Manuscrito de ‘Frankenstein’ ganha vida em arquivo online dos Shelley


Objetivo do site é reunir todos os manuscritos conhecidos de Percy e Mary Shelley

Página do manuscrito de ‘Frankenstein’, de Mary Shelley The New York Public Library/Shelley-Godwin Archive  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/manuscrito-de-frankenstein-ganha-vida-em-arquivo-online-dos-shelley-10614320#ixzz2jKEIN61q  © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Página do manuscrito de ‘Frankenstein’, de Mary Shelley The New York Public Library/Shelley-Godwin Archive

NOVA YORK — “Frankenstein”, de Mary Shelley, escrito durante o verão de 1816, já inspirou incontáveis peças, filmes, quadrinhos e aplicativos de iPhone. Agora o manuscrito original se tornou a peça central da primeira fase do Arquivo Shelley-Godwin, um ambicioso projeto digital que entra no ar neste Dia das Bruxas.

O arquivo, cuja abertura será celebrada com um evento nesta quinta-feira na Biblioteca Púbica de Nova York, é resultado de uma colaboração entre essa biblioteca e o Maryland Institute for Technology, com contribuições de várias outras entidades. O objetivo é reunir todos os manuscritos literários de Percy Bysshe Shelley e Mary Shelley, sua segunda esposa, assim como os pais de Mary, William Godwin e Mary Wollstonecraft — a “primeira família da literatura inglesa”, como o arquivo classifica.

O manuscrito de “Frankenstein”, propriedade da biblioteca Bodleian de Oxford, é ele mesmo uma espécie de monstro reconstruído, explica Neil Fraistat, um dos líderes do projeto. Ele é composto principalmente de dois cadernos de notas escritos por Mary, com comentários de Percy. No site, os internautas podem apertar um botão para ver apenas as palavras escritas por um ou pelo outro.

Fraistat conta que durante seu relacionamento, as letras de Percy e Mary foram se tornando cada vez mais parecidas, dando origem a debates sobre que era responsável por quais trechos. Em “O homem que escreveu Frankenstein”, publicado em 2007, John Lauritsen chega a dizer que Percy é o verdadeiro autor do livro, com Mary, na época uma adolescente, servindo apenas como copista, trabalho que ela costuma fazer para ele.

Para Fraistat, o arquivo digital dará a pesquisadores e fãs comuns uma ligação direta com a colaboração literária dos Shelley. Ele ressalta dois momentos em particular nos quais Percy deixa de lado o papel de editor e se dirige à mulher de forma mais intima. Num deles, corrige a ortografia de “enigmatic”, usando um de seus apelidos favoritos, “pecksie”. Ela chamava o marido de “Elf”.

A próxima fase do arquivo online, financiado com uma verba de US$ 300 mil, trará manuscritos de “Prometheus Unbound” e cerca de 30 páginas de cadernos de Percy Shelley. Alguns deles, afirma Fraistat, revelam a influência Mary no trabalho do marido.

Era uma colaboração de mão dupla”, diz. “Não era apenas ele supervisionando o trabalho dela.”

O Globo | 31/10/2013 | © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

‘Bundle’ mania


Editoras e lojas apostam cada vez mais na venda conjunta de e-books e livros físicos

Assim como “descobertabilidade” e outros termos ainda intraduzíveis que o mundo digital vive criando, a grande aposta do momento no mercado internacional aparentemente é bundling, ou seja, a venda conjunta de livros digitais e físicos, com descontos em um dos formatos. Seja como estratégia de marketing para vender edições de luxo, ou para captar a demanda pelo catálogo antigo em formato digital, como o MatchBook da Amazon, cada vez mais editoras e varejistas estão apostando nesse tipo de venda.

O nosso colunista Greg Bateman já havia apontado a oportunidade perdida pela Barnes & Noble de usar sua plataforma e leitor digitais para impulsionar a sua rede de livrarias físicas. Como a Foyles é leitora assídua do PublishNews, eles entenderam o recado e lançaram a sua iniciativa. Brincadeiras a parte, a rede de livrarias britânica fechou uma parceria com a HarperCollins no Reino Unido, para vender bundles de livros físicos e digitais. Clique na matéria para ler mais.

Por enquanto, apenas 8 títulos são contemplados, mas provavelmente veremos mais acordos desse tipo daqui para frente. Já no ano passado, a editora britânica Angry Robots tinha montado um projeto para apoiar as livrarias independentes, incentivando-as a fornecer os títulos da editora gratuitamente a clientes que comprassem o livro físico. Algumas editoras nos EUA, e na Alemanha, também já estão apostando da venda conjunta.

E tudo indica que o ‘bundle’ vai vingar. Um novo estudo do BISG (Book Industry Study Group) sobre a opinião do consumidor em relação ao e-book aponta que consumidores querem cada vez mais livros digitais com valor agregado. Segundo o estudo, os leitores se interessam muito pelo bundling, e “pagariam mais por uma venda conjunta do livro físico e digital do que pelos produtos independentemente”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 31/10/2013

Escola do Livro | Produção de Livros Digitais com Adobe inDesign


Quarta-feira, 27 de novembro, das 9h30 às 17h30 [carga horária de 8 horas]

Escola do LivroEm um curso teórico, Ricardo Minoru Horie explora o mercado, as tecnologias e os aspectos de distribuição dos livros eletrônicos. Aborda também as boas práticas na arte-finalização de arquivos que serão convertidos para os formatos de ePub e Mobi, desenvolvidos para serem lidos por aplicativos dos eBooks e eReaders, tais como iPad, Kindle, Nook, Sony Reader e Galaxy Tab, entre outros. Ricardo atua há mais de duas décadas no segmento de pré-impressão, treinamentos e consultoria. Autor de mais de 80 livros técnicos na área de editoração eletrônica e artes gráficas, ele faz parte da equipe de colunistas, palestrantes e consultores da revista Desktop. Investimento: Associado CBL – R$ 220; Associado de entidade congênere e estudante: R$ 350; Não associado – R$ 440. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Como eBooks mudaram a produção e workflow das editoras


E-books mudaram tudo na indústria editorial. Uma das áreas onde a mudança é mais visível é a produção em editoras que publicam livros físicos e digitais. Desde a fase de aquisição ao produto final – gráficas e lojas online – tudo mudou. O Digital Book World entrevistou Matt LeBlanc, diretor do workflow da F+W Media sobre as principais mudanças. LeBlanc insiste no cuidado com a diferença entre conteúdo com layout fixo e fluído, recomenda workflows baseados em XML que separam conteúdo de forma e fala sobre a criação de capas dos livros. Clique na matéria para ler a entrevista.

Digital Book World | 31/10/2013

Ataque a Adobe afeta dados de 38 milhões de clientes


Photo by Corbis

Segundo o The New York Times, o ataque virtual à Adobe, a mesma empresa que desenvolve o sistema de DRM Adobe Content Server, expôs dados pessoais de dezenas de milhões de clientes.

Segundo a própria Adobe, os crackers também roubaram o código-fonte de três de seus mais usados produtos, entre eles o Acrobat Reader [aquele mesmo usado para os nossos famosos eBooks em PDF]. Os demais softwares cujos código-fonte também foram quebrados, são programas de desenvolvimento web, rodados em computadores pessoais e em servidores ao redor do mundo. A Adobe afirmou que os crackers haviam acessado a dados de cartão de crédito, entre outros dados, de milhões de seus clientes.

Não pretendo aqui forçar a barra, mas vejamos, a própria Adobe afirma que “os cibercriminosos também haviam roubado um número não divulgado de nomes de usuário e de senhas criptografadas“. Então imagina o que estes mesmos crackers poderiam fazer com os dados dos usuários que utilizam o DRM para os arquivos PDF e ePubs que trafegam diariamente pelo Adobe Content Server?

Este post não era para estar aqui, mas será que o Adobe Content Server também foi atingido e a Adobe não quis revelar para não abalar ainda mais o problema que ronda as editoras com relação a pirataria? Não quero forçar a barra, não quero especular, mas 38 milhões de usuários afetados não é pouco. Não é possível que neste número não esteja contabilizado os usuários do famoso DRM. É sabido que diversas empresas que distribuem e comercializam eBooks utilizam do DRM do Adobe Content Server para fazer a segurança dos arquivos dos eBooks através do ID Adobe. E eu já disse isto aqui em meus livros diversas vezes. Os crackers podem até não terem tido acesso aos arquivos e dados dos usuários desta vez, mas é certo afirmar que este objetivo não está longe de ser alcançado.

Brad Arkin, chefe de segurança da Adobe, afirmou que “Dado o perfil e a popularidade de nossos produtos, a Adobe vem atraindo crescente atenção de cibercriminosos.” E ainda segundo a matéria publicada no The New York Times, em um documento financeiro de setembro, a Adobe afirmou que a companhia era um alvo regular de roubos on-line, e que a perda de informação privada poderia “resultar em ações judiciais e potenciais responsabilizações ou multas para nós, inquérito governamental e supervisão, dano à marca e à reputação ou outros prejuízos a nossos negócios.

POR EDNEI PROCÓPIO | COM INFORMAÇÕES DO “NEW YORK TIMES”

A estagnação dos eBooks em 2013


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Acreditava-se que chegariam a representar de 50 % a 80% de todo o mercado de livros nos Estados Unidos, mas os e-books estagnaram a caminho de novas altitudes. De acordo com um novo estudo do BISG [Book Industry Study Group], no último ano, a participação das vendas de todos os novos e-books se estabilizou em cerca de 30% e um pouco abaixo dos 15%, em valor e em volume, respectivamente. Paralelamente, a porcentagem de compradores de livros que leem e-books pelo menos uma vez por semana, assim como a porcentagem daqueles que compraram um e-book também se estagnou em 20% e 25%, respectivamente.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 30/10/2013

Barnes & Noble lança novo Nook GlowLight


A maior novidade: maior capacidade de armazenamento

Nook GlowLigh

Nook GlowLigh

A Barnes & Noble lançou hoje seu novo e-reader, o Nook GlowLight, que sai por US$ 119. A maior diferença entre o novo Nook e o Kindle Paperwhite é que o primeiro tem o dobro de capacidade de armazenamento que o segundo [4 GB para o Nook, contra 2 GB do Kindle]. Será que o novo aparelho irá convencer os compradores? A receita da B&N caiu 20% no último trimestre, junto com as vendas de aparelhos e conteúdo digital. Para Doug Carlson, VP de conteúdo digital da empresa, ainda existe uma “enorme oportunidade para novos entrantes no mercado” – i.e., pessoas que estão comprando um e-reader pela primeira vez – e muitos que querem tanto o e-reader quanto o tablet.

Por Laura Hazard Owen | Paid Content | 30/10/2013

HarperCollins aposta em vendas de eBooks globais e diretas ao consumidor


E lança aplicativo de leitura com loja embutida

HarperCollins Readernovo CEO da HarperCollins UK Charlie Redmayne mostrou finalmente porque voltou para a editora. A HarperCollins está apostando em vendas globais de e-books direto ao consumidor, com sites de livros de autores, como o www.cslewis.com e o www.narnia.com. A empresa de consultoria e tecnologia Accenture está operando a plataforma, disponível  em 6 países de língua inglesa [Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul]. Além disso, a editora também lançou um aplicativo, o HarperCollins Reader, onde o leitor pode comprar diretamente os livros do catálogo. A nova jogada da HarperCollins poderia ter sido óbvia, afinal, Redmayne tem bastante experiência (e muito bem sucedida) com esse tipo de venda e distribuição de conteúdo: antes de ir para a HC, Redmayne era CEO da Pottermore, portal que recria mundo de Harry Potter e vende e-books diretamente pelo site.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 30/10/2013

Gale lança novo modelo de compra de eBook para bibliotecas


A empresa de tecnologia voltada para ensino Gale, da Cengage Learning, anunciou um novo serviço de aquisição de e-books para bibliotecas, baseado na utilização de fato ocorrida dos e-books da plataforma GVRL [Gale Virtual Reference Library]. Esse novo modelo permite que bibliotecas comprem e-books baseado na leitura dos títulos. A biblioteca faz o depósito e tem acesso aos livros digitais da Gale [cerca de 2 mil] durante seis meses. Ao final do período, os e-books que foram mais emprestados são automaticamente adicionados ao catálogo GVRL da biblioteca e seu valor é deduzido do depósito inicial. Uma vez comprado, a biblioteca tem uso ilimitado e simultâneo do título.

Publishers Weekly | 30/10/2013

Random House compra comunidade teen online Figment


FigmentA Random House Children’s Books [RHCB] adquiriu a Figment, uma comunidade online para adolescentes, fundada em 2010 e que atraiu mais de 300 mil usuários. O site provou ser uma plataforma eficiente de marketing e promoção de títulos Jovens Adultos. O Figment reúne principalmente jovens entre 13 e 18 anos, conta com mais de 20 mil grupos e fóruns de discussão e também trabalha com editoras no lançamento de livros de Jovens Adultos.

Por Calvin Reid | Publishers Weekly | 29/10/2013

Amazon e Goodreads: o casamento imperfeito


Usuários rejeitam novas políticas da rede social

GoodreadsEm Frankfurt, na conferência Publishers Launch, o CEO da Goodreads Otis Chandler não escondeu a empolgação ao mencionar que os Kindles Paperwhite da Amazon incluem agora o aplicativo da rede social. De fato, esse equilíbiro entre o social e a leitura privada é uma das principais preocupações dos produtores de leitores digitais, e tudo indicava que os 20 milhões de leitores da Goodreads se beneficiariam de sua compra pela Amazon [e vice-versa, claro], em maio deste ano. Mas parece que o casamento é um pouco problemático. Após mudanças na política de moderação dos comentários da empresa [que os usuários do site atribuíram à Amazon], a rede social está “presenciando” uma série de protesto de leitores. A Goodreads não permite mais que resenhistas façam comentários sobre o comportamento e personalidade do autor, e chegou até a remover comentários, o que enfureceu ainda mais os usuários. Os “protestantes” começaram então a “hydrar”, ou seja, replicar resenhas deletadas [curiosamente, assim como o termo “meme”, essa ação própria da internet também tem origem grega, vem do monstro Hydra, que ganhava mais cabeças quando tinha uma cortada]. A jornalista Laura Miller aponta, em seu artigo sobre esse atrito, uma possível causa do perrengue que a Goodreads está passando: de consumidores, os leitores da rede social viraram agora produto.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 29/10/2013

Aplicativo “Monstros vs Robôs” incentiva leitura no meio digital para crianças


Na semana de abertura da festa da literatura sob os jacarandás da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, um aplicativo [app] de incentivo à leitura no meio digital para crianças, de três a seis anos de idade, é a ferramenta capaz de aproximar o público infantil do livro. Não o real e físico, mas o virtual e interativo.

O designer gráfico gaúcho Leonardo Amora Leite, 37 anos, antecipa-se à 59ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, que começa na sexta-feira, para divulgar em primeira mão o livro digital Monstros vs Robôs. Uma obra para ser lida em várias plataformas, do tablet ao smartphone. A edição impressa está a caminho.

História e joguinhos

Além de ser uma história que mexe com o imaginário dos pequenos, o app traz jogos para eles brincarem. Leonardo, que é designer de jogos, fez todo o processo, da programação ao texto, da arte à trilha musical.

O livro digital é escrito e narrado em português e inglês. O download custa R$ 4,35 [US$ 1,99], mas uma versão reduzida da obra e dos jogos pode ser baixada gratuitamente.

– Minha intenção era desenvolver um aplicativo capaz de estimular o gosto pela leitura nas crianças. Por isso, optei por uma narrativa simples com imagens coloridas. Já o quebra-cabeça estimula a percepção visual e lógica, além de exercitar a motricidade – afirma.

Boa recepção no Exterior

O livro digital de Leonardo foi analisado pelo Story Times, um dos mais importantes sites de críticas de aplicativos para crianças do mercado norte-americano e internacional. O site recomenda o livro. Você pode ler a crítica, em inglês, neste link: http://digital-storytime.com/review.php?id=827

A empresa do designer gráfico gaúcho também conquistou o selo de qualidade Knows, dado por uma entidade chamada Moms with apps [mães com aplicativos]. Ele garante que não há nada que possa prejudicar os pequenos. O Amora Leite já é até parceiro. Veja no link: http://momswithapps.herokuapp.com/members

Mais sobre a obra

O tema

– Nino, um garoto que usa a imaginação para vencer o medo de dormir no escuro, é o personagem central de Monstros vs Robôs.

Forma e apresentação

– O aplicativo contém um livro de dez páginas, com textos curtos, mais de 20 cenas interativas e narração em português e inglês.

– A cada página a criança descobre sons, músicas e animações divertidas.

Descubra os personagens

– Entre as brincadeiras escondidas na história estão 30 quebra-cabeças que, ao serem montados, revelam os nomes dos personagens na trama.

O autor

– Leonardo trabalhou para a Southlogic, empresa desenvolvedora de games com sede em Porto Alegre, posteriormente vendida à francesa Ubisoft, que chegou a ser a quarta maior publicadora de jogos do mundo.

– Ele criava jogos eletrônicos para várias plataformas como NDS, PSP, PS2, 360 e outras.

– Em 2011, criou a sua própria empresa e o site http://www.amoraleite.com

Outros trabalhos

– O processo de elaboração do livro digital Monstros vs Robôs durou um ano. Além desse primeiro livro para tablets, ele já ilustrou outros dois livros infantis e jogos exclusivos para crianças.

Assista ao trailer

www.youtube.com/watch?v=9UJJTzdn_DY

Onde baixar

Versão paga – R$ 4,35 [US$ 1,99]

Android: https://play.google.com/store/apps

Apple: https://itunes.apple.com/us/app

Versão reduzida gratuita

Android | http://bit.ly/HbiSGU

Apple | http://bit.ly/16fyqTo

Diário Gaúcho | 29/10/13

‘Não venderemos certos eBooks’, conta Michael Tamblyn, da Kobo


O diretor de conteúdo da Kobo, Michael Tamblyn, rebateu as críticas de censura de e-books autopublicados. Em um post na plataforma de autopublicação Kobo Writing Life, Tamblyn confirmou que a “maioria” dos e-books autopublicados pelo KWL estão novamente disponíveis no Reino Unido, mas alertou: “Em relação aos que continuam não disponíveis, algumas pessoas acham que tomamos o caminho da censura. Posso apenas dizer que, se seu sonho é publicar livros eróticos ‘praticamente ilegais’ ou de fantasias envolvendo estupro, distribuição vai ser um problema para você. Não estamos dizendo que não se pode escrevê-los. Mas não nos sentimos na obrigação de vendê-los”.

Por Benedicte Page | The Bookseller | 28/10/2013

Marketing digital para editoras


PublishNews estreia novo ciclo de cursos sobre mercado editorial

Novos tempos exigem novas ferramentas e novos conhecimentos, principalmente quando o assunto é mercado digital. Hoje em dia, é fundamental que o profissional esteja atualizado sobre as novas possibilidades na sua área, e o marketing, como já apontaram especialistas, é uma força cada vez mais presente no mercado editorial. Foi pensando nisso que o PublishNews criou o curso “Marketing digital para editoras”, que inaugura um novo ciclo de cursos do PublishNews para 2014. O curso será ministrado pelo jornalista, blogueiro e consultor em Marketing Digital Sérgio Pavarini, e acontecerá no dia 7 de novembro, das 13h30 as 16h30, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509). O conteúdo falará sobre a qualificação dos profissionais que administram redes sociais e abordará as diversas redes, como Twitter, Facebook, Skoob e blogs. A tarde será finalizada com uma mesa de debate com convidados. O investimento é de R$179,00 (até dia 31/10) ou R$199,00 (após 31/10). Para mais informações, clique aqui. Para inscrições, escreva paracurso@publishnews.com.br.

PublishNews | 28/10/2013

Por que é tão difícil competir com a Amazon?


Editores que veem a Amazon como um negócio multimilionário focado no break-even e que não se importa com o faturamento estão enganados. Uma visão mais apropriada seria olhar a empresa como um conglomerado de investimentos em vários níveis de desenvolvimento. E o de livros é um dos setores maduros, e que é provavelmente muito lucrativo – um competidor difícil, e que deve ficar mais agressivo à medida que a empresa aumenta sua participação no mercado. Mas, vale a pena também analisar a empresa no contexto geral, e ver que uma das razões da varejista ser tão forte é justamente os vários tipos de negócios diferentes. Jeremy Greenfield, editor do site Digital Book World, entrevistou o consultor Mike Shatzkin sobre o assunto. Clique na matéria para ler o que Shatzkin fala sobre o que realmente acontece na Amazon, o que editoras precisam saber e o que podem fazer para melhorar a relação com seu cliente mais importante.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 28/10/2013

O mercado editorial atual no Brasil


Com o avanço tecnológico e a internet, muito se questiona se vale a pena ser escritor hoje em dia. De outro lado, as crises econômicas internacionais têm levado muitas editoras de renome a reduzirem seus papéis na descoberta de novos autores e novos Best-sellers.

Entretanto, o que aparenta ser dificuldade ou desvantagem não é uma realidade, pois muito se tem a ganhar com a escritura de novos livros ainda, e talvez, até mais do que antes. Enfim, embora as grandes e conceituadas editoras tenham um filtro denso para aceitar obras de novos autores, esses têm inúmeros recursos para publicar e divulgar suas obras com o mundo todo, atualmente.

No mercado nacional têm aparecido inúmeras editoras anualmente, as quais se propõem a publicar, divulgar, distribuir e até realizar lançamentos com noite de autógrafos com os autores. Essas novas editoras, geralmente, utilizam a forma de contrato paga, em que o autor tem de arcar com um valor definido para que sua obra seja publicada. Nesse caso, a editora se responsabiliza por gerar o ISBN [registro do livro na Biblioteca Nacional], correções, geração da capa, formatação, etc., além de fazer a divulgação e a distribuição do livro publicado nas livrarias e feiras de livros. Em vários casos, a editora também se responsabiliza pela preparação do lançamento em uma noite de autógrafos com o autor.

Do outro lado, o que muito tem crescido e que se apresenta como vantagem para os novos autores no Brasil são empresas gráficas que passaram a gerar livros por demanda. Ou seja, diferentemente das editoras tradicionais, cujo processo de publicação de livros é realizada na forma impressa direta, com um número de exemplares descrito no contrato, as editoras por demanda só imprimem e preparam os livros que são vendidos on-line nos seus sites. A exemplo, encontram-se a AGBOOK [www.agbook.com.br] e o Clube de Autores [www.clubedeautores.com.br], em que o autor é o responsável por geração da capa do livro, dos textos de orelhas, de resumo para divulgação no site, pela formatação do texto, por correções, etc. Daí, estando com o livro pronto no formato PDF e com as dimensões definidas pela editora, o autor pode inserir seu livro no site, o qual ficará disponível para venda em várias livrarias on-line [caso o autor deseje a venda, também, no formato e-book, além de impresso]. Para esses casos, o próprio autor é responsável por gerar o ISBN [através do site da Biblioteca Nacional: http://www.bn.br], caso tenha interesse, ou inserir no site da editora sem o ISBN, se assim o quiser. Além do mais, essas editoras deixam a cargo do autor, decidir o custo final de sua obra, a partir do que se deseja receber por direitos autorais [diferentemente das editoras tradicionais, que fixam esse valor em torno de 10% do valor final da obra] e, caso queira, pode retirar sua obra do site da editora no momento que desejar, ou modificá-la, caso necessite por quaisquer motivos.

Além dessas editoras por demanda, várias editoras tradicionais têm entrado nesse mercado de livros por demanda, entretanto, só para livros no formato e-book, em que o autor determina o seu ganho por direitos autorais, como é o caso do Publique-se! das livrarias Saraiva [http://www.livrariasaraiva.com.br/publique-se/]

Mais ainda, a quem tem interesse apenas que sua obra seja divulgada como forma de se tornar conhecido e sem interesse imediato financeiro, existem vários sites na internet que disponibilizam para o autor um espaço para inserir sua obra para download gratuito. Assim, muitos que querem ser descobertos na mídia, utilizam esse método para que milhares de pessoas adquiram seu livro e, ou ser contatado por uma editora para publicar alguma obra, ou ao divulgar um novo livro em alguma editora [por demanda ou tradicional], possa direcionar as pessoas a adquirirem-no.

Diante das várias perspectivas de divulgação, a internet é o maior canal de propagandas que há atualmente, em que o autor pode realizar suas próprias propagandas em blogs, redes sociais [Orkut, Yahoo!, Google+, FaceBook, Twitter, etc.], de modo a se tornar um grande e renomado escritor. Consequentemente, pode-se observar que as perspectivas de ser um escritor novo no Brasil, assim como ter a possibilidade de alcançar o sucesso, são inúmeras. Só depende de querer e de por mãos à obra!

Yahoo Notíticas | 28/10/13

Leitura digital não substituiu a de livros em papel


Algumas conclusões do estudo, iniciado em 2011, foram apresentadas na Conferência Internacional de Educação, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, pelo investigador Gustavo Cardoso.

O estudo foi desenvolvido pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia [CIES] e tem por base um inquérito feito em 16 países, incluindo Portugal, “sobre o que significa ler” na atualidade e como é que os utilizadores de Internet leem em papel e em digital.

No caso de Portugal, a existência de grandes leitores em formato digital ainda é “incipiente”, quando comparada com os restantes países incluídos no inquérito.

Apenas dez por cento dos inquiridos portugueses disseram ter lido mais de oito livros em formato digital ao longo do último ano, quando a amostra global do inquérito se situou nos 30 por cento.

“Tentou-se mapear a mudança. Como é que as pessoas estão a ler hoje, por via de terem adotado, como forma de leitura, os ecrãs. Quais são as tendências de transformação que estão a tocar as bibliotecas e a relação com este tipo de leitores”, antecipou Gustavo Cardoso, aos jornalistas.

No que toca ao mercado livreiro, o investigador referiu que em Portugal “quem está no setor joga à defesa” quando se fala em investimento no livro digital, e que não existe “uma estratégia comum a todos os editores“.

O inquérito internacional permitiu também concluir que a leitura em digital, em múltiplos suportes — telemóveis, ‘tablets’, computadores – coexiste com a leitura em papel e que o objeto de leitura inclui, além de livros e jornais, textos em blogues, correio eletrónico ou mensagens partilhadas em redes sociais.

Segundo os investigadores do CIES, quem mais lê em digital também é quem lê mais em papel e o leitor atual “lê, escreve e partilha” perante uma comunidade.

O inquérito internacional revela ainda que os que dizem ler livros em formato digital têm um maior nível de escolaridade e relacionam leitura e prazer mais com livros em papel do que em digital.

Os dados permitem ainda verificar que ler livros e jornais em digital é uma atividade tão individualizada quanto a leitura em papel e que os leitores do digital valorizam, por exemplo, a possibilidade de aceder a um motor de busca para pesquisas.

O inquérito foi realizado em países como China, Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil, México, África do Sul, Egito e Austrália.

Os dados estatísticos permitem perceber, por exemplo, que no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul há mais leitores que já leram um livro em digital [79 por cento] do que na Europa [43 por cento, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal].

O projeto, cujos dados totais deverão ser disponibilizados no final do ano, foi coordenado pelo sociólogo Gustavo Cardoso, no CIES do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. Da equipa de investigadores chegou a fazer parte Jorge Barreto Xavier, atual secretário de Estado da Cultura.

Notícias ao Minuto | 28/10/13

Internet incentiva de forma direta as leituras entre crianças de Sergipe


A história de que a internet coloca em risco os futuros dos livros está ficando de lado para a criançada de Sergipe. A rede mundial de computadores tem sido uma das grades aliadas, já que os jovens passaram a ler mais, depois que as redes sociais começaram a divulgar os lançamentos dos livros.

A procura nas livrarias do Estado aumenta cada vez mais. A diretora de venda explica que os perfis entre os consumidores mudaram muito nos últimos dois anos, antes o público infanto-juvenil representava 10% dos consumidores, mas a realidade atual é bem diferente.

Antes 90% dos leitores era o adulto, o jovem no máximo o que lia era um gibi, uma revista em quadrinho. E agora eles estão lendo de igual para igual e se não estiver ultrapassando o adulto. Os jovens lendo cada vez mais tem sido uma surpresa, talvez por conta do tamanho acesso que eles têm por parte das redes sociais e das informações. Quanto mais se comenta sobre determinado livros nas redes, maior é o número de jovens procurando o livro- afirmou Fátima Escariz, diretora de venda“.

A forma de leitura não é o fator mais importante para adquirir conhecimentos, o que importa é que o hábito de leitura não seja deixado de lado entre a população sergipana. Existem algumas diferenças entre as leituras nos computadores e nos smartfones e as leituras feitas pelos livros.

Eu acho mais prático você ler um livro pelo celular. Você está na fila de um banco e você fica lendo com mais facilidade o devido livro, mas o hábito da leitura dos livros não foi deixado de lado. Podemos ler pelo celular quando estamos na rua e em casa com mais calma podemos optar pelo livro- disse o jornalista Matheus Oliveira“.

G1 Sergipe | 27/10/13

Publicação digital recupera obra do autor teatral Jorge Andrade


A popularidade de Jorge Andrade [1922-1984] não sobreviveu ao tempo –apesar de o autor ser reconhecido como renovador do teatro brasileiro moderno e de sua obra render, entre críticos e teóricos, comparações com a de Nelson Rodrigues, pelo aspecto universal dos enredos.

Eu e meus irmãos percebemos que, embora Jorge Andrade seja considerado de enorme importância no meio acadêmico, ele se tornou pouco conhecido fora dele“, diz Blandina Franco, filha caçula do autor, que aposta na acessibilidade da publicação digital para resgatar a popularidade do pai.

A obra completa de Jorge Andrade será disponibilizada em formato e-book a partir da segunda semana de novembro, no site da Amazon [amazon.com.br].

Os atores Augusto Zacchi e Rosa Grobman em cena da peça "A Moratória", de Jorge Andrade | Foto: Lenise Pinheiro/Folhapress

Os atores Augusto Zacchi e Rosa Grobman em cena da peça “A Moratória”, de Jorge Andrade | Foto: Lenise Pinheiro/Folhapress

Realizado pela editora Descaminhos, o lançamento se inicia com os escritos de palco do autor, 20 peças no total [cada texto custa R$ 9,90].

Estão previstas cinco peças inéditas, uma delas inacabada [“Sesmaria do Rosário”].

Além disso, será a primeira vez que o leitor poderá comprar separadamente os textos contidos na publicação mais conhecida de Jorge Andrade, “Marta, a Árvore e o Relógio” – ciclo de dez peças em que o autor repassa a história do homem brasileiro ao longo dos séculos: desde o ciclo do ouro até a modernização das cidades. As peças serão acompanhadas por prefácios críticos compostos por Sérgio de Carvalho, João Roberto Faria, entre outros.

Antunes filho, por exemplo, responsável por duas montagens da peça “Vereda da Salvação” [em 1964 e 1993], destaca em seu texto o poder de composição de personagens de Andrade.

Até 2015 serão publicadas a autobiografa “O Labirinto” [1978], as telenovelas e as reportagens de Jorge Andrade. Estas últimas divididas em dois blocos: o das crônicas escritas para a Folha na década de 1970 e o das reportagens compostas para a lendária revista “Realidade”.

INVESTIGAÇÃO SOCIAL

Eduardo Tolentino, que já encenou três obras de Jorge Andrade [além de “A Moratória”, em cartaz até amanhã, “Rasto Atrás” e “O Telescópio”], considera Andrade um dos dramaturgos “que mais representam São Paulo em suas contradições entre um mundo arcaico e moderno, rural e urbano, patriarcal e matriarcal“.

Para Beth Azevedo, professora de teatro brasileiro da ECA e organizadora da publicação digital, o autor contribuiu para a renovação teatral brasileira.

Ao retratar a crise do café, ele trouxe ao palco do país uma nova temática. Revelou um novo mundo de tradições e conflitos, sob uma nova forma, trabalhando aspectos épicos como deslocamentos de tempo e espaço muito pouco comuns na época“, afirma.

Por Gabriela Mellão | Folha de S. Paulo | 26/10/2013

Wikipedia disponibiliza conteúdo via SMS


Iniciativa será testada no Quênia e deixará usuários acessarem texto da enciclopédia quando estiverem offline

WikipediaSÃO PAULO | Apesar de seu acervo gigantesco, a Wikipedia dificilmente pode ser acessada offline – a não ser quando se utiliza um aplicativo ou uma extensão independente à sua organização. Mas isso vai mudar.

No Quênia, uma projeto piloto entre a Wikimedia Foundation e a empresa Airtel deixará com que usuários possam ter acesso a partes dos textos da Wikipedia via SMS a partir de qualquer celular.

A meta da companhia de telecomunicações é expandir o serviço, chamado de Wikipedia Zero, para 70 milhões de usuários na África subsaariana.

Para acessar a Wikpedia, os quenianos terão de chamar *515# em seus telefones, e esperar por uma mensagem que pede pelo termo que estão procurando. Uma segunda mensagem chegará perguntando para os usuários especificarem que verbete eles querem, e, em sequência, uma mensagem pedirá por qual seção do verbete os usuários querem saber primeiro. Nenhum aplicativo será necessário para o uso do sistema.

A partir desse projeto, esperamos que esse serviço possa estar disponível para bilhões de pessoas com um celular, mas que não podem acessar a internet”, disse Dan Foy, gerente de parcerias técnicas da Wikimedia Foundation.

Por Bruno Capelas | Link, Estadão | 25 de outubro de 2013| 19h17

Simon & Schuster e chinesa Yilin Press fecham acordo para distribuição mundial de eBooks


Em outubro, na Feira de Frankfurt, a Simon & Schuster e a editora chinesa Yilin Press anunciaram uma parceria de publicação e distribuição que ampliará a disponibilidade de livros digitais em mandarim para leitores no mundo inteiro. A S & S irá distribuir e-books da Yilin Press para leitores de mandarim que moram fora da China. O projeto estreia com cerca de 300 títulos, entre eles A Vida de Pi, de Yann Martel, Air Mail de Tomas Transtromer e Robert Bly, As Correções De Jonathan Franzen, entre outros, a serem lançados em novembro. Além disso, a Simon & Schuster adquiriu direitos de publicação de um grupo seleto de livros da Yilin Press de não ficção sobre a cultura e história da China, e títulos de ficção populares no país.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 25/10/2013

Skoob inaugura loja online


Rede social de leitores inaugura livraria online

A Skoob, a rede social para amantes dos livros [a nossa Goodreads brasileira], inaugurou, há alguns meses e sem muito alarde, sua livraria online. A rede conta com 850 mil usuários, que podem agora fazer resenhas e comprar diretamente pelo portal. A Livraria Skoob é administrada pela i-Supply, empresa de tecnologia, distribuidora e logística especializada no mercado editorial.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 25/10/2013

Evolução do eBook será tema de curso


Aulas ocorrerão entre os dias 18 e 25 de novembro

“E-book: evolução ou revolução?” é o tema do curso que o Espaço Revista Cult promoverá de 18 a 25 de novembro, das 20h às 22h. O objetivo do curso é oferecer um painel amplo sobre o e-book e suas áreas de influência: a produção, a recepção e o mercado; e os impactos nas esferas cognitiva e sensível. Os ministrantes serão Fabio Uehara, coordenador do departamento de negócios digitais da editora Companhia das Letras, Tiago Ferro, curador do curso e pesquisador da FFLCH – USP na área de história da cultura, Lucia Santaella, doutora em Teoria Literária e coordenadora de Tecnologia de Inteligência e Design Digital [PUC -SP], o jornalista e apresentador, Zeca Camargo e a jornalista especializada em Literatura, Cristiane Costa. O investimento é de R$ 500. Para se inscrever, clique aqui.

PublishNews | 24/10/2013

É muito cedo para desistir dos ‘enhanced eBooks’


Alguns observadores do mercado digital se perguntam por que os tablets não impulsionaram uma nova geração de e-books ricos em mídias, com novas experiências e formatos digitais. Paralelamente, virou senso comum entre os editores a ideia de que não há mercado para o que se chama hoje de ‘enhanced e-books’. Hoje, simplesmente não sabemos se leitores gostarão ou pagarão por livros que usam tudo o que uma plataforma digital tem a oferecer. E provavelmente vai levar mais tempo que o esperado, principalmente por causa da natureza fragmentada do ambiente do e-book. Apple, Amazon, Barnes & Noble, Kobo, entre outros, ainda não empurraram o setor adiante, então os desafios para os criadores e editores que buscam novas experiências de leituras são grandes. Portanto não há uma oportunidade real para os leitores e nem como julgar se esse mercado seria comercialmente viável.

Por David Wilk | Digital Book World | 24/10/2013

Poeta enigmática, Emily Dickinson tem seus escritos reunidos em arquivo on-line


Um arquivo on-line completo reunindo os escritos da poeta americana Emily Dickinson (1830-1886) foi lançado na quarta-feira (23). O “Emily Dickinson Archive” traz manuscritos em alta resolução, concentrando documentos que estavam espalhados em diversas bibliotecas dos Estados Unidos.

O site contém também transcrições e anotações das edições históricas e acadêmicas do trabalho de Dickinson.

A vasta maioria da obra da poeta não foi publicada durante sua vida. Os únicos dez poemas que saíram antes de sua morte foram bastante editados sem seu consentimento e lançados de maneira anônima.

Retrato da poeta americana Emily Dickinson [1830-1886]

Retrato da poeta americana Emily Dickinson [1830-1886]

Por isso, o arquivo on-line deve ser bastante útil aos estudiosos e demais interessados, uma vez que traz os poemas da maneira como Dickinson os escreveu, sem cortes ou adições.

De acordo com os organizadores do arquivo, eles esperam inspirar outras iniciativas semelhantes, com a obra de escritores e poetas.

Nascida em Armshert, no Estado americano de Massachusetts, Dickinson era uma pessoa reclusa, cujos poemas são conhecidos por serem curtos e sem título. Seu trabalho foi descoberto por sua irmã, Lavinia, apenas após sua morte, no final do século 19.

Folha Online | 24/10/2013

Encontrando seu próximo eBook


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 23/10/2013

Um grande pânico se espalhou recentemente: a livraria britânica WH Smith encontrou e-books impróprios sendo recomendados no meio de livros infantis dos e-books da Kobo que eles hospedam. Isso gerou muitas discussões sobre como as recomendações – na verdade, como a curadoria delas – é gerenciada no ambiente online. Neste caso, a discussão tem a ver com especificidades deste problema e como os metadados podem estar errados, podem ser modificados e incompreendidos. Isso levou a Smith a tirar todo seu site do ar, todos os e-books da Kobo, enquanto o problema era “resolvido”. É uma confusão que mostra como estamos distantes de resolver desafios centrais da venda de livros em um ambiente virtual.

A venda de livros online tem um longo caminho a percorrer em termos de busca ou ajuda aos clientes. Claro, há dois outros grandes problemas que aparecem primeiro: saber quais seriam as sugestões corretas e ser capaz de produzi-las de forma eficiente, para se aproximar da experiência de compra em livrarias físicas.

As análises de Russ Grandinetti da Amazon em nossa conferência Publishers Launch em Frankfurt sugeriram que os EUA e o Reino Unido estão à beira de chegar a mais de 50% de suas transações de vendas online de livros, com outros mercados na Europa e Ásia atingindo esse nível daqui a dois ou três anos. [E essa análise pode estar subestimando a situação; em uma reunião que tive em Londres me contaram que uma das maiores editoras no Reino Unido diz que 60% das vendas de livros impressos, e-books e áudio acontecem através da Amazon!] Vendas de livros online estavam no patamar de 10% ou menos para a maioria das editoras há uma década. Esta mudança é por que o espaço de prateleiras das livrarias diminuiu muito, com a diminuição das grandes redes nos dois grandes mercados de língua inglesa [e em outros menores também].

Quando a maioria dos livros era comprada em locais físicos, era axiomático que um livro mostrado em uma loja tinha uma chance exponencialmente maior de vender em comparação com aquele outro que não era exposto, apesar de todo o suprimento nos EUA da Ingram e da Baker & Taylor, que conseguiam que quase qualquer livro estivesse em quase qualquer loja em 24-48 horas. O livro precisava ser visto na loja para ser comprado. Editoras gerais competentes sabiam que não importava muito forçar um livro através de esforços de marketing se o inventário não estivesse na livraria, porque ver o livro no momento em que você queria comprar era o gatilho mais poderoso para a compra, mais do que qualquer outro. Na verdade, todos os outros estímulos [resenhas, sugestões de amigos, conversas no trabalho] tendiam a agir somente quando o livro estivesse na livraria. [Sem contar que a recomendações de vendedores na loja eram as mais poderosas de todas: por isso o conceito de “vendas à mão”.]

Um problema com a mudança para compra online dentro da perspectiva da descoberta é que o funil para cada comprador continua ficando mais estreito. Não é difícil para alguém em uma livraria olhar centenas de livros em poucos minutos. É quase impossível online. Isto exige ou que o consumidor passe mais tempo comprando para ver o mesmo número de títulos que eles costumavam ver na loja, ou tomar uma decisão tendo visto menos. E a preocupação é que a decisão que é tomada tendo visto menos pode não ser comprar nada. [Ou, especialmente no caso de usuários de tablet, comprar algo que não sejam livros.]

Claro, teoricamente, ser capaz de apresentar um monte de sugestões pessoais dirigidas especificamente a cada cliente poderia ser muito mais preciso do que entrar numa livraria e ficar olhando e, neste caso, menos títulos mostrados poderiam ter o mesmo efeito. Mas estamos muito distante disso. E, por várias razões que espero que este artigo deixe claro, escolhas pessoais seriam, na verdade, bem mais prováveis de serem feitas pelo Google do que pela Amazon [apesar de que isto criaria mais preocupações sobre privacidade para muitos clientes].

A tecnologia que pode ajudá-lo a “escolher seu próximo livro” é tratada como um “motor de recomendações”. Nunca participei de tal esforço, mas o pensamento por trás deles parece centrar-se ao redor da análise de quais livros você comprou e o que procurou e, a partir daí, a descoberta do que poderia ler em seguida. Isso pode se basear em análises do próprio conteúdo [p.ex. Pandora recomendando música de estilo e qualidade similares] e/ou modelos de filtros colaborativos – alavancar as inserções dos usuários [histórico de compra, qualificações e resenhas] para fazer recomendações para outros usuários similares [“pessoas que compraram x também compraram y”]. Tudo isso me lembra um grande vendedor de livros, o falecido Joel Turner, e sua palestra na convenção da American Booksellers de 1978 em Atlanta, onde ele disse que “se um cliente vem até meu caixa com cinco livros, eu sempre posso vender o sexto”.

Claro, com o tempo, um vendedor pode preencher este conhecimento com até mais dados quando veem mais compras e conhecem seus clientes, e talvez suas famílias. Mas, na verdade, usar livros comprados como um guia de recomendação é um conjunto de dados incompleto. Também pode ser enganador já que as pessoas compram livros para outros e não só para si mesmos.

Outra forma de olhar para o problema veio de meu amigo, Andrew Rhomberg. Baseando-se em sua experiência com a start-up Jellybooks, ele formulou cinco grandes caminhos para a descoberta de livros: sorte, social, distribuído, impulsionado por dados e incentivado.

A questão é que a maioria das pessoas tira suas ideias sobre o que ler em seguida de muitas fontes: conversas com outras pessoas, reportagens, interações de negócios. Algumas pessoas dizem que conseguem recomendações de livros de seus amigos; outras [como eu] dizem que não leem as mesmas coisas que seus amigos ou parentes. Suspeito que as comunidades online de leitores tendem a funcionar melhor para pessoas que leem muitos livros de gêneros e não tão bem para pessoas que misturam ficção e não-ficção, entretenimento e aprendizado. E algumas pessoas gravitam para o que é mais popular, então os best-sellers funcionam melhor para elas. É claro que entrar em uma lista de mais vendidos dá um gás na venda do livro.

E os livros são comprados por outras motivações diferentes de “para ler”, então poderia também ser importante saber que o filho de um cliente está fazendo aniversário, que o primo de um cliente vai se casar, que um cliente vai comprar uma casa nova ou está procurando um novo emprego ou começando um novo hobby ou gastando dinheiro em um antigo.

Poucas, se é que algumas, destas coisas são aparentes até para a mais dedicada equipe de vendas. Pedaços disso podem ser detectados pela super-vendedora Amazon [mas é improvável que por outras].

Este é um problema tremendamente complexo. Há incontáveis dados potenciais para a decisão de “qual próximo livro comprar” e eles são processados por indivíduos de forma diferente e altamente personalizada. Se você pensar nisso, parece óbvio que a maioria das recomendações não vai funcionar para a maioria das pessoas. O que nos leva de volta à necessidade de fazer muitas recomendações, algo que uma vitrine de livraria faz muito melhor do que páginas online que mostram 10 ou 20 livros de uma vez.

No longo prazo, parece que o Google é a entidade melhor posicionada para encarar este desafio se eles puderem combinar, de alguma forma, o conhecimento do que você tem procurado [algo que eles sabem], com o que você lê online [que ele poderiam saber se você usa o Chrome como seu browser], e os tópicos e títulos de livros que apareceram nos seus e-mails [que eles poderiam saber, se você usar o Gmail] e as coisas que você “gosta” e conversa online [se você usar o Google+]. Saber seus planos de viagem e padrões seria útil também.

Claro, a menos que você use o Google Play para compras de e-books e consumo, eles estariam perdendo os dados mais importantes – o que você comprou e com que velocidade lê, e ainda não saberiam nada sobre suas compras de livros de papel [a menos que espiem seus recibos via e-mail também]; dados que a Amazon possui sem todas as outras informações. Legal seria relacionar a compra de livros e o consumo de informação do passado com os dados de comportamento atual. Com tudo isso junto, talvez você pudesse filtrar as recomendações e, assim, os 20 ou 50 livros que se poderia mostrar online teriam a força comercial das centenas ou milhares que dá para ver na mesma quantidade de tempo em uma loja.

No momento, tanto a Amazon quanto o Google estão tentando encontrar um padrão com miopia.

Mas isso é realmente parte de um problema maior para as editoras? A descoberta online está realmente afetando os padrões de venda dos e-books? Parece que sim. Um dos vendedores globais de livros me contou em Frankfurt que suas vendas online estão muito mais concentradas do que as vendas das editoras costumavam ser, com uma pequena fração de títulos [menos de 5%] contribuindo com uma enorme porcentagem das vendas totais [quase 70%]. [Estou assumindo que os dados do vendedor representam o típico do mercado; pode ser que não.] Se a memória serve para algo, na virada do século, nas lojas da Barnes & Noble só uns 5% de suas vendas vinham dos “best-sellers” e os catálogos superavam os novos títulos. As editoras realmente vivem das midlists. Sabemos que a cauda longa está aumentando sua participação nas vendas e, aparentemente, a cabeça também. Estas vendas saem das midlists. É bastante difícil ter uma editora lucrativa sem uma midlist lucrativa.

E isso sugere que o aumento da concentração de vendas, que é provavelmente o resultado de nossa incapacidade de apresentar alternativas no ambiente de vendas digital, seja um problema que as editoras vão querer resolver.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 23/10/2013

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Bibliotecas e eBooks: quanto pagar por ‘Cinquenta Tons de Cinza’?


Eu conversei com líderes da Associação das Bibliotecas dos EUA (ALA) há algumas semanas e fiz algumas perguntas sobre a necessidade das bibliotecas de fornecerem acesso livre e gratuito a livros como ‘Cinquenta tons’. Segundo Barbara Stripling, presidente da ALA: “Quando algumas pessoas podem ler esses best-sellers e outros não, isso marginaliza estas pessoas”. Já para Maureen Sullivan, ex-presidente da ALA: “Não cabe a nós decidir se o público precisa ler menos ou mais ‘Garota Exemplar’ que outros livros”. Apesar de concordar com elas, eu acho que deve ser analisado do ponto de vista financeiro: US$ 23.400 para pessoas lerem um livro que – e eu acho que muitos concordarão comigo – não agrega muito à leitura?! Mas esse é o grande lance das bibliotecas: elas não fazem esse julgamento – e nem deveriam. Se faz parte do zeitgeist, tem que estar na biblioteca.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 23/10/2013

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

Uma boa notícia para os amantes dos livros eletrônicos. A Fliporto promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site http://www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em nove módulos, a oficina contará com aulas intensas e laboratórios para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui os temas, o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou Construindo uma biblioteca digital, e em 2010 lançou O livro na era digital. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Windows & Nokia: um novo player dos eBooks?


Nokia lança novos tablets e Windows prepara loja de revistas e e-books

O consumo de tablets continua desenfreado mundo afora. Nos Estados Unidos, por exemplo, é o aparelho que mais cresce entre leitores, segundo o relatório do grupo de estudos Pew. No Brasil, a previsão do International Data Corporation [IDC] é que em 2013 5,4 milhões de tablets sejam vendidos. Não é à toa então que a Nokia resolveu finalmente entrar na jogada. A empresa finlandesa seguiu a sua linha de smartphones Lumia e lançou hoje o tablet Lumia 2520 e os ‘phablets’ [entre o smartphone e o tablet] Lumia 1520 e 1620. Para o mercado de e-books, isso por significar a entrada de um novo player internacional. O sistema operacional dos novos aparelhos da Nokia são, assim como dos celulares, Windows. Coincidentemente ou não, a Microsoft declarou semana passada que está trabalhando em uma loja similar à da Apple, onde os leitores poderão comprar e-books diretamente de suas contas, sem passar por outros aplicativos, como Amazon, Kobo e Nook. Apesar de não terem entrado em detalhes, os engenheiros da Microsoft afirmaram em um bate papo com os internautas que esse tipo de serviço “está definitivamente no nosso radar, e estamos trabalhando nisso”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 22/10/2013

Lucha Libro | A batalha pela publicação


Na Lucha Libro, no Peru, em vez de anões lutadores mascarados e lutas corpo-a-corpo, são aspirantes a escritores que competem entre si em uma competição de contos, com a esperança de levar o grande prêmio: um contrato em uma editora. A ideia é genial. Cada escritor mascarado recebe 3 palavras que deve usar em sua história, em um computador ligado a uma tela grande, e tem apenas 5 minutos para escrever tudo. Quem ganhar no final tem 6 meses para terminar o livro, que será lançado na Feira do Livro de Lima, onde o escritor tirará a máscara e revelará sua identidade.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 22/10/2013

União Europeia debate imposto sobre eBook


A harmonização do imposto VAT [imposto sobre valor agregado] nos livros impressos e digitais será tema de debate essa semana no Conselho Europeu. Atualmente, uma diretiva da União Europeia impõe que a taxa do imposto VAT seja maior para e-books, apesar da França cobrar menos, 5,5%, e Luxemburgo [onde a Amazon, Kobo e Nook têm sede] cobrar 3%. Na maioria dos países europeus os livros impressos não são taxados, como no Reino Unido, ou é cobrada a menor taxa permitida.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 21/10/2013

15 truques para você usar [de verdade] seu Kindle


Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve [torçamos] será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado.

A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está [e permanecerá] em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físcos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.

Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais.

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você [secretamente, claro], já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.

Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia [sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos] criaria se ela fosse desenvolvedora.

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.

Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial [as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor] ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.

O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e [sim, é uma tristeza] será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador [e depois fechar todas as abas sem querer], favoritá-lo [e esquecer pra sempre], mandar pra você mesmo por e-mail [e nunca ler] ou usar uma ferramenta de curadoria de links [e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso]. É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.

Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.

Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.

A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.

Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo [no formato .mobi] e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.

Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.

Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo [só para entender o fenômeno, lógico] e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.

O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.

Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo [o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura], é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.

Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.

O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível [dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente].

No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.

Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.

Agora você não tem mais desculpa para não dar um jeito no seu Kindle. Se você conhece outros truques, compartilhe nos comentários!

Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

‘A indústria analisa a estratégia como se fosse Procter e Gamble. É Hermès’, diz Andrew Wylie


‘O Chacal’ critica a Amazon em entrevista ao New Republic

“O Chacal” não é o apelido de um terrorista interpretado por Bruce Willis no cinema, é a alcunha de um dos maiores [certamente o mais polêmico) agentes literários, Andrew Wylie. O agente americano chamou atenção em 2010 quando fechou um contrato com a Amazon para publicar livros eletrônicos de autores que ele representava [parece que não faz tanto tempo assim, mas em 2010 o boom dos e-books estava apenas começando). O projeto Odyssey Editions do agente deslanchou uma guerra contra as gigantes Random House e HarperCollins, que afirmavam ter os direitos das obras eletrônicas mesmo se os contratos não previam edições digitais, e foi apoiado pela Associação dos Autores de lá, que viu em Wylie o caminho para terem a mesma porcentagem de royalties no formato digital [por volta de 25%) que no impresso [cerca de 50%).

Apesar de já ter elogiado a Amazon – para Wylie era uma resposta ao modelo de grandes redes de livrarias que, segundo afirmou em 2010, não funcionam – três anos depois a admiração acabou para o Chacal. Em uma entrevista à New Republic, o agente mostra que mudou drasticamente de opinião em relação à Amazon [“Napoleão era um grande cara até ele começar a cruzar as fronteiras”) e critica duramente a varejista/editora: “Eu acredito que a Amazon possui um negócio editorial para que seu comportamento como distribuidor digital seja erroneamente interpretado pela Justiça americana e pela indústria editorial de uma forma que seja conveniente para os objetivos da Amazon”.

Além da crítica, Wylie mostra uma grande dose de desprezo pela Amazon Publishing, e é categórico ao afirmar que nunca [“a não ser que a Amazon sequestre um dos meus filhos, ameace jogá-lo da ponte e eu acreditar na ameaça”) vai vender um livro para a editora. No final do dia, segundo Wylie, “eles não conseguem colocar livros nas livrarias”. Leia a entrevista aqui.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 18/10/2013

As plataformas de autopublicação deveriam censurar livros condenáveis?


Uma investigação do site britânico The Kernel afirmou que “centenas de e-books que celebram sexo explícito, incesto e ‘sexo forçado’ com garotas jovens” estão disponíveis para venda na Amazon. Os e-books são vendidos como edições Kindle. A polêmica afetou a Kobo também que, em resposta, tirou todos os livros autopublicados do site. Mas qual é a responsabilidade da Amazon pelo o que é vendido em seu site? Jack Rivlin, do Telegraph, argumenta que o problema não é a existência dos livros, é o fato de que a Amazon está ganhando com isso.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 18/10/2013

Quase um quarto dos americanos possuem e-reader, mas tablets crescem mais rapidamente


O centro de pesquisa Pew publicou novos dados na última sexta-feira mostrando que 24% dos americanos adultos possuem um e-reader. Em novembro de 2012 esse número era de 19%. Nesse relatório o Pew fez pesquisa pelo celular com 6.224 mulheres americanas acima dos 16 anos. Das pessoas que possuem um e-reader, mulheres ainda são a maioria. Para ver o relatório, clique aqui.

Por Laura Hazard Owen | Paid Content | 18/10/2013