Versão em português de site da saga “Harry Potter” estreia nesta madrugada


A versão em português do Pottermore, site com conteúdo exclusivo da saga “Harry Potter“], de J.K. Rowling, entra no ar à 0h desta quarta [21].

Anunciado em junho de 2011 e aberto para o público geral no primeiro semestre de 2012, o Pottermore inclui, além das versões digitais do livro, conteúdos exclusivos como detalhes do processo criativo da autora e espaço para usuários reescreverem as tramas da série.

E-books e audiolivros da série, na tradução de Lia Wyler, estarão à venda também pelosite da Livraria Saraiva, parceira do projeto no Brasil.

Os livros digitais custarão US$ 7,99 cada [R$ 19], ou US$ 57,54 [R$ 138] na coleção completa, com os sete títulos, e os audiolivros, US$ 29,99 [R$ 71] cada um. Os preços na Saraiva estarão em reais, mas sujeitos à variação cambial, já que a finalização da compra será realizada no Pottermore original, com preços em dólar.

O ator Daniel Radcliffe com coruja durante as filmagens de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", inspirado na série

O ator Daniel Radcliffe com coruja durante as filmagens de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, inspirado na série

Além dos sete livros originais da série, estarão disponíveis também “Animais Fantásticos & Onde Habitam”, “Quadribol Através dos Séculos” e “Os Contos de Beedle, o Bardo”.

Os e-books de “Harry Potter” estavam disponíveis até agora em inglês, francês, espanhol, italiano, japonês e alemão. Embora a tradução para o português seja de Lia Wyler, a mesma usada pela Rocco nos livros impressos, a editora não está relacionada ao projeto.

POR RAQUEL COZER | PUBLICADO ORIGINALMENTE EM FOLHA DE S.PAULO | 20/08/2013, às 19h01

6º Colóquio de Bibliotecas Digitais será em setembro


Evento ocorrerá no dia 05 de setembro no Sesc Vila Mariana

No dia 05/09 o Sesc Vila Mariana [Rua Pelotas, 141, São Paulo] será palco do 6º Colóquio de Bibliotecas Digitais França  – Alemanha. O evento abordará temas como a estratégia documentária digital da Biblioteca nacional da França, a BnF, o empréstimo digital, a Biblioteca Pública de Munique como instituição em espaços físicos e digitais, as bibliotecas digitais da Universidade de São Paulo, e uma biblioteca digital inovadora a serviço da diplomacia cultural francesa. A programação terá início às 8h e segue até às 18h. A entrada é franca. As inscrições antecipadas podem ser feitas pelo telefone 11 3296-7051 ou através do e-mailbiblioteca@saopaulo.goethe.org.

PublishNews | 21/08/2013

Google e o caso do sumiço dos eBooks


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 21/08/2013

Um ano após o lançamento do Kindle, a Amazon teve seu primeiro escândalo de e-books. Sem aviso prévio algum, a empresa deletou cópias do livro 1984 dos aparelhos Kindle, reiterando de certa forma a visão distópica do futuro de George Orwell.
Quatro anos depois, o Google se encontra envolvido em um escândalo similar. Um blogueiro de tecnologia conhecido viu sua biblioteca inteira de 40 e-books ser apagada e se tornar inacessível após o aplicativo Google Play Books fazer uma atualização automática.
Dado que os contratos de publicação de e-books são quase idênticos aos dos livros tradicionais, nenhum desses dois casos deveria nos surpreender. No caso da Amazon, uma editora não autorizada conseguiu colocar o título de George Orwell à venda. Em todo caso, a maneira como a Amazon tirou o conteúdo sem avisar foi sem dúvida um caso de atendimento ao cliente bagunçado. Já o caso do Google não é tão simples e merece uma discussão aprofundada.
O que aconteceu foi que o aparelho estava em uma localização ainda sem suporte da Google Play Books (Cingapura). Quando o aparelho tentou refazer o download, o Digital Rights Management (DRM) interpretou que ele estava tentando fazer download ilegal de conteúdo em uma região não coberta e impediu o acesso. O que nos traz a pergunta – em um mundo de conteúdo digital, o que são regiões? É a região onde o consumidor compra o conteúdo? Ou a região onde seu cartão de crédito está registrado? Ou a nacionalidade do aparelho? Qualquer que seja a definição, provavelmente alguém sairá insatisfeito.
Talvez esteja na hora dos editores questionarem a definição tradicional de direitos por regiões como um todo. Senão teremos o Big Brother queimando digitalmente nossos e-books.
Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 21/08/2013

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Sete princípios de marketing para livros digitais


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 21/08/2013 | Tradução: Marcelo Barbão

Os tempos estão mudando no mercado editorial e as editoras sabem disso. Quase toda editora reconhece que seu valor para os autores depende da capacidade de fazer um marketing eficiente em escala. Hoje em dia isso significa marketing digital, “impulsionado por dados” e que muda o tempo todo. Há dez anos, muitos dos componentes mais importantes do marketing digital para os livros hoje – Twitter, Facebook, Goodreads – não existiam ainda.

Editoras não podem enfrentar este desafio do marketing digital simplesmente gastando mais porque as escolhas no marketing digital são infinitas. Elas precisam saber o que fazem. Ou seja, precisam ser espertas sobre algo para o qual há pouca sabedoria estabelecida e quase nenhuma experiência dentro das editoras.

Durante uma boa parte do ano passado, estive estudando o marketing digital para livros do homem que chamo de O Mestre. É Peter McCarthy. Pete começou sua carreira trabalhando quase 3 anos no The Reader’s Catalog, New York Review of Books e na família de publicações da Granta. Depois Pete passou seis anos na Penguin nos primeiros dias digitais ajudando a montar um sistema DAM e a publicar e-books pela primeira vez, seguido de seis anos na Random House com os primeiros esforços de marketing digital.

Peter afirmou várias vezes que muito do que ele sabe, faz e está me ensinando já é bem entendido no mundo moderno do branding e do marketing. As diferenças entre psicografia, demografia e comportamento, e sua importância no marketing, eram algo novo para mim, mas são coisas corriqueiras para pessoas que vendem Pepsi ou carros Toyota. Pete realmente inventou algo novo no mercado editorial. Ele procurou produtos comparáveis mas que não fossem outros livros, em outros mercados, ou seja produtos parecidos mas que não são exatamente iguais. As técnicas que Pete emprega para encontrar as audiências para um livro são ferramentas padronizadas no mercado consumidor fora do mundo editorial.

Mas isto não significa que as editoras podem simplesmente contratar grandes agências digitais para ajudá-las. Não vai funcionar. Porque enquanto o mercado editorial consegue usar técnicas que marqueteiros sofisticados estão usando para vender outros produtos em outros lugares, o mundo mais complexo dos livros é bem mais complicado. E os orçamentos de marketing para um título que raramente chega a cinco dígitos, geralmente estão em 3.

As grandes agências na verdade não têm ideia de como lidar com milhares de produtos altamente diferenciados mas que, ao mesmo tempo, têm alguma interconexão entre eles, mas no geral não estão relacionados. E isso faz com que percam valor de duas formas:

1. Elas não têm técnicas para aplicar otimização massiva através de centenas ou milhares de “produtos” muito diferenciados, porque o trabalho que fazem não exige isto;

2. Elas não têm a capacidade que as grandes editoras precisam para realizar centenas (ou talvez até milhares) de campanhas ao mesmo tempo com “orçamentos” em tempo real (ou decisões de momento).

Então as grandes agências não saberiam como lidar com uma editora. A granularidade iria frustrá-las e elas cobrariam em cada ISBN  um valor muito alto.

Isso deixa a maioria das editoras abandonadas, com provedores de serviço dando alguma assistência por título (você pode contratar alguém para tuitar pelo autor), mas com as editoras tendo que descobrir como usar o máximo a presença social e digital de um autor para elevar as vendas. E não é realmente surpreendente que Pete McCarthy, tendo a oportunidade de responder ao desafio de marketing entre milhares de títulos e autores, com centenas de gêneros, tópicos e edições, tenha descoberto muitas coisas que as editoras não percebem.

Pete articulou muitos princípios que fazem muito sentido, até para alguém que não conhecia nada de demografia e psicografia.

1. O menu de marketing digital contém um número quase infinito de itens. Isto leva a uma tremenda quantidade de esforços perdidos tentando coisas que um pouco de pesquisa teria indicado que não ia nunca funcionar.

2. A chave para conseguir vendas é colocar a mensagem correta à frente da pessoa correta no momento correto. Pesquisar encontra a pessoa correta; testar encontra a mensagem correta e o momento correto.

3. As várias ferramentas permitem que você entenda o perfil dos “seguidores” de um livro ou autor no Facebook, Twitter ou Linkedin e isso vai permitir que você entenda, para cada um deles, que tipo de seguidor possuem. Esta é uma pesquisa crítica a ser feita antes de investir esforço e tempo em marketing.

4. Outro elemento chave de pesquisa é escolher com cuidado sua nomenclatura. Ferramentas também podem contar como várias palavras e termos comuns estão em pesquisas feitas no Google, Amazon e outros sites. Isto pode informar as melhores escolhas para metadata, claro, mas também poderia afetar o título de um livro.

Entender as conexões digitais do livro e do autor, e a linguagem correta para descrever o livro que você está vendendo são elementos “fundacionais”; tudo flui a partir deles.

5. Todo o conceito de “criar um orçamento” de marketing precisa ser repensado. Enquanto a armadilha ou perigo no marketing digital é seu infinito número de possibilidades, a oportunidade é que os resultados dos esforços sejam visíveis e mensuráveis. Então tudo que é tentado deveria ser medido e avaliado, continuado se estiver funcionando e alterado ou eliminado, se não estiver.

Esta realidade colide com as práticas históricas e as realidades comerciais das editoras, especialmente as grandes editoras. Editores, que precisam contratar livros e manter agentes e autores felizes, querem contar a estes quais serão os orçamentos e esforços de marketing. Independente do sucesso comercial do livro, agentes e autores não querem ouvir que o gasto de marketing foi cancelado porque os esforços não estavam acrescentando valor. Mas uma editora não pode simplesmente aumentar o orçamento quando algo está funcionando ou não cancelar tudo quando não está, ou vão falir.

6. Todo o conceito de “tempo” também precisa ser repensado, tanto “tempo no relógio” (trabalho que as pessoas fazem) e “tempo no calendário” – não só por quanto tempo os programas são mantidos (como acima), mas também quando eles acontecem em relação ao ciclo de vida do livro. Na era digital, o fato de livros estarem bem representados nas livrarias não determina necessariamente como eles vão vender, por isso faz sentido divulgar um livro do catálogo que pode estar mal distribuído, mas cujo timing é perfeito (“o calendário”). E há cinco ou dez anos, livros que não estavam nas livrarias não ganhariam nenhum esforço de marketing. Também é verdade que os custos externos de marketing digital podem ser muito baixos, mas uma campanha poderia consumir muito tempo interno (“o relógio”) com criação, design e postagem.

7. A chave para um marketing digital bem-sucedido é fazer a pesquisa que encontra as mensagens e os alvos corretos, testar as mensagens para os alvos procurando um resultado definido, medir o impacto e depois ajustar a mensagem e o alvo. Pete chama isso de “enxaguar e repetir”. O objetivo é encontrar ações replicáveis que fornecem resultados com um retorno sobre investimento que pode ser continuado até seu fim.

Com a ajuda de Peter McCarthy e em conjunto com Digital Book World, Cader e minhas Publishers Launch Conferences organizaram uma Modern Book Marketing Conference para estabelecer os princípios básicos do marketing digital para editoras. (Assim todos nós podemos aprender de Pete McCarthy.)

Depois que Pete abrir o dia apresentando o básico de suas ideias, teremos um painel de top estrategistas do mercado – Rick Joyce da Perseus, Angela Tribelli da HarperCollins, Matt Litts do Smithsonian e Jeff Dodes da St. Martin’s Press – falando sobre como eles aplicam o marketing digital em suas empresas. Depois Murray Izenwasser da Biztegra, uma empresa de marketing digital, vai esclarecer os princípios básicos de uso da demografia, psicografia e dados comportamentais dos consumidores antes que Susie Sizoler da Penguin discorra como as editoras podem construir importantes bases de dado de clientes e leitores. Os especialistas em marketing Matt Schwartz da Random House, Rachel Chou da Open Road Integrated Media e Brad Thomas Parsons da Houghton Mifflin Harcourt vão contar como promovem, incluindo uma rodada de comentários sobre como e quando usam as ferramentas e sites mais importantes: página de autor da Amazon, Facebook, Goodreads e muitas outras.

Vamos ter uma rodada de reuniões individuais rápidas, assim os participantes podem se encontrar com os patrocinadores principais e os especialistas em pequenos grupos e conseguir que suas perguntas individuais sejam respondidas. E vamos concluir o dia com Erica Curtis da Random House sobre as práticas recomendadas para medir e analisar seu ROI (retorno sobre investimento) no marketing e dois painéis. O primeiro, sobre “como o marketing digital muda o orçamento e o timing”, vai apresentar cases de Sourcebooks, Running Press e pelo menos uma outra editora. O segundo sobre a nova colaboração exigida entre autores e marqueteiros, vai apresentar a agente Laura Dail, além da consultora de marketing Penny Sansevieri, Miriam Parker da Hachette e um editor que ainda será escolhido.

Esta Marketing Conference acontecerá junto com nossa Publishing Services Expo, que eu já descrevi em um post anterior e os participantes da Marketing Conference são bem-vindos para participar da Expo também. Entre os painéis, os patrocinadores e muitos dos conferencistas dos dois eventos estarão disponíveis para as audiências dos dois eventos.

Um “anúncio” antecipado: Pete McCarthy e eu estamos montando uma agência de marketing digital para usar o conhecimento dele para ajudar editoras, autores e agentes. Vamos revelar mais detalhes, incluindo nossos trabalhos iniciais, nas próximas semanas.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 21/08/2013 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Barnes & Noble registra prejuízo de US$ 87 milhões no primeiro trimestre


Rede continuará investindo em tablets

Barnes & NobleA Barnes & Noble continua mandando sinais incertos sobre seu futuro. Como notou a jornalista Laura Hazard Owen: “É melhor ignorar todos os planos que a empresa vinha anunciando nos últimos meses”.

A divisão do Nook registrou queda de 20% no primeiro trimestre fiscal do ano. Apesar das constantes perdas com o aparelho (um analista comentou na matéria de Owen que pelos seus cálculos US$ 1,5 bilhão já foi investido no Nook desde a concepção do produto), que resultaram inclusive na saída do CEO William Lynch em julho, a rede americana não vai interromper a produção do tablet – pelo contrário, planeja lançar um novo aparelho no segundo semestre de 2013, em tempo para o Natal.

A separação do varejo e a divisão do Nook também foi abortada. Os rumores da compra da divisão do Nook pela Microsoft não vingaram e, por último, o presidente Leonard Riggio desistiu dos planos de comprar a parte de varejo da companhia, como havia anunciado após a saída de Lynch.

A cereja do bolo são os péssimos resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal do ano. A rede aumentou ainda mais o prejuízo, registrando uma perda de US$ 87 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro dos US$ 40 milhões de prejuízo do mesmo período no ano anterior. As vendas das lojas caíram 7,2% no trimestre, que foi atribuído à contínua queda das vendas do Nook, e um catálogo não tão forte quanto o do ano anterior, com megasellers como Cinquenta Tons e Jogos Vorazes. Com investidores perplexos e planos incertos, B&N deveria ouvir os conselhos do Greg, nosso e-Gringo.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 21/08/2013