Manuscrito de ‘Frankenstein’ ganha vida em arquivo online dos Shelley


Objetivo do site é reunir todos os manuscritos conhecidos de Percy e Mary Shelley

Página do manuscrito de ‘Frankenstein’, de Mary Shelley The New York Public Library/Shelley-Godwin Archive  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/manuscrito-de-frankenstein-ganha-vida-em-arquivo-online-dos-shelley-10614320#ixzz2jKEIN61q  © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Página do manuscrito de ‘Frankenstein’, de Mary Shelley The New York Public Library/Shelley-Godwin Archive

NOVA YORK — “Frankenstein”, de Mary Shelley, escrito durante o verão de 1816, já inspirou incontáveis peças, filmes, quadrinhos e aplicativos de iPhone. Agora o manuscrito original se tornou a peça central da primeira fase do Arquivo Shelley-Godwin, um ambicioso projeto digital que entra no ar neste Dia das Bruxas.

O arquivo, cuja abertura será celebrada com um evento nesta quinta-feira na Biblioteca Púbica de Nova York, é resultado de uma colaboração entre essa biblioteca e o Maryland Institute for Technology, com contribuições de várias outras entidades. O objetivo é reunir todos os manuscritos literários de Percy Bysshe Shelley e Mary Shelley, sua segunda esposa, assim como os pais de Mary, William Godwin e Mary Wollstonecraft — a “primeira família da literatura inglesa”, como o arquivo classifica.

O manuscrito de “Frankenstein”, propriedade da biblioteca Bodleian de Oxford, é ele mesmo uma espécie de monstro reconstruído, explica Neil Fraistat, um dos líderes do projeto. Ele é composto principalmente de dois cadernos de notas escritos por Mary, com comentários de Percy. No site, os internautas podem apertar um botão para ver apenas as palavras escritas por um ou pelo outro.

Fraistat conta que durante seu relacionamento, as letras de Percy e Mary foram se tornando cada vez mais parecidas, dando origem a debates sobre que era responsável por quais trechos. Em “O homem que escreveu Frankenstein”, publicado em 2007, John Lauritsen chega a dizer que Percy é o verdadeiro autor do livro, com Mary, na época uma adolescente, servindo apenas como copista, trabalho que ela costuma fazer para ele.

Para Fraistat, o arquivo digital dará a pesquisadores e fãs comuns uma ligação direta com a colaboração literária dos Shelley. Ele ressalta dois momentos em particular nos quais Percy deixa de lado o papel de editor e se dirige à mulher de forma mais intima. Num deles, corrige a ortografia de “enigmatic”, usando um de seus apelidos favoritos, “pecksie”. Ela chamava o marido de “Elf”.

A próxima fase do arquivo online, financiado com uma verba de US$ 300 mil, trará manuscritos de “Prometheus Unbound” e cerca de 30 páginas de cadernos de Percy Shelley. Alguns deles, afirma Fraistat, revelam a influência Mary no trabalho do marido.

Era uma colaboração de mão dupla”, diz. “Não era apenas ele supervisionando o trabalho dela.”

O Globo | 31/10/2013 | © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

‘Bundle’ mania


Editoras e lojas apostam cada vez mais na venda conjunta de e-books e livros físicos

Assim como “descobertabilidade” e outros termos ainda intraduzíveis que o mundo digital vive criando, a grande aposta do momento no mercado internacional aparentemente é bundling, ou seja, a venda conjunta de livros digitais e físicos, com descontos em um dos formatos. Seja como estratégia de marketing para vender edições de luxo, ou para captar a demanda pelo catálogo antigo em formato digital, como o MatchBook da Amazon, cada vez mais editoras e varejistas estão apostando nesse tipo de venda.

O nosso colunista Greg Bateman já havia apontado a oportunidade perdida pela Barnes & Noble de usar sua plataforma e leitor digitais para impulsionar a sua rede de livrarias físicas. Como a Foyles é leitora assídua do PublishNews, eles entenderam o recado e lançaram a sua iniciativa. Brincadeiras a parte, a rede de livrarias britânica fechou uma parceria com a HarperCollins no Reino Unido, para vender bundles de livros físicos e digitais. Clique na matéria para ler mais.

Por enquanto, apenas 8 títulos são contemplados, mas provavelmente veremos mais acordos desse tipo daqui para frente. Já no ano passado, a editora britânica Angry Robots tinha montado um projeto para apoiar as livrarias independentes, incentivando-as a fornecer os títulos da editora gratuitamente a clientes que comprassem o livro físico. Algumas editoras nos EUA, e na Alemanha, também já estão apostando da venda conjunta.

E tudo indica que o ‘bundle’ vai vingar. Um novo estudo do BISG (Book Industry Study Group) sobre a opinião do consumidor em relação ao e-book aponta que consumidores querem cada vez mais livros digitais com valor agregado. Segundo o estudo, os leitores se interessam muito pelo bundling, e “pagariam mais por uma venda conjunta do livro físico e digital do que pelos produtos independentemente”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 31/10/2013

Escola do Livro | Produção de Livros Digitais com Adobe inDesign


Quarta-feira, 27 de novembro, das 9h30 às 17h30 [carga horária de 8 horas]

Escola do LivroEm um curso teórico, Ricardo Minoru Horie explora o mercado, as tecnologias e os aspectos de distribuição dos livros eletrônicos. Aborda também as boas práticas na arte-finalização de arquivos que serão convertidos para os formatos de ePub e Mobi, desenvolvidos para serem lidos por aplicativos dos eBooks e eReaders, tais como iPad, Kindle, Nook, Sony Reader e Galaxy Tab, entre outros. Ricardo atua há mais de duas décadas no segmento de pré-impressão, treinamentos e consultoria. Autor de mais de 80 livros técnicos na área de editoração eletrônica e artes gráficas, ele faz parte da equipe de colunistas, palestrantes e consultores da revista Desktop. Investimento: Associado CBL – R$ 220; Associado de entidade congênere e estudante: R$ 350; Não associado – R$ 440. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Como eBooks mudaram a produção e workflow das editoras


E-books mudaram tudo na indústria editorial. Uma das áreas onde a mudança é mais visível é a produção em editoras que publicam livros físicos e digitais. Desde a fase de aquisição ao produto final – gráficas e lojas online – tudo mudou. O Digital Book World entrevistou Matt LeBlanc, diretor do workflow da F+W Media sobre as principais mudanças. LeBlanc insiste no cuidado com a diferença entre conteúdo com layout fixo e fluído, recomenda workflows baseados em XML que separam conteúdo de forma e fala sobre a criação de capas dos livros. Clique na matéria para ler a entrevista.

Digital Book World | 31/10/2013