Independentes são responsáveis por 40% das vendas de eBooks nos EUA


O último relatório Author Earning concluiu que o movimento independente na literatura não é uma simples corrida ao ouro. O terceiro relatório trimestral, que puxa os dados das listas de m ais vendidos da Amazon, descobriu que apenas 16% dos títulos na lista dos mais vendidos da varejista nos EUA foram publicados por uma das cinco maiores editoras. O relatório analisou ainda o efeito de DRMs sobre as vendas e concluiu que “o DRM prejudica as vendas de e-books em todas as faixas de preço”. O relatório também olhou para as vendas de gênero, revelando que os autores auto-publicados estão dominando autores tradicionalmente publicados no romance, fantasia e ficção científica e estão prestes a tomar “parcela significativa de mercado em todos os gêneros”.

Por Sarah Shaffi | The Bookseller | 18/07/2014

Cortez entra na onda digital


Cerca de 30% do acervo da editora estará disponível no formato digital até 2015

Em março passado,  José Xavier Cortez adiantou ao PublishNews  que não tardaria para que a editora que leva o seu nome entrasse na era digital. Prometeu e cumpriu. A Cortez acaba de disponibilizar parte do acervo em formato de e-books. Para início de conversa, cerca de 30% dos mais de mil títulos da casa serão comercializados também no formato digital. A medida deve valer também para os novos livros que serão lançados no formato impresso e digital. Mais acessíveis, os e-books custarão 20% a menos se comparados aos equivalentes impressos e poderão ser encontrados na Livraria Cultura, Google Play, Saraiva e Apple Store. Amazon ainda não está nos planos da casa.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 18/07/2014

Amazon lança serviço de subscrição de eBooks


Por enquanto, o Kindle Unlimited está disponível apenas para usuários dos EUA

A Amazon lançou oficialmente na manhã desta sexta-feira [18] o seu serviço de subscrição de e-books. Atualmente disponível apenas para usuários habitantes dos EUA, o Kindle Unlimited permite o acesso a um acervo de mais de 600 mil títulos por US$ 9,99 mensais. No comunicado enviado à imprensa sobre o novo serviço, o vice-presidente sênior da Kindle, Russ Grandinetti disse: “com Kindle Unlimited, você não terá que pensar duas vezes antes de experimentar um novo autor ou gênero. Você poderá simplesmente começar a lê-lo ou ouvi-lo”. O serviço vale também para audiobooks. Para lançar o Kindle Unilimited, a Amazon oferece 30 dias para experimentação gratuita.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 18/07/2014

Tudo o que você precisa saber sobre o Kindle Unlimited, o “Netflix de livros” da Amazon


Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Kindle Unlimited oferece mais de 600 mil ebooks por 10 dólares mensais

A Amazon confirmou as expectativas e lançou, nesta sexta-feira [18], o Kindle Unlimited, um serviço que oferece acesso ilimitado a um catálogo de mais de 600 mil ebooks e milhares de audiobooks com uma assinatura mensal de US$ 9,99. Sem prazo de devolução, os livros podem ser lidos tanto nos leitores Kindle quanto nos smartphones, tablets e computadores com o aplicativo gratuito do Kindle.

Como funciona esse negócio?

Pensar no Kindle Unlimited como um “Netflix de livros” é a maneira mais fácil de entender como o serviço funciona. Na página da Amazon, há uma opção para degustar o Kindle Unlimited por 30 dias. Enquanto você for assinante, receberá uma cobrança mensal de 10 dólares no cartão de crédito e poderá ler quantos livros quiser nos dispositivos atrelados à sua conta. Ao cancelar a assinatura, os ebooks são automaticamente retirados da sua coleção.

Tanto no Kindle quanto na loja da Amazon, próximo ao botão de compra, haverá um botão para “ler de graça” em mais de 600 mil obras. Depois que o ebook for baixado, você pode lê-lo como se fosse seu: há sincronização com o Whispersync, o que significa que a página, as marcações e as anotações são sincronizadas entre todos os seus dispositivos.

Não há prazo de devolução, mas há um limite de 10 ebooks emprestados simultaneamente. Quando você tentar ler o décimo primeiro livro, a Amazon irá sugerir a devolução do ebook emprestado há mais tempo — mas é possível selecionar outro. A qualquer momento, um ebook emprestado anteriormente pode ser baixado novamente, inclusive com as marcações sincronizadas na nuvem.

Além de livros em texto, o Kindle Unlimited permite acessar pouco mais de 2 mil audiobooks, mas eles só podem ser ouvidos em dispositivos com som, o que não inclui nenhum dos leitores Kindle vendidos hoje [Kindle e Kindle Paperwhite], só os tablets Kindle Fire e dispositivos Android e iOS com o aplicativo oficial do Kindle. O tamanho dos arquivos varia; aqui, gastei 156 MB para baixar o audiobook de The Hobbit.

Não está disponível no Brasil, mas…

O Kindle Unlimited só foi lançado nos Estados Unidos, mas o serviço funciona no Brasil caso você possua uma conta americana da Amazon com um endereço americano. O cartão de crédito precisa ser internacional, mas não necessariamente emitido nos Estados Unidos.

Se você se enquadra no caso acima, não deve ter dificuldade para testar e assinar o serviço. Se a conta for brasileira, é possível migrá-la para uma americana sem perder as compras já realizadas [no entanto, você não poderá adquirir novos conteúdos na Amazon.com.br]. Basta entrar em Gerencie seu Kindle e selecionar “Configurações do país”. Em “Brasil”, clique no link “Mudar”, preencha com o endereço americano e salve as alterações. É possível voltar para uma conta brasileira a qualquer momento fazendo o caminho inverso.

Em comparação com a Amazon brasileira, a Amazon americana possui uma quantidade maior de ebooks [2,7 milhões contra 2,2 milhões], mas menos títulos em português [27 mil contra 35 mil]. Os preços não estão totalmente conectados: alguns livros são mais baratos na loja americana; outros, na brasileira.

Na Amazon americana, é possível comprar audiobooks e fazer assinaturas de jornais e revistas, como O GloboZero HoraThe New York TimesNational Geographic e Vogue. Estranhamente, mesmo com jornais brasileiros, a assinatura não está disponível no Brasil, por isso, se você fizer o caminho inverso [migrar uma conta americana para uma brasileira], suas assinaturas serão automaticamente canceladas.

E quando o Kindle Unlimited será lançado oficialmente no Brasil? Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon declarou que “não comenta planos futuros”. Como o serviço ainda não funciona nem no Reino Unido, outro mercado grande para a Amazon, é bom esperar sentado.

O que tem de bom para ler?

No momento em que escrevo este parágrafo, há 639 mil livros disponíveis no Kindle Unlimited, pouco menos de um quarto dos 2,7 milhões de ebooks da loja americana. Muitos títulos não estão disponíveis, mas a Amazon destaca algumas obras conhecidas: dá para ler a trilogia de The Lord of The Rings, os sete livros de Harry Potter, bem como 2001: A Space OdysseyThe Hobbit e Life of Pi, por exemplo.

Todos os livros acima estão em inglês, mas também há pouco menos de 8 mil títulos em português no Kindle Unlimited.

O problema é que, assim como na Netflix, liberar os conteúdos exige acordos comerciais. E as cinco grandes editoras americanas [Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin Random House e Simon & Schuster] não disponibilizaram muitos livros, logo, há uma série de títulos famosos faltando. Boa parte dos livros do Kindle Unlimited, incluindo as obras em português, são de pequenas editoras ou autores independentes.

Portanto, mesmo que 600 mil ebooks pareça muito, na prática a história é um pouco diferente, e o acervo ainda é fraco se você estiver interessado apenas nos best sellers.

Quão fraco? Entre a lista dos 20 ebooks Kindle mais vendidos, apenas 3 estão no Kindle Unlimited: My Mother Was Nuts, em 1º; Pines, em 13º; e One Lavender Ribbon, em 20º. Na categoria Computadores e Tecnologia, a situação melhora [10 dos 20 podem ser lidos gratuitamente], mas a maioria dos livros são guias e tutoriais — nada de ler de graça a biografia do Steve Jobs ou o novo livro de Glenn Greenwald, portanto.

Entre os livros em português, a coisa é ainda mais triste, mas isso é até compreensível se considerarmos que o serviço, oficialmente, nem funciona no Brasil. Da lista dos 20 mais vendidos, só um está no Kindle Unlimited. E, na verdade, esse único livro não é voltado para brasileiros, mas sim para estrangeiros que desejam aprender a língua portuguesa.

Vale a pena o esforço?

O preço de US$ 9,99 por mês é bem atraente. Se você considerar que muitos ebooks custam esse preço ou até mais, basta pedir apenas um ou dois livros emprestados e a assinatura mensal já valeu a pena.

Só que a Amazon ainda precisa melhorar o acervo para o Kindle Unlimited ser realmente vantajoso. 600 mil ebooks é muita coisa, mas uma parcela bem pequena desses livros representa o que as pessoas querem ler. Eu tenho certeza que grande parte dos que estão lendo este texto passariam tranquilamente 10 horas por mês assistindo a filmes e séries na Netflix, mas não gastariam a mesma quantidade de horas lendo livros aleatórios na Amazon.

Resta saber se a Amazon conseguirá aumentar a disponibilidade de livros e, mais importante, se será capaz de convencer as editoras de que o modelo de negócios é interessante. Estamos até acostumados com serviços de streaming de músicas ou filmes, mas não de livros — embora já existissem opções antes do Kindle Unlimited, como o Oyster. Eu, como leitor, acho ótimo pagar só 10 dólares para ler quantos livros quiser. Mas, se estivesse do outro lado, comandando uma editora, não sei se toparia receber só alguns centavos por usuário.

Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

O barato da leitura virtual 


Enquanto grandes editoras optam por praticar uma política de preços padronizada, ainda que haja exceções, pequenas editoras chegam ao mercado com o objetivo de trabalhar com o livro digital a um valor reduzido. A política de editoras como a Companhia das Letras e a Record é clara: o livro digital custa aproximadamente 30% menos do que sua versão física. Essa redução corresponde à economia das empresas ao eliminar do processo editorial o papel, a gráfica e a logística de distribuição.

Por outro lado, editoras que trabalham apenas com livros virtuais possuem política diferente na hora de formar o preço de seus produtos. Sem precisar se preocupar com os custos que envolvem uma obra feita em papel, as atenções se voltam para outros fatores. “A questão para a gente é ganhar o leitor por impulso. É difícil você decidir fazer o download de algo caro na internet. Você tem de olhar, comprar e pronto“, diz Schneider Carpeggiani, editor da Cesárea, cujos primeiros títulos lançados foram “Polaróides – E Negativos das Mesmas Imagens”, de Adelaide Ivánova [R$ 7,00] e “Aspades ETs Etc”, de Fernando Monteiro [R$ 6,50].

Por Rodrigo Casarin | Valor Econômico | 18/07/2014