Metade dos brasileiros simplesmente não podem acessar os eBooks


Falta conteúdo de qualidade em língua portuguesa, preços mais populares para os reading devices, mas, principalmente, conexão à internet

Ednei Procópio

Por Ednei Procópio

O Brasil continua sendo um país de contrastes. Se, por um lado, segundo a consultoria IDC, a venda de smartphones cresceu 20% no último 3º trimestre de 2013 [em comparação com o trimestre anterior]; por outro lado, segundo os dados do IBGE do fim de 2012, pelo menos 86 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais, ou 49,1% de um total de 169 milhões de pessoas nessa faixa etária, não teriam acesso a internet.

Pela leveza dos arquivos, um livro digital pode ser acessado, baixado e consumido com uma velocidade abaixo dos 1,5 Mbps considerados pela União Internacional de Telecomunicações [UIT]. Mas desde o meu segundo livro, e em breve no terceiro a ser lançado pela Editora do Senai, venho insistindo na tese de que, além do avanço na popularização dos hardwares usados para a leitura [smartphones, tablets, e-readers, etc.], e na melhoria da interface dos aplicativos, precisamos melhorar também o acesso a conexão à internet para que o consumo dos eBooks se popularizem ainda mais.

Segundo a própria UIT, órgão da ONU, 61,2% da população mundial, ou seja, 4,3 bilhões de pessoas, está desconectada. Em nosso país, este percentual é representado principalmente pela população presente nas classes C, D e E, e nas regiões Norte e Nordeste. Um dos desafios para o governo federal [através do Programa Nacional de Banda Larga], para tornar o acesso à internet um serviço social básico, é a infra-estrutura. A iniciativa privada, as operadas, relutam em oferecer conexão às pequenas cidades pois, segundo eles, o custo operacional se inviabiliza pela demanda econômica.

O problema da universalização da internet em nosso país não tem a ver apenas com acesso ao Facebook [isso é uma grande bobagem], na verdade, tem paralelos nos demais serviços sociais básicos como água, luz, esgoto, saúde e educação. Um povo sem acesso a informação [que seja através dos livros, da tevê ou do rádio] não mantém condições mínimas de se preparar para viver sua função de cidadão no mundo. E, neste cenário, em 2011, apenas 46,7% dos brasileiros estava conectada. E que, portanto, poderia ter representatividade nas redes sociais no debate dos rumos do país.

Para o presente, para que possamos oferecer eBooks ao mercado consumidor brasileiro, precisamos pensar quanto deste percentual que hoje está conectado tem um reading device nas mãos. Quantos já tem o aplicativo de leitura de livros digitais instalado em suas máquinas. E finalmente, se o conteúdo que estamos oferecendo, hoje na casa dos 20 mil títulos legais, são o conteúdo que esta parcela estaria interessada em acessar, comprar e ler.

Para o futuro, temos aqui dois desafios básicos para todo o mercado, principalmente o editorial. O primeiro é a questão da formação de novos leitores e a segundo é a questão central da formação de consumidores de livros [daqueles que se sentem alfabetizados e politicamente letrados]. Ambos os desafios embora pareçam estar intimamente ligadas, na verdade, são questões de longo prazo que devem entrar tanto na agenda política quanto na agenda econômica de nosso país [lê-se: governo e empresariado].

POR EDNEI PROCÓPIO

‘Neuromancer’, o game criado por Timothy Leary


Idealizado por Leary, jogo tinha direção de arte de Keith Haring, trilha sonora da banda Devo e roteiro do escritor William S. Burroughs. E acaba de ser redescoberto

NEUROMANCER

NEUROMANCER

Imagine um game criado pelo psicólogo e propagador-mor do uso do LSD, Timothy Leary [1920-1996], com direção de arte assinada pelo artista plástico Keith Haring [1958-1990], trilha sonora da banda new wave Devo, roteiro do escritor William S. Burroughs [1914-1997] e baseado no livro Neuromancer, obra seminal do gênero cyberpunk do autor William Gibson. Sim, isso já existiu.

O conceito do jogo foi pensado por Leary nos anos 80, seria batizado de Neuromancer: Mind Movie. A produção ainda teria personagens inspirados nas feições da modelo jamaicana Grace Jones e do músico inglês David Byrne e contaria com imagens do fotógrafo alemão Helmut Newton. Os planos para a obra foram encontrados pelos arquivistas da Biblioteca Pública de Nova York durante a catalogação dos arquivos de Leary.

Adquiridos em 2011, os documentos eram compostos por 335 caixas com papeis, fitas de vídeo, fotografias e 375 disquetes. No material digital constam alguns dos projetos de jogos do psicólogo e parte deles já está disponível para consulta presencial na própria Biblioteca. “Nosso objetivo a longo prazo é converter todo esse material e disponibilizar para pesquisadores na íntegra”, diz o arquivista Don Mennerich em vídeo produzido para o site Kotaku.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Mennerich explicou que algumas das ideias propostas por Leary em seu Neuromancer são semelhantes às abordagens interativas de jogos mais modernos: “Não funcionou na época, mas ele era a frente do seu tempo”. Apesar da presença de outros projetos de jogos no arquivo, o único lançado comercialmente foi Mind Mirror. Disponível para PC pela produtora Eletronic Arts, o game adaptava uma tese de Leary intitulada “As Dimensões Sociais da Personalidade” e vendeu 65 mil cópias.

Sem conseguir produzir sua versão de Neuromancer, Leary autorizou a empresa Interplay a lançar um outro game ambientado no mundo concebido por William Gibson. Com o mesmo nome do livro, o jogo foi lançado em 1988 e do projeto original só fez uso da trilha sonora do Devo, com a canção Some Things Never Change.

POR RAMON VITRAL | Publicado originalmente e clipado à partir de Revista Galileu | 29/11/2013, às 17H11

Caro Professor Silvio Meira,


Ganhei seu livro, NOVOS NEGÓCIOS INOVADORES DE CRESCIMENTO EMPREENDEDOR NO BRASIL, de um amigo, durante a Festa Literária de Pernambuco [Fliporto], cujo tema desta edição foi “A Literatura é um Jogo” e onde ministrei uma oficina sobre eBooks na E-Porto Party [ali mesmo na FOCCA, onde o senhor irá ministrar uma palestra um dia desses].

Li seu livro de mais de 400 páginas, incluindo o cólofon, em menos de uma semana. Devo ter sido um dos primeiros leitores a terminar, o que não quer dizer muita coisa uma vez que o senhor mesmo demonstra em seu livro que ser o primeiro na maioria das vezes pode não ser um bom negócio [principalmente se o cabra não puder manter-se assim].

Tentei discordar de ti, em alguns pontos, nas suas considerações, durante minha leitura, mas o senhor pensa e escreve mais rápido do que eu consigo criar minhas retóricas. E já ia lhe enviar esta mensagem através de um e-mail, mas lembrei-me de ter lido em seu livro que o senhor perde bastante tempo deletando aquilo que não gostaria de ter recebido. Receoso de ter minha mensagem caindo na sua caixa de SPAM, resolvi lhe escrever este post. Senti que, guardada todas as proporções, nós dois temos os cérebros ligeiramente [teimosos?] em continuar pensando o empreendedorismo neste país.

Minha carta não traz nenhum tipo de reclamação, não é isso, é que, observando o título do seu livro, eu pensei: sabe qual é o problema? É isso, eu empreendo no Brasil. Aliás, acho que compreendi quando o senhor fala sobre contextos para se empreender, e fala de cenários, e de espaços, de picos. Mas, se me permite, sugiro que, na próxima edição do seu livro, o senhor troque a palavra-chave do título para BRAZIL [com Z, de Cavaleiro Solitário]. Pois é assim que eu me sinto, um estrangeiro empreendendo em meu próprio país.

Me chamo Ednei Procópio, sou entusiasta dos livros digitais, tema que estudo [e empreendo] desde 1998. Sou parte do Grupo de Trabalho que ajuda a organizar o Congresso Internacional CBL do Livro Digital. Encontro-me em minha terceira jornada empresarial. Meus dois primeiros negócios, ambos na área de livros, que tocava simultaneamente, foram por mim vendidos para dedicar-me a um único: a Livrus Negócios Editoriais.

Também sou apaixonado por videogames. Meu irmão e eu temos uma modesta coleção de uns três mil jogos [incluindo os consoles Odyssey, Atari, Mega Drive, [S]NES, PlayStation, até um Telejogo] dos quais só temos tempo, hoje em dia, para jogar um de cada vez com os nossos filhos. E foi justamente jogando algum título para o antigo Game Boy, da Nintendo, que tive há muito tempo atrás o insight de enfiar livros, ao invés de jogos, em maquininhas daquele tipo. Foi assim que, sete anos antes de existir o Kindle, na verdade antes mesmo de existir o Sony Reader, eu havia idealizado um equipamento para a leitura de eBooks.

Eis aqui algumas imagens, nunca antes mostrada, do meu mocap [protótipo?]:

Duas das ideias de eBook Reader que tive em meados de 2000

Maquete real de duas das ideias de eBook Reader que tive em meados de 1998

Resolvi compartilhar essa história com o senhor porque eu ouvi rumores de que a Nintendo estaria trabalhando em um hardware com características educacionais [lê-se livros?]. Algo que imaginei há mais de dez anos atrás, estáo finalmente sendo colocado em beta. De onde tiro minha primeira questão: de que adianta sermos um povo criativo se nos falta timing?

Naquela época eu só empreendia ideias, não tinha a consciência de que eu estava no Brazil [um país onde gambiarra é tema de doutorado]. Mas, lendo seu livro, comecei a pensar que empreender se trata, também, de manipular zeros e uns. E a arte de manipular zeros e uns, já que estamos, nas palavras de Chris Anderson, trabalhando com bits e não com átomos, poderia determinar o sucesso [ou o fracasso na maioria dos casos] de um NOVO NEGÓCIO INOVADOR DE CRESCIMENTO EMPREENDEDOR NO BRAZIL.

Mas com quantos bytes se faz um startup?

O senhor bem sabe que, nos códigos binários, de softwares a aplicativos, não existem os espaços em brancos [ou seriam espaços vazios?]. Todos os espaços, nas linhas de comando [mesmo àqueles preenchidos com a mais útil das teclas, a barra de espaço], são ocupados com zeros [ou uns]. Será que ali também temos a antimatéria? Enfim, o professor bem deve se lembrar também que zeros e uns formam a unidade mais básica que permite o funcionamento dos hardwares [aquela parte da computação que a gente chuta quando as coisas não andam bem]. Cada bit é formado por um conjunto de unidades, e cada unidade pode “estar” viva ou morta [também podemos dizer que pode “estar” ligada ou desligada].

Por exemplo, o código binário para a palavra “livrus” seria este:

imagem para o post 2

Aqui na Livrus Negócios Editoriais, para fazer uso da complexidade do cenário, nós manipulamos tanto átomos quanto bits [livros digitais impressos sob demanda e eBooks]. Os paperbooks são a herança que guardamos do parêntesis do [empreendedor] Gutenberg. Enquanto os livros [eletrônicos?] são a promessa de um negócio conectado, inovador. Enfim, futuro.

Criei uma tese. Para minha empresa faturar seu primeiro milhão, ela precisa garantir que alguns zeros permaneçam do lado direito do [h]um. Como o senhor sabe, os zeros à esquerda não tem valor. Então, tentando ser tão pragmático quanto o senhor, o que eu preciso para tornar minha empresa um empreendimento altamente lucrativo [e portanto milionário] é tirar todos os zeros que hoje estão à esquerda [na lógica, todos desligados], e alocá-los à direita do número hum [que precisa estar sempre ligado].

Sei que o senhor, como todos nós empreendedores, tem pouco tempo para lidar com as coisas, então eu resolvi colocar algumas imagens nesta carta [post?], como o senhor faz em seu livro. Mais para melhorar o entendimento do que para copiá-lo. A propósito, as imagens do seu livro são ótimas [parabéns!], são bem melhores que as minhas aqui:

Não posso me esquecer de que [trabalhando em rede] preciso empreender átomos [pessoas], mas principalmente bits [produtos e serviços]. No mundo físico bastaria talvez chamar um técnico [um consultor?], ou contratar uma empreiteira para fazer o trabalho sujo. Mas, no mundo digital [bem mais transparente do que creem muitos por aí], é preciso fazer muito mais do que digitar linhas de comando, ou apelar para scripts prontos.

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E como empurrar tantos zeros em tão pouco tempo?

Empurrar, claro, é uma metáfora. Quer dizer criar uma boa equipe, manter os produtos e serviços em rede, etc. E empurrar os primeiros zeros da esquerda para a direita, principalmente antes da primeira vírgula, foi relativamente empolgante. Tive a ajuda de [poucos] amigos, mas também [confesso] empurrei parte dos algoritmos sozinho. Uma vez que já havia colaborado com um startup falido no primeiro estouro da bolha da internet, e esta agora é a minha terceira empresa no ramo editorial, empurrar os primeiros zeros até que foi relativamente interessante. Mas agora está ficando de certo modo pesado, algumas vezes mais cansativo conseguir empurrar mais um zero para a casa da direita. Talvez seja porque chegamos naquele ponto de convergência em que somente a ajuda para rodar já não é o bastante. O que é bom.

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Percebi que, ao mesmo tempo em que se empurra os zeros, à partir da esquerda, o ideal é que o empreendedor mantenha sempre por perto os parceiros que podem ajudá-lo a puxar do outro lado, pela direita, minimizando em muitos os esforços. Percebi também que é importante manter sempre o número hum como ponto de apoio na casa central. Na verdade, para usar um termo bastante usados nos videogames, corre-se o risco de “zerar” se o líder do projeto não for bastante perspicaz. Podemos chamar esta casa central de caixa. Ela é importante para manter o futuramento [faturamento futuro]. Veja porque:

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Lendo o seu livro, tive algumas ideias. Mas como faria para deslocar mais rápido os zeros necessários para a direita? E, ao mesmo tempo, sempre mantendo o hum que eu já havia conquistado no lugar certo? Lembrando que zeros à direita não aparecerão do nada, num passe de mágica. Se o empreendedor não consegue mais empurrar os zeros necessários para a casa da direita, por vários motivos [entre eles, e não somente estes, o risco Brazil, a carga tributária, etc.] sentindo que vai “zerar”, ele pode, por exemplo, trocar o zero por outros números disponíveis em mercados conexos.

Este macete poderia dar mais força [fôlego, em muitos casos] até se conseguir empurrar o próximo zero? Se sim, o empreendedor conseguiria manter uma certa estabilidade até a próxima instabilidade econômica do mercado editorial ou do próprio sistema econômico mundial?

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Jogo da Vida

blocosTive que fechar seu livro várias vezes para pensar um pouco a respeito do que o senhor dizia. Talvez eu tenha lido mais a capa que o conteúdo do miolo. Aliás, o senhor colocou algumas figuras, [geométricas], na capa do seu livro. Por conta das cores ali usadas, lembrava-me de tê-las visto em algum lugar antes. Fiquei pensando nisto no avião, enquanto voltava da Fliporto [comendo aqueles amendoinzinhos vagabundos que a companhia aérea tem a coragem de distribuir].

Forçando as sinapses, lembrei-me de tê-las visto no filme “A Fuga do Planeta dos Macacos“, longa de 1971, o terceiro da série. Uma dos personagens do filme, a macaca Zira, usa peças semelhantes as que ilustram a capa de seu livro para montar uma escada e apanhar uma banana. A banana seria uma espécie de recompensa. Na verdade, Zira não gosta de bananas, ela só queria impressionar o cientista chefe que a estudava dentro da jaula. Algo como os tais anjos investidores fazem com os empreendedores em um pitch.

O senhor, que é um nerd faixa preta, deve se lembrar que Zira é mãe do personagem central da série Planeta dos Macacos, cujo nome é [coincidência ou não] César. Enfim, eis aqui uma imagem da tal cena:

Escape from the Planet of the Apes | 1971 | 20th Century Fox

Escape from the Planet of the Apes | 1971 | 20th Century Fox

Os blocos coloridos usados na capa do seu livro formam poliminós. Estes blocos coloridos, tetraminós [ou seriam simplesmente células quadradas?], me lembram claramente aqueles usados no jogo criado pelo engenheiro Alexey, quando ele ainda atuava no Centro de Computação [da Academia Soviética de Ciências, lá no início da década de 1980].

Só que os blocos que ilustram a capa do seu livro estão fora de uma caixa, sem um cenário [contexto] possível. E um deles está solto [quebrado talvez?], é um monominó, e foge da tetralogia padrão. Isto indica que podem ser usados da maneira que acharmos melhor? Sabe, professor Meira, no país em que eu nasci, por conta da educação que tivemos e ainda temos, é muito difícil pensar fora da caixa, então, a única coisa que consegui pensar com os tais blocos foi em.. caixas. Veja:

Figura geométrica formada pelos poliminós da capa do livro do Professor Silvio Meira

Figura geométrica formada pelos poliminós da capa do livro do Silvio Meira

Figura geométrica formada pelos poliminós da capa do livro do Silvio Meira

Outra figura geométrica formada pelos poliminós da capa do livro

Mas, como o senhor mesmo bem diz eu seu livro, é preciso contexto. A pergunta que eu me faço agora é: os blocos coloridos que ilustram a capa de seu livro necessitam, para ganhar vida, de um tabuleiro [de uma grade qualquer]? Algo pode ser desenvolver sem um contexto, professor? Talvez pudéssemos utilizar os tais blocos coloridos em um contexto que um outro mestre, em matemática, o senhor John Horton Conway, chamaria de livre arbítrio?

Se sim, dá pra inovar, veja:

Inovando com os tetraminós

Inovando com os poliminós verdes

Inovando com os tetraminós

Inovando com os tetraminós amarelos

Eu pensava em levar o escritório da minha empresa para o Vale do Silício, como eu não consegui, acabei instalando o nosso worker office em outro vale. A Livrus está agora sediada no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo. Em um estado cujo cenário [me parece, se li direito o seu livro ] mantém picos extremos em todas as direções [mercados]. Estamos falando de um universo complexo [para não dizer complicado], que não é perfeitamente ajustado e que requer um projeto inteligente. Preciso, portanto, descobrir: qual é o cenário [plano ou de picos] em que minha empresa está inserida?

Panorama do Vale do Anhangabaú

Panorama do Vale do Anhangabaú | Atrás deste prédio central fica a Livrus.

O mercado em que atuo, professor, é como aqueles móveis coloniais que encontramos em Olinda, é velho. Poderia até ser considerado maduro [visto que o parênteses de Gutenberg já se arrasta por séculos], não fosse oco e cheio de cupins [e traças] por dentro. Como dito, não estou me queixando. Apenas refletindo depois de ler seu livro. E agora me pergunto: devo migrar de um cenário dimensional [esteira] para um cenário bidimensional [tabuleiro] ou quem sabe tridimensional [universos paralelos]? Devo manter um modelo de negócios bastante flexível para o meu startup? Se sim, como? Pois, se é fato que “A Literatura é um Jogo”, como afirmou última edição da Fliporto, porque é que o mercado editorial onde atuo não mantém regras nem mais nem menos rígidas, nem mais nem menos conhecidas pelos players deste mesmo mercado? Não quero simplificar as coisas, mas falta cuidados regulatórios mínimos. Nesta complexidade que, segundo seu livro, é natural e até importante para o empreendedorismo, quais estratégias devo buscar? Em quais situações? Em quais condições de mercado?

Adorei esse negócio de fazer muitas perguntas todas ao mesmo tempo [que aprendi com seu livro]. Seu currículo diz que é cientista, mas estou inclinado a chamá-lo de filósofo. Agora, as respostas para tantas perguntas devem ser bem mais difíceis de buscar que criar, por exemplo, jogos eletrônicos na Moscow da primeira metade de 1980 [cenário onde os negócios empreendedores se quer eram autorizados, quanto mais incentivados]. Alexey, o empreendedor do Tetris, estava inserido em um cenário bastante complexo [na verdade, complicado], e, pelo que parece, conseguiu ir em frente. O que me leva a formular minha última pergunta: o senhor sabia que o Tetris [jogo de origem russa] ajudou a impulsionar as vendas do console portátil Game Boy [de origem japonesa] no mercado americano?

Grande abraço, Ednei Procopio

Post script: O mundo pode ser cheio de picos, professor, mas só quem anda de avião pode apreciá-los de longe.

Biblioteca online Nuvem de Livros divulgará obras da Miguel de Cervantes


A biblioteca online Nuvem de Livros, que possui o maior número de usuários na região ibero-americana, incluirá em breve o catálogo dos conteúdos editoriais da biblioteca virtual Miguel de Cervantes.

Segundo um comunicado emitido pela Miguel de Cervantes, com sede na Universidade de Alicante, esta nova possibilidade é fruto de um recente acordo alcançado pela fundação da biblioteca virtual espanhola com a editora Gol, sediada no Rio de Janeiro.

O convênio tem como âmbito de atuação a Espanha, o Brasil e o resto da região ibero-americana, e prevê a distribuição das obras por meio da plataforma web [www.nuvemdelivros.com.br], que pode ser acessada desde computadores, smartphones, tablets e aplicativos.

O catálogo editorial da Miguel de Cervantes, em formato “epub2”, conta com mais de 300 clássicos da literatura espanhola e ibero-americana, destacando obras do próprio Cervantes, Félix Lope de Vega, Calderón de la Barca, Mariano José de Larra, Benito Pérez Galdós e Rubén Darío, entre outros.

Além dos ícones da literatura espanhola, a biblioteca virtual Miguel de Cervantes também inclui nomes menos conhecidos, mas de mesmo valor literário, caso de Gonzalo de Gramados e Meneses, Juan Cortés de Tolosa e Julia de Asensi.

A plataforma Nuvem de Livros iniciou seu trabalho no Brasil em 2011 e, em menos de dois anos, já superou a marca de milhão de usuários, o que lhe posicionou como a biblioteca “online” com maior número de internautas da região ibero-americana.

Atualmente, a biblioteca oferece mais de 10 mil conteúdos multimídia, entre livros, áudios, vídeos e teleaulas para todas as idades, sendo que seu responsável literário é Antônio Torres, um dos autores brasileiros mais respeitados, além de membro da Academia Brasileira de Letras e prêmio Machado de Assis em 2000.

Por sua parte, a biblioteca virtual Miguel de Cervantes [www.cervantesvirtual.com] foi criada em 1999 através de uma iniciativa da Universidade de Alicante, do Banco Santander – através da divisão global Santander Universidades – e da Fundação Botín.

A biblioteca em questão, que atualmente é regida pela fundação de mesmo nome, presidida pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa, tem o objetivo de difundir a cultura ibero-americana, oferecendo livre acesso a mais de 160 mil registros bibliográficos.

Terra | 28/11/13

Direito autoral e os novos tempos tecnológicos


A Lei do Direito Autoral e os vários aspectos que a envolvem têm sido foco para discussão. Que obras são protegidas pela lei? Que cuidados ter na utilização de conteúdos protegidos? Como evitar uma reprodução de texto sem autorização expressa do responsável? Quando acontece a pirataria? O que é domínio público? Lei das Biografias. São algumas questões que serão abordadas no curso “O Livro e o Direito Autoral: Biografias, E-books e Mudanças Tecnológicas”, que será realizado pela Escola do Escritor [Rua Deputado Lacerda Franco, 253, São Paulo] no dia 30/11, das 9h às 13h. Os ministrantes serão João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti e o custo é R$ 165. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 28/11/2013

Amazon aposta em livrarias universitárias nos EUA


Amazon fecha parceria com UC Davies, na Califórnia

Não houve anúncio oficial da Amazon, mas o site The Digital Reader apontou a nova aposta da gigante do varejo nos EUA: livrarias universitárias. A empresa lançou em setembro um projeto piloto com a Universidade da Califórnia [UC Davies], que tem uma página dedicada no portal da Amazon. A universidade ganha uma taxa com as compras realizadas pelo site e de estudantes da UC Davies que participam do programa de fidelidade estudantil da Amazon. O piloto deve durar um ano, e há planos de colocar armários da Amazon em alguns pontos do campus. Segundo a matéria, a Follet e a Barnes & Noble já estão presentes no mercado de livrarias universitárias nos EUA: “As duas redes operam cerca de 1.500 livrarias sob contrato [a Follet possui 800 lojas]. Mas as milhares de lojas que operam independentemente ou sob administração de universidades deveriam considerar o acordo que a Amazon tem com a UC Davies [se o projeto piloto vingar]”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 28/11/2013

Três contos nunca publicados de J.D. Salinger vazam na internet


‘The ocean full of bowling balls’, ‘Paula’ e ‘Birthday boy’ surgiram online após aparecerem em um misterioso leilão no eBay

Biógrafo do recluso autor confirmou a autenticidade dos textos

Foto postada no 'eBay' mostra 'livro' que continha os três contos. Nota ao fim da página diz que os textos 'permanecem não publicados e guardados por J.D. Salinger' Reprodução / eBay

Foto postada no ‘eBay’ mostra ‘livro’ que continha os três contos. Nota ao fim da página diz que os textos ‘permanecem não publicados e guardados por J.D. Salinger’ Reprodução / eBay

RIO | Três contos jamais publicados de J.D. Salinger vazaram na internet após serem colocados à venda em um leilão misterioso no “eBay” e, em seguida, postados no “Reddit”. O estudioso Kenneth Slawenski, autor de “Salinger: Uma vida” (Editora Leya) confirmou ao site “Buzzfeed” a autenticidade dos textos.

Os contos já podiam ser acessados por pesquisadores, mas nunca tinham aparecido online ou ido para as livrarias.

“The ocean full of bowling balls”, disponível na biblioteca de Princeton, é considerada por especialistas a melhor obra não publicada de Salinger, e é uma espécie de prelúdio do título mais consagrado do autor, “O apanhador no campo de centeio”. A história aborda a morte do personagem Kenneth Caulfied, e foi originalmente escrita para a revista “Harper’s Bazaar”. Salinger, porém, mudou de ideia antes de ser impressa.

“Paula” e “Birthday boy” estão disponíveis na Universidade do Texas. O primeiro gira em torno de um casal — Frank e Paula Hincher —, em que a mulher, apesar de não poder ter filhos, insiste que está grávida. Em “Birthday boy”, o jovem Ray, internado aparentemente por causa do alcoolismo, recebe a visita da namorada Ethel. O casal têm uma conversa trivial, mas que depois se torna conflituosa.

“Buzzfeed” teve acesso aos contos e reproduziu trechos [em inglês].

O Globo | 28/11/2013, às 14h49 | © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Recordes digitais


A edição 2014 do Guinness World Records 2014 [Editora Agir, R$ 84,90] está repleto de novos recordes e traz como novidade um app gratuito [para Android e iOS] que permite interagir com o livro em realidade aumentada. Ou seja, dá pra ver os recordiastas em 3D, brincar com as animações e até tirar fotos com elas.

O leitor pode saber como é vista do topo do Monte Everest [em 360°], explorar o mapa mundi com as transformações, ver a maior mosca do mundo em tamanho real, interagir com o maior dinossauro carnívoro do mundo; tudo em 3D, com imagem e som e ainda assistir vídeos inéditos do recorde da motocicleta mais alta, maior robô capaz de andar e muito mais.

Kobo Aura HD: uma experiência de leitura personalizada


Kobo Aura HD: uma experiência de leitura personalizada

Kobo Aura HD: uma experiência de leitura personalizada

O Kobo Aura HD faz parte da quinta geração de Kobos e está aqui para competir com o Kindle e com a vinda da Amazon para o Brasil. Para entrar na briga, a Kobo aposta numa estratégia contrária à da Amazon e oferece um sistema aberto, que permite a leitura de livros comprados em outros aparelhos. Depois de duas semanas usando o Aura HD para as minhas leituras, me acostumei com ele e posso dizer: apesar do preço salgado e de alguns problemas, a soma de todas as features faz dele um senhor de respeito no mundo dos leitores digitais.

O que é?
O Kobo Aura HD é um leitor digital que oferece uma boa experiência de leitura e um software avançado, repleto de funções que alcançam muitos dos sonhos dos leitores mais inveterados. Mas os desejos dos bibliófilos digitais têm um preço alto: ele está custando R$659 na Livraria Cultura, representante oficial da Kobo no Brasil. Apesar de todas as possibilidades de personalização e de ser mais bonito e com uma usabilidade mais amigável que a dos outros leitores Kobo, o grande pecado do Aura HD é o preço.

Para quem é?
O Aura HD, tanto pelo preço quanto pelo que ele oferece, talvez sirva melhor a quem estiver realmente disposto a diminuir a compra dos livros físicos em prol dos e-books. Ele também é indicado para quem precisa ler muitos documentos em PDF e para os fãs de quadrinhos. E principalmente: ele serve muito bem àqueles que querem ter um leitor digital mas não têm muita experiência com gadgets: tudo no Aura HD é fácil de aprender e descomplicado de fazer.

Design
A parte de trás do Aura HD poderia ser confundida com esses objetos de arte moderna que decoram apartamentos de hipsters minimalistas muito ricos. Os primeiros Kobos que chegaram ao Brasil eram bem simples e tinham um fundo meio esquisito, parecido com o forro de mesa da casa da sua avó. O Aura HD é arrojado e, segundo os criadores, a traseira do device imita um livro de capa dura aberto na sua mão. Bom, eu abri vários livros de capa dura para comparar e acho que não é bem isso, mas o ponto é que a parte de trás do Aura HD não é a coisa mais genial já feita na história da ergonomia. O encaixe da mão não é dos melhores, já que se trata de um aparelho grande [é, dificilmente vai rolar de carregar no bolso]. Mas o maior problema é que toda a carcaça do aparelho é feita de um poliuretano nada aderente e a traseira não é emborrachada. Então aquela seguradinha meio torta em casa ou uma freada brusca do ônibus ou metrô e seu precioso Aura HD pode ir parar no chão facilmente.

Os botões ficam na parte de cima do aparelho e, dado o tamanho dele, essa claramente não é uma boa ideia. A tendência é que ele seja segurado pelo usuário na parte de baixo, então os botões deveriam ser, no mínimo, laterais. No alto do aparelho estão o botão de ligar/desligar/hibernar , o de ativar a iluminação e a luzinha que indica que o aparelho está ligado. Na parte de baixo, ficam o nicho para cartão de memória, o encaixe do USB de carregamento e transferência e o minúsculo botão de reset.

Usando
O Aura HD não me deu o que eu pudesse chamar de boas-vindas. Liguei o aparelho, passei pela Quick Tour que ensina os rudimentos de uso, dei aquela explorada marota e, por fim, comecei a ler um livro para testar a iluminação. Dez minutos depois, o Aura HD travou: o touch e os botões simplesmente pararam de funcionar. Na internet, descobri que os travamentos não são raros no Kobo: o Google mostra 523.000 resultados para “meu Kobo travou” e estonteantes 1.180.000 resultados para a busca “my Kobo is stuck”. Quase todos os vídeos e tutoriais de conserto são para modelos mais antigos do Kobo, o que sugere que a falha foi caminhando para as novas versões sem ser corrigida. Depois de testar todos os métodos menos trogloditas, tive que apelar para o botão de reset: pressionei por alguns segundos com a ponta de um clipe de papéis e ele religou.

Problema resolvido e trauma superado, deu para compreender a empolgação de alguns entusiastas que se referem ao Aura HD como “e-reader de luxo” e até mesmo “Ferrari dos e-readers”. O Aura HD definitivamente agrega valor ao camarote da traça da livros.

Eu já tinha ouvido as pessoas dizerem que a luz do Kobo não cansava a vista e, sinceramente, pensava que fosse balela de fã. E em verdade vos digo: a iluminação não é cansativa, embora Buda discorde dessa frase. A tecnologia ComfortLight utiliza luz frontal, difundida por toda a tela, em vez da costumeira retroiluminação que vemos na maior parte das telas de aparelhos portáteis. É óbvio que se você ler muito, seus olhos ficarão cansados, mas será pela leitura em si e não exatamente pela iluminação do aparelho.

Se além de e-books, você quer ler PDFs [e todo leitor quer], esse aqui é o seu aparelho. A ferramenta de zoom do Aura HD é tão boa que você pode colocar o PDF mais horrendo e mal-feito dentro dele: vai dar pra ler. E tem os quadrinhos: a junção da ferramenta de zoom feita com o sangue do vindouro messias com a definição excelente da tela e a aceitação de arquivos CBZ e CBR faz do Aura HD uma excelente opção para quem quer usar o leitor para ler comics e mangás.

Um bônus: a tela inicial do aparelho é a mais bonita do oeste [e do leste, e do norte, e até do sul]: estou pesquisando para saber como fazer união estável e ter três filhos com a interface inicial do Aura HD. Num sistema de vitrine, com quadros de tamanho variados, essa página lista os últimos livros nos quais você entrou, com a possibilidade de acessar as notas e destaques sem precisar abrir os livros. Além disso, ele mostra suas estatísticas de leitura. Em resumo, o Aura HD simplesmente zerou o conceito de página inicial de e-reader. Próximo!

Enfim, os livros
A experiência de leitura no Aura HD é muito boa. Além da resolução da tela, há dez opções de fontes, incluindo uma especialmente desenvolvida para disléxicos. Além disso, é possível definir o tamanho da fonte, o espaçamento da entrelinha, a largura das margens e escolher entre o texto justificado ou alinhado à esquerda. Clicando nas opções avançadas, você pode ver as mudanças em tempo real num lorem ipsum. Eu já disse que quero me casar com o Aura HD? Acho que sim.

Também é possível personalizar parte das configurações de toque e escolher como você quer fazer a viragem de páginas, onde localizar o menu, a cada quantos minutos o aparelho deve atualizar e escolher se você quer ou não mostrar a numeração das páginas.

Há também o Reading Life, uma espécie de aplicativo interno que mostra todas as suas estatísticas de leitura: ele analisa seus hábitos de leitor e além de mostrar em porcentagem seu progresso em cada um dos livros do Kobo, toma como base suas leituras anteriores para calcular quanto tempo você vai levar para ler um livro. Ele também exibe as suas horas de leitura, a média de tempo/páginas lidas e o tempo que você gasta para virar uma página. Há também badges para os progressos que você faz no aparelho, como compartilhamento de trechos no Facebook, destaques ou notas, mas essa parte é meio bobinha.

E como se isso não bastasse, juntando os e-books da Livraria Cultura com a loja mundial da Kobo, a oferta de livros é imensa e não se resume a best-sellers ou títulos famosos.

Gostei
– A ferramenta de zoom é ótima.
– Quando você está dentro de um livro, o menu pode ser exibido ou retirado com um toque no centro da tela. O problema é descobrir isso [penei um pouco, mas vocês são mais espertos que eu], mas depois se torna um menu extremamente confortável e fácil de acessar.
– O teclado para adição de notas é bem legal, as teclas têm um tamanho que não destrói a vida de quem tem dedos gordinhos e as funções são claras e descomplicadas.
– É possível acessar diretamente da tela inicial uma lista dos destaques e notas feitos num livro, sem que seja necessário folhear o e-book. Na verdade, sequer é preciso entrar nele.
– É só tocar no canto da tela pra fazer uma dobrinha digital na página que você está lendo.
– A imensa biblioteca de títulos oferecidos.

Não gostei
– Há alguma instabilidade na coloração da e-ink, como uma impressão feita no modo econômico.
– Os caracteres ficam como que marcados na tela, como se todas as páginas ficassem gravadas ali [e ficam, né]. É possível verificar isso quando a luz está acesa.
– A troca de página gera um delay, principalmente quando a luz está acesa.
– A pegada do device é escorregadia. Como ele não é exatamente leve, isso é perigoso. Apesar das ranhuras traseiras, não é nada difícil o Kobo Aura HD simplesmente cair da sua mão e se espatifar no chão.
– O aparelho não é muito ergonômico e, por conta de seu peso, mantém a mão muito aberta na hora de segurar, o que pode causar incômodos.
– Para os padrões dos leitores digitais, o Aura HD é grosso e pesado.
– A localização dos botões de ligar e de ativação da luz não estão no melhor local possível.

Vale a pena comprar um?
Essa pergunta também pode ser substituída por “devo comprar um em vez de um Kindle?”. A resposta não é tão simples assim: se você acha que o preço, a pegada meio incômoda e o ligeiro delay de mudança de tela são uma espécie de dor sacrificial a ser oferecida em troca de um e-reader com uma imensa gama de funções e uma experiência de leitura agradável e personalizada, então o Aura HD vale a pena. Mas, o Kindle Paperwhite, por R$479, traz um design mais bem resolvido, uma tela tão incrível quanto ao Kobo e o mar de livros vendidos na Amazon. É isso que você precisa colocar na balança: qual uso se encaixa melhor na sua vida. No fim das contas, o Kindle tem um concorrente de peso, com um bom apoio no Brasil. E isso é importante.

Especificações técnicas
Tela – 6,8 polegadas, e-ink sem reflexão e touchscreen
Definição – 265 DPI 1440×1080
Processador – 1GHz
Memória – 4 GB [até 3.000 e-books] expansível para 32GB com microSD
Cores – Café, preto e marfim
Tamanho – 175.7 x 128.3 x 11.7 mm
Peso – 240g
Conectividade – Wi-fi e USB
Duração da bateria – Até 2 meses, com 30 minutos de uso por dia
Formatos aceitos – EPUB, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, TIFF, TXT, HTML, RTF, CBZ e CBR
Preço sugerido – R$659

Gizmodo Brasil | 27/11/13

Bibliotech: a primeira biblioteca pública dos EUA sem livros impressos


Para quem não tem acesso à rede, pode visitar a sede física da Bibliotech. Foto: Divulgação

Para quem não tem acesso à rede, pode visitar a sede física da Bibliotech

RIO | A primeira biblioteca pública totalmente digital dos EUA foi aberta recentemente no condado de Bexar County, no estado do Texas. Agora, todos os 1,7 milhões de habitantes da região podem acessar gratuitamente o acervo com cerca de 10 mil obras. Melhor, para ter acesso aos livros não é necessário se locomover até o prédio físico da biblioteca, basta acessar a internet.

O projeto Bibliotech foi desenvolvido pelo juiz Nelson Wolff, um amante da literatura e colecionador de obras raras, também responsável por levar ao condado uma biblioteca com livros impressos de US$ 38 milhões na década de 1990. A nova empreitada custou apenas US$ 2,4 milhões.

– Eu olho hoje para aquela biblioteca e fico orgulhoso, mas penso: o que vamos fazer com ela? – disse Wolff sobre sua antiga obra, em entrevista ao site CNet.

O prédio físico da Bibliotech se localiza na cidade de San Antonio. Para funcionar durante 8 horas diárias, a biblioteca tem apenas duas funcionárias, as jovens Ashley Eklof e Catarina Velasquez.

– Nós podemos focar nas necessidades da comunidade e não temos que lidar com os processos físicos dos livros – explicou Ashley.

Para ter acesso ao acervo, os moradores do condado podem se registrar on-line e baixar os títulos em seus próprios tablets e computadores. Caso a pessoa não tenha acesso à internet ou precise de leitores, pode se dirigir à sede física da biblioteca.

Estão à disposição da população 800 e-readers, sendo 200 especiais para crianças, 48 computadores, 10 laptops e 40 tablets. Os leitores podem ser emprestados por duas semanas e eles já vão carregados com as obras escolhidas. Caso não sejam devolvidos no prazo, o usuário recebe multa diária de US$ 1 até o 14º dia. A partir de então, o aparelho é dado como perdido e a multa de US$ 150 é adicionada à conta.

A duração do empréstimo dos livros digitais é de 14 dias, mesmo que baixados no leitor próprio do usuário. A partir desse período, a obra é excluída do software utilizado para a distribuição e leitura.

O GLOBO | 26/11/13, às 17h46 | Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Barnes & Noble: luz no fim do túnel?


income of $501,000 in last year’s second quarter.

income of $501,000 in last year’s second quarter.

A receita caiu nos 3 grupos operacionais da Barnes & Noble no segundo trimestre deste ano, mas a empresa conseguiu aumentar a EBITIDA em 13,7%. A empresa citou a diminuição dos custos como responsável pela melhora nos rendimentos. A B&N teve uma receita líquida de US$ 13,2 milhões no segundo trimestre, sendo que no mesmo período em 2012 foi de US$ 501 mil. A divisão do Nook teve a maior queda de receita no trimestre, com as vendas caindo 32,2% [aparelhos e acessórios despencaram 41,3%].

Por Jim Milliot | Publishers Weekly | 26/11/2013

Leitores jovens adultos preferem livros impressos


Analogue entertainment … a teenage reader. Photograph: RelaXimages/Corbis

Analogue entertainment … a teenage reader. Photograph: RelaXimages/Corbis

Jovens de 16 a 24 anos são conhecidos por serem super conectados, obcecados por ‘selfies’ e terem sempre os aplicativos de celular atualizados. É surpreendente, portanto, ver que 62% deles preferem livros impressos a e-books. A Voxburner questionou jovens de 16 a 24 anos online. As duas maiores razões apontadas foram o custo benefício do formato impresso e a conexão emocional com o livro físico. Em relação ao preço dos e-books, 28% acham que e-books deveriam custar a metade do preço atual, e 8% acham que o preço atual está correto.

Por Liz Bury | The Guardian | 25/11/2013

Mobilidade para leitura


Penguin, lá fora, e IBA, por aqui, apostam nos aparelhos móveis

A cada seis meses aparece um novo ‘it’ suporte para leitura digital. Ultimamente, a atenção tem se voltado para a leitura no celular. Lá fora, a Penguin fechou parceria com a Readmill, uma start up de Berlin, que vai permitir que os leitores comprem os e-books  no site da editora e mandem os títulos diretamente para os aparelhos telefônicos. E, com milhões de smartphones vendidos no Brasil, as plataformas brasileiras também apostam no formato. Dos maiores, o aplicativo Saraiva Reader já é disponível em telefones, agora é a vez do IBA, da editora Abril. Segundo a coluna Babel, o IBA vai lançar seu aplicativo de leitura de e-books em smartphones na primeira quinzena de dezembro.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 25/11/2013

Canais da biblioteca virtual


Há alguns anos, era muito comum que as pessoas fossem atrás de livros apenas em bibliotecas. O hábito foi se perdendo aos poucos com o avanço da internet e dos sites de busca. A correria do dia a dia, unida às novidades tecnológicas, também influenciou as mudanças no modo de ler. Pensando nisso, algumas empresas têm investido em serviços que prometem facilitar a leitura. Há bibliotecas digitais ao pagamento de uma mensalidade e a possibilidade de compra de um livro específico em versão on-line.

O vendedor Lauro Rocha, 26 anos, resolveu adotar os novos métodos. Ele é usuário do sistema Scribd, que, ao lado do Oyster, é conhecido como uma espécie de “Netflix dos livros, porque ambos possibilitam a leitura on-line de obras”. Membro do sistema há cinco anos, Rocha considera uma boa alternativa. Ele costuma usar o recurso para ler artigos científicos. Apesar de gostar do Scribd, em algumas circunstâncias prefere comprar o livro convencional. “Um livro é ainda muito mais fácil e interativo de se ler do que um arquivo digital”, defende.

Criado em 2007, inicialmente o Scribd era usado como um local de armanezamento de textos. Neste ano, o sistema lançou o streaming [transmissão direta por meio de um serviço] e versões para smartphones e tablets, em que o usuário pode começar a leitura pelo computador e continuá-la ao sair de casa, por exemplo, pelo celular. “O Scribd faz os leitores se sentirem em uma biblioteca. E a leitura de um livro atrai um próximo”, explica Trip Adler, CEO do Scribd.

O sistema tem um acervo com mais de 40 milhões de títulos de variados gêneros e línguas. A maior parte está disponível em inglês, mas é possível encontrar versões em português, como, por exemplo, da série Guerra dos Tronos de George R. R. Martin e A menina que roubava livros Markus Zusak. Alguns brasileiros também estão no sistema como a biografia de Getúlio Vargas, de Lira Neto, e Sentimento do mundo, de Carlos Drummond. Apesar de o Scribd ainda não ser muito conhecido no Brasil, é um brasileiro que figura na lista dos mais lidos do serviço. A obra O alquimista, de Paulo Coelho, está entre os favoritos dos usuários. Detalhe: o acervo do autor, que já até tuitou sobre o Scribd, está todo em inglês.

Com uma tecnologia bastante parecida, o Oyster, lançado no ano passado, oferece mais de 100 mil títulos para que os membros possam acessar de qualquer lugar a qualquer momento por uma taxa mensal. “Começamos a ver que esse serviço só estava disponível para músicas e filmes e ainda não existiam para livros. Quisemos criar uma melhor experiência de leitura”, revela o cofundador Eric Stromberg. Apesar de muito bom, uma das dificuldades do Oyster é que, como eles estão focados no crescimento nos Estados Unidos, ainda não há obras em português. Mas, para quem lê em outras línguas, é uma boa opção.

Alternativas nacionais

No Brasil, a deficiência no mercado de livros digitais ainda é grande. O mais conhecido é o site Domínio Público, que hospeda mais de 30 mil livros. No portal mantido pelo Governo Federal, as pessoas podem baixar livros gratuitamente, mas apenas obras antigas que já caíram no domínio público estão disponíveis.

A outra opção é buscar as livrarias digitais. Pelo menos dois sites prestam esse serviço no Brasil, o Gato Sabido, criado em 2009, e o novato Moby Dick Books. Em ambos, é possível localizar clássicos, best-sellers e lançamentos.

Para Leandro Barros, diretor de marketing da Moby Dick, essa experiência de comprar e ler livros em formato digital vem crescendo. “As pessoas não querem ter que andar com um leitor de e-book ou com um livro. Elas querem poder acessar de seu tablet ou celular. O mercado vai convergindo aos poucos a único dispositivo”, explica.

Apesar do número de vendas dos livros digitais ter aumentado, Barros reconhece que esse ainda não é fim das obras em papel. “A gente vende muito mais atualmente. Mas essa chave só vai virar de verdade quando o grande público começar a ter mais acesso aos dispositivos móveis. Ainda assim, a gente não pensa que isso vai gerar um conflito ou matar o papel”, analisa Barros.

Os serviços

Scribd: Mensalidade de US$ 8,89 e acesso ilimitado ao acervo
Oyster: Mensalidade de US$ 9,95 e acesso ilimitado ao acervo
Domínio Público: Acesso gratuito ao acervo disponibilizado do governo
Gato Sabido: Portal de comercialização de e-books
Moby Dick Books: Portal de vendas de livros digitais

Diário de Pernambuco | 24/11/13

Produção de livros digitais com Adobe InDesign


Escola do livro realiza curso no próximo dia 27/11

A Escola do Livro [Rua Cristiano Viana, 91, Pinheiros, São Paulo] realizará no próximo dia 27/11, das 9h30 às 17h30, o curso “Produção de livros eletrônicos com Adobe InDesign”, um treinamento onde serão explorados o mercado, tecnologias e aspectos de distribuição, além de boas práticas na arte-finalização de arquivos que serão convertidos para os formatos de livros eletrônicos ePub e Mobi. O ministrante será Ricardo Minoru Horie, que atua há mais de vinte anos na indústria gráfica, mais especificamente no segmento de pré-impressão. O custo é de R$ 250 para associados, R$ 350 para associados de entidades congêneres, professores e estudantes, e R$ 400 para não associados. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 22/11/2013

O livro entrou pelo cano


Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 21/11/2013

Vamos falar aqui de desapego. Não, não estamos falando sobre deixar para trás o livro de papel [quem ainda aguenta esse papo?]. O livro de papel permanece. Estamos falando de um produto que não vai durar muito, cuja obsolescência é cada vez mais evidente. Um produto que mal chegou e que já vai indo. Ele, o e-book. Não nos referimos ao formato [ePub], mas à mercadoria. Principalmente ao sentido de comprarmos e guardarmos um arranjo de elétrons como se fosse uma mercadoria que colocamos na estante. Como se fosse um livro impresso, só que pior que o livro impresso [não se pode emprestar, além de não servir para calçar mesas bambas]. É culpa do hábito. Lidamos com as coisas novas com as ferramentas que temos: nosso costume, nossos modelos.

“Vamos para frente olhando no retrovisor”.

Pratiquemos o desapego. Porque tem coisa melhor para nós, leitores. E tem coisa muito melhor para eles, que vendem produtos culturais. Estamos transitando, do mercado dos sólidos para o mercado dos líquidos.

Para explicar, mais uma vez temos os exemplos das indústrias culturais irmãs: a dos filmes e a da música. Indústrias mais ágeis, onde há mais dinheiro, e que, por isso mesmo, têm de rebolar para acompanhar as mudanças de consumo. Teriam também que acompanhar os desdobramentos tecnológicos, mas nisso geralmente elas estão na vanguarda do atraso.

O quadro esquemático abaixo traduz o raciocínio a seguir:

Era uma vez um mercado sem mercadorias. Não havia o que vender. Os produtos culturais estavam no ar [e ninguém ainda conseguiu vender ar]. Estamos, portanto, no mercado GASOSO. Para ganhar dinheiro com cultura, era preciso vender ingresso [para um show ou uma sessão de cinema]. O que havia para vender não era uma mercadoria, era uma experiência. O consumidor se deslocava para a mercadoria.

Veio o rádio [anos 1920] e a televisão [anos 1950], e o show e a sessão de cinema chegaram mais perto do consumidor, mas ainda não havia o que comprar, ouvia-se e assistia-se o que quer que estivesse passando.

Lá pelos anos 1940, na música, já havia algo a vender: discos de vinil. Só mais tarde, nos anos 1980, surgiria um “cinema” que o cliente poderia comprar e levar para casa: as fitas VHS. Chegamos então ao estado SÓLIDO. Sim, agora há uma mercadoria à venda, que o consumidor levava para sua casa, e ela era uma propriedade sua. O auge desse estado SÓLIDO se deu nos anos 1990, quando as indústrias audiovisual e fonográfica sorriam encasteladas sobre uma montanha de CDs e DVDs. Mas aí veio uma avalanche.

O digital

Assim como havia ocorrido com o advento do rádio e da televisão, inovações tecnológicas trouxeram o produto à comodidade do consumidor. Mas dessa vez não foi por iniciativa da indústria. Ao contrário. Estamos falando da pirataria, que trouxe para o digital a música que a indústria só queria vender em CDs [via Napster, entre outros] e os filmes que a indústria só queria vender em DVDs [via p2p, entre outros]. Depois de perder tempo, credibilidade, dinheiro e poder, as indústrias fonográfica e do audiovisual encontraram [não por esforço deles] uma forma de perseverar [e prosperar] no novo estado do mercado cultural.

No estado LÍQUIDO do mercado de bens culturais, já não se vendem experiências [como no estado GASOSO], mas também não importam mais as mercadorias como no estado SÓLIDO. O consumidor não precisa mais se deslocar para o produto [estado gasoso], nem precisa buscar o produto nas prateleiras e levá-lo para a estante de casa [estado sólido]. O produto está sempre e em todo lugar com o consumidor. Não se vende mais experiência, não se vende mais propriedade. Vende-se um direito. Exemplos? Netflix e Youtube — formas legais e onerosas de “venda” do produto cultural audiovisual — respondem por 50% do tráfego de bytes mundial, a mesma parcela que era ocupada pela pirataria p2p. O primeiro coloca à disposição do consumidor dezenas de milhares de filmes e programas, onde, quantos e quando ele quiser, por uma assinatura fixa. O segundo oferece quase um bilhão de videos, é gratuito para o visitante, mas parte da receita publicitária reverte à indústria audiovisual e à fonográfica [via ECAD]. Por falar na indústria fonográfica, depois que foi salva pelo iTunes [ficando refém de uma só empresa, em compensação], ela vê agora uma nova fonte de renda com plataformas como Spotify, Rdio e Deezer. Música onde e quando consumidor quiser ouvir.

Ok, ok. Se você chegou até aqui, e é leitor do PublishNews, deve se estar perguntando: e o que o livro tem a ver com isso? A resposta está nesse outro quadro, e no parágrafo abaixo.

A diferença é que a história do livro é tão antiga que nos parece atávica. O ciclo de três estados [gasoso, sólido, líquido] da indústria audiovisual, por exemplo, levou uns 30 anos [dos anos 1980 aos anos 2010]. O ciclo do livro começou em tempos imemoriais. Foi há quase 700 anos que ele passou do estado GASOSO para o SÓLIDO. Em outras palavras: até a [longa e demorada] popularização da imprensa, o consumidor [leitor] tinha que ir até o convento ou biblioteca para ter contato com o produto [livro]. Era uma experiência [e bem restrita]. Com a imprensa, surgiu uma mercadoria [um livro que poderia ser vendido e levado para casa], e a consequente propriedade. Esse estado, o SÓLIDO, durou até hoje [e durará]. Mas também o livro pode entrar no estado LÍQUIDO. Olhe a sua volta. Ele já entrou. Primeiro com a pirataria [sim, quando a tecnologia permite e a indústria não emprega, vai alguém lá e faz, como foi com a música e o cinema]. Mas há bibliotecas digitais startups que pipocam aqui e ali e tentativas de peso como a Kindle Lending Library. E há sistemas em franca ascensão, como a Nuvem de Livros. A nova grande promessa, abençoada pelos investidores e [cautelosamente] apoiada pelos editores é a Oyster. Ela parece ser a finalista da corrida que tanto se comenta no mercado: “quem será a Netflix dos livros?”.

O livro que eu quiser na tela que escolherei. Na Passárgada do estado líquido, o livro é amigo do rei leitor. [E quando fizer sentido financeiramente, e as editoras puderem se ocupar só com as narrativas, e não com papel e distribuição, o livro-serviço será o melhor amigo do editor].

Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 21/11/2013

Julio Silveira é editor, formado em Administração, com extensão em Economia da Cultura. Foi cofundador da Casa da Palavra em 1996, gerente editorial da Agir/Nova Fronteira e publisher da Thomas Nelson. Desde julho de 2011, vem se dedicando à Ímã Editorial, explorando novos modelos de publicação propiciados pelo digital. Tem textos publicados em, entre outros, 10 livros que abalaram meu mundo e Paixão pelos livros[Casa da Palavra], O futuro do livro [Olhares, 2007] e LivroLivre [Ímã]. Coordena o fórum Autor 2.0, onde escritores e editores investigam as oportunidades e os riscos da publicação pós-digital.

A coluna LivroLivre aborda o impacto das novas tecnologias na indústria editorial e as novas formas de relacionamento entre seus componentes — autores, agentes, editores, livrarias e leitores. Ela é publicada quinzenalmente às quintas-feiras.

Amazon estreia loja brasileira de aplicativos para Android


A americana Amazon, maior varejista do mundo, anuncia hoje versão brasileira de sua loja virtual de aplicativos para celulares e tablets com o sistema Android. A principal vantagem para o usuário é o pagamento em reais e com cartão de crédito nacional. Tanto o site, que foi ao ar ontem, quanto o aplicativo são traduzidos para o português.

A Amazon Appstore [amazon.com.br/appstore] tem cerca de 5.000 mil aplicativos locais. A empresa não revela seu número de usuários.

Queríamos trazer essa experiência local“, diz Alex Szapiro, diretor de operações da Amazon no Brasil. “Com a loja brasileira, o consumidor deixa de pagar IOF [Imposto sobre Operação Financeira] e compra o aplicativo exatamente pelo preço que vê.

Na loja oficial de apps para Android, a Google Play, o preço em reais é apenas uma estimativa do quanto deve ser faturado do cartão de crédito – internacional – do cliente. Em rápido teste, um app que aparecia como custando R$ 15,99 sairia por R$ 16,89 com a cotação do dólar de ontem.

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Google Play atingiu a marca de 1 milhão de aplicativos em julho, segundo a empresa. O menor número de apps na Amazon Appstore tem a ver com a seleção que é feita, com base em testes de segurança e na relevância para seus consumidores, diz a Amazon.

Outras alternativas à Play são a Samsung Apps, a AppBrain, a SlideME e a PocketGear.

O preço dos aplicativos estrangeiros, contudo, variará conforme a cotação das moedas. O uso de cartão de crédito segue sendo obrigatório. Usuários brasileiros da Amazon Appstore estrangeira serão convidados a transferir sua conta para a versão local.

Nem todos os cerca de 100 mil apps que a Amazon diz disponibilizar na loja internacional poderão ser baixados pela versão brasileira. “O Brasil terá acesso à grande maioria deles. Não dizemos 100%, mas que todos os que são relevantes estarão.

Entre os apps mais baixados na Amazon Appstore brasileira figuram o Deezer e o Soundcloud, de música, os games Angry Birds e Candy Crush e o Netflix, de vídeos.

A loja também conta com uma promoção diária, em que oferece gratuitamente um app que é normalmente pago. Os primeiros serão os games Angry Birds Seasons e Age of Zombies e o TuneIn Radio Pro.

NEGÓCIOS DIVERSIFICADOS

Os tablets da Amazon, chamados Kindle Fire, também usam o sistema operacional do Google. O Kindle é originalmente a marca dos aparelhos de leitura de livros digitais da empresa, que usam software proprietário.

Diversas informações supostamente vazadas na imprensa internacional disseram que a gigante do varejo lançaria um smartphone. O mais recente, divulgado pelo site “Apple Insider”, diz que o celular da Amazon sairia no segundo trimestre do ano que vem.

YURI GONZAGA, DE SÃO PAULO | 21/11/2013, às 03h30

Nintendo pode estar trabalhando em tablet com características educacionais


Engenheiro de software da empresa afirmou que já estão sendo feitos testes com o ambiente de comunicação do aparelho que terá o Android como sistema-bas

Photo: VentureBeat

Photo: VentureBeat

Bastante criticada por alguns analistas de mercado pela maneira restritiva como trata suas propriedades intelectuais, a Nintendo pode estar prestes a entrar no mercado de tablets, seguindo termos bastante próprios. Segundo Nando Monterazo, engenheiro de software, a companhia está trabalhando em um dispositivo próprio baseado em Android que terá objetivos educacionais.

A revelação foi feita através do Twitter de Monterazo, no qual ele afirmou estar testando o ambiente de comunicação de games que crianças vão jogar no novo produto da empresa japonesa. Ou seja, em vez de apostar no lançamento de aplicativos para produtos já estabelecidos, a organização pretende lucrar tanto no hardware quanto através da venda de softwares proprietários — estratégia já utilizada com o Wii U e com o Nintendo 3DS.

Embora seja certo que a empresa está trabalhando nesse tablet, não há qualquer indício de sua data de lançamento, e tampouco há a confirmação de que ele realmente deve ser lançado algum dia. No entanto, caso isso aconteça, a Nintendo terá uma dura competição pela frente, especialmente quando se leva em consideração o fato de ela não estar acostumada com as regras que regem os games voltados para o mercado mobile.

Por Felipe Gugelmin | Publicado originalmente em Techmundo | em 20 de Novembro de 2013

Amazon traz loja de aplicativos ao Brasil


Um ano depois de colocar no ar sua livraria virtual, a Amazon traz para o Brasil sua loja de aplicativos para smartphones. Com 100 mil programas – dentre eles vários nacionais -, a Appstore entrou no ar hoje de madrugada para concorrer diretamente com a Google Play, loja para smartphones e tablets com o sistema operacional Android do Google. Isso porque a Appstore da Amazon pode ser usada nos dispositivos que usam Android. Basta instalá-la, da mesma forma como é feito com outros aplicativos. A ideia é aproveitar a crescente popularidade do Android para dar mais visibilidade à marca da varejista virtual no Brasil. Segundo a empresa de pesquisa Nielsen, de cada dez smartphones e tablets vendidos no país, nove têm o Android instalado. Assim como o Google, a Amazon recebe um percentual sobre os aplicativos comprados e também sobre os itens que são vendidos dentro desses programas, como assinaturas de serviços e acessórios em jogos.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 20/11/2013

Associação das Livrarias do Reino Unido não tomarão medidas contra eBooks ofensivos


Após os escândalos no mês passado envolvendo e-books pornográficos vendidos na Kobo, Amazon, Nook e outras lojas online, a Associação das Livrarias do Reino Unido [BA] declarou que iria urgentemente analisar a situação e ver se uma iniciativa da indústria seria necessária. Hoje, porém, a BA anunciou que decidiu não tomar nenhuma medida nessa direção, passando o problema assim para os agregadores de e-books. Robert Sharp, diretor de comunicações do English PEN lembrou que as empresas deveriam tomar cuidado para não suprimir a liberdade de expressão: “Se a parceria Kobo/W H Smith tivesse existido em meados do século 20, então O amante de lady Chatterley e Lolita também seriam ofensivos. Cinquenta Tons de Cinza foi publicado originalmente como e-book autopublicado, então foi apenas por sorte que o livro de E L James não foi removido da mesma maneira”.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 19/11/2013

Vendas de livros de capa dura crescem mais que as de eBooks em 2013


Tem uma categoria que vem crescendo muito em 2013, mas não é a de e-books. Vendas de livros de capa dura cresceram mais de 10% nos primeiros 8 meses de 2013, segundo os últimos dados da Associação dos Editores dos EUA. No mesmo período, as vendas de e-books adultos cresceram apenas 4,8%; as vendas totais de e-books nos EUA, incluindo infantis e religiosos, caíram cerca de 5%. Não sei o que é mais surpreendente: o enorme aumento de livros de capa dura ou a queda de vendas de e-books. Agosto foi o mês com maior crescimento: as editoras venderam US$110 milhões em livros de capa dura, quase 50% a mais que em agosto do ano passado. No mesmo mês as vendas de e-books caíram quase 3%. Por quê? Não tenho certeza – e muitas das minhas fontes do mercado editorial também estão confusas.

Por Jeremy Greenfield | Forbes | 19/11/2013

Google derrota autores em ação contra biblioteca online


O Google venceu, na semana passada, um longo processo aberto por escritores e editoras que o acusavam de copiar, sem permissão, milhões de livros para sua biblioteca online. O juiz Denny Chin, de Manhattan, aceitou o argumento da empresa de que a digitalização de mais de 20 milhões de livros para a ferramenta Google Books e a disponibilização de trechos dos textos online constituía “fair use” [algo como uso justo, ou aceitável] sob a lei de direitos autorais dos EUA. Se sobreviver a uma esperada apelação, a decisão permitirá que o Google continue a expandir sua biblioteca – que, de acordo com a companhia, ajuda os leitores a ter acesso a livros que não encontrariam em outro lugar.

O juiz afirmou que a digitalização dos livros facilita a vida de estudantes, professores, pesquisadores e do público em geral, enquanto mantém uma “consideração respeitosa” pelos direitos dos autores. Ele acredita que a iniciativa do Google é “transformadora”, dando aos livros um novo sentido, e deve impulsionar as vendas, e não prejudicá-las. Chin ressaltou ainda que a empresa tomou as medidas necessárias para evitar que as pessoas tenham acesso às cópias completas dos livros. “Na minha opinião, o Google Books tem benefícios públicos significativos. De fato, toda a sociedade se beneficia”, completou.

Vida nova a livros esquecidos

Paul Aiken, diretor executivo do sindicato dos autores dos EUA – instituição que abriu o processo, em 2005 – afirmou que o grupo ficou desapontado com a decisão e que planeja apelar. “O Google fez edições digitais sem autorização de quase toda a valiosa literatura mundial protegida por direitos autorais, e lucra com a exposição destes trabalhos. Tal digitalização de massa e exploração excede os limites da defesa do fair use”, declarou.

O Google deu início à biblioteca online em 2004 depois de chegar a acordos com grandes bibliotecas de pesquisa para digitalizar obras atuais e esgotadas. Entre as parceiras do projeto estão as bibliotecas das universidades de Harvard, Oxford, Stanford, Universidade da California, Universidade do Michigan e a Biblioteca Pública de Nova York. Segundo o juiz, a digitalização deu “vida nova” a livros esgotados e antigos que “estavam esquecidos” nos cantos das bibliotecas.

Observatório da Imprensa | 19/11/13

Quatro aplicativos que tornarão suas leituras mais legais


As notícias estão em todos os lugares: na televisão, na internet, nas redes sociais, nos jornais, etc. Entretanto, a leitura dos últimos acontecimentos do mundo pode ser algo chato e sem novidades. Se você quer mudar isso, veja 4 aplicativos que podem deixar o hábito de ler as notícias muito mais agradável e diferente:

1 | XKCD Substitutions

Essa extensão do Chrome substitui palavras formais em termos mais engraçados, como “new study” em “tumblr post”. Muito útil para notícias em inglês e quando você está lendo um texto muito chato.

2 | Rather

Se você simplesmente não agüenta mais ouvir falar sobre os últimos capítulos da novela, o aplicativo Rather pode ajudá-lo. Ao invés de ler sobre as novas notícias dos famosos, ele irá trocar certos termos por palavras aleatórias.

3 | Twivo

Não conseguiu assistir o último episódio de sua série favorita e está com medo de ver spoiler? O Twivo é uma extensão para o Chrome que silencia alguns termos pré-selecionar no Twitter. Então se você ainda não viu o final da novela, silencie qualquer postagem no microblog sobre o assunto.

4 | Magic Story Factory

O Magic Story Factory é um aplicativo que permite transformar as últimas notícias em histórias infantis. Ele disponibiliza desenhos e falas que fazem com que uma criança entenda a notícia. Que tal ler sobre a última crise no mundo antes do seu filho dormir?

Universia Brasil | 19/11/13

Google vence escritores em julgamento sobre digitalização de livros


O Google venceu nesta quinta-feira [14] uma disputa jurídica contra um grupo de escritores que acusava a empresa pela digitalização de milhões de livros por meio do Google Books.

O juiz Denny Chin, de Nova York, aceitou o argumento da companhia de que a digitalização de mais de 20 milhões de livros e a disponibilização de fragmentos na internet não infringiam leis de direitos autorais americanas.

Caso a associação de escritores não recorra da decisão, o Google poderá continuar a expandir sua biblioteca on-line. A empresa afirma que o escaneamento dos livros ajuda os leitores a localizar obras que não poderiam ser encontradas de outra forma.

A decisão representa uma virada na disputa judicial, que começou em 2005, quando escritores e editoras entraram com um processo. O Google estima que deveria mais de US$ 3 bi [R$ 6,9 bi] às editoras se a Authors Guild, associação de advogados que defende os autores, vencesse. A defesa pedia US$ 750 [R$ 1.746] para cada livro digitalizado.

“Essa é uma grande vitória para o Google e dá amparo à defesa de outros resultados de busca com os quais a empresa trabalha, como notícias e imagens“, afirma James Grimmelmann, professor de direito da Universidade de Maryland, que acompanhou o caso.

Para o juiz Chin, a digitalização facilita que estudantes, professores, pesquisadores e o público encontre livros, mantendo “consideração respeitosa” pelos direitos autorais. Ele também disse que o escaneamento é “transformador”, dando aos livros novos propósitos e caráter. Também avaliou que a medida aumentaria as vendas, ao invés de diminui-las.

RECURSO

Paul Aiken, diretor executivo da Authors Guild, disse que o grupo está decepcionado e pretende recorrer da decisão. “O Google faz edições digitais não autorizadas de quase todas as valiosas obras de literatura que possuem direitos autorais e lucra com elas.”

O Google lançou o Google Livros após um acordo em 2004 com as principais bibliotecas acadêmicas para digitalizar obras atuais e fora de circulação. Entre as instituições estavam as bibliotecas das universidades de Harvard, Oxford, Stanford, Califórnia, Michigan e a biblioteca pública de Nova York.

DA REUTERS | 14/11/2013, às 18h16

Fliporto começa hoje em Olinda


Entre os dias 14 e 17 de novembro acontece a Fliporto, na cidade pernambucana de Olinda. Este ano, o evento tem como tema ‘A literatura é um jogo’ e aborda o cenário da literatura contemporânea e da educação que usufruem das possibilidades oferecidas pelos jogos físicos e virtuais. Hoje, às 19h, acontece a abertura do Congresso Literário, com a palestra de Pilar Del Rio falando sobre José Saramago: “Escrever não me dá prazer, ter escrito, sim”. Paralelamente, o evento traz mais uma vez a E-Porto Party, que acolhe as novidades tecnológicas no ramo literário e irá oferecer gratuitamente curso de e-books com o especialista Ednei Procópio.

PublishNews | 14/11/2013

Amazon desbanca concorrência, segundo estudo do BISG


BISG chart

BISG chart

O BISG [Book Industry Study Group] publicou seu último relatório, sobre a percepção do consumidor em relação à leitura digital. Em relação à participação no mercado de e-books, a B&N e a Apple já afirmaram no passado ter 20% do mercado. O estudo da BISG mostra números diferentes: a Amazon teria 67% do mercado, B&N Nook 11,8% e Apple iBooks 8,2%. A categoria “Outros” ficou com 12,8%. “Outros” não foi discriminado, mas provavelmente consiste em Kobo, Google e Sony no varejo, vendas diretamente das editoras e talvez bibliotecas públicas. Outro dado é a preferência pelo formato digital. Das 14 categorias analisadas, 10 são lidas preferencialmente no formato de-book. As 4 restantes são livros de cozinha, graphic novels, guias de viagem e guias manuais. Essas categorias são fortes online, mas não no formato e-book.

Por Jack W. Perry | Digital Book World | 14/11/2013

Vitória do Google: Juiz apoia Google Books


Google BooksDepois de mais de oito anos de litígio, o juiz Denny Chin dispensou o processo da Associação dos Autores [Authors Guild – AG] sobre o projeto de digitalização do Google. “Na minha opinião, o Google Books traz benefícios públicos significativos,” escreveu Chin. “Ajuda o progresso das artes e ciências, ao mesmo tempo mantendo uma consideração respeitosa dos direitos dos autores e outros indivíduos criativos, sem impactar negativamente nos direitos de copyright”, afirmou.

Em resposta à afirmação da AG de que a digitalização teria efeito negativo no mercado de livros, Chin rebateu, dizendo que a declaração não faz sentido: “Pelo contrário, é razoável assumir que o Google Books apenas aumenta as vendas de livros, para o benefício dos detentores de copyrights”. Paul Aiken, diretor da AG, contou ao Publishers Weekly que a irá recorrer da decisão. “O Google fez edições digitais não autorizadas de quase toda a literatura mundial protegida por copyright e lucra com a divulgação desses trabalhos. Do nosso ponto de vista, uma digitalização e exploração de massa assim excede em muito os limites do fair use, usados na defesa”.

Por Andrew Albanese | Publishers Weekly | 14/11/2013

Direto da EDUPUB


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/11/2013

Tive o prazer de ser convidado ao EDUPUB, uma conferência global que aconteceu na semana passada em Boston para debater o futuro do conteúdo acadêmico. Com 100 outros participantes, discuti como as editoras brasileiras estão lidando com o coquetel de frutas para programas como o PNLD. Enquanto isso, empresas de tecnologia incluindo Google e Adobe deram suas visões sobre convergência digital. Aqui está o resultado da conferência:

Guerra de browsers, redux. Hoje, com o ePub3, as editoras estão sofrendo uma “guerra de browsers” de novo. Dependendo do aparelho, sistema operacional e versão, arquivos com layout fixo e e-books interativos podem aparecer diferentes. Até agora, o ePub3 tem sido um anti-padrão, onde cada aparelho leitor ou app leitora exige um arquivo um pouco diferente.

ePub3 para educação. Enquanto incontáveis startups educativas e grandes editoras ao redor do mundo introduziram padrões proprietários, havia um consenso geral de que o ePub3 deveria ser o padrão a ser usado. Ao mesmo tempo, a conferência concordou que o padrão ePub3 precisa de algumas grandes melhorias para alcançar seus objetivos educativos.

Matemática Complexa é complexa. Até com a existência de MathML como um meio para expressar equações complexas, o Google aparentemente desistiu de dar suporte total ao padrão, deixando pouco claro qual seria o futuro digital da Matemática. Na realidade, as editoras técnicas como O’Reilly desenvolveram uma estranha mistura alternativa de modo que, no pior dos casos, uma imagem de grade da equação aparece no lugar de um vetor gráfico.

Os Apps de e-book estão mortos. Todos concordam que apps de e-books personalizados estão se extinguindo rapidamente. Toda a funcionalidade que uma editora quer programar: objetos de aprendizado avançado, comunicação de duas vias e avaliação de estudantes agora foram acrescentadas ao padrão ePub3. Além do mais, alguns participantes estão desenvolvendo widgets abertos (open-source) assim os e-books interativos podem, em pouco tempo, se tornar um caso de drag-and-drop. Isso poderia permitir às editoras que foquem seus esforços (e orçamentos) na pedagogia do conteúdo em vez de passar meses programando apps personalizados.

Foco no Autor. Anteriormente, a Inkling e outras startups focadas em educação tinham modelos de negócio limitadores com compartilhamento de renda e forte controle sobre a distribuição final. No entanto, parece que a nova tendência de e-books gerais são como um suco de laranja, enquanto que os e-books educativos são como um coquetel de frutas.

Quando falamos de e-books gerais, há essencialmente um sabor: ePub2, perfeito para Harry Potter, ‘50 tons de cinza’ e ‘7 Hábitos’.

No entanto, até agora, o mundo editorial educativo está longe de convergir em um único padrão – cada contribuinte parece estar acrescentando sua própria fruta exótica em um coquetel pouco apetitoso. Sabores incompatíveis como Custom Apps, HTML5, Adobe DPS, Epub3, PDF, iBooks Author, Flash, estão sendo jogados na batedeira.

A direção agora é desenvolver ferramentas de autoria robustas para e-books educacionais – que fornecem uma alternativa, fácil de acessar, à oferta padrão do Adobe Creative Cloud. Estas ferramentas permitirão que a indústria cresça com muito mais rapidez e chegue a um acordo sobre a fruta certa para a educação.

Quer saber mais sobre a conferência EDUPUB e tendências entre livros educativos? Escreva para mim: greg@hondana.com.br

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/11/2013

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Smashwords é o maior produtor de eBooks independentes dos EUA, segundo a Bowker


A Bowker classificou o site Smashwords como o maior produtor de e-books independentes em 2012, segundo o relatório anual sobre autopublicação. Smashword também ficou em segundo lugar como maior produtor de livros autopublicados, após o CreateSpace, contabilizando a produção conjunta de livros impressos e e-books [o Smashwords não imprime]. Segundo a análise da Bowker dos dados de ISBN, o número de títulos autopublicados em 2012 pulou para mais de 391 mil, um aumento de 59%, em relação a 2011, e 422% em relação a 2007.

PublishNews | 13/11/2013

O Kindle chegou na Austrália, ‘mate’!


Empresa fechou parceria com Dick Smith e B W

A Amazon abriu sua loja na Austrália, com mais de 2 milhões de e-books, sendo mais de 400 mil títulos exclusivos do Kindle. Já estão disponíveis também os kindles Paperwhite, Fire HD e Fire HDX. A empresa fechou parceria com as lojas das redes Dick Smith e Big W. Alguns veículos apostam que o novo passo da Amazon será abrir na Suécia, apesar de nada ter sido confirmado ainda pela empresa.

Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 13/11/2013

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

A Fliporto 2013 promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em módulos, a oficina contará com aulas intensas para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio tem 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou “Construindo uma biblioteca digital“, e em 2010 lançou “O livro na era digital“. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Papa do gibi virtual chega ao Brasil


O francês Boulet fala de web no Festival de Quadrinhos, que começa esta quarta em BH

O quadrinista francês Boulet Divulgação

O quadrinista francês Boulet | Foto: Divulgação

RIO | Uma das principais convenções de HQs da América Latina, o Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte, inicia hoje sua oitava edição preocupado em discutir o futuro dos gibis na era digital. Para isso, o evento, realizado a cada dois anos no Espaço Cultural Serraria Souza Pinto, trouxe da França o papa do webcomic [o quadrinho feito para internet], Gilles Roussel, celebrizado sob o pseudônimo Boulet à frente do site bouletcorp.com, criado em 2004.

Foi a partir dele que o cartunista francês de 38 anos iniciou uma revolução entre os quadrinistas europeus, ao transformar seu weblog em uma febre digital, publicando tiras, cartuns e caricaturas de cenas da vida cotidiana na Europa. O site, que inclui uma seção na qual “reinterpreta” em quadrinhos séries como “Breaking bad”, conquistou também plateias não especializadas, graças às referências à cultura pop para além da HQ.

— A internet se apresentou ao mercado de quadrinhos como um meio de difusão, mas, com as redes sociais, pode representar muito mais do que isso. Ela deu ao quadrinho acesso direto a públicos novos — diz Boulet, que fala no FIQ amanhã, às 14h, e vem ao Rio participar da Festa Literária das Periferias [Flupp], programada para 20 a 24 deste mês em Vigário Geral. — No mercado editorial francês, falta conexão entre internet e a indústria de impressos, mas a explosão de consumo de tablets pode mudar isso, ao simplificar o acesso à web e dar vazão à formação de uma nova geração de leitores.

Por Rodrigo Fonseca | O Globo | 13/11/2013 | Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Literatura infantil e mercado digital


Alt+Tab completa um ano este mês

O Alt+Tab vai realizar um curso sobre o setor infantil no mercado editorial digital. “Literatura infantil e uso consciente da tecnologia” acontece no dia 30/11, das 10 às 14h e das 15 às 19h, em São Paulo [Rua Capote Valente, 1232] e terá como palestrantes Camila Werner e Renata Nakano. O curso é voltado para quem planeja, contrata, edita e produz conteúdo para crianças e adolescentes. A programação é dividida em duas partes: pela manhã Renata Nakano falará sobre as particularidades de um livro de literatura infantil e como recursos digitais podem contribuir para a sua elaboração. De tarde, Camila Werner abordará a parte prática, falando de formatos digitais, modelos de negócios no segmento infantil, melhores práticas, entre outros. O curso custa R$ 650 [à vista, 5% de desconto, turmas de mais de 5 pessoas: R$ 600 à vista].

Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 12/11/2013

Hachette UK tem recorde de vendas digitais


O mês de agosto foi de recorde de vendas de e-books para Hachette UK, com um aumento de vendas de 80% em relação a agosto de 2012. A editora atribuiu o crescimento entre julho e setembro aos megasellers O chamado do Cuco, de Robert Galbraith/J.K. Rowling, Is it just me? De Miranda Hart e O Manipulador, de John Grisham. Em julho, as vendas de e-books cresceram 32% em volume, em comparação a julho de 2012. Apesar dos bons resultados dos e-books, o grupo Lagardère, do qual a Hachette faz parte, apresentou resultados de vendas de literatura geral “desiguais” internacionalmente, com Reino Unido e França apresentando queda em relação ao ano anterior. Nos Estados Unidos, porém, o trimestre foi ‘dinâmico’, com um aumento de vendas de 11%.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 12/11/2013

Mercado de leitura móvel da China cresce rapidamente no terceiro trimestre


O mercado de leitura móvel da China continuou crescendo e atingiu um volume de 1,65 bilhão de yuans [US$ 270 milhões] no terceiro trimestre de 2013, segundo um relatório divulgado por um importante pesquisador da indústria tecnológica.

A cifra representa um aumento de 12% em termos trimestrais e uma alta de 83,4% em termos anuais, segundo o relatório da Analysys International.

O número de usuários ativos de leitura móvel atingiu 470 milhões entre julho e setembro, um aumento trimestral de 7,9%.

Os principais quatro provedores de leitura móvel são iReader, QQ Reader, Tadu e 91 PandaReader, com participações de mercado de 20,3%, 12%, 8,5% e 8,5%, respectivamente.

Um provedor de leitura móvel deve diferenciar seus produtos de outros e aumentar a experiência dos usuários para sobreviver à selvagem competição no mercado, diz o relatório.

Rádio China Internacional | 11/11/13