Conteúdo digital estimula as editoras


Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. O “vício” é tão intenso que, muitas vezes, até durante as refeições, a atenção é dividida com os assuntos que estão nos aparelhos.

Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios.

Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais.

A empresa desenvolve livros digitais analíticos, jogos educativos, simuladores, vídeos, infográficos animados, plataforma de avaliação adaptativa e aplicativos para tablets. “Fazemos um planejamento digital para todas as obras. Contamos com um departamento de Tecnologia de Educação formado por especialistas em multimídia, pedagogos e editores de conteúdos digitais, que são responsáveis pelo desenvolvimento dos livros digitais e seus conteúdos multimídia, além da utilização da linguagem adequada para o ambiente digital“, afirma o gerente executivo de desenvolvimento digital da Abril Educação, Mário Matsukura.

As escolas públicas e privadas são consumidoras do material digital da empresa. Nos estabelecimentos da rede pública, os livros didáticos são oferecidos em formato impresso e digital, além de um DVD com objetos educacionais digitais. Já nas escolas privadas, o número de instituições que adota a versão digital e usa o tablet em sala de aula é cada vez maior.

Os materiais didáticos podem ser usados desde a educação infantil até o ensino médio. Os alunos acessam os livros digitais interativos, fazem anotações, entram em conteúdos digitais integrados ao seu livro, tais como vídeos, galeria de imagens e infográficos para aprofundamento das explicações dadas em sala de aula e complementar seus estudos“, detalha o executivo da Abril Educação. Para o ensino médio o foco é estimular o autoestudo, além do aprofundamento das explicações.

O livro digital possui questões interativas ao longo do conteúdo programático, além de gerar relatórios analíticos para o acompanhamento da turma pelo professor. A ideia é ajudar o aluno a verificar se entendeu o conteúdo. Para o professor, a vantagem é saber se a classe está acompanhando suas explicações. Os gráficos dão uma visão clara de cada aluno, turma e disciplina na utilização do livro didático digital em sala de aula. O tablet está integrado aos Portais da Abril Educação para o complemento de pesquisas no acervo de biblioteca de conteúdos, ferramentas de autoria e banco de questões.

O governo começou a pedir o conteúdo digital por meio dos editais e as escolas privadas tiveram que acompanhar o movimento. O interessante é que os estabelecimentos nem precisam mais ter um laboratório com computadores. As aulas podem acontecer nas salas, com alunos e professores seguindo os tablets“, indica o gerente de inovação e novas mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca.

A FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

O modelo de negócios do livro didático ainda é baseado no livro impresso. É rara a adoção exclusiva de um livro digital. O que existe hoje é o livro impresso mais o complemento digital, ou mais o conteúdo digital”, ressalta Fonseca. “O universo digital ainda não está descolado, como negócio, do livro impresso.

De qualquer forma, segundo ele, a produção digital alavanca a venda do livro impresso. “Temos que levar soluções para o mercado. No futuro não muito distante o conteúdo digital poderá permitir que a lição de casa seja distribuída virtualmente e também facilitar o contato com os pais dos alunos. Estamos falando de uma revolução“, destaca o executivo da FTD.

Mas muitas editoras pensam com muito cuidado na adaptação ao “mundo digital”. É que a mudança significa um alto investimento. A Editora Dimensão, por exemplo, fornece livros impressos para os alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas. “O livro impresso ainda é a tendência. Por enquanto o conteúdo virtual não é nossa prioridade“, afirma o assessor de comunicação da Dimensão, Guilherme Amorim. Ele detalha que, para produzir o conteúdo digital para uma coleção com cinco livros de português destinados ao ensino fundamental, por exemplo, é necessário desembolsar pelo menos R$ 80 mil. “Os editais do governo, dos quais participamos, não exigem a produção de conteúdo digital.

Mas a agilidade que a tecnologia nos oferece já está arraigada no dia a dia das pessoas. E as escolas precisarão acompanhar as mudanças. “Os professores e as escolas precisam estar preparados para os alunos que se acostumam, cada vez mais cedo, com a tecnologia. O efeito que vemos hoje está se ampliando: a convivência dos conteúdos digital e impresso“, diz o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva. O desafio atual é usar a tecnologia para melhorar o que é aprendido na sala de aula.

Por Neide Martingo | Publicado em Valor Econômico | 27/02/2015

Novo curso em São Paulo aborda eBooks e Bibliotecas Digitais


O curso visa apresentar aos participantes o universo dos e-books [livros digitais], analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação, identificando as alterações que proporciona ou pode vir a proporcionar aos profissionais da informação e suas atividades;

Objetivos gerais: Definir os e-books a partir de sua evolução e analisar as possibilidades de utilização nas bibliotecas. Serão discutidos os elementos dos e-books, as formas de licenciamento, os modelos de negócios e as formas de acesso;

Objetivos específicos: Analisar as atividades bibliotecárias que sofrem interferência com os e-books, analisando principalmente as questões relacionadas ao desenvolvimento de coleções, aquisição, processamento técnico e serviços aos usuários. Os e-books representam uma mudança de paradigma na forma como as bibliotecas realizam a curadoria de seus acervos, adquirem e mantem recursos e disponibilizam os recursos aos usuários finais.

Carga horária: 8 horas com certificado de participação;

Descrição: O curso visa apresentar aos participantes o universo dos e-books [livros digitais], analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação, identificando as alterações que proporciona ou pode vir a proporcionar aos profissionais da informação e suas atividades;
Objetivos gerais: Definir os e-books a partir de sua evolução e analisar as possibilidades de utilização nas bibliotecas. Serão discutidos os elementos dos e-books, as formas de licenciamento, os modelos de negócios e as formas de acesso;
Objetivos específicos: Analisar as atividades bibliotecárias que sofrem interferência com os e-books, analisando principalmente as questões relacionadas ao desenvolvimento de coleções, aquisição, processamento técnico e serviços aos usuários. Os e-books representam uma mudança de paradigma na forma como as bibliotecas realizam a curadoria de seus acervos, adquirem e mantem recursos e disponibilizam os recursos aos usuários finais.

Conteúdo programático:

E-books [histórico, definições, conceitos];
Elementos dos e-books [formato, dispositivo de leitura, plataforma, DRM];
Tipos de conteúdo [open access, domínio público, auto publicação, licenciado];
Tipos de fornecedores [editores, agregadores, distribuidores, autores];
Aquisição x Licenciamento [teoria da primeira venda, teoria do uso justo];
Modelos de negócios [aquisição perpétua, assinatura, DDA, STL];
Acesso [plataforma e aos conteúdos];
Empréstimo digital [e-books e dispositivos de leitura] e aluguel;
Atividades bibliotecárias [desenvolvimento de coleções, gestão de conteúdo digital, competência em informação, privacidade de usuários, descarte, processamento técnico etc.];
Serviços oferecidos aos usuários;
Critérios para seleção de fornecedores de e-books;
Vantagens e desvantagens

Docente: Liliana Giusti Serra

Mestranda do Programa de Pós Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo [ECA/USP]. Bibliotecária especialista em Gerência de Sistemas de Informação formada pela Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo. Pesquisadora sobre o tema com publicações e contribuições em blogs, congressos, revistas, jornais etc. Autora da obra Livro digital e bibliotecas, editado pela Fundação Getúlio Vargas.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4291164D6

Inscrições e Informações sobre o curso:

§ Investimento : R$ 370,00 [ trezentos e setenta reais] ;

§ Local : Faculdade Belas Artes – Rua Dr Álvaro Alvim, 90 – Vila Mariana; Mapa : http://www.belasartes.br/site/atendimento/localizacao

§ Coordenação : Irene Butti Consultoria SC Ltda – CNPJ 03.690.741/0001-30;

§ Período das inscrições e reserva de vagas : 06/03 -através do e-mail : irene_btt@yahoo.com.br;

§ Nota : Todos os participantes receberão gratuitamente o livro [ na versão impressa ou digital ] da Profa. Liliana Serra : Livro digital e bibliotecas. São Paulo, Coleção FGV de Bolso | Série Sociedade & Cultura, 2014.

40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Infográfico explora possibilidades digitais de uma biblioteca


‘Guia de Viagem Digital para Bibliotecários’ foi traduzido com exclusividade para o PublishNews

O infográfico Guia de Viagem Digital para Bibliotecários, organizado por Javier Celaya — da Dosdoce, consultoria que avalia a aplicação de novas tecnologias no setor cultural –, e traduzido com exclusividade para o PublishNews, traz uma série de recursos digitais que podem ser aplicados em bibliotecas, incluindo novas gerações de tecnologia como QR Codes, sistemas de realidade aumentada e de geolocalização,  sensores inteligentes, robôs e até drones. Na opinião de Celaya, estes dispositivos são capazes de transformar completamente os espaços físicos das bibliotecas e os serviços oferecidos por elas, enriquecendo a experiência dos seus usuários. Celaya acredita que o potencial destas tecnologias é imenso: “na era digital, a visitar uma biblioteca não é mais uma atividade meramente analógica, mas um processo compartilhado com a tecnologia. Para continuar fornecendo aos usuários o melhor serviço e enriquecer as suas experiências da viagem, as bibliotecas poderão incorporar gradualmente todo tipo de tecnologias em seus espaços físicos”. O Guia de Viagem Digital para Bibliotecários demonstra a aplicação de cada uma dessas bases tecnológicas, transformando-se em uma ferramenta de referência rápida e útil ao mundo do livro.

PublishNews | 26/02/2015

Empresa faz conversão de eBooks sem custos iniciais para editoras


Digitaliza Brasil aposta na parceria com editoras para fazer o mercado do livro digital crescer no Brasil

Em atividade desde 2013, a Digitaliza Brasil acaba de colocar na rua um novo modelo de negócio. A empresa, especializada em conversão e distribuição digital de livros, está abrindo às editoras a possibilidade de converter seus livros para o digital sem nenhum custo inicial. A proposta é fazer a conversão, organizar os metadados e começar a distribuição sem que as editoras coloquem a mão no bolso. A remuneração pela conversão é descontada quando o livro for vendido. Uma vez que os custos da conversão tenham sido cobertos, a empresa passa a fazer a ser remunerada apenas pela distribuição. Para Igdal Parnes, sócio-fundador da empresa, é uma forma de aumentar o número de editoras brasileiras no mundo digital. “Se a gente não for parceiro das editoras, o mercado de e-books não vai decolar no Brasil. Nesse modelo, as editoras entram no mundo digital sem colocar um tostão no negócio”, comentou Igdal que deixou a direção geral da Campus em 2012 e montou a Digitaliza. A empresa, que segundo Igdal tem pouco mais de 30 editoras na cartela de clientes, faz a distribuição digital para as maiores plataformas de vendas de e-books: Amazon, Apple, Google, Saraiva, Cultura e Barnes & Noble. “A nossa filosofia é passar a maior porcentagem de receitas para as editoras. É uma maneira de mostrar para o mercado que a gente está junto com as editoras”, disse. Nesse modelo recém lançado, a Digitaliza diz que já está convertendo cerca de 500 livros e a expectativa é que esse número chegue a seis mil até o fim do ano. “Temos capacidade para isso”, bate no peito. Sobre a chegada da BookWire ao mercado brasileiro [leia matéria sobre isso clicando aqui], Igdal diz estar confiante no potencial da Digitaliza. “Acredito que o mercado brasileiro é ainda muito pequeno, mas torço para que tenha espaço para todos”, disse ao PublishNews. Atualmente, no Brasil, há, além da Digitaliza e da BookWire, outros três players: Xeriph, DLD e Acaiaca. Contatos com a Digitaliza podem ser feitos pelo e-mail igdal@digitalizabrasil.com.br.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/02/2015

Árvore de Livros chega às Bibliotecas Escolares do Rio


Os leitores das Bibliotecas Escolares Municipais [BEM] vão poder acessar pela web acervo de 1 mil eBooks

A Prefeitura do Rio vai introduzir nas BEM a leitura de eBooks. Os usuários da rede não só vão poder utilizar seus celulares para ler os livros digitais como também poderão continuar a leitura ou mesmo emprestar outras obras, em casa, no transporte coletivo ou em qualquer lugar onde estiverem.

Inicialmente, será realizado um projeto-piloto em 10 Bibliotecas Escolares Municipais [relação abaixo] e na Sala de Leitura Prof. Lourenço Filho, que fica no Centro Administrativo São Sebastião e Escola de Formação do Professor Carioca Paulo Freire . O acervo inicial terá por 1.000 eBooks de autores clássicos e obras autorizadas pelas editoras. Será utilizada a plataforma de empréstimo de eBooks da Árvore de Livros, que participa do programa em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

Como o acesso aos eBooks será feito por streaming [sem a transferência de arquivo], a leitura poderá ser feita mesmo com a internet desligada, desde que o texto seja mantido na tela. Além do smartphone, os livros digitais poderão ser lidos em tablets, computadores, notebooks e alguns modelos de e-readers.

O número de eBooks emprestados por cada usuário é ilimitado, só não podendo acumular mais de três simultaneamente. Os empréstimos são por 15 dias, podendo prorrogar quantas vezes for necessário. O usuário recebe login e senha para acessar a plataforma. Em locais onde a biblioteca digital já funciona, o índice de leitura ultrapassa os 16 livros por anos, quatro vezes mais do que a média brasileira, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto PróLivro e Ibope.

O projeto terá início na quinta-feira [dia 26/02], quando será apresentado aos professores da rede municipal, com palestra do ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional Galeno Amorim, que é um dos dirigentes da Árvore. Segundo ele, “a era digital vai promover uma verdadeira revolução na leitura no Brasil, com impactos extraordinários na educação e nos índices de leitura da população”.

A Árvore está presente em bibliotecas públicas, escolares e de instituições e empresas em 26 estados e no Distrito Federal.

Veja onde se cadastrar:

UNIDADE ENDEREÇO BAIRRO TELEFONE E-MAIL

Sala de Leitura professor Lourenço Filho Rua Afonso Cavalcanti, 455 sala 421 Cidade Nova 2976-2318 smemidia@rioeduca.net
Escola de Formação do Professor Carioca – Paulo Freire Av. Presidente Vargas, 1314 Centro 2253 – 4387 epfsme@rioeduca.net
BEM de Copacabana – CARLOS DRUMMOND
DE ANDRADE/MAX FEFFER Rua Sá Ferreira, 80 Copacabana 2267 5561 bibliocopa@rioeduca.net
BEM da Glória – PEDRO NAVA Rua da Glória, 214 – 2º andar Glória 2224 6257 bibligloria@rioeduca.net
BEM do Grajaú – CLARICE LISPECTOR Rua José Vicente, 55 Grajaú 2214 3027 bibligrajau@rioeduca.net
BEM do Leblon – VINICIUS DE MORAES Av. Bartolomeu Mitre, 1297 Leblon 2294 1598 biblileblon@rioeduca.net
BEM do Engenho Novo – AGRIPINO GRIECO Rua 24 de maio, 1305 Engenho Novo 3277 1402 biblienovo@rioeduca.net
BEM da Penha – ÁLVARO MOREYRA Rua Leopoldina Rego, 734 Penha 3885 8477 biblipenha@rioeduca.net
BEM de Olaria/Ramos – JOÃO RIBEIRO Rua Uranos, 1230 Ramos 3885 9492 bibliolaria@rioeduca.net
BEM de Bangu – CRUZ E SOUZA Rua Silva Cardoso, 349 Bangu 3332 0675 biblibangu@rioeduca.net
BEM de Jardim Sulacap – LUCIA BENEDETTI Praça Mário Saraiva, s/nº Jardim Sulacap 3357 2473 biblisulacap@rioeduca.net
BEM de Santa Cruz – JOAQUIM NABUCO Rua das Palmeiras Imperiais, s/nº Santa Cruz 3395 2444 bibliscruz@rioeduca.net

Site do BEM [Bibliotecas Escolares Municipais] do Rio – 26/02/2015

“Manuscrito Encontrado em Accra”, de Paulo Coelho, é lançado em audiobook


Além de sentir-se bastante à vontade nos formatos impressos e digitais, Paulo Coelho também experimenta tecnologias de áudio. “Manuscrito Encontrado Em Accra”, seu mais recente trabalho, agora está disponível em versão áudio nas plataformas Audible [leia-se Amazon] e iTunes [leia-se Apple].

Segundo Paulo Coelho, “Manuscrito Encontrado em Accra” revela quem somos e do que sentimos medo. Revela que o que esperamos de um futuro duradouro está baseado em crenças que existem dentro de nós mesmos, não se baseia no conhecimento ou na adversidade que nos rodeia. “Nenhum de nós pode saber o que o futuro nos reserva, porque a cada dia tem seus bons e maus momentos. Então esqueça o exército esperando lá fora, esqueça o medo que se esconde nas dificuldades que enfrentamos. “.

O audiobook de “Manuscrito Encontrado em Accra” também está disponível em inglês, alemão, sueco, norueguês e até finlandês. O leitor só não vai encontrar o livro disponível em português por motivos que já comentei nos meus livros sobre o tema.

Ednei Procópio

Sobre as páginas de créditos de imagens


Se um livro tem imagens, o responsável por sua adaptação para e-book pode estar diante de um desafio, ou mesmo de uma dor de cabeça. Tudo depende do diálogo entre o material original e as possibilidades e limitações do novo formato. Pensemos, por exemplo, num caderno de imagens: o espaço das telas não se compara com o das páginas, de modo que a disposição das imagens normalmente precisa ser repensada.

Mas, além de possíveis problemáticas envolvendo as imagens em si, há um outro elemento ligado a elas, e muito pouco lembrado, para o qual também é interessante atentar: a página de créditos das imagens, onde são relacionados os fotógrafos, desenhistas, donos dos direitos autorais, enfim, os fornecedores em geral das imagens presentes no livro.

Essa seção, comumente localizada no final do livro [também há casos em que está logo no início], não tem uma configuração padrão e pode variar de obra para obra, de editora para editora. Essas diferenças podem ser atribuídas à própria maneira como as imagens entram no livro, se num encarte próprio ou distribuídas ao longo do texto, ou a um padrão de listagem específico adotado naquela publicação.

Como lidaremos com essa seção no livro digital? Bem, não é exatamente difícil, mas há algumas diretrizes importantes.

É importante, de início, entender que esta página de créditos serve não apenas para elencar os donos das imagens utilizadas no livro, mas também para mostrar claramente ao leitor de onde/de quem elas vêm. O leitor deve poder, a partir das informações da página, associar cada imagem ao fornecedor apontado.

O princípio básico tem que ser o do acesso: deve ser possível ao leitor chegar, a partir da página de créditos, às imagens listadas. No impresso, algumas formas comuns de atingir esse objetivo são indicar o número das páginas onde cada imagem aparece, listar os fornecedores na exata ordem de aparição das imagens no livro, listar os fornecedores em ordem alfabética. Seja lá qual for a forma utilizada, o método que se apresenta para resolver a questão do acesso no e-book é, naturalmente, o link, sobretudo no primeiro caso, já que o conceito de página perde o sentido no e-book.

A ação mais importante, a que dará sentido a essa seção no e-book, é estabelecer uma ligação imediata entre a imagem e o crédito dela através de hiperlinks.

Links de volta, ou seja, da imagem para a página de créditos, não são obrigatórios, ao menos não na maioria dos casos. Mas, caso se queira estabelecer também essa ligação, é preciso pensar bem em como será encaixada. Se o link simplesmente for colocado na legenda da imagem, sem maiores indicações, por exemplo, um toque descuidado pode transportar o leitor para outra extremidade do livro. Um leitor de e-books iniciante pode ter dificuldades para voltar ao ponto onde estava. Um mais experiente pode simplesmente ficar aborrecido. O link de volta, portanto, deve receber algum tipo de destaque – numa legenda, caso a imagem não tenha uma, ou, em caso positivo, integrado à legenda já existente – para evitar confusões.

Isso compreendido e posto na ordem do dia, basta ficar atento às particularidades de cada obra e à formatação de cada página de créditos.

Exemplo

Para melhor orientar o leitor, pode ser necessário eliminar certas indicações presentes no impresso. Digamos que, numa das páginas do encarte de um livro, haja duas fotos, uma acima da outra; e que, devido à limitação do espaço de tela, ou à possibilidade de dar mais destaque às fotos individualmente, tenha-se optado por separá-las na versão digital, ficando cada uma numa página diferente. Como duas imagens ocupavam a mesma página, é possível que, nos créditos originais, houvesse indicações [acima e abaixo] para que o fornecedor pudesse ser relacionado à foto correta. Estando em páginas separadas no e-book, tais indicações se tornam inúteis.

Outra adaptação interessante, esta para um cenário mais específico:
Suponha que, em determinado livro haja várias imagens de um mesmo fornecedor em lugares diferentes, e que, na lista de fornecedores, informe-se a página de cada uma, como no esquema abaixo:

© Fotógrafo X: Página 20
© xxx
© xxxx
© xx
© Fotógrafo X: Página 100

Não é possível apontar em que página do e-book uma imagem aparece, pois um e-book não tem páginas, propriamente. Em casos assim, uma possível solução é numerar todas as imagens [pondo o número no início da legenda, caso estas existam, ou criando-as com esse propósito] e todos os elementos da lista na página de créditos. Assim, a correspondência será feita a partir da numeração das imagens, resolvendo o problema.

Enfim: de mais importante, destacamos a necessidade dos links. No mais, a mente aberta para possíveis adaptações. Tudo para que essa seção do livro cumpra sua função de modo fluido e intuitivo.

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 25/02/2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de dois. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Itália desafia União Europeia e baixa impostos de livros digitais


No país, um e-book basta ter um ISBN para ser considerado livro

Enquanto que no Brasil, o Congresso Nacional discute a atualização da Lei do Livro [Lei nº 10.753], a Itália desafiou a União Europeia, equiparou o imposto sobre e-book aos cobrados sobre livros físicos e agora comemora a diminuição do preço do livro digital. “É um absurdo taxar livros eletrônicos como videogames”, disse Dario Franceschini, ministro de Bens e Atividades Culturais da Itália ao jornal La Stampa. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro. Antes disso, e-books eram taxados com 22% de impostos, enquanto que os livros pagavam 4%. Recentemente, Franceschini comemorou pelo Twitter: “chegam os primeiros resultados da redução do IVA sobre e-books: as editoras italianas começaram a baixar os preços”. Para conquistar a equiparação, o governo italiano recorreu a uma questão semântica: redefiniram o conceito de livro, como produtos que tenham um ISBN. Se tem um ISBN é um livro e, portanto, goza da diminuição do imposto. A lei, no entanto, não se aplica a livros editados em plataformas de autopublicação como as da Amazon, da Kobo ou da Barnes & Noble. Nestes casos, os livros não utilizam o ISBN e, portanto, continuam pagando 22%.

Nas tratativas para chegar a tal decisão, o governo italiano enfrentou resistência da União Europeia, que não vê com bons olhos a redução de impostos sobre e-books. A redução do imposto poderia abrir um precedente para que outros países do bloco fossem pelo mesmo rumo. Apesar disso, a indústria italiana comemora. “É um resultado decisivo, fruto de uma mobilização nunca vista”, comentou Laura Doninini, da RCS Libri, ao Corriere della Sera. Ela se refere à campanha #UmLibroèUnLibro [um livro é um livro, em tradução literal] que mobilizou internautas italianos a favor do pleito. “É uma vitória para o país e não só para o mundo do livro”, declarou ao Corriere Marco Polillo, presidente da Associação Italiana de Editores [AIE], que encabeçou a campanha.

PublishNews | 24/02/2015

Sete motivos para ligar o celular na sala de aula


“Liguem os telefones celulares.” Quando esta for a primeira frase que o professor disser a seus alunos ao entrar na classe, em vez de mandar que os desliguem, a mudança será real. No mundo atual, plenamente digitalizado, a entrada da tecnologia na educação não tem retorno.

Muitos lembraram que o mesmo aconteceu há décadas com as calculadoras. Antes proibidas em classe, passaram a ser usadas para aprender. Depois que a criança já sabe somar, sua utilidade para resolver problemas mais complexos é evidente.

O mesmo acontece com a tecnologia existente hoje. Todos os suportes [celulares, tablets, notebooks…] são úteis para aprender, e não só na classe. O aprendizado tornou-se onipresente, e a classe perdeu seu protagonismo. Esta é uma das teses de especialistas internacionais que estarão sobre a mesa durante a 29ª Semana Monográfica da Educação da Fundação Santillana, que começa nesta terça-feira [24] em Madri, com o título `Melhorar a educação: como a tecnologia pode contribuir?`.

Para esquentar os motores, expomos aqui as principais razões que estão levando todo o mundo a usar todo tipo de suporte em aula:

O celular é o prolongamento do braço

O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. `Chegará um dia em que o professor dirá aos alunos no início da aula: `Liguem os celulares`, em vez de mandar desligá-los`, explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu celular o é ainda mais.

Aplicativos contribuem na educação

A classe não é mais o único lugar onde se aprende. O uso de aplicativos educacionais como complemento das disciplinas começa a ser uma realidade. E as iniciativas de empreendedores para criá-los são cada vez mais numerosas. O setor calcula que atualmente existam mais de 80 mil apps educativos. São gratuitos e ajudam a aumentar a motivação do aluno. Muitos professores e especialistas insistem em sua utilidade durante a aula. Os conteúdos vêm de fora da classe, na qual entram pela tecnologia através dos celulares e outros suportes.

Professores também estão familiarizados

O professor sabe usar a tecnologia como o aluno. `O tópico de que os alunos usam mais a tecnologia e estão mais familiarizados com ela do que os professores se rompeu`, lembra Jabonero. Essa premissa, que era repetida incansavelmente há anos, não é mais verdadeira. Todo mundo usa a tecnologia em sua vida cotidiana e profissional, seja para enviar mensagens, navegar, jogar, ouvir música ou alguns, inclusive, para ensinar. Sem mencionar que muitos professores que hoje atuam na educação não universitária já pertencem a gerações que nasceram na era tecnológica.

Recursos digitais já estão disponíveis

A transformação da educação pela tecnologia tem três pés: os recursos digitais com os quais se dotam a classe e os alunos [desde as lousas digitais aos computadores], o acompanhamento do professorado e um currículo digitalizado. E os recursos já não são a matéria pendente, ressaltam os especialistas. De fato, 85% dos centros secundários nos pa íses da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos] já em 2012 estavam dotados de computadores de mesa; 41% de portáteis e 11% de tablets, segundo dados da organização. Os passos seguintes são ampliar o currículo digital, assim como o acompanhamento e o apoio do professorado no ensino com esses materiais.

Professores aprendem diretamente com especialistas

Os professores não vão mais a cursinhos para aprender a usar a tecnologia. Não é esta a solução, está mais que comprovado. Hoje em dia o acompanhamento do docente é feito por especialistas em tecnologia nas próprias escolas, explica Jabonero. Eles recebem apoio em campo no uso de todas as ferramentas que integram o currículo digitalizado [que tem diversos recursos, como ilustrações animadas, vídeos, visitas virtuais, fóruns…]. Muitos especialistas citam o caso do Uruguai como exemplo da importância desse apoio. O país informatizou todas as escolas, mas não dotou os professores de ferramentas para usar esses novos recursos. A conclusão foi que diminuíram os resultados dos alunos, segundo se viu nas notas que obtiveram na avaliação internacional do programa Pisa, da OCDE.

`Coordenador tec` supervisiona os sistemas nas escolas

Nos últimos anos foi criada a figura do `coordenador tec` nos colégios, exatamente pela razão anterior: para facilitar sua boa utilização com o fim de que se traduza em um sistema melhor e mais eficaz de aprendizado para os alunos. Diversos colégios espanhóis já contam com eles. O coordenador tec é o responsável e supervisor do uso da tecnologia nas aulas. Faz o acompanhamento do professorado e de sua adaptação ao currículo do colégio.

Investimento geral em tecnologia é cada vez maior

O gasto público em tecnologia cresce nos países mais avançados, apesar de diminuir o gasto em educação. Países como EUA ou Inglaterra seguiram essa linha em plena crise. Mas nem sempre o investimento em tecnologia para a educação se traduziu em uma melhora dos resultados dos alunos. De fato, alguns países que menos investem nela [como Finlândia, Japão ou Coreia do Sul] saem nos primeiros lugares das provas Pisa, assim como outros que, pelo contrário, investem muito nela [como Cingapura, Países Baixos ou Estônia].

Por Susana Pérez de Pablos | UOL Educação | 24/02/2015 | Fonte: El País

Ler e escrever no papel faz bem para o cérebro, diz estudo


São Paulo | Há óbvias vantagens em ler um livro num smartphone, tablet ou e-reader em vez de lê-lo no papel. No livro digital, é fácil buscar uma palavra qualquer ou consultar seu significado num dicionário, por exemplo.

Um e-reader que pesa apenas 200 gramas pode conter milhares de livros digitais que seriam pesados e volumosos se fossem de papel. Além disso, um e-book é geralmente mais barato que seu equivalente impresso.

Mas a linguista americana Naomi Baron descobriu que ler e escrever no papel é quase sempre melhor para o cérebro.

Naomi estudou os hábitos de leitura de 300 estudantes universitários em quatro países – Estados Unidos, Alemanha, Japão e Eslováquia. Ela reuniu seus achados no livro “Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World” [“Palavras na Tela: O Destino da Leitura num Mundo Digital” – ainda sem edição em português].

92% desses estudantes dizem que é mais fácil se concentrar na leitura ao manusear um livro de papel do que ao ler um livro digital.

Naomi detalha, numa entrevista ao site New Republic, o que os estudantes disseram sobre a leitura em dispositivos digitais: “A primeira coisa que eles dizem é que se distraem mais facilmente, são levados a outras coisas. A segunda é que há cansaço visual, dor de cabeça e desconforto físico.

Esta última reclamação parece se referir principalmente à leitura em tablets e smartphones, já que os e-readers são geralmente mais amigáveis aos olhos.

Segundo Naomi, embora a sensação subjetiva dos estudantes seja de que aprendem menos em livros digitais, testes não confirmam isso: “Se você aplica testes padronizados de compreensão de passagens no texto, os resultados são maios ou menos os mesmos na tela ou na página impressa”, disse ela ao New Republic.

Mas há benefícios observáveis da leitura no papel. Quem lê um livro impresso, diz ela, tende a se dedicar à leitura de forma mais contínua e por mais tempo. Além disso, tem mais chances de reler o texto depois de tê-lo concluído.

Escrever faz bem

Uma descoberta um pouco mais surpreendente é que escrever no papel – um hábito cada vez menos comum – também traz benefícios. Naomi cita um estudo feito em 2012 na Universidade de Indiana com crianças em fase de alfabetização.

Os pesquisadores de Indiana descobriram que crianças que escrevem as letras no papel têm seus cérebros ativados de forma mais intensa do que aquelas que digitam letras num computador usando um teclado. Como consequência, o aprendizado é mais rápido para aquelas que escrevem no papel.

Publicado originalmente em Exame.com | 23/02/2015, às 12:04

Livro digital também foi destaque na última gestão da CBL


Karine Pansa está à frente da Câmara Brasileira do Livro [CBL] desde 2011. Às vésperas de deixar a presidência da entidade — o pleito que deve eleger seu sucessor acontece na próxima quinta-feira [26] –, Pansa assina o Relatório de Gestão 2011-2014. A publicação sintetiza as principais ações dos últimos quatro anos.

A evolução do livro digital no Brasil foi acompanhado pelo Congresso CBL do Livro Digital, que, em 2014, chegou à sua quinta edição. Na primeira edição do congresso, o mercado engatinhava nesse assunto. A única empresa a comercializar conteúdos nesse formato tinha surgido no ano anterior. Já na segunda edição, em 2011, o cenário já era outro. Prova disso, foram os 500 participantes que se inscreveram para ver e ouvir palestrantes nacionais e internacionais discutirem o futuro [e o presente] das publicações digitais. Em 2012, o mercado brasileiro presenciou a chegada da Amazon e da Kobo, mas antes disso, o congresso discutia a nova cadeia produtiva do conteúdo – do autor ao leitor e abordou as perspectivas para o mercado, seus modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Foi em 2013, na quarta edição do congresso, que a CBL realizou a pesquisa Mercado do Livro Digital no Brasil, que revelou que 68% dos editores e livreiros já tinham comercializado livros em formato digital. No entanto, 58% dos entrevistados disseram que a insegurança em relação ao formato técnico foi uma das razões que impediram a entrada no segmento. Na última edição do congresso, realizada ano passado, os participantes puderam comparar os dados de 2012 com 2013 apurados pela pesquisa Fipe/CBL/SNEL e perceberam que o número de títulos lançados em formato digital saltou de 7.470 em 2012 para 26.054 no ano posterior. O aumento nas vendas também foi relevante, saltando de 227.292 unidades em 2012 para 873.973 no ano seguinte.

Fonte: PublishNews | 23/02/2015

Leitores de Sorocaba ganham acesso gratuito à biblioteca digital


Os moradores de Sorocaba [SP] apaixonados por leitura têm agora uma nova maneira de viajar pelo mundo das histórias. Uma parceria realizada pela Secretaria da Cultura [Secult], junto à Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”, com o site Árvore de Livros disponibiliza gratuitamente cerca de mil títulos de diversos gêneros literários para empréstimo on-line.

Sensacional. É assim que o estudante de Publicidade e Propaganda, Renan Klinguelfus, descreve a parceria. Ele aderiu à ferramenta assim que ficou sabendo da novidade. “Quando li que teriam vários livros gratuitos para qualquer pessoa, já procurei como me cadastrava e mandei o e-mail”, conta.

Morador do bairro Vila Independência, Renan acredita que a parceria trouxe facilidade para a vida dos leitores. “É uma biblioteca que fica longe, então é ótimo ter disponível o livro digital e isso de poder emprestar on-line torna a leitura responsável porque você não vai salvar o livro da internet e enviar para as pessoas”, destaca.

Ele, que já emprestou um e-book de poesias, afirma que a ferramenta é fácil e prática. “Dá para ajustar a letra, a cor e o tamanho. Li pelo celular e funcionou muito bem”, completa. A iniciativa, segundo ele, beneficia desde estudantes do ensino fundamental até universitários.

Segundo o coordenador da biblioteca municipal, André Mascarenhas, qualquer pessoa pode solicitar a participação. Para ter acesso ao sistema, o interessado deve enviar nome completo, data de nascimento e e-mail de contato para o endereço atendimentobiblioteca@sorocaba.sp.gov.br e aguardar um e-mail de confirmação.

Após o cadastro da senha, o leitor tem acesso a um acervo com títulos das mais variadas categorias, como biografias, infanto-juvenis, pedagógicos, negócios, entre outros. Os livros podem ser acessados em diversos dispositivos, como smartphones, tablets e notebooks e ficam disponíveis para leitura por 15 dias. Como não há necessidade de baixa-los, o sistema oferece maior segurança contra atos de pirataria.

Desde que a parceria foi assinada, mais de 180 pessoas, com idade entre 20 e 50 anos, solicitaram inclusão no serviço. “Consideramos a parceria importante para democratizar ainda mais o acesso às novas tecnologias de leitura e mostrar que é possível ter acesso tanto ao livro impresso como o digital de maneira que sejam ferramentas complementares para o estudo e aquisição de conhecimento”, destaca André.

‘Árvore’ em Salto

A Biblioteca Municipal de Salto [SP] também fechou parceria com o site de empréstimo de e-books. Os interessados em ter acesso às publicações devem comparecer à biblioteca para solicitar o cadastro de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. É necessário levar RG, CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e o endereço de e-mail. A biblioteca municipal fica na Praça Paula Souza, 30, no Centro.

G1 – 23/02/2015

Maior biblioteca rural do mundo tem eBooks


No sertão baiano, em uma cidade com pouco mais de 25 mil habitantes, está a maior biblioteca rural do mundo. A Biblioteca Comunitária Maria das Neves Prado, ou Biblioteca do Paiaiá, dispõe de mais de 100 mil volumes, entre gibis e livros raros. Dentre as relíquias, a Coleção Completa de Molière, de 1732, e A Portrait of Oscar Wilde, edição com pouquíssimas tiragens. E agora também coloca à disposição de seus usuários a biblioteca digital da Árvore.

Seu fundador é o historiador Geraldo Moreira Prado. Alagoinha, como é conhecido, até internacionalmente, tem sua história abordada pela renomada crítica literária e professora aposentada da USP Walnice Nogueira Galvão. Uma bela história, por sinal, para a qual a Árvore tem a honra de contribuir.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 386 – 20 a 26 de fevereiro de 2015

E-reader tem a mesma imunidade tributária de livros, diz TJ-DF


Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Seguindo esse entendimento a Justiça do Distrito Federal concedeu liminar autorizando a entrada de e-readers no DF, sem a cobrança do ICMS.

A decisão atender a um pedido da Editora Saraiva e Siciliano. Para a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, que manteve a liminar, os aparelhos se encaixam na previsão constitucional que concede imunidade tributária a livros, jornais e periódicos.

A autora narrou que pretende comercializar no Distrito Federal dois modelos de aparelhos destinados à leitura de livros digitais, conhecidos como e-readers. Esclareceu que, embora o aparelho permita o acesso à internet, não pode ser confundido com tablet ou smartphone, pois seu acesso é restrito ao site da editora. Por meio do e-reader, o usuário pode comprar e fazer download de livros digitais para armazenamento e leitura. Em vista disso, pediu, liminarmente, que a mercadoria tenha o mesmo tratamento tributário aplicado aos livros, cuja imunidade é assegurada pela Constituição Federal.

Ao decidir sobre a liminar na primeira instância, a juíza Caroline Santos Lima, da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF, considerou que o e-reader se encaixa na previsão constitucional que dispõe sobre o assunto [artigo 100, inciso VI, alínea ‘D’]. De acordo com o dispositivo legal, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e ao papel destinado a sua impressão.

Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Não há dúvidas de que quando da elaboração do texto constitucional ainda não se cogitava da leitura de obras literárias e livros em meio digital. No entanto, a evolução social autoriza e exige que se amplie o alcance de certas normas, sob pena de distanciar a constituição do corpo social a que se destina. No caso em apreço, a imunidade tributária tem por escopo proteger a liberdade de expressão, universalizar o acesso à cultura, incentivar a leitura etc”, concluiu a juíza.

O DF recorreu da liminar ao TJ-DF, mas a Turma Cível que apreciou o recurso manteve o mesmo entendimento. “Não está escrito no texto constitucional que os livros, os jornais e os periódicos só serão imunes quando forem confeccionados de papel. Admitir que qualquer outra manifestação cultural, educacional ou de imprensa seja passível de manipulação governamental, por tributos, é reduzir a intenção do constituinte. Tal interpretação equivaleria a considerar que a liberdade de expressão só pode manifesta-se através de veículos de papel!”, enfatizou o relator do recurso, desembargador Jansen Fialho de Almeida. A decisão colegiada foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Conjur | 21/02/2015

Sebo de eBooks já é realidade na Holanda,


Plataforma holandesa permite a compra e a revenda de livros digitais

Tom Kabinet

Na Holanda, os leitores de e-books podem revender seus livros digitais “usados”. É que foi lançada por lá a e-bookStore Tom Kabinet oferecendo o serviço de venda de livros digitais “usados”. A loja entrou no ar em junho do ano passado, mas as editoras holandesas recorreram à justiça contra a Tom Kabinet. A loja teve uma vitória parcial e voltou às operações recentemente. A Justiça holandesa entendeu que as vendas de e-books usados no país não é ilegal, mas que a Tom Kabinet não tinha tomado medidas suficientes para evitar a pirataria. A princípio, a Tom Kabinet limitou a venda de livros com DRM livre e de ePubs com marcas d´água digitais. Como medida contra a pirataria, o site adicionou marcas d´água digitais em livros que passaram pela loja, mas isso não foi suficiente para o Tribunal de Amsterdam. Como resposta à Justiça, a Tom Kabinet decidiu que compraria de volta apenas os e-books vendidos pelo site, ou seja, os usuários que compraram e-books “novos” no site da Tom Kabinet poderão revendê-los. No próprio site, há uma seção especial para explicar a pendenga judicial em que se envolveu. “Ao oferecer também novos e-books, eu resolvi o meu problema! e-Books novos que você compra em Tom Cabinet podem ser facilmente vendidos. Basta você entrar na sua conta onde poderá visualizar os e-books que você já comprou. Clique nos livros que você quer vender, defina o seu preço e pronto! Ele está à venda”, explica o processo de compra e revenda de e-books.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 20/02/2015

Leitura online de Tolstói entra para o ‘Guinness’


O projeto de leitura on-line do romance “Anna Karenina”, realizado em conjunto pelo Google com a casa-museu de Lev Tolstói “Iásnaia Poliana”, foi acompanhado em 106 países e entrou para o Livro Guinness dos Recordes na categoria de “maior audiência de uma maratona de leitura pela internet”.

Com base no material da maratona “Karenina. Edição ao Vivo”, o Google criou um site que combina texto, vídeo, áudio, informações para consulta e um sistema prático de navegação. Pelo sistema de busca, é possível encontrar qualquer leitor por sobrenome, ler o romance desde o início ou escolher a sua passagem favorita.

A leitura on-line está se tornando cada vez mais popular”, diz a coordenadora do projeto no Google Rússia, Svetlana Anurova. “Vamos realizar novos projetos que aliem patrimônio cultural e literário a novas tecnologias. Exemplo disso é o projeto conjunto de tour virtual no Teatro Bolshoi.

A maratona de leitura foi realizada em outubro de 2014 e teve transmissão ao vivo pelo Google+. Mais de 700 pessoas participaram ativamente do evento, que durou 30 horas.

Entre os locais que tiveram participação de leitores estão o Teatro Bolshoi, em Moscou, o Palácio Peterhof, em São Petersburgo, os escritórios do Google em Londres e Dublin, os estúdios do Youtube em Tóquio e Los Angeles, a Casa Púchkin de Seul, e o Centro Russo de Ciência e Cultura em Paris.

Gazeta Russa | 20/02/2015

Editora vende capítulos avulsos de eBooks


A editora Oficina de Textos, especializada em livros técnicos e científicos, modificou seu modelo de comercialização de e-books. Agora, além das obras completas, os leitores poderão adquirir capítulos separadamente. Para possibilitar a modalidade de vendas, a editora desenvolveu uma plataforma própria, onde todos os e-books [integrais ou capítulos avulsos] passarão a ser distribuídos pelo novo sistema. Cerca de 30% do catálogo já está convertido para formato digital e as estimativas são de chegar a 100% em dois anos. Inicialmente, os capítulos avulsos serão disponibilizados para as obras que têm maior demanda e, gradativamente, esta opção deve se estender às demais obras. Os textos podem ser comprados diretamente no site da Oficina de Textos ou nas lojas digitais Google Play, Cultura e Saraiva.

PublishNews | 19/02/2015

Plataforma funciona como GPS para escritores


Novidades na Widbook: usuários poderão optar por conta premium. Por R$ 7,99 por mês, usuário poderá ter acesso a detalhes da sua audiência

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

O Widbook, comunidade literária com mais de 250 mil escritores e leitores no mundo, acaba de lançar um serviço premium para seus usuários escritores. Por R$ 7,99 por mês, os usuários poderão ter detalhes da sua audiência e da interação de seus leitores com o livro como, por exemplo, saber onde o leitor abandonou a leitura e quais os capítulos mais lidos. Para os idealizadores do Widbook, estes dados podem ajudar o escritor a entender e nortear a sua história. “O escritor será capaz de entender sua audiência com mais profundidade e saber exatamente quem está lendo cada capítulo do seu livro, em que parte da história estão e de onde eles vêm. Tudo em tempo real. A Conta Premium traz ferramentas importantes para a construção da história, com detalhes completos e exclusivos que poderão dar à história novos rumos, além de oferecer uma experiência completamente nova entre escritor e audiência”, conta o co-fundador do Widbook Joseph Bregeiro. Para entender essas interações, os usuários terão acesso a gráficos com a visão geral da audiência.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 19/02/2015

Livros de papel estão em queda, rumo à extinção. É questão de tempo?


Uma pergunta que há anos ronda as redações jornalísticas agora começa a também tomar de assalto outros setores, como o editorial e o monetário: o jornal em papel, os livros e o dinheiro físico [a moeda] sobreviverão aos avanços tecnológicos? Se sim, quais mudanças acontecerão [e também quais já estão acontecendo] nas formas de consumo desses bens?

De fato, é difícil imaginar um mundo onde não existam livros que possamos folhear ou onde ganhamos e gastamos dinheiro sem nunca termos tocado nele. Contudo, essa realidade [que alguns chamariam de apocalíptica] não parece tão distante.

Hoje, por exemplo, o total de dinheiro que circula apenas pelos meios eletrônicos é cerca de 74 vezes a quantidade de papel-moeda em posse dos bancos e de 14 vezes a quantidade total de papel-moeda existente, segundo o Instituto Ludwig von Mises- Brasil — uma associação voltada à produção e à disseminação de estudos econômicos e ciências sociais.

Já no mercado editorial brasileiros, os e-books ganham cada vez mais espaço. Segundo a Câmara Brasileira do Livro [CBL], em dois anos a receita da venda de livros digitais cresceu 14 vezes. Hoje, eles representam praticamente 3% do total de vendas das principais editoras.

Revistas e jornais impressos também sangram por conta das mudanças nas formas de comunicação. Em 2012, em um editorial antes de um debate ao vivo, o jornalista Alberto Dines, criador do site Observatório da Imprensa, destacou que a mídia vive tempos de angústia.

A pujança da nossa civilização nos últimos milênios apoiou-se paradoxalmente num produto extremamente frágil, vulnerável, perecível: o papel. E o papel, segundo anunciam as ‘cassandras’, está com os dias contados. O que antes funcionava no espaço e medido em centímetros, agora foi transformado em bits, bytes, impulsos armazenados em chips microscópicos ou nas nuvens.

O mesmo movimento é visto na educação, onde há escolas que aos poucos vão reduzindo a necessidade do caderno e livros físicos e os trocando por meios digitais, como tablets e notebooks.

Mas acabar com o papel ainda é um pensamento distante. Embora aconteça uma migração natural para os meios eletrônicos — dinheiro se transforma em cartão de plástico, livro em e-books e jornal em sites noticiosos — a celulose ainda é uma das grandes invenções da humanidade, e vai estar presente no nosso dia a dia por muito tempo ainda, embora com redução no futuro.

Mas em tempos de preocupação ambiental, essa redução gradativa, quando acontecer, fará um bem para o meio ambiente, já que a materia prima do papel é a celulose extraída das árvores.

Linha do tempo

Livros x e-books, com o passar dos anos

1400

Na Idade Média, ter um livro era um luxo. As obras — em geral manuscritos, feitos com grande quantidade de pergaminho e com o trabalho dos copistas [artesãos que copiavam os manuscritos] — custavam caro, muito caro. Em Paris, o “preço médio” de um livro correspondia a sete dias de “salário e pensão” de um notário ou secretário do rei, equivalente aos conselheiros do Parlamento e os professores da universidade. Uma das mais importantes e maiores bibliotecas da época, a do escrivão do parlamento Nicolas de Baye, possuía 198 volumes.

1450

O surgimento da Bíblia de Gutenberg marcou o início da produção em massa de livros. Uma verdadeira revolução. Hoje, a maior biblioteca do mundo é a do Congresso norte-americano, localizada em Washington, nos Estados Unidos. O local hospeda mais de 155 milhões de itens, sendo mais de 32 milhões de livros catalogados e mais de 63 milhões de manuscritos.

2005

Há uma década a internet vem mudando a cara do mercado editorial. Nos Estados Unidos, as editoras atuam mais em lojas online e vendas de e-books do que em varejistas físicas. Em 2013, as vendas “virtuais” somaram US$ 7,54 bilhões, contra US$ 7,12 bilhões dos livros tradicionais, de acordo com estatísticas da BookStats. Foram 512 milhões de e-books vendidos, um aumento de 10,1% na comparação com os números de 2012.

2013

No Brasil, os livros digitais começam a se consolidar como uma realidade. De 2012 para 2013, a venda de e-books registrou um crescimento de 225,13%, segundo a Pesquisa FIPE/CBL-SNEL 2013. Em 2012, a mesma pesquisa já havia apontado um crescimento de 343,44% sobre o ano anterior. Além disso, no ano retrasado, o mercado do Brasil movimentou R$ 12,7 milhões contra R$ 870 mil em 2011. Contudo, a venda dos e-books ainda representa somente 3% do faturamento das editoras. Algo que em breve deve mudar.

FRASE

É inegável o avanço rápido e assertivo dos livros digitais em nosso país com as livrarias virtuais atraindo, de modo progressivo e constante, leitores de todas as idades e classes sociais. As editoras também têm investido para se adequar a esse novo mercado. Houve avanços em relação ao formato e distribuição, assim como no desenvolvimento de conteúdo. A tendência é de que os formatos convivam. Se por um lado há os recursos tecnológicos que atraem certo público, por outro há pessoas que gostam de folhear o livro, do contato com o papel, de manusear, fazer anotações. Não acredito que o livro impresso acabará”, de Karine Pansa, ex-presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Bem Paraná | 19/02/2015

Más notícias para o Kindle Unlimited na França?


Fleur Pellerin, French Minister of Culture and Communication | Photo: ActuaLitté

Fleur Pellerin, French Minister of Culture and Communication | Photo: ActuaLitté

Nesta quinta, a ministra da Cultura da França, Fleus Pellerin, anunciou que o Kindle Unlimited e outros serviços de subscrição ilimitados de e-books são iliegais na França porque violam a lei do preço fixo estabelecida pelo país. A lei do preço fixo francesa, chamada Lei Lang foi estabelecida em 1981 e diz que os editores é quem decidem o preço final de seus livros. Aos varejistas são permitidos descontos máximos de 5% sob o preço de capa. A ilegalidade apontada por Pellerin é baseada em relatório escrito por Laurence Engel, uma espécie de mediadora do livro, e encomendado por Pellerin em janeiro deste ano, um mês depois de o Kindle Unlimited ser lançado na França. O relatório de Engel considerou que nos serviços de subscrição, os preços dos livros não são definidos pelos editores, mas pelo serviço de assinatura, portanto, violando a Lei Lang. Engel recomendou que as empresas afetadas – Kindle Ulimited, Youboox e YouScribe – têm três meses para cumprir a lei francesa. O advogado da Youboox, Emamanuel Pierrat argumentou que a lei do preço fixo da França refere exclusivamente ao preço de venda do livro, ou seja, a troca de dinheiro pela propriedade do livro, não versa sobre a licença para ler um livro digital, que é o serviço oferecido pela empresa que representa. Engel, no entanto, discorda dessa interpretação.

Por Hannah Jonhson | Publicado originalmente em Publishing Perspectives | 19/02/2015

Mercado de eBooks cresce no Brasil com uso cada vez maior nas escolas


Cerca de 40% das escolas particulares já utilizam a tecnologia.Agora, os livros didáticos são substituídos pela plataforma digital.

O mercado de livros digitais didáticos, os chamados e-books, está em expansão no Brasil. Os alunos de 40% das escolas particulares do país já usam essa tecnologia para aprender.

As crianças mal sabiam ler, mas já dominavam o mundo digital. “Você pode mexer, você pode fazer o que você quiser“, conta Ana Beatriz Pereira, estudante de 6 anos.

É nessa geração que o mercado está de olho. O estoque da editora, uma das quatro maiores do país, está lotado de livros de papel. Mas, nos dois últimos anos, a principal aposta da empresa foi em livros digitais. Só no catálogo de 2015, foram R$ 4 milhões. Todos os 750 títulos didáticos impressos agora são também eletrônicos.

Eu posso, por exemplo, utilizar vídeos, infográficos e simuladores para enriquecer o conteúdo do livro didático“, explica Ewerton Gabino, gerente de uma filial da editora FTD.

Em 2013, o faturamento com a venda de livros didáticos eletrônicos no país subiu 8,23% e a tendência é de expandir mais. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação exige que as obras didáticas impressas do Ensino Médio para escolas públicas sejam acompanhadas da versão digital.

Hoje quatro em cada dez escolas particulares já adotam essa tecnologia, um crescimento de 10 pontos percentuais no último ano. As filhas de Sílvia estão em uma escola que há dois anos usa livros digitais.

Há editoras que já expandiram o conteúdo didático na versão digital. Na escola onde as gêmeas estudam, os livros digitais estão disponíveis desde a educação infantil até o ensino médio.

Matemática, lingua portuguesa, religião, história, geografia e ciências“, conta a estudante Sofia Queiroz.

O dinamismo no aprendizado que realmente mudou. É muita coisa ao mesmo tempo e eles conseguem assimilar“, conta a doceira Sílvia Antunes Lopes Queiroz.

Por Fabiana Almeida | Belo Horizonte, MG | Publicado originalmente em O Globo | Edição do dia 18/02/2015, atualizado em 19/02/2015 01h55

 

Universidade do Estado do Pará disponibiliza mais de 45 mil livros gratuitamente


Alunos e professores terão podem acessar a plataforma on-line.Títulos estão disponíveis por 90 dias.

A Universidade do Estado do Pará [Uepa] disponibiliza 45 mil edições online de exemplares referentes às diversas áreas do conhecimento, de forma gratuita, no site da EBSCO Information Services. Para fazer o download dos livros é necessário que o usuário crie uma conta na plataforma, disponível no lado direito do site.

O projeto está em fase experimental e agrupa títulos nacionais e internacionais. Dependendo da quantidade de acessos obtidos durante este período, a Uepa pode firmar sua parceria com o site para disponibilizar cerca de 135 mil edições eletrônicas e ter vinculação do Portal da CAPES e da própria produção cientifica da Universidade, disponível nas bibliotecas da instituição, a partir de uma única interface.

Ao final do prazo estipulado, a Uepa solicitará o resultado quantitativo dos acessos para a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará [FAPESPA]. A resposta servirá de estímulo para que a instituição adquira, de forma apropriada, esta plataforma de informação, por meio de proposta enviada às agências de fomento.

Assim, é fundamental que aproveitemos ao máximo as informações disponíveis nessa base de dados, para podermos pleitear a aquisição definitiva desta importante ferramenta de construção do conhecimento científico”, diz o diretor de Desenvolvimento à Pós-Graduação da Uepa, professor Regis Andriolo.

Mundo Digital | Portal G1 PA | 19/02/2015, às 00h59

Ferramenta transforma tweets de autores em poesia


Ferramenta foi criada pelo centro cultural b_arco

Ferramenta foi criada pelo centro cultural b_arco

 

Criado pelo o centro cultural b_arco, de São Paulo, o site poetweet transforma os tweets de qualquer pessoa em poesia. A ferramenta faz uma pesquisa de todo o histórico do usuário da rede social, combinando tweets em poemas de até três formatos [soneto, rondel e indriso] e achando rimas entre eles. Como nas antigas experiências dadaístas, os resultados são muitas vezes surreais, com versos repletos de nonsense. Segundo os criadores, a ideia é “incitar a discussão sobre o que é poesia”. Clique aqui para ver o resultado de algumas dessas experiências.

Por Bolívar Torres | O Globo | 12/02/2015

Kindle Unlimited chega ao México e ao Canadá


O serviço de subscrição já funciona no Brasil desde dezembro

Amazon lançou seu serviço de subscrição de e-books, o Kindle Unlimited, no México e no Canadá, oitavo e nono país a receber o serviço. O lançamento acontece seis meses depois do lançamento oficial nos EUA, quatro depois do lançamento no Reino Unido. Aqui no Brasil, o Kindle Unlimited foi lançado em dezembro do ano passado. O serviço no México custa 129 pesos e no Canadá CDN$ 9,99, [nos dois países, o preço é equivalente a US$ 8]. O catálogo tem 750 mil títulos, muitos deles autopublicados pelas plataformas da própria Amazon.

PublishNews | 13/02/2015 | Por Leonardo Neto

Coleção Educadores, do MEC, disponibiliza 62 títulos grátis na Internet


Estão disponíveis no portal Domínio Público do Ministério da Educação a Coleção Educadores, com 62 títulos. As obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes, mas o acesso é livre no portal.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores. Integram a coleção 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Confira as coleções e faça o download das obras no Portal Domínio Público.

Canal do Ensino

Widbook permite acesse a conteúdo de 1.400 livros pelo celular


Nos tempos de compartilhamento de músicas e vídeos, em que a aprovação ou reprovação dos artistas vêm em tempo real, e até mesmo discos, filmes e séries de tevê saem do papel graças aos fãs, era de se imaginar que uma hora ou outra os livros entrariam nesse mesmo processo. Criada por um grupo de jovens empreendedores brasileiros, o  possibilita às pessoas do mundo todo, sozinhas ou em grupo, escreverem seus próprios livros ou enviarem colaborações para obras de outros autores, tornando-se coautores.

O Widbook lanç0u um aplicativo gratuito de leitura. Disponível inicialmente para Android, o app possibilita acesso grátis a mais de 1.400 livros da plataforma além da interação entre os usuários da rede, que poderão seguir seus autores favoritos, comentar as obras e postar no mural um dos outros.

No celular ou tablet, é possível montar uma estante com os seus livros favoritos, enviar comentários e feedbacks. O app ainda permite continuar a leitura de uma obra a qualquer momento e lugar, além de dar acesso a um livro antes mesmo de ser lançado.

Faça o download gratuito do aplicativo.

Canal do Ensino

Cultura Acadêmica oferece download gratuito de livros de Artes, Comunicação e Música


Essa é para quem está precisando de livros de Arte, Comunicação e Música. A Universidade Estadual Paulista [UNESP], através da Cultura Acadêmica [um dos braços de sua editora principal], disponibiliza download gratuito de alguns títulos desses temas.

As obras são voltadas para estudantes de graduação e pós-graduação que precisam de material de apoio para desenvolver projetos acadêmicos. E nesses casos, quanto maior a oferta de pesquisa, melhor. Além do que todo mundo sabe que quanto mais leitura, mais fácil é para escrever um bom texto.

Aproveite para expandir a mente e aumentar o conhecimento. Você pode fazer o download gratuito de livros de jornalismo, música pós-moderna, comédia e muito mais.

Confira abaixo:

Livros Acadêmicos de Artes

Livros Acadêmicos de Comunicação

Livros Acadêmicos de Música

Canal do Ensino

USP cria biblioteca digital de obras raras e especiais


A Biblioteca Digital, lançada em 2013, sob a responsabilidade da Divisão Biblioteca de Obras Raras e Especiais do Departamento Técnico do SIBiUSP, é constituída de material bibliográfico diversificado – livros, folhetos, revistas, jornais dentre outras tipologias cobrindo do século XV a XX – e selecionado segundo parâmetros que o considerem raro ou precioso, definidos pelo SIBiUSP sempre com assessoramento de especialistas na área, podendo incluir obras antigas, mas também obras únicas, inéditas, ou parte de edições especiais, encadernações de luxo, ilustrações especiais ou mesmo com autógrafo de personalidades célebres. Além disso, inclui documentação histórica da própria Universidade, cujas ações impactam tanto a vida e costumes de diferentes épocas de nosso estado e país, quanto o desenvolvimento nacional de várias áreas do conhecimento.

canaldoensino.com.br

Instituição dá livre acesso a acervo digital


A Fundação Getulio Vargas está investindo na modernização do seu Sistema de Bibliotecas, que integra os acervos físicos – nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília – e a nova Biblioteca Digital. Ao longo de quase dois anos, um conjunto de obras e bases de dados foram reunidas para compor um amplo acervo digital, boa parte dele com acesso aberto e gratuito ao público. Para facilitar ainda mais a busca, está no ar a ferramenta Acervo Acadêmico, que permite ao usuário encontrar todas as referências sobre o assunto pesquisado, não só na biblioteca digital, mas também nas físicas. O perfil da Biblioteca Digital é voltado para as áreas de ensino e pesquisa da FGV. O acervo também inclui outras fontes de pesquisa, que são destinadas apenas à comunidade da Fundação, como mais de 10 mil e-books de várias editoras, em diversas línguas, e periódicos científicos do Portal da Capes.

PublishNews | 11/02/2015

O que muda na nova planilha de metadados da Kobo?


Se você é responsável pelos envios de e-books às lojas, deve ter recebido, recentemente, um e-mail da Kobo avisando que, a partir de 1º de fevereiro [2015], os uploads via FTP que utilizam a planilha XLS/XLSX devem ser feitos a partir do novo template, a versão 4 da planilha de metadados e que, atenção, após essa data, a versão anterior da planilha de dados não será mais aceita.

Isso vale apenas para parceiros que não utilizam Onix ou distribuidora, gente honesta, como você e eu, leitor.

Nessa nova planilha da Kobo é possível observar algumas diferenças [e diferenciais, na minha opinião] em relação às demais lojas e suas plataformas e/ou planilhas. Alguns pontos são bastante interessantes e me chamaram a atenção. Vamos aos principais pontos:

Novas colunas e observações

  • Publishing Status
    Ficou mais fácil habilitar e suspender a venda de um livro: antes, o único caminho era via e-mail [ainda assim, é bom mandar o e-mail de aviso para garantir, se for algo urgente].
  • Main Character [brand]
    Nesta coluna declara-se o nome do/a[s] protagonista[s]. Não é um campo obrigatório, mas pode ser bastante útil em alguns casos de protagonistas famosos como Peter Pan, Pinóquio ou Philip Marlowe…
  • Awards
    Aqui é possível listar os prêmios e indicações a prêmios do livro em questão.
  • Review Quotes
    Nesse campo, podemos inserir frases específicas de resenhas.
    Em ambos os casos, essas informações [citações e prêmios] precisavam vir na sinopse do livro, podendo torná-la mais longa do que gostaríamos e sem o devido destaque.
  • Announcement Date
    Admito que fiquei um pouco confuso com esse campo porque ele trabalha em conjunto com os dois anteriores [e já nossos conhecidos] Publication Date e OnSale Date. Pelo que entendi, diz respeito ao dia em que a pré-venda vai aparecer para os clientes. Então, ficamos assim: Publication Date: data de publicação do livro; Onsale Date: data em que o livro vai, efetivamente ser entregue às bibliotecas virtuais dos compradores; e Announcement Date, quando o e-book vai aparecer nas vitrines da Kobo.
  • Audience Age Range – From e Audience Age Range – To
    Agora é possível especificar uma faixa etária mais maleável e personalizada no lugar de ter que se ajustar aos 12-15 ou 13+… Apesar de não se tratar de uma novidade [esse campo já faz parte do cadastro de outras lojas], não era possível especificar isso na Kobo até esse novo template.
  • Audience type
    Outra novidade para estreitar ainda mais o caminho entre o que o leitor busca e o livro “certo”. Neste campo, podemos preencher com um número, de acordo com a imagem abaixo:

Clique para ampliar

  • BONUS TRACK: Social Sharing
    [não é nova, mas merece ser comentada]

Captura de tela de 2015-02-05 18:47:59

Habilitando essa opção você permite que o leitor compartilhe pequenos trechos [até 600 caracteres] do que está lendo, o que, por si só, é um passo ao encontro da tal leitura social compartilhada [além de ser um jeito de salvar trechos legais fora do livro]. Fora isso, é uma tremenda ferramenta marketing direcionado [e pouco usada, pelo que vejo].

Com usuários compartilhando trechos de seus livros aos seus amigos em redes sociais, ou seja, pessoas com quem esses usuários têm alguma afinidade, é possível que se atinja públicos próximos e mais específicos.

Funciona também, além disso, como ferramenta para reclamação. No geral, devolver e-books comprados não é uma tarefa exatamente intuitiva em muitas lojas. Eu, Hermida, leitor, pessoalmente, devolvo bastante, principalmente por conta de edições irritantemente poluídas por erros gráficos, links que não funcionam etc.

Apesar de ser possível devolver um e-book até 7 dias após a compra, sabemos que a maioria das empresas só te dá atenção quando as reclamações chegam em suas páginas nas redes sociais, e seu desaforo está lá, público, pra todo cliente em potencial, certo? Pois bem, fica a ideia para pressionar as editoras a entregarem um produto, pelo menos, razoável: compartilhar trechos truncados de uma conversão “não muito apurada” [eufemismo]. Deixando claro que, antes de apelar para isso, devemos sempre tentar o caminho tradicional.

Conclusão

Novamente, a Kobo está dando um passo diferente das demais lojas do ramo. Os novos campos mostram que a ideia é promover conteúdo relevante, num tipo de marketing mais específico, no sentido de ajudar o leitor a esbarrar com um livro não porque ele está custando R$1,99, mas porque aquele conteúdo é de seu interesse.

Ainda é cedo para dizer como isso vai se apresentar na loja da Kobo, afinal, ganhamos [editores e autores independentes] espaço para acrescentar detalhes diferenciais, embora não saibamos como isso será exibido.

Antonio HermidaPublicado originalmente em COLOFÃO | 11 de fevereiro de 2015

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências. Atualmente, coordena o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify e escreve mensalmente para o blog da editora. Entre outras coisas, é entusiasta de Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

As raridades da Biblioteca Nacional disponíveis a um clique


Biblioteca Nacional DigitalO que membros da corte brasileira comeram durante o último baile do Império na Ilha Fiscal? Como era a planta de um navio negreiro que transportava escravos ou o primeiro atlas impresso? Essas são algumas raridades guardadas na divisão de obras raras da Fundação Biblioteca Nacional [FBN]. Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN. A divisão foi criada em meados do século 20, por decreto presidencial, a partir de uma seleção do acervo geral da FBN. Embora não haja número exato de obras, calcula-se que são tantos títulos nessa seção que eles ocupariam uma estante linear de 2,1 km. O exemplar mais antigo foi doado por uma família no século 19. Trata-se de um manuscrito do século 11 com os quatro Evangelhos [Matheus, Lucas, João e Marcos].

PublishNews | 11/02/2015