Desafios das bibliotecas digitais


Tema será abordado em conferência internacional da FGV

A Fundação Getúlio Vargas [FGV] promove nesta quarta e quinta-feira [20 e 21] a conferência Os Desafios das Bibliotecas Digitais: conhecimento, tecnologia e o crescimento da informação virtual nas universidades. O evento reunirá palestrantes do Brasil, EUA, Áustria, Reino Unido e Espanha para debater temas como gestão, tecnologia e informação digital nas instituições de ensino superior. A conferência marca a abertura dos eventos realizados em celebração aos 70 anos da FGV. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

PublishNews | 19/08/2014

O uso de livros digitais nas salas de aula brasileiras


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 19/08/2014

Na semana passada, ajudei a administrar uma pesquisa com quase 100 diretores, professores e coordenadores de escolas particulares sobre livros digitais na sala de aula. Os resultados foram surpreendentes, mesmo para um entusiasta digital como eu. Se você está envolvido em edição de livros educativos, não pode deixar de ler isso.

A maioria dos participantes estava focado no ensino fundamental e ensino médio com 80% deles trabalhando em escolas entre 500-10 mil estudantes (nove participantes lideravam escolas maiores de 10 mil alunos). Um número incrível, ao redor de 66%, já estava usando e-books nas salas de aula com menos de 3% que não conheciam a mídia. Apesar de toda a discussão sobre os objetos de aprendizado digital, animações, interatividades e multimídia, o recurso mais importante para os educadores era “busca” – uma funcionalidade padrão em quase todas as plataformas de e-book (exceto nos sistemas que simplesmente dão suporte a uma “imagem” da página impressa).

Quanto os educadores acham que este conteúdo é valioso? Acima de 23% pagariam o mesmo ou maispelo conteúdo digital. A maioria disse que pagaria um pouco menos que a versão impressa do livro, validando a prática comum de que o e-book deveria ter um desconto valendo ao redor de 70% do custo do impresso. Quando perguntamos quais livros eles queriam em versão digital, recebemos uma lista que incluía metade de livros das cinco maiores editoras educativas, mas a outra metade era uma seleção diversa de publicações de editoras médias e pequenas. Muitos estavam exigindo bons e-books para o aprendizado a Língua Portuguesa.

Uma tendência central que vimos foi que, devido à falta de conteúdo disponível no Brasil, muitos coordenadores educacionais estão começando a criar seu próprio conteúdo com ferramentas como iBooks Author, sem paciência para esperar que as editoras atuem.

Interessado em saber mais sobre a pesquisa? Estarei na Bienal do Livro nos dias 22 e 25 e seria ótimo tomar um café com você. Posso ser encontrado em greg@hondana.com.br.

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 19/08/2014

Greg Bateman

Greg Bateman

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Ministério da Cultura investe na integração de acervos digitais


O Ministério da Cultura [MinC] está desenvolvendo um projeto para integrar coleções digitais de arquivos, bibliotecas e museus brasileiros. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população a documentos em diversos formatos, como textual, iconográfico, áudio e vídeo.

A Secretaria de Políticas Culturais trabalha, atualmente, na definição de padrões e protocolos para que seja possível acessar, de uma única vez, informações sobre temas específicos em diferentes acervos digitais públicos.

Hoje, caso alguém queira fazer uma pesquisa, precisa acessar cada acervo separadamente. Com a interoperabilidade dos sistemas, será possível criar ambientes em que uma pessoa que esteja, por exemplo, pesquisando sobre maracatu tenha acesso, ao mesmo tempo, a filmes sobre o tema armazenados pela Cinemateca Nacional, a livros do acervo da Biblioteca Nacional e a músicas guardadas pela Funarte [Fundação Nacional das Artes]“, explica o coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Carvalho Junior.

Outro fato interessante é que esse conteúdo armazenado nos diversos acervos também poderá ser acessado por meio de aplicativos desenvolvidos por terceiros para diferentes tipos de mídias, como computadores, celulares e tablets“, completa.

José Murilo destaca também que a implantação de uma plataforma digital pública que disponibilize, de forma aberta [open data], dados organizados relativos à cultura brasileira permitirá mais transparência na governança e na promoção do acesso à cultura, além do apoio ao desenvolvimento de aplicações e serviços inovadores; e novas oportunidades de negócios e empregos. “É um arranjo que busca pôr em prática a visão do governo como plataforma para a ação colaborativa da sociedade“, observa.

O edital Preservação e acesso aos bens do patrimônio afro-brasileiro, lançado em dezembro de 2013 pelo MinC, em parceria com a Fundação Palmares e a Universidade Federal de Pernambuco, vem sendo a ferramenta utilizada para levantar subsídios e articular estratégias interinstitucionais para a integração dos acervos públicos.

Escolhemos esse recorte temático [história e cultura afro-brasileira] para delimitar o escopo do trabalho e ser possível integrar todos os projetos selecionados pelo edital. Estamos formando expertise nacional que permita a interoperabilidade entre os diferentes acervos e fomentando aplicações que promovam o compartilhamento de recursos, especialmente os de infraestrutura tecnológica, para assegurar a preservação, a manutenção e o acesso livre e permanente aos ativos digitais gerados neste concurso e, futuramente, aos demais acervos digitais do país“, explica.

Por meio desse trabalho, o Ministério da Cultura está gerando subsídios para a criação de uma futura política nacional para coleções digitais que envolva a digitalização e a disponibilização de acervos arquivísticos, bibliográficos, documentais e museológicos referentes ao patrimônio cultural, histórico, educacional e artístico brasileiros.

A digitalização de acervos representa um grande desafio para os gestores públicos. São necessários recursos significativos em infraestrutura tecnológica e também na formação e manutenção de recursos humanos especializados nas diversas etapas que envolvem a digitalização, a catalogação e a publicação de conteúdos digitais. Para trabalharmos tudo isso de forma ordenada, é importantíssimo que haja uma política de Estado específica para o tema“, considera José Murilo.

O trabalho que vem sendo desenvolvido no País tem como referência experiências bem-sucedidas nos Estados Unidos e na Europa. Servidores do MinC visitaram a Biblioteca Digital Europeana, em Haia, na Holanda, considerada referência mundial em oferta de informações ao público por meio de plataforma digital, e o JISC, em Londres, entidade especializada em informações e tecnologias digitais para educação e pesquisa, entre outras instituições. Também vem sendo levada em conta a experiência da Biblioteca Digital Pública Americana, criada em 2013.

Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o que há de mais moderno em cultura digital. A Europeana, por exemplo, reúne acervos de bibliotecas, arquivos e museus dos países membros da União Europeia em 27 línguas. Essas experiências vêm sendo bastante relevantes para o trabalho que estamos realizando aqui no Brasil“, destaca José Murilo.

Portal Brasil – 19/08/2014

Marcador de livro envia tuítes para leitores retomarem a leitura


Eleito o case do mês de julho pelo IAB Brasil, Tweet For Read, criado pela Mood para a editora Penguin, emite alertas com frases literárias para incentivar o hábito da leitura

Redes sociais e comunicadores instantâneos juntaram-se às inúmeras tarefas cotidianas das pessoas, roubando o espaço de uma atividade saudável e prazerosa para a mente: a leitura. Na campanha da Mood para a editora Penguin, em vez de um vilão que impede o leitor de encarar os últimos capítulos do livro, o digital atua como um aliado.

Tweet For Read [Tuíte para ler, em tradução livre do inglês], eleito pelo IAB Brasil como o melhor case de julho, consiste em um marcador de página que emite um alerta no Twitter quando a pessoa passa um tempo sem ler. A ferramenta possui um sensor de luz e um timer que é ativado no escuro. Se o título não for aberto durante uma semana – ou um período previamente programado], um nano computador com wi-fi localizado no dispositivo dispara um tuíte para o perfil do leitor com uma frase do autor que está sendo lido.

A ação partiu de uma pesquisa da Fundação Pró-Livro e do Ibope Inteligência, divulgada no início do ano, cujos dados apontam que a queda do hábito de leitura deve-se ao fato de que as pessoas preferem ver entretenimento na televisão e na internet.

www.proxxima.com.br | 19/08/2014, às 14:30