Biblioteca comunitária digital é inaugurada em Ribeirão Preto


Dez mil exemplares digitais de mil títulos estarão à disposição dos usuários por seis meses

A Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira, localizada em Ribeirão Preto, inaugura nesta quarta-feira [23/04], a primeira biblioteca comunitária digital do país a fazer empréstimos de e-books. O projeto é uma iniciativa da Fundação Palavra Mágica e da Árvore de Livros, uma plataforma de bibliotecas digitais que inicia neste mês as suas operações no Brasil. O projeto-piloto terá seis meses de duração e contará com um acervo digital básico de 10 mil cópias digitais de mil títulos diferentes. A leitura dos livros digitais será feita em tablets a partir de uma conexão com a internet e pode ocorrer também em smartphones, notebooks, computadores e e-readers. Cada usuário terá login e senha para acessar a biblioteca digital de qualquer aparelho, inclusive de outros lugares. Ao carregar o e-book na tela, o usuário pode até desconectar a internet que mesmo assim terá acesso ao conteúdo offline.

PublishNews | 23/04/2014

Um em cada cinco crianças já leem em tablets 


A maioria das crianças no Reino Unido vivem em lares onde existe pelo menos um tablet e uma em cada cinco usam o dispositivo para ler, de acordo com o relatório da Childwise que examinou o consumo de mídia por crianças e adolescentes.  A pesquisa aponta ainda que o dispositivo está cada vez mais popular e o número de tablets quase dobrou pelo segundo ano consecutivo. Dois em cada cinco que participaram da pesquisa disseram que possuiu o seu próprio tablet. Simon Legget, diretor associado de pesquisa da Childwise, aponta que a popularidade do tablet se deve a duas razões: a portabilidade e o número de aplicativos disponíveis.

Por Charlotte Eyre | The Bookseller | 23/04/2014

Smartphones estimulam a leitura em países pobres, mostra UNESCO


Pesquisa da UNESCO indica que o “boom” de smartphones tem ajudado a promover a leitura em países pobres como Etiópia, Gana, Nigéria e até na Índia. Nestes locais, o aparelho atua como agente ativo para estancar a ausência de livros em papel.

A organização americana sem fins lucrativos Worldreader distribui livros digitais para smartphones de baixo custo e Kindles para classes escolares carentes. Com acervo de 6 mil títulos [a maioria gratuitos], o serviço já acumula cerca de 300 mil usuários mensais. Desde 2010, a Worldreader já ofereceu mais de 1,7 milhão de e-books para download.

“Estamos trabalhando em partes do mundo onde, historicamente, os livros não chegaram”, explica Susan Moody, diretora de comunicação da entidade, para quem a tecnologia permite mudar esta realidade. “Se levarmos livros para lá, as pessoas compreenderão mais e cultivarão a cultura da leitura”, completa.

De acordo com a pesquisa, 62% das pessoas entrevistadas preferem ler nos smartphones a pegar nos livros e 33% leem para seus filhos a partir dos dispositivos, ao passo que reclamam da falta de obras infantis.

Olhar Digital | 23/04/14

Plataformas ensinam a criar eBooks


No dia 23 de abril é celebrado o dia internacional do livro, data instituída pela Unesco em 1995. Aproveitando esse momento, que tal acompanhar a evolução dos suportes de leitura? Do papiro aos tablets, ao longo da história, os livros passaram a utilizar novos formatos para se adequar aos avanços tecnológicos. Atualmente, as novas tendências são os e-books. Além de serem interativos, eles também podem reduzir os custos de impressão e o gasto de papel. Mas, essas não são as únicas vantagens. Os livros eletrônicos podem ser uma ótima opção para professores e alunos desenvolverem seus próprios conteúdos.

Se antes era necessário recorrer às editoras para a publicação de um livro, hoje é possível criar um e-book e compartilhar o resultado final na internet. Com essa facilidade, podem surgir novas opções de materiais que proporcionam experiências de ensino personalizado. Para auxiliar educadores, alunos, ou até mesmo usuários que desejam se aventurar por esse universo, o Porvir separou uma lista de 5 sites gratuitos que permitem criar livros digitais.

Confira algumas opções:

1. Myebook

Com essa ferramenta o usuário pode criar e editar livros digitais de forma simples e personalizável. Ao iniciar um novo projeto, é possível escolher o número de páginas e optar por desenvolver a publicação a partir de um modelo pronto ou começar do zero. Para os que desejam adaptar um arquivo, também existe a opção de importar um documento em PDF.

Além de inserir textos, a plataforma permite a criação de recursos interativos com vídeos, áudios, documentos, imagens e arquivos em flash. Após a conclusão do projeto, o livro pode ser disponibilizado no site para consultas. A ferramenta está disponível apenas em inglês.

2. Livros digitais

Desenvolvida pelo Instituto Paramitas, a plataforma pode ser utilizada por alunos e professores para criação e publicação de livros eletrônicos. Com aplicações simples, uma das vantagens da ferramenta é estar disponível em português e ter fácil usabilidade.

No site, o usuário pode formatar o seu livro, escolher modelos de capas e adicionar páginas com quatro layouts pré-estabelecidos, permitindo inserir textos e imagens. Após a finalização do projeto, o livro pode ser convertido em PDF, no formato A4, ou também é possível compartilhar a obra nas redes sociais.

3. Papyrus

O Papyrus é um editor on-line que permite a criação de livros digitais para serem exportados no formato PDF, Epub ou Kindle. Para começar um projeto, é necessário escolher entre 25 modelos disponíveis. Com base nesses formatos, o usuário pode fazer adaptações, adicionar capítulos, inserir imagens e textos.

Embora seja possível seguir apenas modelos pré-formatados, a ferramenta possui alguns recursos de customização, incluindo o estilo de texto, alinhamento, formatação e inserção de links. Ela já está disponível em português.

4. Playfic

A plataforma não possui muitos atrativos visuais, mas possibilita a criação de livros digitais interativos. O usuário pode criar uma narrativa e colocar nas mãos de seu leitor escolhas que alteram o fim da história. A plataforma não usa gráficos e sons, mas o dinamismo é garantido pela possibilidade de avançar páginas ou parágrafos e de alterar o rumo da história.

O Playfic usa linguagem de programação simples, que permite a criação de verdadeiros jogos com a utilização de recursos textuais. A ferramenta pode ser interessante para estimular o desenvolvimento da capacidade de leitura e escrita.

5. ePub Bud

O ePub Bud foi desenvolvido para criar livros digitais infantis para iPad. A ferramenta permite subir arquivos ou criar publicações para serem acessadas pelo tablet. Com a ferramenta, os usuários podem disponibilizar as produções gratuitamente ou optar por vender sua criação.

Além de desenvolver as próprias histórias, a ferramenta permite navegar pelas criações de outros autores, podendo fazer o download desse conteúdo. A plataforma possui um acervo com diversos livros digitais gratuitos para crianças.

Porvir | 23/04/14

Primeira biblioteca comunitária digital do país é lançada em Ribeirão Preto


A Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira abriu na quarta-feira [23], Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, a primeira biblioteca comunitária digital do país a fazer empréstimos de eBooks.

A Biblioteca Digital do Educandário vai atender os jovens e adolescentes do Complexo do Aeroporto, que já são atendidos pela instituição. O projeto-piloto, que é pioneiro no País, terá seis meses de duração e contará com um acervo digital básico de 10 mil eBooks: serão 1.000 diferentes títulos de diversos gêneros da literatura, com destaque para as obras de literatura infantil e juvenil.

A leitura dos livros digitais será feita em tablets a partir de uma conexão com a internet e pode ocorrer também em smartphones, notebooks, computadores e eReaders [dispositivos de leitura digital]. Cada usuário terá login e senha para acessar a biblioteca digital de qualquer aparelho, inclusive de outros lugares.

A biblioteca funciona como uma espécie de “Netflix [a empresa que empresta filmes pela internet] dos livros”. Porém, com uma vantagem adicional: ao carregar o eBook na tela, o usuário pode até desconectar a internet que mesmo assim pode ler o conteúdo offline.

A Fundação Educandário disponibilizou, inicialmente, 13 tablets. Além do uso nos projetos que acontecem no local, também poderão ser emprestados dispositivos para leitura em casa. Os eBooks com até 42 páginas podem ser emprestados por uma semana [com possível prorrogação de mais uma] e os demais por 15 dias, com direito a uma prorrogação. Aqueles eBooks que têm acima de 200 páginas podem ter o empréstimo prorrogado mais de uma vez.

A era digital vai promover uma verdadeira revolução na leitura no Brasil, com impactos extraordinários na educação”, afirma o presidente da Árvore de Livros S.A., Galeno Amorim, que até o ano passado presidiu a Fundação Biblioteca Nacional e também foi secretário municipal de Cultura em Ribeirão. A Árvore desenvolveu um modelo de negócios pioneiro e vai atuar em todo território nacional junto a redes de ensino públicas e escolas privadas, bibliotecas e empresas.

Com esse projeto, vamos ampliar o acesso aos livros aos adolescentes que participam do nosso programa, com uma disponibilidade ampla de títulos”, diz o presidente da Fundação Educandário, Marcos Awad. “Seria muito mais difícil reunir tantos títulos de papel, enquanto os eBooks facilitam muito o acesso, agilizando o aprendizado”, completa Awad.

Ribeirão Preto Online | 23/04/14

Primeira biblioteca comunitária digital do país é lançada hoje em Ribeirão


A princípio, a biblioteca será direcionada aos 300 alunos do Educandário, mas futuramente poderá ser aberta à população

Para os novos leitores

O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil eBooks e 1.000 títulos | Foto: Divulgação

O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil eBooks e 1.000 títulos | Foto: Divulgação

Hoje é o Dia do Livro e a Fundação Educandário tem um bom motivo para comemorar. Às 14h será lançada a primeira biblioteca comunitária digital do País a fazer empréstimos de eBooks. A biblioteca faz parte do projeto Árvore de Livros S.A., presidida por Galeno Amorim, que já implantou espaços parecidos na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e no Parque da Juventude, em São Paulo. A princípio, a biblioteca será direcionada aos 300 alunos do Educandário, mas futuramente poderá ser aberta à população. O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil e-books e 1.000 títulos.

Jornal A Cidade | 23/04/2014, às 09:42