Enciclopédia de ciências humanas em espanhol é lançada na internet


Verbete de Noam Chomsky na Encyclopaedia Herder, projeto colaborativo em espanhol

Verbete de Noam Chomsky na Encyclopaedia Herder, projeto colaborativo em espanhol

A Herder Editorial coordena a “Encyclopaedia Herder”, um projeto online, aberto e no colaborativo, que tem por objetivo criar uma grande base de conhecimento na internet sobre humanidades e torná-la acessível a todos os países de fala hispânica.

O editor Raimund Herder afirma: “a internet é hoje um ator essencial na criação e difusão do conhecimento, por isso fomos desenvolvendo a ideia de criar algo de valor para as comunidades científicas, uma plataforma de conhecimento partilhado sobre humanidades”, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira [6].

A obra está organizada em duas partes, uma chamada “wiki”, e outra que reúne grandes obras de referência da editora.

Na área “wiki”, qualquer usuário cadastrado poderá editar conteúdos, fornecer documentos, links e resenhas, e passar a fazer parte da comunidade intelectual da obra, dispondo, por sua vez, de uma página pessoal com todo o material escrito e audiovisual que quiser divulgar.

Até o momento, já foram criadas postagens sobre mais de 600 autores e 1.850
conceitos.

Um comitê de especialistas, aprovado pelo editorial, supervisionará segundo protocolos de atuação a pertinência das propostas, que, uma vez aprovadas, passarão a fazer parte do conteúdo da enciclopédia.

Por outro lado, as obras do fundo editorial disponíveis são “Enciclopédia de obras de filosofia”, de Franco Volpi; “Dicionário de filosofia”, de Walter Brugger; “História de mulheres filosóficas”, de Gilles Ménage; “Dicionário enciclopédico de sociologia”, de Karl Heinz Hillmann e “Dicionário de filosofia em CD-ROM”, de Jordi Cortés Morató e Antonio Martínez-Riu.

DA EFE, EM BARCELONA | 07/02/2014, às 16h41

Livros digitais podem ser grande oportunidade’, diz dono de livraria


Livraria da Vila conta com oito unidades e prevê crescimento de 10% em 2014

Guimarães Rosa foi um dos primeiros a chegar. Depois, Machado de Assis, Nelson Rodrigues… Eles e outros autores fazem parte dos 200 mil títulos da Livraria da Vila.

A história da livraria começou há 28 anos em uma pequena casa na Vila Madalena, uma região boêmia da cidade de São Paulo. E, em 2003, quando o jornalista Samuel Sêibel tomou as rédeas da empresa, o negócio se expandiu. Hoje, a marca conta com oito unidades.

Livros para todos os gostos. E um mercado cada vez mais diversificado. As livrarias estão em todos os cantos. E entre as mais tradicionais está a Livraria da Vila.

A rede nasceu há 28 anos, com uma loja na Vila Madalena. Quase três décadas depois, já são oito unidades e mais de 200 mil títulos nas prateleiras.

Em 2003, Samuel Seibel comprou a rede. Logo percebeu que, para se destacar no mercado, era preciso ser diferente. E resolveu investir nos atendentes:

“Para nós é importante ter uma equipe que vai trabalhar com livro, que seja um leitor. Ou com música, que adore música. Ou com filmes, quem curte realmente o cinema, para poder dialogar com o público”, explica Samuel Seibel, presidente da Livraria da Vila.

A variedade de títulos em uma livraria de grande porte é imensa, de todos os gêneros, para todos os gostos. Mas, de uns anos para cá, o livro de papel se deparou com o livro digital. Será que a estante de madeira vai, aos poucos, perder espaço para a estante virtual?

“Acho que as pessoas vão ler de um jeito, ler de outro, ou um dos dois, e isso vai fazer com que o mercado cresça. E isso que tem aparecido como uma ameaça pode ser que seja uma grande oportunidade”, declara Seibel.

Para 2014, a Livraria da Vila não terá novas lojas, mas estima um faturamento 10% maior que no ano passado: “Já introduzimos games, por exemplo, começamos a ampliar com uma linha de papelaria, mas o carro chefe continua sendo livro, o CD e DVD são importantes também. E vamos ver o que mais pode ser implementado”, afirma o presidente da Livraria da Vila.

Por Flávia Sarmento | 07/02/14 | Portal G1

Kindle pode ser só 1º passo da Amazon no e-commerce ‘físico’ no Brasil


Após pouco mais de um ano vendendo apenas livros digitais no Brasil, a Amazon fará sua primeira incursão no varejo físico a partir desta sexta-feira [7], quando passará a ofertar o dispositivo eletrônico Kindle em seu site.

Com a investida, a empresa norte-americana dá outro tímido passo em vendas online no país, mercado cujo faturamento anual é estimado em R$ 28 bilhões pela E-bit.

Ao mesmo tempo, a companhia delega a terceiros a tarefa de orquestrar o processo de entrega, considerado um dos maiores gargalos do setor, ao contrário do que faz nos Estados Unidos, onde é dona de gigantescos centros de distribuição.

Segundo Alex Szapiro, responsável por comandar a operação brasileira da Amazon, o envio dos tablets será realizado por empresas que já atuam no ramo, sem revelar a quantidade ou nome das parceiras logísticas.

Perguntado sobre a chance do movimento preceder negociação de produtos variados no Brasil, modelo que consagrou a Amazon como uma gigante de vendas líquidas de US$ 74,5 bilhões em 2013, Szapiro evitou falar sobre planos futuros.

O que eu posso dizer é que tudo o que a gente faz, a gente aprende. Estou aprendendo hoje sobre livros digitais e sobre o consumidor brasileiro“, disse.

A partir de amanhã, eu vou aprender como fazer meu produto físico chegar do ponto A ao ponto B“, completou o executivo em entrevista na quinta-feira.

Por ora, a companhia dará foco à oferta de mais um canal de vendas para o Kindle, acreditando no aumento da popularidade dos e-books no Brasil.

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, vendido pela Amazon no Brasil

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, vendido pela Amazon no Brasil

A gente escuta através das editoras que o mercado de livros digitais no Brasil já representa algo na casa de 3% do total“, disse Szapiro. “É um número interessante, eu diria que extraordinário, para um segmento de mercado que não existia um ano atrás“.

O tablet da Amazon já era encontrado em varejistas parceiras da empresa no Brasil, como Livraria da Vila, Casa e Vídeo e CTIS.

Na Internet, uma das parceiras é a Nova Pontocom, divisão de vendas online da Via Varejo, do Grupo Pão de Açúcar, e vice-líder em comércio eletrônico do país.

Para atrair consumidores ao seu endereço a partir de agora, a Amazon oferecerá frete grátis e parcelamento em até 12 vezes, num momento em que diversas companhias do setor, como Netshoes e Máquina de Vendas, diminuem o número de prestações para itens de menor valor com o intuito de tornar as operações rentáveis.

É uma novidade para a Amazon e uma obrigatoriedade no Brasil“, disse, referindo-se às facilidades de pagamento.

Quem comprar o tablet na Amazon.com.br e já for usuário pré-registrado também receberá o dispositivo com e-books adquiridos anteriormente. O novo modelo Kindle Paperwhite será vendido no site a partir de R$ 479, valor que já era praticado pelas varejistas parceiras, ante preço de US$ 119 [R$ 284] no mercado norte-americano.

Desde que a Amazon entrou no país, em dezembro de 2012, o número de livros digitais em português vendidos no site subiu de 13 mil para cerca de 28 mil, sendo que os títulos gratuitos avançaram de 1.500 para 2.600.

DA REUTERS | 07/02/201, às 13h38

Amazon resolve desafio logístico e começa a operar com produtos físicos no Brasil


Por Carlo Carrenho | Publicado origialmente em Tipos Digitais | 07/02/2014

As relações que a Amazon vinha mantendo com o mercado brasileiro até agora eram parecidas com sexo virtual, pois algo fundamental para um bom e-commerce – e para um bom sexo – estava ausente: o aspecto físico. Afinal, a gigante de Seattle só vendia e-books e apps em sua loja brasileira, e para isto não era preciso nenhum tipo de operação logística em terras tupiniquins, apenas um bom sistema de pagamentos em reais. Por isso, os aparelhos de leitura Kindle eram comercializados por parceiros, seja virtualmente como na Ponto Frio ou em lojas físicas como na Livraria da Vila. Até quiosques para a venda de Kindles em shopping centers foram tentados, e a última novidade é que a carioca Casa & Video vai comercializar o aparelho.

Mas agora a Amazon resolveu levar seu romance com o mercado brasileiro para o patamar físico e desde hoje pela manhã já está comercializando seus Kindles diretamente em sua loja, responsabilizando-se por todo o processo de faturamento e entrega. Aos olhos mais inocentes, isto pode não parecer grande coisa, mas na verdade a inauguração da logística da Amazon é mais importante que a própria abertura de sua loja. Afinal, muitos apostavam que a empresa norte-americana teria imensas dificuldades para aportar por aqui, justamente devido aos desafios que a péssima logística brasileira impõe a qualquer varejista. Ainda resta ver qual será a qualidade do serviço oferecido e até que ponto a Amazon realmente resolveu seu maior desafio. Mas o fato é que a empresa não costuma lançar nada abaixo de um certo padrão de qualidade e teria feito inúmeros testes de envio a várias cidades brasileiras para poder garantir as expectativas dos consumidores locais.

Para a indústria de livros, a entrada da empresa de Jeff Bezos no e-commerce de mercadorias físicas é um divisor de águas. Enquanto atuava apenas na venda de e-books em sua loja brasileira, a gigante de Seattle estava mais para a anã da Berrini [seu escritório em São Paulo fica próximo à avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini]. Em 2012, a participação dos livros digitais no mercado de livros de interesse geral ficou em no máximo 3% e a Amazon teria cerca de 30% deste mercado. Ou seja, a empresa norte-americana não teria nem 1% do mercado de livros de interesse geral. Se considerarmos o mercado editorial inteiro, com CTP [Cientifico, Técnicos e Profissinais] e Didáticos, sua participação então seria ínfima. Neste cenário, a Amazon tinha pouquíssimo poder de barganha junto aos editores, em uma situação completamente diferente daquela de outros mercados onde a empresa vende livros físicos com eficiência. Isto explica as concessões que a empresa teve que fazer ao negociar seus contratos digitais no Brasil, aceitando até limitações aos descontos que poderia oferecer na loja, os quais, em alguns casos, não podem ser superiores a 5%.

Mas agora o jogo é outro. A Amazon já estava desde o ano passado negociando contratos para venda de livros físicos com as editoras brasileiras, embora ainda não tivesse uma operação logística em funcionamento. Agora, a operação está ativa. Quem despacha Kindle, despacha qualquer coisa, e não há dúvidas de que livros físicos estão na mira da empresa para entrarem na loja o mais rápido possível. Aliás, além dos três modelos de Kindle, a loja brasileira da Amazon já está vendendo capas e adaptadores de tomada para os aparelhos. E quando os livros físicos chegarem aos seus estoques, a Amazon ganha poder de barganha e uma proteção contra as barreiras criadas por alguns concorrentes brasileiros que usaram sua força no físico para tentar retardar a entrada da Amazon no digital. Agora, o jogo começa a se inverter., pois quando estiver operando com livros físicos, serão os editores que terão interesse em vender para a Amazon mais do que a Amazon terá interesse em comprar dos editores, como foi até agora.

No que tange à venda direta de Kindles pelo seu próprio site, algumas observações são importantes. Em primeiro lugar, os preços são os mesmos que eram oferecidos antes pelos parceiros de distribuição da Amazon. O modelo Kindle continua a R$ 299, o Paperwhite a R$ 479 e o Paperwhite 3G a R$ 699. Preços ainda longe dos valores cobrados nos EUA, devido à alta tributação brasileira. Fica a dúvida então de por que a Amazon não aproveita a venda direta para reduzir os preços do Kindle oferecendo ao consumidor a margem que antes ficava com seus parceiros. Talvez ela não queira prejudicar as empresas que a apoiaram e que ainda têm estoques do aparelho, mas não será nenhuma surpresa se os preços caírem em breve. De qualquer maneira, o frete oferecido pela Amazon é grátis.

Vale também observar que as entregas serão feitas pelos Correios e pela Directlog. Uma entrega em São Paulo ou no Rio de Janeiro está prometida dentro do prazo de 1 a 3 dias úteis. Já os compradores de Macapá, por exemplo, terão de esperar de 8 a 11 dias úteis.

A ferramenta de 1-Clique, que permite compras com apenas um clique do mouse e sem redigitar dados e número do cartão de crédito, já está em operação também. Quem sabe o e-commerce brasileiro se inspire na ideia e pare de pedir o número de cartão de crédito a cada compra.

Agora é esperar os livros físicos, lembrando que a Amazon já é uma das maiores varejistas de livros importados no Brasil, que são vendidos diretamente da matriz americana. Nada impede, portanto, que tais livros importados sejam vendidos em breve na loja brasileira, em reais e com redução de custos de frete para o consumidor brasileiro.

E é só agora, com a Amazon levando sua relação com o mercado brasileiro para um patamar físico e palpável, que está de fato começando a disputa por esta grande musa: os leitores brasileiros.

Por Carlo Carrenho | Publicado origialmente em Tipos Digitais | 07/02/2014

Kobo assume clientes do Sony Reader


Com o fechamento da Reader Store, usuários da Sony migrarão automaticamente para a Kobo

A partir do final de março, usuários do device Reader, da Sony, vão poder transferir seus e-books para a biblioteca do Kobo. Nas semanas seguintes, a comercialização de livros digitais, direta do dispositivo, na KoboStore também entrará em operação. O passo é dado logo depois de a companhia japonesa anunciar o fim das atividades da Reader Store nos EUA e no Canadá, programado para 20 de março.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 07/02/2014

Agência canadense espera eBooks com preços mais baixos


O bureau de concorrência do Canadá chegou a um acordo com quatro grandes editoras para baixarem os preços dos livros digitais no país. Editores concordaram em remover ou alterar cláusulas em acordos de distribuição que restringiam a concorrência de preço no varejo. A agência reguladora observou que acordos semelhantes foram realizados nos EUA nos últimos dois anos e o resultado foram maiores descontos no preço final ao consumidor. No ano passado, a Apple foi acusada de ter se aliado a cinco grandes editoras para aumentar os preços de e-books nos EUA.

Por Euan Rocha | Reuters | 07/02/2014

Com Kindle, Amazon estreia venda física em site no país


A Amazon inicia nesta sexta-feira [07] a venda de produtos físicos no Brasil. Neste primeiro momento, a varejista americana vai vender apenas o leitor digital Kindle [em três modelos] e mais acessórios para o aparelho.

O gerente da Amazon Brasil, Alex Szapiro, não revela quando a empresa vai iniciar a venda de livros no país, mas a expectativa do mercado editorial é de que isso aconteça ainda no início deste ano.

A maior varejista do mundo, que nasceu vendendo livros físicos, estreou no Brasil em dezembro de 2012 apenas com versões digitais. No país, a empresa perde para a Apple na venda de livros digitais em português, devido, principalmente, à maior penetração de iPads em relação ao Kindle.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o mercado de livros digitais em português representa de 3% a 4% das vendas de livros do país. São quase 30 mil títulos – de um total de quase 100 mil títulos à venda no país.

Nos EUA, os livros digitais já representam de 25% a 30% do mercado, mas eles existem há sete anos. Por aqui estamos crescendo, toda semana batemos recordes“, diz Szapiro, que não revela números sobre a operação brasileira.

Alex Szapiro, gerente de Brasil da Amazon. Amazon anuncia novidades para o mercado brasileiro | Créditos da Foto | Leonardo Soares/Folhapress

Alex Szapiro, gerente de Brasil da Amazon. Amazon anuncia novidades para o mercado brasileiro | Créditos da Foto | Leonardo Soares/Folhapress

O Kindle será vendido em três versões, já disponíveis no mercado brasileiro por meio de varejistas selecionados. O modelo básico custa R$ 299. O produto mais caro, o PaperWhite 3G, versão em que o usuário tem acesso a qualque

RESISTÊNCIA

A Amazon enfrentou resistência de algumas varejistas e livrarias para vender o Kindle. Atualmente, o aparelho está disponível no Extra e no Ponto Frio [lojas e e-commerce], na Livraria da Vila e na Casa & Video.

Meu público alvo são todos os brasileiros que sabem ler. Queremos que o consumidor descubra o Kindle“, diz Szapiro. Pesquisas da Amazon mostram que clientes de livros físicos passam a consumir quatro vezes mais livros [físicos ou digitais] depois de adquirir um Kindle.

Diferentemente dos aparelhos vendidos em lojas de terceiros, os Kindles comprados diretamente na Amazon serão pré-registrados. Se o consumidor já tiver uma biblioteca de livros digitais, receberá o Kindle em casa com todo o acervo já baixado.

Szapiro diz que a empresa esperou mais de um ano para iniciar a venda do Kindle por meio da sua própria plataforma de e-commerce pois queria “estar preparada para melhorar a experiência do cliente“.

Questionado se o fato de a empresa agora estar preparada para vender o Kindle significa que o início da venda de livros pela internet estaria próximo, Szapiro desconversou: “essa é uma avaliação sua“.

O Brasil foi o primeiro país no mundo em que a empresa estreou com a venda de livros digitais exclusivamente. Em outros países, o e-commerce de livros físicos começou seis meses depois. A mesma estratégia foi adotada no México.

POR MARIANA BARBOSA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S. Paulo | 07/02/2014, às 03h00