Ataque a Adobe afeta dados de 38 milhões de clientes


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Segundo o The New York Times, o ataque virtual à Adobe, a mesma empresa que desenvolve o sistema de DRM Adobe Content Server, expôs dados pessoais de dezenas de milhões de clientes.

Segundo a própria Adobe, os crackers também roubaram o código-fonte de três de seus mais usados produtos, entre eles o Acrobat Reader [aquele mesmo usado para os nossos famosos eBooks em PDF]. Os demais softwares cujos código-fonte também foram quebrados, são programas de desenvolvimento web, rodados em computadores pessoais e em servidores ao redor do mundo. A Adobe afirmou que os crackers haviam acessado a dados de cartão de crédito, entre outros dados, de milhões de seus clientes.

Não pretendo aqui forçar a barra, mas vejamos, a própria Adobe afirma que “os cibercriminosos também haviam roubado um número não divulgado de nomes de usuário e de senhas criptografadas“. Então imagina o que estes mesmos crackers poderiam fazer com os dados dos usuários que utilizam o DRM para os arquivos PDF e ePubs que trafegam diariamente pelo Adobe Content Server?

Este post não era para estar aqui, mas será que o Adobe Content Server também foi atingido e a Adobe não quis revelar para não abalar ainda mais o problema que ronda as editoras com relação a pirataria? Não quero forçar a barra, não quero especular, mas 38 milhões de usuários afetados não é pouco. Não é possível que neste número não esteja contabilizado os usuários do famoso DRM. É sabido que diversas empresas que distribuem e comercializam eBooks utilizam do DRM do Adobe Content Server para fazer a segurança dos arquivos dos eBooks através do ID Adobe. E eu já disse isto aqui em meus livros diversas vezes. Os crackers podem até não terem tido acesso aos arquivos e dados dos usuários desta vez, mas é certo afirmar que este objetivo não está longe de ser alcançado.

Brad Arkin, chefe de segurança da Adobe, afirmou que “Dado o perfil e a popularidade de nossos produtos, a Adobe vem atraindo crescente atenção de cibercriminosos.” E ainda segundo a matéria publicada no The New York Times, em um documento financeiro de setembro, a Adobe afirmou que a companhia era um alvo regular de roubos on-line, e que a perda de informação privada poderia “resultar em ações judiciais e potenciais responsabilizações ou multas para nós, inquérito governamental e supervisão, dano à marca e à reputação ou outros prejuízos a nossos negócios.

POR EDNEI PROCÓPIO | COM INFORMAÇÕES DO “NEW YORK TIMES”

A estagnação dos eBooks em 2013


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Acreditava-se que chegariam a representar de 50 % a 80% de todo o mercado de livros nos Estados Unidos, mas os e-books estagnaram a caminho de novas altitudes. De acordo com um novo estudo do BISG [Book Industry Study Group], no último ano, a participação das vendas de todos os novos e-books se estabilizou em cerca de 30% e um pouco abaixo dos 15%, em valor e em volume, respectivamente. Paralelamente, a porcentagem de compradores de livros que leem e-books pelo menos uma vez por semana, assim como a porcentagem daqueles que compraram um e-book também se estagnou em 20% e 25%, respectivamente.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 30/10/2013

Barnes & Noble lança novo Nook GlowLight


A maior novidade: maior capacidade de armazenamento

Nook GlowLigh

Nook GlowLigh

A Barnes & Noble lançou hoje seu novo e-reader, o Nook GlowLight, que sai por US$ 119. A maior diferença entre o novo Nook e o Kindle Paperwhite é que o primeiro tem o dobro de capacidade de armazenamento que o segundo [4 GB para o Nook, contra 2 GB do Kindle]. Será que o novo aparelho irá convencer os compradores? A receita da B&N caiu 20% no último trimestre, junto com as vendas de aparelhos e conteúdo digital. Para Doug Carlson, VP de conteúdo digital da empresa, ainda existe uma “enorme oportunidade para novos entrantes no mercado” – i.e., pessoas que estão comprando um e-reader pela primeira vez – e muitos que querem tanto o e-reader quanto o tablet.

Por Laura Hazard Owen | Paid Content | 30/10/2013

HarperCollins aposta em vendas de eBooks globais e diretas ao consumidor


E lança aplicativo de leitura com loja embutida

HarperCollins Readernovo CEO da HarperCollins UK Charlie Redmayne mostrou finalmente porque voltou para a editora. A HarperCollins está apostando em vendas globais de e-books direto ao consumidor, com sites de livros de autores, como o www.cslewis.com e o www.narnia.com. A empresa de consultoria e tecnologia Accenture está operando a plataforma, disponível  em 6 países de língua inglesa [Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul]. Além disso, a editora também lançou um aplicativo, o HarperCollins Reader, onde o leitor pode comprar diretamente os livros do catálogo. A nova jogada da HarperCollins poderia ter sido óbvia, afinal, Redmayne tem bastante experiência (e muito bem sucedida) com esse tipo de venda e distribuição de conteúdo: antes de ir para a HC, Redmayne era CEO da Pottermore, portal que recria mundo de Harry Potter e vende e-books diretamente pelo site.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 30/10/2013

Gale lança novo modelo de compra de eBook para bibliotecas


A empresa de tecnologia voltada para ensino Gale, da Cengage Learning, anunciou um novo serviço de aquisição de e-books para bibliotecas, baseado na utilização de fato ocorrida dos e-books da plataforma GVRL [Gale Virtual Reference Library]. Esse novo modelo permite que bibliotecas comprem e-books baseado na leitura dos títulos. A biblioteca faz o depósito e tem acesso aos livros digitais da Gale [cerca de 2 mil] durante seis meses. Ao final do período, os e-books que foram mais emprestados são automaticamente adicionados ao catálogo GVRL da biblioteca e seu valor é deduzido do depósito inicial. Uma vez comprado, a biblioteca tem uso ilimitado e simultâneo do título.

Publishers Weekly | 30/10/2013