‘A indústria analisa a estratégia como se fosse Procter e Gamble. É Hermès’, diz Andrew Wylie


‘O Chacal’ critica a Amazon em entrevista ao New Republic

“O Chacal” não é o apelido de um terrorista interpretado por Bruce Willis no cinema, é a alcunha de um dos maiores [certamente o mais polêmico) agentes literários, Andrew Wylie. O agente americano chamou atenção em 2010 quando fechou um contrato com a Amazon para publicar livros eletrônicos de autores que ele representava [parece que não faz tanto tempo assim, mas em 2010 o boom dos e-books estava apenas começando). O projeto Odyssey Editions do agente deslanchou uma guerra contra as gigantes Random House e HarperCollins, que afirmavam ter os direitos das obras eletrônicas mesmo se os contratos não previam edições digitais, e foi apoiado pela Associação dos Autores de lá, que viu em Wylie o caminho para terem a mesma porcentagem de royalties no formato digital [por volta de 25%) que no impresso [cerca de 50%).

Apesar de já ter elogiado a Amazon – para Wylie era uma resposta ao modelo de grandes redes de livrarias que, segundo afirmou em 2010, não funcionam – três anos depois a admiração acabou para o Chacal. Em uma entrevista à New Republic, o agente mostra que mudou drasticamente de opinião em relação à Amazon [“Napoleão era um grande cara até ele começar a cruzar as fronteiras”) e critica duramente a varejista/editora: “Eu acredito que a Amazon possui um negócio editorial para que seu comportamento como distribuidor digital seja erroneamente interpretado pela Justiça americana e pela indústria editorial de uma forma que seja conveniente para os objetivos da Amazon”.

Além da crítica, Wylie mostra uma grande dose de desprezo pela Amazon Publishing, e é categórico ao afirmar que nunca [“a não ser que a Amazon sequestre um dos meus filhos, ameace jogá-lo da ponte e eu acreditar na ameaça”) vai vender um livro para a editora. No final do dia, segundo Wylie, “eles não conseguem colocar livros nas livrarias”. Leia a entrevista aqui.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 18/10/2013

As plataformas de autopublicação deveriam censurar livros condenáveis?


Uma investigação do site britânico The Kernel afirmou que “centenas de e-books que celebram sexo explícito, incesto e ‘sexo forçado’ com garotas jovens” estão disponíveis para venda na Amazon. Os e-books são vendidos como edições Kindle. A polêmica afetou a Kobo também que, em resposta, tirou todos os livros autopublicados do site. Mas qual é a responsabilidade da Amazon pelo o que é vendido em seu site? Jack Rivlin, do Telegraph, argumenta que o problema não é a existência dos livros, é o fato de que a Amazon está ganhando com isso.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 18/10/2013

Quase um quarto dos americanos possuem e-reader, mas tablets crescem mais rapidamente


O centro de pesquisa Pew publicou novos dados na última sexta-feira mostrando que 24% dos americanos adultos possuem um e-reader. Em novembro de 2012 esse número era de 19%. Nesse relatório o Pew fez pesquisa pelo celular com 6.224 mulheres americanas acima dos 16 anos. Das pessoas que possuem um e-reader, mulheres ainda são a maioria. Para ver o relatório, clique aqui.

Por Laura Hazard Owen | Paid Content | 18/10/2013