Tocalivros quer ser a Amazon dos audiolivros


Um dos melhores livros que Ricardo Camps já leu foi Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski. Ou melhor, é um dos melhor livros que Camps já ouviu. Ele é um dos sócios da startup Tocalivros, que começou suas operações oficialmente na última terça-feira [11]. Camps e seus sócios perceberam que existia um mercado não explorado aqui no país. Tudo que havia eram livros em CDs. Foram negociações com editoras e gravações de alguns títulos para o lançamento da Tocalivros. Além disso, foi desenvolvida uma plataforma completa, toda feita no Brasil. A Tocalivros chega com foco em apps para smartphones. Já estão disponíveis versões para iOS e para Android. A ideia é que o Tocalivros seja capaz de produzir 20 livros narrados por mês. Para isso, já são 50 narradores trabalhando em seis estúdios diferentes. A ideia dos audiolivros procura respaldo nos hábitos dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Ibope, 50% dos entrevistados afirmaram não ler mais por falta de tempo. Um livro de 300 páginas tem em média seis horas de narração, de acordo com o Tocalivros. “Se uma pessoa passar meia hora no trânsito ouvindo um livro, em uma semana ela terá ouvido um livro completo”, afirma Camps.

Por Victor Caputo | Exame | 12/11/2014