Associação das Livrarias do Reino Unido não tomarão medidas contra eBooks ofensivos


Após os escândalos no mês passado envolvendo e-books pornográficos vendidos na Kobo, Amazon, Nook e outras lojas online, a Associação das Livrarias do Reino Unido [BA] declarou que iria urgentemente analisar a situação e ver se uma iniciativa da indústria seria necessária. Hoje, porém, a BA anunciou que decidiu não tomar nenhuma medida nessa direção, passando o problema assim para os agregadores de e-books. Robert Sharp, diretor de comunicações do English PEN lembrou que as empresas deveriam tomar cuidado para não suprimir a liberdade de expressão: “Se a parceria Kobo/W H Smith tivesse existido em meados do século 20, então O amante de lady Chatterley e Lolita também seriam ofensivos. Cinquenta Tons de Cinza foi publicado originalmente como e-book autopublicado, então foi apenas por sorte que o livro de E L James não foi removido da mesma maneira”.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 19/11/2013

Vendas de livros de capa dura crescem mais que as de eBooks em 2013


Tem uma categoria que vem crescendo muito em 2013, mas não é a de e-books. Vendas de livros de capa dura cresceram mais de 10% nos primeiros 8 meses de 2013, segundo os últimos dados da Associação dos Editores dos EUA. No mesmo período, as vendas de e-books adultos cresceram apenas 4,8%; as vendas totais de e-books nos EUA, incluindo infantis e religiosos, caíram cerca de 5%. Não sei o que é mais surpreendente: o enorme aumento de livros de capa dura ou a queda de vendas de e-books. Agosto foi o mês com maior crescimento: as editoras venderam US$110 milhões em livros de capa dura, quase 50% a mais que em agosto do ano passado. No mesmo mês as vendas de e-books caíram quase 3%. Por quê? Não tenho certeza – e muitas das minhas fontes do mercado editorial também estão confusas.

Por Jeremy Greenfield | Forbes | 19/11/2013

Google derrota autores em ação contra biblioteca online


O Google venceu, na semana passada, um longo processo aberto por escritores e editoras que o acusavam de copiar, sem permissão, milhões de livros para sua biblioteca online. O juiz Denny Chin, de Manhattan, aceitou o argumento da empresa de que a digitalização de mais de 20 milhões de livros para a ferramenta Google Books e a disponibilização de trechos dos textos online constituía “fair use” [algo como uso justo, ou aceitável] sob a lei de direitos autorais dos EUA. Se sobreviver a uma esperada apelação, a decisão permitirá que o Google continue a expandir sua biblioteca – que, de acordo com a companhia, ajuda os leitores a ter acesso a livros que não encontrariam em outro lugar.

O juiz afirmou que a digitalização dos livros facilita a vida de estudantes, professores, pesquisadores e do público em geral, enquanto mantém uma “consideração respeitosa” pelos direitos dos autores. Ele acredita que a iniciativa do Google é “transformadora”, dando aos livros um novo sentido, e deve impulsionar as vendas, e não prejudicá-las. Chin ressaltou ainda que a empresa tomou as medidas necessárias para evitar que as pessoas tenham acesso às cópias completas dos livros. “Na minha opinião, o Google Books tem benefícios públicos significativos. De fato, toda a sociedade se beneficia”, completou.

Vida nova a livros esquecidos

Paul Aiken, diretor executivo do sindicato dos autores dos EUA – instituição que abriu o processo, em 2005 – afirmou que o grupo ficou desapontado com a decisão e que planeja apelar. “O Google fez edições digitais sem autorização de quase toda a valiosa literatura mundial protegida por direitos autorais, e lucra com a exposição destes trabalhos. Tal digitalização de massa e exploração excede os limites da defesa do fair use”, declarou.

O Google deu início à biblioteca online em 2004 depois de chegar a acordos com grandes bibliotecas de pesquisa para digitalizar obras atuais e esgotadas. Entre as parceiras do projeto estão as bibliotecas das universidades de Harvard, Oxford, Stanford, Universidade da California, Universidade do Michigan e a Biblioteca Pública de Nova York. Segundo o juiz, a digitalização deu “vida nova” a livros esgotados e antigos que “estavam esquecidos” nos cantos das bibliotecas.

Observatório da Imprensa | 19/11/13

Quatro aplicativos que tornarão suas leituras mais legais


As notícias estão em todos os lugares: na televisão, na internet, nas redes sociais, nos jornais, etc. Entretanto, a leitura dos últimos acontecimentos do mundo pode ser algo chato e sem novidades. Se você quer mudar isso, veja 4 aplicativos que podem deixar o hábito de ler as notícias muito mais agradável e diferente:

1 | XKCD Substitutions

Essa extensão do Chrome substitui palavras formais em termos mais engraçados, como “new study” em “tumblr post”. Muito útil para notícias em inglês e quando você está lendo um texto muito chato.

2 | Rather

Se você simplesmente não agüenta mais ouvir falar sobre os últimos capítulos da novela, o aplicativo Rather pode ajudá-lo. Ao invés de ler sobre as novas notícias dos famosos, ele irá trocar certos termos por palavras aleatórias.

3 | Twivo

Não conseguiu assistir o último episódio de sua série favorita e está com medo de ver spoiler? O Twivo é uma extensão para o Chrome que silencia alguns termos pré-selecionar no Twitter. Então se você ainda não viu o final da novela, silencie qualquer postagem no microblog sobre o assunto.

4 | Magic Story Factory

O Magic Story Factory é um aplicativo que permite transformar as últimas notícias em histórias infantis. Ele disponibiliza desenhos e falas que fazem com que uma criança entenda a notícia. Que tal ler sobre a última crise no mundo antes do seu filho dormir?

Universia Brasil | 19/11/13