“On the road” poderia estar em domínio público em 2014


Se uma antiga lei de copyright dos EUA ainda estivesse em vigor, muito conteúdo já poderia ser usado livremente. Mas a indústria conseguiu mudar as regras

PRINCIPAL OBRA DE JACK KEROUAC ENTRARIA EM DOMÍNIO PÚBLICO [FOTO: REPRODUÇÃO]

PRINCIPAL OBRA DE JACK KEROUAC ENTRARIA EM DOMÍNIO PÚBLICO [FOTO: REPRODUÇÃO]

Já imaginou se livros como On The Road, de Jack Kerouac e Fim de Partida, de Samuel Beckett, ou pinturas como “Celestial Ride”, de Salvador Dalí, fossem de domínio público? O cenário, na verdade, não é tão fantasioso assim. Isso porque tais obras, de fato, teriam seus direitos autorais derrubados em 2014, caso uma antiga lei de copyright dos Estados Unidos ainda estivesse em vigor.

A regra que valeu até 1978 determinava os direitos autorais por, no máximo, 56 anos. Mais tarde, as leis tornaram-se mais rígidas e as obras passaram a cair em domínio público somente após 50 anos da morte do autor.

Em 1998, a proteção se estendeu outra vez: 70 anos depois da morte de seu criador. Conteúdo produzido entre 1950 e 1963, cujos donos fossem corporações, ainda teve o prazo de copyright aumentado para 95 anos a partir da data de publicação.

Para relembrar todo o material que seria de livre uso hoje, o Centro de Estudo de Domínio Público da Universidade de Duke, no estado da Carolina do Norte, nos EUA, divulgou uma lista com grandes obras que entrariam em domínio público se a lei de direitos autorais criada em 1909 ainda prevalecesse.

Além das obras de Kerouac e Dali, entrariam em domínio público nesse ano os livros O Gato com Chapéu e O Grinch, de Dr. Seuss, e From Russia, with Love, de Ian Fleming. Entre os destaques da lista, ainda estão o filme Funny Face, estrelado por Audrey Hepburn, as músicas de Elvis Presley “All Shook Up” e “Jailhouse Rock”, e a pintura “Las Meninas”, de Picasso.

POR EDSON CALDAS | GALILEU| 06/01/2014, às 19H01

Biblioteca sem livros se consolida nos EUA


Bibliotech está a caminho de superar 100 mil visitantes em seu primeiro ano

A cidade texana de San Antonio é a sétima maior cidade dos EUA, mas está na posição de número 60 no ranking de alfabetização, de acordo com o censo daquele país. Uma poderosa ferramenta foi criada há quatro meses para auxiliar a população de mais de 1,3 milhão de pessoas a mudar essa realidade. É a Bibliotech, a primeira biblioteca pública sem livros dos EUA. Nos quatro primeiros meses de funcionamento, a biblioteca bookless já se consolidou e, de acordo com previsões da própria Bibliotech, deve ultrapassar a marca de 100 mil visitantes no seu primeiro ano de funcionamento. A biblioteca tem a disposição de seus frequentadores, mais de 10 mil títulos que podem ser lidos em 700 e-redears, outros 200 e-readers especialmente preparados para crianças, quase 50 computadores desktops, além de laptops e iPads.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 06/01/2014