Biógrafo de Steve Jobs busca colaboradores online para seu novo livro


Walter Isaacson liberou trechos de obra na web em busca de feedback dos internautas. Livro é sobre surgimento da era digital.

Após publicar a biografia de Steve Jobs no final de 2011, o autor Walter Isaacson agora trabalha em um livro sobre as origens e o surgimento da era digital e, para mostrar que está em sintonia com o tema, publicou trechos da obra na web em busca de feedback dos internautas.

Como aponta o TechCrunch, Isaacson publicou trechos do seu novo livro em diversas plataformas digitais, como Medium e Scribd, e pediu para que os usuários leiam e contribuam com notas e/ou correções.

A colaboração online é a razão pela qual a Internet foi criada originalmente e estou interessado em todos os comentários ou correções que os leitores possam fazer anter de eu publicar o livro em um ano”, afirmou o autor, que também já publicou biografias sobre outras grandes nomes da história, como Benjamin Franklin e Albert Einstein.

IDG NOW | 30 de dezembro de 2013 | às 12h49

Livro Digital Etc.


Conheça dispositivos de leitura, processos de produção e modelos de negócio

Se editores e autores trabalharem juntos e conectados à demanda do mercado, verão que existe espaço para livros impressos e digitais caminharem juntos tranquilamente por muito tempo.

Porém, o leitor já não se contenta mais com apenas um canal de distribuição; ele quer escolher onde, como e quando acessar o conteúdo, seja papel, web ou dispositivos móveis, em tempo real quando for necessário ou de maneira assíncrona quando for conveniente.

Neste livro você encontrará conceitos como:

  • Rumo ao digital: a mudança de paradigma.
  • Formatos e características do livro digital: TXT, PDF, HTML, ePUB,ePUB3, iBooks, Mobi, AZW, KF8 e APPs.
  • A importância da linguagem HTML como centro nevrálgico do livro digital em seus vários formatos.
  • O formato ePUB como a grande plataforma aberta de publicação.
  • O livro na Open Web: a fusão livro/web.

Dados técnicos do livro

  • ISBN: 978-85-7452-639-3
  • Edição: 1
  • Páginas: 144
  • Largura: 14
  • Comprimento: 21
  • Lombada: 0.8
  • Volume: 235.2
  • Ano: 2014
  • Lançamento: 27/01/2014
Fábio Flatschart

Fábio Flatschart

Sobreo autor Fábio Flatschart

Marketing e Digital Publishing da Soyuz Sistemas e Sócio da Flatschart Consultoria LTDA, empresas com as quais participou do desenvolvimento e da implantação de projetos pioneiros nas áreas de Open Web Platform no Brasil e de programas de capacitação e consultoria para grandes empresas como Editora Moderna, Senac, Editora Pearson e Grupo Editorial Nacional [GEN]. Colunista do portal iMasters e colaborador de artigos para veículos como Portal G1, IBM DeveloperWorks e Portal EAD Senac. Professor dos mais renomados MBAs do Brasil [FGV, FIA e Trevisan]. Autor de “ActionScript 3.0 – Interatividade e Multimídia do Adobe Flash CS5” e “HTML5 – Embarque Imediato” e coautor de “Open Web Platform”, também publicados pela Brasport.

Pelas redes sociais, leitores influenciam produção de livro


Público participa sugerindo títulos a serem comprados, escolhendo capas e interferindo até na agenda de lançamento

Capas de livros Montagem sobre fotos de divulgação  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/pelas-redes-sociais-leitores-influenciam-producao-de-livros-11143634#ixzz2pFyuonL1  © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Capas de livros Montagem sobre fotos de divulgação

RIO – O mercado editorial é como um cassino. Nele, se investe muito dinheiro em leilões acirrados para a compra de títulos, que não passam de apostas, já que ninguém sabe qual livro pode ser o próximo best-seller, e o risco de prejuízo é grande. As editoras, claro, fazem o possível para dar uma forcinha ao imponderável. E a cartada da vez é ouvir quem faz as contas fecharem: os leitores. Pelas redes sociais, as editoras brasileiras têm se dedicado a acolher sugestões, que vão dos títulos a serem publicados, passando pela agenda de lançamentos, a melhor tradução, a melhor capa e até estratégia de divulgação, entre outras etapas do processo editorial.

Pela idade dos leitores, esse tipo de iniciativa se concentra, sobretudo, nas obras infantojuvenis e “young adult” [jovens adultos]. Segmento que está entre os maiores fenômenos de venda no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, segundo números da GfK, multinacional que pesquisa o mercado livreiro no país, o setor foi o que mais cresceu do ano passado para cá, com um aumento de 24% nas vendas em livrarias. Não à toa, todas as grandes editoras do país têm selos voltados para o gênero.

“O livro é lançado com mais respaldo”

Em um mercado tão disputado, uma das vantagens da interação com os leitores é criar um filtro a mais. Todo grande grupo editorial contrata “scouts”, olheiros bem informados sobre as novidades internacionais, que sugerem a compra de títulos, muitas vezes superdisputados em leilões. A competição é tanta que, em alguns casos, os direitos são comprados antes mesmo de o livro ser escrito pelo autor. Mas nem tudo cai na rede do “scout”. E é aí que entram as sugestões do público.

— Os leitores estão concentrados no que está sendo lançado agora [no exterior]. É bom lembrar que os scouts trabalham com material inédito e muitas vezes sigiloso. Acho que os papéis dos dois se complementam. É ótimo receber uma dica que dá certo — diz Ana Lima, editora do selo Galera, da Record. — E é melhor tomar decisões assim. O livro é lançado com mais respaldo, fica mais interessante para as livrarias, e muitas vezes a expectativa impulsiona a pré-venda.

Diferentemente de outros editores, Ana costuma, ela mesma, trocar mensagens com leitores, não só pela página da Record no Facebook, mas também em seu perfil pessoal. Ana já até conhece alguns pelo nome, de tantos recados que recebe. Foram dicas recebidas assim que levaram a Record a publicar “Mass Effect — Revelação”, do canadense Drew Karpyshyn, baseado no game de mesmo nome.

Diante do novo cenário, há quem priorize a escalação de editores com presença já forte nas redes sociais. A Casa da Palavra, por exemplo, acaba de contratar o escritor Affonso Solano para ser curador do selo Fantasy, na vaga aberta com a ida de Raphael Draccon para a Rocco. Solano, que tem mais de 30 mil seguidores no Twitter, é o criador do podcast “Matando robôs gigantes”, no site Jovem Nerd. E já está pensando em usar a web a seu favor.

— Vamos fazer um concurso pela internet para escolher um novo autor de fantasia. A editora estava com muitos originais recebidos, e essa interação será um jeito de resolver isso — conta ele.

Há casos em que a pressão dos leitores pesa mais até do que as vendas. No ano passado, por exemplo, a Sextante havia lançado “Como se livrar de um vampiro apaixonado”, da americana Beth Fantaskey. As vendas não haviam sido muito expressivas, lembra Mariana de Souza Lima, editora do selo Arqueiro, mas a reação dos leitores foi tão boa que a empresa resolveu publicar a sequência.

— Aprendemos muito com o Paulo Coelho [autor da Sextante], que tem uma presença muito forte nas redes sociais. Trata-se de um filtro superespecializado, porque falamos com pessoas que também vão comprar o livro — diz Mariana.

A Sextante mantém um grupo no Facebook chamado “Romances de época”, que reúne fãs do gênero histórico, normalmente mulheres. Recentemente, recebeu blogueiras na editora, com sugestões de dez autoras para serem publicadas. Sem revelar nomes, Mariana afirma que decidiu comprar duas.

— É um mercado que cresceu tanto, que é difícil para um scout mapear tudo. Tem muita coisa que escapa. Também porque os scouts estão focados nos lançamentos mais disputados. Mas há séries que não têm tantos holofotes. São leitores especializados, têm um olhar muito valioso. E trazem opiniões sempre fortes e bem fundamentadas — diz Julia Moritz Schwarcz, publisher do selo Seguinte, da Companhia das Letras.

Julia lembra que, com o olhar dos leitores de hoje, dificilmente a Companhia das Letras teria perdido a chance de publicar Harry Potter no fim dos anos 1990. Em um caso já folclórico do mercado editorial brasileiro, a editora rejeitou o original, depois de receber um parecer negativo — e o sucesso de vendas caiu nas mãos da Rocco. Hoje, diz a publisher, os pareceres do selo Seguinte são encomendados a leitores da faixa etária do livro em questão.

Tradução por e-mail

Julia destaca ainda que a influência das redes sociais chega mesmo à produção gráfica. Como se trata de um público que gosta de colecionar, às vezes os leitores sugerem até o formato. Foi o caso dos romances da série “Bloodlines”, que surgiu a partir de “Academia de vampiros”. Os leitores pediram que os novos livros tivessem 23cm x 16cm, para “ficarem bonitos” na estante. No segmento de infantojuvenis, também já é comum a escolha da capa passar pelo crivo do público. A Rocco, por exemplo, lançou “O chamado do cuco”, da inglesa J. K. Rowling com a mesma capa da edição britânica, a pedidos.

Danielle Machado, editora da Intrínseca, lembra até que já recebeu e-mail com uma tradução prontinha de um livro inteiro. E conta que há casos em que a agenda de lançamentos também é influenciada por pedidos. Com o livro “A casa de Hades”, do americano Rick Riordan [o sexto mais vendido de 2013 entre os infantojuvenis, segundo o portal de notícias do setor Publishnews], a Intrínseca precisou correr para lançar o romance ao mesmo tempo que nos Estados Unidos.

— É uma coisa que eles sempre pedem. É difícil, porque precisamos receber os originais bem antes. Mas a força dos fãs até nos ajuda a negociar esse tipo de acordo com os agentes — diz Danielle.

Por Maurício Meirelles | Publicado originalmente em O Globo | 24/12/2013 | © 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Smashwords fecha parceria com Scribd


Sempre comparado a indústrias próximas como televisão e música, o mercado digital há tempos espera a expansão do “Netflix/Spotify para livros”, ou seja, modelo de leitura por assinatura. O Oyster, lançado este ano, foi o primeiro serviço que chamou um pouco mais a atenção, principalmente por contar com o catálogo da HarperCollins. E parece que tem futuro: a Perseus anunciou semana passada que seu catálogo também fará parte da biblioteca do Oyster. Outro grande passo do modelo por assinatura foi o acordo entre a gigante da autopublicação Smashwords e a Scribd. O catálogo gargantuesco de 225 mil e-books autopublicados da Smashwords farão parte da biblioteca da Scribd [por US$ 8,99 por mês].

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 23/12/2013

Livro digital deve ter imunidade tributária


Por Thiago Zappelini *

A Constituição da República trata, nos artigos 150 ao 152, dos limites do poder de tributar das pessoas políticas [União, Estados, Distrito Federal e Municípios]. Dentre esses limites são estabelecidas algumas imunidades sobre impostos no inciso VI do artigo 150, ou seja, naquela passagem a Constituição veda a cobrança de quaisquer tipos de impostos [I] dos entes federativos entre si, [II] dos templos de qualquer culto, [III] patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei, [IV] livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão e, recentemente com a criação da emenda constitucional 75, [V] fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham.

Isso quer dizer que nas hipóteses supracitadas não se pode cobrar impostos sob pena de o agente ou o ente público cometer um ato inconstitucional [ilegal]. Por mais que as imunidades, na prática, tenham efeitos idênticos às isenções, elas não se confundem. “Imunidade é o obstáculo criado por uma norma da Constituição que impede a incidência de lei ordinária de tributação sobre determinado fato, ou em detrimento de determinada pessoa, ou categoria de pessoas”[1], enquanto isenção decorre de lei infraconstitucional que desobriga o sujeito passivo ao pagamento do tributo mesmo que este pratique o fato gerador da obrigação tributária. Além disso, isenção é uma forma de exclusão do crédito tributário[2] e pode-se dizer que a imunidade é uma forma qualificada ou especial de não incidência[3].

A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição [sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão] existe no Brasil desde a Constituição de 1946, entretanto ela abrangia apenas o papel destinado à impressão dos livros, jornais e periódicos. A partir da Constituição de 1967 a imunidade ultrapassou o papel e chegou aos próprios livros, jornais e periódicos, o que foi mantido nas Constituições posteriores.

Esta imunidade tributária foi criada pelo constituinte originário com a intenção de promover a cultura, educação, liberdade de expressão e comunicação, incentivar a leitura, entre outras no mesmo sentido. Ocorre que nem sempre é fácil estabelecer os limites da referida imunidade. Com relação aos livros, quais deles seriam alcançados por ela? Defende-se que quaisquer livros devem ser imunizados, independente do seu conteúdo, mas para isso eles devem conter algum conteúdo que transmita informações e/ou ideias. Dessa forma, os livros de ponto, livros fiscais, livro-razão, livro de atas, não estão protegidos pela aludida imunidade[4].

O Supremo Tribunal Federal parece concordar com essa tese, pois já decidiu no sentido de, inclusive, as listas telefônicas[5] e até mesmo álbum de figurinhas[6] estarem imunes ao pagamento de impostos, já que transmitem informações e/ou ideias.

Trata-se de imunidade, tipicamente, objetiva, pois ela recai sobre o livro, o jornal ou o periódico, ou seja, recai no objeto, não na pessoa que o produz. Para Hugo de Brito Machado[7], essa imunidade deve se estender à todos os materiais necessários à confecção do livro, jornal ou periódico. Segundo ele, “nenhum imposto pode incidir sobre qualquer insumo, ou mesmo sobre qualquer dos instrumentos ou equipamentos, que sejam destinados exclusivamente à produção desses objetos”[8], inclusive a venda ou distribuição não poderiam ser tributadas.

Entretanto, para o STF a imunidade analisada não possui tanta abrangência. Quanto aos insumos destinados à impressão dos referidos objetos, o Supremo entende que estão agasalhados pela imunidade, pois já proferiu decisão no sentido de que ela se estende “a materiais que se mostrem assimiláveis ao papel, abrangendo, em consequência, para esse efeito, os filmes e papéis fotográficos[9]”, inclusive na sua fase de comercialização[10]. Contudo, com relação à tinta destinada a sua impressão[11] e os serviços de distribuição[12], entende que estes devem ser tributados.

Outro ponto interessante sobre o tema é com relação a quais tributos os livros, jornais e periódicos estão imunes. Segundo a letra fria da Constituição Federal apenas os impostos não são devidos. Há, entretanto, quem entenda que também são vedadas as cobranças de taxas e contribuições de melhoria ou quaisquer outras espécies de tributos[13] [empréstimos compulsórios e contribuições sociais]. Na visão da Suprema Corte somente os impostos estão abrigados pela imunidade. Em decisão a respeito do Finsocial [contribuição social] firmou opinião no sentido de restringir a imunidade do artigo 150, VI, “d”, apenas aos impostos[14].

Hodiernamente o Poder Judiciário tem assistido algumas batalhas entre contribuintes e fisco com relação ao livro eletrônico. A tendência seria aceitar sua imunidade, pois os mesmos são livros que transmitem ideias/informações, e como prevê a Constituição os livros estão imunes a impostos. Entretanto, há quem entenda que a Constituição ao tratar “do papel destinado à sua impressão” limitou a imunidade aos livros impressos. As decisões estão divididas no sentido de imunizar e não imunizar o livro eletrônico. O STF reconheceu a repercussão geral do tema[15], mas até o momento não proferiu acórdão, apenas decisões monocráticas que, lamentavelmente, afastaram a imunidade tributária dos livros eletrônicos[16].

Com relação aos e-books [livros eletrônicos] o operador do direito deve interpretar a norma da constituição de forma teleológica, ou seja, da forma que o fim para o qual a norma foi elaborada seja atingido, mesmo diante das transformações da sociedade. No referido caso é exatamente isso que deve ser feito. O Constituinte de 1988 não tinha como prever a criação dos livros eletrônicos, por isso não os mencionou na carta magna. Entretanto referiu-se aos livros, jornais e periódicos de forma genérica e por isso os livros eletrônicos devem ser abrigados pela imunidade mesmo que o constituinte faça menção ao papel destinado à sua impressão, já que os e-books não deixam de ser livros.

Há quem afirme, ainda, que pelo princípio da capacidade contributiva os livros eletrônicos não devem ser agasalhados pela imunidade de impostos. Segundo essa corrente, os contribuintes que têm acesso a esses livros possuem maior poder aquisitivo e por isso devem se submeter ao pagamento de impostos sobre os e-books. Data máxima vênia, essa corrente não pode prosperar. Os livros eletrônicos, em sua maioria, são mais baratos que os livros impressos e alguns deles podem ser adquiridos de forma gratuita. Além disso, afirmar ser a capacidade contributiva dos indivíduos que possuem acesso aos livros virtuais maior que a dos demais é extremamente duvidoso, é um critério obscuro que nem sempre condiz com a realidade. Ademais, o STF já entendeu que até os álbuns de figurinhas estão imunes a impostos e, como é de conhecimento popular, um indivíduo que adquire um álbum de figurinhas gastará muito mais do que aquele que comprou uma obra literária virtual, pois, o primeiro terá vários gastos com as “figurinhas” que deverá adquirir para completar o álbum. Assim, deve-se afastar esse argumento.

Vale mencionar que o livro eletrônico, via de regra, é um arquivo virtual. Para acessá-lo deve-se executá-lo em um aparelho eletrônico [um leitor]. Por fruto da interpretação teleológica já há quem sustente que até mesmo os leitores que se destinem exclusivamente à execução desses arquivos estão abrigados pela imunidade do artigo 150, VI, “d”[17]. E essa interpretação já foi aceita pela Justiça Federal do Estado de São Paulo, em decisão que o magistrado deferiu o pedido de imunidade tributária ao contribuinte na aquisição de um leitor eletrônico que possui função exclusiva de reproduzir os arquivos dos livros eletrônicos, com fundamento no artigo 150, VI,”d” da Constituição[18].

A imunidade tributária analisada possui inúmeras dúvidas, discussões e questionamentos que talvez jamais desapareçam na vida dos juristas. Por força do artigo 5º, parágrafo 1º, da Constituição essas dúvidas não podem ser regulamentadas através de lei complementar ou ordinária, deve o intérprete analisar o caso concreto a aplicar a norma de acordo com a sua finalidade primordial. E para isso deve, preferencialmente, interpretá-la pelo método teleológico.

[1] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 234.

[2] Artigo 175, inciso I, Código Tributário Nacional.

[3] SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário. 1ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2009. pp. 240-241.

[4] CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. 24 ed. São Paulo: Malheiros, 2008. p. 779.

[5] RE 134071, Relator[a]: Min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, julgado em 15/09/1992, DJ 30-10-1992 PP-19516 EMENT VOL-01682-02 PP-00410.

[6] RE 221239, Relator[a]: Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 25/05/2004, DJ 06-08-2004 PP-00061 EMENT VOL-02158-03 PP-00597 RTJ VOL-00193-01 PP-00406.

[7] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 295.

[8] Ibdem.

[9] RE 495385 AgR, Relator[a]: Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 29/09/2009, DJe-200 DIVULG 22-10-2009 PUBLIC 23-10-2009 EMENT VOL-02379-07 PP-01514 RT v. 99, n. 891, 2010, p. 226-229.

[10] RE 278636 AgR, Relator[a]: Min. MAURÍCIO CORRÊA, Segunda Turma, julgado em 27/03/2001, DJ 01-06-2001 PP-00082 EMENT VOL-02033-06 PP-01207.

[11] RE 265025, Relator[a]: Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 12/06/2001, DJ 21-09-2001 PP-00054 EMENT VOL-02044-02 PP-00445.

[12] RE 568454 AgR, Relator[a]: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013.

[13] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 295.

[14] RE 278636 AgR, Relator[a]: Min. MAURÍCIO CORRÊA, Segunda Turma, julgado em 27/03/2001, DJ 01-06-2001 PP-00082 EMENT VOL-02033-06 PP-01207.

[15] RE 330817 RG, Relator[a]: Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 20/09/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-192 DIVULG 28-09-2012 PUBLIC 01-10-2012.

[16] Por todas cita-se: RE 330817, Relator[a]: Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 04/02/2010, publicado em DJe-040 DIVULG 04/03/2010 PUBLIC 05/03/2010.

[17] CARVALHO, Lucas de Lima. A imunidade tributária dos leitores eletrônicos no Brasil. Revista Tributária e de Finanças Públicas. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, ano 20, n.107, p.15-45, nov./dez. 2012.

[18] MS 0025856-62.2009.4.03.6100 – 22ª Vara Federal Cível de São Paulo.

* Por Thiago Zappelini, graduando em Direito na Unisul [Universidade do Sul de Santa Catarina]

Publicado originalmente na revista Consultor Jurídico

Manifesto diz que inovação está no livro físico, não em eBooks


Ao mesmo tempo em que o universo dos textos impressos encolhe, o livro -ou, pelo menos, algumas de suas características mais conhecidas – revela uma capacidade notável de continuar vivo on-line.

Parece que a ideia do livro está tão profundamente enraizada no inconsciente coletivo que ninguém suporta deixá -la para trás.

A Amazon alega que, em seu mais recente e -reader, “as páginas são virtualmente indistinguíveis de um livro físico“. Estantes de livros em salas de estar podem estar virando coisa do passado, mas compre um e -book do iBooks e a Apple prometerá “descarregar livros para sua estante” imediatamente.

Algumas funções dos livros físicos que não parecem ter lugar na era digital estão sendo conservadas, mesmo assim. As editoras ainda encomendam capas para e-books, apesar de a função delas -atrair a atenção de leitores numa loja repleta de títulos – ter deixado de existir.

Muitas das tentativas de modificar a experiência fundamental do livro fracassaram.

A Social Books, que permitia que os usuários comentassem trechos específicos de livros, virou Rethink Books e depois fracassou.

Peter Meyers, autor de "Breaking the Page", sobre o futuro dos livros, em seu escritório, em Nova York |  Photo: Hiroko Masuike - 27.nov.13/The New York Times

Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, sobre o futuro dos livros, em seu escritório, em Nova York | Photo: Hiroko Masuike – 27.nov.13/The New York Times

A Push Pop Press, que misturava textos, imagens, áudio, vídeo e gráficos interativos, foi comprada pelo Facebook em 2011, e não se ouviu falar mais nela.

A mais recente a tropeçar foi a Small Demons, que explora as relações entre livros. Por exemplo, um usuário que se interessasse pelo “Ziegfeld Follies” ao ler “O Grande Gatsby” poderia seguir um link apontando para trechos em que o espetáculo de teatro de revista aparece em 67 outros livros. A Small Demons informou que vai fechar neste mês, sem ter conseguido um novo investidor.

Muitas dessas soluções nasceram da capacidade de um programador de criar alguma coisa, mais do que do entusiasmo dos leitores por coisas de que precisam“, disse Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, análise ainda inédita da transformação digital dos livros.

O inovador digital Bob Stein escreveu recentemente que “as pessoas com frequência me pedem reflexões sobre ‘o futuro do livro’“. Como ele é fundador do Instituto para o Futuro do Livro, seria lógico imaginar que ele pudesse prever e até saudar a pergunta. “Francamente, não a suporto“, escreveu.

MANIFESTO

Existe até um movimento que proclama que os mecanismos mais inovadores para a reprodução e a leitura de histórias estão sendo desenvolvidos não nos e -books, mas em livros físicos.

O manifesto do movimento está impresso na capa de um novo volume, “Fully Booked: Ink on Paper: Design & Concepts for New Publications”, que ironiza a noção da internet como sendo a novidade mais recente.

Quando a internet se popularizou, pareceu que os livros precisavam de uma revisão.

O livro físico tinha se tornado algo bastante limitado, avesso ao design fora de sua capa“, comentou Peter Brantley, que administra a conferência Books in Browsers, em San Francisco.

Depois, todas as limitações desapareceram.

Algumas start -ups optaram por uma abordagem básica: pegam um texto e o dividem em partes. O serviço Safari Flow, da Safari Books, oferece capítulos de manuais técnicos por uma assinatura mensal de US$ 29. A Inkling faz o mesmo com títulos voltados ao consumidor geral. Se você quiser comprar apenas o capítulo sobre massas, pode adquiri -lo por US$ 4,99, em vez de ter a obrigação de comprar o livro de receitas na íntegra.

O enfoque da Citia é mais ambicioso. Trabalhando em cooperação com um autor, seus editores pegam um livro de não ficção e reorganizam as ideias dele em fichas digitais que podem ser lidas em aparelhos diversos e transmitidas pelas redes sociais.

‘DECISÃO DIFÍCIL’

A decisão de dedicar 10 ou 15 horas de tempo à leitura de um livro será cada vez mais difícil de ser tomada“, explicou Meyers, vice -presidente de inovação editorial e de conteúdo da Citia. “Por isso, precisamos libertar as ideias presas dentro dos livros.

Um dos primeiros livros a ser submetido ao tratamento da Citia foi “Para Onde nos Leva a Tecnologia”, de Kevin Kelly. Seções do livro são resumidas em uma ficha, e depois o leitor pode mergulhar nas divisões de cada seção.

Mas, desde que surgiu, em 2012, a empresa criou fichas de apenas quatro livros. Ela está em negociações com agências de publicidade e talentos, empresas de serviços financeiros e de produtos ao consumidor. “Todas as empresas estão se tornando empresas de mídia“, disse Meyers. “Todas precisam contar histórias sobre seus produtos.

Como rotular essas histórias é outra questão.

Quando um livro é colocado on -line, pode ser apenas por saudosismo que ele continue a ser conhecido por seu nome antigo. “Vamos continuar a reconhecer e -books como sendo livros, mas nossa visão do trabalho de contar histórias vai se ampliar, inevitavelmente“, disse Brantley.

POR DAVID STREITFELD | DO “NEW YORK TIMES”, EM SAN FRANCISCO | Clipado à partir de Folha de S.Paulo | 17/12/2013, às 02h30

Mercado de direitos


Inicialmente, Rights Data Integration durará 27 meses

A União Europeia lançou o projeto piloto de um “Copyright hub”, um centro online de compra e vendas de direitos de conteúdo. Segundo o próprio site, o Rights Data Integration é  “uma demonstração de como administrar e comercializar direitos de propriedade online de forma eficiente e para todos os tipos de conteúdo, utilização e mídias”. A ideia principal é permitir a comercialização, mas também fornecer informações sobre quem detém os direitos de algum conteúdo – facilitando, e muito, o trabalho do editor, no caso do mercado editorial. Além de livros de texto, o RDI contempla também obras musicais, notícias, fotografias e conteúdo audiovisual. Financiado em parte pela Comissão Europeia e em parte pelos parceiros da indústria, o RDI já possui nomes de peso como Pearson, Reed Elsevier, Getty Image UK, British Library e  a alemã Axel Springer.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 16/12/2013

Novo Kindle Paperwhite promete leitura confortável


Kindle Paperwhite

Kindle Paperwhite

A Amazon lançou no Brasil o seu e-reader mais avançado, o Novo Kindle Paperwhite. O dispositivo, que conta com um acervo de mais de 1 milhão de livros, dos quais mais de 14 mil são em português, custa 480 reais na versão Wi-Fi.

A nova geração do gadget conta com novidades em relação à anterior e promete trazer mais conforto e praticidade para a sua leitura. Isso porque, segundo a Amazon, a tela do e-reader, que tem 6 polegadas, tem contraste maior e sua bateria é capaz de durar até 8 semanas com uma única carga.

Pesando apenas 213 gramas, o gadget também oferece novas funções. Uma delas é a Page Flip, que permite ao usuário navegar pelas páginas do livro sem perder o ponto no qual parou a leitura. Com o Construtor de Vocabulário, é possível ainda armazenar as palavras pesquisadas.

Lançado em setembro nos Estados Unidos, o Novo Kindle Paperwhite foi bem recebido pela crítica. Para o The Verge, por exemplo, “ele não apenas é um ótimo e-reader como é o único que vale a pena levar em conta”. A CNET também elogiou o dispositivo, mas observou, contudo, que a Amazon não trouxe nada de novo em relação às suas dimensões.

Exame | 16/12/13

Uma agenda para o livro em 2014


A palestra Cenário Político e Perspectivas para 2014, promovida pela Abrelivros e CBL, apresentada pelo jornalista Rui Nogueira na última segunda-feira, 9/12, mostrou que 2014 será um ano atípico. Será um ano cujas agendas política, esportiva e cultural brasileiras estarão repletas de eventos. Teremos a Copa do Mundo, Carnaval, Bienal do Livro de São Paulo, as Eleições, só para citar os mais significativos, sem deixar de lado a agenda de manifestações que também podem ocorrer.

2014 será um ano em que certamente teremos dezenas de lançamentos editoriais voltados ao mundo dos esportes, principalmente livros falando da história do futebol, biografias, negócios e marketing esportivo. É um campo promissor. O mercado editorial brasileiro precisa perceber esta agenda nacional, para dela fazer uso, e estrategicamente se beneficiar.

Mesmo com agenda lotada, a Bienal do Livro, que ocorre no segundo semestre, por exemplo, não deve sofrer com a falta de audiência e público, uma vez que já faz parte da agenda oficial da cidade. O ideal, no entanto, é que consiga, com a participação do próprio mercado, superar o glamour daquelas edições com centenas de lançamentos exclusivos e com aqueles descontos irresistíveis para os consumidores e leitores.

Ações para promover a leitura são sempre bem vindas, mas o que falta, no entanto, para o mercado editorial alcançar níveis mais surpreendentes no consumo da leitura, é que o livro, enquanto suporte básico da educação, entre de vez na agenda política brasileira. Com um projeto engajado, a médio e longo prazos, tanto do ponto de vista empresarial, quanto do ponto de vista do serviço público.

O livro está para a educação, como a bola está para o futebol, assim como o voto está para a democracia. O Governo, na verdade o Estado, como bem frisou o jornalista Rui Nogueira, e a sociedade brasileira como um todo, deve colocar o livro no centro de suas atenções se quiser realmente melhorar o nível de acesso à informação, elevar a qualidade de conteúdo na educação, e se pretende reduzir o déficit literário, e cultural, que já se tornou histórico em nosso país.

Ednei Procópio

Ednei Procópio

POR EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Seu mais novo trabalho “A Revolução dos eBooks”, será publicado pela Editora do Senai no início de 2014. Procópio fundou a LIVRUS [www.livrus.com.br], uma empresa que tem como objetivo levar os autores e as suas obras para a era digital.

Fã de livro digital admite recaída pelas páginas de papel


Segundo pesquisa, jovens que leem em papel absorvem mais informações | Photo: David Walter Banks/The New York Times

Segundo pesquisa, jovens que leem em papel absorvem mais informações | Photo: David Walter Banks/The New York Times

Eu não queria voltar a ler livros em papel, mas honestamente não tive escolha. Minha cadela Pixel me forçou a isso.

O caso é que Pixel, com seus 16 quilos de energia, tem interesse obsessivo por sombras e reflexos. Na praia ou no parque, ela não persegue pássaros ou bolas de tênis; persegue suas sombras, olhando para o chão. E em casa, quando pego o iPad para ler um livro eletrônico, ela começa a girar freneticamente, e pula sobre mim tentando apanhar o reflexo da tela. Na maior parte das vezes, é uma cena engraçada, mas o hábito pode ser extremamente irritante quando estou em uma boa história.

Por isso, dois meses atrás decidi que tentaria um livro em papel. Pixel, por sorte, não pareceu muito impressionada com as qualidades reflexivas do papel. No entanto, e para minha surpresa, descobri que eu estava impressionado.

No passado, já debati os prós e contras dos livros em papel comparados aos digitais, e em muitos casos optei pela versão digital, dada a capacidade de carregar mil livros em um só aparelho, a presença de um dicionário integrado e a facilidade para compartilhar trechos interessantes via redes sociais.

Mas os livros eletrônicos podem ser realmente irritantes. No meu iPad, se uma mensagem de texto, e-mail ou outro alerta chega, sou rapidamente derrubado da página do livro. E mesmo quando meus aparelhos estão em modo avião, ou quando estou usando um Kindle, preciso lidar com Pixel.

Quando toquei um livro em papel, pela primeira vez depois de muitos anos, foi como aqueles momentos nos quais você ouve uma canção nostálgica no rádio e se perde completamente. A sensação de um livro em papel, com a textura áspera das páginas e a lombada grossa, oferece uma experiência absorvente e prazerosa –às vezes bem superior à de ler em um aparelho eletrônico.

Alguns estudos recentes constataram que a sensação tátil do papel também é capaz de criar uma experiência de aprendizado que propicia muito mais imersão ao leitor. O motivo? Muitos cientistas acreditam que seja neurológico.

Um relatório de pesquisa publicado pelo International Journal of Education Research constatou que alunos de ensino médio que liam textos em papel tinham resultados muito superiores, em termos de compreensão de leitura, do que alunos que liam o mesmo texto em formato digital.

Além disso, de acordo com um relatório publicado em outubro pelo Book Industry Study Group, que acompanha a situação do setor editorial, a venda de livros eletrônicos se desacelerou nos últimos 12 meses, respondendo por 30% do total de livros vendidos.

E não são apenas os velhos ranzinzas ou os proprietários de animais de estimação hiperativos que optam pelos livros em papel. Os adolescentes também o fazem.

Outro estudo, divulgado pela Voxburner, uma companhia britânica de pesquisa que rastreia como os jovens consomem mídia, sugere que a maioria dos adolescentes e jovens adultos do Reino Unido, com idades dos 16 aos 24 anos, prefere livros em papel a livros eletrônicos.

Há dois motivos principais para a preferência, diz a pesquisa. Primeiro, muitos dos entrevistados disseram gostar da sensação de ter um livro nas mãos, se comparada a uma experiência digital na qual a tela pode ser anódina e estéril.

O outro motivo fornecido para não comprar livros digitais é o preço. Muitos dos jovens britânicos entrevistados pareciam genuinamente perplexos pelos altos preços dos livros eletrônicos, que podem variar dos US$ 10 aos US$ 15, em média, ante os livros de bolso, que custam quase exatamente o mesmo ou até menos. “É evidente que eles enfrentam dificuldade para atribuir aos livros eletrônicos o mesmo valor atribuído pelas editoras”, o relatório de pesquisa afirma.

Eu continuo a ler livros no meu iPad, especificamente quando viajo, já que livros eletrônicos pesam quase nada e agora podem ser lidos até durante a decolagem e aterrissagem. Mas em casa, deitado no sofá, certamente vou continuar lendo também livros em papel, mesmo que Pixel não goste deles.

NICK BILTON | DO “NEW YORK TIMES” | Tradução de PAULO MIGLIACCI | Publicado por Folha de S.Paulo | 16/12/2013, às 03h30

Noruega quer disponibilizar todos os seus livros para leitura gratuita on-line


Biblioteca Nacional da NoruegaEm até 23 anos, a Noruega pretende disponibilizar a seus habitantes, pela internet, todos os livros publicados no país, independentemente de estarem protegidos ou não por direitos autorais.

Conforme seus endereços de IP [espécie de identificação de um computador na rede], os noruegueses terão disponíveis obras que vão da Idade Média aos dias de hoje, graças a uma iniciativa da Biblioteca Nacional da Noruega.

Desde 2006, a instituição tem digitalizado a íntegra de seu acervo, tornando todos os textos passíveis de serem lidos on-line e encontrados por ferramentas de busca, como Google, Yahoo! e Bing. Os livros que estiverem em domínio público poderão ainda ser baixados pelos internautas.

Pela legislação, todo conteúdo publicado no país, em qualquer meio, deve ser guardado na Biblioteca Nacional da Noruega. Isso quer dizer que não só livros, mas jornais, fotografias e transmissões radiofônicas e televisivas constituirão o acervo digital.

Outras nações como Reino Unido, Finlândia e Holanda também buscam digitalizar seu acervo físico, mas a Noruega foi uma das primeiras a aderir à ideia de servir como repositório eletrônico do patrimônio cultural da nação.

FOLHA DE S.PAULO | TEC | 16/12/2013, às 03h25

IPA parabeniza Turquia pela redução de impostos sobre eBooks


Imposto sobre valor agregado vai cair de 18% para 8%

A Associação Internacional do Editores [IPA] comemorou ontem a decisão do governo da Turquia de reduzir o imposto sobre valor agregado [chamada VAT] dos e-books, alinhando-o com a taxa cobrada no caso dos livros impressos: passou de 18% para 8%. Em nota, no site, o secretário geral da IPA Jens Bammel parabenizou a Turquia “por ter se juntado ao pequeno, porém crescente, grupo de países que reconhecem que ambos os formatos do livro, digital e impresso, devem ter a mesma taxa VAT. Do contrário, o governo interfere na escolha do leitor de passar para o formato digital”. A Turquia saiu na frente do Brasil e Europa nessa questão. Por aqui, o debate sobre a harmonização dos impostos entre e-books e livros físicos ainda tramita pelos corredores do congresso. Em maio deste ano, um seminário na Câmara dos Deputados reuniu editores e representantes da indústria para apoiar a isenção de impostos sobre e-books. Na ocasião, a deputada Fátima Bezerra [PT-RN] esperava ter um projeto de lei pronto para a votação ainda no primeiro semestre. Na Europa, a harmonização do VAT também é ainda motivo de debate junto ao Conselho Europeu.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 13/12/2013

O Natal francês da Kobo e brasileiro da Amazon


Kobo expande na França e Amazon lança novo Kindle no Brasil

A Kobo anunciou ontem a expansão dos canais de disribuição na França, fechando parceria com as redes Pixmania, Cora, Casino, Auchan e Boulanger. A empresa canadense, que estreou na França em parceria com a rede Fnac, venderá agora seus e-readers e e-books nas quatro redes de varejo geral e a de supermercado Casino. Por aqui, a aposta do natal da Amazon foi a chegada da nova leva de Kindles Paperwhite – o aparelho é novo, mas o preço é o mesmo, R$ 479,00.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 13/12/2013

Reddit atrai leitores, autores e editores


O site Reddit, lançado em 2005 pelos empreendedores Steve Huffman e Alexis Ohanian, possui hoje mais de 5 bilhões de acessos e mais de 90 milhões de visitantes únicos por mês. A categoria dedicada aos livros, chamada pelos “Redditeiros” como /r/books, é hoje um dos principais canais do site, com 40 mil novos assinantes por semana. “/R/books está realmente se tornando uma das maiores comunidades de livros da Internet”, afirmou Victoria Taylor, diretora de comunicação do Reddit. A subcomunidade não é apenas um ponto de encontro para amantes do livro; está se tornando também um importante canal de promoção e local de engajamento de fãs para autores e editores. A série de entrevistas conduzidas por membros do site ‘Pergunte-me Qualquer Coisa’ (AMA, sigla em inglês), já entrevistou até Barack Obama. Elda Rotor, diretora editorial da Penguin Classics também já participou de um AMA, ajudando aspirantes a escritor. A entrevista de Dan Brown gerou mais de 1.500 perguntas e comentários e a de Khaled Hosseini quase 2.600. Como os AMAs buscam promover projetos, como livros novos e promoções, cada autor pode indicar um site oficial ou livrarias que vendem o livro.

Por Clare Swanson | Publishers Weekly | 13/12/2013

Random House lança app educativo de Stephen Hawking


App ensina os "básicos" sobre a ciência do universo

App ensina os “básicos” sobre a ciência do universo

O cientista britânico Stephen Hawking, 71, lançou nesta sexta-feira seu primeiro aplicativo oficial para iPad, na qual mostra os princípios que regem o universo através de oito “divertidos” experimentos, em colaboração com o grupo editorial “Random House”.

O app Snapshots of the Universe [“registros do universo”], à venda na loja digital da Apple por US$ 4,99 [cerca de R$ 11,70], se baseia “nos livros e no trabalho” do físico inglês, assinalou a “Random House”.

Trata-se de uma travessia interplanetária guiada por Hawking, na qual ensina aos “adultos e estudantes” quais são os princípios que controlam o universo, através de oito experimentos “simples e divertidos”.

Cada um deles explica alguma das teorias básicas que “regem nossa vida na Terra”, assinalou o editorial, assim como o movimento das estrelas e dos planetas.

“É o primeiro aplicativo desenhado pelo cientista vivo mais famoso do mundo”, destacou a “Random House”, ao mesmo tempo em que explicou que alguns dos experimentos contam com fragmentos de vídeo nos quais Hawking faz explicações mais visuais.

Alguns dos enigmas analisados pelo cientista são o motivo pelo qual os planetas permanecem em órbita, os buracos negros, o tempo, a velocidade de queda dos objetos, a situação real das estrelas, o movimento e a localização, a gravidade e a aceleração, e como evoluiu a compreensão humana do universo.

“Esta aplicação oferece uma grande oportunidade para apresentar as doutrinas do professor Hawking a um novo público através de um meio totalmente novo”, ressaltou Scott Shannon, vice-presidente e editor de Conteúdos Digitais da “Random House”.

“Estamos muito orgulhosos de continuar com nossa tradição com o professor Hawking, agora através de mais plataformas do que nunca”, acrescentou.

Nascido em Oxford em 8 de janeiro de 1942, Hawking, autor de “Uma breve história do tempo”, é um dos cientistas britânicos mais importantes do século XX e a ele se atribuem muitos das descobertas da astrofísica moderna.

EFE, EM LONDRES | 13/12/2013, às 5h21

Vendas digitais internacionais impulsionarão crescimento diz CEO da HarperCollins


Brian Murray, CEO da editora HarperCollins, participou ontem da conferência UBS Global Media and Communications e ressaltou em sua apresentação os ventos favoráveis do mercado. Murray enfatizou que o mercado editorial não irá pelo caminho dos negócios da música ou revistas, onde alternativas digitais levaram grandes pedaços das receitas. A essa altura da transição para o digital, disse Murray, a indústria estaria vendo mais erosão na receita, se fosse o caso. […] Para o CEO, o que impulsionará o crescimento da indústria será o ‘digital’ e o ‘internacional’. Ele apontou um estudo da PricewaterhouseCoopers que prevê que, até 2017, 54% das vendas de e-books serão internacionais. Murray apresentou também dados da sua editora, que mostram que vendas de e-books para o “resto do mundo” representaram 18% da receita da HC no primeiro trimestre fiscal de 2014 [que terminou em setembro]. Ele aposta também que o número de lojas de e-books online deverá dobrar ano que vem, para cerca de 150.

Por Jim Milliot | Publishers Weekly | 12/12/2013

Noruega irá digitalizar e disponibilizar de graça todo seu acervo de livros


Até 2020, a Biblioteca Nacional da Noruega pretende digitalizar todo o seu acervo e oferecer o conteúdo de forma gratuita para qualquer pessoa no território do país

A BIBLIOTECA NACIONAL DA NORUEGA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

A BIBLIOTECA NACIONAL DA NORUEGA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Pode-se dizer que a Noruega planeja digitalizar todos os livros em norueguês. Isso porque, até 2020, a Biblioteca Nacional do país, deverá criar versões eletrônicas para todo seu acervo – e, por lei, todo livro publicado [e todo conteúdo midiático] no país deve ter uma cópia na instituição.

Mas não é só isso. Todo esse conteúdo será disponibilizado gratuitamente não apenas para quem está nas instalações da biblioteca, mas para qualquer um que acesse o sistema de dentro da Noruega. Se seu IP indicar que você está no país, voilá, as portas norueguesas do conhecimento se abrem.

Quando vocês dizem que todo o acervo da biblioteca será aberto digitalmente, isso inclui obras que ainda estão protegidas pelas leis de copyright?“, você pode perguntar. E a resposta é um sonoro SIM. Enquanto no Brasil temos sérias restrições pelos direitos autorais, regulamentados em 1998, antes da era da informação na nuvem, a Noruega quebra as paredes impostas pelos monopólios intelectuais. E, enquanto isso, nossas leis permitem que obras entrem em domínio público apenas 70 anos depois do ano subsequente da morte do autor.

A medida não só estimula uma maior distribuição da cultura, como também a sua preservação. Como aponta este artigo do The Atlantic, quando os futuros arqueólogos da internet buscarem entender a nossa civilização, encontrarão imagens de celebridades, Tumblrs engraçadinhos e GIFs. E, quando forem estudar os noruegueses, terão acesso à toda literatura produzida no país. Tudo porque nossa arte estava restrita ao meio físico, ou protegida por leis muito severas. Nesse sentido, a Noruega poderá ser, no século XVII, o que a Grécia antiga foi para o Renascimento: fonte de inspiração por sua riqueza de registros.

POR LUCIANA GALASTRI | Publicado originalmente e clipado à partir de 12/12/2013, às 15H12

Ipea abre edital de livro digital


IpeaO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [Ipea] abriu ontem [11/12] processo seletivo para contratação de consultor individual na área de livros digitais [eBooks] em formato ePub. O edital da contratação pode ser acessado no website do próprio instituto e, segundo aquela fonte,  é voltado para treinamento e capacitação da equipe do editorial do Ipea, de forma a habilitá-la a produzir eBooks, além da produção e entrega, de um Manual de Produção de eBooks, voltado às necessidades do instituto.

Interessante, só que um dos problemas que percebi no edital é que o Ipea não dá ao consultor a liberdade de trabalhar com suas próprias ferramentas, utilizando softwares e programas alternativos [por exemplo] para a manutenção dos códigos HTML e CSS [base do empacotamento ePub]. Segundo o próprio edital, o consultor é obrigado a trabalhar com a suíte da empresa Adobe Systems [especificamente com os softwares InDesign, Illustrator e Photoshop] como se estas fossem as únicas ferramentas usadas pera se obter um bom ePub.

Deve ser por causa da saída que já se faz para os arquivos em formato PDF [geralmente usados na impressão dos materiais]. Quem pensou o edital, porém, não inseriu nele itens bem mais relevantes como a validação do arquivo ePub segundo o padrão estabelecido pelo consórcio IDPF [International Digital Publishing Forum]. A validação de um arquivo ePub é mais importante do que as ferramentas usadas para criá-lo. De que adianta exportar um ePub à partir da suíte Adobe, se o colaborador [da equipe do editorial] que irá colocar a mão na massa não compreender os códigos internamente usados? Quem vai alterar o código HTML interno se houver erro? A Adobe? Não seria o caso então de deixar os arquivos em PDF, como estão, que é um formato bem mais popular e acessível, e não necessita da validação da Adobe [sua criadora].

Amazon completa um ano no Brasil e lança novo leitor Kindle


Após ter completado, na última sexta-feira [6], seu primeiro ano de operação no Brasil, a Amazon lançou por R$ 479 nesta quinta-feira [12] a segunda versão do Kindle Paperwhite, topo da sua linha de e-readers, leitores de livro eletrônico.

A primeira versão do aparelho, que está sendo substituída hoje, chegou ao Brasil em março por R$ 479 na versão sem conectividade 3G – a única que será vendida, a princípio. É o mesmo preço pelo qual chegou seu antecessor, que também tem uma versão com internet, que continuará sendo vendida por R$ 699.

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

E-readers são dispositivos semelhantes a tablets que tem tela desenvolvida para textos longos [têm legibilidade melhor e iluminação menos agressiva] e com duração de bateria mais longa. O principal rival do Paperwhite no Brasil é o Kobo Aura HD, que custa R$ 659.

“Um tablet é como um canivete e, um e-reader, uma chave de fenda”, diz à Folha Alex Szapiro, diretor de operação da Amazon no Brasil. “Você pode ter um canivete, mas se quiser só apertar parafuso, uma chave de fenda é melhor. Por isso o leitor aficionado tem uma experiência tão positiva com um e-reader.

Nos EUA, onde foi lançado no dia 30 de setembro, o novo Paperwhite de segunda geração é vendido por US$ 139 e US$ 199, cerca de R$ 324 e de R$ 464, respectivamente nas versões sem e com 3G.

A opção com anúncios, US$ 20 mais barata em cada uma das versões, não está disponível no Brasil.

A Amazon não revela números, mas diz que o crescimento nas vendas de livros digitais e de seus Kindle é constante. “Toda semana é semana de recorde, e isso não só para a Amazon, mas todo o segmento de livro eletrônico no Brasil”, afirma Szapiro.

O número de títulos disponíveis em português no país dobrou da inauguração da loja virtual da Amazon no país para hoje, para 26 mil obras. Dessas, 3.000 são gratuitas.

Recentemente, a empresa lançou no país sua loja de aplicativos para Android, que concorre com a Play, do Google. A principal vantagem são os pagamentos, que dispensam cartão de crédito internacional e são feitos em reais.

O APARELHO

Com tela de seis polegadas, o Kindle Paperwhite é mais pesado que seu “irmão” básico que custa R$ 299 aqui e que carece de tela iluminada :são 206 g ante 170 g. Por outro lado, é mais leve que qualquer tablet –o iPad mini, por exemplo, pesa 331 g, e, o iPad Air, 478 g.03

Entre suas novidades, estão seu novo processador, que torna a virada de página mais rápida e contraste superior em relação à primeira geração do dispositivo. Entre suas capacidades, estão pesquisa no dicionário embutido e na Wikipédia se houver conexão com a internet.

A bateria dura 28 horas de uso contínuo, segundo a empresa –o cálculo que a Amazon faz é que, lendo meia hora diária, o Kindle Paperwhite é descarregado completamente depois de oito semanas, com o wi-fi e o 3G desligados.

O aparelho é distribuído pelas parceiras da companhia americana no país, como Ponto Frio e Livraria da Vila.

POR YURI GONZAGA | Publicado originalmente em TEC | 12/12/2013 – 03h30

Juiz rejeita processo de livreiros contra a Amazon


O juíz Jed Rakoff rejeitou o processo dos livreiros independentes contra a Amazon e as seis maiores editoras do Estados Unidos, que alegava conspiração para restringir o comércio com o uso do DRM na plataforma de leitura do Kindle. Em 18 páginas, o relatório do juíz indicou que a acusação não havia evidência, nem motivo plausível. “Essa alegação é notavelmente evasiva”, escreveu Rakoff. “A acusação não alega um acordo ilegal, apenas ‘discussões orais ou acordos em relação ao uso restritivo do DRM’ vagos. Não alegam nem que tais discussões ou acordos de fato ocorreram, apenas a sua possibilidade. E não especificam quem teria participado dessas discussões ou acordos hipotéticos, apenas que podem ter envolvido ‘uma ou mais’ editoras e a Amazon”.

Por Andrew Albanese | Publishers Weekly | 10/12/2013

Documentos bíblicos são disponibilizados na internet


A Biblioteca do Vaticano e a Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford lançaram um site com mais de 1,5 milhão de páginas digitalizadas de documentos antigos.

O acervo traz mais de 1,5 milhão de páginas de documentos diversos, incluindo exemplares da Bíblia de Gutemberg, manuscritos hebraicos e gregos e até uma Bíblia alemã datada do século 15.

O projeto de digitalização dos documentos foi anunciado pelas bibliotecas no ano passado depois de quase quatro anos de trabalhos. Para poder digitalizar todos esses documentos foi necessário um investimento de 2 milhões de libras financiados pela Fundação Polonsky, que trabalha pela democratização da informação.

As duas bibliotecas se destacam pela quantidade de livros e documentos, a Biblioteca do Vaticano chega a ser uma das mais importantes do mundo e o acervo de Bodleian é o maior entre as universidades da Grã-Bretanha.

Gospel Prime | 08/12/13

Amazon Publishing lança selo de contos com obras de autores brasileiros


O braço editorial da Amazon lançou ontem o selo digital StoryFront, de contos. O selo também publicará a revista digital semanal Day One, voltada a contos e poesia de novos autores. O StoryFront já estreia com 43 contos, inclusive de autores brasileiros. Em nota, a Amazon disse que irá publicar contos de autores do mundo inteiro, com uma seleção inicial do Brasil. ‘A Little Death’, de Claudia Lage; ‘I Speak of Women’, de Ivan Arruda Leita; ‘Spore & Unruly Roger’, de Ana Paula Maia e ‘Beatriz and the Old Lady’, de Cristovão Tezza, que disse em nota: “StoryFront é uma ideia simples e maravilhosa; uma revolução dentro da revolução do e-book”.

PublishNews | 05/12/2013

eBooks gratuitos da Eduel


Obras da Eduel são disponibilizadas pela plataforma iba

A plataforma iba, da Abril, está disponibilizando, gratuitamente, diversos e-books da Editora da Universidade Estadual de Londrina [Eduel]. As obras abrangem várias áreas, como história, geografia, linguística e saúde, escritos por autores do campo acadêmico. As obras podem ser lidas gratuitamente no iba por meio do aplicativo iba e-books.

PublishNews | 04/12/2013

Bíblia de Gutenberg é digitalizada


Fewer than 50 copies of Gutenberg's Bible survive today, and the Bodleian's copy is one of only seven complete examples in the British Isles

Fewer than 50 copies of Gutenberg’s Bible survive today, and the Bodleian’s copy is one of only seven complete examples in the British Isles

Bíblias antigas e textos bíblicos das bibliotecas Bodleian [da universidade de Oxford] e do Vaticano foram digitalizados e disponibilizados para o público pela primeira vez. O primeiro livro impresso da Europa, a Bíblia de 1455 de Gutenberg, é um dos textos agora acessíveis no site do projeto liderado por Oxford e a cidade do Vaticano. O projeto, de 2 milhões de libras, vai digitalizar 1,5 milhão de páginas nos próximos 3 anos. Uma seleção de livros hebraicos e gregos também serão contemplados no projeto, que prevê também a digitalização de obras de Homero, Sófocles, Platão e Hipócrates, em uma fase mais avançada do projeto.

The Hebrew Kennicott Bible owes its name to the English Hebraist Benjamin Kennicott, who was the librarian of the Radcliffe Library in Oxford

The Hebrew Kennicott Bible owes its name to the English Hebraist Benjamin Kennicott, who was the librarian of the Radcliffe Library in Oxford

BBC | 03/12/2013

Noruega está digitalizando todos os livros noruegueses


A Biblioteca Nacional da Noruega está planejando digitalizar todos os livros até os anos 2020. Sim. Todos. Os. Livros. Em norueguês, pelo menos. Centenas de milhares. Todos os livros da biblioteca. Se por acaso você estiver na Noruega [visto pelo IP do computador], você poderá acessar todas as obras do século 20, inclusive as sob copyright. Obras sem copyright estarão disponíveis para download.

Por Alexis C. Madrigal | The Atlantic | 03/12/2013

Uma biblioteca pública sem livros impressos


A primeira biblioteca pública totalmente digital dos EUA foi aberta recentemente no condado de Bexar County, no estado do Texas. Agora, todos os 1,7 milhões de habitantes da região podem acessar gratuitamente o acervo com cerca de 10 mil obras. Melhor, para ter acesso aos livros não é necessário se locomover até o prédio físico da biblioteca, basta acessar a internet.

O projeto Bibliotech foi desenvolvido pelo juiz Nelson Wolff, um amante da literatura e colecionador de obras raras, também responsável por levar ao condado uma biblioteca com livros impressos de US$ 38 milhões na década de 1990. A nova empreitada custou apenas US$ 2,4 milhões. “Eu olho hoje para aquela biblioteca e fico orgulhoso, mas penso: o que vamos fazer com ela?”, disse Wolff sobre sua antiga obra, em entrevista ao site CNet.

O prédio físico da Bibliotech se localiza na cidade de San Antonio. Para funcionar durante 8 horas diárias, a biblioteca tem apenas duas funcionárias, as jovens Ashley Eklof e Catarina Velasquez. “Nós podemos focar nas necessidades da comunidade e não temos que lidar com os processos físicos dos livros”, explicou Ashley.

Condições de uso

Para ter acesso ao acervo, os moradores do condado podem se registrar online e baixar os títulos em seus próprios tablets e computadores. Caso a pessoa não tenha acesso à internet ou precise de leitores, pode se dirigir à sede física da biblioteca.

Estão à disposição da população 800 e-readers, sendo 200 especiais para crianças, 48 computadores, 10 laptops e 40 tablets. Os leitores podem ser emprestados por duas semanas e eles já vão carregados com as obras escolhidas. Caso não sejam devolvidos no prazo, o usuário recebe multa diária de US$ 1 até o 14º dia. A partir de então, o aparelho é dado como perdido e a multa de US$ 150 é adicionada à conta.

A duração do empréstimo dos livros digitais é de 14 dias, mesmo que baixados no leitor próprio do usuário. A partir desse período, a obra é excluída do software utilizado para a distribuição e leitura.

Observatório da Imprensa | 03/12/13

O mercado para editor de livros digitais


Profissional deve ter boa base teórica e de leitura, além de conhecimentos de tecnologia

O mercado de livros digitais, os chamados e-books, vem crescendo no Brasil e, com ele, a necessidade de profissionais especializados.

O estudo anual sobre o setor livreiro, realizado pela Fipe/USP [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da Universidade de São Paulo], divulgado no início de agosto, mostra que em 2012 as editoras faturaram R$ 3,85 milhões com a venda de e-books e aplicativos de conteúdo. O número de títulos digitais comercializados passou de 200 mil.

Até 2011, o cenário era outro. A reduzida venda de livros digitais nem era contabilizada na pesquisa.

Para o especialista em livros digitais Ednei Procópio, autor e integrante da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro, a formação em comunicação ou letras é o ponto de partida para quem quer ser um editor de livros digitais.

A bagagem cultural serve tanto para trabalhar no mercado impresso quanto no digital. É muito importante ter uma boa base teórica e de leituras“, destaca.

É preciso também, segundo o especialista, ter algum conhecimento sobre tecnologia para entender como esse formato funciona na prática. São muitas questões sobre aplicativos e formatos, conversão e digitalização que o editor deve conhecer mesmo que trabalhe ao lado de um profissional de tecnologia.

Procópio explica que uma editora voltada para o mercado digital também precisa, além de bons editores, de profissionais de design, marketing e comercial para compor a equipe.

O marketing, por exemplo, é necessário em qualquer formato, mas, como o catálogo digital costuma ser menor, exige-se muito mais criatividade na hora de divulgá-lo“, afirma.

Ele acrescenta que o design é importante, pois, ao contrário do que muita gente pensa, o livro digital também precisa de capa e diagramação.

Com os mecanismos de busca sempre atentos às palavras-chave, criar um bom título também é fundamental no trabalho de edição digital. E da mesma maneira que o editor de livros de papel, o editor de livros digitais também precisa pensar em como um livro vai chamar a atenção do leitor, se as imagens e a diagramação são de qualidade e se houve uma revisão bem feita.

Com relação aos direitos autorais, Procópio explica que os e-books seguem a mesma lei dos livros impressos e a dica é conhecê-la bem. Os autores, no entanto, ainda precisam ser estimulados a migrar para o meio digital. É esse o objetivo da startup Livrus Negócios Editoriais, criada por ele há 2 anos. “O nosso foco é o escritor e já temos 80 no nosso casting“, diz.

O salário inicial de um editor pode variar de R$ 1.800,00 a R$ 3.000,00 e as oportunidades de trabalho se concentram principalmente no Rio e em São Paulo, onde está instalada a maior parte das empresas de comunicação e editoras existentes no País.

Cursos

Uma dica para quem quer entrar no universo dos livros digitais é se especializar. Existem alguns cursos, como os da Universidade do Livro http://www.editoraunesp.com.br/unil-home.asp da Editora Unesp, da Escola do Escritor http://www.escoladoescritor.com.br e da Escola do Livro da Câmara do Livro http://www.cbl.org.br/telas/escola-do-livro/default.aspx.

Por Andréa Maia

Leitura compartilhada


Livia Airoldi não sabe bem se fazia isso por obrigação ou por sugestão da escola, mas quando era “criancinha”ela costumava fazer resumos ilustrados de tudo o que lia. O caderninho de anotações ainda está no seu quarto [hoje abarrotado de livros] para contar essa história.

Filha de engenheiro nuclear e economista, ela não credita seu gosto pela leitura só aos pais ou à escola, geralmente os heróis e vilões dessa batalha. “Acho que é uma coisa minha mesmo. Eu me achei ali“, conta a garota de 17 anos, aluna do Cervantes, que não sai de uma livraria sem um livro embaixo do braço. As leituras deram uma desacelerada este ano por causa das obrigações escolares e do vestibular – ela quer ser advogada. Mas só um pouco. Depois das férias, resolveu encarar o complexo Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Uma atividade com contador de histórias e uma posterior explicação do professor João Jonas despertaram o interesse da aluna. “No começo, era estranho, mas fui adaptando as palavras e fui lendo mais rápido.” Ainda não terminou, como também não terminou Anna Karenina, de Tolstoi, que estava lendo em inglês. O ano está puxado.

Livia não sabe quantos livros lê por ano, mas conta que num mês de férias terminou nada menos do que oito títulos. Vale lembrar que a média nacional é de quatro livros por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura. Nessa conta, entram os começados e não terminados e as leituras obrigatórias.

A estudante não está inserida nesta estatística, assim como não estão os milhares de jovens que vêm movimentando as listas de mais vendidos ao comprarem obras de autores como Jeff Kinney, Rick Riordan, John Green, Suzanne Collins etc. São pessoas que não leem apenas o que a escola indica, que estão em contato direto com as editoras pedindo tradução de obras que já leram em inglês, que escrevem blogs e lotam livrarias em sessões concorridíssimas de autógrafos, como foi a da americana Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção [Seguinte], sobre o universo de aspirantes a princesas. Numa noite de outubro, ela levou mais de 500 meninas à Livraria Cultura.

Leitora de blogs literários e vivendo um momento de descobertas, Livia, que ora diz que ainda quer ler Machado de Assis e tem no topo de sua lista de favoritos a série Academia de Vampiros, de Richele Mead, também queria ter ido no encontro com Kiera, mas, de novo, as provas não deixaram.

Durante os autógrafos, a autora ficou no Twitter orientando as fãs sobre filas e senhas. Um pouco antes, respondeu a uma leitora que mandou a foto da roupa que estava planejando usar: “É incrível, mas vista-se confortavelmente. Ouvi dizer que as filas são longas“.

Seguir um autor no Twitter e ser amigo dele no Facebook são marcas de um novo tempo da relação entre autores e leitores. Não basta mais só escrever um bom livro. Tem que ver, tocar, tirar foto, responder e-mail.

A musa teen Thalita Rebouças participou de 36 eventos literários este ano. A fila por um autógrafo seu chega a durar três horas, tem gente que viaja horas e horas por um segundo ao lado dela e quando ela aparece a gritaria é geral. “Nunca se leu tanto no Brasil. Não dá mais para repetir que adolescente não lê. Quando lancei meu primeiro livro, Harry Potter estava começando. O que essa série fez pela literatura juvenil é inacreditável“, diz a escritora, que tem 286 mil seguidores no Twitter, 161 mil pessoas em sua página do Facebook e que já vendeu quase 1,5 milhão de livros. A maior mudança desde que começou, há 13 anos, diz ela, foi justamente o aparecimento das redes sociais.

É por elas que os jovens leitores se informam, é lá que eles compartilham suas leituras. Pensando nisso, as editoras, que até há alguns anos mal sabiam quem eram seus leitores, que também não sabiam quem editava os livros que liam, iniciaram um importante canal de comunicação.

A Intrínseca não levou nenhum autor à Bienal do Livro do Rio este ano e mesmo assim seu estande foi concorrido. “Tinha dia que a fila dava sete voltas no estande. E algumas pessoas entravam e queriam abraçar as pessoas que trabalham na editora“, conta Jorge Oakim, proprietário da casa famosa entre os leitores mais jovens desde que publicou, em 2008, o primeiro volume da saga Crepúsculo [5 milhões de exemplares comercializados]. Um decisão simples pode justificar tanta cumplicidade. Desde o final de 2010, quem digita o endereço da editora na internet é direcionado para o perfil dela no Facebook. “Queríamos que os livros se tornassem virais. Percebemos que o leitor está on-line e que ele gosta e precisa de interação“, explica Juliana Cirne, gerente de comunicação e responsável pela produção de conteúdo e contato com os leitores. Mais de 350 mil pessoas curtiram o perfil da editora do Facebook. No Twitter, são 67 mil.

Os lançamentos também mudaram. O americano Rick Riordan [3 milhões de exemplares vendidos], por exemplo, não veio autografar A Casa de Hades, mas a Intrínseca e o fã-clube Olimpianos organizaram um dia de atividades para 500 adolescentes no Rio, com brincadeiras e concurso de fantasias inspiradas na série Os Heróis do Olimpo e em mitologia greco-romana.

De números mais modestos [6 mil no Facebook e 5 mil no Twitter], a Valentina, que estreou há um ano, também está tirando proveito das redes. Um de seus seguidores do Twitter sugeriu que a editora traduzisse Forbidden, uma história de incesto escrita por Tabitha Suzuma. Os proprietários Marcelo Fraga e Rafael Goldkorn pagaram para ver. Ao anunciarem na Bienal do Livro que editariam a tal obra, houve torcida e ouviram de um leitor animado com a notícia: “Não acredito que vocês vão ter coragem de lançar esse livro”. E mais e mais fãs foram chegando.

A WMF Martins Fontes também está às voltas com leitores. Há um abaixo-assinado on-line, com mais de 7.200 assinaturas, pedindo que ela publique a série de 12 volumes História da Terra Média, de Tolkien. “Entramos em contato com a HarperCollins e estamos considerando seriamente a possibilidade de publicar a série. Ainda precisamos calcular os custos da enorme empreitada, mas não estaríamos fazendo nada disso se não fosse a iniciativa dos fãs“, diz o diretor Alexandre Martins Fontes.

O Estado de S. Paulo | 02/12/13

A arrancada dos eBooks no Brasil


Um ano após a chegada das gigantes Amazon, Kobo e Google Play Livros ao Brasil, o segmento de livros digitais chega a uma participação entre 2% e 4% do faturamento total do mercado editorial. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam fatia de até 10% ao fim de 2014

Kobo Glo | Foto: Divulgação

Kobo Glo | Foto: Divulgação

No começo da noite de 5 de dezembro de 2012, a Livraria Cultura iniciou a venda do primeiro leitor digital dedicado no Brasil, o Kobo, produzido pela empresa canadense de mesmo nome, hoje uma propriedade do grupo japonês de comércio eletrônico Rakuten. Poucas horas depois, por volta da meia-noite, entravam em atividade no país, praticamente ao mesmo tempo, dois grandes nomes da tecnologia americana: a Amazon, com um site ponto-br, e as seções de livros e filmes da loja de aplicativos do Android, a plataforma móvel do Google. A chegada das gigantes do e-book causou frisson entre editores, livrarias e leitores, divididos entre as expectativas de mudanças no mercado e nos hábitos de leitura, que incluíam temores sobre o futuro do livro impresso. Foi aí, afirmam especialistas e profissionais da área, que teve início de fato o negócio do livro digital no Brasil. Em doze meses, o segmento se expandiu do traço para algo entre 2% e 4% do faturamento total de títulos comercializados. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam uma participação de até 10% ao fim de 2014.

Segundo o economista Carlo Carrenho, que atua como consultor do mercado editorial, o e-book só se tornou popular no Brasil com a chegada das três gigantes. Antes, ele era vendido – de forma tímida e sem alcançar 1% do mercado total – por redes de livrarias como Saraiva e Cultura e pelo site Gato Sabido, o primeiro a comercializar livros digitais no país, ainda em 2009. De dezembro de 2012 para cá, nas contas do consultor, foram vendidos cerca de 3 milhões de livros virtuais no país.

O desempenho no período, que é considerado o início de fato do negócio no país, pode ser comparado ao americano, diz Carrenho. A curva de crescimento é semelhante, mas ainda mais acentuada por aqui. Nos Estados Unidos, o segmento fechou o que foi considerado o seu primeiro ano, o intervalo de 2007 a 2008, com algo como 1% do setor editorial total. Hoje, cinco anos depois, já passa dos 25%, patamar que o Brasil pode atingir em menos tempo, alcançando a estabilidade que se vê hoje nos EUA e também na Europa, igualmente em torno de 25%.

O patamar é entendido como um sinal de maturidade do mercado, de acordo com Mauro Palermo, diretor-geral da Globo Livros, editora que investe na digitalização de livros de olho no crescimento que se projeta pela frente. Com 30% do seu catálogo de 1.000 títulos convertidos, a Globo Livros teve de 2,5% a 3% de sua receita gerada pela venda de e-books neste ano. “Eu considero o desempenho brasileiro dentro da expectativa”, diz Palermo. “Até porque poucas pessoas têm leitores de livros digitais, os aparelhos aqui são caros se comparados aos vendidos em outros países. O número é bom para um primeiro ano.

A Globo não está sozinha na aposta no livro digital. A Intrínseca, por exemplo, já tem aproximadamente 90% de seu catálogo, formado por 250 títulos, em versão digital. “Até meados de 2014, esperamos ter o catálogo todo em e-book”, afirma o dono da editora, Jorge Oakim. No balanço da empresa, o livro virtual deve representar até 4% do faturamento em 2013. Otimista, é Oakim quem dá o maior lance nas apostas para 2014: ele acredita que o segmento digital pode atingir 10% do mercado editorial total daqui a um ano.

Os principais leitores de e-books vendidos no Brasil

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna – o que garante capacidade para 1.400 livros –  e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP Preço: 299 reais

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna | o que garante capacidade para 1.400 livros – e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada. Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP
Preço: 299 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR Preço: 399 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR
Preço: 399 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG Preço: 550 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG
Preço: 550 reais

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março. Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão Preço: de 479 a 699 reais.

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março.
Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão
Preço: de 479 a 699 reais.

A Companhia das Letras tem aposta um pouco mais modesta. Fabio Uehara, responsável pelos e-books na editora, afirma que o setor pode abocanhar até 8% do bolo total em 2014 – ou seja, no mínimo dobrar a representatividade atual. Como a Globo, a empresa tem 30% de seu catálogo convertido – um catálogo que chega a 3 000 títulos. Como prova do investimento no segmento, a editora criou em julho o selo Breve Companhia, exclusivamente de e-books.

Ao todo, de acordo com Carrenho, que também dirige um site especializado no mercado editorial, o PublishNews, o catálogo brasileiro de e-books conta com cerca de 30 000 títulos. Para efeito de comparação, o chamado catálogo vivo de impressos, isto é, aquele composto por livros que estão disponíveis para a venda, possui entre 180 000 e 200 000 títulos, segundo dados da empresa de pesquisas Nielsen.

Perfil do leitor – Para Fabio Uehara, o consumidor de e-books não difere muito daquele que prefere o livro impresso. Nem a idade é vista como um diferencial – ao contrário do que pode se imaginar, os jovens não são mais atraídos pelo formato.

Susanna Florissi, diretora livreira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), faz análise semelhante. “Não há diferença. É só uma questão de preferência e de adaptação aos novos formatos e suportes. Há sempre os extremos: pessoas que afirmam que jamais lerão livros no formato digital e outras que jamais o farão no formato impresso.

Para Palermo, da Globo, os e-readers atraem principalmente quem compra bastante livro e vê na tecnologia um investimento interessante. “Essas pessoas enxergam o leitor como um investimento, pois elas vão recuperar o valor gasto no aparelho ao economizar com os e-books, que custam cerca de 30% menos do que os livros impressos.

A evolução da família Kindle

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Preço – Ainda que sejam financeiramente mais atraentes, os títulos digitais estão longe de ter o preço dos sonhos do consumidor. Sem custos como a impressão e a distribuição, há de se esperar que as obras tenham custo mais amigável para o bolso. Não é exatamente o que acontece. “O custo editorial de um livro vai continuar o mesmo, pois, no lugar do gasto com impressão, temos o investimento na tecnologia de digitalização e na publicidade feita nas livrarias virtuais”, justifica Mauro Palermo, da Globo Livros.

O consultor Carlo Carrenho dá outras razões para a pequena diferença de preço. “Uma das questões é que os editores não querem canibalizar as vendas, ou seja, deixar o livro digital tão barato que o leitor perca o interesse pelo físico, que continua sendo a maior fonte de renda para eles.” Além da estratégia comercial, há custos envolvidos que impedem que o e-book custe menos de 50% do que o seu equivalente impresso.

O consultor afirma ainda que agentes literários podem exigir por contrato que a diferença de preços não seja tão grande. Em defesa dos autores que representam e dos próprios ganhos, em países com o mercado digital consolidado, como os Estados Unidos e o Reino Unido, alguns agentes chegam a vender os direitos autorais de e-books por valores mais altos. “Eles argumentam que, já que as casas editoriais não pagam papel e gráfica para imprimir as obras, elas podem aumentar a quantia destinada aos autores, que acabam com uma margem de lucro maior do que têm com a publicação daqueles mesmos livros em versão impressa”, diz.

Ranking de VEJA – A partir desta semana, está no ar no site de VEJA uma lista com os e-books mais vendidos no Brasil. Os dados são fornecidos pela loja virtual da Amazon e atualizados de hora em hora. Para Alex Szapiro, gerente da gigante no país, que oferece 2,1 milhões de livros em todas as línguas, 26 000 deles em português, os brasileiros são apaixonados pela leitura, mas esbarram na ausência de livrarias em todas as cidades e no alto preço de capa dos livros impressos. Aspectos em que o digital leva vantagem e pode ajudar a vencer.

Por Meire Kusumoto | Publicado originalmente e clipado à patir de VEJA | 01/12/2013, às 09:41