eBooks e convergência são temas da Bienal do Livro de SP


Evento começa nesta quinta-feira com a realização do 5º Congresso Internacional do Livro Digital com o tema “Cultura em Convergência”

Em 2007, a Amazon lançou a primeira edição do e-reader Kindle. Agora, sete anos depois, a empresa anuncia um serviço de assinatura para e-book e audiobook. Tanto no Brasil como internacionalmente, observou-se uma resposta positiva ao modelo. Segundo pesquisa realizada pela BookStats, a venda de livros digitais superou os impressos, gerando US$ 7,54 bilhões às editoras norte-americanas em 2013. Assim, diante da incerteza sobre o futuro dos livros tradicionais, um dos maiores eventos brasileiros do segmento decidiu apostar no tema.

Na sexta-feira, 22, inicia-se a 23ª Bienal Internacional do Livro, que, neste ano, está trabalhando diretamente com o público por meio das redes sociais e peloblog do evento. A aproximação resultou em mais de 10 mil ingressos vendidos até o momento, em comparação aos 2,6 mil da edição anterior, o que corresponde ao recorde de vendas antecipadas. Para evidenciar ainda mais o tema, a Câmara Brasileira do Livro, responsável pela Bienal, promove um dia antes, na quinta-feira, 21, o 5º Congresso Internacional do Livro Digital.

O tema deste ano é “Cultura em Convergência”, e será abordado nos dias 21 e 22 de agosto, no Auditório Elis Regina. A quinta edição do evento conta com a participação de Jason Merkoski, o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon; Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association [ABA]; Jose Borghino, diretor de política da International Publishers Association [IPA]; Stephen King, presidente do grupo Daisy de Londres; Olaf Eigenbrodt, diretor da Biblioteca Universitária de Hamburgo, na Alemanha; Pedro Luis Puntoni, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Cultura Digital do Cebrap; Danilo Venticinque, editor de cultura da Revista Época; entre outros.

Tradicionalmente, o Congresso acontece no primeiro semestre, mas desta vez vai anteceder a Bienal e se extender durante o evento. Além do espaço para discussão e apresentação de cases de sucesso, também serão premiados trabalhos científicos sobre o livro digital. Os três vencedores receberão um valor em dinheiro e, dependendo do tema do trabalho, serão avaliados em fast track para publicação na Revista de Gestão da USP. O primeiro colocado vai apresentar seu projeto no dia 22, às 16h30, na plenária do Congresso.

O Congresso do Livro Digital surgiu há cinco anos como parte das metas de trabalho da Câmara, com a missão de discutir o futuro do impresso e do mundo digital. Susanna Florisse, diretora da Câmara Brasileira do Livro, afirma que a ideia é debater os novos formatos, modelos de negócios e novas formas de bibliotecas. Serão abordadas as diversas possibilidades do autor, ilustrador e editor ao trabalhar com o conteúdo no impresso, aplicativo, nuvem, etc. Ou seja, toda a cadeia de produção, desde o autor até o leitor.

Apesar da presença cada vez mais forte do livro digital, Susanna acredita que o impresso não vai morrer, embora alguns realmente desapareçam do mercado ou diminuam a tiragem. Para ela, haverá um mix, em que o digital vai complementar o impresso. Os livros didáticos, por exemplo, devem manter o formato tradicional, mas com conteúdo reduzido. “Bibliotecas digitais é um modelo de negócio que faz todo o sentido. As editoras precisam sair da zona de conforto, acompanhar tendências. Em um País com tamanha dimensão geográfica, o mais óbvio seria diminuir custos com papel e com frete. Além disso, estamos vivendo a realidade de uma geração totalmente digital. As pessoas não tem mais tempo, os costumes mudaram, os hábitos mudaram”, afirma a diretora da Câmara.

Em contrapartida, a Bienal atrai um grande número de visitantes em todas as edições. Neste ano, já foram vendidos mais de 10 mil ingressos antecipados. Porém, Susanna explica que o motivo não são os livros impressos em si. Afinal, eles podem ser adquiridos pelas internet e, muitas vezes, a um preço mais acessível. “Cada vez mais as editoras vão se tornar prestadoras de serviço. A Bienal chama muita atenção, não necessariamente para venda de livros, mas para uma questão cultural.Os visitantes querem ir pelo aspecto cultural, para assistir a palestras, debates, premiação, etc”.

Com o processo da digitalização, o conteúdo também se torna mais acessível, aumentando o risco de cair na rede. Entretanto, a diretora não enxerga o problema como o maior desafio do livro impresso. Para ela, as tradições é que podem representar a principal barreira para a consolidação da leitura. “O livro sempre teve que concorrer com a pirataria. Mas, talvez o seu maior concorrente seja ter uma sociedade que prefira ter dois celulares, dois carros ou roupas de marca, em vez de um livro”.

A abertura do 5º Congresso Internacional do Livro Digital acontece na quinta-feira, 21, às 9h. As inscrições podem ser feitas pelo próprio site oficial do evento. Já a Bienal, vai até o dia 31 de agosto e também está com venda de ingressos abertas nos pontos de venda físicos e pela internet.

POR POR ERIKA NISHIDA | enishida@grupomm.com.br | Publicado originalmente em wwwproXXIma.com.br | 20/08/2014, às 19:06

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Dorina Nowill lança DDReader na Bienal


App permite ler com os dedos e os ouvidos

A Fundação Dorina Nowill apresentará em seu estande durante a Bienal do Livro em São Paulo o DDReader [Dorina Daisy Reader] em sua versão para Android, o que permitirá seu uso em smartphones e tablets. O app permite ler com os dedos e os ouvidos, facilitando ainda mais o acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual. Durante a Bienal, pessoas com deficiência visual demonstrarão o uso do aplicativo aos visitantes. O aplicativo é um desenvolvimento da Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

PublishNews | 20/08/2014

Bibliotecas digitais e impressas vão coexistir por muito tempo, diz especialista


As bibliotecas impressas e digitais vão coexistir, “pelo menos”, durante os próximos 20 anos, disse hoje [20] à Agência Brasil a diretora do Sistema de Bibliotecas da Fundação Getulio Vargas [FGV], Marieta de Moraes Ferreira. Ela participou do primeiro dia de debates da conferência internacional Os Desafios das Bibliotecas Digitais: Conhecimento, Tecnologia e o Crescimento da Informação Virtual nas Universidades, promovido pela instituição, em sua sede em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O evento reúne profissionais brasileiros e de instituições internacionais de ensino.

O mundo dos livros está mudando muito e sempre surge aquela ideia de se criar uma biblioteca digital e diminuir o número de livros físicos”, comentou Marieta. Essa proposição, entretanto, cria uma série de debates, incertezas e desafios para o futuro. Segundo ela, isso ocorre porque uma coisa são os periódicos digitais, que são bem aceitos de modo geral e para os quais que se verifica um aumento cada vez maior de consultas por parte de pesquisadores, professores e alunos. A questão muda, entretanto, quando se trata dos livros impressos.

Alguns palestrantes indagaram se é possível haver uma biblioteca só digital ou essencialmente digital. “A conclusão final é a inviabilidade disso neste momento, porque os leitores ainda não estão sintonizados com isso, mesmo os jovens. A preferência pelo livro físico ainda é dominante”, explicou.

A diretora da FGV disse, ainda, que é preciso distinguir entre livros de ficção, como um romance, por exemplo, e um livro acadêmico, que é um livro de estudo que demanda mais concentração da parte do leitor. “Acho que os livros de ficção, que levam para uma atividade mais de lazer, têm mais facilidade de serem incorporados aos hábitos das pessoas na forma de livros digitais, os chamados e-books, do que os livros acadêmicos”.

Outro problema se refere à compra de livros digitais, especialmente para as bibliotecas universitárias, indicou Marieta Ferreira, porque o modelo de negócio é diferente do adotado tradicionalmente. “Quando você compra livros digitais para as bibliotecas, não compra das editoras. Compra das agregadoras, que são como distribuidoras de livros digitais”. O que ocorre, mencionou, é que essas empresas vendem pacotes fechados de livros ou de base de dados. “Às vezes, você compra 100 títulos e lhe interessam 20. Muitas vezes, não há opção de escolha”.

Além disso, a disponibilidade de grande parte dos livros vendidos pelas agregadoras não é perpétua, ou seja, a compra é feita por um prazo determinado, ao fim do qual os livros digitais deixam de ser acessáveis. “Se, no ano que vem, a biblioteca não tiver dinheiro, acabou o livro”. Devido a essas questões, a tendência, sinalizada pelos especialistas de vários países presentes à conferência, é que as bibliotecas digitais e impressas ainda coexistirão durante bastante tempo.

O Sistema de Bibliotecas da FGV reúne as bibliotecas da instituição no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em todo o Brasil, a FGV tem mais de 140 mil alunos. O sistema inclui 10.733 e-books comprados ou adquiridos por assinatura; 3.756 livros impressos que estão em domínio público e podem ser digitalizados; 280 mil e-books disponibilizados a partir do Portal Capes; e 149.471 livros impressos, dos quais 85.121 pertencem ao acervo da FGV Rio.

Agência Brasil | 20/08/2014

Samsung lança Galaxy Tab 4 Nook, tablet com foco na leitura


E a Samsung não se cansa de lançar novas variantes de aparelhos. Desta feita, em parceria com a Barnes & Nobles, ela lançou uma variante do Galaxy Tab 4.0, que fora lançado no início de abril. Chamado de Galaxy Tab 4 Nook, esta variante tem como público-alvo aqueles que não dispensam um bom livro. Barnes & Nobles é uma tradicional livraria dos EUA, então, com essa parceria, os usuários terão acesso a inúmeros títulos comercializados por eles.

Esta livraria já tentou anteriormente se lançar no concorrido mercado de dispositivo móveis com o seu tablet Nook, também com foco na leitura, mas sem muito sucesso. Com isso, sua linha foi descontinuada. Assim, a empresa abriu mão de usar o visual do seu antigo tablet e adotou a opção da sul-coreana Samsung mesmo. O Galaxy Tab 4 Nook deverá vir com a interface TouchWiz. A maior diferença ficará por conta de todos os apps pré-instalados, oriundos desta parceria que, se fossem baixados separadamente, custariam mais de US$ 200.

O Galaxy Tab 4 Nook possui uma tela de 7 polegadas com resolução HD, ou seja, 1280×720 pixels. Seu processador é um quad-core que trabalha na frequência de 1,2 GHz. Seu espaço interno é de 8 GB expansíveis via cartão de memória. Ele tem ainda uma câmera traseira de 3 MP e uma frontal de 1,3 MP. Segundo a Samsung sua bateria é capaz de aguentar 10 horas de reprodução de vídeos. Ele pesa 276 gramas e já vem com o Android 4.4 KitKat instalado.

Suas vendas já iniciam hoje em todas as lojas Barnes & Nobles, onde os funcionários poderão oferecer assistência técnica e produtos adicionais, da loja. Ele será vendido também em outros revendedores, como a Amazon, pelo preço de US$ 179.

mobilexpert.com.br | 20/08/2014