Celular já serve de caderno em sala de aula


Os alunos das escolas públicas da capital já começam a usar os celulares em sala de aula como se fossem cadernos

Na Emef [Escola Municipal de Educação Infantil] Antônio Duarte de Almeida, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, os alunos não apenas são autorizados a entrar com seus smartphones nas salas de aula, como são incentivados a utilizá-los como suporte de ensino. “A tecnologia serve à educação também. Tenho alunos que preferem anotar o que foi passado na lousa digitando no celular ou tablet. Outros preferem fotografar”, analisa o diretor, José Silveira.

Na instituição, além do laboratório didático com 21 computadores, os estudantes pesquisam o conteúdo simultaneamente à explicação do docente, tanto pelos seus telefones particulares, quanto pelos 14 tablets dados pela Prefeitura. “A gente presta mais atenção quando podemos aprender usando a internet”, diz Luana Isidora, de 16 anos, aluna do 8 ano.

Celular, não/ Mas o deputado estadual Rodrigo Moraes [PSC] teme que os dispositivos móveis se tornem uma “inconveniência”. “Imagine um professor trabalhando e celulares tocando? Nossos educadores não precisam sofrer com mais um problema”, argumenta.

Rodrigo é autor de um projeto de lei que proíbe o uso do telefone móvel nas escolas. Se tivesse feito uma breve pesquisa na internet, o parlamentar saberia que tal legislação já existe, tanto na esfera municipal como na estadual.

Com 14 anos de magistério, a docente de informática Ariane Cabrera teme pela segurança com a liberação dos aparelhos. “Já vi estudantes agendando briga. Mas isso não deve ser empecilho. Os professores têm de saber lidar com isso”, opina.

Caíque Silva, de 11 anos, concorda com Ariane e não quer saber de voltar ao modelo antigo. “Hoje tenho vontade de vir pra escola”, diz o aluno do 5 ano. se rende à tecnologia, mas leis municipal e estadual vão contra a medida.

Rede Bom Dia | 20/09/13