Webnário sobre autopublicação


O Guia da Autopublicação promove hoje [30] o primeiro webinário sobre autopublicação. A partir das 19h30 serão abordados no encontro como publicar um livro de graça; como funcionam as principais plataformas de autopublicação de livros e ebooks no Brasil e qual é o tipo de publicação mais indicado para cada escritor; além de dicas de marketing. A condução será de Claudio Soares, e-publisher da Obliq Press, startup carioca especializada em tecnologia editorial e e-publisher do Guia da Autopublicação e Pablo Massolar, consultor de marketing. A inscrição é gratuita e pode ser feita clicando aqui

PublishNews | 30/09/2014

Anúncios

Livraria Saraiva lança nova plataforma de e-commerce


Novo site é mais interativo e dinâmico e oferecerá navegação mais rápida e fácil

Livraria SaraivaO Grupo Saraiva apresenta hoje [30] ao mercado seu novo e-commerce e m-commerce. O novo site oferece ao consumidor uma experiência com acesso a uma gama de conteúdos relacionados ao mix de produtos disponíveis, como vídeos, resenhas, curiosidades, biografias, áudios, entre outros. O e-commerce da Saraiva possui mais de dois milhões de itens. Com a nova plataforma, a Saraiva customizou os ambientes do site com ênfase aos conteúdos gerando uma maior interação com o consumidor, já que é possível ler um trecho de um livro, ver o trailer de um filme, ouvir um trecho de música e descobrir informações de um item sob a forma de degustação, sem nem precisar sair da página inicial. O novo site de comércio eletrônico estará disponível também para usuários de dispositivos móveis, por meio do m-commerce.

PublishNews | 30/09/2014

A Revolução dos eBooks # 2


Por Ednei Procópio | Este texto foi originalmente publicado em “A Revolução dos eBooks” | Páginas 66 a 69 | SENAI-SP Editora/2013 | Indicado ao Prêmio Jabuti 2014

"A Revolução dos eBooks", por Ednei Procópio

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio

O LIVRO COMO NEGÓCIO DIGITAL

Para que os novos negócios de dezenas de casas editoriais startups se amplifiquem e se consolidem no mercado de livros digitais é preciso que os seus empreendedores conheçam muito bem, e compreendam, o modo como as informações, os dados e o conteúdo dos livros são hoje registrados, armazenados e transmitidos. Com o advento da internet, o modo como registramos, armazenamos e compartilhamos conteúdo se alterou profundamente. E esse novo cenário é bem diferente daquele antigo modo de publicar e vender livros.

O registro

Há algum tempo, as informações, os dados, o conteúdo dos livros eram gravados e armazenados em disquetes, hard disks, CD’s, DVD’s e pendrives. Em qualquer um dos casos havia necessidade de um hardware local de armazenamento dos registros criados. Hoje, para o registro de dados que servirão para a produção dos livros, há aplicativos que vão desde softwares de processamento de texto até softwares de autoria e design como espaços de armazenamento sincronizados.

Softwares de processamento de texto como o Microsoft Word ou o pacote Office podem ser utilizados diretamente através da internet sem necessidade de instalação em hardwares locais. E há os processadores de textos gratuitos como o Open Office. Aplicativos de autoria e design, como o iBooks Author, da Apple, quase praticamente substituem softwares locais como o Adobe InDesign na produção de livros.

O armazenamento

Se antigamente eram utilizados HD’s em computadores locais, hoje o modo de armazenamento está se transformando: o conteúdo é armazenado no que a indústria da informação chama de “nuvem”.

Serviços como DropBox são usados no armazenamento de informações que podem se transformar em conteúdo e conhecimento.

Anteriormente, utilizávamos suportes ou hardwares menos portáteis, como o rolo, o papiro, o códex, o papel, além da tentativa de transmissão através de outros hardwares considerados mais modernos, como os anteriormente citados disquetes, hard disks, CD’s, DVD’s e pendrives. Hoje, é desnecessário o uso local desses artefatos.

Esse novo modo de armazenamento de informações, dados e conteúdo é chamado de software as a service, ou software como serviço. Antes, o hardware era local e já vinha com um software de sincronização de dados. Hoje, o software de sincronização é on-line e o armazenamento, remoto.

A transmissão As informações, os dados e o conteúdo dos livros necessitarão sempre de conexão para que possam ser transmitidos desde os seus emissores até os seus destinatários. Não importa se a conexão para a transmissão se dê através de conexão discada, banda larga, redes 3G ou 4G, algum tipo de tecnologia RFID (como NFC) ou redes wireless. Embora a criação, o registro, o armazenamento e a transmissão dos livros não precisem mais de soluções locais, o recebimento e a leitura das obras necessitam obrigatoriamente de um suporte ou de um hardware. Não importa se esse hardware de recebimento seja um smartphone, um ultrabook, um tablet ou folhas impressas de papel.

O livro além da mídia

Se pudéssemos fazer uma analogia, a escrita e o registro dos textos originais dos livros antigamente fazia uso da máquina de escrever; mais tarde, era preciso um processador de texto em um computador pessoal. Com a diferença básica de que, quando se escrevia em uma máquina datilográfica, o conteúdo ali registrado era impresso em tempo real, conforme a manufatura de livros em prensas gutenberguianas; nos computadores pessoais, havia necessidade de uma impressora acoplada. Hoje, é usado um processador de dados on-line e um software de autoria e design que colocam o livro à disposição dos leitores ao toque de um dedo.

Antes, para armazenarmos informação, dados e conteúdo, precisávamos de uma biblioteca física ou de um hard disk pesado e caro. Hoje, para podermos sincronizar e compartilhar conteúdo para livros precisamos somente de uma conta no iTunes U ou em algum outro serviço similar na chamada “nuvem”. O modo como compartilhamos informações, dados e conteúdo de livros mudou; a única realidade que não se alterou efetivamente, embora tenha se modernizado, é a recepção de informações e a leitura delas.

Ainda que todos os processos tenham se alterado significativamente, o leitor precisa de um suporte qualquer para ler um livro.

Hoje, o hardware usado para a leitura de livros é escolhido pelo consumidor moderno, conforme sua portabilidade, no caso do papel, e sua possibilidade de conexão e poder de armazenamento, no caso de um suporte eletrônico.

Enquanto avançam as possibilidades da atual tecnologia, novos negócios de dezenas de startups tendem a se amplificar e se consolidar no mercado de livros digitais, caso os empreendedores compreendam o modo como as informações, os dados e o conteúdo dos livros vêm sendo registrado, armazenado e transmitido. Sem essa compreensão, digamos técnica, produtos e serviços serão alçados ao fracasso pela velocidade com que novidades na área são apresentadas e oferecidas diariamente.

Por Ednei Procópio | Este texto foi originalmente publicado em “A Revolução dos eBooks” | Páginas 66 a 69 | SENAI-SP Editora/2013 | Indicado ao Prêmio Jabuti 2014

Escritor lança projeto interativo e colaborativo para autobiografia


A prática antiga de “storytelling” [contar histórias] ganhou uma ferramenta moderna: o ator e roteirista britânico Stephen Fry lançou um site com textos, áudios e fotografias de sua autobiografia para que pessoas elaborem projetos que contem sua história de forma interativa.

Trata-se do YourFry, uma espécie de concurso de “storytelling digital”, lançado pelo britânico em parceria com a editora Penguin Books, que acaba de publicar a autobiografia do comediante, “More Fool Me”.

Este é um projeto interativo e colaborativo para reinterpretar as palavras e a vida das memórias de Stephen, tornando sua história pessoal em uma história global“, disse Nathan Hull, produtor digital de desenvolvimento da Penguin Books, em entrevista ao jornal “The Guardian”.

“O que criar?”, diz um texto de apresentação no site. “Texto, dados visuais, formatos interativos para a web, aplicativos, filme, fotografia, animação, criações em 3D ou experimentais… a tela, como dizem, realmente é branca.

Página inicial do site YourFry, criado pelo comediante britânico Stephen Fry | Imagem/Reprodução: yourfry.com

Página inicial do site YourFry, criado pelo comediante britânico Stephen Fry | Imagem/Reprodução: yourfry.com

Para estimular a criação de projetos, serão organizados “hackatons” [maratonas de hackers] em parceria com universidades, bibliotecas e comunidades de tecnologia pelo mundo. As propostas surgidas nesses eventos serão analisadas e selecionadas por um júri, em dezembro deste ano.

Entre os integrantes do grupo de jurados estão o criador da internet Tim Berners-Lee, o game designer do Xbox Studios Elan Lee, o diretor de filmes interativos Lance Weiler, a diretora do Silicon Valley Bank Claire Lee, além do próprio Fry.

Até agora, foram confirmadas maratonas na universidade especializada em mídia digital e design Ravensbourne [Reino Unido]; no Festival Mozilla, dedicado à internet [Reino Unido]; no Festival Sharjah Book [Emirados Árabes]; no espaço de tecnologia iHub Nairobi [Kenya] e nos Storylabs da Universidade de Columbia [EUA].

Fry se tornou um entusiasta da tecnologia, tendo investido em startups como Soundwave, HeadCast e Summly. Ele é também crítico de smartphones do jornal “The Guardian”, com resenhas feitas sobre os últimos lançamentos da Apple.

O ator e roteirista britânico Stephen Fry | Fred Prouser/Reuters

O ator e roteirista britânico Stephen Fry | Fred Prouser/Reuters

Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 29/09/2014, às 12h58

A escritora que criou a máquina para dar autógrafos à distância


Margaret Atwood Signs Autographs Via the Miracle of the Internets

Margaret Atwood Signs Autographs Via the Miracle of the Internets

Além de escritora premiada internacionalmente e hiperativa nas redes sociais, a canadense Margareth Atwood, 74, foi a visionária criadora de uma máquina para dar autógrafos à distância, antes mesmo de os e-books crescerem no mercado.

Em 2004, ciente da impossibilidade de atender aos anseios de fãs dos vários países onde seus livros são publicados, abriu uma empresa e patenteou o mecanismo que receberia o nome de LongPen.

Funcionava assim: ela se posicionava numa ponta da máquina, e o leitor, em outra, instalada em alguma livraria em outro canto do mundo. Após uma conversa por vídeo, o leitor colocava o livro no terminal. Atwood assinava em uma tela, e um jato com tinta imprimia o texto no terminal do leitor.

A máquina não chegou a ficar popular no meio literário, mas, em 2011, ganhou uma versão para os meios virtuais. O braço digital da empresa hoje se chama Fanado e combina a ideia de autógrafo à distância com videoconferências e mídias sociais.

Nessa nova fase, a autora atraiu a atenção de editoras como a Random House, a Harlequin e a HarperCollins. Em 2011, autores como Michael Chabon e Neil Gaiman a acompanharam numa demonstração do produto na feira BookExpo America.

A parte “analógica” da empreitada avançou com outras prioridades –hoje, a empresa Syngrafii, de propriedade de Atwood, é voltada à autenticação de papéis legais, e tem entre seus clientes bancos e governos.

Assinaturas à distância são uma ambição desde o século 19. Em 1888, o engenheiro elétrico americano Elisha Gray criou um mecanismo chamado Teleautograph, cuja meta era permitir “a alguém transmitir sua própria escrita à distância por meio de um circuito“.

Telautograph

Telautograph

A máquina hoje é considerada uma precursora do fax, que se popularizaria em meados do século 20 para logo se tornar defasado.

Por Raquel Cozer | COLUNISTA DA FOLHA | Folha de S. Paulo | 27/09/2014

Leitura pirata


No topo do ranking dos livros mais pirateados no Brasil estão O símbolo perdido, de Dan Brown [Arqueiro], Metro 2033, de Dmitry Glukhovsky [Planeta], e O Grand Gatsby, de F. Scott Fitzgerald [Cia. das Letras]. Entre as obras nacionais aparece O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte [Panda Books], segundo levantamento da ABDR [Associação Brasileira de Direitos Reprográficos], indicou Mônica Bergamo. A cada mês, oito mil links usados para downloads ilegais em sites de compartilhamento são excluídos da rede. No levantamento, em agosto, figuram também obras de direito e de medicina.

Por Mônica Bergamo| Folha de S. Paulo | 27/09/2014

A Revolução dos eBooks # 1


Por Ednei Procópio | Este texto foi originalmente publicado em “A Revolução dos eBooks” | Páginas 66 a 69 | SENAI-SP Editora/2013 | Indicado ao Prêmio Jabuti 2014

PRINTING ON THE MEDIA

"A Revolução dos eBooks", por Ednei Procópio

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio

Novos modos de comunicação tornam o consumidor um produtor de informação e apontam tendências para consumo por meio do digital. Com a democratização geral e irrestrita da tecnologia, mesmo com a não resolução efetiva das questões socioeconômicas, as barreiras à entrada de novos concorrentes na indústria gráfica, especificamente na indústria do livro impresso, se tornaram ainda mais fáceis de transpor. O mercado editorial brasileiro, mesmo o país estando cada vez mais na rota dos grandes investimentos internacionais, é considerado pequeno se compararmos e indexarmos o consumo de livros pela renda per capita e número de habitantes.

Há uma estagnação no volume único de impressão de um mesmo título, com a venda de exemplares caindo de 460 milhões para 430 milhões, embora mais títulos sejam lançados a cada dia e novas edições menores sejam impressas. É quase como se houvesse mais autores e editoras do que leitores. Todo esse cenário se solidificou há pouco mais de uma década e tem sido fortemente influenciado pelo consumo de conteúdo através de novas mídias interativas.

Novas mídias flexíveis

Essas novas mídias, essencialmente conectadas, são responsáveis pela diversificação no modo de produção e consumo de conteúdo impresso sob demanda. Elas criaram uma necessidade de personalização, quando passaram a colocar o poder da impressão de livros na mão dos próprios usuários.

A gráfica encolhe porque a tecnologia da informação permitiu a miniaturização das máquinas de impressão digital. O número de impressão de um mesmo título encolhe porque as mídias conectadas permitem maior flexibilização do acesso ao conteúdo para certos grupos, tribos ou nichos de mercado. Mas a impressão digital, porém, eleva a cada dia o número de print points, ou pontos de impressão, em que o consumidor é quem praticamente clica no ícone IMPRIMIR e decide onde e como ler o próprio conteúdo. Nem que ele seja impresso em um e-reader com tinta ou papel eletrônico.

Offsetting

A impressão digital permite maior flexibilidade de produção e acesso a conteúdos dispersos ou de consumo muito específicos, que antes eram impossíveis de ser produzidos pelas pesadas máquinas de impressão.

O conceito offset, termo que podemos traduzir para offsetting, ou configuração fechada, por causa da natureza das próprias máquinas que não permitiam impressão flexível, deu espaço ao onset, ou configuração aberta, em que o conteúdo é criado, preparado, revisado, produzido e impresso em tempo real para a maior gama de leitores diversificados.

O poder da impressão está nas mãos das novas mídias digitais porque elas estão nos bolsos das jaquetas dos leitores graças aos equipamentos portáteis. As novas mídias conectadas compõem o novo cenário e o novo modus operandi do consumo de conteúdo em papel ou meio eletrônico. Podemos chamar esse novo cenário de “imprimindo enquanto lê” ou “lendo enquanto imprime”.

Onsetting

Até meados de 2012, na indústria gráfica, infelizmente ainda não existia uma força motriz que pudesse manter a escala de produção e a economia de escala na impressão sob demanda de livros através dos novos e modernos equipamentos. Essa força motriz seria a venda de exemplares únicos através da internet.

Essa fraqueza na venda dos exemplares únicos ocorre porque países emergentes como o Brasil passaram da comunicação fonográfica (por exemplo, o rádio) praticamente para a comunicação eletrônica (tevê, cinema, internet). Parece-me que não houve um tempo de maturação de consumo dos livros, principalmente os impressos sob demanda.

Essa ausência de negócios nas vendas um a um, de certo modo, atrapalhou no entendimento sobre os negócios que envolvem os eBooks, pois estes são literalmente vendidos sob demanda, enquanto os livros impressos são produzidos sob demanda.

Imagino um futuro em que os leitores possam acessar a sua própria biblioteca digital, baseado no conceito de “nuvem” e white label, ou seja, página customizada. O sistema permitiria que os usuários imprimissem seus próprios livros em formatos convergentes como HTML, PDF, ePub ou qualquer tipo de tela em suas impressoras caseiras ou encadernadoras especializadas em impressão digital.

Os novos modos de comunicação, que podem tornar o consumidor um produtor da informação, apontam tendências diretas para a impressão de conteúdo digital nas telas ou ecrãs que estão nas mãos dos consumidores. E é por isso que se diz que o futuro do livro passa pela comunicação digital. Mas o futuro do livro é ser impresso. Sempre impresso. Seja numa tela de papel, seja numa tela eletrônica, seja numa tela qualquer que esteja nas mãos do leitor.

Em resumo, o futuro do livro está literalmente na palma da mão dos leitores.

Por Ednei Procópio | Este texto foi originalmente publicado em “A Revolução dos eBooks” | Páginas 66 a 69 | SENAI-SP Editora/2013 | Indicado ao Prêmio Jabuti 2014

O conteúdo exclusivo da Amazon é o próximo grande desafio para o mercado editorial?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 26/09/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Alguém mais inteligente [ou mais paciente para verificar todos os dados] do que eu poderia provavelmente descobrir em que ponto se encontra esta bifurcação, mas a Amazon está fazendo o máximo para construir uma quantidade importante de conteúdo que é desejável e não está disponível para mais ninguém a não ser ela mesma.

Isto é algo que você consegue fazer quando controla perto de 70% das vendas de e-books e já tem mais da metade das vendas totais de muitos trabalhos de ficção, que é onde o mundo da autopublicação é mais forte. Não é uma oportunidade que está disponível para nenhuma outra livraria. A Apple tentou explorar e-books mais complexos para os quais forneceram ferramentas de construção de e-books e, supostamente, oferecem o ambiente de distribuição mais produtivo para conteúdo complexo. Mas estão trabalhando em um solo menos fértil e não têm nada parecido a um setor importante da audiência necessário para avançar muito com esta estratégia.

É difícil, se não for impossível, imaginar que qualquer outro ecossistema de e-books poderia oferecer os benefícios que fariam com que alguém evitasse a Amazon.

Dois acontecimentos recentes chamam a atenção para isso.

David Streitfeld informa no New York Times que a Amazon tem formado um conclave privado, apenas por convite, com escritores nos últimos quatro anos. Eu sabia disso antes porque sou assinante do Publishers Lunch e eles informaram sobre isso há uns três anos. [Gosto de falar que você deve seguir meu sócio na organização de conferências, Michael Cader, proprietário do Publishers Lunch, quando quiser informações e depois pode me seguir para ver as opiniões.]

É algo inteligente e sensível que a Amazon está fazendo. A empresa tem se mostrado bastante preocupada com a capacidade dos escritores de promover seus próprios livros para suas audiências, mas também de promover o Kindle Direct Publishing entre seus pares. Trazer autores para uma conversa privada a fim de trocar ideias não é apenas adulador para os convidados [um benefício para a Amazon], quase certamente também mostra como ter maior sucesso cortejando autores no futuro. Isso não deveria ser visto pejorativamente, apesar de que a matéria de Streitfeld e um post no blog da empresa parecem posicionar a coisa desta forma.

O outro é a ruminação em público de Hugh Howey sobre se ele deveria aceitar a exclusividade com a Amazon, na qual Howey se pergunta em voz alta se deveria continuar exclusivo com a Amazon depois do período de teste de 90 dias baseando-se em seu cálculo de que sua audiência [talvez de forma contraintuitiva] vai aumentar enquanto sua renda vai sofrer um pequeno golpe. Tive uma conversa off-line com Hugh na qual ele enfatizou o que seu post afirma: ele realmente não sabe que caminho seguir.

[Vale a pena notar, como faz Hugh, que quando ele tomar estas decisões, elas são compromissos de 90 dias de cada vez. Claro, cada vez que ele muda acaba tendo trabalho, seja colocando os títulos em outras livrarias ou tendo que retirá-los. Mas ele pode receber os benefícios da exclusividade da Amazon em porções de 90 dias sem compromissos além destes dias, podendo entrar e sair quantas vezes quiser. Hugh faz o que na minha opinião é uma comparação inválida e inútil com os acordos de direitos autorais por toda a vida que as editoras pedem em troca de adiantamentos contra royalties e investimentos em inventário que a Amazon e outras livrarias não fazem com os autores autopublicados, mas ele está certo de que é muito mais fácil tomar uma decisão quando você só tem que viver com ela por três meses.]

Seu processo de pensamento aberto se tornou o assunto de um post de Chris Meadows no Teleread. Uma coisa que Hugh estava pensando era se ele precisava ajudar a manter alternativas à Amazon viáveis contribuindo com seu conteúdo. Meadows diz que “isso não é seu problema” e concordo com ele. Cada escritor deveria tomar as decisões editoriais que são melhores para sua marca pessoal e carreira. A primeira decisão – se uma editora oferecer alguma escolha – é se deve aceitar um adiantamento e um acordo ou se deveria se autopublicar. Se preferirem a autopublicação, precisam decidir se querem ser exclusivos da Amazon ou tentar uma distribuição mais ampla possível.

A escolha reflexiva e intuitiva é conseguir a maior distribuição possível. Há certos leitores que não compram nunca na Amazon, preferindo outras livrarias. O número destas pessoas poderia até crescer por causa da recente publicidade sobre a disputa com a Hachette e os ataques contra a Amazon feitos por Authors United. Certamente há algumas pessoas que acham importante não comprar na Amazon ou comprar o mínimo possível deles. [Eu até sou amigo de algumas dessas pessoas.]

Mas com a enorme fatia de mercado da Amazon, a capacidade que ela possui de promoção tanto através do comércio normal quanto da exposição especial como seu serviço de assinatura Kindle Unlimited, e sua disposição a dar uma força nas escalas financeiras [autores do KDP Select recebem royalties maiores; recebem bônus para os que mais vendem e os maiores títulos do KU], podem compensar o que poderia ser perdido ao evitar outros canais de distribuição.

A ideia de que ter conteúdo que não está disponível em outro lugar pode fortalecer uma livraria, não é algo exclusivo da Amazon. Foi um componente central da estratégia originalmente anunciada pela livraria iniciante Zola Books.

A Amazon ainda não sugeriu que “conteúdo só disponível aqui” era parte importante de sua estratégia de marketing. [Atualização: Fui corrigido aqui. Na verdade, eles promovem sim o conteúdo exclusivo, tanto em comunicados de imprensa quanto em sua promoção online Kindle Unlimited. Eles anunciam “mais de 500 mil títulos digitais que você não encontra em nenhum outro lugar”]. A conversa sobre exclusividade ou não esteve principalmente [deveria ser: amplamente] confinada ao diálogo deles com os autores. Na verdade, o resto do mundo editorial empurrou a empresa nesta direção ao resistir a estocar livros da Amazon Publishing. Se, em um primeiro momento, o recrutamento de autores pela Amazon poderia ter significado a esperança de uma distribuição ubíqua de seus livros, o caminho para as livrarias foi efetivamente bloqueado pois os concorrentes de tijolos não quiseram apoiar o programa deles.

A revolução da autopublicação, apesar do entusiasmo de seus maiores defensores [que definitivamente incluem Hugh Howey], só conseguiu fazer pequenas incursões entre autores que possuem a opção de um substancial adiantamento pelas editoras tradicionais. Por este motivo, o conjunto de autores exclusivos da Amazon conta com poucos que poderiam mudar a escolha do consumidor de livros [exceto talvez com algum livro em particular].

Mas se alguém que vende bastante como Hugh Howey acha que poderia estar melhor aceitando os termos padronizados de exclusividade da Amazon, é um sinal perigoso para todo o resto do ecossistema editorial. Uma editora tradicional ainda oferece visibilidade em livrarias de tijolos e ganhos que a Amazon e qualquer esforço de autopublicação não consegue oferecer. A transferência de parte do mercado das lojas para online e de impresso a digital não terminou. Toda porcentagem do mercado que muda fortalece a proposta da Amazon de exclusividade e aumenta a possibilidade de que um autor de alta visibilidade fará o salto para a autopublicação. A combinação dos dois – autores com muita marca pessoal e exclusividade com a Amazon – está entre as inevitabilidades menos desejadas que o resto da indústria terá que enfrentar provavelmente nos próximos anos, se não forem meses.

A questão é que a Amazon já está juntando um repositório de conteúdo que ninguém mais tem. Quando isso vai chegar ao ponto de começar a influenciar um grande número de consumidores é outra história.

Está programada para a Digital Book World uma apresentação de Judith Curr, muito relevante para este post, presidenta da divisão Atria da S&S, sobre a matemática da decisão que o autor deve fazer para decidir se deveria procurar uma editora ou autopublicar. A divisão de Curr trabalha muito para recrutar novos autores e, na verdade, Peter K. Borland, que dirige a Keywords Press da Atria, uma parceria com a UTA para publicar livros de “influenciadores digitais” de sucesso [pessoas com grandes audiências no YouTube], participará de um painel de “novas editoras” que estão criando suas marcas. Os outros participantes naquele painel – Entangled e Georgia McBride Media – não possuem raízes nas Cinco Grandes.

Quando estávamos prontos para subir este post, começou a correr um rumor sobre um novo programa da Amazon para recrutar mais autores autopublicados. A ideia é que as apresentações de manuscritos e capas recebam uma resenha a partir do crowd-source; então os mais votados são “considerados” para um novo tipo de contrato de publicação da Amazon. Isso não parece ter sido anunciado “oficialmente”, mas dizem que a fonte foi uma conversa com uma pessoa da Amazon e quem informou, The Digital Reader, é normalmente um lugar confiável. Esta iniciativa seria uma evidência ainda maior de que a Amazon está usando sua plataforma para controlar a distribuição do conteúdo gerado pelos autores.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 26/09/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Amazon brasileira tenta popularizar loja de apps


Mais conhecida pela venda de livros, empresa faz promoção que oferece de graça títulos que normalmente são pagos

SÃO PAULO | Apesar de mais conhecida por seu negócio de venda de livros, a Amazon no Brasil vem procurando reforçar sua presença também através de sua loja de aplicativos.

Já há um bom tempo, a Amazon App Store oferece todos os dias um aplicativo pago de graça, através do programa App Grátis do Dia. Como parte desta ação, a loja disponibilizará 24 apps e jogos pagos gratuitamente. Segundo a empresa, os apps e jogos somados valem mais de R$ 330. A promoção é válida de hoje até sábado.

Considerando que os aplicativos mais populares já são gratuitos [como WhatsApp e Facebook], quais seriam os benefícios da promoção para o usuário? “Os apps que estamos oferecendo são ‘premium’”, explica Milton Neto, diretor da Amazon App Store no Brasil. Entre os títulos oferecidos na promoção estão o Genius Scan+, que custa originalmente R$ 15,49, e o dicionário de língua inglesa Merriam-Webster’s Third New International, que, de acordo com a empresa, custa R$ 131,27.

A loja da Amazon distribui apenas aplicativos compatíveis com o sistema operacional Android. De acordo com a empresa, o consumidor tem como vantagem procurar títulos em sua loja em vez de ir na Play Store, do Google, porque sua curadoria seria mais rigorosa. A empresa também procura parcerias para lançar apps em primeira mão em sua loja.

Neto afirmou também que a empresa procura apoiar desenvolvedores brasileiros de aplicativos, inclusive promovendo suas criações em filiais da loja no exterior. O executivos citou como exemplo o jogo Coelhadas da Mônica, que traz a personagem de Mauricio de Sousa e que ganhou o nome de Monica’s Bunny Bashings no exterior.

Por Camilo Rocha | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 25/09/2014

A um passo do Jabuti


Prêmio JabutiEntão é isso, amigos, aquela minha terceira obra sobre livros digitais, “A Revolução dos eBooks“, foi indicada ao Prêmio Jabuti 2014. Graças, é claro, ao pessoal da editora do SENAI-SP.

Nada mal para quem começou a filosofar sobre o assunto há mais de uma década. Minha avó sempre dizia que “o mundo dá mil voltas“. Creio que talvez agora eu comece a compreender o que ela queria me dizer. “As coisas vão acontecendo aos poucos, meu filho, bem lentamente, ao passo de um jabuti“.

Sinceramente eu não espero ganhar o prêmio porque tem muito livro melhor que o meu concorrendo na mesma categoria. Mas fico pensando na contradição que é concorrer a um Jabuti, com uma edição impressa que fala de livros eletrônicos. Seria bacana concorrer, em uma futura edição do prêmio, na categoria “eBooks”.

Enfim, depois que os eBooks ganharam a pauta do mercado, eu venho escrevendo com menor frequência sobre o assunto porque pretendo escrever apenas quando tiver realmente algo importante a se dizer. Pretendo também escrever apenas mais um livro sobre o tema, que vai se chamar “O Último Livro“. Depois disso, espero que o mercado editorial brasileiro tenha melhorado para os nossos escritores.

Enquanto isso, inicio uma séria de postagens, aqui mesmo neste espaço, com trechos que foram originalmente publicados na obra “A Revolução dos eBooks“.

EDNEI PROCÓPIO

Sistema de assinaturas da Amazon para livros chega ao Reino Unido


Depois de ter estreado este modelo nos Estados Unidos, a Amazon lança agora no Reino Unido a sua versão ilimitada, através do pagamento de uma mensalidade.

O Kindle da Amazon é um dos aparelhos mais usados para a leitura de livros electrónicos Rui Gaudêncio

O Kindle da Amazon é um dos aparelhos mais usados para a leitura de livros electrónicos Rui Gaudêncio

A partir de agora, no Reino Unido também já se pode ter acesso a todo o catálogo da Amazon através do pagamento de uma mensalidade. O sistema é semelhante ao que já acontece na música [com o Spotify, por exemplo], nos filmes e nas séries televisivas [Netflix].

Foi em Julho que ficou disponível nos Estados Unidos a subscrição do Kindle Unlimited, que permite aos assinantes o acesso aos mais de 650 mil livros electrónicos, assim como aos mais de dois mil áudio-livros. Tipicamente, a Amazon lança os produtos e serviços no mercado norte-americano antes de os levar para outros países. Agora, este modelo de assinatura, cuja mensalidade custa 7,99 libras [cerca de dez euros], está também disponível no Reino Unido, não havendo ainda indicação de quando poderá chegar a outros países.

“Os nossos clientes dos Estados Unidos mostraram-nos o quanto gostaram da oportunidade de descobrir novos autores e novos géneros, e estamos encantados por oferecer a mesma liberdade aos nossos clientes no Reino Unido”, disse ao The Guardian Jorrit Van der Meulen, vice-presidente europeu da Amazon.

Para promover este novo serviço, a Amazon tem destacado exactamente a possibilidade de, com esta subscrição, se poder ler os grandes bestsellers, como ainda descobrir novos nomes da literatura.

O anúncio deste novo serviço, surgiu pouco depois da polémica entre a Amazon e o grupo editorial Hachette, depois de uma forte disputa contratual, cujos termos não foram até hoje divulgados. Por não conseguir chegar a acordo o grupo editorial, a Amazon dificultou o acesso aos títulos da Hachette, o que irritou muitos autores, despoletando diversas acções.

Agora, a Amazon defende-se, argumentando que com o sistema de assinatura contribuirá também para os autores. Este género de sistema já é frequente noutros tipos de conteúdo. O Spotify, por exemplo, é um dos conhecidos serviços de música que funciona num modelo de assinatura mensal. A própria Amazon já tinha um serviço de assinatura de vídeos.

À semelhança do que acontece no Spotify, em que os artistas recebem uma percentagem pequena de cada vez que as suas músicas forem ouvidas, também na Amazon, os autores serão pagos de cada vez que alguém ler mais de 10% dos seus livros através deste novo serviço. A quantia que recebem depende, no entanto, dos acordos entre as editoras e a Amazon.

Público | 24/09/2014, às 14h07

EvoBooks é top de educação


Empresa foi a mais lembrada na categoria Softwares Educacionais

A EvoBooks, empresa que desenvolve novas estratégias de ensino digital, foi a empresa mais lembrada na categoria Softwares Educacionais, no Prêmio Top Educação 2014, promovido pela Revista Educação. O Top Educação é um prêmio institucional que visa divulgar as marcas mais lembradas entre empresas que prestam serviços ou vendem produtos para instituições educacionais. A eleição ocorreu entre abril e julho, pelo site www.premiotopeducacao.com.br, com votação aberta para o público em geral.

PublishNews | 24/09/2014

Editora lança plataforma de educação


Vivaz, a plataforma ‘gamificada’, é destinada a alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental

 

Em outubro do ano passado, quando Michel Levy [ex-Microsoft] assumiu o cargo de CEO da Saraiva, a gigante da Av. Henrique Schaumann sinalizava que, dali em diante, suas investidas em tecnologia seriam cada vez mais frequentes. Não demorou muito para que a Saraiva lançasse seu e-reader proprietário, o LEV. Agora, a empresa acaba de anunciar a expansão do seu portfólio de soluções de aprendizagem digital, com o lançamento da Vivaz, o game do conhecimento, plataforma digital direcionada ao Ensino Fundamental [1º ao 5º ano]. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a startup Tamboro, permite que seus conteúdos sejam adaptados às necessidades individuais de cada estudante, direcionando sua trajetória dentro do jogo de acordo com seu desempenho. “Estamos dedicados à criação de soluções criativas e efetivas com o propósito de levar a tecnologia para dentro da sala de aula. Acreditamos que Vivaz tem o potencial de impulsionar o ensino com sua plataforma ‘gamificada’, entre outros motivos, porque promove maior engajamento dos alunos nos estudos”, afirma Maurício Fanganiello, vice-presidente de Negócios Editoriais da Saraiva. “Nosso negócio vai muito além da venda de livros. Nós criamos e distribuímos conteúdo, tecnologia e serviços, que podem estar disponíveis em qualquer dispositivo e formato, e acessíveis a qualquer hora e qualquer lugar”, completa Maurício.

Relatórios gerados em tempo real permitem aos educadores acompanharem o desempenho de cada um de seus alunos, da classe, da escola e até de uma rede de colégios. Os pais também podem acompanhar o desenvolvimento dos filhos, mas sem interferir no desenvolvimento das atividades. Essa função é exclusiva dos professores. No banco de dados da Vivaz, estão mais de 10 mil questões nas principais áreas do conhecimento: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História. Neste primeiro momento, a plataforma está disponível para usuários das coleções Prosa e Português Linguagens, 1º ao 5º ano, editadas pela Saraiva.  Em breve a oferta será ampliada ao catálogo disponível. Para apresentar a ferramenta, a Saraiva colocou em seu canal do Youtube um vídeo explicativo. Para acessá-lo, é só clicar aqui.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 22/09/2014

App reúne em mapa locais ligados à obra de Machado de Assis


Bentinho e Capitu, personagens do romance “Dom Casmurro” [1899], foram moradores da rua Riachuelo, na Lapa. Já em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” [1881], o narrador reencontra uma antiga paixão ao caminhar pela rua do Ouvidor, no centro da cidade.

As referências à cidade que pontuam a ficção de Machado de Assis [1839-1908] motivaram o projeto “Rio de Machado”, que lista 81 endereços citados nos livros do autor, além de 20 locais associados à rotina do escritor.

Idealizadoras do projeto, a curadora Daniela Name e a consultora digital Gabriela Dias reuniram, em um aplicativo, um mapa no qual cada local aparece contextualizado em relação à vida e à obra do escritor.

Fonte: Editoria de Arte | Folhapress

Fonte: Editoria de Arte | Folhapress

Desenvolvido pela produtora 32 Bits, o programa estará disponível para download gratuito em tablets e celulares a partir de 1º de outubro.

No dia 2, terá início uma exposição nos pilotis do Museu de Arte do Rio [MAR], na praça Mauá, baseada no conteúdo do “Rio de Machado”.

É um jeito de comunicar muito contemporâneo, que pode ajudar a formar e a conquistar novos leitores. Na Inglaterra, por exemplo, fizeram um aplicativo do [Charles] Dickens com quatro percursos pela cidade de Londres vinculados a personagens do autor“, conta Dias.

Por cinco semanas, a cada sábado [a partir do dia 4 de outubro], os organizadores do projeto vão promover visitas guiadas gratuitas por mais de dez endereços associados a Machado de Assis pelo centro da cidade.

O ponto de partida do passeio será o MAR, que receberá também um seminário sobre a obra do escritor, nos dias 1º e 2 de outubro.

POR FABIO BRISOLLA | Publicado originalmente em Folha Online | 22/09/2014, às 02h29

Biblioteca Central da UFPB vai digitalizar 10 mil teses e dissertações


Previsão é a de que todo o acervo esteja disponível em 2015.Em torno de 3 mil teses e dissertações já estão digitalizadas.

Em torno de 10 mil teses e dissertações impressas produzidas na UFPB vão passar pelo processo de digitalização a partir de novembro. Material será disponibilizado na internet. [Foto: Maurício Pereira da Costa ]

Em torno de 10 mil teses e dissertações impressas produzidas na UFPB vão passar pelo processo de digitalização a partir de novembro. Material será disponibilizado na internet. [Foto: Maurício Pereira da Costa ]

Teses e dissertações produzidas em quase quatro décadas na Universidade Federal da Paraíba, que antes se restringiam à consulta presencial, vão estar disponíveis a partir de 2015 com mais de 10 mil títulos correspondentes à produção de 1970 até 2007. Outros três mil títulos já estão disponíveis na plataforma da Base Digital de Teses e Dissertações Brasileiras, vinculada ao Ministério da Educação e Cultura [Mec]. A Biblioteca Central da instituição está entrando em contato com os autores para solicitar autorização de digitalização e publicação posterior.

A intenção é tornar toda a produção acadêmica da pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba acessível à população, que atualmente só tem a busca presencial como alternativa de pesquisa no próprio prédio da Biblioteca Central, no Campus I, em João Pessoa.

A bibliotecária e diretora da Divisão de Serviço ao Usuário, Susiquine Ricardo da Silva, explicou que a partir de novembro o trabalho de digitalização começa e todo o acervo deve estar disponível em 2015. “Esse trabalho vai tornar acessível todo esse trabalho de pesquisa realizado em âmbito nacional e internacional. Atualmente, esse acervo só está disponível na Biblioteca Central e não pode ser emprestado. Poucos alunos e professores têm acesso. Com a digitalização ampliamos a possibilidade de divulgação das pesquisas da UFPB”, frisou.

O Setor de Coleções Especiais, onde ficam armazenadas as coleções de dissertações e teses recebe a visita diária de 15 usuários, nos três turnos, para consultar os exemplares. O acervo impresso da Bibilioteca Central da UFPB é de 13 mil dissertações e teses impressas. Desse total, 3 mil já estão inseridas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações [BDBT].

Por Wagner Lima | Publicado originalmente em Portal G1 | 21/09/2014

Autoficção uma ova


O e-book “Delegado Tobias”, que Ricardo Lísias lançou pela e-galáxia, chegou ao topo da lista de livros digitais mais vendidos na Amazon. O livro é apenas o primeiro de cinco volumes de um folhetim virtual do autor. Fragmentada, a trama — na qual Ricardo Lísias é acusado de ter assassinado Ricardo Lísias — brinca com a ideia de autoficção e se alimenta da repercussão na internet e na imprensa [o que significa que esta nota corre o risco de sair do jornal para entrar na literatura].

No Facebook, um perfil com o nome do personagem Tobias foi criado e “ameaçou” tirar o livro das lojas, gerando reações debochadas e indignadas de leitores -devidamente incluídas no volume dois, que sai na quarta [24]. A informação é da coluna Painel das Letras.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | 20/09/2014

Projetos de lei incentivam adoção de livros digitais


eBook. Livro eletrônico. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

eBook. Livro eletrônico. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Atentos aos avanços tecnológicos na educação, os senadores têm apresentado projetos que incentivam o uso de livros eletrônicos nas escolas. Além de estender ao formato os benefícios fiscais já oferecidos ao livro de papel, as propostas também visam garantir o acesso de alunos da rede pública a esse tipo de conteúdo.

Pesquisas recentes reforçam as vantagens da leitura digital no aprendizado. Estudo da universidade norueguesa de Stavanger sobre o uso do livro eletrônico revelou que a compreensão do texto é praticamente a mesma de quem faz a leitura no papel. Outra pesquisa, realizada nos Estados Unidos, com estudantes disléxicos revelou uma melhora na compreensão do texto e na velocidade da leitura feita na tela. O livro eletrônico, em geral, também permite ajustar o tamanho e o tipo da letra.

A leitura digital pode ser feita em e-readers, tablets, computadores ou até smartphones, por meio de aplicativos próprios. No ano passado, os livros eletrônicos representaram em torno de 2,5% do faturamento do mercado editorial brasileiro.

Tributos

Projeto que equipara, na legislação brasileira, os livros eletrônicos aos impressos [PLS 114/2010], do senador Acir Gurgacz [PDT-RO], aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado [CE] em 2012, aguarda votação na Câmara. O objetivo é alterar a Política Nacional do Livro [Lei 10.753/2003] para garantir aos conteúdos [e-books] e equipamentos de leitura digital [e-readers] os mesmos benefícios tributários do livro impresso. De acordo com a Constituição, os livros são livres de impostos.

A imunidade tributária para livros e leitores eletrônicos também tem sido discutida na Justiça. O assunto já chegou ao Supremo, no Recurso Extraordinário 330.817, onde é relatado pelo ministro Dias Toffoli.

Educação

No Senado tramitam dois projetos de iniciativa do senador Cícero Lucena [PSDB-PB] para estimular o desenvolvimento de aplicativos para tablets e aumentar o uso dessa tecnologia no aprendizado escolar.

O PLS 394/2012 propõe a redução a zero das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social [Cofins]  sobre a receita da venda a varejo de softwares educacionais e livros eletrônicos para utilização em tablets. A matéria aguarda parecer do relator, senador Delcídio do Amaral [PT-MS], na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática [CCT].

PLS 109/2013 determina o fornecimento de tablets aos estudantes das escolas públicas de educação básica até 2023. Cícero Lucena argumenta que os aparelhos têm “enorme potencial pedagógico” e devem se tornar objeto da atenção das políticas públicas de educação. Para o senador, o livro didático e o caderno continuam a ter o seu papel no processo educativo, mas as inovações nesse campo “não devem constituir privilégio de poucos”.

– A dimensão da minha proposta é a da inclusão, para que as pessoas sem acesso a esse conteúdo eletrônico possam passar a usar o tablet como ferramenta obrigatória na escola. E ainda há o ganho ecológico desse equipamento contra a produção do livro de papel e todas as suas consequências para o meio ambiente – explica o senador.

O projeto tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte [CE], onde tem voto favorável do relator, senador Cristovam Buarque [PDT-DF], com duas emendas que estabelecem a capacitação dos professores e a avaliação dos alunos que usam o equipamento.

Questão de tempo

Cristovam Buarque entende que as crianças preferem os livros eletrônicos e devem ter professores preparados. Ele próprio tem mais de mil livros arquivados em seu tablet.

– Eu, pessoalmente, já começo a preferir ler no tablet. Sublinho mais fácil, jogo nota para o final, é muito mais prático. Ler no papel é a mesma coisa de voltar a usar o papiro depois de Gutenberg – compara.

Para o presidente da Comissão de Educação, senador Cyro Miranda [PSDB-GO], é apenas “uma questão de tempo” até que se vençam as últimas resistências à leitura eletrônica.

– A oferta do papel sempre vai existir, por determinado apego que a pessoa tem, mas acho que nós temos que quebrar paradigmas. Os livros já estão disponibilizados em bibliotecas eletrônicas. É uma ferramenta muito importante o tablet nas escolas para as novas gerações; isso vai tomar conta – prevê.

Agência Senado | 19/09/2014, às 14h06

Site traz coleção de capas de livros


Mesmo que você não escolha seus livros pelas capas, vale a pena passear pelos projetos gráficos de centenas de edições

Um link útil para designers e amantes de livros em geral: um site que coleciona capas de livros. Você pode simplesmente passear pelas inúmeras capas disponíveis ou pode procurar por designers, ilustradores, tipografias etc. Uma parada obrigatória para quem busca referências — ou para aqueles que escolhem o livro [também] pela capa. Salve nos favoritos.

Por Ricardo Lombardi | O Estado de S. Paulo | sexta-feira 19/09/14

Bibliotecas podem digitalizar livro sem autorização, decide corte europeia


O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que o direito dos autores pode ser flexibilizado em prol do compartilhamento do conhecimento. Por isso, uma biblioteca pode digitalizar uma obra mesmo contra a vontade do detentor dos direitos autorais e disponibilizar essa obra para o público. O documento digitalizado pode até ser impresso ou salvo em cartões de memória pelos leitores, mas, nesse caso, é necessário que seja paga uma quantia ao autor, como se a obra tivesse sido comprada.

A decisão da corte, anunciada recentemente, joga luzes sobre como as bibliotecas têm de se portar frente ao aumento da procura por livros digitais, os chamados e-books. Pelo entendimento firmado, ainda que a editora ofereça à biblioteca a obra digitalizada, esta pode recusar e fazer a sua própria digitalização.

O julgamento aconteceu num pedido de esclarecimentos feito pelo Tribunal Federal de Justiça da Alemanha. Lá, uma biblioteca se negou a adquirir a versão digital de determinados livros e decidiu escanear a obra para disponibilizar para os usuários em seus terminais de leitura. A editora não gostou e reclamou à Justiça, alegando ser a detentora dos direitos autorais.

Como regra geral, cabe ao autor o direito exclusivo de autorizar ou proibir a reprodução e comunicação das suas obras. A Diretiva 2001/29/CE do Parlamento Europeu, no entanto, prevê algumas exceções. Uma dessas exceções garante que as bibliotecas disponibilizem em computadores internos a obra para os leitores acessarem.

Ao analisar o conflito, o Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que esse direito das bibliotecas também garante a elas que digitalizem obras sem consultar seus autores. Esses livros devem ficar disponíveis gratuitamente apenas em computadores internos. O tribunal avaliou que o leitor pode imprimir ou salvar partes da obra em um cartão de memórias. Mas, nesse caso, deve ser paga uma contrapartida ao detentor do direito autoral.

Consultor Jurídico | 19/09/2014