Google vence escritores em julgamento sobre digitalização de livros


O Google venceu nesta quinta-feira [14] uma disputa jurídica contra um grupo de escritores que acusava a empresa pela digitalização de milhões de livros por meio do Google Books.

O juiz Denny Chin, de Nova York, aceitou o argumento da companhia de que a digitalização de mais de 20 milhões de livros e a disponibilização de fragmentos na internet não infringiam leis de direitos autorais americanas.

Caso a associação de escritores não recorra da decisão, o Google poderá continuar a expandir sua biblioteca on-line. A empresa afirma que o escaneamento dos livros ajuda os leitores a localizar obras que não poderiam ser encontradas de outra forma.

A decisão representa uma virada na disputa judicial, que começou em 2005, quando escritores e editoras entraram com um processo. O Google estima que deveria mais de US$ 3 bi [R$ 6,9 bi] às editoras se a Authors Guild, associação de advogados que defende os autores, vencesse. A defesa pedia US$ 750 [R$ 1.746] para cada livro digitalizado.

“Essa é uma grande vitória para o Google e dá amparo à defesa de outros resultados de busca com os quais a empresa trabalha, como notícias e imagens“, afirma James Grimmelmann, professor de direito da Universidade de Maryland, que acompanhou o caso.

Para o juiz Chin, a digitalização facilita que estudantes, professores, pesquisadores e o público encontre livros, mantendo “consideração respeitosa” pelos direitos autorais. Ele também disse que o escaneamento é “transformador”, dando aos livros novos propósitos e caráter. Também avaliou que a medida aumentaria as vendas, ao invés de diminui-las.

RECURSO

Paul Aiken, diretor executivo da Authors Guild, disse que o grupo está decepcionado e pretende recorrer da decisão. “O Google faz edições digitais não autorizadas de quase todas as valiosas obras de literatura que possuem direitos autorais e lucra com elas.”

O Google lançou o Google Livros após um acordo em 2004 com as principais bibliotecas acadêmicas para digitalizar obras atuais e fora de circulação. Entre as instituições estavam as bibliotecas das universidades de Harvard, Oxford, Stanford, Califórnia, Michigan e a biblioteca pública de Nova York.

DA REUTERS | 14/11/2013, às 18h16

Fliporto começa hoje em Olinda


Entre os dias 14 e 17 de novembro acontece a Fliporto, na cidade pernambucana de Olinda. Este ano, o evento tem como tema ‘A literatura é um jogo’ e aborda o cenário da literatura contemporânea e da educação que usufruem das possibilidades oferecidas pelos jogos físicos e virtuais. Hoje, às 19h, acontece a abertura do Congresso Literário, com a palestra de Pilar Del Rio falando sobre José Saramago: “Escrever não me dá prazer, ter escrito, sim”. Paralelamente, o evento traz mais uma vez a E-Porto Party, que acolhe as novidades tecnológicas no ramo literário e irá oferecer gratuitamente curso de e-books com o especialista Ednei Procópio.

PublishNews | 14/11/2013

Amazon desbanca concorrência, segundo estudo do BISG


BISG chart

BISG chart

O BISG [Book Industry Study Group] publicou seu último relatório, sobre a percepção do consumidor em relação à leitura digital. Em relação à participação no mercado de e-books, a B&N e a Apple já afirmaram no passado ter 20% do mercado. O estudo da BISG mostra números diferentes: a Amazon teria 67% do mercado, B&N Nook 11,8% e Apple iBooks 8,2%. A categoria “Outros” ficou com 12,8%. “Outros” não foi discriminado, mas provavelmente consiste em Kobo, Google e Sony no varejo, vendas diretamente das editoras e talvez bibliotecas públicas. Outro dado é a preferência pelo formato digital. Das 14 categorias analisadas, 10 são lidas preferencialmente no formato de-book. As 4 restantes são livros de cozinha, graphic novels, guias de viagem e guias manuais. Essas categorias são fortes online, mas não no formato e-book.

Por Jack W. Perry | Digital Book World | 14/11/2013

Vitória do Google: Juiz apoia Google Books


Google BooksDepois de mais de oito anos de litígio, o juiz Denny Chin dispensou o processo da Associação dos Autores [Authors Guild – AG] sobre o projeto de digitalização do Google. “Na minha opinião, o Google Books traz benefícios públicos significativos,” escreveu Chin. “Ajuda o progresso das artes e ciências, ao mesmo tempo mantendo uma consideração respeitosa dos direitos dos autores e outros indivíduos criativos, sem impactar negativamente nos direitos de copyright”, afirmou.

Em resposta à afirmação da AG de que a digitalização teria efeito negativo no mercado de livros, Chin rebateu, dizendo que a declaração não faz sentido: “Pelo contrário, é razoável assumir que o Google Books apenas aumenta as vendas de livros, para o benefício dos detentores de copyrights”. Paul Aiken, diretor da AG, contou ao Publishers Weekly que a irá recorrer da decisão. “O Google fez edições digitais não autorizadas de quase toda a literatura mundial protegida por copyright e lucra com a divulgação desses trabalhos. Do nosso ponto de vista, uma digitalização e exploração de massa assim excede em muito os limites do fair use, usados na defesa”.

Por Andrew Albanese | Publishers Weekly | 14/11/2013

Direto da EDUPUB


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/11/2013

Tive o prazer de ser convidado ao EDUPUB, uma conferência global que aconteceu na semana passada em Boston para debater o futuro do conteúdo acadêmico. Com 100 outros participantes, discuti como as editoras brasileiras estão lidando com o coquetel de frutas para programas como o PNLD. Enquanto isso, empresas de tecnologia incluindo Google e Adobe deram suas visões sobre convergência digital. Aqui está o resultado da conferência:

Guerra de browsers, redux. Hoje, com o ePub3, as editoras estão sofrendo uma “guerra de browsers” de novo. Dependendo do aparelho, sistema operacional e versão, arquivos com layout fixo e e-books interativos podem aparecer diferentes. Até agora, o ePub3 tem sido um anti-padrão, onde cada aparelho leitor ou app leitora exige um arquivo um pouco diferente.

ePub3 para educação. Enquanto incontáveis startups educativas e grandes editoras ao redor do mundo introduziram padrões proprietários, havia um consenso geral de que o ePub3 deveria ser o padrão a ser usado. Ao mesmo tempo, a conferência concordou que o padrão ePub3 precisa de algumas grandes melhorias para alcançar seus objetivos educativos.

Matemática Complexa é complexa. Até com a existência de MathML como um meio para expressar equações complexas, o Google aparentemente desistiu de dar suporte total ao padrão, deixando pouco claro qual seria o futuro digital da Matemática. Na realidade, as editoras técnicas como O’Reilly desenvolveram uma estranha mistura alternativa de modo que, no pior dos casos, uma imagem de grade da equação aparece no lugar de um vetor gráfico.

Os Apps de e-book estão mortos. Todos concordam que apps de e-books personalizados estão se extinguindo rapidamente. Toda a funcionalidade que uma editora quer programar: objetos de aprendizado avançado, comunicação de duas vias e avaliação de estudantes agora foram acrescentadas ao padrão ePub3. Além do mais, alguns participantes estão desenvolvendo widgets abertos (open-source) assim os e-books interativos podem, em pouco tempo, se tornar um caso de drag-and-drop. Isso poderia permitir às editoras que foquem seus esforços (e orçamentos) na pedagogia do conteúdo em vez de passar meses programando apps personalizados.

Foco no Autor. Anteriormente, a Inkling e outras startups focadas em educação tinham modelos de negócio limitadores com compartilhamento de renda e forte controle sobre a distribuição final. No entanto, parece que a nova tendência de e-books gerais são como um suco de laranja, enquanto que os e-books educativos são como um coquetel de frutas.

Quando falamos de e-books gerais, há essencialmente um sabor: ePub2, perfeito para Harry Potter, ‘50 tons de cinza’ e ‘7 Hábitos’.

No entanto, até agora, o mundo editorial educativo está longe de convergir em um único padrão – cada contribuinte parece estar acrescentando sua própria fruta exótica em um coquetel pouco apetitoso. Sabores incompatíveis como Custom Apps, HTML5, Adobe DPS, Epub3, PDF, iBooks Author, Flash, estão sendo jogados na batedeira.

A direção agora é desenvolver ferramentas de autoria robustas para e-books educacionais – que fornecem uma alternativa, fácil de acessar, à oferta padrão do Adobe Creative Cloud. Estas ferramentas permitirão que a indústria cresça com muito mais rapidez e chegue a um acordo sobre a fruta certa para a educação.

Quer saber mais sobre a conferência EDUPUB e tendências entre livros educativos? Escreva para mim: greg@hondana.com.br

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/11/2013

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .