Deu tilt na tela do Kindle


Fabricante da tela do dispositivo da Amazon enfrente crise

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração

Um dos grandes diferenciais do Kindle sempre foi a sua tela. A tecnologia que permite baixo consumo de energia, a não emissão de luz e o consequente conforto na leitura é resultado de pesquisas feitas pela empresa E Ink, que fabrica a tela do dispositivo da Amazon. Mas as coisas não andam boas por lá. De acordo com o jornal Taipei News, a E Ink prevê perdas, reflexo da queda na demanda por devices de e-reader. As receitas deverão cair entre 5 e 10% em relação ao último trimestre. De acordo com o Chefe Financeiro da E Ink, Eddie Chen, há uma forte probabilidade de a empresa ir para o vermelho ainda no primeiro semestre de 2014. A culpa, segundo disse Chen, é a fraca demanda sazonal por e-readers. A verificação de Eddie Chen chega junto com o resultado da pesquisa feita pela Associantion of American Publishers [AAP] em parceria com o Book Industry Study Group [BISG] que apontou crescimento de apenas 3,81% mas vendas de e-books nos EUA . O índice de crescimento foi o menor desde 2012 e foi a primeira vez que ele ficou abaixo dos 10%. O futuro da E Ink, aponta Chen está na reestruturação societária e na ampliação do portfólio de produtos, inclusive fortalecendo a produção de telas para smartphones, um mercado muito mais robusto do que os e-readers. O e-Paper foi a maior fonte de renda da E Ink no ano passado, respondendo por mais de 80% da sua receita.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 07/04/2014

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