Maior grupo editorial alemão se curva ao Google em disputa sobre licenças


O maior grupo editorial de notícias da Alemanha, o Axel Springer, voltou atrás em um movimento para impedir o Google de exibir trechos de artigos de seus jornais, afirmando que a restrição levou a uma queda do tráfego para seus sites na Internet.

O grupo Springer disse que um experimento restringiu o acesso pelo Google a algumas de suas publicações, levando as visitas a tais sites a despencarem. O resultado fez a empresa dar um passo atrás, que acabou deixando novamente o Google apresentar as notícias da Springer nos resultados de suas buscas.

O presidente-executivo, Mathias Döpfner, disse na quarta-feira que sua companhia teria “tirado a si mesma do mercado” se continuasse com suas exigências para que a norte-americana pagasse taxas de licenciamento.

O executivo Mathias Döpfner, diretor presidente da Axel Springer, durante palestra no 9º Congresso Brasileiro de Jornais da ANJ [Associação Nacional de Jornais] | Foto: Joel Silva/Folhapress

O executivo Mathias Döpfner, diretor presidente da Axel Springer, durante palestra no 9º Congresso Brasileiro de Jornais da ANJ [Associação Nacional de Jornais] | Foto: Joel Silva/Folhapress

O grupo Springer buscou restringir o uso do Google de notícias de quatro das suas marcas com maiores vendas: welt.de, computerbild.de, sportbild.de e autobild.de, disse a companhia.

O grupo Springer, que publica o jornal diário mais vendido da Europa, o “Bild”, disse que o domínio do Google sobre a audiência online é muito grande para que se apresente uma resistência.

POR HARRO TEN WOLDE, ERIC AUCHARD | DA REUTERS | 06/11/2014, às 11h13

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