Na Bienal, Zeca Camargo ri de seu envelhecimento e lança eBook


Com uma proposta diferenciada no formato, sem uma edição tradicional em papel, o apresentador e jornalista Zeca Camargo fez nesta sexta-feira (6), na Bienal do Livro do Rio, a divulgação de seu sexto livro, desta vez o autobiográfico “50, Eu?”, em que narra através das partes do próprio corpo o que significa para o físico e para o psicológico ultrapassar o meio século de vida.

O livro digital, lançado pela e-galaxia, expõe um Zeca autocrítico, que buscou não se resguardar ao admitir os efeitos da passagem do tempo. A saída para as passagens mais constrangedoras, segundo ele, é apelar para o humor.

Nada ali tá enfeitado, tá bonitinho. Pesei para a crítica na maioria das vezes, como defesa. Se eu não falar o que está acontecendo, as pessoas me veem na rua, eu apareço na TV delas. Eu prefiro não correr o risco de alguém vir e falar: no livro, ele não contou tudo.

POR ADRIANO BARCELOS | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO | 06/09/2013, às 21h51

Congresso do Livro Digital e Feira do Livro Didático no Colégio Santa Cruz


O Congresso do Livro Digital e Feira do Livro Didático no Colégio Santa Cruz de São Paulo, será realizado no sábado, 21 de setembro próximo.

Evento aberto ao público, possibilita que o colégio colabore com a discussão sobre os rumos da educação na era digital.

No Congresso, especialistas e profissionais da transição do material didático analógico para o digital, debaterão sobre as tendências deste tema e produzirão uma arena onde todos os envolvidos na cadeia de negócios do livro possam conversar diretamente entre si.

Alguns dos palestrantes como Marcelo Tas, Silvio Meira e Sergio Herz apresentaram recentemente seus trabalhos no 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, com muito sucesso e retomarão os temas no ColégioSanta Cruz.

Já a Feira mostrará a abrangência da produção de conteúdo didático, do impresso ao digital, privilegiando toda publicação didática, desde os sistemas de ensino, passando pelos livros impressos, pelas empresas de desenvolvimento de conteúdo didático digital e pelos os ambientes e plataformas de ensino virtual.

Para ficar por dentro da programação e conhecer mais sobre o evento, acesse o site: http://www.feiradolivrodigital.com.br.

A próxima revolução do eBook?


Será que as plataformas de assinatura de e-books são a próxima grande jogada? Duas foram lançadas na última semana: eReatah e Oyster. A primeira está mais para “clube de leitura com o livro do mês” e um preço relativamente alto; a segunda segue mais o modelo do Spotify e Netflix. As duas fecharam parceria com uma das maiores editoras nos EUA e criaram muito bafafá. Mas a questão, como sempre, continua sendo: será que consumidores comprarão? Para a maioria dos leitores, que leem apenas alguns livros por ano, esses serviços podem vir a ser muito caros e não fazer muito sentido.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 06/09/2013

Aplicativo para iPhone oferece leitura de 100 mil livros com assinatura mensal


O aplicativo Oyster

O aplicativo Oyster

Um aplicativo chamado Oyster chegou nesta semana à App Store. Com uma assinatura de US$ 9,95 ao mês, o serviço oferece 100 mil livros para leitura. O programa funciona como uma biblioteca virtual nos moldes da Netflix, que faz isso com filme e série.

Criado em apenas um ano, o serviço oferece títulos das editoras HarperCollins, Houghton Mifflin Harcout, Workman e da gigante Smashwords. O uso é simples: basta pesquisar o livro que você busca, selecioná-lo e abri-lo. O Oyster pode ser configurado para compartilhar o que você está lendo e há sugestões de leituras baseadas no seu interesse, como acontece também com o Netflix.

Atualmente, as pessoas compram livros da mesma forma que compram lâmpadas, liquidificadores e facas de cozinha”, afirma a equipe da empresa em seu blog oficial. “O processo de encontrar o seu próximo livro é muito diferente do de comprar uma faca, e deve ser tratado dessa forma.

Nos testes do CanalTech, foi possível baixar o aplicativo usando uma conta Apple americana, no entanto, os livros estão disponíveis apenas em inglês. O Oyster ainda não tem uma versão para iPad, mas ela deve ser lançada em breve.

Os fundadores do Oyster. Eric Stromberg, Andrew Brown e Willem Van Lancker não quiseram revelar como a empresa paga as editoras pela disponibilização dos conteúdos. Por exemplo, o Netflix paga uma licença de uso, enquanto o serviço de música por streaming Spotify, que ainda não funciona no Brasil, paga os autores cada vez que uma faixa é tocada.

O lançamento do serviço é um reflexo do crescimento mundial do mercado de eBooks, devido ao lançamento de plataformas como Kindle e iPad. Segundo o jornal Washintong Post, o total de vendas de livros digitais chegou a US$ 3 bilhões em 2012. Com disso, no ano passado, esse setor teve um crescimento recorde de 134%.

A Forbes acredita que em breve as lojas que vendem livros digitais, como Amazon, iTunes Store e Google Play, irão adotar o modelo de assinatura mensal, em vez de vender produtos individualmente. Stromberg diz que isso está “fora de suas mãos”, mas enquanto as gigantes comercializam diversos conteúdos, Van Lancker indica o que parece ser sua vantagem nesse mercado: “Nosso foco é nos livros, nos dedicamos exclusivamente a eles“, afirma.

Stromberg diz ainda que optou pela plataforma móvel por que o smartphone está sempre com você. “Adoraríamos ver um mundo que quando você está 20 minutos adiantado para um café ou quando você está no metrô você encontra um ótimo livro e começa a lê-lo”, declarou.

Para abrir o negócio, a startup de Nova York arrecadou um investimento total de US$ 3 milhões no Founders Fund.

Canal Tech | 06/09/13

Mesmo crescendo, eBook não chega a 1% do faturamento


O mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no Brasil. É o que aponta a pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro [CBL]. A diretora da CBL, Susanna Florissi, garante que o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.

Tem vários formatos, uns são mais simples, como o próprio PDF, que muitos profissionais não consideram como livro digital mas eu considero, temos o ePub, e existem também livros digitais muito mais elaborados, que são mais caros de serem produzidos, como os livros interativos, que tem som, movimento, vídeo no livro”.

O PDF é um formato mais “duro”, sem adequação, por exemplo, do tamanho da letra, mas é de fácil acesso e compatível com praticamente todos os computadores, tablets e smartphones. O ePub é a plataforma mais popular para eBooks, é estático e oferece adequação do tamanho da letra. Já os aplicativos são produtos desenvolvidos para ter mais interatividade e possibilidades, como movimento, áudio e vídeo.

Susanna ressalta que, no Brasil, o setor ainda está no início do desenvolvimento, mas o mundo inteiro está se acostumando a esse modelo de negócios. “Todos estão tentando ver que custo vai ter o livro de fato, qual o preço que o livro deve ser vendido, estamos todos nessa busca”.

De acordo com a pesquisa da CBL, 68% das editoras comercializam livros digitais, sendo que 59% ainda estão inseguras quanto ao formato a ser utilizado. Do total que respondeu a pergunta, 58,7% usam plataformas dos canais de venda e 52,4% usam distribuidoras digitais. A maioria, 70%, vendem o arquivo com DRM, um tipo de bloqueio que não permite que sejam feitas cópias.

Quanto ao faturamento, 54% disseram que a venda de livro digital não chega a 1% do total e 10,53% responderam que está acima de 50%. Para Suzanna, é uma questão de tempo e investimento para o mundo da leitura se fundir com o virtual. “Não que o livro impresso vá desaparecer, mas simplesmente o livro digital é um complemento, principalmente o livro didático”, diz.

Com o passar do tempo vamos ter mais possibilidade de todo mundo entender o que é o livro digital, até por isso o nosso esforço com o Congresso, trazer pessoas de fora. Desde que a gente passou a mandar os livros para a gráfica não mais em filme, não mais em fotolito, mas sim em PDF, a gente tem o livro digital. Agora, sempre que eu começo a escrever um livro, não penso mais só naquilo que via no PDF, penso naquilo que vai também para o aplicativo, para uma nuvem onde eu tenho interatividade, então já é uma nova forma de escrever e de se publicar”.

De acordo com Suzanna, grandes corporações como Apple Store e Google Play são os principais meios de venda do livro digital. Com um estande na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o gerente de Parceiras do Google Brasil, Newton Neto, explica que o momento é de difundir o livro digital para popularizar cada vez mais a plataforma.

Info Exame | 06/09/13

Emprestando eBooks


De novo a Bienal do Livro foi palco de uma boa conversa, com convidados internacionais, sobre bibliotecas na era virtual. E bibliotecas digitais que emprestem eBooks. Há quem aposte que um bom modelo de negócios na área se viabilize em dois ou três anos. Mas já há muita gente de olho no assunto. É só uma questão de tempo.

Principalmente canadenses, americanos e alemães, mas também os franceses, começaram a sondar mais de perto grupos editoriais, distribuidores e startups nacionais de olho no mercado de distribuição de livros digitais. Todos apostam que, a seguir a tendência mundial, ele deve quintuplicar em pouco tempo. Todo mundo fala com quase todo mundo. Mas nesse baile não é tão simples assim achar um bom par.

Galeno Amorim