Escritores vão poder receber doação de leitores em site


Não é venda e não é financiamento coletivo. O que a startup brasileira Widbook está propondo é que leitores deem uma ajudinha financeira aos autores caso tenham gostado do livro. O valor é escolhido pelo leitor e pago ao escritor via Pay Pal. É uma forma, acreditam os idealizadores da plataforma, de agradecer pelo livro escrito ou de incentivá-los a continuar. Desde 2012, quando foi criado, o Widbook nunca cobrou mensalidade dos escritores que usam seu ambiente para escrever e divulgar os livros, ou dos leitores, que têm à disposição e-books dos mais variados gêneros. São 250 mil usuários – a maioria no Brasil, Estados Unidos e Índia – e 40 mil obras sendo escritas. O serviço, como é oferecido hoje, segue gratuito. Mas por R$ 7,99 mensais será possível saber tudo sobre o seu leitor, algo até então um mistério: quem está lendo, quanto tempo gasta por capítulo, procedência, ranking dos mais ávidos, etc.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 31/01/2015

Goiás não pode mais cobrar impostos de leitor digital


Livros eletrônicos e aparelhos e-readers – leitores de livros eletrônicos – podem ser comercializados sem o recolhimento do imposto estadual [ICMS]. Esse é o entendimento da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás [TJGO] que, por unanimidade, seguiu voto do relator, desembargador Geraldo Gonçalves da Costa e concedeu segurança à empresa Saraiva e Siciliano para que comercialize o aparelho e-reader em Goiás sem a obrigatoriedade do recolhimento do imposto estadual.

O Estado pedia a denegação da segurança ao argumento de que a Constituição garante imunidade tributária apenas a livros, jornais, periódicos e ao papel destinado à sua impressão. “A extensão da imunidade sobre os leitores de livros eletrônicos e-readers equivale a ampliar o alcance das disposições constitucionais vigentes, com o fito de abarcar hipótese não prevista pelo legislador constituinte, o que é vedado ao intérprete da lei”, sustentou o Estado.

No entanto, o magistrado entendeu que restringir a imunidade ao formato papel seria “fechar os olhos” aos inegáveis avanços que a tecnologia proporciona, tributando-se ainda mais a liberdade ao conhecimento, à cultura e à manifestação do pensamento. “Tenho que os meios adotados para a exteriorização do princípio constitucional da livre manifestação são irrelevantes para fins de interpretação do instituto da imunidade tributária, devendo ser albergado pela mesma qualquer forma de manifestação que divulgue informações e dissemine a cultura entre os brasileiros”, concluiu o desembargador.

Avanços

Geraldo Gonçalves esclareceu que, na época da constituinte de 1988, não existiam os meios de comunicação atualmente disponibilizados. “Não se previa que um dia a internet se transformaria em um dos mais importantes veículos de comunicação, com capacidade para unir o mundo e as pessoas, disseminando informação, cultura, conhecimento, notícias, entretenimento, num universo de mais de 800 milhões de usuários em todo mundo, isto em tempo real”. Para ele, a intenção da constituinte era conceder imunidade tributária a qualquer instrumento que exerça função de divulgação de informações, cultura e educação, e não exclusivamente às revistas, jornais e periódicos e ao papel destinado à sua impressão.

Diário da Manhã | 30/01/2015

Sobre ter um bom diagramador [e criar um bom manual também]


Agora o foco sairá de questões exclusivamente editoriais. É necessário falar um pouquinho sobre como a diagramação pode ajudar nesse fluxo entre o editorial e o setor de e-books.

Já sabemos que e-books não são feitos com um botão mágico, mas algumas ações no inDesign podem ajudar a tornar o processo mais fluido. A maioria das editoras que eu conheço não tem diagramadores internos e terceiriza esse trabalho. Assim, um manual, da mesma forma como temos para traduções e revisões, pode ser um aliado importante para todos os setores envolvidos com a produção do e-book.

Crie estilos para tudo

A grande regra é essa mesma: criar estilo para tudo. TUDO. Você tem um parágrafo normal, certo? Crie um estilo para ele. Mas espera, o capítulo começa sem indentação? Crie um estilo para isso. Começa com uma capitular? Ela sozinha precisa de um estilo. Só haverá um único parágrafo com uma entrelinha um pouco menor? Não force no comando manual, crie um estilo. Isso é uma questão muito simples do código:

A diferença entre o título e o corpo do texto é bem clara no Adobe Digital Editions, assim como é no CSS do ePub. Olhe as correspondências do lado direito. Cada um desses códigos entre colchetes é uma classe*. As classes são os correspondentes em linguagem de marcação aos estilos que você aplica no inDesign. Se você não cria uma classe, apenas altera manualmente o estilo a cada mudança ao longo da diagramação, o programa não exportará essas características da maneira correta. Só o que é registrado como estilo de parágrafo torna-se uma classe corretamente organizada; o mais vira sujeira no css, classes com informações desencontradas e redundantes. Poluição no seu código. Se qualquer alteração for necessária naquele estilo, ter várias classes de “sujeira” só dificulta o trabalho.

Esse é um dos fatores que faz a revisão de ePub ser parte fundamental do processo, porque às vezes algumas modificações podem não ter passado para o código. Ou seja, ao desenvolver um manual para o diagramador, também é possível apontar para o revisor quais são as questões mais delicadas. Além disso, o manual também poderá ser usado internamente, quando o responsável pela liberação do arquivo estiver austente. Enfim, manuais são lindos. <3

Separamos alguns exemplos especialmente problemáticos para orientar a composição desse manual, mas lembramos que o seu editorial pode ter necessidades diferentes. Nesse caso, teste, adapte, procure a melhor forma. E, se sobrar um tempinho, conta pra gente como ficou.

Capitulares | é preciso criar um estilo de caractere para essa letra grande que abre capítulos. É bem provável que alguns ajustes sejam necessários na etapa de edição do ePub, mas já adianta bastante ter a classe corretamente criada e suas características marcadas – família tipográfica (se for o caso), tamanho da fonte, posicionamento em relação ao parágrafo inicial…

Itálicos e negritos | apesar de serem mais simples aplicar diretamente, é preferível que haja estilos para eles, aplicados em todas as ocorrências. Dessa forma, o arquivo de saída será mais limpo. O inDesign atualmente permite que você escolha como certos parâmetros serão exportados para o formato ePub. Se houver classes de caractere determinadas, pode-se designar que elas sejam reconhecidas, respectivamente, como “em” e “strong” – a marcação que o ePub reconhece como itálico e negrito. Mais organização e menos sujeira.

Versalete | quase a mesma questão dos anteriores. Mas aqui temos alguma culpa no cartório: não use caixa-alta na preparação! O Word tem um recurso para versalete. Peça também ao seu diagramador que crie um estilo para isso, não vale usar uma fonte do tipo small caps. Sem observar essas questões, o trecho pode acabar todo em caixa-alta ou baixa depois da conversão.

Margens | eu sei que é tentador apertar enter algumas vezes para simular uma margem em relação ao próximo parágrafo, mas no e-book isso pode não funcionar muito bem. Cada enter seu vira um parágrafo vazio no código, com todas as características do parágrafo anterior. Qualquer alteração de entrelinha, por exemplo, pode fazer uma bagunça imensa. O ideal é aplicar um estilo (sempre aplicar um estilo, sempre aplicar um estilo…) que indique que aquele parágrafo terá uma margem pré-determinada. Assim o próprio arquivo consegue manter a proporção correta, mesmo com personalizações do leitor.

Ufa, falei demais! E isso porque eu nem entrei no assunto das tabelas, que são um caso a parte e merecem um post só para elas.

Mariana Calil

Mariana Calil

Mariana Calil é formada em Produção Editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Passeou pela produção gráfica, fez uma breve visita ao comercial e hoje é assistente editorial. Vive a utopia de que dá para trazer para o mercado a teoria da faculdade e levar para a academia a prática do cotidiano.

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

Trabalhar dados para saber para onde estão indo seus livros


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 28/01/2015 | Tradução Marcelo Barbão

No dia anterior à Digital Book World [que neste ano aconteceu na quinta-feira, dia 13 de janeiro], nós organizamos uma conferência sobre edição para jovens chamada Publishers Launch Kids. Como meu envolvimento com livros juvenis no meio século em que estou nesta indústria foi relativamente superficial, tivemos a sorte de ter recrutado nossa amiga, Lorraine Shanley, da Market Partners International, para ser a presidente da conferência e do programa. Ela me convidou para participar de uma sessão de perguntas no final do dia. Eu pude contribuir com uma “perspectiva nova” porque não tinha tanta carga de conhecimento, antes de ouvir todos os participantes.

Lorraine trouxe um tema importante: as editoras infantis estão encontrando novos fluxos de renda. A assinatura é uma delas. Conseguir dólares promocionais de grandes marcas é outra. Participaram algumas das novas editoras digitais que estão criando propriedade intelectual própria, transformando livros em direitos subsidiários, licenciando aquela PI para editoras de livros mais puras.

Fiquei feliz quando descobri que a audiência pareceu sentir que meus comentários na sessão final ajudavam a entender o que foi discutido no dia, então repito estas observações aqui e acrescento outras com a esperança de que poderá servir para vocês.

O primeiro ponto tem a ver com o consenso geral, bastante difundido e comentado, de que editar livros infantis é uma das melhores áreas na indústria, o que fez com que todas as Cinco Grandes expandissem margens e lucros. Mas quando os fatos são examinados um pouco mais de perto, fica claro que há limites reais para as conclusões que deveriam ser tiradas dos dados que levaram a esta crença.

A renda das editoras baseia-se nos códigos BISAC associados com cada livro publicado. O fenômeno dos últimos anos, voltando quase duas décadas até o lançamento do primeiro Harry Potter, é que há uma forte audiência adulta para livros rotulados como juvenis [e às vezes, como no caso de um livro chamado “Wonder” – ou o próprio Harry Potter – livros que são voltados para leitores ainda mais jovens].

Bem, os mestres das estatísticas da Nielsen Book deixaram claro como estas vendas podem ser distorcidas em sua apresentação, pois mostraram que 80% das vendas de romances juvenis são para os próprios adultos lerem! Como um dos desafios centrais que reconhecemos para a publicação juvenil é a forma de superar os filtros de professores e pais entre os livros e sua audiência, este dado faz parecer que a questão do filtro não é tão importante como poderíamos ter pensado. Ou, pelo menos, para uma boa parte da lista, não é o desafio de marketing mais relevante.

E isso levanta uma segunda questão. Está claro que a edição de livros juvenis, como todos os livros gerais, precisa separar muito bem os títulos e os ganhos atribuíveis que são apenas texto daqueles que não são. Há muito tempo defendemos esta perspecitva para a edição de livros adultos por causa da clara e consistente evidência de que livros apenas de texto podem ser portados para o digital e os outros livros, não. Claro, isso seria verdade independente da faixa etária dos livros. Mas, tirando as diferenças no desempenho baseado no formato, livros juvenis possuem uma divisão que também se baseia nas audiências.

Nas conversas daquele dia, nenhuma editora indicou que divide seu negócio desta forma. Quer dizer, mesmo se você aceitar que 80% das vendas de seus livros de texto juvenis são feitas por adultos para adultos, isso não facilita um novo cálculo de quanto de sua audiência total e vendas são para consumo de adultos ao contrário de ser para consumo juvenil, a menos que já tenha separado os livros juvenis e infantis do resto de sua produção. [Incluo os livros infantis porque conheço o livro “Wonder”, voltado para crianças de nove anos, mas excelente para todas as idades.]

Sem fazer esta distinção, uma boa análise de dados de venda para informar o marketing se torna quase impossível.

Há uma analogia aqui para uma dicotomia diferente. Já falamos durante anos neste blog que olhar esta divisão entre a venda de livros impressos e e-books por gênero ou categoria ou editora é muito menos significativa para análise ou decisões de negócios do que olhar para as vendas feitas online versus as feitas em livrarias. Obviamente, 100% das vendas de e-books são feitas online, mas esta é apenas uma parte da história. Como as editoras consideram a alocação de recursos do marketing e a equipe de vendas para onde os esforços promocionais devem ser focados, a distinção mais importante é como as pessoas compram do que a forma como elas leem.

E a diferença importante para editoras que olham para vendas a fim de entender como conseguir mais é quem compra e lê seus livros, não que nível de leitura eles, teoricamente, estão querendo.

Há algumas outras implicações desta combinação de livros com audiências reais. Uma é que pode ser possível, e talvez até provável, que as divisões infantis das Cinco Grandes estejam mais bem posicionadas para procurar estas audiências adultas do que uma editora somente infantil poderia estar. Inclusive os especialistas em marketing da divisão de adultos se envolvem no trabalho de livros que são publicados pelos editores de livros infantis.

Também vim ao Pub Launch Kids com uma velha ideia que a discussão naquele dia só reforçou. Não consigo entender por que cada uma das Cinco Grandes editoras não está operando seu próprio programa de assinaturas para juvenis: todos com livros graduados, de iniciantes a intermediários. Aqui está minha lógica: quase todo pai adoraria poder entregar um tablet ou celular a uma criança para que elas leiam e deixar que façam suas próprias “compras” de livros. Mas não querem que as crianças gastem dinheiro. A assinatura é uma resposta simples para isso.

Lorraine montou um ótimo painel de empresas na Launch Kids com ofertas de assinaturas: MeeGenius, Speakaboos e Smarty Pal. Todas estas empresas tinham mais a oferecer do que apenas assinaturas, incluindo enhancement [narrativas com leitura e áudio], curadoria e dados que podem ser úteis para pais e professores. Mas também tinham um número limitado de títulos [em todos os casos, menor do que qualquer uma das Cinco Grandes poderia distribuir] e um modelo comercial desafiado tanto pelo custo operacional da aquisição de conteúdo quanto pela necessidade de ter seu próprio lucro além do que a editora recebe [para dividir com o autor].

Enquanto isso, as Cinco Grandes possuem arquivos digitais de todos seus livros e a capacidade de promover um serviço de assinaturas para sua audiência-alvo simplesmente fazendo promoção nas capas dos livros impressos que eles vendem e dentro de seus e-books. Ao contrário de um serviço de assinatura feito por terceiros, elas poderiam viver com uma base de assinaturas pequena e em constante crescimento para manter o custo da baixa aquisição do assinante. Aprenderiam muito observando o comportamento de seus leitores. Poderiam descobrir que um assinante que olhou um livro de imagens 27 vezes poderia estar disposto a comprar uma cópia impressa, assim a atividade de assinatura também poderia gerar dicas de vendas.

E este tipo de inteligência poderia realmente levar a um novo fluxo de renda que foi bastante discutido na Launch Kids: livros personalizados.

Assinaturas dos donos de PI de livros juvenis para versões digitais de seu conteúdo também possuem outro grande mercado potencial: escolas. Todos os vendedores de assinaturas reconhecem isso. Qualquer editora que iniciasse um serviço de assinaturas teria que investir neste mercado também. Uma editora com quem discuti isso vê o mercado institucional como o primeiro a ser conquistado, mas concordou depois que conversamos que a capacidade de realizar uma estratégia de assinantes unitários, em vez de precisar de muitos deles para construir um negócio autônomo, fazia uma diferença real no lucro que estes assinantes únicos poderiam gerar e até que ponto o custo de aquisição poderia ser impulsionado.

Estive esperando ansioso que a Penguin Random House oferecesse seu conteúdo para escolas em forma de assinatura, o que poderia lhes dar uma enorme vantagem estrutural sobre todo o resto no mercado. Falo isso apesar de que a PRH sempre me respondeu [nos termos mais amáveis possíveis] que minha especulação sobre o que é melhor para eles não se enquadra no que eles mesmos pensam sobre o assunto.

Mas se fizessem isso, a resposta mais sensível das outras quatro grandes editoras seria uma oferta combinada às escolas, já que seria necessário que as quatro se juntassem para apresentar uma alternativa comparável. Ficamos pensando no que o Departamento de Justiça acharia disso.

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Edição Tradicional ou Autopublicação? Os Caminhos e as Alternativas para o Autor


Quais as vantagens e desvantagens da edição tradicional e da autopublicação? Quais os pontos fortes e fracos dos dois modos de edição? Qual o futuro das editoras tradicionais e das plataformas digitais? Estas e outras questões serão abordadas na mesa “Edição tradicional ou autopublicação? Os caminhos e as alternativas para o autor” durante o Encontro de Férias da HUB/SBS

O Encontro de Férias da HUB/SBS é um evento realizado sempre no início do ano, final do usual período de férias, para que Professores, Estudantes e demais interessados possam comparecer. Em fevereiro será realizada a 15a Edição, no tradicional local dos últimos anos: o Instituto Cervantes, na Avenida Paulista. “O Conhecimento na Era Digital” é o tema desta 15a Edição do Encontro de Férias da HUB/SBS. Trata-se de um Evento gratuito para os inscritos, com exposição, sorteio e venda de livros, além de uma rica programação nas áreas de Tradução, Ensino de Idiomas, Conteúdo Digital, Português como Língua Estrangeira, reflexão sobre novas tecnologias etc.

Na mesa “Edição tradicional ou autopublicação? Os caminhos e as alternativas para o autor” os editores Ednei Procópio e Gianpaolo Celli discutem os caminhos e as alternativas para os autores brasileiros.

LIVRUS lança solução para livros aplicativos


Aplicativos trazem ótimos recursos de interação para livros didáticos e infantis

Livro aplicativo é uma forma moderna de interação do leitor com o conteúdo. Além dos formatos tradicionais de livros digitais, como os já populares PDF e o ePUB, a LIVRUS já vem testando a publicação desses livros. Obras como “O Jogo dos Papeletes Coloridos” e “O Centro do Universo”, ambos eBooks conceituais do escritor Paulo Santoro, foram publicadas utilizando o formato HTML5.

Agora, com uma equipe maior de desenvolvedores, a LIVRUS intensifica ainda mais sua produção de livros aplicativos utilizando as novas tecnologias disponíveis para apps. Os livros aplicativos desenvolvidos pela LIVRUS permitem recursos que criam uma experiência baseada na leitura para todos os leitores [desde usuários do sistema iOS até Android]. Ou seja, os livros aplicativos podem ser lidos tanto através de smartphones, quanto de tablets.

Conheça o site da Editora Livrus

O livro aplicativo aproveita ao máximo as tecnologias disponíveis hoje no mercado. É customizado e adaptado para estimular a leitura e sai do convencional ao trazer as seguintes inovações:

  • Realça, suaviza ou esconde objetos;
  • Permite a navegação livre pelo conteúdo;
  • Busca, aproxima e movimenta objetos;
  • Permite maior engajamento dos leitores;
  • Animações e simulações para ilustrar o texto;
  • E total controle de velocidade, respeitando o ritmo de leitura de cada um.

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OS NOSSOS LIVROS APLICATIVOS

A literatura e os meios virtuais


Três jovens escritoras que apareceram nas redes sociais participarão do Festival

Elas nasceram no estado do Rio de Janeiro, são jovens, amigas, escritoras e fãs das redes sociais. E foi usando a internet para divulgar seus textos, que elas mostraram que têm talento. Aimee Oliveira, 25 anos, Clara Savelli, 24 e Thati Machado, 23, usam a internet para se expressarem. As três escritoras estarão no Festival Literário de Poços de Caldas [Flipoços], que acontece entre os dias 25 de abril e 3 de maio. O trio participará do ciclo de palestras A literatura e os meios virtuais. A proposta é debater com o público o papel da interação entre autor e leitor pela internet, além da importância dessa ferramenta de comunicação no processo de produção e divulgação de um livro. Confira a programação completa do evento aqui.

PublishNews | 27/01/2015

UBook e Tim firmam parceria para lançamento de serviço de Audiobook


A UBook fechou parceria com a empresa de telefonia TIM para a criação de um serviço de assinatura de audiolivros. Por um valor fixo cobrado por semana ou por mês, os clientes da operadora poderão acessar os livros que desejarem de forma ilimitada, além de sincroniza-los em smartphones e tablets para ouvir sem precisar de conexão à internet. Para começar a usar o serviço, basta fazer o download gratuito do aplicativo na AppStore ou na Google Play, se cadastrar e escolher os livros preferidos. Alguns dos livros disponíveis foram narrados por atores consagrados ou pelos próprios autores. Dentre eles, Boni, Pedro Bial, Zico, Nelson Motta, Gloria Kalil, Bruno Mazzeo, Maitê Proença, Augusto Cury, Thalita Rebouças e Ana Maria Braga emprestam suas vozes para a experiência.

PublishNews | 27/01/2015

Publicidade efêmera e os eBooks


Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em Publishnews | 27/01/2015

Quando Karl Benz inventou o automóvel, em 1886, segundo os registros disponíveis, a “novidade” causou grande perplexidade pelo potencial de uso da nova máquina, em plena era da Revolução Industrial. Não se imaginava onde chegariam os carros, como se vê nos salões do automóvel contemporâneos, milhões de vezes mais evoluídos do que aqueles inventos, hoje pré-históricos.

Analogamente, o e-book surge em plena era do conhecimento, e o abalo inicial já começa a dar lugar a uma razoável aceitação, que tende a crescer exponencialmente. Por um lado a geração nascida no mundo digital vai evoluindo no ciclo de ensino, com o corpo e a mente cada vez mais voltados para o meio digital. Já os adultos, da geração de transição do analógico para o digital, vão se acostumando ao novo meio de transmissão de conhecimento, sem nunca perder de vista e de alcance o livro em papel.

As legislações, como a francesa, conforme referido no último artigo, vão dando espaço ao livro digital, acompanhando, mutatis mutandis, as características próprias do novo meio de leitura.

Aliás, na França, segundo aviso da Comissão Geral de Terminologia e Neologia, publicado em 4 de abril de 2012, no Diário Oficial da França a definição de “livre numérique” é “ouvrage édité et diffusé sous forme numérique, destiné à être lu sur un écran”, em tradução livre, obra editada e difundida sobre forma numérica [transformação de um sinal em números 0 e 1] destinada a ser lida numa tela. Ainda segundo esse aviso o e-reader se denomina “liseuse”.

Os críticos do digital engrossam o coro de que aquele conceito se refere unicamente aos dedos, conforme a Larousse [qui appartient aux doigts] e travam batalha sobre o uso da língua usando como argumento que “selfie” já foi aceita pelo dicionário Petit Robert.

O fato é que esse embate inicial, com vários nucléolos, é ainda uma etapa equivalente à pedra polida do livro eletrônico. Fatores como consumo de papel [China é um mercado crescente], racionalização dos recursos naturais [plantações de eucalipto e uso da água], logística [o tigre Amazon sacode o setor de entrega de bens, inclusive livros, com rapidez e eficiência surpreendentes].

Na ponta do desenvolvimento do negócio livro eletrônico ainda há muito, muito por vir. Destaco aqui um fator que tem ligação direta com essa nova mídia, e começa a ser explorado; o tempo. Como assim? Ainda estamos vinculados ao conceito de perenidade, ao livro na estante, às revistas antigas guardadas [para desespero de minha mulher, guardo tudo], aos manuscritos e documentos imóveis nas pastas suspensas. Aos poucos vamos mudando para o etéreo arquivo digital, e para o processo eletrônico na esfera pública, principalmente judicial.

Pois essa forma mais efêmera de comunicação permite o surgimento de um conceito que se caracteriza, justamente, pela instantaneidade, como uma informação biodegradável, que se consome logo após o aparecimento, um meteoro riscando o céu.

O snap advertising [que poderia ser traduzido como publicidade de estalo, relâmpago] é um conceito que pode se aplicar ao livro eletrônico. Consiste na aparição, em determinados programas de informações ou de imagens, de um “anúncio” brevíssimo, de forte apelo visual, que, uma vez visto, desaparece por completo e não guarda registro na página da pessoa.

O livro eletrônico, pelo fato de ser cada vez “consumido” através de aparelhos leitores portáteis, vai naturalmente se inserindo na órbita do mobile commerce [“m-commerce”], com as inúmeras possibilidades que esse setor apresenta.

A possibilidade de uso publicitário efêmero em livros é infinita. Pode ser restrita somente a difundir outros produtos literários, para não desvirtuar a “pureza” do setor, como a divulgação de outros lançamentos da editora, ao final do livro. Pode, ainda, ser uma derivação do crescente uso do merchandising – lamento, mas é inevitável, como ocorre nas novelas, filmes, teatros, festivais – nas obras literárias. Nesse ponto lembro o desagrado que causou – a comparação é só por causa do ineditismo – a utilização da publicidade nas camisas de times de futebol, hoje comuníssimas, mas na época da inovação, muito criticadas.

O fato é que o ciclo dos novos “inventos” ligados à comunicação é, por si só, breve, efêmero, o que transmite a sensação de muitos fatos terem ocorrido em pouquíssimo tempo, já que o volume de informação diária disponível é descomunal.

Ainda estamos, proporcionalmente, na era da pedra polida do livro eletrônico, que, por mais que se chame de “numérique”, ainda é visto individualmente por grande parte dos leitores como aquele objeto tridimensional através do qual, primordialmente, se transfere conhecimento.

Não se trata aqui, por ora, de elogiar ou criticar a inovação, mas de trazer ao conhecimento do público fatos relevantes do mercado editorial, para conhecimento e eventual utilização, ou rejeição.

Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em Publishnews | 27/01/2015

Gustavo Martins de Almeida

Gustavo Martins de Almeida

Gustavo Martins de Almeida é carioca, advogado e professor. Tem mestrado em Direito pela UGF. Atua na área cível e de direito autoral. É também advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e conselheiro do MAM-RIO. Seu e-mail é gmapublish@gmail.com.

Na coluna Lente, Gustavo Martins de Almeida vai abordar os reflexos jurídicos das novas formas e hábitos de transmissão de informações e de conhecimento. De forma coloquial, pretende esclarecer o mercado editorial acerca dos direitos que o afetam e expor a repercussão decorrente das sucessivas e relevantes inovações tecnológicas e de comportamento.

POD terá mais um player no Brasil


i-Supply inicia sua operação de impressão por demanda no dia 19/03

Logo depois de a BookPartners anunciar que está em vias de assinar contrato com a Ingram para instalar no Brasil uma planta de Impressão por demanda [POD, do inglês Press on Demand] no Brasil, a i-Supply  — distribuidora ligada à Digital Pages, empresa especializada em gestão digital de conteúdos — comunica que já tem data marcada para o início das operações de sua planta de POD no País. A empresa, capitaneada por Youssef Mourad, também fechou contrato com a Ingram e inicia as suas operações no dia 19 de março. De acordo com Youssef, a i-Supply já está imprimindo sob demanda em fase de testes com players do comércio eletrônico. A aposta, segundo Mourad, é no que classifica como hard to find, ou seja, títulos esgotados; e no Global Connect, serviço da Ingram que permite o acesso ao catálogo de mais de um milhão de títulos em outras línguas disponíveis para impressão sob demanda.

Ao ser questionado se há espaço para duas empresas fazendo POD no mercado brasileiro, Mourad, diz que a concorrência pode ser saudável e quem tiver o melhor workflow sairá na frente. “O workflow é a camada mais sensível nesse negócio”, disse ao PublishNews. Mourad evita falar em números, mas, de acordo com Eduardo Acácio, da BookPartners, a empresa deixou de faturar certa de R$ 6 milhões em 2014 por falta de exemplares de títulos esgotados. Isso dá a dimensão da possibilidade de “dinheiro na mesa” que a impressão por demanda tem no país. “A gente nada de braçadas na gestão de conteúdos digitais há quinze anos. Esse é o nosso grande diferencial”, observa o CEO da i-Supply. “A i-Supply não é só uma distribuidora, mas é também uma solução de software”, expõe. Para o executivo, esses diferenciais são fundamentais para a automação dos processos da impressão por demanda.

A i-Supply foi fundada em 2011, tendo como uma de suas sócias-fundadoras a Digital Pages, que tem em sua cartela de clientes a Editora Abril, Folha de S. Paulo e Globo para quem oferece serviços de publicações digitais em múltiplos dispositivos. Há menos de um ano, a Future Way, holding que tem sob seu guarda-chuva a Digital Pages e a i-Supply, adquiriu o controle acionário da i-Supply, que, segundo Mourad, já nasceu na contramão das tradicionais, com a proposta de aliar a distribuição convencional à distribuição digital e, a partir de março, com tudo isso integrado à impressão por demanda. “Desde o seu primeiro dia, a i-Supply encarou a missão de reduzir drasticamente as perdas das editoras”, salienta o executivo.

Ao contrário do que fez em 2011, quando fechou com a Singular para a iniciar as operações de POD no Brasil, a Ingram não optou por contratos de exclusividade. Assim, há a possibilidade de as duas empresas operarem independentemente.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/01/2015

Alunos da Paraíba terão livros digitais nas escolas


As escolas das redes estadual, municipal e federal recebem, desde outubro de 2014 até fevereiro de 2015, os livros didáticos. A novidade para este ano é que os alunos do ensino médio também terão acesso ao livro digital. Cada um vai receber uma senha para conectar-se a conteúdos interativos pela internet que contemplam todas as disciplinas. A versão digital deve vir acompanhada do livro impresso, ter o mesmo conteúdo e incluir conteúdos educacionais digitais como vídeos, animações, simuladores, imagens e jogos para auxiliar na aprendizagem.

De acordo com o secretário de Estado da Educação, Aléssio Trindade, atualmente já são distribuídos mais de dois milhões de livros de papel, com os alunos da rede estadual e, a partir de agora, o atendimento vai avançar, no sentido de atender aos estudantes com o uso das novas tecnologias, permitindo maior acessibilidade a partir da utilização do livro digital.

Alunos de todas as séries, incluindo da Educação de Jovens e Adultos [EJA], receberão aproximadamente 2,3 milhões de livros, sendo 13 volumes para cada estudante do ensino médio, dois para o 1º ano, cinco para o 2º ano e seis para as outras séries [3º ao 9º ano do ensino fundamental].

Os livros são enviados pelo Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional do Livro Didático [PNLD/FNDE], beneficiando 5.230 escolas na Paraíba. A Secretaria de Estado da Educação [SEE] monitora o programa, no sentido de assegurar a distribuição pelas escolas e manutenção de reserva técnica para atender a eventuais faltas de livros para as unidades de ensino e turmas que ainda não constam no Censo Escolar.

Todos os livros, antes de serem entregues, passam por uma criteriosa avaliação técnica e pedagógica, feita por uma comissão formada por professores de várias universidades, para que não haja conceitos errados ou posicionamentos tendenciosos em relação à religião, estereótipos e outros temas polêmicos. Os livros são distribuídos pelos Correios e vão diretamente para as escolas.

http://www.paraiba.com.br | 23/01/201

Salto [SP] abre sua biblioteca de eBooks


Em uma parceria inédita firmada pela Prefeitura da Estância Turística de Salto com o site http://www.arvoredelivros.com.br, a Biblioteca Pública Municipal irá disponibilizar, gratuitamente, mais de mil títulos de e-books [livros em formato digital].

Para ter acesso as publicações, os interessados devem se cadastrar diretamente na Biblioteca, que fica na Praça Paula Souza, 30, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 14 horas.

Os documentos necessários para cadastro são RG, CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e e-mail. Para os que já são cadastrados na Biblioteca são requeridos apenas RG e e-mail. “A partir do e-mail fornecido será criada uma senha que permitirá o acesso ao site. O usuário só vai precisar da internet na hora de baixar o conteúdo, que ficará disponível por duas semanas. Podem ser baixados quantos e-books o usuário desejar em computadores, tablets, notebooks, eReader ou smartphones”, explica o Coordenador da Biblioteca, Carlos Eduardo Chagas.

Entre as edições disponíveis estão biografias, clássicos da literatura brasileira, livros pedagógicos, infanto-juvenis, ficção, negócios, etc.

Para o Secretário Municipal de Cultura, Marcos Pardim, essa parceria é muito importante para o município e será estendida também à Biblioteca Teatral “Lico Valle”, que fica no Centro de Educação e Cultura – Anselmo Duarte [CEC], na Rua Pudente de Moraes, 580, Centro. “Nos tempos atuais, em que boa parte da sociedade interage com as tecnologias digitais, trata-se de um avanço poder disponibilizar esta ferramenta da biblioteca digital”, destaca.

Ficamos felizes com mais esta ferramenta que o município oferece aos frequentadores da Biblioteca Pública proporcionando outra forma de acesso à leitura. Além disso, poderá incentivar também aqueles que ainda não tem o hábito de ler”, ressalta o Prefeito Juvenil Cirelli.

Árvore de Livros

A Árvore de Livros é uma biblioteca digital de empréstimo de e-Books, inicialmente voltada para atender a educação básica das redes de ensino pública e privada. Seu acervo é constituído por obras de interesse geral e, com uma atenção especial, aquelas recomendadas pelas escolas.

De acordo com o site, para prefeituras, governos, instituições públicas e privadas, escolas, empresas e bibliotecas são oferecidos pacotes especiais de assinaturas coletivas para atender grupos de alunos, funcionários, beneficiários de projetos e programas e usuários em geral.

http://www.itu.com.br | 23/01/2015

Os campeões de audiência da Fundação Dorina


Fundação Dorina empresta títulos para pessoas cegas e de baixa visão de todo o Brasil

Fundação Dorina Nowill para CegosA Fundação Dorina Nowill para Cegos disponibiliza para pessoas com deficiência visual em todo o Brasil o empréstimo de livros em áudio produzidos pela instituição. São mais de 2.500 títulos, de diferentes autores e gêneros, disponíveis para empréstimo gratuito às pessoas cegas ou com baixa visão. Em 2014, foram mais de 11 mil empréstimos e o audiolivro mais pedido foi Jesus, o maior psicólogo que já existiu, de Mark W. Baker. Na segunda posição, ficou O caçador de pipas, de Khaled Hosseini e em terceiro lugar,Anjos e demônios, de Dan Brown. Para utilizar o serviço de empréstimos é preciso preencher ficha de cadastro específica, que pode ser feita pessoalmente, via correio, e-mail ou pelo site www.fundacaodorina.org.br. O envio e devolução dos livros em áudio são feitos gratuitamente via cecograma, serviço postal destinado às pessoas cegas. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. Veja abaixo o ranking completo com os dez audiolivros mais pedidos na biblioteca da fundação:

  1. Jesus, o maior psicólogo que já existiu– Mark W. Baker
  2. O Caçador de Pipas– Khaled Hosseini
  3. Anjos e demônios– Dan Brown
  4. Nunca desista de seus sonhos– Augusto Cury
  5. O Código Da Vinci– Dan Brown
  6. A menina que roubava livros– Markus Zusak
  7. Fortaleza digital– Dan Brown
  8. Ponto de Impacto– Dan Brown
  9. Trilogia Cinquenta tons de cinza– E. L. James
  10. Ensaio sobre a Cegueira– José Saramago

PublishNews | 23/01/2015

Streaming para acabar com a cópia ilegal


Uma pesquisa feita pela Opinion Box, e divulgada na quinta-feira, 22/01, aponta o streaming como responsável pela diminuição da pirataria entre os consumidores de música pela internet. Streaming é uma forma de distribuição de dados multimídia, via web, e o conteúdo baixado não fica arquivado no computador do usuário. Diferente do download, que também possibilita a proliferação de cópias ilegais.

Esse é o sistema utilizado pela Árvore. Os eBooks de seu acervo são transmitidos para o computador, smartphone ou tablet do leitor. Os conteúdos ficam disponíveis enquanto os aparelhos estiverem ligados, sem sobrecarregar suas memórias. Os textos não podem ser copiados, nem impressos, o que garante aos autores a proteção de seus direitos autorais. O streaming também é usado pelo Youtube, um dos pioneiros, tanto no uso dessa tecnologia, quanto na disponibilização de vídeos, e pela Netflix, distribuidora de filmes por assinatura.

Olhar Digital | UOL | 23/01/2015

Nuvem de Livros chega à Espanha


A biblioteca digital tem como objetivo repetir o sucesso alcançado no Brasil, onde conta com mais de 2,5 milhões de assinantes e mais de 14.000 títulos disponíveis.

Madri | Nube de Libros, a versão em língua espanhola da biblioteca digital Nuvem de Livros lançada há dois anos no Brasil com mais de 14.000 títulos disponíveis e que inclui todo tipo de conteúdo on-line, chega hoje à Espanha. Esta plataforma é uma iniciativa empresarial do Grupo Gol, líder em inovação e em tecnologia móvel no Brasil, onde conta com o incrível número de dois milhões e meio de assinantes.

A biblioteca digital que desde hoje está disponível na Espanha reúne livros de todos os gêneros literários, audiolivros, games educativos e notícias, em tempo real, sobre arte, cultura e economia produzidas em mais de 160 países pelas agências de notícias EFE e AFP [France Press].

Diferentemente das livrarias digitais já existentes, Nube de Libros se destaca por ser uma biblioteca de referência ao oferecer um catálogo rigoroso, amplo e plural. Portanto, inclui os clássicos da literatura, obras das mais relevantes editoras espanholas e do resto do mundo e importantes conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Além de poder acessar a Nube de Libros através da sua web e do seu App –disponível em Android e iOS–, na Espanha o seu serviço está disponível para os clientes da Orange, uma das mais importantes operadoras de telefonia móvel da Europa, que poderão disfrutar da vantagem de pagar o serviço através da sua conta.

Títulos relevantes e pertinentes

A Nube de Libros nasce com a filosofia clara de oferecer aos usuários conteúdos pertinentes e de valor comprovado. Para tanto, o processo de seleção da plataforma, exigente e rigoroso, é liderado por uma equipe de prestigiados curadores que identificam e escolhem, com rigor, os melhores e mais relevantes conteúdos. Entre eles está Antônio Torres, ilustre escritor brasileiro, e Arnaldo Niskier, reconhecido educador; ambos são membros da Academia Brasileira de Letras. Para a versão em espanhol da Nube de Libros, o Grupo Gol conta com o apoio e colaboração da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Depois do sucesso alcançado no Brasil, a Nube de Libros chega à Espanha com 3.000 referências bibliográficas iniciais como primeiro passo da sua internacionalização e lançamento nos demais países de língua espanhola. A intenção, segundo Jonas Suassuna, presidente do Grupo Gol, é romper fronteiras e materializar, de maneira determinada, o compromisso de socializar o acesso ao conhecimento de forma responsável: “Nube de Libros chega à Espanha com o firme compromisso de romper fronteiras, universalizar o conhecimento e disponibilizar a todas as pessoas conteúdo ilimitado de qualidade selecionado com rigor e critério”.

Grande oportunidade para os editores espanhóis

Essa biblioteca digital oferece uma grande oportunidade para os editores, visto que desenvolve um novo modelo de negócio que se baseia na concessão de licenças de acesso através da cobrança mensal e que contempla a divisão da receita em regime pro-rata. O Grupo Gol constituiu há 3 anos a sua unidade de negócio na Espanha.

Alguns renomados editores espanhóis já fazem parte da versão brasileira da plataforma, como Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras. Segundo Santos Rodríguez, fundador da Ediciones Nowtilus, “nossa empresa foi, com muito orgulho, a editora espanhola pioneira na Nuvem de Livros. Desde o começo, a Nuvem de Livros nos surpreendeu pela excepcional divulgação e o alto nível de aceitação dos livros da nossa editora. Sem dúvida, trata-se de um modelo de negócio muito bem-sucedido, que impressiona pelos resultados.”

Por sua vez, Manuel Bravo, diretor geral da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, quis salientar: “Nube de Libros é uma biblioteca virtual fantástica que reúne o mundo do conhecimento em uma plataforma moderna e versátil”.

A nova biblioteca digital, Nube de Libros, pode ser acessada através da Orange, da sua página web www.nubedelibros.com e do seu App disponível no Google Play e App Store, e tem um custo de assinatura de 3,99 euros, IVA incluído, por mês.

Sobre o Grupo Gol e a Nube de Libros

O Grupo Gol é o editor da Nube de Libros, empresa brasileira fundada por Jonas Suassuna especializada em serviços e conteúdos móveis. A Nube de Libros no Brasil foi lançada em outubro de 2011 como Serviço de Valor Agregado da VIVO [Telefônica] e desde então conseguiu se situar como a biblioteca online líder da América Latina com 2,5 milhões de assinantes hoje.

A Nube de Libros oferece títulos para todas as idades, obras literárias clássicas, ensaios, atlas, enciclopédias, dicionários, materiais didáticos, livros em áudio, vídeos, cursos, notícias sobre arte e cultura e meio-ambiente, teleaulas e muito mais.

Alguns dos editores espanhóis que fazem parte da Nube de Libros são Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Oito eBooks lançados no Brasil


Por muito tempo apontados como ameaça à supremacia dos livros impressos, os e-books têm mostrado um potencial limitado de crescimento.

Nos EUA e no Reino Unido, suas vendas estagnaram há cerca de dois anos, com os digitais correspondendo a pouco mais de 20% do total de vendas de livros das editoras.

A tendência à estagnação também se percebe no Brasil. De acordo com grandes editoras, como Record e Intrínseca, a venda de digitais em 2014 correspondeu a cerca de 3% do total das vendas de livros, porcentagem similar a de 2013.

Mas há casos em que os e-books continuam sendo uma boa opção –seja porque as editoras optaram por lançar alguns títulos exclusivamente no formato digital [ou o mantiveram em catálogo enquanto as edições impressas se esgotaram], seja por saírem bem mais em conta que seus correspondentes físicos, embora, no geral, e-books ainda sejam caros no país.

Veja abaixo oito sugestões de e-books lançados recentemente no país.

A versão impressa de 'Graça Infinita' pesa 1,49 kg | foto Gabriel Cabral/Folhapress

A versão impressa de ‘Graça Infinita’ pesa 1,49 kg | foto Gabriel Cabral/Folhapress

Música, Doce Música

Uma das várias facetas de Mário de Andrade, a de estudioso da música popular e erudita, aparece nos textos desta edição –de Beethoven a Chiquinha Gonzaga, do canto gregoriano ao lundu escravo, nada escapa ao olhar do homenageado deste ano na Flip. A edição é um dos quatro títulos de não ficção lançados apenas como e-book pela Nova Fronteira. Os outros são “O Empalhador de Passarinho”, “O Baile das Quatro Artes” e “Aspectos da Música Brasileira”. Cada um sai a R$ 9,40

O Fim do Poder

O livro de Moisés Naim, ex-ministro do Desenvolvimento da Venezuela, tinha atraído pouca atenção até ser escolhido por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, para abrir o clube de leitura A Year of Books. A edição trata das transformações pelas quais o mundo vem passando, com potências hegemônicas como os EUA perdendo poder, cada vez mais fragmentado nas mãos de pequenos empreendimentos. O e-book sai por R$ 19,90, menos da metade dos R$ 49,90 da versão impressa.

Graça Infinita

Ao não ser que a meta ao comprar o gigantesco romance pós-moderno de David Foster Wallace seja exibir a bela edição da Companhia das Letras na estante, a versão digital tem vantagens: é mais fácil ler no Kindle do que carregar para todo canto o calhamaço de 1.144 páginas, e o e-book sai por um terço do preço do livro impresso, embora esteja longe de ser barato –na Amazon está à venda por R$ 37,90, ante R$ 111,90 do impresso.

A Testemunha

O conto do argentino radicado em Nova York Sergio Chejfec, sobre um homem que investiga a vida de escritores por meio de listas telefônicas na Buenos Aires dos anos 1930, é um entre as dezenas de títulos da coleção Formas Breves, da editora digital e-galaxia. Autores como André Sant’Anna, Carola Saavedra e Andrea del Fuego têm livros pela série, todos com algo entre 7 e 20 páginas, cada um custando R$ 1,99

Hiperespaço

Editada em papel no Brasil em 2000, a obra do celebrado físico Michio Kaku é um dos lançamentos digitais do mês pela Rocco, custando R$ 29,50, pouco menos da metade que os R$ 64 da edição impressa. Aborda a revolução causada pela teoria do hiperespaço, segundo a qual há outras dimensões além das comumente aceitas, o que tornaria mais fácil compreender as leis da natureza.

24/7

A R$ 19,90, o ensaio de Jonathan Crary trata de uma sociedade que não se prende a limites de tempo e espaço, relegando a segundo plano a necessidade de repouso e sono. A obra aborda desde a tradição da cultura ocidental de considerar o sono como uma possibilidade utópica até as pesquisas científicas que buscam criar o “homem sem sono”, capaz de trabalhar e consumir 24 horas por dia, sete dias por semana.

Milha 81

Um dos poucos títulos do selo digital Foglio, que reúne os livros exclusivamente digitais da editora Objetiva, este breve livro de Stephen King, de 59 páginas, sai por R$ 5. O suspense leva o nome do lugar, na estrada Maine Turnpike, onde Pete Simmons vai procurar o irmão mais velho sempre que ele some –até que, em seu aniversário de dez anos, encontra apenas uma garrafa de vodca, que bebe até desmaiar.

Mar de Histórias
Os e-books da antologia do conto mundial organizada por Paulo Rónai e Aurélio Buarque de Holanda são destaque entre as promoções da Amazon nesta semana: cada título digital sai por R$ 13,90, ante os R$ 27,40 sugeridos pela editora [e os R$ 39,90 das edições impressas]. Com isso, dá para adquirir toda a coleção digital [de dez volumes, com 239 contos no total] por R$ 139, em vez dos usuais R$ 274.

Por Redação Folha Online | DE SÃO PAULO | 21/01/2015, às 14h25

“Nuvem de Livros” abre biblioteca virtual e “democrática” na Espanha


Democrática, plural e muito responsável. Assim define a “Nuvem de Livros” o criador do projeto, Jonas Suassuna, que após conseguir 2,5 milhões de assinantes para 14 mil títulos no Brasil, desembarca nesta quarta-feira na Espanha com uma biblioteca virtual “rigorosa e ampla” a 3,99 euros por assinatura, metade do valor habitual.

Suassuna, presidente de Grupo Gol, apresentou hoje em Madri junto com o executivo-chefe da plataforma, Roberto Bahiense, e o diretor-geral da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Manuel Bravo, um projeto que, afirmou, terá versões em francês e inglês, além de português e espanhol.

A ideia de Suassuna, segundo o próprio, é de que a plataforma, que oferece títulos de todos os gêneros, de romance a atlas, jogos educativos e notícias em tempo real, produzidas em mais de 160 países pelas agências Efe e France Press, seja neste mesmo ano uma realidade também em Portugal, México, Chile, Peru, Argentina “e a parte espanhola” dos Estados Unidos.

Ao contrário de outras bibliotecas digitais, a “Nuvem de livros” oferece um catálogo “rigoroso e amplo”, que inclui clássicos da literatura e conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, que por enquanto abriga 420.000 títulos.

Na Espanha, onde começará funcionando com suporte da operadora de telefonia móvel Orange, já oferece 3.000 referências bibliográficas, selecionadas “com rigor e critério” por editores e “curadores”, sem “aceitar conteúdos publicitários”, explicou o presidente do Grupo Gol.

Quando comecei com esta ideia, nem meu cachorro acreditava nela. É preciso dizer que o Brasil tem o mesmo número de livrarias que Buenos Aires, ou seja, um país com muito baixa capacidade de leitura. Me diziam que estava louco, e quando há três anos nos estabelecemos na Espanha, me perguntaram ‘como você vai para um país em crise?’. ‘Porque os brasileiros amamos as crises’, respondia“.

Suassuna optou pela Espanha – “onde estão os melhores editores do mundo” – como segunda nação de desenvolvimento de seu projeto porque o país “é encantador” e queria que fosse “a central de operações para a Europa”. Além disso, afirmou estar “muito satisfeito” com o trabalho desenvolvido até agora, com o “grande” apoio de empresas como a Agência Efe, ressaltou.

O criador do projeto reiterou que apesar de os internautas terem que pagar para acessar a Nuvem de Livros, o valor “é muito pequeno, a metade do que a concorrência cobra e em relação ao muito que oferece”, uma biblioteca “pertinente e próxima”.

Os conteúdos podem ser acessados por meio da Orange – com a possibilidade de pagar o serviço pela conta de telefone – pelo site “www.nubedelibros.com” ou um aplicativo próprio [disponível para Android e iOS no Google Play e na App Store], e durante os primeiros 30 dias poderão ser testados gratuitamente.

O Grupo Gol também tem o plano de expandir sua “Nuvem do Jornaleiro”, que no Brasil já oferece 300 publicações e as notícias de EFE, AP, AFP e BBC, que fazem de tablets e celulares o “suporte frenético da leitura de notícias”, uma ferramenta que começará a funcionar em seis meses na Espanha.

Já Roberto Bahiense lembrou que, como diz Umberto Eco, a internet é “perigosa para o ignorante e útil para o sábio”, “um mundo selvagem” que pode “fazer mal” se não for hierarquizado e organizado.

A Nuvem de Livros, disse, se insere na tradição que goza “do silêncio absoluto dos templos”, nos quais reinam “os deuses das palavras”, ou seja, as bibliotecas, “mas sem sua segunda parte”, “tecas”.

“É preciso deconstruir respeitosamente esse sufixo e deixar de considerar ‘teké’, em seu significado de depósito, de caixa. As bibliotecas físicas se transformarão em espaços simbólicos”, previu Bahiense, seguro de que o futuro passará por “uma assembleia de usuários do conhecimento estejam onde estiverem”.

Após sua experiência no Brasil, acrescentou, o desafio da Nuvem é “oferecer a uma sociedade culturalmente rica e exigente como a Espanha uma biblioteca responsável, contemporânea e atrativa que atenda as exigências de uma sociedade mais madura”.

Manuel Bravo, por sua vez, lembrou que a Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes começou a colaborar com o Grupo Gol em 2013 e que, desde então, as duas entidades desenvolveram “um projeto muito complementar” que terá, segundo ele, “um grande sucesso na Espanha e na região ibero-americana” por seu “excelente catálogo”.

Da Nuvem de Livros fazem parte índices das editoras Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Por Agência EFE | Publicado originalmente por Info Online | 21/01/2015

Site transforma tweets em poesia


O objetivo é divulgar cursos de criatividade

Para divulgar seus novos cursos de literatura e as oficinas criativas da escola, o b_arco, localizado em São Paulo, criou um site que transforma os tweets de qualquer pessoa em poesia. É fácil: basta preencher o campo com qualquer usuário de Twitter e escolher o formato. As poesias são feitas combinando todos os tweets do usuário e achando rimas entre eles, criando resultados curiosos e, às vezes, surreais. Acesse e transforme seus tweets em poesia.

PublishNews | 20/01/2015

Professor cria APP para incentivar leitura e escrita


As inovações fazem parte do projeto “O Celular como Ferramenta de Leitura e de Aprendizagem”, iniciado há quatro anos com alunos do nono ano do ensino fundamental da Escola Estadual Luiz Salgado Lima, no município mineiro de Leopoldina [MG].

Em agosto do ano passado – até então, era usado apenas o telefone celular -, o professor criou o aplicativo Acrópole APP para facilitar o acesso dos alunos aos textos e conteúdos por ele postados no blogue.

Funcionamento

O Acrópole APP permite a postagem de textos de diversos gêneros, com notícias, mapas e pinturas. “Todo tipo de documento que sirva como fonte histórica de leitura e pesquisa em nossas aulas“, ressalta o professor. As novidades tornaram as aulas mais atrativas.

Os estudantes passaram a ler mais e a registrar reflexões sobre os textos. “Muitas dessas reflexões são postadas no blogue e tornam os alunos produtores do conhecimento, na medida em que se posicionam e têm seus trabalhos publicados“, explica Rodolfo.

Segundo ele, o projeto atende diretamente cerca de 90 estudantes, mas todos os alunos podem baixar o aplicativo e usá-lo em sala de aula.

Resultados

De acordo com o professor, o blogue tem apresentado resultados expressivos, quantitativa e qualitativamente. O trabalho deve ser intensificado este ano, a partir das propostas de manter o blogue atualizado com postagens de qualidade e de aumentar a participação dos alunos nas atividades de manutenção.

Vamos dar continuidade à metodologia aplicada, mesclando aulas tradicionais com o uso das tecnologias da informação no ensino-aprendizagem“, ressalta.

Premiação

O projeto foi um dos finalistas da sétima edição do Prêmio Vivaleitura, na categoria 2, destinada a escolas públicas e particulares, o que deixou o professor orgulhoso. “Ficar entre os finalistas significa um reconhecimento, a coroação de um ano de trabalho muito feliz e produtivo“, afirma.

Ele revela que pretende dar prioridade ao desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para formar alunos leitores, reflexivos e capazes de exercer a cidadania em uma sociedade democrática e plural. “Terei de fortalecer os planos de aula para que os alunos tenham objetivos e metas claras e exequíveis”, diz.

Graduado em história, com pós-graduado em ciências humanas, Rodolfo cursa especialização em cultura e história indígena na Universidade Federal de Juiz de Fora [UFJF].

Prêmio

O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa dos ministérios da Cultura [MinC] e da Educação [MEC], coordenada pela Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura [OEI]. Pretende estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura.

São premiados trabalhos nas seguintes categorias: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; “Escolas Públicas e Privadas”; “Promotor de leitura [pessoa física] e “ONGs, universidades/faculdades e instituições sociais”.

Portal Brasil | Agrosoft Brasil | 19/01/2015

Um novo mercado editorial está nascendo


Ednei Procópio

Por Ednei Procópio

Desde seu advento, a internet está causando uma revolução no modo como os consumidores modernos lêem os livros, com reflexos em toda a cadeia produtiva que este produto envolve. E o eBook, o livro digital, já não é o único entre os efeitos desta mudança na cadeia de valor do mercado editorial.

Se delimitarmos, como parâmetro, somente a última década, todos os profissionais da cadeia produtiva do livro [dentre eles, os escritores, revisores, tradutores, pesquisadores, preparadores de textos, editores, publishers, gráficos, distribuidores, livreiros, bibliotecários e até jornalistas] foram, de certo modo, pegos de surpresa por uma disruptura imposta pela era digital.

Uma visão, digamos, negativa, com relação a esta mudança brusca no modo como produzimos, comercializamos e vendemos os livros é, dentre todos os efeitos, aquela que causa maior ansiedade: a mudança profissional. O ponto central de que trato neste artigo. Mas um lado positivo desta disruptura cultural, social e econômica, tão difícil de visualizar de modo amplo, por estarmos nela inseridos, seria exatamente a oportunidade de inovação profissional.

Enquanto a indústria editorial tradicional se esforça por compreender melhor o incipiente mercado digital, o profissional atualmente avesso a este cenário vai buscando entender de que modo pode mover-se de um lugar a outro. E uma hora ele inevitavelmente percebe que, em vez de reduzir sua atuação, até mesmo o livro inserido em um contexto digital pode expandir, maximizar e exponencializar seu campo de visão.

Nenhum profissional do mercado tradicional que já tenha trabalhado com linotipo, por exemplo, além de todos os demais métodos tradicionais, pode ser considerado um profissional ultrapassado. Pelo contrário, os profissionais que tiveram a oportunidade de publicar, comercializar e divulgar os livros impressos, podem apresentar atrativos e dispor de um diferencial frente aos que atualmente só enxergam o mundo digital e aos que aos seus efeitos estão mais negativamente expostos, por não compreenderem o funcionamento do tradicional mas, principalmente por não aceitarem que o velho e o novo mundo sejam na verdade o mesmo mercado que se renova.

Aos que agora estão saindo das universidades, o cenário que se apresenta é o de transição. Estamos no limiar, no nascedouro de novos postos, estamos testemunhando o nascimento de um novo profissional. Polivalente, antenado, conectado ao mundo. Trabalho é o que não falta em um mundo híbrido de produtos físicos [feito de átomos] e de produtos digitais [feitos de bits]. Do ponto de vista de uma editora, por exemplo, as oportunidades para o profissional do livro na era digital, e seus ganhos, vão desde a preparação de textos para narrativas hipertextuais até a produção, conversão ou digitalização de obras.

Talvez nem seja o caso de apenas digitalizar um currículo. O livro digital em si não tende a eliminar postos de trabalho formal, para quem já tem experiência com o mercado editorial tradicional, o importante agora é oxigenar as ideias para expandir as oportunidades.

E não importa em que lugar da cadeia produtiva do livro este profissional de mudança queira inserir-se; com o advento da internet [a causa maior] e do livro digital [não o único de seus efeitos], um novo mercado editorial está nascendo.

POR EDNEI PROCÓPIO

Dia 17 você tem um encontro com os anjos!


ANJOS NA LITERATURA
REALIDADE E FICÇÃO

Os autores Leandro Schulai [O Vale dos Anjos] e Rogério Bin [Os Anjos São Reais?]
ministam palestra conjunta, na qual abordarão o tema “anjos”.

A maioria de nós acredita em Anjos. Alguns na forma mais real da palavra, outros numa forma mais abstrata. Desde crianças, ouvimos falar no tal Anjo da Guarda. Àquele “serzinho” que nos socorria nas horas mais perigosas, protegendo-nos do perigo e que nos induz sempre às boas ações.

Na desinência da palavra, anjo, do latim angelus e do grego ángelos, quer dizer mensageiro, segundo a tradição judaico-cristã, a mais divulgada no ocidente, conforme relatos bíblicos, são criaturas espirituais, servos e atuam como ajudantes ou mensageiros de Deus.

Na iconografia comum, os anjos geralmente têm asas como as aves, uma auréola e tem uma beleza delicada, emanando forte brilho. Por vezes são representados como uma criança, por sua inocência e virtude. Os relatos bíblicos contam que os anjos muitas vezes foram autores de fenômenos milagrosos e a crença nesta tradição é que uma de suas missões é ajudar a humanidade em seu processo de aproximação a Deus.

Os anjos são ainda figuras importantes em muitas outras tradições religiosas do passado e do presente e o nome de “anjo” é dado amiúde indistintamente a todas as classes de seres celestes.

Partindo desse princípio, a cultura popular em vários países do mundo deu origem a um copioso folclore sobre os anjos e os autores abordam essa temática de formas diferentes.

Nesta edição do Clube de Leitura Livros, Leandro Schulai, autor da saga “O Vale dos Anjos” traz o anjo no formato do guerreiro, em busca de seu amor que ficou em outra vida. Enquanto que Rogério Bin, autor de “Os Anjos são Reais?” fará alusão aos anjos como observadores dos terráqueos. Duas visões diferentes, moderadas pelo jornalista Sérgio Pereira Couto, que vão fazer você repensar sobre anjos.

Se você acreditar neles, é claro!

Clube de Leitura Livrus | A literatura lida e revista com a sua participação.

Livro sobre agricultura camponesa na AL sai em eBook


O livro Agriculturas campesinas en Latinoamerica: propuestas y desafios, produzido no âmbito do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, está disponível para download gratuito.

A publicação tem participação de professores da Universidade Estadual Paulista [Unesp], do campus de Presidente Prudente.

Antonio Thomaz Júnior escreveu o artigo Movimiento territorial del trabajo en el campo y de la clase trabajadora, no qual aborda as mudanças que têm ocorrido no âmbito do trabalho no campo desde a década de 1980.

O movimento de territorialização, desterritorialização e reterritorialização de trabalho no Brasil, portanto, sua própria dinâmica geográfica, nos permite compreender a realidade das famílias trabalhadoras camponesas, dos incontáveis contingentes de trabalhadores e trabalhadoras saídos dos centros urbanos, que carregam formações e conteúdos socioculturais distintos, mas que especificam o conflito de classes e criam/constroem em seu interior os territórios de resistência“, disse Thomas Júnior.

O pesquisador coordena o Projeto Temático “Mapeamento e análise do território do agro-hidronegócio canavieiro no Pontal do Paranapanema – São Paulo – Brasil: relações de trabalho, conflitos e formas de uso da terra e da água, e a saúde ambiental”, apoiado pela FAPESP.

No artigo Cuando la agricultura familiar es campesina, Bernardo Mançano Fernandes destaca a importância estratégica da agricultura camponesa para garantir a soberania alimentar e analisa como a produção teórica no setor é influenciada e influencia as políticas de desenvolvimento territorial no campo.

O livro pode ser lido clicando aqui!

Redação Bonde.com.br | Agência FAPESP | 16/01/2015

Literatura gaúcha ganha página no Facebook


Já está  no Facebook a página Literatura RS, que publica conteúdo próprio e compartilha links e informações sobre a literatura gaúcha e o mercado editorial do Rio Grande do Sul. A iniciativa foi criada pelo jornalista Vitor Diel, assessor de imprensa dedicado ao mercado literário, e pode ser acessada no link www.facebook.com/literaturars.

Na pauta da página, estão lançamentos de escritores e editoras gaúchas; editais de financiamento para projetos literários no Rio Grande do Sul; notícias sobre o mercado editorial, entrevistas exclusivas com escritores, editores, ilustradores e designers de livros; calendário de feiras, eventos e oficinas espalhadas pelo Estado; além da divulgação do trabalho de autores em literatura de ficção, quadrinhos, literatura infantil, pesquisas acadêmicas, poesia, crônica, livros-reportagem e outros gêneros. Autores gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul ainda não publicados também terão espaço, possibilitando a divulgação de novos talentos e sua aproximação com leitores e editores.

A página tem a intenção de concentrar informações sobre o sólido e diversificado mercado literário gaúcho, abordando tudo o que movimenta o livro e a leitura no Estado. Sugestões de pauta podem ser enviadas via inbox ou pelo e-mail vitor.diel@gmail.com.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 381 | 16 a 22 de janeiro de 2015

Sorocaba, em São Paulo, já tem sua biblioteca digital para emprestar eBooks


Há cerca de dez dias, os leitores sorocabanos já contam com um serviço gratuito de empréstimo de e-books, por meio do site “Árvore” [www.arvoredelivros.com.br]. Essa novidade é uma parceria da Secretaria da Cultura [Secult] junto à Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”.

A plataforma oferece mais de 1.000 títulos nas categorias ficção; infantojuvenil; biografia; clássicos, negócios e até mesmo pedagógicos, todos de livre domínio e que podem ser acessados em todas as plataformas digitais.

Para ter acesso ao sistema, o interessado deverá se cadastrar enviando nome, data de nascimento e e-mail de contato para o endereço atendimentobiblioteca@sorocaba.sp.gov.br. O cadastro será realizado pela biblioteca e o acesso será liberado após confirmação via e-mail indicado pelo usuário. Cada pessoa poderá emprestar até 3 “livros digitais” com permanência de 15 dias para uso.

Desde o início da parceria, cerca de 80 pessoas solicitaram inclusão no serviço.

A Biblioteca Digital funciona com o sistema de streaming e o usuário não precisa baixar o arquivo do eBook em seu dispositivo de leitura, bastando apenas carregá-lo na tela. Esse sistema oferece maior segurança contra atos de pirataria.

Com esta biblioteca digital damos mais um passo na facilitação do acesso da comunidade à leitura. Seja para diversão, trabalho ou estudo, o sorocabano encontrará centenas de títulos que podem ser lidos em qualquer lugar e a qualquer hora“, enfatizou a secretária da Cultura, Jaqueline Gomes da Silva.

Cruzeiro do Sul | 16/01/2015

O ano do livro para Zuckerberg


Parceria entre Facebook e 24symbols promete dar acesso gratuito e-books a 2/3 da população mundial que não está conectada à internet

Depois de declarar 2015, um ano de livros, o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg, acaba de fechar parceria com a 24symbols, empresa de serviço de assinatura de e-books, para oferecer acesso gratuito à sua plataforma de leitura digital. A parceria foi fechada por meio da Internet.org , iniciativa liderada pelo Facebook cujo objetivo é tornar o acesso à internet economicamente acessível para os dois terços do mundo ainda não conectados. Os assinantes terão acesso a um conjunto de serviços básicos gratuitos através do app do Internet.org, que pode ser baixado pelo Google Play ou visitando a página do projeto na internet, por meio de um aparelho móvel. O primeiro passo dessa colaboração entre o Internet.org e a 24symbols foi dado na Colômbia e, de acordo com a 24symbols, muitos outros países, de diferentes línguas, farão a adesão ao projeto nos próximos meses. A 24symbols tem um catálogo de mais de 200 mil títulos em dez idiomas e atualmente presta serviços a mais de 650 mil usuários registrados em todo o mundo. Este acordo, segundo a empresa, vai aumentar consideravelmente o número de usuários da plataforma de leitura.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 16/01/2015

Pesquisa mostra que universitários preferem livro físico a eBook


Segundo estudo de professora americana, 92% dos alunos se concentram mais no texto impresso

Contato físico foi um dos aspectos mais destacados por quem prefere o papel | André Coelho / Agência O Globo

Contato físico foi um dos aspectos mais destacados por quem prefere o papel | André Coelho / Agência O Globo

RIO | Uma pesquisa com mais de 300 estudantes universitários nos EUA, no Japão, na Alemanha e na Eslováquia constatou que a maioria prefere os livros físicos aos e-books. Especialmente para leituras mais “sérias”. Consultados sobre o suporte em que preferem ler, incluindo livro impresso, celular, tablet, e-reader e computador, 92% elegeram o papel por conseguirem se concentrar mais no texto impresso do que nas versões digitais.

O estudo é apresentado no livro “Words onscreen: The fate of reading in a digital world” [em tradução literal, “Palavras na tela: O destino da leitura num mundo digital”], da professora de Linguística da American University Naomi Baron. Em entrevista à revista americana “The New Republic”, a pesquisadora destacou duas questões por trás do resultado, que chama a atenção pelo fato de os jovens, acostumados a fazer tantas coisas nas telas, mostrarem-se resistentes aos e-books: primeiro, os estudantes disseram que se dispersam, são atraídos por outros estímulos; depois, eles relataram que sentem os olhos cansados, dor de cabeça e outros desconfortos físicos ao ler por mais tempo num tablet ou computador.

Quando os pesquisadores perguntaram aos estudantes sobre suas restrições à leitura na tela, ouviram, por exemplo, que eles gostam de saber o quanto já avançaram no livro. Para isso, porém, bastaria olhar no topo da tela o percentual concluído do e-book. Ainda assim, os leitores destacaram que a experiência é totalmente diferente da que se tem ao sentir nas mãos quantas páginas já passaram e quantas ainda faltam. Os alunos também citaram que no e-book perde-se a memória visual de onde está determinada passagem da história. Houve ainda quem sentisse saudade da sensação de dever cumprido ao olhar o livro na estante depois de lido. E, claro, os mais nostálgicos lamentaram a falta do cheiro do livro de papel.

Há realmente um componente físico, tátil, cinestésico na leitura“, disse Naomi. “De modo geral, se você faz testes-padrão de compreensão do texto, os resultados são quase os mesmos entre a tela e a cópia física. Mas é isso que queremos saber? Minha pesquisa mostra que fazemos conexões para além da decodificação de palavras“.

Publicado originalmente em O GLOBO | 15/01/2015, às 13:03

Bibliotecas públicas + bibliotecas escolares = bibliotecas infinitas


‘Bibliotecas infinitas’ para la integración de las bibliotecas públicas y escolares

‘Bibliotecas infinitas’ para la integración de las bibliotecas públicas y escolares

Bibliotecas Infinitas é um programa de cooperação entre a Biblioteca Pública de Nashville e as Metro Nashville Escolas Públicas, nos Estados Unidos, e tem por objetivos melhorar as bibliotecas escolares,fomentando o intercâmbio de recursos entre as duas instituições, e ampliar o acesso dos estudantes aos materiais de aprendizagem.

Iniciado em 2009, com apenas quatro escolas de ensino médio, o programa hoje atinge 128 escolas e o número de visitas às bibliotecas escolares triplicou. Professores e alunos já leram quase 100 mil artigos, além de terem acesso a livros digitais e DVD’s, dentre outros materiais.

Comunicación Cultural | 15/01/2015

Do digital para o impresso


As peculiaridades de cada suporte

Você já deve ter lido diversos testemunhos sobre os desafios de transpor determinados livros impressos para o formato digital, certo? Algumas obras podem ser mais complexas de acordo com o conteúdo ou peculiaridades de projeto gráfico. Um exemplo interessante é o da obra de Gógol sobre a qual o Antonio Hermida falou tempos atrás e que acabou não sendo editada no formato digital.

Já acompanhei vários relatos a respeito das agruras que se pode encontrar na produção de certos e-books porque me interesso pelos mistérios do formato e sempre desconfiei dos discursos simplificadores quanto à aparente facilidade de se produzi-los, como se um CTRL+C / CTRL+V associado a algum botão mágico de “convert” pudesse resolver qualquer caso.  Recentemente, porém, enfrentei o desafio do caminho contrário: criar a versão impressa de um conteúdo concebido para a web.

A experiência foi rica e me aproximou de gente criativa e competente, mas não foi livre de alguns percalços.

Conteúdo feito para a web sempre cabe no papel?

O começo de tudo foi a provocação do amigo Marcelo Spalding para a criação de uma obra literária especialmente para o meio digital, em finais de 2012.  Assim nasceu Labirintos Sazonais, um site “caseiro” publicado em 2013 e que, mais tarde, foi contemplado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul para sair dos bytes para as páginas.

O[s] texto[s] composto[s] de fragmentos inspirados nas estações do ano aproveitava[m] os recursos da web para oferecer uma experiência de leitura não linear, onde o leitor escolhe uma entre quatro alternativas possíveis de início, de meio e de fim da história, totalizando, por combinações, 64 histórias diferentes conforme a estação do ano eleita para cada trecho.

A surpresa da aprovação do projeto, que previa a publicação de um site mais interativo, um e-book e a versão impressa, trouxe muitos desafios; todavia, o mais assustador foi, sem dúvida, o de criar um projeto gráfico capaz de reproduzir no papel a experiência dos hyperlinks de um modo novo.

O poder das redes sociais [reais]

Já na versão beta do Labirintos Sazonais, que foi publicado em versão trilíngue com o apoio de tradutoras que só conheço virtualmente, pude sentir o poder e o alcance que as boas relações que construímos na web têm na concretização de ideias. Rafa Lombardino, que conheci em função do blog EbookBrasil e do seu trabalho com o site Contemporary Brazilian Short Stories, viabilizou as versões para o inglês e o espanhol.

A ousadia de pensar em uma versão impressa surgiu quando conheci Airton Cattani e seu livro 40 Microcontos Experimentais, que recebeu o 1º lugar no Prêmio Açorianos de Literatura 2011 e 2º lugar no 54º Prêmio Jabuti de Literatura 2012, na categoria projeto gráfico. Isso aconteceu em uma oficina sobre produção de livros do amigo Paulo Tedesco, em Porto Alegre, a partir da qual começamos a discutir as possibilidades de transposição do conteúdo digital para o impresso e fechamos uma parceria bacana.

Cortázar, em O Jogo da Amarelinha, já havia criado um livro que utilizava a lógica dos hyperlinks, mas a “navegação” nas páginas se dava através de indicações ao final de cada capítulo e isso seria visualmente pouco estimulante no caso de Labirintos Sazonais, especialmente porque a ideia, desde o começo, era usar fotografias que estivessem ligadas ao tema.

A solução gráfica

Talvez inspirado na versão em planilha eletrônica do texto [onde a criação e as revisões foram feitas], Cattani criou o livro com uma paginação peculiar. São três páginas-colunas que podem ser manuseadas de modo independente, permitindo a formação de todas as combinações possíveis entre o início / meio / fim das quatro estações do ano. No verso de cada página-coluna estão fotografias alusivas às diferentes estações, mais em termos de cores do que cenas propriamente.

As páginas-coluna de cada idioma são grampeadas em um papel de maior gramatura e o processo se repete para cada idioma.

Antes de chegar a esse formato, houve testes com uma versão das páginas-coluna em dobradura, mas isso limitava a formação de todas as combinações possíveis. Chegamos também a cogitar o uso de páginas-cartões, páginas soltas em um bolsão, como se fosse um jogo, mas também descartamos essa possibilidade pensando no risco de se perderem peças e a completude do texto ser comprometida.

A capa [sim, sei que sou suspeita para opinar, mas ainda assim o faço] traduziu barbaramente a ideia do labirinto e a origem digital da obra.

5ls
As dificuldades operacionais

Até a elaboração da prova final foram confeccionados vários “bonecos” do livro de modo artesanal, pelo próprio Cattani.

Até o processo de orçamento com as gráficas teve de ser feito pessoalmente, pois era muito difícil explicar as peculiaridades do livro sem que ele fosse manuseado.

Naturalmente o custo de impressão e montagem de um livro assim fica muito acima do praticado para impressões “convencionais”. Sem entrar em detalhes de cifras, o custo unitário deste livro com poucas páginas foi 70% superior ao custo de uma tiragem de 500 exemplares de um livro de 120 páginas convencional.

A qualidade gráfica ficou ótima, mas uma parcela dos exemplares apresentou erro de montagem – problema que a gráfica prontamente se dispôs a corrigir recolhendo e substituindo os exemplares com erro.

O saldo

Depois dessa saga toda, fica a pergunta se casos assim de vínculo / aproximação entre o digital e o impresso serão mais frequentes ou ainda continuaremos a insistir em discussões sobre quem “vencerá” – o byte ou o papel? Sou da opinião de que ler no digital deve ser visto como uma possibilidade a mais a serviço dos reais ganhos da leitura, não porque seja uma nova ou melhor maneira de ler. No caso deste trabalho, creio que a experiência do leitor é distinta em cada um dos meios, o site, o livro impresso e o e-book. Não tenho a isenção necessária para opinar sobre as vantagens / desvantagens de cada um. Deixo isso aos curiosos que se aventurarem nos diferentes formatos.

Por Maurem Kayna | Publicado originalmente por Colofão | 14 de janeiro de 2015

Maurem Kayna

Maurem Kayna

Sou engenheira e escritora [talvez um dia a ordem se altere], bailo flamenco e venho publicando textos em coletâneas, revistas e portais de literatura na web, além de apostar na publicação “solo” em e-book desde 2010. A seleção de contos finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2009 – Pedaços de Possibilidade, foi meu primeiro e-book; depois por puro exercício e incapacidade para o ócio, fiz outras experiências de autopublicação, testando várias ferramentas e plataformas para publicação independente.

Clube de leitura de Zuckerberg faz vendas de livro dispararem


Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook,

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook,

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, traçou um plano para 2015: ler um livro a cada quinze dias e comentá-lo na rede social. Na verdade, a ideia é mais elaborada: Zuckerberg escolhe uma obra, informa o título aos participantes do clube do livro, página que ele criou [chamada A Year of Books], e duas semanas depois realiza um debate público com o autor da obra. Nesta terça-feira, ocorreu o primeiro encontro virtual, com o escritor venezuelano Moisés Naím, autor de O Fim do Poder.

Desde 3 de janeiro, o clube do livro de Zuckerberg atraiu 248.000 pessoas. De quebra, alavancou a venda de livros. Somente nos Estados Unidos, o livro de Naím vendeu mais de 20.000 cópias em dois dias, de acordo com a editora Basic Books, responsável pela publicação do título no país. Esse número é maior do que toda a venda registrada pelo livro desde sua primeira impressão, em março de 2013.

A ação também repercutiu no Brasil. Publicado pela Editora Leya, o livro se tornou um dos mais vendidos na Amazon.com.br e já esgotou em livrarias como a Saraiva. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a editora pretende reimprimir a obra com um selo que remeterá à indicação literária do fundador de Facebook.

Outro efeito do clube do livro foi aumentar a fama virtual de Naím, que ganhou mais de mil novos fãs no Facebook. Seu perfil no Twitter aponta a realização de entrevistas para publicações americanas, inglesas e colombianas nos últimos dias.

Economista e escritor de assuntos políticos, Naím aborda no livro a fragmentação do poder: nos dias de hoje, afirma, as grandes corporações e governos estão perdendo espaço para organizações menores. A maioria das perguntas ao autor foi feita pelos fãs da página A Year of Books.

Zuckerberg, dono do espaço, fez apenas uma pergunta e aproveitou para agradecer o autor. “Obrigado por participar dessa conversa“, escreveu. “Realmente gostei de ler seu livro. Foi um belo jeito de começar meu ano!” O escritor, é claro, concorda.

Veja.com | 13/01/2015