Amazon x MEC


Amazon-21A Amazon conquistou manchetes nos jornais do mundo todo no início do mês após o envio de um comunicado à imprensa em que anunciava que o MEC, por meio do FNDE, tem trabalhado com a Amazon para converter e distribuir mais de 200 livros didáticos para centenas de milhares de professores do Ensino Médio público. Vários veículos de notícias publicaram a história. Mas isso não foi apurado de forma precisa. Sim, o governo brasileiro decidiu utilizar a plataforma Kindle para distribuir os PDFs que haviam recebido das editoras selecionadas para a edição de 2012 do Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio [PNLEM], mas a percepção de que a Amazon vai assumir ou dominar a distribuição digital de livros para o setor educacional público brasileiro é incorreta. Ela chegou a esse ponto depois de participar de um processo de licitação pública. De acordo com o documento, “as plataformas devem ser fornecidas gratuitamente” e “as parcerias podem ser estabelecidas com diferentes empresas ou não”. Em termos práticos isso significa que não há exclusividade garantida e que o governo pode optar por nunca usar uma plataforma aprovada. Além disso, a Saraiva também teve a sua plataforma aprovado no mesmo processo de licitação. A Amazon marcou um gol, mas está longe de ganhar o jogo.

Por Carlo Carrenho | Publishing Perspectives | 31/03/2014

Versão digital de “A Revolução dos eBooks” já está disponível na Moby Dick eBooks


A versão digital no formato ePub de “A Revolução dos eBooks“, a nova obra Ednei Procópio, já está disponível na Moby Dick eBooks.

Segundo a BYTES E TYPES, com menos de um ano de mercado e cerca de 18 mil títulos digitais de dezenas de editoras em carteira, a Moby Dick eBooks quer que uma parcela expressiva do mercado editorial brasileiro passe por seus caixas virtuais.

A expectativa de Leandro Barros, diretor de Marketing e um dos criadores da eBookStore é ser responsável pela venda, já em 2014, de 15% dos ebooks comercializados no País.

Atualmente, de cada 100 livros digitais vendidos no Brasil, 5 já passam por nossas mãos”, garante o executivo. A Moby Dick eBooks, informa Leandro Barros, já conta com milhares de clientes de livros digitais.

Ainda segundo ele, enquanto o mercado livreiro em geral cresce 12% ao ano, o segmento de livros digitais – no qual a Moby Dick tem foco total – se expande a “taxas exponenciais”, de 400% ao ano, e deve continuar assim até pelo menos 2016, ano em que se prevê o que ele chama de “a grande virada do setor”: o momento em que as vendas de eBooks serão maiores que a de livros impressos, fenômeno que já acontece em outros países.

Segundo Barros, a startup vem se preparando para assumir um papel relevante no varejo virtual de eBooks, principalmente por ter saído antes da própria existência de um mercado consolidado. “A diferença”, diz ele, “é que hoje detemos conhecimento técnico nos três pontos de apoio do segmento de livros digitais – ou seja, uma acentuada especialização em Tecnologia da Informação e a expertise em Marketing de e-commerce e em Conteúdo Editorial, através de curadoria especializada”.

A curva de aprendizado da empresa, neste novo segmento é fundamental, explica o executivo. “Estamos acompanhando o leitor brasileiro desde seu nascimento para as obras digitais. Hoje em dia 90% dos usuários compram através de computadores desktop e apenas 10% deles partem de dispositivos móveis. Isso significa que ainda há um longo caminho à frente, cheio de possibilidades, que estamos trilhando junto ao consumidor.

Moby Dick eBooks é uma das primeira eBookStores do país a disponibilizar a versão digital de “A Revolução dos eBooks”. O livro trata dos dois eixos centrais que Ednei considera importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

SERVIÇO

"A Revolução dos eBooks", por Ednei Procópio

“A Revolução dos eBooks”, de Ednei Procópio

Título: A Revolução dos eBooks
AutorEdnei Procópio
Número de páginas: 268
ISBN: 9788565418966
Editora: SENAI-SP
Assunto: Mercado editorial
Número da edição: 1º edição
Idioma: Português
Formato: ePub
Preço: R$ 25,20
Ano: 2014

O preço da Amazon


A negociação das grandes editoras brasileiras com a Amazon para a venda de livros físicos foi mais tranquila que a empreendida quando a empresa ingressou no mercado de e-books do país. A Amazon começou a vender livros digitais no Brasil em dezembro de 2012, após uma longa discussão que, por fim, limitou a forte política de desconto da varejista. Já nas conversas sobre livros físicos, área na qual têm maior domínio, as editoras não tiveram dificuldade em fechar um acordo similar ao já praticado por aqui.

Na média, a Amazon, que passa a atuar no setor até maio, pagará o mesmo ou um pouco mais que as grandes livrarias, como Cultura e Saraiva, ao comprar livros das editoras. O meio editorial avalia que a carga tributária, os problemas logísticos e a baixa tiragem dos livros no Brasil deverão dificultar, pelo menos no início, que a empresa adote preços abaixo do mercado. Procurada, a Amazon afirmou que não comenta rumores.

POR MARCO RODRIGO ALMEIDA | PAINEL DAS LETRAS | Folha de S. Paulo | 31/03/2014

Observatório da Língua Portuguesa lança biblioteca digital para a cidadania


O OLP – Observatório da Língua Portuguesa, em parceria com a AVL – Associação para o Voluntariado de Leitura está a criar uma Biblioteca de Livros Digitais [BLD] com obras dirigidas a crianças e jovens, centradas em temas de cidadania. O projeto integra-se no programa “Cidadania Activa”, cujo “objectivo primordial é o fortalecimento da sociedade civil portuguesa e o progresso da justiça social, da defesa dos valores democráticos e do desenvolvimento sustentável”, informou o OLP em comunicado.

A Biblioteca de Livros Digitais para a Cidadania e Interculturalidade [BLD], que será colocada numa plataforma do sítio de internet da OLP, potenciará também a projecção da Língua Portuguesa como veículo de ensino e aprendizagem, transmissora de valores humanísticos, ampliará mais facilmente a rede nacional de voluntariado para a promoção da leitura e facilitará e estimulará o trabalho dos voluntários de leitura, indica o OLP.

Na fase de arranque, a biblioteca será constituída por 15 volumes, destinados aos estudantes do ensino básico e secundário e potenciará a inclusão de crianças em risco. “Os livros digitais a produzir abordarão o valor da democracia e da participação cívica, a defesa dos direitos das minorias e da igualdade de género, o combate contra discriminações e desigualdades sociais, o racismo, a xenofobia, a linguagem de ódio, induzindo a compreensão intercultural, a interiorização de valores de tolerância e o respeito mútuo, a partir do conhecimento e reflexão sobre diversas realidades culturais“, explica o comunicado.

Complementarmente, serão elaborados vídeos com sugestões de abordagem pedagógica e de atividades relacionadas com os livros publicados, de forma a dinamizar a sua utilização pelos docentes, voluntários de leitura e pelas famílias.

Este projecto é financiado pela Noruega, Lichenstein e Islândia, no âmbito dos fundos do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, destinados às Organizações Não-Governamentais [ONG], sendo a Fundação Calouste Gulbenkian a entidade gestora que lançou o concurso para o programa dirigido às ONG.

O OLP- Observatório da Língua Portuguesa, como promotor e a AVL – Associação para o Voluntariado da Leitura, como parceiro, consideraram que o Programa abria novas perspetivas nas atividades das duas organizações e decidiram concorrer com a apresentação do projeto “Biblioteca de Livros Digitais para a Cidadania e Interculturalidade”.

O processo de candidatura decorreu em duas fases de selecção, tendo a decisão final determinado a sua aprovação e financiamento para uma execução ao longo de 2014 e 2015. A responsabilidade dessa execução cabe ao OLP, presidido por Eugénio Anacoreta Correia, e à AVL, presidida por Isabel Alçada, sendo coordenadora do projecto Maria Eduarda Boal, também membro do OLP.

Portugal Digital | 29/03/14

eBook x livro de papel: qual é o melhor?


Por Marina Pastore, jornalista | Publicado originalmente em Blog do Galeno | 28 de março de 2014

Comecei a trabalhar com e-books quando mal se ouvia falar deles no Brasil. Lá na pré-história dos livros digitais [ok, nem tanto: em 2011], Amazon, Kobo, Apple e Google ainda nem sonhavam em vendê-los por aqui; Cultura, Saraiva, Gato Sabido e meia dúzia de editoras se esforçavam para superar os preconceitos: de um lado, vendo o crescimento vertiginoso dos livros digitais nos Estados Unidos, alguns anunciavam a morte do impresso; de outro, havia quem dissesse que essa moda do e-book podia até vender umas dúzias de best-sellers, mas livro é livro, e quem gosta de livro não vai trocar uma boa capa dura por um amontoado de pixels.

Admito que eu pendia para o segundo grupo: quando eu nasci não tinha nem computador em casa, e minha experiência de aprender a ler é inseparável dos objetos de papel que fui aprendendo a amar – um sentimento que se manteve mesmo depois que eu cresci e virei uma nerd que mora na internet. A visão do e-book como um subproduto do impresso, que só tinha alguma vantagem no fato de ser mais barato, era muito presente nesse primeiro momento. O que mudou tudo para mim foi um e-mail que recebi de uma leitora: ela escreveu para a editora perguntando se haveria versão digital de determinado livro, porque ela era professora e gostava de ter as duas edições: a impressa, para deixar na biblioteca e consultar quando precisasse; a digital, para levar toda uma bibliografia para a aula sem precisar carregar 50kg na bolsa.

Foi aí que eu percebi: oras, por que é que temos que falar sempre de “e-book x impresso”? Não podemos trocar esse “x” por um sinal de mais? Por que não valorizamos cada formato pelo que ele tem de melhor e passamos a vê-los não como concorrentes, mas como complementares?

Se continuarmos olhando para os EUA, o mercado mais maduro neste segmento, veremos que por lá os e-books hoje representam cerca de 30% das vendas de livros adultos de interesse geral [quer dizer, excluindo os didáticos e técnicos]. O mercado ainda cresce, mas em ritmo muito menor do que o de antes, e o papel continua bem, obrigada. [Só para comparar, no Brasil estima-se que os e-books hoje representem pouco menos de 3% do mercado, o que era mais ou menos a situação dos EUA em 2009.] Este cenário aponta para uma convivência entre os formatos – e tem até gente pensando em maneiras de aproveitar melhor essa relação, por exemplo, fazendo edições diferentes do mesmo título que aproveitem bem as características de cada meio [estou olhando pra você, Visual Editions], ou oferecendo um bom desconto para quem comprar os dois formatos juntos.

E por que eu compraria o mesmo livro em dois formatos? Porque cada um tem suas vantagens, dependendo do contexto. Fora a diferença mais óbvia, que é o preço [embora muitos leitores achem que os e-books tenham condições de ser ainda mais baratos – o que nem sempre é o caso, mas isso daria assunto para um post inteiro], os livros digitais têm a vantagem de poderem ser comprados imediatamente. Ou seja, se eu tiver acabado de ler um volume de uma série e precisar desesperadamente do próximo, posso comprá-lo e começar a lê-lo imediatamente, mesmo se forem 3 da manhã e eu estiver de pijama embaixo do edredom. Por outro lado, se, terminada a leitura, eu quiser emprestar, dar ou revender o e-book para alguém, nem sempre poderei fazê-lo: o uso que se faz do arquivo depende do que o sistema utilizado permite. Hoje, algumas livrarias permitem que se empreste e-books, com algumas regras; outras, nem isso. Com o livro impresso a situação é muito mais simples: a partir do momento em que o comprei, ele é meu e posso fazer o que eu quiser com ele.

Esse “o que eu quiser” inclui anotar, marcar e rabiscar o livro inteiro – o que também é possível na maioria dos aparelhos e aplicativos de leitura, inclusive com algumas outras funcionalidades [compartilhar trechos, ver o que outras pessoas marcaram e comentaram]; mas qualquer pessoa que já tenha tentado selecionar uma frase numa tela de e-ink vai concordar comigo que o lápis continua sendo a opção mais prática neste quesito. Inclui também a possibilidade de exibir seu precioso livro na estante, o que, pensando bem, é uma faca de dois gumes: muita gente argumenta que certos tipos de livro vendem tanto em formato digital porque algumas pessoas teriam vergonha de exibir seu exemplar de, digamos, 50 tons de cinza no metrô. Num Kindle, ninguém nunca vai saber se você está lendo Tolstói ou Paulo Coelho. Aliás, você pode alternar entre Tolstói e Paulo Coelho à vontade, porque, afinal, uma biblioteca inteira cabe na sua bolsa – o que faz dos e-books companheiros perfeitos de viagem. [Menos, é claro, quando a bateria acaba.] Se prestamos atenção no que lemos digitalmente tanto quanto no papel é outra [controversa] história: uma pesquisa recente indica que usuários de e-readers tendem a ler mais; por outro lado, um outro estudo sugere que a compreensão do que lemos é maior na boa e velha página impressa.

Por último, queria falar sobre uma diferença fundamental dos e-books em relação aos impressos: como eles exigem um investimento inicial menor [já que não é preciso ter uma grande tiragem para que o livro “se pague”], é possível arriscar mais, até com tipos de conteúdo que não costumam vender muito em papel – contos, por exemplo. Isso significa mais diversidade no que é publicado [ainda mais se considerarmos todos os autores que veem neste formato um caminho para publicar seus livros de maneira independente]; dificilmente há um nicho de mercado não atendido hoje. Desafio qualquer um a achar um livro erótico sobre pterodáctilos numa livraria física, mas, bem, na Amazon tem [sim, eu procurei]. Por outro lado, se você não souber exatamente o que está buscando, a quantidade de opções é avassaladora – e, vendo a questão sob o ponto de vista da editora ou autor, é um desafio enorme fazer com que seu livro fique conhecido no meio de um mar de outros livros, sem poder contar com uma capa chamativa em destaque numa mesa de livraria.

Eu disse tudo isso para chegar a uma conclusão bem pouco emocionante: cada formato tem suas vantagens e desvantagens, situações em que é mais ou menos cômodo, tipos de livro para os quais é mais ou menos adequado. Não dá para dizer que um é melhor do que o outro sem levar em conta a parte mais interessada: o leitor. Quanto mais livros estiverem disponíveis em formato impresso e digital, mais o leitor tem o poder de escolher o que prefere, seja levar mil livros no bolso ou continuar sentindo o cheirinho do papel. Se existe uma vantagem unânime nessa história toda, é essa.

Editora atinge quase 5 milhões de downloads no Portal SciELO


Dados são do Portal SciELO Livros desde março de 2012

Editora UnespLivros da Editora Unesp atingiram, entre março de 2012 e fevereiro de 2014, 4,9 milhões de downloads no Portal SciELO Livros, iniciativa vinculada a SciELO [Scientific Electronic Library Online], modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na Internet. O Portal conta em seu acervo com aproximadamente 94 títulos da Editora Unesp.

PublishNews | 27/03/2014

Quanto vale o livro por assinatura — para editoras, autores e leitores


Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 27/03/2014

“Leva esse Felinni também. Ó, os quatro por dez reais”. Eu já tinha um Almodóvar e dois John Hughes na mão. Com o Felinni, cada DVD sairia por meros R$ 2,50. Mas, pensando bem… para quê? Era o último dia da locadora do bairro. E era a última locadora no bairro. Estava vendendo tudo, o acervo, os móveis, as prateleiras. O dono explicava a mais um cliente desconsolado. “É. Não dá mais. As pessoas não alugam mais. Agora elas ligam a tevê e botam o que querem ver. Now. Netflix. Vai ser assim agora”. O cliente comentou que, com a internet, nem comprava mais CDs. Aproveitei: “E livro hein? Será que vai ser assim também?” O dono deu de ombros. “É, daqui a pouco vai ser assim também com os livros”. Outra cliente concordou com um muxoxo. “É, até com os livros”.

O que pressentem os clientes na locadora é o que se sabe no Vale do Silício. Os livros, ou melhor, a literatura digital, caminham para um sistema de assinaturas. Os e-books tentaram se comportar como os livros tal qual conhecemos: mercadorias. Porém o lado “e” foi mais forte que o lado “book”, e ele acabou por seguir sua natureza, a internet, repudiando restrições de quantidade, acesso e [quase] de custo. O digital já permitiu que a música e o audiovisual passassem da fase sólida para a gasosa, isto é, os bens culturais deixaram de ser mercadorias que o cliente busca e leva para casa, e tornaram-se um serviço em permanente disposição, onde e quando e o quê o cliente desejar. No audio temos o Spotify. No visual temos a Netflix.

Nos últimos meses, pipocaram os candidatos a “Netflix” dos livros, lá fora e no Brasil. Uma boa arrancada, mas sem direção clara. O que representa o sistema de assinatura de livros — onde o cliente lê o quê e o quanto quiser por uma tarifa mensal — para leitores, editores e autores? Como isso “funciona” financeiramente — se é que funciona?

Os modelos de negócio ainda estão calcados nos livros-mercadoria e equiparam a web às livrarias e bibliotecas físicas. As “distribuidoras” dizem a editores que cada “leitura” equivalerá à receita da venda de um ebook. Alguns editores exigem que, enquanto um livro estiver “emprestado” a um assinante, não poderá ser lido por mais ninguém. Escritores querem seus “direitos autorais” contabilizados como um percentual de cada livro “emprestado”. Todos preferem ignorar que um texto digital não é um objeto estocável, e sim um arranjo eletrônico provisório infinitamente replicável. Dão respostas de ontem para perguntas de amanhã.

A pioneira Kindle Owners Lending Library [KOLL], da Amazon, segue a metáfora da biblioteca. O assinante só pode pegar um livro por vez. Quer ler outro? Devolva o primeiro. Por U$ 72 anuais, é como se o leitor comprasse 12 ebooks por U$ 6 cada [um desconto de 40% sobre o preço médio]. Cada livro “emprestado” rende ao editor como se ele tivesse sido vendido, mas somente aqueles que concordam com a exclusividade conseguem boas margens na Amazon. O autor, é de se supor, recebe seus royalties integrais a cada livro baixado.

Já com a Oyster — a mais parruda das candidatas a “Netflix dos Livros” — é para valer. Leia quantos livros você quiser ou conseguir, pagando uns U$ 10 por mês. Do lado das editoras, a Oyster promete pagar integralmente por aqueles títulos efetivamente lidos [mas não os folheados], como se tivessem sido vendidos. Em termos de plano de negócio, o modelo é o da churrascaria rodízio. Alguns clientes vão comer, literalmente, todo o lucro do processo, mas a média [dentro de uma grande amostragem] vai consumir menos do que custou a comida, gerando lucro. E, se o cardápio não varia, os custos são constantes e menores, por economia de escala. É só uma questão de manter as mesas cheias. O negócio atingirá o nirvana econômico quando contar com uma base extensa de assinantes gerando um fluxo constante de receita superior aos repasses às editoras: uma mais valia sobre o leitor pouco frequente no meio do big data. Em outras palavras: o restaurante cheio de gente que se entope com farofa antes de chegar a carne.

Voltando à Amazon e sua KOLL, há uma outra receita para editores, que dificilmente pode ser convertida em royalties para os autores — simplesmente porque é impossível atribuir a um título. As editoras que toparem exclusividade com o Kindle dividem um “Fundo Global”. Para calcular sua fatia nesse bolo — que para Março de 2014 é de R$ 2,8 milhões — divide-se a quantidade de empréstimos do catálogo da editora pelo total de empréstimos geral. Essa receita não se confunde com a receita pelo empréstimos de ebooks, que também é paga, e serve de base para o cálculo dos royalties de autores. No Brasil, a pioneira Nuvem de Livros opera de forma semelhante: as editoras recebem diretamente por cada livro “lido”, e também indiretamente, com uma participação da receita geral, calculada pela quantidade de livros em relação ao catálogo total. Nos dois casos, o recurso do bônus é uma forma de estimular editoras a embarcarem em uma modalidade radicalmente nova de comercialização. Dá para imaginar que, com o amadurecimento do mercado, esse chamariz perca atratividade.

Ainda assim, os editores estão hesitantes em entrar no Oyster, e elegeram para bois-de-piranha seus backlists, os títulos mais antigos que já não rendem muito. Algo parecido ocorre com a Netflix, com o catálogo baseado em filmes que já esgotaram a carreira no cinema e tevê. Mas a Netflix deu tão certo que já está produzindo seu conteúdo, e com sucesso. Quem sabe a Oyster, quando tiver uma base de milhões de assinantes, não terá porte para bancar livros “exclusivos” de grande apelo?

E se o sistema efetivamente vingar, o que isso representará para a indústria do livro?

No cenário do círculo vicioso, os livros serão banalizados. Aquela edição comentada traduzida do russo em quatro volumes “custa” [e “vale”] tanto quanto os sonetos do meu tio poetastro. Sem a percepção de valor inerente aos livros impressos, a literatura digital perde de vez a disputa com outras formas de entretenimento digital. Os editores venderão o estoque, a “3 por 10 real”.

Na melhor das hipóteses, temos o círculo virtuoso. O acesso instantâneo e fácil, livre das restrições de custo, vai estimular a descoberta e a formação de público leitor. Uma base maior de assinantes vai gerar um fluxo constante para editoras que, com a receita básica garantida e a extinção dos custos de impressão e frete, vão poder remunerar melhor os autores. Em pé de igualdade com outros bens de consumo digitais, música e audiovisual, os livros ganham novos públicos.

O argumento para esse cenário mais promissor é que a maior parte das vendas de livros trade, como os romances, se dá por impulso. O sujeito zanza pela loja e vai com a cara do livro no balcão. O que vai determinar a venda, na livraria, é o número que aparece ao escanear o código de barras. É o preço que define se ele levará o livro ou não, o exemplo clássico de demanda elástica. Pois imagine que não há mais essa barreira. No sistema de assinatura de livros, não custa nada folhear um livro, ele parece sair “de graça”. Rompe-se o elástico. O bovarismo é regra. Se tudo der certo, teremos mais gente descobrindo livros, maior público leitor, maior receita.

Seja qual for o futuro do livro e de seu indústria, assistir de camarote às destruições criativas que levam o mercado adiante não é uma opção. É a energia, cupidez e insensatez das startups tecnológicas que abrem novos caminhos, justamente porque são eles que não sabem o que é impossível. Infelizmente, os desafios comerciais são por vezes maiores que os desafios tecnológicos, posto que os mercados têm códigos mais complexos, como a cultura e o hábito. Eis o dilema do inovador: ser o melhor a atender ao mercado em suas demandas atuais, ou ser o primeiro a atender suas demandas futuras.

Ou continuar a ser a melhor locadora do bairro.

Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 27/03/2014

Julio Silveira é editor, formado em Administração, com extensão em Economia da Cultura. Foi cofundador da Casa da Palavra em 1996, gerente editorial da Agir/Nova Fronteira e publisher da Thomas Nelson. Desde julho de 2011, vem se dedicando à Ímã Editorial, explorando novos modelos de publicação propiciados pelo digital. Tem textos publicados em, entre outros, 10 livros que abalaram meu mundo e Paixão pelos livros[Casa da Palavra], O futuro do livro [Olhares, 2007] e LivroLivre [Ímã]. Coordena o fórum Autor 2.0, onde escritores e editores investigam as oportunidades e os riscos da publicação pós-digital.

A coluna LivroLivre aborda o impacto das novas tecnologias na indústria editorial e as novas formas de relacionamento entre seus componentes — autores, agentes, editores, livrarias e leitores. Ela é publicada quinzenalmente às quintas-feiras.

Editora lança dois novos selos


Formas Breves e Geleia Real são as novas apostas

A e-galáxia acaba de lançar dois selos. O primeiro deles, Formas Breves, é dedicado à publicação de contos e coordenado pelo crítico literário e escritor Carlos Henrique Schroeder. O selo lançará, semanalmente, contos com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos da literatura universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa. Já Geleia Real, sob a coordenação do poeta e tradutor Ronald Polito, pretende reunir em e-books, autores inquietos e polêmicos na criação literária e artística brasileira. A ideia é atingir diversos horizontes, como romance, teatro, conto, poesia, crônica, crítica, artes plásticas, resenha e ensaio.

PublishNews | 26/03/2014

Digital Pages passa a comandar a i-Supply


Desafio da união é reduzir as perdas das editoras

A distribuidora de livros i-Supply agora é comandada pela Digital Pages, especializada em viabilizar publicações digitais em múltiplos dispositivos. O desafio da união é reduzir as perdas das editoras, com soluções além da impressão do livro em offset. A empresa, que nasceu com a proposta de ser uma alternativa tecnológica para prover mais eficiência à cadeia de distribuição e logística do mercado editor e livreiro, quer gerar maior competitividade ao oferecer agilidade, cobertura de catálogo e preços competitivos.

PublishNews | 26/03/2014

Aplicativos de leitura dinâmica chegam a dispositivos


A leitura dinâmica é uma prática antiga, mas, com o avanço da tecnologia, promete se tornar muito mais popular nos próximos anos. A técnica, aliada a novos aplicativos, promete a leitura de textos de maneira muito mais rápida, sem prejuízo da compreensão. Em média, os desenvolvedores defendem que, com estes sistemas, é possível ler textos com uma velocidade até quatro vezes maior.

Novidades

No último mês, a empresa norte-americana Spritz se tornou destaque na imprensa internacional após apresentar um software que promete a leitura de livros em alguns minutos. A técnica apresentada consiste em mostrar as palavras em uma sequência muito rápida, mas na mesma posição. Com isso, dizem os desenvolvedores, é possível evitar a movimentação dos olhos, além da “vocalização mental” [quando “falamos” os textos para nós mesmos, mentalmente], o que tornaria a leitura muito mais rápida.

Esta técnica é conhecida como RSVP, sigla em inglês para “apresentação visual rápida e em série”. Embora não seja uma novidade, a Spritz fez adaptações que permitem que a RSVP possa ser utilizada em dispositivos que têm telas pequenas, algo até então impraticável.

Proposta

Segundo Frank Waldman, fundador da Spritz, a utilização da RSVP em pequenos dispositivos também facilita a vida na hora do manuseio. De acordo com o executivo será possível, por exemplo, ler e-mails através de relógios inteligentes, enquanto nos deslocamos entre um lugar e outro.

A proposta de leitura dinâmica de longos textos tem causado também alguma polêmica. Isso porque, no caso específico dos livros [especialmente aqueles que lemos por hobby, não por obrigação], a leitura é considerada uma experiência sensorial, não apenas uma maneira de assimilar informação. Por isso, o próprio Waldman defende que os novos aplicativos de leitura dinâmica devem ser utilizados para acelerar tarefas rotineiras, como a leitura de e-mails de trabalho. Assim, teríamos mais tempo para outras atividades, incluindo a leitura calma de um livro.

Dispositivos

A Samsung já anunciou que utilizará a tecnologia da Spritz em dois de seus dispositivos: o relógio inteligente Gear 2 e o smartphone Galaxy S5. Os usuários de dispositivos da Apple já podem utilizar o Velocity, para iPhone, que também utiliza a técnica RSVP.

Funcionamento da técnica

Segundo Juarez Angelo Lopes, professor de leitura dinâmica, os softwares se utilizam de uma técnica muito similar àquela que ele ensina para seus alunos. Contudo, no caso da leitura dinâmica “analógica”, é necessário algum guia físico, como um lápis ou a própria mão.

O escriturário de cartório Pedro Sant’Anna, que alega ler mil palavras por minuto [valor considerado uma espécie de limite físico], testou os aplicativos e confirmou a eficiência da técnica. Para ele, além da absorção de informação ser parecida, há um conforto maior ao se ler desta maneira em dispositivos eletrônicos.

Keith Rayner, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, também defende a utilização destes aplicativos. Contudo, ele defende que os livros continuem a ser lidos da maneira tradicional, pois esta técnica de leitura dinâmica é limitada quando tratamos de textos mais longos.

Notícias BR | 26/03/14

Conheça a história de Jane Austen e baixe seus livros gratuitamente


A escritora inglesa Jane Austen escreveu romances que se tornaram famosos até os dias atuais. Conheça a sua trajetória e faça download gratuito de 8 livros seus

Você conhece Jane Austen? Ela é considerada por muitos como uma das maiores personalidades femininas na história da literatura. Nascida no interior da Inglaterra em uma cidade chamada Steventon, em 1775, Jane foi uma das primeiras escritoras a ser amplamente reconhecida ainda em vida.

Sua família pertencia à burguesia agrária da época, e seu pai era o reverendo George Austen que, além de atuar na agricultura, também era uma espécie de professor particular para várias crianças da cidade onde moravam. Por isso, Jane Austen obteve pouca instrução fora do âmbito familiar.

Jane possuía sete irmãos e entre eles somente uma mulher, Cassandra Austen. As duas eram muito amigas e muito do que se sabe sobre a vida da escritora foi descoberto em cartas que elas trocaram quando se tornaram adultas.

O contato com a literatura aconteceu ainda muito cedo. O pai de Jane era um ávido leitor de romances e, por isso, possuía muitas obras dentro de casa. O reverendo sempre instigou a leitura e a escrita em todos os seus filhos, mas ele percebeu desde cedo que uma de suas filhas tinha um grande dom.

Durante a adolescência, a jovem escreveu algumas obras para divertimento da família e sem grandes pretensões, como Love and Freinship [sic], de 1790. Em 1803, Jane conseguiu vender o seu primeiro romance pelo valor de 10 libras esterlinas, o Northanger Abbey. Porém, ele só foi publicado 14 anos depois.

Depois da morte do seu pai em 1805, a família Austen se deparou com problemas financeiros. Jane investiu na sua habilidade como escritora, desenvolveu romances como Sense and Sensibility e, em 1810, a obra foi aceita por um editor e publicada.

Sua primeira publicação foi anônima, somente com a assinatura “By a Lady”. O livro foi um sucesso, e isso a animou para tentar publicar outra obra. Em janeiro de 1813, Pride and Prejudice foi lançado e rapidamente foi aceito por toda a sociedade. Pouco tempo depois, sua identidade tornou-se conhecida por todos e ela passou a receber os créditos por seus livros.

Enquanto viva, ela também lançou Mansfield Park [1814], livro o qual todas as edições foram vendidas em menos de 6 meses, e Emma [1815], obra que Jane dedicou ao príncipe regente.

Em julho de 1817, Jane Austen faleceu devido a complicações na saúde, provavelmente Doença de Addison. Após a sua morte, foram publicadosPersuasion, obra completa, e Sandition, que estava incompleto.

Existem poucos retratos de Jane Austen. O único considerado autêntico é o que está presente em Memórias, de Austen-Leigh, feito por Cassandra. Além disso, existem dois museus em homenagem à autora: um localizado em Bath, cidade onde ela viveu boa parte da vida adulta, e outro em Chawton, lugar em que morreu.

Os livros de Jane Austen retratavam o cotidiano e os principais temas abordados eram o amor, o entretenimento e as dificuldades da vida. Além disso, a autora dava ênfase às descrições de seus personagens e dos lugares que eles frequentavam. A religião é algo presente em suas obras também, provavelmente por ser filha de um reverendo anglicano.

Jane Austen, mesmo se tornando famosa pelo seu trabalho, também enfrentou críticas de grandes escritores. Mark Twain, por exemplo, dizia que uma boa biblioteca é aquela que não possui nenhum exemplar da obra de Austen, mesmo que não exista nenhum outro livro. Charlotte Brontë também declarou abertamente que desprezava o trabalho de Jane.

Que tal tirar a sua própria conclusão? A seguir, baixe gratuitamente 8 obras de Jane Austen:

1.» Sense and Sensibility, de Jane Austen

2.» Pride and Prejudice, de Jane Austen

3.» Persuasion, de Jane Austen

4.» Northanger Abbey, de Jane Austen

5.» Emma, de Jane Austen

6.» Lady Susan, de Jane Austen

7.» Love and Freindship [sic], de Jane Austen

8.» Mansfield Park, de Jane Austen

Universia | 25/03/2014

Kobo Aura e Kobo Arc 7HD nomeados para o Red Dot: vencedores do Product Design Award 2014


Um painel de 40 especialistas em design selecionou o Kobo Aura e o Kobo Arc 7HD como Red Dot: Premiados no Product Design 2014, em um grupo com cerca de 5.000 inscrições de 53 países. Esta vitória aumenta a lista crescente de realizações de design da Kobo, que incluem o Red Dot: Product Design Award 2013 para o Kobo Arc, Design Award alemão para o Kobo Aura HD e Good Design Award para o Kobo Glo.

Kobo Publishers’ Digest

Amazon oferece créditos a seus consumidores para compensar cartel de eBooks


Por uma decisão da justiça dos Estados Unidos, a empresa terá de reembolsar os clientes por cada e-book que tenham comprado com preço fixado

Alguns consumidores de e-books da Amazon amanheceram nesta terça-feira, 25 de março, com uma excelente notícia na caixa de entrada: uma compensação financeira por cada e-book comprado durante anos em que a Amazon fixou os preços dos livros digitais.

Calma, a Amazon não é boazinha e se arrependeu de ter fixado para cima preços de e-books entre abril de 2010 e maio de 2012: ela foi considerada culpada pela justiça dos EUA e, por isso, foi obrigada a reembolsar seus consumidores para cada e-book comprado com o preço fixado.

Os valores variam dependendo do local e do tipo de publicação: bestsellers do New York Times rendem US$ 3,17, enquanto outro livros valem US$ 0,73 em créditos. Isso para quem não estiver no estado de Minnesota, nos EUA: lá, os bestsellers valem US$ 3,93 e os outros livros US$ 0,94. Os valores foram adicionados à conta da Amazon e serão usados na próxima compra de e-book ou livro impresso. Ao todo, a Amazon distribuirá US$ 166 milhões entre seus consumidores. E ela não será a única – Barnes and Noble, Kobo, Apple e Sony também precisam devolver uma pequena quantia a seus clientes.

Caso você tenha sido um dos que receberam um pequeno [ou talvez nem tão pequeno] crédito da Amazon, você terá um ano para decidir em qual livro vai gastá-lo – eles expiram no dia 31 de março de 2015, e, 90 dias antes, a Amazon o lembrará do valor que ainda não foi gasto.

Por Daniel Junqueira | Publicado originalmente em Gizmodo | 25/03/2014

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

Iba dá acesso ilimitado às revistas digitais


O serviço conta com títulos da Abril e de outras editoras

Como o PublishNews adiantou em fevereiro, o iba, plataforma de venda, distribuição e consumo de conteúdo digital, colocou no ar o seu ‘Netflix’ de revistas. A nova ferramenta – apelidada de iba clube –permite que usuários acessem todas as edições digitais de quatro revistas mensais que escolher, podendo complementar o plano com publicações quinzenais e semanais por um valor adicional. O primeiro mês é gratuito para todos os usuários. O serviço conta com títulos da Abril e de outras editoras, como Editora Waves, Editora Alto Astral, Editora Rickdan e Editora Europa. A ideia é expandir o portfólio, ofertando revistas de outras editoras e planos para e-books.

PublishNews | 25/03/2014

Organização do Congresso do Livro Digital selecionará cases


Congresso Internacional CBL do Livro DigitalEstá marcado para os dias 21 e 22 de agosto a 5ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a entidade está sugerindo que associados ou interessados na área sugiram cases de sucesso, dentro dos seguintes temas: bibliotecas, selfpublishing, proteção contra a pirataria, o novo papel dos revisores e outros profissionais da cadeia produtiva do livro, social commerce e e-books para o público infantil, além de ações de marketing e outras questões práticas. Os cases serão selecionados pela Comissão do Congresso do Livro Digital. As sugestões devem ser enviadas para o e-mail digital@cbl.org.br. Neste ano, os cases selecionados serão apresentados durante a 23ª Bienal Internacional do Livro.

PublishNews | 25/03/2014

Novos apps e sites ‘automatizam’ leitura dinâmica


Que tal ler este texto, que na velocidade média de leitura levaria dois minutos, em 26 segundos? É o que oferecem recém-lançados aplicativos e sites que imitam a técnica de leitura dinâmica.

A empresa americana Spritz fez barulho ao apresentar seu software no fim do mês passado por prometer livros lidos em algumas dezenas de minutos, e mensagens finalizadas em segundos. Como? Ao exibir as palavras de um texto em sequência ultrarrápida e no mesmo lugar.

Isso torna desnecessário o movimento dos olhos e suprime a “vocalização” mental, que desaceleram a leitura.

A técnica, conhecida como RSVP [apresentação visual rápida e em série], não é novidade, mas o Spritz –que lançou na sexta passada uma versão para programadores– é pensado especificamente para telas diminutas.

O benefício no caso desses dispositivos se estende também ao manuseio. “Um relógio inteligente exibindo todos os seus e-mails é um ótimo exemplo de uso do Spritz“, diz à Folha o fundador e executivo-chefe da empresa, Frank Waldman.

A proposta, segundo ele, é acelerar tarefas “mundanas”, rotineiras, para sobrar tempo para outras –ler um livro calmamente, como sugere.

A Samsung anunciou que embutirá o Spritz no smartphone Galaxy S5 e no relógio Gear 2 –serão anunciados no Brasil na quarta. Mas já é possível experimentar a técnica em análogos.

“Com telas menores, poderemos ajudar as pessoas a lerem ainda mais rápido e em qualquer lugar”, diz Matt Bischoff, criador do aplicativo para iPhone Velocity, que também usa RSVP.

NA PRÁTICA

Para o professor de leitura dinâmica Juarez Angelo Lopes, do Instituto IOM, o software leva a uma leitura parecida com a que ensina aos seus alunos, mas com a vantagem de dispensar um guia físico, como mão ou lápis. “Achei ótimo, mas infelizmente nem tudo que lemos está em formato digital”, diz.

Pedro César Sant’Anna, escriturário de cartório, conta que, depois de um curso de leitura dinâmica, chega a absorver mil palavras por minuto – taxa que é tida como um limite físico, quatro vezes superior à normal.

Apresentado a uma ferramenta equivalente ao Spritz, ele disse que a sensação é “idêntica”. “Só que mais confortável. O nível de compreensão também foi parecido.”

Um problema desse tipo de exibição é a velocidade fixa, segundo Rodrigo Roux, advogado do escritório Derraik e Menezes. A profissão é a que mais busca aprender a leitura dinâmica, segundo Lopes.

Acaba atrapalhando um pouco, porque normalmente dou mais atenção a trechos e menos a outros“, diz Roux.

Bruno Balduccini, advogado da área bancária financeira e cambial do escritório Pinheiro Neto, diz que aprova o aplicativo, mas que não leria documentos importantes usando a ferramenta. “Contratos demandam muita atenção na leitura”, diz. Mas ele lembra que a possibilidade de ajustar a velocidade pode ajudar “no final do dia, quando o cansaço torna a leitura no monitor mais difícil.”

O professor de psicologia Keith Rayner, da Universidade da Califórnia em San Diego, disse em entrevista à NBC que a compreensão da técnica é “muito limitada” para textos mais longos.

Abaixo, experimente ler esta reportagem em diferentes velocidades – 300 palavras por minuto, um pouco acima da considerada normal, 500 ppm, 750 ppm e 1.000 ppm, esta tida como a máxima possível.

300 PALAVRAS POR MINUTO

300 PALAVRAS POR MINUTO

750 PALAVRAS POR MINUTO

1.000 PALAVRAS POR MINUTO

Pílulas Literaturas

POR YURI GONZAGA | Publicado originalmente e clipado à paritr de TEC, Folha de S.Paulo | 24/03/2014 03h30

O mundo lê mais por causa dos celulares, diz estudo da Unesco


O estudo Reading in the Mobile Era, divulgado pela UNESCO, aponta que pessoas que não têm acesso fácil a livros estão lendo mais utilizando seus celulares. Foram 5.000 pessoas entrevistadas na Etiópia, Gana, Quênia, Nigéria, Paquistão e Índia. Segundo a pesquisa, 62% dos participantes leram mais com os celulares do que por meio de livros físicos.

O estudo foi feito por meio de uma parceria da UNESCO com a Worldreader, uma organização global sem fins lucrativos que investe no alcance de livros digitais para países em que a população não possui o hábito de leitura, e a Nokia, empresa de telefonia celular.

Além do aumento considerável de pessoas que adquiriram o hábito de ler, o estudo também mostra que a leitura por meio de celulares é mais agradável e fácil. Alem disso, foi comprovado que os pais possuem o costume de ler livros para os seus filhos utilizando o celular.

Um dos motivos para o aumento do nível de leitura é que as pessoas perceberam a quantidade de possibilidades que o seu telefone oferece. Ao invés de utilizar o aparelho somente para falar com outras pessoas e mandar mensagens, elas podem transformá-lo em uma biblioteca móvel e compacta.

A outra razão para este fenômeno é o preço dos livros físicos em comparação aos digitais. No Zimbábue, por exemplo, o custo de um livro digital é de 5 a 6 centavos, enquanto o de um livro físico é de 13 dólares. Os valores altos dos livros, que antigamente era um impedimento para cultivar o hábito de leitura, atualmente são facilmente contornados pelos baixos preços dos livros digitais.

Um professor em Zimbábue, Charles, disse que ele passou a utilizar o seu celular como fonte primária de leitura por conta da falta de papel no país, que encarece a produção de livros. Ele tem passado essa ideia para os seus alunos que, agora, podem ler facilmente as obras indicadas por ele.

O estudo também mostra que das 7 bilhões de pessoas no mundo, 6 bilhões já têm acesso fácil a um celular. Ou seja: a tendência é que a porcentagem de pessoas que utilizam o aparelho para a realizarem suas leituras só aumente, em todos os continentes do mundo.

Universia | 23/04/14

Grupo Amigos dos Editores Digitais no Facebook lança desafio em busca de projetos inovadores


Amigos dos Editores Digitais [AED] – grupo de discussões no Facebook que se propõe a discutir temas relacionados ao universo do livro digital – colocou na rede um desafio. Os membros do grupo foram convidados a elaborar três projetos editoriais inovadores. Para a missão, os participantes podem se engajar em grupos ou mesmo propor soluções individuais. “A gente sempre reclama que as editoras fazem mais do mesmo, que não há preocupação com inovação, que os produtos são ditados pelos editais, que lá fora tem um monte de coisas legais, pena que aqui não… O Desafio AED é uma resposta a tudo isso”, comenta Lorena Vicini, uma das organizadoras do grupo. “A ideia é funcionar como um coletivo, estimulando a produção de projetos inovadores”, explica Gabriela Dias, moderadora do grupo e colunista do PublishNews

Foram selecionados três cases: Antologia VivaSP, criado por Juliano Spyer para comemorar os 450 de São Paulo; Caindo no Brasil, com conteúdo de Caio Dib sobre práticas escolares inovadoras pelo Brasil e Cartilha digital Safernet, dedicada à segurança digital para crianças. Os participantes do desafio terão que propor soluções digitais para esses projetos que serão avaliados e receberão votos, até o dia 26 de março, de outros integrantes do AED.  Mais informações, clique aqui.

PublishNews | 21/03/2014

SENAI-SP Editora lança obra a indústria dos livros na era digital


Ednei Procópio, autor da obra, fará mini palestra sobre o tema em sessão de autógrafos

A Revolução dos eBooks

A Revolução dos eBooks

A SENAI-SP Editora lança o livro A Revolução dos eBooks – A indústria dos livros na era digital, no dia 25 de março, às 18h30, na livraria Martins Fontes. O evento contará com sessão de autógrafos e palestra do autor, Ednei Procópio, um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil.

A palestra apresentará os principais pontos levantados por Procópio e que serviram de base para a obra. Será uma oportunidade para os profissionais do mercado editorial, livreiro, gráfico, digital e para escritores que desejam conhecer mais sobre a história e o futuro dos livros face à revolução causada pela internet.

O livro desmistifica o tema, usando conceitos básicos que ajudarão os interessados a explorar o que o especialista considera um cenário único de oportunidades, e que ocorre em um momento histórico, de perda da hegemonia do mercado editorial mundial sobre o processo de publicação e exploração comercial dos livros.

A Revolução dos eBooks – A indústria dos livros na era digital faz parte da série “Olhar para a Indústria”, lançada pela SENAI-SP Editora com foco na produção de conhecimento de interesse da indústria, na mobilização e conscientização dos profissionais da área, com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e social.

Ednei Procópio

Ednei Procópio

Sobre o autor

Ednei Procópio é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editorias, atuou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, eBook e até audiobook. Outros livros publicados: Construindo uma biblioteca digital (2005) e O livro na era digital [2010].

SERVIÇO

Lançamento do livro A Revolução dos eBooks — A indústria dos livros na era digital

Editora | SENAI-SP
Autor | Ednei Procópio
Data | 25 de março de 2014
Horário | 18h30
Palestra do autor | A Revolução dos eBooks
Local | Livraria Martins Fontes
Endereço | Avenida Paulista, 509 – Cerqueira Cesar

Sobre a SENAI-SP Editora e a SESI-SP Editora

Criadas em sintonia com a missão do SENAI e do SESI de difundir o conhecimento e a cultura, a SENAI-SP Editora e a SESI-SP Editora têm a proposta de preencher uma lacuna editorial existente nas diversas áreas de educação e ensino profissionalizante em que o SENAI-SP atua, e busca difundir, de forma planejada e sistematizada, o conhecimento produzido pelo SENAI nas áreas de Cultura, Educação, Esporte, Nutrição, entre outras, assim como identificar oportunidades que possam contribuir para o enriquecimento dessas áreas. Desde sua criação, em 2011, as duas editoras já publicaram mais de 100 títulos.

A Revolução dos eBooks | A Indústria dos Livros na Era Digital

Aplicativo de leitura Medium é lançado para iOS


O site de leitura Medium acabou de lançar um aplicativo na App Store onde reúne e facilita a integração do usuário com a proposta da empresa, que é exatamente fazer com que as pessoas se “escutem”. Basicamente, o que site faz é amplificar a visibilidade das suas histórias, aquelas que são publicadas no Tumblr ou no Wordpress?, as vezes.

O site reúne e concentra-se em histórias escritas por usuários comuns, a maioria delas como sendo apenas rascunhos ou histórias prontas, todas elas divididas por tópicos, para facilitar na busca e identidade do leitor. Você sabe que se passar a publicar algumas coisas no Tumblr ou no WordPress, por exemplo, possivelmente ninguém verá se você não souber administrar direito ou divulgar, já no Medium não, ele possui muitos usuários que leem e seguem outros.

O aplicativo, para quem gosta de ler textos caseiros e bem escritos – a grande maioria em inglês -, serve para aqueles que costumam sair da rotina e procurar algo mais relaxante, para ler, nada que o faça se sentir na obrigação. São apenas textos escritos por usuários que também leem outros textos dentro da rede social. Ponto.

Você pode escolher quais seções irá seguir e pode acompanhar os textos dela diariamente, mas o grande problema é que o aplicativo não tem um recurso de pesquisa e tampouco divisão por listas, para, por exemplo, eliminar alguns itens que você não quer ler. Mas isto eles podem adicionar nas próximas atualizações.

Você pode baixar o aplicativo Medium? gratuitamente na App Store.

Tudo Celular | 21/03/14

Livraria do Vaticano irá digitalizar arquivos e publicá-los na Internet


A livraria do Vaticano iniciou um projeto nesta quinta-feira para digitalizar milhares de manuscritos históricos, datados da origem da Igreja ao século XX, que ficarão disponíveis online.

Trabalhando com a empresa japonesa de tecnologia NTT Data, a livraria pretende escanear e digitalizar arquivos de cerca de 1,5 milhão de páginas de sua coleção de manuscritos, que compreende 82 mil itens e 41 milhões de páginas. O projeto inicial levará quatro anos e pode ser ampliado.

A livraria do Vaticano data do século XIV e é uma das coleções de documentos históricos mais importantes do mundo. Inclui 1,6 milhão de livros e grande coleção de fotografias e moedas, assim como arquivos manuscritos.

Os manuscritos que serão digitalizados remetem à América Pré-Colombiana à China e ao Japão, passando por todas as línguas e culturas que marcaram a Europa“, disse monsenhor Jean-Louis Brugues, arquivista e bibliotecário da Igreja Católica.

A livraria usará scanners NTT para gravar os manuscritos e software para gerenciar a coleção. Técnicos da companhia japonesa irão trabalhar com bibliotecários do Vaticano.

Por Antonio Denti | Reuters | 20/03/2014, às 18:13

Mudanças no Widbook


WidbookWidbook, comunidade digital com mais de 200 mil escritores e leitores em todo o mundo, acaba de lançar um plano que transforma a forma como usuários encontram histórias. Páginas internas foram renovadas para que a plataforma se torne mais interativa. Agora, as recomendações de leitura aparecem em uma página personalizada e única para cada membro, baseada em interações sociais dentro da rede. O novo modelo começa a ser implantado com a tela “Activity”, com recomendações de e-books baseadas nas atividades de seus amigos do Widbook. A nova versão inclui ainda a tela “Goals”, com estatísticas de leitura em formato de gráfico.

PublishNews | 20/03/2014

E a Distribuidora de Livros Digitais?


Quando as primeiras negociações começaram para a criação da Distribuidora de Livros Digitais, codinome DLD, nos idos de 2009, a ideia era unir o maior número de editoras sob o guarda-chuva de um agregador digital que as distribuiria com exclusividade. Dentro do melhor espírito “A união faz a força”, um dos maiores atrativos do consórcio era a possibilidade de se negociar em bloco com os varejistas que ameaçavam chegar ao Brasil, entre eles a todo-poderosa Amazon. Na época, editoras como Ediouro, Intrínseca e Companhia das Letras foram sondadas, mas a DLD acabou nascendo em março de 2010 com os seguintes sócios: Objetiva, Record, Sextante, Rocco, Planeta e L&PM. As operações começariam apenas em abril de 2011 e, em agosto de 2012, a editora ribeirão-pretana Novo Conceito se tornaria a sétima sócia do empreendimento.

A Companhia das Letras optou por navegar sozinha pelas águas digitais, mas acabou ganhando o importante apoio da Penguin, que adquiriu 45% de participação na editora paulistana em dezembro de 2011. O grupo inglês já vinha navegando pelos mares dos e-books por vários anos e tal experiência foi bastante útil para a Companhia das Letras. Hoje, a Companhia está entre as editoras que mais vendem livros digitais em qualquer um dos varejistas com atuação no Brasil.

A DLD, por sua vez, capitaneada pelo executivo Roberto Vaz Moreira, vem dedicando-se desde sua fundação a desenvolver uma boa plataforma tecnológica para distribuição de e-books e a negociar contratos em bloco com os varejistas digitais que surgiam. Particularmente neste processo de negociação estratégica, a editora Objetiva teve um papel fundamental na figura de seu diretor geral, o jornalista Robert Feith. Foi ele um dos principais responsáveis pelos excelentes resultados que a DLD obteve na extenuante negociação com a Amazon. Graças à estratégia encabeçada por Feith, a DLD e suas editoras conseguiram limitar radicalmente, por contrato, o desconto que a Amazon pode oferecer na sua loja sem que acordos pontuais sejam feitos. Fontes do mercado falam que o desconto não pode passar de 5% e basta olhar os descontos no site e constatar este número. Isto é um exemplo do que talvez tenha sido a melhor negociação que editores já tenham conseguido fazer com a empresa de Bezos mundo afora.

Mas agora surge a Penguin Random House Brasil unindo a Companhia das Letras e a Objetiva sob suas asas. A primeira possui uma estratégia digital de sucesso atuando de forma independente. A segunda não só faz parte da DLD como é em grande parte responsável pelo sucesso dela, tanto que o conselho da distribuidora é presidido por Robert Feith, que segue sendo fundamental para a estratégia da DLD. E é difícil imaginar que cada uma das empresas continue com estratégias de distribuição digital tão distintas.

A médio prazo, é bem provável que uma destas duas situações ocorra: [1] a Companhia das Letras passe a integrar a DLD; ou [2] a Objetiva saia do consórcio. Na primeira situação, a DLD sairia extremamente fortalecida e continuaria sendo um fornecedor com alto poder de negociação junto à Amazon, Kobo, Saraiva, Google etc. No segundo cenário, a DLD ficaria bastante enfraquecida, não apenas pela saída do excelente catálogo da Objetiva, mas por perder Robert Feith, um de seus maiores estrategistas.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente e clipado à partir de Tipos Digitais | 20/03/2014

Empresa japonesa digitalizará 15 mil manuscritos da Biblioteca do Vaticano


A empresa japonesa NTT DATA irá digitalizar cerca de 3 mil manuscritos da Biblioteca do Vaticano num período de quatro anos, e 15 mil no total até 2018, no âmbito de um acordo inédito assinado nesta quinta-feira [20].

Durante uma coletiva de imprensa, o arquivista e bibliotecário do Vaticano, o francês Jean-Louis Bruguès, o prefeito da Biblioteca, o italiano Cesare Pasini, e o presidente e CEO da NTT DATA Corporation, Toshio Iwamoto, apresentaram o acordo no valor de 18 milhões de euros [US$ 22,6 milhões] e válido até 2018, que constitui apenas “a primeira fase da colaboração” entre as duas partes.

O bispo Casini explicou que o grande projeto para digitalizar todos os livros da Biblioteca começou há alguns anos e que o contrato com a NTT DATA vai possibilitar a digitalização de um total de 15 mil manuscritos até 2018.

A NTT DATA e a Biblioteca Apostólica do Vaticano [BAV] assinaram um contrato inicial para a operação que digitalizará e preservará cerca de 80.000 volumes e 41 milhões de páginas, que podem ser consideradas patrimônio histórico da humanidade, escritas entre o II e o XX séculos“, informou Iwamoto.

A Biblioteca do Vaticano é única em razão de sua variedade geográfica e antiguidade dos documentos. Dez manuscritos de valor histórico e artístico estão entre os 3.000 que serão digitalizados pela NTT DATA, segundo o Vaticano.

O bispo Bruguès ressaltou a vontade da Santa Sé “em disponibilizar este imenso tesouro que lhe foi confiado, oferecendo-o para livre consulta na web“.

Os manuscritos que serão digitalizadas vão da América pré-colombiana ao Extremo Oriente chinês e japonês, passando por todas as línguas e culturas que alimentaram a Europa“, observou o prelado francês.

A missão da Biblioteca é “levar à periferia as mais diversas culturas“, acrescentou, repetindo uma fórmula do Papa Francisco.

A NTT DATA Corporation, que fornece serviços em mais de 40 países, foi selecionada por ser especializada na preservação a longo prazo de manuscritos digitalizados.

G1 | 20/03/14

eBook grátis como ação de marketing


No dia 26/03, Paralela distribuirá e-books gratuitos

Editora ParalelaA Editora Paralela promove no dia 26 de março ação de lançamento do livro Mosteiro, de I. M. Martins. Na data, o primeiro livro da Trilogia dos Guardiões, que sairá exclusivamente em e-book, poderá ser baixado gratuitamente em todas as lojas do País. Mosteiro é o primeiro livro do gênero fantasia que a Paralela publicará e a trilogia completa será lançada ainda no primeiro semestre de 2014. Fora do dia da ação, cada livro custará R$ 9,90.

PublishNews | 19/03/2014

Amazon e MEC: um divisor de águas?


Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 19/03/2014

Para quem, como eu, esperava que a grande novidade desse início de ano fosse o edital do PNLD 2016, o acordo MEC-Amazon para a distribuição de livros didáticos digitais caiu como uma bomba – daquelas bem indigestas.

Segundo nota divulgada esta semana pela própria Amazon, o acordo envolve “conversão digital e distribuição de mais de 200 livros didáticos em tablets” e “tecnologia da Amazon para gerenciar e distribuir esse catálogo de livros para professores do ensino médio de escolas públicas”. Os professores terão acesso ao material por meio de aplicativos Kindle instalados nos cerca de 600 mil tablets Android comprados pelo governo.

Pelo teor do notícia, esse primeiro convênio parece dizer respeito aos PDFs do PNLEM 2012, já negociados com as editoras. Mas as intenções da gigante norte-americana são bem mais amplas, a julgar pela declaração de Alex Szapiro, diretor geral da empresa no Brasil: “Esperamos trabalhar com o FNDE para alcançar alunos e professores em todas as séries, com o objetivo de contribuir para a melhoria da educação no país”.

O acordo acontece no âmbito de um edital de convocação publicado em outubro de 2012, que pedia “a estruturação e operação de serviço virtual para disponibilização de obras digitais e outros conteúdos educacionais digitais para professores, estudantes e outros usuários da rede pública de ensino brasileira, com ênfase nos títulos do PNLD, do PNBE e de outras ações governamentais na área de material escolar, por meio de tecnologia que assegure o atendimento em escala nacional e proteja os direitos autorais digitais e a propriedade intelectual dos acervos”. Segundo o documento, podem ser firmadas “parcerias com diferentes instituições simultaneamente ou alternadamente”, o que na prática quer dizer que outras interessadas, como Saraiva e Adobe, ainda podem estar no páreo.

O lado ruim da história

Com simultaneidade ou não, há muitos aspectos negativos para as editoras didáticas – a começar pelo fato de que elas tiveram a chance de construir uma alternativa coletiva para essa plataforma e não o fizeram. O projeto simplesmente não foi para a frente na Abrelivros em 2012/13.

Assim perdeu-se a chance de ganhar um aprendizado importante – e, sobretudo, de ter acesso direto ao próprio consumidor. Afinal, controlar a plataforma significa se relacionar com o público escolar: ter acesso a essa base de dados, saber como os livros estão sendo usados [trechos comentados, palavras consultadas, o ponto em que as pessoas deixam de ler] etc. É a chamada “big data”, tendência essencial hoje em tecnologia.

E agora uma das empresas que pode ter acesso a essas informações é a Amazon, concorrente em potencial das editoras. Lá fora, uma das apostas da empresa tem sido a autopublicação e até a edição direta de autores – em outras palavras, eles podem usar a experiência adquirida para 1] incentivar os professores a criar os próprios materiais [até aí, tudo bem] e 2] passar a criar e editar livros didáticos diretamente [alguém duvida?].

Tudo isso com tecnologia proprietária, o que quer dizer que os materiais produzidos e distribuídos talvez possam ser lidos apenas em aplicativos e plataformas da Amazon [que, é claro, rodam em qualquer dispositivo] –uma derrota também para os grupos de recursos educacionais abertos.

O imbróglio me trouxe à mente a última coluna de 2013, onde citei um artigo de Joe Wikert que vaticinava a “morte por irrelevância” das editoras. Segundo ele, “não é a Amazon que as está matando, e sim elas mesmas. Os editores […] estão se tornando menos relevantes a cada ano”.

Outra derrota para as editoras está no fato de que este é o segundo anúncio de conteúdo embarcado pelo MEC em tablets para professores no Brasil – e o segundo estrangeiro. Primeiro foram os vídeos de Khan Academy; agora, o aplicativo de leitura digital da Amazon. Corre à boca pequena, inclusive, que as editoras seriam tidas, entre as pessoas do ministério, como empresas que não entendem muito de digital.

Existe um lado bom

Feitas as devidas ressalvas, também é possível enxergar aspectos positivos no uso do app Kindle por professores de escolas públicas. Afinal, a Amazon possui talvez o maior [e melhor?] ecossistema de livros digitais do mundo; o simples fato desses docentes terem acesso a ele constituiria não só um processo de inclusão digital, mas também de incentivo à leitura.

E não é só na teoria: uma pesquisa da ONG inglesa QuickReads acaba de mostrar que leitores adultos tendem a ler mais se usam um e-reader. 48% dizem que a tecnologia os faz ler mais; mais de 40% citam a capacidade de consultar palavras no dicionário e de mudar o tamanho e aparência do texto como vantagens do digital. Por fim, 62% afirmam que o acesso a livros digitais gratuitos os faz ler títulos que normalmente não leriam.

Do ponto de vista das editoras, isso pode se traduzir em mais leitura [e vendas] de seus livros como um todo. Os professores podem se interessar por obras recomendadas nos livros didáticos, assim como por outros títulos disponíveis nas lojas digitais – e acessar tudo isso com um clique.
Da noite para o dia, um mercado de 600 mil leitores em potencial pode surgir – número nada desprezível na realidade brasileira, em que os e-readers ainda não chegam às centenas de milhares, e os tablets, já na casa dos milhões, são mais usados para acessar outros tipos de conteúdos.

Um divisor de águas

Não dá para saber ainda como vai ser o relacionamento MEC-Amazon. Segundo dito na CBN por Cristina de Luca, esse acordo ainda é um piloto – e, como todo piloto, pode ser que não funcione bem. Ao contrário da Amazon, as editoras sabem bem as dificuldades de levar esse tipo de recurso às escolas brasileiras [públicas ou particulares]. Pode ser também que outras alternativas surjam, ou até que o governo e a política mudem.

A única certeza é que esse é um acordo com potencial para ser um divisor de águas no mercado editorial brasileiro – para o bem e para o mal.

E você, o que acha?

Até a próxima,@gabidias
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Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 19/03/2014

Gabriela Dias [@gabidias] é formada em Editoração pela ECA-USP e atua desde 1996 na fronteira entre o impresso e o digital. Já fez multimídia, livro e site, mas hoje trabalha com tudo isso [e mais um pouco] na editora Moderna. Vive ainda em outras fronteiras: entre Rio e São Paulo, entre Higienópolis e Santa Cecília. É Flamengo, mas não tem uma nega chamada Teresa.

A coluna Cartas do Front é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo, por dentro e por fora. Mensalmente, ela vai trazer novidades e indagações sobre o setor editorial didático e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.

TWITTER, Facebook e e-mail da Gabriela Dias

eBook do começo ao fim


Curso será promovido pelo Espaço Revista Cult neste mês

Espaço Revista CultNos dias 28 e 29 de março, o Espaço Revista Cult promove o curso E-book do começo ao fim, com aula das 20h às 22h no primeiro dia, e das 10h às 19h na segunda aula. O curso aborda de forma teórica todos os aspectos relacionados ao e-book. As aulas temáticas seguem o fluxo de produção de um e-book do começo ao fim. Ou seja, da escolha do título até a comercialização; passando pela produção, pelos direitos autorais e pelo marketing. As aulas serão ministradas por profissionais reconhecidos pelo mercado, inclusive o colunista do PublishNews Greg Bateman. O investimento é de R$ 550. Clique aqui para mais informações e inscrições.

PublishNews | 19/03/2014