Leve e nítido, novo Kindle Paperwhite é um dos melhores e-readers


O Kindle segue como uma das melhores opções de compra para quem quer um e-reader. A segunda geração do modelo Paperwhite, lançada pela Amazon em dezembro nos EUA e agora no Brasil, é mais rápida e tem tela de melhor contraste e nitidez.

A criadora do Kindle investiu na definição da tela. As letras estão com o contorno mais evidente e o contraste é mais forte também. Além disso, a opção de atualização de página a cada virada torna a leitura muito mais clara.

Aquelas “marcas” deixadas pela página anterior são completamente eliminadas. Ao “virar” é possível ter uma página limpa que facilita a visualização dos caracteres.

O novo dispositivo tem processador de 1 GHz, consideravelmente mais rápido que o anterior de 800 MHz. Os livros são carregados em poucos segundos e a resposta para troca de página é quase instantânea.

Agora, se você está acostumado a ler num tablet, pode se incomodar com aquela “piscada forte” e relativamente lenta da tela ao mudar a página. Mas lembre-se: estamos falando de e-ink [tecnologia que imita o papel convencional com impressão eletrônica de textos e imagens] e de um ereader.

A rapidez e a maior sensibilidade da tela também podem atrapalhar um pouco.Como não é preciso fazer o movimento de folhear a página para que o Kindle siga adiante no livro, um simples toque no canto direito da tela leva o usuário para a página seguinte, assim como no canto esquerdo para a anterior.

Essa “facilidade” pode incomodar quando o leitor encosta sem querer num ponto e rapidamente acaba perdendo o local de leitura. Apesar disso, leveza, praticidade, rapidez e definição de tela conquistam no novo dispositivo.

NOVIDADE

Na nova versão, é possível ainda folhear todo o livro sem sair da página atual. Com um toque na área superior da tela, o usuário abre os ícones de navegação. Ao tocar no número da página, abre-se uma janela em cima da principal e uma barra, com a qual o leitor pode avançar na visualização do livro sem perder o ponto em que estava na leitura.

A luz embutida na tela é distribuída de forma bem homogênea, algo que facilita e não incomoda em ambientes bastante escuros. problema, afinal pouquíssimas vezes você vai estar num lugar longínquo, sem wi-fi, precisando desesperadamente baixar um livro da sua coleção na nuvem.

Fora isso, o ponto que ainda incomoda bastante no Kindle é o fato de o dispositivo não suportar arquivos em formato EPUB. Claro que é possível fazer a conversão em softwares específicos, mas a Amazon poderia poupar o trabalho de seus consumidores e com isso aumentar o número de fãs e evangelizadores de seu e-reader.

POR STEFANIE SILVEIRA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e publicado à partir de TEC, Folha de S.Paulo | 03/02/2014, às 03h29