Revista literária ‘Cesárea’ vai publicar eBooks


Cesárea, revista literária para iPad criada por Schneider Carpeggiani e por Jaine Cintra no final de novembro e cujo primeiro volume teve cerca de 700 downloads, vai virar editora de livros digitais em março. Estão previstos, por ora, três títulos. Logo depois do carnaval, sairá Polaroides, uma série de fragmentos poéticos publicados pela jornalista e fotógrafa Adelaide Ivánova em seu blog vodcabarata.blogspot.com e selecionados por Carpeggiani. Depois, em abril, será lançado Os Sete Pilares da Apostasia, de Fernando Monteiro, escritor pernambucano que trocou a prosa pela poesia como forma de resistência literária. Para maio está previsto um volume reunindo as principais poesias traduzidas por Ricardo Domeneck (foto), um dos responsáveis pela revista eletrônica e coletivo Modos de Usar. Mas antes disso tudo, em 17/2, sai o 2.º número da Cesárea, com textos de Paulo Bruscky, Elizabeth Bishop, José Luiz Passos, entre outros.

Coluna Babel | Estadao.com.br | 17/01/2014, às 22:00

Como aproveitar melhor o Kindle


Como aproveitar melhor o Kindle

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

Reviews comparando a experiência de um Kindle com um livro impresso você já viu aos montes. E artigos falando sobre as novas funcionalidades do Kindle Paperwhite também. Já contei, em uma coluna, que essa discussão impresso x e-book já venceu e não faz lá muito sentido para meus hábitos de leitora. Então, em vez de preparar um simples review, resolvi compartilhar os macetes que aprendi nos últimos dias que permitem aproveitar ao máximo a experiência no reader e com a sua conta da Amazon.

Depois dessas dicas, vai ser difícil desgrudar do aparelho:

Envie arquivos por e-mail

Esqueça a ideia de transferir arquivos por USB – há um jeito muito mais prático de enviar arquivos para o Kindle. Quando você cadastrou a sua conta na Amazon, automaticamente foi gerado um email com final @kindle.com com suas credenciais. Normalmente, o início do email é o mesmo do email que você usou no cadastro [confirme no painel ‘Sua Conta’, após fazer login na Amazon].

Depois de confirmar o seu email @kindle, aproveite para verificar se você está autorizado a enviar mensagens e arquivos para o endereço – ele só recebe conteúdo de contas previamente selecionadas. Por default, o email que você usou para criar a conta já é autorizado. Mas, caso você use bastante outro endereço, como um email do trabalho, ou se quer autorizar outra pessoa a enviar documentos para seu gadget, autorize-os aqui.

Agora basta entrar no seu serviço de email normal e enviar um email para a conta @kindle com o conteúdo desejado anexado. Você não precisa nem ativar um comando no Kindle – basta o aparelho estar conectado à internet que o download será automático. O que quer dizer que, mesmo que seu reader esteja longe, você pode enviar documentos para ler depois através dele – se você estiver no escritório e o Kindle estiver em casa, por exemplo,

Para enviar PDFs, crie um email, anexe arquivo PDF e coloque, como assunto, ‘convert’. O comando irá fazer com que o seu gadget, assim que for conectado à internet, receba automaticamente o PDF que você enviou e o converta para leitura no reader. Sim,automaticamente.

Mas que tipos de arquivos podem ser abertos no Kindle?

Além dos PDFs em caráter experimental, podem ser convertidos  DOC, HTML, JPEG, TXT , GIF, PNG e  BMP. Seu arquivo não é de nenhum desses tipos? Use os programas online Cloud Convert e o Online Convert ou o software Calibre.

Leia artigos da web em seu Kindle

HTML pode ser convertido? Então significa que você pode ler uma página da web, digamos um artigo longo que encontrou online, no Kindle? Salve uma página da web como HTML em seu computador e então a envie para seu email @kindle. Ela continuará formatada como no browser.

A Amazon oferece também o prático app Send to Kindle. Instale o programa em seu navegador e, quando encontrar um artigo interessante, aperte o botão do aplicativo. Pronto! Ele estará te esperando no leitor. Mas, antes de começar a usá-lo, você vai precisar autorizar o email do app na sua conta da Amazon [como expliquei lá no começo].

Crie coleções

Se você, como essa que vos escreve, tem ~probleminhas~ e é viciado em livros, a melhor maneira de não se perder em sua biblioteca digital é criar coleções. Por enquanto, como não tenho tantos arquivos assim, separei meus livros em ‘lidos’, ‘lendo’, ‘não lidos’ e ‘trabalho’ [as provas que ganho para analisar aqui na GALILEU – aliás, você já leu a seção de livros da revista? ela é feita com o coração].

As amostras são suas melhores amigas

A não ser que você esteja absolutamente certo que comprar um determinado livro, recomendo de coração que você baixe a amostra dele antes de fazer a transação final. Essa funcionalidade já me salvou do frenesi polissilábico que faria com que eu comprasse livros que ficariam encostados pra sempre na minha estante digital [ou me julgando, através da coleção de ‘não lidos’].

Leia notícias em seu Kindle

Kindle 4rss cria um feed com links selecionados por você em seu Kindle. A versão gratuita suporta até 12 sites que mostram até 25 artigos por edição. Acha pouco? Por uma assinatura de US$ 1,99 você tem direito de cadastrar 300 sites e ter uma edição com número ilimitado de artigos.

POR LUCIANA GALASTRI | 17/01/2014, às 16H01

Primeira biblioteca pública de eBooks começa a funcionar em San Antonio, no Texas


Sinal dos tempos: já existe uma biblioteca pública sem livros físicos. A primeira biblioteca de e-books do mundo está localizada na cidade de San Antonio, estado do Texas, nos Estados Unidos. Em funcionamento há alguns meses, a novidade foi muito bem recebida pelo público – e, por dentro, lembra mais uma Apple Store do que uma biblioteca convencional. A descrição vem da Associated Press: “O Texas viu o futuro das bibliotecas públicas, e elas se parecem muito com uma Apple Store: fileiras de iMacs brilhantes acenam, iPads montados em uma mesa cor de tangerina convidam os leitores. E centenas de outros tablets estão prontos para ser levados por qualquer pessoa com cadastro na biblioteca. Mesmo os bibliotecários imitam o código de vestimenta da Apple, com camisas combinando e um capuz.

bibliotech

bibliotech

Os visitantes da BiblioTech – como foi batizada a biblioteca – podem levar para casa um e-reader para ler os livros. Ou, se preferirem, nem precisam se locomover até o ambiente físico da biblioteca: é possível checar o conteúdo pela internet mesmo, já que os livros estão todos armazenados na nuvem. Mas os seus idealizadores acreditam que a biblioteca física ainda é importante para a experiência completa; como explicou Laura Cole, coordenadora de projetos especiais da BiblioTech, à CNN Money em outubro passado: “Somos uma biblioteca tradicional, na qual o edifício em si é um importante espaço comunitário.

O prédio onde fica a BiblioTech conta com 45 iPads, 40 laptops e 48 desktops para ser consultados por seus visitantes, que podem navegar por um catálogo de 10 mil e-books. Caso a pessoa não tenha um tablet ou e-reader para ler a versão digital do livro em casa, ela pode pegar um dos aparelhos para aluguel: são 600 e-readers tradicionais e 200 outros voltados para crianças.

E você? É adepto dos e-books, ou prefere o formato tradicional?

Mundo Itapema FM | 17 de janeiro de 2014

Novos dicionários da língua portuguesa no Kindle


Porto Editora lança simultaneamente dois dicionários adaptados para o Brasil

A Porto Editora, que recentemente elegeu a palavra “bombeiro” como o verbete do ano da língua portuguesa, acaba de lançar na Amazon brasileira dois novos dicionários desenvolvidos para o Kindle: o Grande dicionário da língua portuguesa da Porto Editora [R$ 49,99] e o Dicionário Porto Editora da Língua Portuguesa [R$ 19,90]. Os dicionários seguem o padrão do Kindle, que permite que se consultem palavras em português sem interromper a leitura. O Grande dicionário tem mais de 300 mil definições, reconhecimento de 1,65 milhões de formas flexionadas de verbos, substantivos e adjetivos, além de mais de 100 mil registros de etimologia e notas explicativas sobre grafias preferenciais do Brasil e de Portugal. Já a versão compacta do dicionário tem mais de 140 mil definições e 70 mil entradas que incluem sinônimos, antônimos, locuções e expressões idiomáticas.

A Porto Editora publica dicionários desde 1952 e o seu trabalho na área da lexicografia é reconhecido internacionalmente. A adaptação dos dicionários para as novas plataformas tecnológicas é uma estratégia que começou ainda na longínqua década de 1990. No caso das versões para Kindle específicas para o mercado brasileiro, o trabalho começou em 2013, com o lançamento dos dicionários Porto Editora de Português-Espanhol e Porto Editora de Espanhol-Português.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/01/2014

Escolas particulares adotam tablets em substituição ao livro impresso


O uso de tablets em sala de aula em substituição aos livros impressos tem se tornado uma realidade para muitos alunos de escolas particulares. No caso do uso do equipamento, os estudantes acessam livros digitais. A estimativa da presidenta da Federação Nacional das Escolas Particulares [Fenep], Amábile Pacios, é que 30% das escolas privadas de todo o país adotam de alguma forma o tablet em sala de aula.

Está ocorrendo uma interface entre o uso concomitante do livro eletrônico e o de papel. É uma tendência abandonar o livro didático, já que o livro eletrônico tem vantagens sobre o impresso. Um tablet carrega todos os livros e cadernos e permite interatividade, atualização, o que não ocorre com a versão impressa”, diz.

O Colégio Sigma, de Brasília, começou adotar os tablets em 2012, no primeiro ano do ensino médio. Este ano, o colégio irá formar a primeira turma que terá usado o equipamento durante todo o ensino médio. Professor do Sigma e integrante do núcleo editorial da Editora Geração Digital, Eli Carlos Guimarães diz que o grande diferencial do uso do tablet é a possibilidade de apresentar a matéria de forma mais rica com interatividade e uso da internet, o que facilita a aprendizagem.

Inclusive os alunos resolvem mais as tarefas de casa, a prática de resolução de exercício é maior do que entre os que não usam tablet, talvez até pela curiosidade”, acrescenta. Ele cita ainda como vantagem a portabilidade que permite ao estudante se deslocar com todo o conteúdo de estudo.

Há quem tenha restrições a esse modelo. O presidente da Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Distrito Federal, Luis Cláudio Megiorin, diz que existem pais que têm demonstrado apreensão com a possibilidade de substituição total dos livros impressos e consideram que pode ficar mais difícil controlar quando o filho está realmente estudando no tablet e quando está usando para diversão.

As escolas deveriam investir mais em laboratório. Não e só colocar o mundo digital dentro da sala de aula que vai resolver o problema de atrair mais a atenção dos estudantes. É preciso associar mais a teoria à prática”, avalia Luis Cláudio. Ele argumenta que há colégios que estão elaborando apostilas digitais e ainda não há como medir o impacto desse material na aprovação dos estudantes no vestibular.

Quando o assunto é o valor que os pais têm que desembolsar para comprar os tablets, tanto a presidenta da Fenep, Amábile Pacios, quanto o professor do Sigma Eli Guimarães dizem que o investimento é compensado pela economia com a aquisição dos livros impressos. Os pais, no entanto, precisam pagar pela aquisição do conteúdo digital.

Um tablet de 1,2 mil a 1,3 mil comporta o material necessário. Quando se analisa o preço do equipamento e o conteúdo que ele compra ao longo de três anos, fica mais barato [que comprar os livros impressos ao longo dos três anos]. Além disso, temos que considerar que o tablet pode ser usado para mais coisas”, diz Guimarães.

Luis Cláudio Megiorin discorda. “Não fica mais barato. O mesmo que se gasta no ensino médio em livro de papel, se gasta com o digital, não reduz. A diferença está indo para o lucro”, diz.

Agência Brasil | 17/01/14