Baja Libros Brasil


Diretor da mais importante varejista de e-books nos países latinos promete para o primeiro semestre a loja com domínio .br

A Amazon ainda não chegou à Argentina e, se um portenho quer comprar qualquer coisa na gigante, terá que pagar em dólares e uma taxa de importação de estratosféricos 35% sobre o valor do produto. Assim, empresas locais que comercializam e-books, por enquanto, nadam de braçadas no Rio da Plata. Uma delas merece destaque: a Baja Libros que vende em quase todos ao países da América Latina [em moedas locais]. “Obviamente, a chegada da Amazon na Argentina é iminente e nos preocupa”, comentou Ernesto Skidelsky, diretor da Baja Libros. Em uma conversa com o PublishNews, ele contou ainda que, ainda no primeiro semestre de 2014, a varejista deve chegar ao Brasil. “Claro que não queremos concorrer com Amazon ou Livraria Cultura. Mas detectamos que há um universo de três milhões de pessoas que vivem no Brasil que falam ou estudam o espanhol. Então, a nossa ideia é vender e-books em espanhol para brasileiros”, comentou o diretor.

A Baja Libros apresenta um crescimento exponencial mês a mês, de acordo com Skidelsky. “A presença do livro digital na Argentina ainda é muito pequena, mas tem crescido muito e muito rápido”, disse o diretor que estima que a fatia dos e-books não ultrapasse o 1% das vendas de livros no país. Skidelsky contou ainda que, além de chegar no Brasil, está nos planos da Baja Libros fortalecer a sua presença no Chile e no México.

A Baja Libros também entrou na onda das Bibliotecas Digitais e criou uma solução que já está em operação na Universidade Siglo 21, da Rede Ilumno, dona de duas instituições de ensino superior no Brasil: Centro Universitário Jorge Amado [BA] e Universidade Veiga de Almeida [RJ]. O modelo da biblioteca digital da Baja Libros é bem semelhante com alguns vistos no Brasil: a universidade paga um preço pela licença que tem vigência de um ano e cada e-book pode ser emprestado a um único usuário por vez. A remuneração a editores e autores é feita em cima do valor pago pela licença anual.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 24/04/2014

Vendas online de livro na China tiveram boom em 2013


As vendas varejistas de livros da China tiveram boom em 2013, com o valor das vendas online superando 16 bilhões de yuans [US$ 2,56 bilhões], uma alta anual de 30%, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira pelo Diário do Povo.

O relatório foi divulgado conjuntamente pela Televisão Central da China, Diário do Povo, sites de venda de livros, e pelo Horizon Research Consultancy Group.

De acordo com os dados fornecidos pela baidu.com, a maior companhia de pesquisa na internet da China, as pessoas aos 20 a 39 anos procuram livros no motor de busca mais do que outros grupos. Homens buscam geralmente livros sobre artes, compêndios, ciência e literatura, enquanto mulheres preferem livros de ciências sociais.

Nos últimos três anos, chineses vêm lendo mais livros em dispositivos móveis.

A varejista online jd.com informou que usuários de dispositivos móveis lêem em média livros eletrônicos por 30 minutos, cinco vezes por dia, geralmente em casa ou no metrô.

Embaixada da China | 24/04/14

eBooks conquistam mais espaço no mercado editorial brasileiro


Aos poucos os e-books estão conquistando cada vez mais adeptos no Brasil. O crescimento na venda dos livros digitais no mercado nacional supera outros países como os Estados Unidos, segundo projeções da empresa de consultoria alemã Rüdiger Wischenbart [RW].

Depois do primeiro ano com as principais empresas do segmento internacionais – Amazon, Apple, Google e Kobo – o faturamento total do segmento “trade” de e-books, isto é, livro não didático, religioso ou técnico, subiu de 1,17% para 2,5%. A confirmação desses números, no entanto, deve ser divulgada em agosto pela RW.

A estimativa é que a Amazon já ocupe 30% do mercado brasileiro, junto com a Apple, também com 30%. Google e a Saraiva dividem a segunda posição com 15%, em seguida vem a Kobo com 5% e outros menores também com 5%.

Os números não denotam que se lê mais no Brasil, no entanto. Uma explicação para este fenômeno é a alta nas vendas de tablets e smartphones no Brasil nos últimos meses. Em 2013, as vendas somaram 7,9 milhões de tablets e 35 milhões de smartphones, de acordo com a IDC.

Fatores como a entrada da Amazon no mercado de produtos físicos e a possível aprovação das modificações na Lei 10.753/2010, que inclui a proposta de isentar equipamentos cuja função primordial seja a leitura de textos em formato digital, devem favorecer o crescimento de e-books nos próximos anos.

Acieg | 24/04/14