‘Não venderemos certos eBooks’, conta Michael Tamblyn, da Kobo


O diretor de conteúdo da Kobo, Michael Tamblyn, rebateu as críticas de censura de e-books autopublicados. Em um post na plataforma de autopublicação Kobo Writing Life, Tamblyn confirmou que a “maioria” dos e-books autopublicados pelo KWL estão novamente disponíveis no Reino Unido, mas alertou: “Em relação aos que continuam não disponíveis, algumas pessoas acham que tomamos o caminho da censura. Posso apenas dizer que, se seu sonho é publicar livros eróticos ‘praticamente ilegais’ ou de fantasias envolvendo estupro, distribuição vai ser um problema para você. Não estamos dizendo que não se pode escrevê-los. Mas não nos sentimos na obrigação de vendê-los”.

Por Benedicte Page | The Bookseller | 28/10/2013

Marketing digital para editoras


PublishNews estreia novo ciclo de cursos sobre mercado editorial

Novos tempos exigem novas ferramentas e novos conhecimentos, principalmente quando o assunto é mercado digital. Hoje em dia, é fundamental que o profissional esteja atualizado sobre as novas possibilidades na sua área, e o marketing, como já apontaram especialistas, é uma força cada vez mais presente no mercado editorial. Foi pensando nisso que o PublishNews criou o curso “Marketing digital para editoras”, que inaugura um novo ciclo de cursos do PublishNews para 2014. O curso será ministrado pelo jornalista, blogueiro e consultor em Marketing Digital Sérgio Pavarini, e acontecerá no dia 7 de novembro, das 13h30 as 16h30, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509). O conteúdo falará sobre a qualificação dos profissionais que administram redes sociais e abordará as diversas redes, como Twitter, Facebook, Skoob e blogs. A tarde será finalizada com uma mesa de debate com convidados. O investimento é de R$179,00 (até dia 31/10) ou R$199,00 (após 31/10). Para mais informações, clique aqui. Para inscrições, escreva paracurso@publishnews.com.br.

PublishNews | 28/10/2013

Por que é tão difícil competir com a Amazon?


Editores que veem a Amazon como um negócio multimilionário focado no break-even e que não se importa com o faturamento estão enganados. Uma visão mais apropriada seria olhar a empresa como um conglomerado de investimentos em vários níveis de desenvolvimento. E o de livros é um dos setores maduros, e que é provavelmente muito lucrativo – um competidor difícil, e que deve ficar mais agressivo à medida que a empresa aumenta sua participação no mercado. Mas, vale a pena também analisar a empresa no contexto geral, e ver que uma das razões da varejista ser tão forte é justamente os vários tipos de negócios diferentes. Jeremy Greenfield, editor do site Digital Book World, entrevistou o consultor Mike Shatzkin sobre o assunto. Clique na matéria para ler o que Shatzkin fala sobre o que realmente acontece na Amazon, o que editoras precisam saber e o que podem fazer para melhorar a relação com seu cliente mais importante.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 28/10/2013

O mercado editorial atual no Brasil


Com o avanço tecnológico e a internet, muito se questiona se vale a pena ser escritor hoje em dia. De outro lado, as crises econômicas internacionais têm levado muitas editoras de renome a reduzirem seus papéis na descoberta de novos autores e novos Best-sellers.

Entretanto, o que aparenta ser dificuldade ou desvantagem não é uma realidade, pois muito se tem a ganhar com a escritura de novos livros ainda, e talvez, até mais do que antes. Enfim, embora as grandes e conceituadas editoras tenham um filtro denso para aceitar obras de novos autores, esses têm inúmeros recursos para publicar e divulgar suas obras com o mundo todo, atualmente.

No mercado nacional têm aparecido inúmeras editoras anualmente, as quais se propõem a publicar, divulgar, distribuir e até realizar lançamentos com noite de autógrafos com os autores. Essas novas editoras, geralmente, utilizam a forma de contrato paga, em que o autor tem de arcar com um valor definido para que sua obra seja publicada. Nesse caso, a editora se responsabiliza por gerar o ISBN [registro do livro na Biblioteca Nacional], correções, geração da capa, formatação, etc., além de fazer a divulgação e a distribuição do livro publicado nas livrarias e feiras de livros. Em vários casos, a editora também se responsabiliza pela preparação do lançamento em uma noite de autógrafos com o autor.

Do outro lado, o que muito tem crescido e que se apresenta como vantagem para os novos autores no Brasil são empresas gráficas que passaram a gerar livros por demanda. Ou seja, diferentemente das editoras tradicionais, cujo processo de publicação de livros é realizada na forma impressa direta, com um número de exemplares descrito no contrato, as editoras por demanda só imprimem e preparam os livros que são vendidos on-line nos seus sites. A exemplo, encontram-se a AGBOOK [www.agbook.com.br] e o Clube de Autores [www.clubedeautores.com.br], em que o autor é o responsável por geração da capa do livro, dos textos de orelhas, de resumo para divulgação no site, pela formatação do texto, por correções, etc. Daí, estando com o livro pronto no formato PDF e com as dimensões definidas pela editora, o autor pode inserir seu livro no site, o qual ficará disponível para venda em várias livrarias on-line [caso o autor deseje a venda, também, no formato e-book, além de impresso]. Para esses casos, o próprio autor é responsável por gerar o ISBN [através do site da Biblioteca Nacional: http://www.bn.br], caso tenha interesse, ou inserir no site da editora sem o ISBN, se assim o quiser. Além do mais, essas editoras deixam a cargo do autor, decidir o custo final de sua obra, a partir do que se deseja receber por direitos autorais [diferentemente das editoras tradicionais, que fixam esse valor em torno de 10% do valor final da obra] e, caso queira, pode retirar sua obra do site da editora no momento que desejar, ou modificá-la, caso necessite por quaisquer motivos.

Além dessas editoras por demanda, várias editoras tradicionais têm entrado nesse mercado de livros por demanda, entretanto, só para livros no formato e-book, em que o autor determina o seu ganho por direitos autorais, como é o caso do Publique-se! das livrarias Saraiva [http://www.livrariasaraiva.com.br/publique-se/]

Mais ainda, a quem tem interesse apenas que sua obra seja divulgada como forma de se tornar conhecido e sem interesse imediato financeiro, existem vários sites na internet que disponibilizam para o autor um espaço para inserir sua obra para download gratuito. Assim, muitos que querem ser descobertos na mídia, utilizam esse método para que milhares de pessoas adquiram seu livro e, ou ser contatado por uma editora para publicar alguma obra, ou ao divulgar um novo livro em alguma editora [por demanda ou tradicional], possa direcionar as pessoas a adquirirem-no.

Diante das várias perspectivas de divulgação, a internet é o maior canal de propagandas que há atualmente, em que o autor pode realizar suas próprias propagandas em blogs, redes sociais [Orkut, Yahoo!, Google+, FaceBook, Twitter, etc.], de modo a se tornar um grande e renomado escritor. Consequentemente, pode-se observar que as perspectivas de ser um escritor novo no Brasil, assim como ter a possibilidade de alcançar o sucesso, são inúmeras. Só depende de querer e de por mãos à obra!

Yahoo Notíticas | 28/10/13

Leitura digital não substituiu a de livros em papel


Algumas conclusões do estudo, iniciado em 2011, foram apresentadas na Conferência Internacional de Educação, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, pelo investigador Gustavo Cardoso.

O estudo foi desenvolvido pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia [CIES] e tem por base um inquérito feito em 16 países, incluindo Portugal, “sobre o que significa ler” na atualidade e como é que os utilizadores de Internet leem em papel e em digital.

No caso de Portugal, a existência de grandes leitores em formato digital ainda é “incipiente”, quando comparada com os restantes países incluídos no inquérito.

Apenas dez por cento dos inquiridos portugueses disseram ter lido mais de oito livros em formato digital ao longo do último ano, quando a amostra global do inquérito se situou nos 30 por cento.

“Tentou-se mapear a mudança. Como é que as pessoas estão a ler hoje, por via de terem adotado, como forma de leitura, os ecrãs. Quais são as tendências de transformação que estão a tocar as bibliotecas e a relação com este tipo de leitores”, antecipou Gustavo Cardoso, aos jornalistas.

No que toca ao mercado livreiro, o investigador referiu que em Portugal “quem está no setor joga à defesa” quando se fala em investimento no livro digital, e que não existe “uma estratégia comum a todos os editores“.

O inquérito internacional permitiu também concluir que a leitura em digital, em múltiplos suportes — telemóveis, ‘tablets’, computadores – coexiste com a leitura em papel e que o objeto de leitura inclui, além de livros e jornais, textos em blogues, correio eletrónico ou mensagens partilhadas em redes sociais.

Segundo os investigadores do CIES, quem mais lê em digital também é quem lê mais em papel e o leitor atual “lê, escreve e partilha” perante uma comunidade.

O inquérito internacional revela ainda que os que dizem ler livros em formato digital têm um maior nível de escolaridade e relacionam leitura e prazer mais com livros em papel do que em digital.

Os dados permitem ainda verificar que ler livros e jornais em digital é uma atividade tão individualizada quanto a leitura em papel e que os leitores do digital valorizam, por exemplo, a possibilidade de aceder a um motor de busca para pesquisas.

O inquérito foi realizado em países como China, Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil, México, África do Sul, Egito e Austrália.

Os dados estatísticos permitem perceber, por exemplo, que no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul há mais leitores que já leram um livro em digital [79 por cento] do que na Europa [43 por cento, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal].

O projeto, cujos dados totais deverão ser disponibilizados no final do ano, foi coordenado pelo sociólogo Gustavo Cardoso, no CIES do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. Da equipa de investigadores chegou a fazer parte Jorge Barreto Xavier, atual secretário de Estado da Cultura.

Notícias ao Minuto | 28/10/13