Google considera Amazon seu maior rival


Em sua declaração, presidente da empresa Eric Schmidt menospreza Bing e Yahoo no setor

Em foto de 9 de setembro de 2014, o presidente do Google Eric Schmidt sorri durante evento em Madri, na Espanha. Foto: Daniel Ochoa de Olza / AP

Em foto de 9 de setembro de 2014, o presidente do Google Eric Schmidt sorri durante evento em Madri, na Espanha. Foto: Daniel Ochoa de Olza / AP

RIO | O presidente do Google, Eric Schmidt, disse que o maior rival da empresa em pesquisa on-line é gigante do e-commerce Amazon.

Segundo a “BBC”, Schmidt rebateu alegações de que o Google exerceria supremacia no mercado de buscas on-line, sem rivais à altura.

Muitas pessoas pensam que o nosso principal concorrente é Bing ou Yahoo. Mas, realmente, o nosso maior concorrente de busca é a Amazon”, disse ele em um discurso em Berlim.

O Google está no meio de uma investigação União Europeia sobre seu site de busca após denúncias antitruste.

Em fevereiro, a empresa conseguiu esquivar-se do pagamento de bilhões de dólares em multas, quando concordou em dar igual legitimidade a serviços rivais, como a Microsoft, em seus resultados de busca.

Mas Schmidt ressaltou que a concorrência no mundo on-line “nem sempre é tão clara”.

As pessoas não pensam na Amazon como busca, mas se você está em busca de algo para comprar, provavelmente você vai querer procurar primeiro na Amazon pelo produto”, disse ele. “Eles são, obviamente, mais focados no lado comercial da equação, mas, em suas raízes, eles estão respondendo a perguntas e pesquisas dos usuários, assim como nós fazemos”.

A Amazon, maior varejista on-line do mundo, tem sido notícia nos últimos tempos por seus empreendimentos além do seu negócio principal, que é o e-commerce.

Em agosto, ela comprou o Twitch, rede de live-streaming de jogos interativos, por cerca de US$ 970 milhões, na que foi a maior aquisição de sua história de 20 anos. O Google anteriormente estava em conversações para comprar a rede.

No entanto, mesmo com o Google detendo posição dominante, com mais de 90% do mercado de buscas on-line, Schmidt disse que ele ainda estava receoso quanto ao que seria o “próximo Google”.

Alguém, em algum lugar em uma garagem está mirando nossa empresa. Eu sei bem disso, porque não há muito tempo nós mesmos estávamos numa garagem. A mudança vem de onde você menos espera”, acrescentou.

Publicado originalmente por O Globo | 14/10/2014 | 14/10/2014, às 10:11

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