Sem demanda


A Singular, braço digital da Ediouro, anunciou a clientes a suspensão de suas operações nesta semana, “em razão de mudanças estratégicas” no grupo, que agrega as editoras Nova Fronteira e Agir, as revistas de passatempo Coquetel e parte da Thomas Nelson Brasil.

O segmento foi criado em 2009 oferecendo a outras editoras os serviços de impressão sob demanda [em que as cópias são feitas só quando há encomenda, sem que a editora precise estocar livros] e formatação e distribuição de e-books. Na ocasião, anunciou investimentos de R$ 8 milhões em equipamentos. Em 2012, encerrou as operações envolvendo e-books e se manteve como um dos maiores fornecedores de impressão e distribuição de baixas tiragens de livros.

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A Ediouro não se manifesta sobre a Singular, mas a coluna apurou que é um encerramento definitivo. Nos últimos anos, o serviço perdeu clientes como a 7Letras, a KBR e a Vermelho Marinho devido a questões como aumento nos preços do serviço e problemas de execução.

A decisão também teria relação com uma negociação envolvendo a gráfica do grupo –que, entre outras mudanças recentes, vendeu a editora de revistas Duetto e reduziu a participação na Thomas Nelson Brasil.

Para a Ímã Editorial, a notícia preocupa. “Eram meus principais fornecedores. Estou até pensando em mudar meu modelo de negócios“, diz o editor Julio Silveira. Alberto Schprejer, da Ponteio, diz que a vantagem era a distribuição para redes. “Uma boa parte do meu catálogo circulava sem esforço. Terei de repensar isso.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | 20/12/2014