Amazon mira nos estudantes


A Amazon está mirando no mercado de educação superior no Reino Unido ao oferecer a estudantes adesão gratuita ao seu programa Prime dentro do recém lançado Amazon Student Service. A companhia tem enviado e-mails aos clientes explicando que, se eles estão no ensino superior, a partir de agora são elegíveis a experimentar o Amazon Prime por seis meses gratuitamente, o que inclui descontos e promoções. No entanto, passados esses seis meses e não houver cancelamento, os estudantes passarão a pagar 39 libras por ano pelo serviço.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 30/06/2014

Migração de sebos


A coluna Painel das Letras apurou e concluiu: a crise entre diversos sebos do país e a Estante Virtual, iniciada depois que o portal aumentou suas taxas sobre as vendas, está fortalecendo sites concorrentes.

No começo do mês, a Estante Virtual elevou sua comissão de 6% para 8% a 12%. Também estabeleceu o preço mínimo de R$ 2,50 por título.

Desde então, diversos sebos começaram a procurar outras opções de sites de vendas. O Livronauta, por exemplo, recebeu nas duas últimas semanas o catálogo de 200 livreiros, o que elevou suas vendas em 30%.

O site atraiu livreiros insatisfeitos ao prometer taxas de comissão de 5% pelos próximos dez anos. Apesar dessa movimentação, vendas ainda são fracas fora da Estante Virtual, que detém cerca de 95% do mercado de livros usados na internet.

Por Marco Rodrigo Almeida | Folha de S. Paulo | 28/06/2014

Vendas de eBooks nos EUA alcançam US$ 3 bi 


O relatório BookStats, da Association of American Publishers [AAP] e do Book Industry Study Group [Bisg] confirmaram as previsões anteriores. As receitas provenientes das vendas de e-books nos EUA em 2012 ficaram próximas dos U$ 3 bilhões, acima dos US$ 2,1 bilhões de 2011. A tendência de vendas digitais e os fenômenos de vendas da série 50 tons e Jogos Vorazes são apontados como as causas do crescimento explosivo de 2012. A pisada no freio em 2013 é atribuída, portanto, a uma comparação desfavorável com 2012, com um agravante: o declínio nas vendas de e-readers dedicados e ao aumento das vendas de tablets. As receitas de publicação comercial global nos EUA também permaneceram estáveis em 2013, em US$ 14,6 bilhões, ligeiramente menor do que em 2012, quando apresentou receitas de US$ 15 bi. O relatório BookStats, comercializado pela AAP e pelo Bisg, já está em pré-venda.

Digital Book World | 26/06/2014

Combate pelo futuro do livro


Por Guillermo Altares | Publicado originalmente em El Pais | 26/06/2014

Centro logístico da Amazon em San Fernando de Henares | FOTO: ÁLVARO GARCÍA [EL PAÍS]

Centro logístico da Amazon em San Fernando de Henares | FOTO: ÁLVARO GARCÍA [EL PAÍS]

A disputa da Amazon com editoras dos Estados Unidos e Alemanha é muito mais do que um conflito comercial pelas margens de lucro sobre os livros eletrônicos. Para muitos profissionais do setor se trata de uma guerra cujo resultado definirá o futuro do livro. “Isso é muito importante, muito mais do que acreditamos”, afirma uma editora com anos de experiência e que, como muitas pessoas consultadas na elaboração desta reportagem, prefere não ser citada pelo nome porque os acordos que as editoras firmam com a Amazon estão protegidos por uma cláusula de confidencialidade ou por não quererem entrar em um debate público com a gigante das compras na Internet.

Chegamos a um ponto no qual o que está em jogo é a sustentabilidade de todo o ecossistema do livro, Pode parecer uma declaração dramática demais, mas é assim”, diz Antonio Ramírez, proprietário da rede de livrarias La Central.

“A resolução desse conflito vai criar um precedente em todo o mundo”, afirma Javier Celaya, responsável pelo portaldosdoce.com e especialista em livro eletrônico. “Isso vai definir o futuro do mercado e, sobretudo, o dos livros eletrônicos”, declarou ao The New York Times o agente alemão Matthias Landwehr, que trabalha com vários autores afetados pela disputa. A Espanha ainda não foi envolvida na primeira guerra mundial do livro, mas, como afirma um editor alemão que também pediu anonimato, “chegará quando a Amazon tiver a força suficiente”. O preço fixo não nos protege porque não se trata de uma guerra de preços, mas das margens que ficam com o editor e o vendedor. Se a pessoa depende muito de um vendedor, tem tudo a perder. Se a Amazon ganha, tratará de estender a disputa a outros países”, acrescenta Celaya.

O que é que aconteceu? Por que desta vez é tão importante? A resposta a essa segunda pergunta tem a ver com seu poder: a Amazon já controla em torno de 60% do mercado do livro nos EUA e cerca de 25% na Alemanha. No caso dos livros eletrônicos, em 2010 controlava quase 90% do mercado norte-americano, embora nestes últimos quatro anos a Apple se tenha transformado em um concorrente importante e tenha reduzido o seu domínio até os 65%. Não é fácil conhecer os detalhes de sua presença no mercado espanhol porque a Amazon é uma empresa muito sigilosa: não divulga dados sobre as cifras de venda do Kindle, seu leitor de livros eletrônicos, nem sobre a porcentagem que os livros representam em suas vendas totais nem sobre a divergência com seus competidores nem, na realidade, sobre quase nada. Os dados que é obrigada a entregar nos EUA revelam que em todo o mundo suas vendas líquidas em 2013 foram de 74,45 bilhões de dólares [163,8 bilhões de reais], 22% a mais do que em 2012. O lucro mundial foi de 274 milhões. Na Espanha, a Amazon fatura por intermédio de Luxemburgo, por isso não é possível nem conhecer as suas vendas, mas sua filial espanhola, que congrega o resultado do faturamento de produtos a partir de seu centro logístico de San Fernando de Henares, em 2013 aumentou em 64% a cifra do negócio [de 10,56 a 17,46 milhões] em relação ao exercício anterior. Somente uma pequena parte dessa porcentagem corresponde à venda de livros. Em todo o mundo, de acordo com uma pesquisa da revista The New Yorker, representam 7% de suas vendas.

No mercado do livro eletrônico existem duas fórmulas para fixar os preços. A denominada “do agente” implica que o editor fixe o preço do livro e divida o dinheiro com o vendedor [70% para a editora, que por sua vez paga o autor; 30% para o vendedor é a porcentagem habitual]. O segundo sistema, chamado reseller, funciona nos países sem preço fixo: o editor pactua o preço pelo qual vende o livro e depois o vendedor põe o preço que quiser. Os editores asseguram que a empresa de Jeff Bezos chega a vender o livro com perda em dinheiro para oferecer preços mais baixos que a concorrência. A guerra comercial atual, sempre segundo fontes do setor e a imprensa norte-americana e alemã, porque um porta-voz da Amazon não quis fazer comentários, ocorre porque querem mudar as porcentagens –segundo o blogue Futurebook, que analisa o mercado do livro nos EUA, seu objetivo é ficar com 50% de cada título– ou comprar os títulos pelo preço mais barato possível. Quando a negociação não corresponde a seus interesses, então a empresa penaliza as editoras: os prazos de envio se alongam indefinidamente, o botão na página da Internet para poder encomendar um livro com antecedência [muito útil para o vendedor, mas também para o editor, que pode prever muito melhor suas tiragens] desaparece, os preços disparam…

É algo que está ocorrendo desde maio com a filial norte-americana da Hachette – quarta empresa do setor nos EUA–, mas também na Alemanha com a Bonnier Media Group, uma empresa sueca que tem quatro editoras, Pipper, Ullstein, Carlsen e Berlim Verlag. A questão também chegou ao DVD e afeta atualmente a Time Warner com o lançamento sensação do verão, Lego, o filme. Já tinha ocorrido algo semelhante em 2010 com uma distribuidora, a Independent Publisher Group, e com a Macmillan, mas o impacto foi menor porque na época o livro eletrônico era bem menos importante.
As críticas da imprensa norte-americana e alemã foram contundentes: diários como The New York Times e Frankfurter Allgemeine Zeitung a acusaram de utilizar práticas intimidatórias e chantagistas enquanto lembravam em diferentes eventos uma célebre frase que o livro A Loja de Tudo. Jeff Bezos e a Era da Amazon, do jornalista Brad Stone, atribui ao fundador da empresa: “Temos de olhar para as editoras como um leopardo contempla uma gazela doente”. O escândalo foi tão grande – entre outros lançamentos afetou a última obra de J.K. Rowling, The Silkworm, escrita com o pseudônimo de Robert Galbraith — que a Amazon rompeu seu tradicional silêncio e se pronunciou por meio de um post em sua página na web. Reconhecia o motivo da disputa assim como o tipo de represálias, e concluía: “Se você necessita com rapidez de qualquer dos títulos afetados, lamentamos o incômodo e lhe recomendamos que compre uma versão por intermédio de algum de nossos parceiros ou com qualquer um de nossos concorrentes”.

A Comissão Europeia, por intermédio do comissário da Concorrência, Joaquín Almunia, se limitou a garantir em maio que “estava tratando de entender o que ocorria”, enquanto a ministra da Cultura da França, Aurélie Fillippetti, que nunca procurou conter suas críticas à empresa de Seattle, foi contundente e pediu que a Comissão “vigie as tentações da Amazon de abusar de sua posição dominante”. “Chantagear os editores ao restringir o acesso do público aos livros de seus catálogos para impor-lhes condições comerciais mais duras não é tolerável. O livro não é um produto como outro qualquer”, afirmou. O preço pago pelas editoras afetadas é enorme. A revista Publishing Perspectives publicou na semana passada que a Hachete vende no Reino Unido 78% de seus livros eletrônicos através da Amazon e 60% nos Estados Unidos. Sua margem de negociação é, portanto, muito pequena.

Pacotes em fila no centro logístico da Amazon em Madri | FOTO:  ÁLVARO GARCÍA

Pacotes em fila no centro logístico da Amazon em Madri | FOTO: ÁLVARO GARCÍA

A maioria das editoras espanholas consultadas compartilha uma opinião sobre a livraria virtual –e distribuidora de todo tipo de produtos, que honra o velho lema da Harrod’s, “oferece desde um elefante até um alfinete”– : a Amazon é um vendedor importante –para muitos, é o quinto ou sexto cliente– com o qual, por ora, não vêm tendo maiores problemas. Mas olham para o futuro com uma inquietude cada vez maior. A crítica mais generalizada é que sua principal obsessão é o preço. “A máxima da Amazon é que quanto mais barato, mais se vende, não importa se forem cafeteiras ou livros”, afirma Paula Canal Huarte, de Anagrama, a maior das editoras independentes espanholas, que tem em seu catálogo desde Rafael Chirbes até Roberto Bolaño ou Ian McEwan. “Mas com os livros não funciona exatamente assim, já que por mais baratos que sejam a maioria não vai vender mais, mas o lucro do editor ficará tão reduzido que para ele não será possível continuar publicando livros que vendem menos, caros para traduzir ou editar,” Para ilustrar sua forma de operar, o analista Javier Celaya explica que a Amazon muda os preços em todo o mundo duas milhões de vezes por dia.

O mercado do livro eletrônico, onde a Amazon é mais forte, representa, segundo os últimos dados da Federação de Associações de Editores da Espanha [FGEE, na sigla em espanhol], 3% do total, mas em 2013 subiu 8% em relação ao ano anterior. “No mundo analógico, não tem uma posição majoritária, mas no livro digital controlam em torno de 40%”, diz Antonio María Ávila, secretário da Federação de Editores. A cifra de 3% é enganosa por causa da pirataria, um problema especialmente grave na Espanha: segundo diferentes fontes, vendem-se muitos leitores eletrônicos e muito poucos livros eletrônicos, o que quer dizer que, como diz um livreiro, “as pessoas consomem títulos gratuitos ou se pirateia muito, ou um pouco de cada coisa”. Editores e livreiros consultados também dizem que a Amazon é uma empresa que funciona bem, paga no prazo e conforme o combinado, e envia milhões de títulos com muita rapidez – 90% dos títulos que vende não estão na lista de best sellers. No caso do Kindle, que chegou ao mercado em 2007 e se impôs rapidamente aos concorrentes, trata-se de um dispositivo que torna muito simples a compra de livros e oferece um catálogo enorme e crescente.

A disputa na Alemanha preocupa especialmente os editores espanhóis porque, ao contrário dos EUA e do Reino Unido, onde o preço é completamente livre, ali como aqui os livros têm um preço fixo [é o editor que o estabelece e isso não pode mudar, a não ser por um desconto de 5% nos hipermercados e de 10% em feiras ou no Dia do Livro, e até mesmo presentear o valor da remessa é considerado um desconto e por isso não é permitido]. “O preço fixo é a maior garantia que podemos ter” , afirma Antonio Ramírez, de La Central, que no entanto acredita que o conflito acabará chegando ao nosso país. “A Alemanha é um país com uma rede de livrarias muito densa, com um sistema de distribuição muito bom, com muitos leitores e, apesar disso, controlam 25% do mercado. Ninguém pode dar-se ao luxo de perder um quarto de seus clientes”, prossegue.

Dois editores independentes consultados garantem que seus negócios dependem do apoio das livrarias e dos leitores, que num mundo de constantes guerras de preços nunca sobreviveriam, e que muitos projetos culturais de grande fôlego seriam afetados. Todos os profissionais consultados consideram que o preço fixo é vital para a sobrevivência do mundo do livro. O preço fixo do livro de papel está muito claro: um livro vale o que vale em sua capa ou em seu ISBN. Mas com os eletrônicos o assunto é muito mais complexo. “O preço é fixo, mas variável”, define um editor. Preço fixo significa que é o editor que põe o preço e que pode mudá-lo, desde que o faça para todo mundo [não é legal oferecer um preço especial a um vendedor]. Outra possibilidade é que, considerando que o preço vai associado a um número ISBN, basta fazer uma nova edição para ter um novo número e um novo preço. Isso em papel é complexo e caro; em um livro digital não.

Qual a consequência disso? Que os vendedores de livros eletrônicos, não só na Amazon, mas também na Casa do Livro, oferecem promoções e descontos de acordo com os editores, como Kindle Flash ou Tagus Today. Vários editores explicam que, quando se baixa muito o preço do livro, as vendas sobem e ele pode ficar entre os mais vendidos, o que impele também as vendas quando retorna ao preço normal [de novo, um porta-voz da empresa não quis pronunciar-se sobre essa estratégia de vendas]. Outra vantagem da Amazon sobre seus concorrentes espanhóis é a engenharia fiscal. Não se trata somente dos truques para pagar menos impostos, como fazem os principais gigantes da Internet [uma questão que a Comissão Europeia está estudando com lupa para enfrentá-la], mas que, neste caso, tem um efeito muito concreto: ao ter sua sede em Luxemburgo, aplica o IVA desse país aos livros eletrônicos [3%], enquanto na Espanha é de 21%.

As guerras de preços “nos conduzem por um caminho perigoso”, afirma uma editora. “Muito provavelmente estamos depreciando o valor do que criamos. Nós podemos fazer isso porque o livro eletrônico representa uma fração mínima de nosso faturamento e aplicamos seus custos ao que recebemos pelo livro de papel. Se a situação se altera e os livros eletrônicos passam a representar a maior parte de nossas vendas, seria insustentável”, prossegue. “A Amazon vive em um mundo onde só há consumidores, mas os consumidores são também cidadãos, que devem zelar pela riqueza cultural”, diz Paula Canal Huarte, da Anagrama. Os escritores consultados ainda notam muito pouco a presença da Amazon em suas vendas, embora digam, como Javier Moro, autor de Pasión india, que “influiu sim no preço dos livros eletrônicos”. “Quanto mais barato, menos te pirateiam. Prefiro o 25% do pouco ao 25% do nada”, acrescenta. O poeta e romancista Carlos Pardo, que foi livreiro por muitos anos, critica “seus métodos de trabalho [a Amazon teve conflitos trabalhistas por causa das condições de trabalho], mas sobretudo o perigo que as condições sobre os preços possa vir a representar para as “pequenas editoras”, que encarnam atualmente uma das apostas mais claras pela cultura. Paco Roca, Prêmio Nacional de Quadrinhos, que publicou recentemente Los surcos del azar, diz que mal nota as vendas digitais, mas se preocupa, sim, com os efeitos dos gigantes da Internet sobre a cultura – esclarece que não se referem somente à Amazon, mas também à Apple – : “Os monopólios da distribuição da cultura dão certo medo porque podem chegar a influir sobre os conteúdos”.

Enquanto o debate prossegue, a empresa de Jeff Bezos continua crescendo e se estendendo a novos setores – acaba de lançar um celular e um serviço de música online. A distorção provocada pela pirataria e a ausência de dados divulgados pela própria empresa, somados ao fato de que a Amazon ainda não completou nem três anos na Espanha [chegou em setembro de 2011], tornam difícil se conhecer com precisão qual é seu efeito em nosso mercado. Mas uma coisa está clara: todo o setor está preocupado com cada um de seus movimentos.

Por Guillermo Altares | Publicado originalmente em El Pais | 26/06/2014

Livro-jogo cria ambiente de aventura dentro do corpo humano


A popularização dos tablets e smartphones está contribuindo para que editoras como a LIVRUS possam experimentar novas interações para os livros de seu catálogo. Para se ter uma ideia da base instalada desses gadgets, somente as vendas de tablets no Brasil já computam [segundo dados da FGV] 18 milhões de unidades ativas. Com o uso das novas tecnologias, a ficção interativa [ou interactive fiction] possibilita caminhos que podem alterar o curso da leitura. Títulos como “The Novelist”. “Device 6”, “Gone Home”, “39 Steps” e “Owned – Um Novo Jogador” são exemplos de livros que exigem dos leitores a experiência de um jogo.

É o caso também do recém-lançado “Aventuras de Bactéria” [Editora Livrus, 2014, R$ 16,50], uma obra que permite ao leitor interferir na sequência da leitura. Não é portanto um livro comum, trata-se de um livro digital interativo em que o leitor se depara com questões cruciais na narrativa e é levado a optar por diferentes caminhos.

Ao abrir as páginas do livro, o leitor se torna bruscamente numa espécie de bactéria em busca de um objetivo. A proposta do escritor

Tio Ilmo Brandt é que o leitor participe ativamente de uma aventura. Nela, o leitor incorpora uma bactéria e as suas decisões, durante a leitura, é que vão definir seu destino, que pode ser, segundo o próprio autor, “bem melequento, se é que me entende”.

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Coleção de eBooks e capinhas personalizadas leva Leão de Bronze, em Cannes, na categoria mobile


A cidade de Cannes, na Cóte d´Azur, é conhecida pelos seus festivais. O de cinema, o mais famoso, leva à cidade a nata da Sétima Arte, mas foi no de publicidade, o mais importante do mundo, que a Livraria da Cultura fez bonito na semana passada. Com o seu produto Not a stupid cover, a empresa levou o Leão de Bronze na categoria mobile. O cliente, ao comprar as coleções de e-books, levava junto uma coleção de capinhas personalizadas para o Kobo, comercializado com exclusividade pela Cultura no Brasil. Foram postas inicialmente quatro coleções com quatro ou cinco títulos cada: uma comemorativa aos 450 anos de Shakespeare; outra só com biografias, a terceira continha livros de fantasia e a quarta uma coleção de livros de Stephen King. O projeto piloto foi posto a venda exclusivamente na loja Iguatemi [SP] com uma tiragem mínima de 250 produtos, já esgotados. O reconhecimento em Cannes mostrou que a livraria estava no caminho certo e Cecília conta que o projeto, iniciado como um piloto, ganhará força e, em até 60 dias, ganhará o Brasil e será comercializado em versões individuais [fora dos boxes e com preços menores] em todas as unidades da Livraria Cultura no País.

“O ‘Not a stupid cover’ se insere na estratégia de desenvolver uma série de produtos ligados à cultura, complementares ao universo dos livros, que é a nossa essência”, explica Cecília Andreucci, diretora de marketing e comunicação da livraria. Cecília conta que o projeto foi proposto inicialmente pela agência de publicidade DM9DDB e foi acolhido de imediato pela livraria. “Ter uma capinha já era um projeto que estava no nosso radar e a proposta da DM9 foi acolhida de imediato, inclusive com o engajamento direto do próprio Sérgio Herz [presidente da Livraria Cultura]”, conta Cecília. Para conhecer um pouco mais, veja o vídeo produzido para a apresentação do projeto em Cannes.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/06/2014

Barnes & Noble vai se separar do Nook


A Barnes & Noble vai desmembrar do seu negócio principal o braço responsável pelo Nook [seu e-reader] e pelas vendas digitais até o início de 2015, de acordo com afirmação apresentada no relatório de resultados financeiros da companhia de 2014. O plano é que o Nook Media se torne uma companhia separada das operações da varejista, visando “otimizar a remuneração aos acionistas”, isso se não for vendida a um investidor privado antes disso. Para o ano fiscal de 2014, terminado no dia 3 de maio, a Barnes & Noble teve lucro, descontados juros, impostos, depreciação e amortização, de US$ 251 milhões, apesar do desempenho negativo do Nook. A empresa alcançou U$ 6,4 bilhões em receitas, um decréscimo de 6,7% em relação ao ano anterior, o que deu à Barnes & Noble uma margem de lucro de 3,9%. O segmento de varejo da companhia, que consiste em mais de 600 lojas nos EUA e o e-commerce, teve receita de US$ 4,3 bilhões, 6% a menos do que apresentado no ano passado.

Digital Book World | 25/06/2014

Distribuidora Disal ultrapassa a marca de 430 mil eBooks importados


Importados são responsáveis pela fatia maior dos livros digitais cadastrados no seu sistema de distribuição

A Disal comemorou a goleada do Brasil contra Camarões com a informação de que ultrapassou a marca dos 430 mil e-books cadastrados no seu sistema de distribuição digital. São exatos 430.187 títulos cadastrados, de 5.949 editoras. A grande maioria ainda é de livros importados, que totalizam 415.315 títulos, enquanto que os nacionais, ainda tímidos, somam pouco mais de 14,8 mil.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 24/06/2014

Base instalada de tablets no Brasil chega a 18 milhões


TV Cultura faz matéria sobre o crescimento da leitura digital no Brasil

Venda de tablets no Brasil não para de crescer As vendas de tablets no Brasil não param de crescer. Já são 18 milhões de aparelhos ativos e já há quem pergunte se o leitor brasileiro vai trocar o livro impresso pela tela digital. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro, em 2012, o setor editorial faturou cerca de R$ 4 milhões com a venda de livros digitais, três vezes mais do que em 2011 e o acesso a eles crescem junto com a compra de tablets. No ano passado foram lançados mais 7,4 mil títulos digitais e mais de 200 aplicativos. O preço médio é de R$ 15, bem mais em conta do que o livro físico que custa, em média, R$ 35.

PublishNews | 24/06/2014

Amazon pressiona para novos termos no Reino Unido


Editoras do Reino Unido estão preocupadas com os novos arranjos contratuais da Amazon. A varejista tem pressionado para melhorar os termos de uma série de editoras ao mesmo tempo em que o impasse com a Hachette Book Group continua nos EUA. Além de descontos maiores, a Amazon introduziu uma série de novas cláusulas nos contratos com as editoras, uma delas em especial tem tirado o sono dos editores britânicos: a Amazon passaria a ter o direito de suprir suas próprias cópias para os clientes, por meio de suas instalações de impressão por demanda, em caso de livros esgotados ou fora dos estoques das editoras.

Por Benedicte Page | The Bookseller | 24/06/2014

Aplicativos levam leitura dinâmica à era digital


A leitura dinâmica surgiu há mais de meio século, mas novos aplicativos estão trazendo a técnica à era digital, ajudando usuários a ler livros mais rápido.

O ReadMe!, novo aplicativo para iPhones, permite aos usuários controlar o ritmo da leitura de 50 para 1 mil palavras por minuto.

“É sobre ser capaz de ler um livro como ‘Harry Potter’ em uma hora e meia e ainda assim ter a completa compreensão”, disse Pierre DiAvisoo, que criou o aplicativo com sede em Boras, na Suécia.

Os leitores selecionam um e-book no aplicativo, que está disponível para o mundo todo e custa 1,99 dólares. Depois de abrir a tecnologia de leitura dinâmica, aparece uma palavra de cada vez. O aplicativo não trabalha com e-books que têm restrições de compartilhamento.

Em alguns minutos, os leitores podem aprender a dobrar sua velocidade de leitura para cerca de 400 e 450 palavras por minuto sem perder a compreensão, de acordo com a Spritz, companhia sediada em Boston que criou a tecnologia de leitura rápida.

“A leitura não mudou em milhares de anos. As técnicas de leitura dinâmica ainda estão focadas em consumo de textos em linhas e na leitura da esquerda para a direita, linha por linha”, disse Frank Waldman, presidente-executivo da Spritz.

Ele acrescentou que a tecnologia combina apresentação visual rápida e em série [RSVP, na sigla em inglês], com busca visual para apresentar palavras com reconhecimento ideal para um entendimento rápido.

Enquanto as pessoas passaram a ler em aparelhos pequenos, e até mesmo em relógios inteligentes, Waldman disse que a Spritz será o jeito mais conveniente de absorver informação.

Mas um pequeno estudo da Universidade de San Diego, na Califórnia, mostrou que a leitura dinâmica pode não levar ao mesmo nível de compreensão que uma leitura normal, porque é mais difícil de voltar para esclarecer o entendimento.

O estudo, que não inclui a tecnologia Spritz, mostrou que a compreensão era cerca de 25 por cento menor usando a técnica RSVP. Mas uma pesquisadora da universidade adicionou que se as pessoas só precisam absorver conteúdo rapidamente, os aplicativos podem ser benéficos.

Spritz também tem um aplicativo para todos os navegadores da Web chamado Spritzlet, que permite aos usuários ler mais rapidamente na web. Vários outros aplicativos de leitura de velocidade também usam a tecnologia Spritz.

Velocity, um aplicativo para iPhone que custa 2,99 dólares, e ReadQuick, que custa 9,99 dólares, usam RSVP, assim como o Speed Reader, um aplicativo gratuito para dispositivos Android.

Terra | 23/06/2014

Recurso digital transforma aluno em autor


O que é preciso para transformar crianças em verdadeiros autores? O projeto “E se eu fosse o autor”, desenvolvido pela ONG Casa da Árvore, aposta na imaginação e tecnologia para ampliar o interesse pelo universo da literatura entre os alunos das escolas da rede municipal de Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia [GO]. A partir da leitura de uma obra, os estudantes são estimulados a criarem suas próprias histórias com o uso de recursos digitais.

“Nós tentamos aproximar a leitura das novas tecnologias para construir processos mais participativos de aprendizado”, explicou o educador Aluísio Cavalcante, coordenador geral do projeto. Segundo ele, ao oferecer a oportunidade dos estudantes criarem suas próprias histórias, é possível fazer com que eles se apropriem das obras e aprofundem os seus conhecimentos.

Durante cada semestre, são formadas novas turmas com alunos vindos de diferentes escolas públicas da região. Seguindo essa proposta, duas vezes por semana eles participam de oficinas que acontecem no Laboratório Criativo de Leitura e Tecnologia, um espaço criando dentro da Biblioteca Municipal Arlete Tenório de Castro.

Trabalhando com o conceito de leitor-autor, após concluir a leitura de uma obra, eles são desafiados a produzir vídeos, livros digitais e outras linguagens midiáticas que apresentem uma releitura da história.

A escolha dos títulos a serem trabalhados acontece com base em livros que podem oferecer uma abordagem adequada para cada turma, levando em conta o repertório dos alunos e as suas necessidades. Nessa lista, podem entrar desde clássicos da literatura até obras de novos autores brasileiros. “A gente propõe a leitura de livros bastante diversos.”

Para o educador, a tecnologia mudou a relação dos alunos com a literatura. “Muita gente acha que as crianças estão lendo menos. O fato é que hoje os alunos estão se relacionando com a leitura de uma forma diferente.” Ao utilizar recursos da cultura digital, eles conseguiram aumentar o hábito de leitura entre os alunos. De acordo com um levantamento feito pela ONG com uma das turmas que participaram do projeto, no início das oficinas, 31% dos participantes não lembravam de terem lido nenhum livro nos últimos três meses. Após a conclusão do ciclo de atividades, todos eles lembravam de pelo menos duas obras.

“As últimas gerações têm uma ânsia de participação muito grande. Eles querem ser autores de suas próprias histórias”, defendeu Cavalcante. De acordo com ele, durante esse processo os alunos aprendem a se familiarizar com diferentes linguagens e desenvolvem habilidades importantes que os ajudam a se tornarem mais expressivos. “A gente acredita que o empoderamento vem dessas habilidades que eles constroem ao produzir as suas versões.

Além de desenvolver atividades com os alunos, o projeto também trabalha na formação de professores. Eles participam de atividades práticas que apresentam novas possibilidades para trabalhar a leitura com o uso da tecnologia. Com base na metodologia das oficinas realizadas no Laboratório Criativo, eles mostram modelos de aulas e atividades que podem ser realizadas para ensinar esses conteúdos.

Jornal do Brasil | 23/06/2014

eBooks e o mito do cauda longa 


Jeremy Greenfield

Jeremy Greenfield

Uma das promessas da distribuição digital é o fato de que tudo pode ser encontrado, nada sai de estoque e, portanto, pode crescer e tornar-se um negócio significativo para criadores e distribuidores. As barreiras drasticamente reduzidas prometeram que a proporção de receitas provenientes dos livros fora de estoque aumentaria, criando uma “cauda longa”. A disponibilidade de best-sellers permaneceria a mesma, mas a disponibilidade de todo o resto iria aumentar. A publicação de livros sempre foi um negócio baseado em hits. Arrasa-quarteirões eram a diferença entre um ano lucrativo e um deficitário. Não é claro por que a promessa da cauda longa não se concretizou ainda na indústria do livro, mas uma correlação interessante surgiu: como a concorrência no varejo de e-books diminuiu, cresceu as receitas em cauda longa. É muito cedo para tirar conclusões, mas uma coisa é certa: na indústria do livro, arrasa-quarteirões e best-sellers ainda são os elementos mais importantes do negócio.

Por Jeremy Greenfield | Forbes | 23/06/2014

Câmara votará isenção tributária apenas para e-readers feitos no país


A equiparação dos e-readers a livros de papel para efeitos tributários foi derrubada pela deputada Fátima Bezerra [PT-RN], relatora de um projeto de lei que atualiza o conceito do que será considerado livro no país. A mudança era defendida por empresas do setor para baratear os aparelhos de leitura e estimular as vendas.

A deputada decidiu alterar texto já aprovado no Senado e excluir do projeto a equiparação dos aparelhos de leitura aos livros, o que garantiria uma tributação menor aos e-readers. Ao invés disso, ela proporá a inclusão dos dispositivos na chamada Lei do Bem, o que garante a isenção de impostos, mas desde que os aparelhos sejam fabricados no Brasil.

Empresários do setor reprovaram a mudança. Sérgio Herz, proprietário da Livraria Cultura, aponta dois gargalos: a falta de demanda suficiente para que os leitores digitais sejam fabricados no país e o alto custo de produção no Brasil.

“[A mudança] não faz sentido nenhum. O leitor digital só serve para ler, ele tem a mesma função do livro de papel. Na prática, incluir o e-reader na Lei do Bem significa que não haverá isenção tributária e, consequentemente, não haverá redução nos preços”, afirma Herz.

Temos um dos aparelhos mais caros do mundo. O que justifica isso?“, diz. A Livraria Cultura comercializa o Kobo, leitor digital desenvolvido no Canadá. O líder do mercado é o Kindle, da norte-americana Amazon.

Fátima Bezerra, relatora do projeto, argumenta que o desenvolvimento de uma indústria nacional pode ser questão de tempo.

Segundo a deputada, os benefícios tributários previstos na Lei do Bem têm o mesmo efeito do que teria a equiparação dos e-readers a livros físicos. Em ambos os casos, eles deixam de pagar ICMS, IPI, PIS/Cofins e o Imposto Sobre Importações, que somados, representam quase metade do valor do produto. A diferença é que na Lei do Livro, os aparelhos deixariam de pagar impostos mesmo sendo produzidos em outros países.

A modificação teve o apoio da Câmara Brasileira do Livro [CBL], da Associação Nacional de Livrarias [ANL] e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL], que defendem a isenção de impostos apenas para o conteúdo, ou seja, para os livros digitais e não para os aparelhos.

Tendo em vista que a Lei do Bem trata do Programa de Inclusão Digital e estabelece certas condições para a concessão de incentivos fiscais, entendemos que a inclusão dos e-readers é até uma questão de isonomia e neutralidade econômica” afirma Karine Pansa, presidente da ABL.

O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Fabiano Piuba, afirma que a proposta da relatora tem o apoio do governo.

Não tenho dúvida de que os aparelhos digitais são fundamentais para o acesso ao livro mas cremos que há uma questão conceitual que não pode ficar em segundo plano. O livro é a obra do autor e não o suporte dado a ele. Por isso consideramos que a inclusão dos e-readers na Lei do Bem atende aos nossos anseios“, disse.

De autoria do senador Acir Gurgacz [PDT-RO], o projeto que moderniza a Lei do Livro já foi aprovado pelo Senado e está pronto para ser votado pelas comissões de Cultura e de Constituição e Justiça da Câmara. Se for aprovado, ele deverá voltar para análise dos senadores porque foi modificado na Câmara.

No entanto, é difícil que a conclusão da tramitação da proposta aconteça ainda neste ano.

Com os trabalhos suspensos devido à realização da Copa do Mundo, a Câmara só voltará a funcionar na primeira semana de julho. Devido às campanhas eleitorais, o Congresso realizará apenas esforços concentrados em uma semana de agosto e uma de setembro.

POR MARIANA HAUBERT | DE BRASÍLIA | Publiado originalmente em Folha de S. Paulo | 20/06/2014, às 12h23

MEC estuda criar política nacional de conteúdos digitais para as escolas


O Ministério da Educação [MEC] estuda criar uma política nacional de conteúdos digitais para as escolas. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, adiantou à Agência Brasil que a ideia é incentivar as universidades a produzir esses conteúdos.

O nosso foco é pensar como podemos estimular as universidades, estudantes universitários, grupos de pesquisa para desenvolver esses conteúdos“, disse Beatriz. O MEC trabalha em conjunto com outros ministérios como o da Ciência, Tecnologia e Inovação e o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. “Creio que não será complicado avançarmos bastante nos próximos meses. Espero que sim“, disse ela.

Para a secretária, o ensino precisa de inovações; de desenvolvimento científico e tecnológico. “Precisamos trabalhar na formação de pessoas e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no campo da educação. Pensar não apenas na aquisição [de conteúdos digitais], mas principalmente em fomentar o desenvolvimento de produtos que cheguem à escola“, disse.

Para que isso seja feito, a secretária destaca a necessidade de mais recursos, o que já está previsto no Plano Nacional de Educação [PNE], que deve ser sancionado até a próxima semana. A questão esbarra, contudo, em uma política curricular para o país: “Teremos que ter como referência a legislação vigente. Vamos ter que avaliar essas tecnologias para aquiri-las para nossas escolas“, ressaltou. Outra questão, segundo ela, é a expansão do uso de tecnologias digitais para a formação de professores da educação básica.

Beatriz participou hoje [18] do lançamento do projeto Geekie Games. Na ocasião, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira [Inep], Chico Soares, ressaltou a necessidade do uso dos conteúdos digitais: “Os jovens e as crianças de hoje já foram criados em outro ambiente, da máquina, do computador. Precisamos de ferramentas novas“.

Sobre a entrega de tablets para os professores dos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, anunciada no ano passado pelo então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, Beatriz diz não ter conhecimento sobre quando isso será feito. “Que eu tenha conhecimento, não [vai ser feita essa ano]” destacou.

Por Mariana Tokarnia | Repórter da Agência Brasil | Edição Stênio Ribeiro | 18/06/2014

Early Bird na Digital Book World


Até dia 30 de junho, interessados em participar da conferência que acontece em Nova York terão desconto

Até o dia 30 de junho, quem estiver interessado em participar da Digital Book World, a conferência capitaneada pelo colunista do PublishNews Mike Shatzkin, terá descontos na inscrição. A conferência traz, a cada edição, o que há de mais inovador em estratégias de publicação digital e, na última edição, levou à Nova York mais de 1500 profissionais de todos os segmentos envolvidos na cadeia do livro digital. Para conferir preços e se inscrever, clique aqui.

PublishNews | 18/06/2014

Táxi amarelo, cachorro-quente e eBooks


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 18/06/2014

Voltei de Nova York bem a tempo de ver o time norte-americano mostrar que não temos a menor chance no futebol. Minha visita a Nova York se concentrou na Book Expo America [BEA], onde conheci as mais recentes e mais interessantes startups envolvidas com e-books. Aqui apresento as principais:

A próxima geração de ferramentas de autoração
Metrodigi com sede na Califórnia acabou de lançar a última versão de sua ferramenta de autoração na nuvem, Chaucer. A ferramenta produz ePub3 complexos, fornece uma interface drag-and-drop simples para facilitar o uso e permite colaboração na nuvem em tempo real. Quando se trata de desenvolver livros didáticos interativos, Chaucer significa uma boa economia em relação a sua principal concorrente, a Inkling.

Uma startup bem recente chamada Beneath the Ink está levando os livros estáticos para a geração iPad. Eles se concentram em um conceito muito simples, mas poderoso: adicionam a capacidade de fornecerpop-ups clicáveis que realçam os personagens, lugares, conceitos e palavras em livros gerais. Adorei a forma pouco distrativa com que o produto finalizado funciona, apesar de que achei que seu modelo de negócio é um pouco caro. $179 por livro e 10% da receita. As editoras brasileiras vão pagar este preço para ir “além da tinta”?

iTunes-ificação dos livros
Era questão de tempo. Da mesma forma que Pasta do Professor criou “fatias de livros” para livros impressos, Slicebooks fornece uma forma de criar “faixas do iTunes” para qualquer e-book. Certamente, isso seria um desastre para um livro de ficção, mas para um manual ou um livro didático, faz muito sentido. A plataforma deles permite que os leitores “façam a mixagem de seu próprio álbum” ou que os editores “guiem as fatias” do conteúdo.

Mais atores no grupo dos “netflix dos livros”
Os principais “netflix dos livros”, Scribd e Oyster marcaram sua presença durante toda a conferência enquanto os novatos, Bookmate e Librify apresentaram novidades no conceito. Bookmate, com o foco em países em desenvolvimento da Europa, conseguiu fazer um ótimo acréscimo de uma camada social a seu reader assim as pessoas podem compartilhar notas, citações e marcações com seus amigos. Librify, com foco exclusivamente no mercado norte-americano, está desafiando Scribd e Oyster ao oferecer uma biblioteca do mesmo tamanho [500 mil livros], uma parceria importante com a loja Target e uma forma de organizar clubes de leitura virtuais. Será suficiente para que o conceito de “Netflix” finalmente se desenvolva?

Em Nova York, pessoas lendo e-books no metrô é tão comum quanto os táxis amarelos e os carrinhos de cachorro-quente. Felizmente, estas novas startups estão trazendo inovação para a edição digital. Algum destes conceitos despertou seu interesse? Que tipo de inovações você gostaria de ver? Eu adoraria ouvir suas ideias: greg@hondana.com.br.

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 18/06/2014

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Apple fecha acordo no caso em que foi acusada de cartel 


A Apple se curvou a uma ação civil pública feita pelos 33 estados americanos e consumidores finais no caso em que foi acusada de fixação de preços de e-books junto com cinco editoras americanas. O documento peticionado em um tribunal de Nova York pelo advogado Steve Berman diz que a Apple e o estado do Texas chegaram a um acordo. “As partes escrevem para informar à Corte que os requerentes e a Apple entraram em acordo vinculativo, em princípio, para resolver o litígio”. A mudança significa que a Apple concordou em devolver dinheiro a consumidores que compraram e-books de companhias como Amazon e Barnes & Noble durante o tempo em que a Apple e outras cinco editoras foram acusadas de conluio para fixação de preços de e-books. Embora a soma não tenha sido revelada, especula-se que a Apple terá que pagar centenas de milhões de dólares.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 17/06/2014

Crowdfunding busca movimentar mercado editorial brasileiro


A ideia é simples, talvez até antiga, e já é utilizada com sucesso nos outros mercados da arte [como a música e o cinema]: um grupo de colaboradores contribui com determinadas quantias em dinheiro para um projeto que pode então ser viabilizado – o que não aconteceria se esse esforço coletivo não existisse. O mercado editorial brasileiro agora volta os olhos ao crowdfunding: nos últimos dois meses, duas plataformas dedicadas ao conceito e exclusivas aos livros passaram a operar no país.

Funciona assim: a plataforma recebe uma proposta de campanha de um autor, analisa, aprova e coloca à disposição na web. Os leitores interessados podem então fazer uma colaboração em dinheiro [por cartão de crédito ou boleto] e, se o projeto atingir a meta preestabelecida, o dinheiro arrecadado é utilizado para viabilizar os custos de produção e distribuição do livro.

A Bookstart – iniciativa de dois profissionais do Rio oriundos do mercado financeiro, Bernardo Obadia e Vitor Arteiro – iniciou suas operações há pouco mais de dois meses, e já conta com um projeto bem sucedido, em fase final de produção [o livro Confissões ao Mar, de Kadu Lago]. Outros cinco projetos já estão abertos no site da startup, que pretende oferecer uma alternativa ao mercado editorial.

Como o volume da produção recebida por editoras é muito grande, a Bookstart acredita que o modelo do crowdfunding possa fazer uma “peneira” efetiva que ofereceria oportunidades ao mercado. “O crowdfunding consegue descobrir novos talentos e oferecer um pacote estatístico, com dados sobre os leitores, muito importante para o marketing do livro“, diz Obadia.

Na Bookstart, cada campanha proposta pelos autores é analisada pela equipe, que define se o projeto tem potencial de sucesso. Se tiver, a equipe “dá uma lapidada” e coloca a campanha no ar. Como quase toda iniciativa de crowdfunding, o modelo é o “tudo ou nada”, em que, para ser viabilizada, a campanha precisa atingir 100% da meta.

De acordo com Obadia, muitos autores independentes já procuraram a empresa. “Não temos a intenção de nos tornarmos uma editora“, enfatiza. O objetivo é oferecer um serviço que fique entre a autopublicação e o trabalho de uma editora profissional. “Vamos publicar com alguma qualidade e ao mesmo tempo dar capilaridade para autores independentes“, afirma.

O modelo, segundo Obadia, tem capacidade de publicar qualquer obra de qualquer gênero literário. “O mercado começa a entender, o caminho está certo, vamos conseguir“, diz, otimista.

A Bookstart, que começou com investimentos próprios dos fundadores, já está em negociação com investidores para acelerar seu crescimento. A empresa espera publicar entre 20 e 25 obras por mês nos próximos 18 meses, com uma venda de 1,1 mil exemplares mensais.

Outra iniciativa, também do Rio, é a Bookstorming. Com um modelo um pouco diferente – a startup surgiu de dentro do mercado editorial -, a Bookstorming se aproxima mais de uma editora, mas ao mesmo tempo se coloca como alternativa e oportunidade para as outras editoras.

Se o crowdfunding já está estabelecido no mercado da música, por exemplo, o editor Breno Barreto, um dos fundadores da Bookstorming, acredita que ele também vai se consolidar no mercado editorial.

O que eles pretendem é transformar ideias em livros. “O crowdfunding permite apresentar uma ideia que pode ser um sucesso, mas sem riscos: se não funcionar com o público, ninguém perde dinheiro“, exemplifica Barreto. O primeiro projeto da startup é o livro Desordem, uma coletânea de contos de jovens autores, como Natércia Pontes e Cristiano Baldi. Até essa segunda-feira, 16, o projeto tinha arrecadado 81% da meta, que precisa ser atingida em três dias.

A diferença para o modelo de edição tradicional passa ainda pelo fato de que, antes do processo de edição começar, todos os livros já estão vendidos. “Assim, nós podemos caminhar de um modo muito mais transparente“, diz Barreto, ressaltando que a empresa também partiu da percepção de que existe a necessidade de maior contato entre as pessoas que fazem o livro nascer e os leitores. “A literatura é feita de pessoas para pessoas, e por uma questão do mercado isso se perdeu“, constata.

Barreto, que também trabalha na editora Casa da Palavra, diz que ficou impressionado com o número de autores e empresas que buscaram a Bookstorming para montar campanhas ou estabelecer parcerias.

O primeiro acordo foi com a editora e-galáxia. A editora vai produzir os livros digitais para os projetos de crowdfunding e a Bookstorming vai montar as campanhas para autores que tenham interesse em publicar pela editora mas que não podem fazer o investimento inicial. Outra parceria já estabelecida é com a Polifonia, espaço de ensino de São Paulo que também trabalha com criação colaborativa. Eles compraram uma cota de livros do Desordem e a Bookstorming vai levar alguns autores do livros ao espaço da Polifonia.

Estamos com a cabeça aberta para diversificarmos o modelo“, diz Barreto. “Fomos aceitos, então não precisamos ficar presos a um modelo apenas.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame | 17/06/2014

Quadrinhos digitais ainda engatinham no Brasil


POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 16/06/2014, às 02h00

Se os quadrinhos digitais vivem uma fase de crescimento no mundo, no mercado brasileiro eles engatinham.

Há poucas publicações em português e falta uma loja no formato da Comixology para reunir os principais autores e editoras. A produção nacional fica pulverizada –entre iTunes, Amazon e a própria Comixology- ou arrisca-se em aplicativos próprios.

Chama a atenção o fato de as iniciativas digitais no país partirem do mercado independente. Grandes editoras estrangeiras que têm versões traduzidas nas bancas, como a DC, não possuem publicações em português. A exceção é a Marvel, que vende revistas em 12 idiomas em seu app -mas as traduções não são de excelente qualidade.

Além disso, grandes nomes genuinamente brasileiros, como a Turma da Mônica, estão ausentes de tablets.

“O mercado nacional ainda não tem a mesma força que o mercado americano. Mas já temos um projeto para lançar nossos gibis para tablets e smartphones”, diz Marcos Saraiva, responsável pela divisão digital da Mauricio de Sousa Produções.

O IVC (Instituto Verificador de Circulação), por exemplo, acompanha apenas dados das versões impressas de revistas de personagens da Disney e da Turma da Mônica.

“Tablets e smartphones são importantes porque trazem um jeito fácil e seguro para o leitor pagar R$ 1 ou R$ 2”, diz Heinar Maracy, diretor da Digisa, empresa que faz a revista “Siebercomix”, do cartunista Allan Sieber. “Ainda não temos um caso de sucesso porque a oferta é pouca, e o público leitor, também.”

Mas há potencial. Em 2013, o Brasil apareceu entre os dez países em que o Comixology foi o app de iPad mais lucrativo –sem contar games.

Para Fabiano Denardin, criador da loja de HQs digitais Mais Gibis, faltam duas coisas para o mercado crescer no país: melhorar a oferta e consolidar a plataforma.

“Mais conteúdo trará mais público, mais público trará mais produção. Pelo menos, em teoria, é assim que funciona”, diz ele. “Acredito que muita coisa deva acontecer entre este ano e o próximo no Brasil.”

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 16/06/2014, às 02h00

Em expansão nos tablets, quadrinhos atraem ao ganhar som e movimento


Tudo aquilo que pode ser digitalizado – como músicas, filmes e livros– migrou do mundo físico para o digital. Com as revistas em quadrinhos, o processo também está acontecendo.

Assim como o iPod incentivou os downloads de arquivos MP3, a mudança no universo dos gibis ganhou força, há quatro anos, por conta de uma classe específica de dispositivos, quando o primeiro iPad deu origem aos tablets.

Desde então, o mercado de quadrinhos digitais está em plena expansão. Em 2011 e 2012, apresentou taxa de crescimento de 300% em todo o mundo, segundo a “ICv2”, publicação americana que monitora o setor.

Magenta King

Magenta King

Coleciono e leio quadrinhos desde os 10 anos. Não compro uma edição física com regularidade há uns dois ou três, enquanto a biblioteca digital vai crescendo em progressão geométrica“, conta Gustavo Vieira, 36, editor do site Espinafrando.com, guia de quadrinhos digitais e cultura pop.

O segmento existe desde o final da década de 1990, mas o que mudou desde a chegada dos tablets?

Primeiro, há o próprio formato do aparelho, muito próximo ao de uma revista, o que melhora a vida de quem antes podia ler só no PC. Em seguida, vem a tela, que realça cores [revistas físicas estão sujeitas a impressões ruins], permite leitura no escuro e tem funções como zoom.

Além disso, há a questão da conveniência. É mais fácil comprar e armazenar as publicações — um fã de quadrinhos não se contenta com uma ou duas revistas, comprando centenas, milhares.

Isso sem contar a introdução de novos elementos, que mudam a experiência de ler gibis, como a leitura guiada (um quadrinho por vez) e a inclusão de som e animações.

A sensação de ler em papel ainda é insuperável, mas o tablet acaba sendo bem mais prático e tem mais recursos“, afirma Vieira.

NOVOS NEGÓCIOS

O potencial de crescimento dos quadrinhos digitais atiçou a sanha infinita da Amazon de vender toda e qualquer coisa. No final de abril, a gigante abocanhou, por uma quantia não revelada, a Comixology, maior loja da internet do ramo.

No ano passado, foi o aplicativo de maior receita para iPad desconsiderando games (e 11º no ranking geral). Em quatro anos de existência, entregou 6 bilhões de páginas de quadrinhos aos leitores e, atualmente, comercializa mais de 50 mil títulos de 75 editoras diferentes.

Além dos números da loja, a Amazon deve ter levado em conta as previsões de vendas de tablets no mundo.

A consultoria Yankee Group calcula que 560 milhões de tablets serão vendidos no ano que vem –em 2017, espera 1 bilhão. Já o Gartner estima que o comércio de pranchetas superará o de PCs e notebooks até 2015.

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 16/06/2014, às 02h00

Com 18 milhões de tablets, Brasil estaria pronto para os eBooks?


São Paulo – Há hoje no Brasil 18 milhões de tablets em funcionamento, segundo a FGV. Entre outras tarefas, os gadgets vêm sendo usados para a leitura de e-books. E as editoras brasileiras andam de olho nisso.

EXAME.com conversou sobre o assunto com Susanna Florissi. Na entrevista, a diretora da Câmara Brasileira do Livro falou sobre o cenário atual e as perspectivas do setor – que, pela quinta vez, será tema de um congresso do órgão, marcado para agosto.

Como sintoma da ligação cada vez maior entre os mundos da leitura e da tecnologia, o encontro será aberto por Jason Markosk, primeiro evangelista de tecnologia da Amazon. A seguir, leia alguns trechos do bate-papo.

EXAME.com – Que transformações a tecnologia vem promovendo no mundo da leitura?

Susanna Florissi – A leitura hoje deixou de ser linear. O leitor está lendo e acessa um link relacionado, compartilha um trecho com amigos em redes sociais, lê mais sobre o assunto na internet. Essa é a grande beleza do momento atual. É claro, os jovens não lêem como a gente lê – mas também consomem. E o nosso segmento precisa se adaptar a esta mudança.

EXAME.com – Quais e-readers têm se saído melhor no Brasil?

Susanna Florissi – Como estes gadgets ainda são mais consumidos entre as classes mais ricas, o iPad tem sido a escolha mais comum. Mas outras opções, como o Kindle e o Kobo, também chegaram com muita força. Acho também que é uma questão de geração. Quem é mais velho e quer algo dedicado à leitura, escolhe o Kindle. Já as novas gerações, para as quais outras funções são essenciais, vão optar pelo iPad.

EXAME.com – Qual o cenário do mercado de livros digitais hoje no Brasil?

Susanna Florissi – De acordo os números oficiais, e-books não chegam a representar 3% das vendas de livro hoje no Brasil. Porém, a tendência é que haja uma rápida evolução nesse cenário – com os livros didáticos puxando uma arrancada. Iniciativas do governo, como o PNLD [Plano Nacional do Livro Didático], já consideram este formato nas suas contas.

EXAME.com – Em que áreas é maior o consumo do livro digital?

Susanna Florissi – Hoje, a maior parte do consumo de e-books está mesmo concentrada em obras de literatura – geralmente comercializadas no formato Epub. Em outros nichos, como a literatura infantil, a adoção do livro digital tende a ser mais lenta. Isso porque a criança quer abraçar o livro, beijar, levar para o banheiro… É assim mesmo.

EXAME.com – Como as editoras têm feito para ganhar dinheiro com o livro digital?

Susanna Florissi – Na literatura, prevalece o download para gadgets como Kindle e iPad. Já na área de livros didáticos, a interatividade tem gerado novidades. Há muita coisa que é acessada na nuvem ou por meio de senha durante um ano, por exemplo. Formatos antigos, como CD-ROMs, praticamente não existem mais – até pelo fato de alguns aparelhos não terem como acessá-los.

EXAME.com – Já há experiências interessantes envolvendo livro digital no país?

Susanna Florissi – Em São Paulo, o Colégio Bandeirantes aboliu os livros entre os alunos do 6º ano e adotou o iPad. Como a instituição atende a classes com maior poder aquisitivo e já usava Apple TVs, isso foi possível. Mas acho que novas experiências do tipo podem surgir com outros gadgets em diversos colégios.

EXAME.com – Como estamos em comparação com outros países?

Susanna Florissi – Um levantamento mostrou que jovens entre 15 e 24 anos que usam a internet a mais de cinco anos representam 5% da população mundial. No Brasil, esse grupo corresponde a 10% do total. Estamos na frente de China e Índia e no mesmo patamar de países como Alemanha e Japão. Como na Europa o mercado é menor e os leitores são mais conservadores, devemos caminhar mais rapidamente.

EXAME.com – A resistência ao formato pode ser um obstáculo na popularização dos e-books no Brasil?

Susanna Florissi – Não, muito pelo contrário. Antes, se você morasse em Petrolina [PE], tinha de pedir ao livreiro [geralmente no Rio, em São Paulo ou em Recife] que lhe mandasse os livros. O Brasil é um país muito grande, propício a essa hábito de enviar coisas. Nisso, a internet só facilita. A internet vai permitir que este conteúdo chegue a mais pessoas.

EXAME.com – A chegada de grandes redes, como a Amazon e a Barnes and Nobles, é positiva para o mercado brasileiro de e-books?

Susanna Florissi – Somos a favor da livre-iniciativa sem concorrência predatória. Para nós, a popularização destes novos suportes é ótimo. Quando foram lançados, os pocket books representaram uma revolução nos EUA – pois tornaram a leitura mais barata. E o mesmo deve acontecer com e-books. Assim, quanto mais players, mais saudável o mercado.

EXAME.com – E qual deve ser o futuro dos e-books no Brasil?

Susanna Florissi – Acho que o mercado deve crescer – inclusive o impresso. O papel é ótimo para anotações e outras funções e, para mim, uma coisa puxa a outra. Cabe a autores e ilustradores estarem atentos a esta nova forma de fazer livro. O livro impresso não vai morrer, mas vai ter que conversar com outras mídias.

Exame | 15/06/2014

Editora francesa Hachette revela o peso da Amazon na venda dos seus eBooks


Grupo está em disputa com a gigante americana do varejo sobre margens de lucro

Livros da filial do grupo francês nos Estados Unidos aparecem como indisponíveis no site da varejista | Karen Bleier/AFP/9-12-2010

Livros da filial do grupo francês nos Estados Unidos aparecem como indisponíveis no site da varejista | Karen Bleier/AFP/9-12-2010

RIO – O grupo francês Hachette revelou, pela primeira vez, o peso da Amazon na venda de seus e-books nos Estados Unidos e no Reino Unido: 60% e 78% do total, respectivamente. O número foi divulgado no site da companhia numa apresentação para investidores e mostrou como as contas da editora estão sendo afetadas pela disputa com a gigante americana do varejo. Há um mês, a Amazon retirou o botão “encomendar por antecipação com um só clique” dos livros do Hachette Book Group [a filial americana do grupo] e ainda impôs prazos de entrega de “três a cinco semanas” na venda de seus livros eletrônicos.

A medida, chamada de “opção nuclear”, foi uma resposta da Amazon pela Hachette — a menor das cinco grandes editoras americanas — não ter aceitado diminuir suas margens de lucro em favor da gigante do varejo online. O mesmo já tinha acontecido com a Macmillan em 2010. Pouco se sabe sobre os termos da negociação, mas é notório que a Amazon pegou pesado. A retaliação atinge best-sellers, como a escritora J.K. Rowling, cujo último livro, “The Silkworm” [“O bicho da seda”, em tradução livre], começará a ser vendido no dia 19 pela Hachette.

Segundo analistas, a situação do grupo francês pode ficar ainda mais delicada se as restrições impostas pela Amazon no mercado americano forem estendidas ao britânico. Em comunicado, a empresa apontou que o equilíbrio entre as vendas de livros virtuais devem representar entre 25% e 35% das vendas totais nos Estados Unidos e 35% no Reino Unido em 2017. “Editoras estão agora lidando com gigantes da tecnologia que possuem considerável poder de barganha”, diz o texto, “uma lógica econômica diferente dos revendedores tradicionais”. E complementa: “As editoras precisam de tamanho e musculatura para manter controle das relações com os autores e sobre preços e distribuição”.

No comunicado, a Hachette também se mostrou confiante que as editoras tradicionais permanecerão mais atrativas para os autores por causa dos “serviços exclusivos” que podem oferecer, como adiantamentos, expertise editorial e marketing e deu o exemplo de autores que começaram na auto-publicação e depois migraram para grandes grupos.

O Globo | 13/06/2014

Global e Digital


Luiz Alves Jr, proprietário da Editora Global, está muito entusiasmado com o digital. Em conversa que teve com o PublishNews na semana passada, contou que tudo o que for publicado pela Nova Aguilar de agora em diante sairá também em digital. E não é só isso… O grupo Global terá mais um selo – com nome ainda a definir – que vai reunir textos pequenos de livros que já estão no catálogo da casa. Só da obra completa de Darcy Ribeiro, por exemplo, a editora detectou 106 textos que poderiam compor o catálogo do novo selo. “Esse é um projeto que está em ebulição e deve explodir em 2015”, adianta Luiz. A ideia é vender esses títulos a R$ 1,99. Mas o entusiasmo de Luiz vai além. Ele comentou sobre as iniciativas de bibliotecas digitais que começaram a aparecer com mais força no início desse ano. “A ideia de bibliotecas digitais como a Árvore de Livros, do Galeno [Amorim] é fantástica. O grande problema do Brasil é o acesso à leitura e as bibliotecas digitais podem dar um impulso nisso. O livro, muitas vezes, não chega em bibliotecas no interior do Brasil e o digital seria uma solução para isso”, comentou.

PublishNews | 13/06/2014

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual


Na última segunda [9], cerca de 140 sebos retiraram seus acervos —cerca de 3 milhões de obras — do portal Estante Virtual. Nascido em 2005, o site de compras é o terceiro maior vendedor de livros da internet brasileira, com oferta de 12 milhões de volumes de 1.300 sebos e livreiros. Os livros voltaram ao site na terça [10].

O boicote ocorreu após a Estante Virtual aumentar a comissão por venda de 6% para 8% a 12%, de acordo com o volume de vendas e grau de “excelência em comércio eletrônico” de cada comerciante.

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual por um dia após aumento de comissã

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual por um dia após aumento de comissã

Para Alex Buzeli, dono do Sebonet, que tem 89 mil livros na Estante Virtual, os critérios para pagar a menor tarifa, de 8%, são muito rigorosos. “Além do volume das vendas, é preciso ter índices medidos pelo site difíceis de obter, como o máximo de 20% de cancelamento de pedidos e um tempo médio de postagem de 24 horas. Eu tive uma média de 22% de cancelamento no ano passado, pois muitos clientes não fazem o depósito“, diz.

Julio Borges, dono do sebo on-line JDB, com acervo de 5.000 livros, faz coro.

São critérios impossíveis. Parece que a Estante Virtual que tirar os pequenos livreiros do site, que não têm estrutura para cumprir essas metas.

André Garcia, diretor e criador da Estante Virtual, afirma que a revisão tarifária foi realizada com base em um estudo do perfil dos vendedores.

Segundo o portal, 68% dos livreiros vão bem nos “índices de excelência”: 37% alcançam todos, 15% atingem quatro e 16% conseguem três deles.

De acordo com o diretor, o aumento da tarifa foi uma forma de viabilizar as solicitações de melhorias dos próprios livreiros. “Em novembro do ano passado, visitei dez cidades brasileiras e conversei com diversos livreiros, que propuseram mudanças desde de ferramentas de cadastramento até investimentos em propaganda. A tarefa da Estante foi ver de que forma poderíamos viabilizar essas solicitações sem gerar um aumento de custo para os livreiros, mas concluímos que seria impossível colocar um novo patamar de serviço sem alterar os custos.

Garcia acredita que, com as melhorias do site, como o novo layout e as novas formas de pagamento, por exemplo, as vendas devem crescer 30%. “Nos dois primeiros meses de 2014 a empresa entregou 20% a mais de vendas do que nos dois primeiros meses de 2013“, diz.

Descontentes com o aumento da tarifa, 140 livreiros enviaram uma carta com reivindicações a Garcia. “Somos nós, livreiros, que alimentamos o portal, temos o trabalho, atendemos aos pedidos dos clientes e resolvemos a maioria absoluta dos problemas enfrentados nas transações. Decisões unilaterais são tomadas constantemente pelos administradores do portal sem qualquer tipo de consulta ou pesquisa de opinião com os livreiros“, diz um trecho da carta.

Além da revogação do aumento no valor das comissões por vendas realizadas no site, outras 16 alterações foram solicitadas pela classe. Entre elas, a liberdade de cada vendedor escolher a plataforma que deseja utilizar para pagamentos eletrônicos, uma maior participação dos sebos nas decisões do site e a revogação da tarifa mínima de R$ 1 por venda.

Vai ser inevitável aumentar os preços dos livros. Até porque a Estante exige agora um valor mínimo de R$ 2,50. Antes tínhamos livros de menos de R$ 1“, conta o livreiro Alex Buzeli.

Após o envio da carta, a Estante Virtual alterou as faixas intermediárias do volume de vendas. A tarifa de venda de 12%, por exemplo, será para os sebos que atingirem os níveis de excelência em comércio eletrônico e tiverem um faturamento de até R$ 1.999,99 e não mais para os que faturam até R$ 4.999,99.

É uma possibilidade de a partir de dois mil reais de venda mensal o livreiro começar a ter descontos progressivos na taxa de vendas. Isso atrelado a excelência de serviços, porque não adianta ele vender R$ 50 mil por mês e atender mal ao cliente“, explica Garcia.

Michelle Paschoalick, do sebo Abaporu, afirma que os livreiros estão dispostos a procurar outros sites do gênero, como o Livronauta e o Sebos Online, e a tomar outras providências. “Estamos programando reuniões nas capitais do país e pretendemos formar uma Associação Nacional de livreiros e um sindicato. Vamos programar mais uma retirada dos acervos do site, agora com mais adesões. Criamos um grupo no Facebook que já está com 700 participantes“, diz.

A Estante Virtual está caminhando para um novo patamar de serviço, com novos custos e é matematicamente inviável fazer melhorias sem elevar as taxas. Tentamos formular as coisas da forma como entendemos que é melhor para todos os vendedores, mas não há mais o que flexibilizar“, afirma Garcia.

POR MARIANA MARINHO | Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 12/06/2014, às 06h51

eBook na faixa


Ação da e-galáxia vai permitir download grauito de livros da série sobre a Copa do Mundo

Para celebrar a abertura da Copa do Mundo, a e-galáxia coloca no ar hoje [11] e amanhã [12] uma ação que vai permitir que leitores baixem gratuitamente o primeiro livro da coleção A grande história dos mundiais, de Max Gehringer sobre as Copas do Mundo. O volume contempla as Copas de 50, 54 e de 58. A ação acontece junto com o lançamento dos volumes 4 [referente aos anos 1930, 1934 e 1938] e 5 [1974, 1978 e 1982] que podem ser adquiridos pelo valor de R$ 5,90. A série é resultado de 20 anos de pesquisa e traz fatos interessantes e inusitados das copas, além de informações sobre a participação do Brasil no mundial.

PublishNews | 11/06/2014

Árvore de Livros


Biblioteca digital deve adquirir 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos brasileiros, numa iniciativa que promete revolucionar a leitura no Brasil. É a Árvore de Livros, uma biblioteca digital que estará a disposição de alunos das redes públicas e privadas do Brasil a partir de março

Encabeçado por Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional; João Braga e Roberto Leal, ambos da Florescer Distribuidora de Livros, o projeto vai cobrar uma assinatura anual de governos, prefeituras, escolas e empresas para que os usuários acessem a plataforma que estará disponível para computadores, smartphones e tablets.

Por ele, usuários vão emprestar e ler livros de forma ilimitada. A expectativa é adquirir acervo inicial de 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos do Ensino Fundamental 2 e Médio.

Revista Lusofonia | 06/2014

Editora investe pesado no livro digital


Editora investe no livro digital e só no mês de abril comercializou seis mil exemplares

A Elsevier começou a investir pesado em digital de um ano para cá e já comemora os resultados. Em abril, de acordo com a própria editora, foram comercializados mais de seis mil e-books, o que representa aumento de 736% no volume de vendas se comparado com o mesmo período de 2013. Esses números refletem o investimento que a Elsevier está fazendo no digital, nos últimos anos. Em 2012, a produção de e-books da representava 0,54% do faturamento da empresa e em 2014 esse número saltou para de 8,6%. O campeão de vendas da casa é Complacência, de Fabio Giambiagi e Alexandre Schwartsman.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/06/2014

Site “Estante Virtual” recebe boicote de livreiros


Durante um dia, cerca de 150 sebos e livrarias retiraram acervo do site de vendas como protesto

Referência para quem procura livros raros ou com baixo preço na internet, o Estante Virtual teve parte de seu acervo retirado do ar nesta segunda-feira. O site, que reúne sebos e livrarias de todo o país, viu cerca de 150 de seus 1,3 mil livreiros retirarem seus catálogos por um dia. O objetivo era manifestar a indignação dos profissionais com taxas e políticas de manutenção. Entre as principais queixas, estavam o aumento das tarifas de venda para 12% – aproximadamente o dobro do que os livreiros costumavam pagar – e a impossibilidade de exportar um documento com o acervo cadastrado diretamente no site, trabalho feito pelos próprios livreiros.

– Alguns anos atrás, temendo perder parte do mercado de livros usados pela internet, o Estante Virtual bloqueou a exportação de planilhas para que não pudessemos alimentar outros sites concorrentes – argumenta Alex Buzeli, do Sebonet Livraria Virtual, em São Paulo.

Em nota oficial, o Estante Virtual justificou o aumento da taxas:

– Durante muito tempo, mantivemos tarifas de venda bem abaixo da qualidade do serviço ao qual nos empenhávamos em oferecer a nossos parceiros. Entretanto, fomos percebendo que essa política nos obrigava a reduzir a capacidade de investimento e ampliação do site – explica o documento.

O portal acabou revendo o aumento, criando uma escala entre 8% e 12%, conforme o índice de vendas dos livreiros.

– Assim como sempre fizemos, estamos abertos aos comentários, críticas e sugestões. Prova disso é que já revimos os índices referentes à tarifa de venda – diz a nota oficial.

Mas a solução não agradou a todos, como afirma Jackson Goldbath, coordenador de vendas online do Sebo Líder II, de Curitiba:

– Queremos aumentar a mobilização e promover novas ações.

O grupo de livreiros não descarta uma migração em massa para outro serviço de vendas ou a retirada dos acervos por períodos mais longos.

Por Alexandre Lucchese | Zero Hora | 10/06/2014

Amazon vai acirrar concorrência com Apple


A Amazon pretende lançar um smartphone ainda neste mês, segundo uma fonte a par do assunto. A medida aprofundará a inserção da maior varejista on-line do mundo no competitivo mercado dos dispositivos móveis. A Amazon informou que realizará evento, no dia 18, presidido por seu principal executivo, Jeff Bezos, para um lançamento de produto [como pode ser visto clicando aqui]. Um smartphone da Amazon acirraria a concorrência com a Apple que estão envolvidas numa corrida cada vez mais apertada para comercializar aparelhos como tablets e serviços por internet como entretenimento on-line, num momento em que se esforçam para se constituir em canais digitais para os consumidores. Os dispositivos móveis são decisivos para esse esforço.

Por Adam Satariano | Bloomberg | Publicado em português po Valor Econômico | 06/06/2014

Samsung agora com a Barnes & Noble


As duas empresas vão oferecer um dispositivo co-branded. O Samsung Galaxy Tab 4 Nook chega às lojas americanas em agosto.

Primeiro, a Samsung aliou-se à Amazon e passou a oferecer um e-book gratuito por mês aos usuários dos seus smartphones e tablets. Agora, a marca coreana anunciou parceria com a Barnes & Noble para criar o Samsung Galaxy Tab 4 Nook. O dispositivo com as duas marcas vai combinar o hardware do Galaxy Tab 4, já oferecido pela Samsung, com o software customizado do Nook, produzido pela Barnes & Noble. A ideia é dar ao consumidor “um poderoso tablet desenhado para a leitura com fácil acesso ao catálogo da Barnes & Noble que conta com mais de três milhões de livros, além de revistas e jornais”, diz o comunicado enviado pelas duas companhias que pretendem colocar o novo dispositivo no mercado norte-americano em agosto. O dispositivo com tela de sete polegadas estará à venda nas 700 lojas da Barnes & Noble espalhadas pelos EUA e também pelo site www.bn.com.

Estamos muito animados e orgulhosos dessa parceria com a Samsung para criar dispositivos customizados com a nossa experiência de leitura e nosso catálogo digital”, disse Michael P. Huseby , CEO da Barnes & Noble. Huseby afirma que a Barnes & Noble continuará a venda do seu Nook e nada muda na relação com seus usuários, mantendo, inclusive, o suporte técnico a seus consumidores. Ele pontua ainda que a parceria é um marco importante para racionalizar o negócio do Nook. “Trabalhar com a Samsung permitirá à companhia reduzir custos substanciais e se concentrar em sua expertise comprovada que é adquirir e entregar a melhor experiência de leitura digital”, diz o comunicado.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 05/06/2014

Novo site une literatura e viagem 


Quando se fala em Fernando Pessoa, é difícil não pensar em Lisboa, Portugal. Ou ainda, ler os livros de Gabriel Garcia Márquez e não tomar a Colômbia como referência, ou a Dublin [Irlanda] de Joyce, a Praga [Rússia] de Kafka, entre outros. São esses lugares que o novo site Roteiros Literários busca lembrar, catalogar e colocar na rota de quem gosta de descobrir o que há por trás dos locais onde escritores e poetas viveram e encontraram inspiração para criar histórias e personagens. No site, internautas encontram dicas e informações de destinos turísticos para quem gosta de literatura, apontando para os viajantes lugares que nem sempre estão facilmente identificados nos city tours das cidades e que muitos leitores gostariam de visitar.

PublishNews | 04/06/2014

Mercado de eBooks deve bater £ 1 bi em 2018 no Reino Unido


O mercado consumidor de e-books deve triplicar nos próximos quatro anos no Reino Unido, superando o de livros físicos e se estabelecendo como a opção preferida para ler romances, de acordo com um relatório publicado pelo grupo PwC. O relatório prevê que as vendas de edições impressas cairão por mais de um terço em 2018, enquanto que as vendas de e-books vão crescer de £ 380 milhões em 2013 para £1 bi em 2018. As vendas de e-books vão ajudar no crescimento do mercado de livros como um todo, podendo a indústria do livro alcançar £ 1,9 bilhão em 2018.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 04/06/2014