Ministério receberá propostas de aplicativos para tablets


O Ministério da Educação abriu inscrições até 21 de setembro para o recebimento de propostas de aplicativos educativos para tablets, que tenham por objetivo enriquecer o currículo dos alunos, bem como contribuir para a formação continuada dos professores.

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da União, o aplicativo deve ser totalmente gratuito para o usuário, funcionar no sistema operacional Android 4.0 e ficar hospedado na loja virtual Google Play. Os aplicativos inscritos devem estar redigidos em língua portuguesa, ou traduzidos para o português do Brasil. Também serão aceitos aplicativos educativos nos idiomas inglês e espanhol, desde que sejam aplicativos de cursos dos respectivos idiomas.

Os aplicativos podem ser desenvolvidos para quatro áreas diferentes. A primeira delas é de enriquecimento curricular, voltada para as diferentes etapas da educação básica. Há também duas áreas voltadas para a capacitação dos professores e por fim, uma área para desenvolver aplicativos acessíveis para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades-superdotação.

Em 23 de setembro, haverá a instalação de um comitê técnico, que avaliará as propostas inscritas. A homologação dos resultados será publicado no DOU em 22 de novembro. O prazo para recursos vai de 25 de novembro a 2 de dezembro. Os resultados finais sairão em 10 de dezembro.

Experiência – O professor Rony Claudio de Oliveira Freitas, do Instituto Federal do Espírito Santo, desenvolveu um aplicativo de matemática baseado no Material Dourado, criado pela educadora italiana Maria Montessori, utilizado para ensinar conceitos de número e operações aritméticas nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

Segundo ele, a intenção é transformar o processo de aprendizagem de matemática em algo interativo e lúdico. Rony explica que o professor pode utilizar o aplicativo como forma complementar ao que já realiza em sala de aula com os materiais tradicionais. Ele pretende também criar um software para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento da atividade nesse aplicativo, fornecendo dados sobre o desempenho dos alunos, o tempo gasto, e a trajetória de resolução.

A criação do aplicativo é fruto da continuação da pesquisa de mestrado do professor Rony, intitulada Um Ambiente para Operações Virtuais com o Material Dourado. A pesquisa de mestrado resultou em um software. Em 2012, o docente participou de um edital de incentivo a projetos de pesquisa do campus Vitória do Instituto Federal do Espírito Santo, em que foi contemplado e recebeu apoio financeiro para o projeto Um aplicativo para Android como potencializador da aprendizagem de conceitos de número e operações aritméticas. A parte técnica do aplicativo foi desenvolvida por José Alexandre Macedo, estudante do mestrado em Informática da Universidade Federal do Espírito Santo [Ufes]. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado no Google Play.

Assessoria de Comunicação Social | Sexta-feira, 13 de setembro de 2013, às 17:58 | Com informações da assessoria de comunicação social do Instituto Federal do Espírito Santo

Fabricantes reagem à expansão digital


Com um número crescente de pessoas usando e-mails, pagando contas on-line e armazenando arquivos eletronicamente, o mercado de papel destinado para impressão vem caindo nos últimos dez anos e levando ao fechamento de fábricas. No exemplo mais recente, a International Paper informou esta semana que pretende fechar sua maior fábrica de papel nos Estados Unidos e transferir 1.100 empregados, citando justamente a queda na demanda por papel num mundo cada vez mais digital. A International Paper responde por cerca de 25% da capacidade de produção de papel não revestido dos EUA, atrás somente da Domtar Corp. Fechar a fábrica de Courtland deve reduzir a capacidade do setor em torno de 8%. As fabricantes Domtar, Georgia-Pacific e Boise anunciaram cortes na produção nos últimos dois anos. Enquanto isso, a demanda cresce no Brasil, China, Rússia e outros países em desenvolvimento, onde a International Paper vem aumentando sua capacidade. No Brasil, ela tem três unidades: duas fábricas de papel e celulose em São Paulo e uma de papel no Mato Grosso do Sul. A IP planeja dar baixas contábeis de US$ 675 milhões relativas ao fechamento da fábrica de Courtland até o fim de 2013 e em 2014.

Por Bob Tita, The Wall Street Journal | Valor Econômico | 13/09/2013