e editores de conteúdos digitais, que são responsáveis pelo desenvolvimento dos livros digitais e seus conteúdos multimídia, além da utilização da linguagem adequada para o ambiente digital“, afirma o gerente executivo de desenvolvimento digital da Abril Educação, Mário Matsukura.

As escolas públicas e privadas são consumidoras do material digital da empresa. Nos estabelecimentos da rede pública, os livros didáticos são oferecidos em formato impresso e digital, além de um DVD com objetos educacionais digitais. Já nas escolas privadas, o número de instituições que adota a versão digital e usa o tablet em sala de aula é cada vez maior.

Os materiais didáticos podem ser usados desde a educação infantil até o ensino médio. Os alunos acessam os livros digitais interativos, fazem anotações, entram em conteúdos digitais integrados ao seu livro, tais como vídeos, galeria de imagens e infográficos para aprofundamento das explicações dadas em sala de aula e complementar seus estudos“, detalha o executivo da Abril Educação. Para o ensino médio o foco é estimular o autoestudo, além do aprofundamento das explicações.

O livro digital possui questões interativas ao longo do conteúdo programático, além de gerar relatórios analíticos para o acompanhamento da turma pelo professor. A ideia é ajudar o aluno a verificar se entendeu o conteúdo. Para o professor, a vantagem é saber se a classe está acompanhando suas explicações. Os gráficos dão uma visão clara de cada aluno, turma e disciplina na utilização do livro didático digital em sala de aula. O tablet está integrado aos Portais da Abril Educação para o complemento de pesquisas no acervo de biblioteca de conteúdos, ferramentas de autoria e banco de questões.

O governo começou a pedir o conteúdo digital por meio dos editais e as escolas privadas tiveram que acompanhar o movimento. O interessante é que os estabelecimentos nem precisam mais ter um laboratório com computadores. As aulas podem acontecer nas salas, com alunos e professores seguindo os tablets“, indica o gerente de inovação e novas mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca.

A FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

O modelo de negócios do livro didático ainda é baseado no livro impresso. É rara a adoção exclusiva de um livro digital. O que existe hoje é o livro impresso mais o complemento digital, ou mais o conteúdo digital”, ressalta Fonseca. “O universo digital ainda não está descolado, como negócio, do livro impresso.

De qualquer forma, segundo ele, a produção digital alavanca a venda do livro impresso. “Temos que levar soluções para o mercado. No futuro não muito distante o conteúdo digital poderá permitir que a lição de casa seja distribuída virtualmente e também facilitar o contato com os pais dos alunos. Estamos falando de uma revolução“, destaca o executivo da FTD.

Mas muitas editoras pensam com muito cuidado na adaptação ao “mundo digital”. É que a mudança significa um alto investimento. A Editora Dimensão, por exemplo, fornece livros impressos para os alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas. “O livro impresso ainda é a tendência. Por enquanto o conteúdo virtual não é nossa prioridade“, afirma o assessor de comunicação da Dimensão, Guilherme Amorim. Ele detalha que, para produzir o conteúdo digital para uma coleção com cinco livros de português destinados ao ensino fundamental, por exemplo, é necessário desembolsar pelo menos R$ 80 mil. “Os editais do governo, dos quais participamos, não exigem a produção de conteúdo digital.

Mas a agilidade que a tecnologia nos oferece já está arraigada no dia a dia das pessoas. E as escolas precisarão acompanhar as mudanças. “Os professores e as escolas precisam estar preparados para os alunos que se acostumam, cada vez mais cedo, com a tecnologia. O efeito que vemos hoje está se ampliando: a convivência dos conteúdos digital e impresso“, diz o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva. O desafio atual é usar a tecnologia para melhorar o que é aprendido na sala de aula.

Por Neide Martingo | Publicado em Valor Econômico | 27/02/2015

Novo curso em São Paulo aborda eBooks e Bibliotecas Digitais


O curso visa apresentar aos participantes o universo dos e-books [livros digitais], analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação, identificando as alterações que proporciona ou pode vir a proporcionar aos profissionais da informação e suas atividades;

Objetivos gerais: Definir os e-books a partir de sua evolução e analisar as possibilidades de utilização nas bibliotecas. Serão discutidos os elementos dos e-books, as formas de licenciamento, os modelos de negócios e as formas de acesso;

Objetivos específicos: Analisar as atividades bibliotecárias que sofrem interferência com os e-books, analisando principalmente as questões relacionadas ao desenvolvimento de coleções, aquisição, processamento técnico e serviços aos usuários. Os e-books representam uma mudança de paradigma na forma como as bibliotecas realizam a curadoria de seus acervos, adquirem e mantem recursos e disponibilizam os recursos aos usuários finais.

Carga horária: 8 horas com certificado de participação;

Descrição: O curso visa apresentar aos participantes o universo dos e-books [livros digitais], analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação, identificando as alterações que proporciona ou pode vir a proporcionar aos profissionais da informação e suas atividades;
Objetivos gerais: Definir os e-books a partir de sua evolução e analisar as possibilidades de utilização nas bibliotecas. Serão discutidos os elementos dos e-books, as formas de licenciamento, os modelos de negócios e as formas de acesso;
Objetivos específicos: Analisar as atividades bibliotecárias que sofrem interferência com os e-books, analisando principalmente as questões relacionadas ao desenvolvimento de coleções, aquisição, processamento técnico e serviços aos usuários. Os e-books representam uma mudança de paradigma na forma como as bibliotecas realizam a curadoria de seus acervos, adquirem e mantem recursos e disponibilizam os recursos aos usuários finais.

Conteúdo programático:

E-books [histórico, definições, conceitos];
Elementos dos e-books [formato, dispositivo de leitura, plataforma, DRM];
Tipos de conteúdo [open access, domínio público, auto publicação, licenciado];
Tipos de fornecedores [editores, agregadores, distribuidores, autores];
Aquisição x Licenciamento [teoria da primeira venda, teoria do uso justo];
Modelos de negócios [aquisição perpétua, assinatura, DDA, STL];
Acesso [plataforma e aos conteúdos];
Empréstimo digital [e-books e dispositivos de leitura] e aluguel;
Atividades bibliotecárias [desenvolvimento de coleções, gestão de conteúdo digital, competência em informação, privacidade de usuários, descarte, processamento técnico etc.];
Serviços oferecidos aos usuários;
Critérios para seleção de fornecedores de e-books;
Vantagens e desvantagens

Docente: Liliana Giusti Serra

Mestranda do Programa de Pós Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo [ECA/USP]. Bibliotecária especialista em Gerência de Sistemas de Informação formada pela Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo. Pesquisadora sobre o tema com publicações e contribuições em blogs, congressos, revistas, jornais etc. Autora da obra Livro digital e bibliotecas, editado pela Fundação Getúlio Vargas.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4291164D6

Inscrições e Informações sobre o curso:

§ Investimento : R$ 370,00 [ trezentos e setenta reais] ;

§ Local : Faculdade Belas Artes – Rua Dr Álvaro Alvim, 90 – Vila Mariana; Mapa : http://www.belasartes.br/site/atendimento/localizacao

§ Coordenação : Irene Butti Consultoria SC Ltda – CNPJ 03.690.741/0001-30;

§ Período das inscrições e reserva de vagas : 06/03 -através do e-mail : irene_btt@yahoo.com.br;

§ Nota : Todos os participantes receberão gratuitamente o livro [ na versão impressa ou digital ] da Profa. Liliana Serra : Livro digital e bibliotecas. São Paulo, Coleção FGV de Bolso | Série Sociedade & Cultura, 2014.

40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015