Quase na mesma


As vendas de livros digitais no Brasil praticamente não cresceram de 2013 para 2014, segundo algumas das maiores editoras do país, como Record e Intrínseca. No final de 2013, as vendas de e-books representavam de 2% a 3% do total das vendas dessas casas, cenário similar ao atual, em que editores falam em no máximo 3%. A exceção é a Objetiva, na qual eles hoje chegam a 4%. “Acho que estamos acima da média do mercado pela adequação do nosso catálogo a segmentos fortes no digital, como livros de negócios, e pela nossa política de marketing“, avalia o diretor Roberto Feith.

A tendência à estagnação também ocorreu nos últimos anos nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas com e-books correspondendo a mais de 20% do total das vendas das editoras. De 2009 para 2010, os EUA saltaram de 3%, patamar similar ao do Brasil em 2013, para 8%.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | Coluna Painel das Letras | 2/01/2015

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