Fabricantes reagem à expansão digital


Com um número crescente de pessoas usando e-mails, pagando contas on-line e armazenando arquivos eletronicamente, o mercado de papel destinado para impressão vem caindo nos últimos dez anos e levando ao fechamento de fábricas. No exemplo mais recente, a International Paper informou esta semana que pretende fechar sua maior fábrica de papel nos Estados Unidos e transferir 1.100 empregados, citando justamente a queda na demanda por papel num mundo cada vez mais digital. A International Paper responde por cerca de 25% da capacidade de produção de papel não revestido dos EUA, atrás somente da Domtar Corp. Fechar a fábrica de Courtland deve reduzir a capacidade do setor em torno de 8%. As fabricantes Domtar, Georgia-Pacific e Boise anunciaram cortes na produção nos últimos dois anos. Enquanto isso, a demanda cresce no Brasil, China, Rússia e outros países em desenvolvimento, onde a International Paper vem aumentando sua capacidade. No Brasil, ela tem três unidades: duas fábricas de papel e celulose em São Paulo e uma de papel no Mato Grosso do Sul. A IP planeja dar baixas contábeis de US$ 675 milhões relativas ao fechamento da fábrica de Courtland até o fim de 2013 e em 2014.

Por Bob Tita, The Wall Street Journal | Valor Econômico | 13/09/2013