LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na Anatel


Aparelho eletrônico da maior livraria do país será fornecido pela francesa Bookeen e produzido na China

Fotógrafo | Divulgação

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Na última semana, a Saraiva convidou editores e jornalistas brasileiros para um evento na próxima terça-feira [5], na sua loja do Shopping Ibirapuera em São Paulo. O convite dizia apenas que se tratava de um “grande lançamento”, sem maiores detalhes. O mercado, como lhe é costumaz, vem especulando sobre o tema e os rumores são de que a maior rede livrarias do Brasil anunciaria a chegada de um e-reader próprio. Especulações à parte – afinal só na terça-feira as mentes do mercado terão sua criativa curiosidade satisfeita–, o fato é que a Saraiva realmente planeja o lançamento de dois modelos de e-readers dedicados próprios para breve, tanto que os mesmos foram homologados na Anatel no último dia 9/5, sob o Certificado de Homologação nº 4184-13-2101.

Com o nome de LEV, o e-reader da Saraiva será fornecido pela empresa francesa Bookeen e será produzido na China. Dois modelos serão lançados. Um mais simples, sem tela iluminada, que comercialmente será chamado apenas de LEV e cujo nome técnico é Bookeen Lev – CYBOY4S-SA. Já o segundo modelo, o LEV COM LUZ, com codinome técnico Bookeen Lev com Luz – CYBOY4F-AS, trará tela com luz frontal de LED. Ambos os modelos parecem ser uma versão turbinada do leitor eletrônico Cybook Odyssey HD FrontLight, comercializado pela Bookeen na Europa e EUA, e possuem o mesmo design de seu primo estrangeiro.

O LEV trará uma tela touch-screen de 6 polegadas e de alta resolução [758 x 1024], WiFi, monitor monocromático de 16 tons de cinza, porta de conexão Micro USB e slot para cartão MicroSD para expansão de até 32 GB. Seu sistema operacional será Linux e o Adobe Mobile Reader será o software para leitura. A diferença em relação ao Cybook Odyssey é que o LEV traz memória de armazenamento de 4 GB e bateria de 1800 mAh, enquanto o modelo atualmente comercializado pela Bookeen possui memória de 2 GB e bateria de 1600 mAh. O LEV poderá armazenar cerca de 4 mil livros e sua bateria terá semanas de duração. Como o próprio nome diz, trata-se de um aparelho leve, com apenas 190 gramas.

O LEV aceitará e-books nos formatos ePub, PDF, HTML, TXT e FB2, e aceita o DRM da Adobe, como não poderia deixar de ser, já que este é o padrão de proteção usado pela Saraiva nos livros eletrônicos que comercializa. O aparelho ainda trará um sistema de “reflow” de PDF, que pode rediagramar o fluxo do texto de arquivos neste formato, permitindo uma leitura mais linear do documento.

Ainda não há informações sobre quando o LEV estará disponível nas lojas Saraiva nem de quanto irá custar. O Cybook Odyssey HD FrontLight custa 119,99 euros na Europa, mas resta saber qual será o efeito dos altos impostos de importação no preço final do Brasil. Além disso, a Saraiva sempre terá a opção de adotar uma estratégia de preços diferenciada para o LEV e vender seus e-readers a preços mais convidativos.

No que se refere a impostos e preços, aliás, a gigante paulista da rua Henrique Schaumann parece estar disposta a utilizar os conhecimentos de sua notável linha de livros de direito para diminuir o preço do LEV país afora. Afinal, a empresa já entrou com pedidos de mandado de segurança na justiça de pelo menos dois estados brasileiros para vender o LEV sem recolhimento de ICMS. São eles o Rio Grande do Norte e Goiás. O argumento utilizado pelos advogados da Saraiva é que “o referido leitor é imune a impostos por fazer às vezes do papel em relação ao livro digital, entre outros aspectos”. Uma vez que o Congresso brasileiro parece pouco disposto a equiparar os aparelhos de leitura ao livro de papel e, assim, desonerá-lo, a estratégia da Saraiva faz todo o sentido.

LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na AnatelPor Carlo Carrenho | PublishNews | 01/08/2014

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Livros, computadores e o hábito da leitura


O mundo moderno e suas tecnologias fizeram com que muitas pessoas deixassem a leitura de lado. Esse desinteresse resulta num grande número de pessoas com vocabulários pobres e que apresentam dificuldades na comunicação e até na caligrafia. Ao observar como estamos cada vez mais dependentes das máquinas conquisto a sensação de que a tendência é só piorar! No ambiente estudantil o uso demasiado da tecnologia faz com que estudantes esqueçam os livros. O copiar [Ctrl + C] e o colar [Ctrl + V] têm sido a tônica de muitos trabalhos acadêmicos. É triste constatar que a principal fonte de leitura dos jovens são mensagens de texto e redes sociais… Não que seja errado dar importância ao mundo virtual, mas o que deveria colaborar para a expansão da psique humana tem tido efeito contrário. Várias pessoas se fixam somente no imediatismo do computador e deixam para trás valores tão importantes como a leitura.

Num estudo realizado na Grã-Bretanha, pela National Literacy Trust, com 18 mil crianças e jovens, entre oito e 17 anos, de todas as partes da grande ilha [Inglaterra, País de Gales e Escócia.] evidenciou-se que 13% deles não haviam lido nem um livro sequer. Outro fator preocupante foi a constatação que as modalidades mais comuns de leitura são a mensagem de texto; seguida pelo email e pelas redes sociais: Facebook, Twitter, MySpace e Bebo. “A preocupação é que esses jovens podem se tornar adultos que tenham a habilidade de leitura de uma criança de 11 anos”, afirmou Jonathan Douglas, diretor da National Literacy Trust.

Se países de primeiro mundo já possuem essa preocupação quanto mais os do terceiro… É preciso reconhecer que o nosso sistema de educação atual colabora para essa “involução mental”. Isso devido a já citada ênfase a informatização, que ofusca consideravelmente, o grande valor da leitura. A Internet facilitou e muito a vida de professores e alunos. Mas, por outro lado, dificultou o aprendizado. Pois é mais rápido e fácil baixar um conteúdo do que consultar e analisar em vários livros.

Leitura com tecnologia

A leitura é um meio importantíssimo para a expansão da mente. Ela dinamiza o raciocínio e a interpretação; dá-nos conhecimento; enriquece o vocabulário; aumenta a capacidade escrito-argumentativa. Além de proporcionar lazer. Evidente que não devemos dar as costas para a globalização da informação! Contudo, uma ótima maneira de consolidarmos tecnologia e leitura está nos e-books [livros digitais], os quais ganham cada vez mais espaço no mercado. Esses podem ser utilizados em PC’s, tablets, smartphones e já existe até aparelhos específicos, como o “Kindle” lançado pela Amazon, que trata-se de uma espécie de tablet mais leve e mais fino fabricado especificamente para leitura de e-books. Portanto, é possível incentivar a leitura através da informática. Assim os nossos jovens redescobrem o prazer pela leitura e passam a ter acesso a oportunidades e aspirações. É nossa obrigação abraçar e cultivar a cultura literária. É preciso que os jovens de hoje se tornem adultos cultos e perspicazes. Adultos que cuidarão de um planeta cada vez mais competitivo. Adultos que saberão que toda tecnologia pode ser inútil se a mente for limitada.

Não perca nosso post da semana que vem sobre os livros do futuro!

Por Paulo Maccedo | Publicado originalmente em BLOG DO GALENO | 1 de agosto de 2014

Livros do Futuro | O que você precisa saber sobre eBooks


Comecei ler cedo, no inicio da adolescência. Aos treze anos tornei-me leitor compulsivo. Hoje, aos 25 anos, creio ter lido aproximadamente 500 livros. Desse número, 90% foram impressos e os outros 10% em formatos digitais. Isso se deve ao fato de eu ser mais fã dos impressos. Sou daqueles que gosta de sentir o cheiro do papel, alisar a superfície e colocar os exemplares na estante depois da leitura… Mas como a tecnologia nos impulsiona a certas adaptações, atualmente até que curto livros em versões digitais pela acessibilidade e rapidez da informação composta.

Faço downloads frequentemente, de e-books gratuitos ou pagos, e consumo muito conteúdo que considero interessante, utilizando-os através de aparelhos como notebook e smartphone. Mas porque estou tratando desse assunto aqui? Antes de tudo, preciso compartilhar algo com você.

Há pouco tempo surpreendi-me com as respostas de uma enquete que postei no meu perfil no facebook, na qual a pergunta era: Qual dos meus amigos aqui utiliza e-books? As respostas foram realmente surpreendentes. Poucos disseram que sim, muitos não responderam e a maioria disseram não saber do que se tratava.

Sabemos que o Brasil não é a terra do ler, mas a utilização da web é grande. Mais de 100 milhões de brasileiros navegam todos os dias. Mesmo assim, leituras mais profundas em plataformas digitais são muito poucas.

A maioria dos internautas está online a procura de entretenimento, e o conhecimento que é bom fica de lado. O que nos consola é que ainda existe uma minoria que navega em busca de algo que agregue valor a vida. E minha esperança é que esse número aumente a cada dia. Em pouco tempo, todos terão smartphones e tablets.

Mas quantos o utilizarão para leitura? Digo ler no sentido de ter livros na memória dos aparelhos, sem contar postagens, scraps e similares. A verdade é que a tecnologia deve influenciar a cultura do ler, mas somente se houver incentivo adequado.

Porque adquirir um e-book

E-book nada mais é que um livro em formato digital, geralmente em formato PDF ou em outros padrões específicos para serem utilizados em aplicativos. A diferença está apenas no corpo físico, pois como os livros a moda antiga, os e-books também são feitos com intenção de reunir conteúdo de interesse.

Se você possui algum dos aparelhos citados anteriormente, como tablet e smartphone, com certeza eles abrem arquivos em PDF, se não, você precisa baixar o leitor da Adobe, denominado Reader. Se você ainda não possui esses aparelhos, pode desfrutar dos livros digitais através de um computador.

Uma grande vantagem é que os livros digitais são mais baratos que os impressos e você pode fazer cópias e guardá-los em diversos locais que possam ser armazenados, como pen drives, CD’s e até na sua caixa de e-mail. Assim, se perder um arquivo, tem outro.,

Como encontrar

Na web se encontra e-books gratuitos para downloads de diversos assuntos. Geralmente, faz-se um cadastro em algum site e automaticamente tem-se acesso ao conteúdo. Além do mais, muitas livrarias já adotaram esse modelo moderno de livro e é possível adquiri-los de casa, sentado em frente à tela do computador.

As lojas disponibilizam diversas formas de pagamento, como boleto, débito em conta, cartão de crédito e etc. Principais livrarias como Saraiva e Amazon possuem aplicativos específicos para você ler seu e-book depois de comprado é possível baixá-los gratuitamente nos próprios sites. Além disso, aparelhos foram criados para a utilização de leitura digital, o Kindle é um deles. Existem Kindles que são leves, portáteis e podem suportar até 1.000 e-books em sua memória. É uma livraria e tanto, que inserida em algumas polegadas apenas, pode ser carregada para qualquer lugar. Se você ainda não utilizou algum e-book, aconselho que faça o teste.

Se assim como eu, você ama as versões clássicas dos livros, comunico que não é preciso deixar de utilizá-los, ou seja, trocá-los pelos digitais. Mas pode adaptar-se aos dois modos. Hoje enxergo que os e-books não são inimigos dos livros tradicionais, mas apenas oferecem outra alternativa de leitura atrelada a tecnologia.

Vivemos atualmente uma revolução editorial, no qual os e-books ganham força. Em breve eles serão fonte principal de conteúdo e servirão para ampliar nossa visão sobre o conhecimento. Acho válido recebermos essa nova com a mente aberta.

Por Paulo Maccedo | Publicado originalmente em BLOG DO GALENO | 1 de agosto de 2014