A questão da precificação dos livros digitais


Por Ednei Procópio

Ednei Procópio

Ednei Procópio

Todos os livros, absolutamente todos, para registrar e circular informação e conhecimento, necessitam de um hardware. Nem que seja hardwares em formato de tabletes de argilas, e-readers, papiro, parede de cavernas, telas de smartohpnes, tablets, papel impresso ou até bambu.

O mercado editorial tradicional, sem o qual o artefato livro não existiria como produto de consumo em massa, convencionou explorar comercialmente livros que são impressos em folhas de papel. Para se registrar e compartilhar informações e conhecimento utilizando livros em papel, se faz necessária a utilização de diversas páginas aonde os textos são impressos. Deste modo, por exemplo, para um texto de aproximadamente 140 mil caracteres com os espaços, são necessárias cerca de aproximadamente 100 páginas ou folhas impressas.

Pelas contas do mercado editorial, convencional, se a gente quiser circular, por exemplo, um livro de 100 páginas para cerca de 10 mil leitores, temos que multiplicar as 100 páginas impressas pelos 10 mil.

Parece óbvio, não? Mas é com esta conta básica que o mercado editorial convencional pagou durante décadas cada profissional envolvido com a manufatura dos livros. E é sobre esta conta básica que está ancorado todo o mercado editorial convencional que hoje ainda explora comercialmente as cópias das obras, de onde temos o modelo de copyright [direito de cópia] como premissa básica.

Se pudéssemos criar uma equação, ela seria mais ou menos esta:

Número de páginas X [multiplicado pela] tiragem de exemplares X [multiplicado pelo] preço de capa do livro = [que seria responsável por toda] a base de sustentação de todo um mercado

Agora vamos para os livros digitais

Com uma única tela touch, com uma única écran, com uma única folha e-ink [traduzido para o português como papel eletrônico], é possível permitir ao leitor que se ‘imprima” milhares de páginas, infinitamente, delimitando-se apenas pelos recursos de memória e energia. Ou seja, no caso de livros que se utilizam do hardware eletrônico para serem consumidos, o limite está ou na memória da máquina [basada na Lei de Moore] ou nos limites da energia [infelizmente ainda não suplantada pela tenologia atual].

E se pudéssemos criar uma equação para um novo modelo de negócios para os livros digitais, ela seria mais ou menos esta:

Número de títulos que podem ser infinitamente ‘impressos’ e apagados nas telas de um hardware comprado pelo próprio leitor X [vezes] a tiragem de exemplares digitais vendidos ou baixados ilegalmente X preço de capa do livro = a base de sustentação de todo um mercado novo

A diferença básica entre os dois modelos é que ao invés de se multiplicar o hardware, que era o caso do livro em papel, agora basta multiplicar o software [o arquivo do livro]. E, naturalmente, o custo para se duplicar os arquivos dos livros digitais é igual a zero. Basta clicar no comando COPY, e depois acionar o comando PASTE. O custo para se duplicar as folhas dos livros impresso, embora os custos tendenciarem a reduzir-se, continuam existindo. Para sempre até que os livros parem de ser impressos se a conta não bater mais.

Quantos hardwares são necessários para se ler todos os eBooks do mundo

O erro do mercado editorial, aquele convencional, continua sendo a base de multiplicação dos eBooks como se estes fossem livros impressos. A conta para demonstrar o abismo entre os dois modelos está baseado no fato de que se o preço de capa do livro se reduz na versão digital, automaticamente se reduz também o ganho para toda uma cadeia produtiva. E é aqui que reside o maior perigo. Se as coisas continuarem como estão, nem a necessidade de entidades de classe farão mais sentido, tal a performance de novas comunidades, chamadas pelo mestre Don Tapscott de peerings, que surgem para equalizar o tema de um novo modo.

Vamos a um exemplo bem claro do porque as editoras tentam manter os preços de capas mais ou menos igualitários:

De acordo com seu relatório ‘Entendendo o consumidor de e-book’ de julho, a Nielsen estima que ano que vem as vendas de ficção chegarão a 47 milhões de unidades, umas 300.000 à frente dos livros de bolso, e representarão 48% do total de vendas de ficção. Contudo, como o preço médio de um e-book é menos de 3 libras, comparado a 5,5 libras do livro de bolso, o valor das vendas de e-book em 2014 alcançarão apenas 32% do total de ficção.

Segundo a Nielsen, uma menor receita da venda de e-books não é a única preocupação para editoras. Receitas de vendas de livros impressos estão caindo também. ‘Estamos prevendo que o valor total do mercado de ficção cairá 16% este ano, e mais 4% em 2014’, afirma o relatório.” [Digital fiction to overtake paperbacks in 2014, says Nielsen, by Philip Jones, The Bookseller].

Mesmo forçando a barra para manter os mesmos percentuais para cada agente da cadeia, da velha cadeia, com um custo menor no preço de capa do livro, o livreiro ganha menos, a distribuidora ganha menos, a editora ganha menos e o autor ganha menos. E esta é a razão de alguns players quererem ser tudo ao mesmo tempo: livreiro, distribuidor, canal de venda direta, varejista. Eu diria que alguns players querem ser não só ser a editora, mas também até os próprios consumidores. E isto está ocorrendo porque as contas não estão batendo.

A equação é simples: o leitor quer pagar menos

O mercado editorial poderia, ao invés de perder tanto tempo tentando convencer-se do contrário, ter acostumado o leitor consumidor a dar um pouco mais de valor nas versões digitais. Durante o que eu chamo de a década perdida, de 2001 a 2011, no entanto, o mercado editorial convencional deixou para a free culture [a cultura do grátis] o papel de ensinar aos consumidores o valor dos downloads. Eu estive por lá quando criei meu primeiro projeto com os eBooks, a eBookCult, e o consenso da classe era generalizado, o que importava era o cheiro do papel.

Mas eu avisava, não seria o cheiro do papel que prenderia os leitores ao suporte papel. É por esta razão que o mercado editorial, convencional, tem se esforçado para manter o preço de capa dos eBooks equivalentes as versões impressas. O mercado editorial convencional está tentando ganhar tempo com o futuro devastador que se horizonta a sua frente. Pois chegará sim o dia em que os eBooks terão mais consumo e audiência que os livros impressos.

Leve o tempo que levar, e não estou aqui defendo a máquina que durante décadas foi responsável pela cultura capitalista ao redor do livro, mas, uma maneira de tentar proteger o mercado editorial, convencional, incluindo em primeira instâncias os livreiros e, depois disso, as editoras, é instaurando o preço único do livro. Não há outra saída, mas penso ao mesmo tempo que isto seria quase que impossível frente a constatação de que o mercado, ao invés de criar uma agenda para todo o setor, se fecha em feudos na tentativa de apostar quem morrerá por último.

Se o livre mercado continuar com a sua lógica mercantilista de apenas tentar a todo o custo debater-se frente a uma realidade inexorável dos micro pagamentos, o futuro do mercado editorial, convencional, será a morte. Ela é eminente, quem é editor, livreiro e autor sente isto na pele, todos os dias. Um novo mercado editorial nascerá com um novo modelo que suporte desde a cultura do grátis, passando pela cultura do compartilhamento ilegal, daqueles micro-pagamentos que ganharam consumidores com a explosão dos aplicativos com preços abaixo de um dólar, e com a falta generalizada de uma regulamentação deste setor.

Mas do que é que estamos falando?

Não que eu saísse em defesa, é apenas a visão de quem pensa o sistema de dentro para fora, e o inverso. Sem uma regulamentação mínima, urgente, o mercado editorial irá avançar em seu colapso. O mercado editorial não irá suportar os preços de capa que vinha mantendo com as versões impressas. Não conseguirá manter os mesmos percentuais divido para a cadeia produtiva. Não conseguirá manter audiência e consumo frente a concorrência de aplicativos e games, mais interativos e interessantes para milhares de usuários das mídias digitais. Enfim, não conseguirá se manter frente a um novo mundo cheio de oportunidades e desafios ao mesmo tempo.

O que o mercado editorial, convencional, necessita imediatamente é de uma pauta, uma agenda, unificada, transparente e compartilhada. Sem isto, qualquer questão, incluindo esta da precificação dos livros digitais continuará sendo tratada como mais um equívoco para tentar salvar o mercado de sua próprio causa mortis, pois vender eBooks ao mesmo preço e até mais caro que as suas versões impressas é basicamente isso: um suicídio.

Por Ednei Procópio

Preços de eBooks no Brasil


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2013

Há alguns dias fiz uma pesquisa de preços para comprar um livro que me interessava. Queria ler The Financial Lives of the Poets, de Jess Walter. Sabia que havia uma tradução e resolvi verificar se leria o livro em inglês ou na tradução, e se havia disponibilidade dessa tradução em e-book, fosse no formato ePub ou Kindle.

Havia. A Benvirá, editora no Brasil, vendia [exclusivamente] na loja da sua matriz, a Saraiva,o livro em formato ePub. O preço de capa do livro impresso era R$ 39,90, adquirido na Saraiva saía por R$ 33,90 e o e-book… custava R$ 35,90! [Isso até o dia 22/07. No dia 23/07, o site apresentou uma mudança significativa: passou a vender os dois formatos pelo mesmo preço de R$ 35,90].

Ou seja, a Benvirá dava 15% de desconto para quem comprasse o livro na Saraiva, mas quem o adquirisse para ler no aplicativo da cadeia de livrarias ou em algum Kobo ou tablet, ganhava apenas 10%. A Saraiva, como se sabe, não vende nenhum e-reader próprio. Apenas disponibiliza aplicativo para quem quiser ler nos desktops ou em tablets.

À surpresa seguiu-se a perplexidade. Quem seria idiota o suficiente para comprar um e-book, depois de ter gasto no mínimo mais R$ 259,00 [Kobo mini] ou R$ 299,00 [o Kindle mais barato], para pagar mais caro que o livro impresso? Afinal, quem tem ou pensa em comprar um e-reader [ou um tablet, que é mais caro, mas é multiuso] sabe perfeitamente que a grande vantagem dos e-books está no preço, e que um leitor assíduo amortiza rapidamente o investimento com o que economiza no preço dos livros.

Eu não acompanho de perto a evolução dos preços de e-books no Brasil. Acompanhei o processo de chegada do Kobo e do Kindle, e as notícias sobre sua presença aqui, e a expectativa de que a evolução da participação de e-books no mercado tivesse evolução similar à que aconteceu em outros países. Diante da surpresa, resolvi fazer uma brevíssima pesquisa de preços. Nada científico nem sistemático. Simplesmente peguei alguns títulos de três editoras [Benvirá, Record e Companhia das Letras] para “sentir” como os preços se comportavam.

No site da Benvirá aparecem as indicações de preço [com os livros impressos referidos à loja virtual da Saraiva] e uma aba para o e-book. No site da Record, a indicação de que existe uma versão em e-book remete às lojas que a vendem, e no da Companhia das Letras aparecem os preços de capa e de e-books [oficiais], mas nem sempre está assinalado o preço do e-book.

Como se tratava apenas de uma “percepção”, procurei os preços dos e-books apenas na Amazon [Kindle] e na Kobo. Deixei de lado as demais lojas. Para ter uma referência sobre o preço praticado por cadeias de livrarias [se teriam ou não descontos], fui ver os preços no site da Livraria Cultura. Mais uma vez repito. Não pretendia destacar nem as editoras nem as livrarias. Só queria ver se o comportamento da Benvirá se repetia.

O resultado está abaixo:

 Nota: Os preços de A Vida Financeira dos Poetas no Kindle e no Kobo são das edições em inglês.

Nota: Os preços de A Vida Financeira dos Poetas no Kindle e no Kobo são das edições em inglês.

Efetivamente, pelos preços verificados, o braço editorial da Saraiva, a Benvirá, mostrou que pouco se importa com a venda de e-books. E que não usa todos os canais de venda disponíveis: nenhum de seus livros com edições eletrônicas estava disponível na loja Kindle ou na loja Kobo. Só podiam ser comprados na Saraiva.

O único livro com um desconto significativo na versão e-book foi o Deserto, do Luís Krausz, que pode ser adquirido com 50% de desconto. Nos demais, o desconto padrão era de 10% sobre o preço de capa oficial da edição impressa, e que às vezes resultava em um preço maior para o e-book vis-à-vis o preço do impresso ofertado pela Saraiva.

Nas outras editoras fica clara a existência de várias estratégias de precificação dos e-books. O livro mais conhecido da Lya Luft [Record], teve sua versão e-book ofertada com 69% de desconto no Kindle e 67% na Kobo. Já um livro em domínio público, com a tradução já paga e formato de bolso [Mansfield Park, da Jane Austen] teve apenas 5% de desconto na versão eletrônica. E assim por diante.

A grande interrogação que sobra disso, por enquanto, é sobre as intenções da Saraiva em relação aos livros eletrônicos. A empresa vende seus e-books apenas em suas lojas próprias. Não posso afirmar de modo absoluto, mas tudo indica que não vende através das outras livrarias eletrônicas. Também não dispõe de um e-reader, apenas do aplicativo. Seus livros, portanto, só podem ser lidos nos e-readers dos demais [exceto no Kindle]. E a precificação é o que vimos.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2013

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Die Zeit leva sua reputação para os eBooks


DIe ZeitJornal alemão lançou no mês passado uma linha fixa de livros digitais

O jornal alemão Die Zeit resiste à fórmula dos textos curtos e rasos, tão frequentemente adotada pelos jornais que veem sua sobrevivência ameaçada na era digital. O semanário, tido como o melhor da Europa, continua publicando textos longos e analíticos que continuam lhe garantindo ótima reputação e também crescimento – sua receita cresceu 2% em 2012 e alcançou € 154 milhões, a maior desde a criação do jornal em 1946. Foi com certa naturalidade então que o Zeit aderiu à onda de outros veículos da imprensa internacional [no Brasil temos o caso do jornal O Globo] e lançou no mês passado uma linha fixa de livros digitais, que têm entre 50 e 150 páginas e reúnem textos já produzidos pelo Zeit. Segundo Sandra Kreft, responsável pelas revistas e novos negócios do grupo, os e-books foram pensados para atender os leitores que desejam formatos mais concisos sobre temas específicos.

PublishNews: Por que o Die Zeit lançou e-books?
Sandra Kreft: O Zeit é uma empresa de mídia atenta aos novos desenvolvimentos dos meios de comunicação e do comportamento do leitor. Quando os e-books começaram a crescer na Alemanha, em 2011, começamos a olhar para essa área de negócio. Há leitores que desejam formatos mais concisos sobre temas específicos e essa lacuna nós preenchemos com nossos e-books, que abordam temas atuais que mexem com a sociedade. Quando um tema novo se torna relevante, podemos reagir rapidamente e produzir um e-book que apresenta o que há de mais importante sobre o tema. Queremos levar as competências do Zeit – jornalismo de qualidade e diversidade temática –para o digital.

PN: Como vocês elegem os temas dos e-books e quais públicos buscam alcançar com eles?
SK: A partir de uma grande base de assinantes e das experiências que havíamos reunido com nossos outros produtos digitais, pudemos de antemão analisar muito bem os grupos que se interessariam pelos e-books. Agora, depois do início da operação e graças à nossa loja digital própria, estamos descobrindo algo mais sobre nossos clientes todos os dias. Os assinantes são um público importante, porque confiam na marca Die Zeit e estão abertos a nossos novos produtos. Mas por meio de outras plataformas de vendas – Amazon, Apple, Google, Weltbild, Hugendubel e Kobo –, alcançamos também outros clientes que não são leitores regulares do Zeit.

PN: Qual o processo de produção dos e-books dentro do jornal?
SK: Em geral os e-books consistem em textos publicados anteriormente no Zeit ou nas revistas do grupo. Com a reunião dos textos, que antes haviam sido publicados separadamente, os leitores têm no e-book uma obra compacta, que lhes dá um panorama com as informações mais importantes sobre o tema escolhido. Para o futuro é possível que textos inéditos sejam escritos para os e-books. Trabalhamos junto com a redação, que nos ajuda na escolha dos textos e na estruturação dos livros. Então todo o material é revisado e, quando necessário, atualizado.

PN: Se os e-books são a reunião de textos já publicados, o leitor se dispõe a pagar? Por que ele simplesmente não buscaria os textos gratuitamente no site do jornal?
SK: O valor para o leitor está justamente na seleção e reunião dos textos relevantes sobre um tema especifico. Assim ele economiza o tempo e o esforço de procurar os artigos no site. Ele também pode ler o e-book em qualquer momento e em qualquer lugar, mesmo sem conexão à internet. Além disso, nem todos os textos que saem no Zeit estão disponíveis no zeit.de. Alguns e-books foram feitos com conteúdo exclusivo, um deles é o Vorsicht, gute Nachrichten! [“Cuidado, boas notícias!”], que contém o resultado de uma pesquisa conduzida pelo Zeit que ainda não havia sido publicada.

PN: Quais critérios vocês usam para estabelecer os preços? [Eles variam entre € 1,99 e 4,99]
SK: Nossos e-books mais curtos, cada um com três reportagens sobre um assunto, têm cerca de 50 páginas cada. Já os mais extensos têm cerca de 150 páginas, três vezes mais. O tamanho é um critério importante para compor o preço, mas também contam a exclusividade da informação e o valor percebido pelo leitor.

PN: Quais os resultados das vendas até agora e quais são as metas para a coleção?
SK: A nova coleção de e-books foi lançada há um mês e foi muito bem recebida. As vendas na nossa loja própria, as quais podemos analisar constantemente, evoluem de forma bem positiva. Estamos muito satisfeitos. Para o primeiro ano, não temos uma meta de vendas, já que queremos usar este tempo como fase piloto para experimentar e aprimorar. Nosso objetivo é publicar regularmente, a cada um ou dois meses, novos títulos de temas variados. Até o fim do ano queremos lançar 25 e-books.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente e clipado à partir de PublishNews | 23/07/2013

eBook disponível para Kindle narra as memórias de um adolescente


Memórias de um Adolescente

Memórias de um Adolescente

Memórias de Um Adolescente” é uma narrativa envolvente que relata tortuosos caminhos de garoto supostamente promissor. Aborda a questão dos conflitos emocionais e das indecisões da vida, trazendo a tona temas polêmicos. O livro nos leva a pensar sobre como deixamos a nossa vida ser levada por preocupações inúteis e não paramos para aproveitá-la, acreditando cegamente que ainda teremos tempo para fazer isso.

Todo mundo comete erros. Os meus simplesmente acabaram com minha vida, e o que é pior, com a vida de muitos dos quais eu amava. Tudo que me restou foi Bárbara: essa garota linda que está sentada ao meu lado nessa caverna escura e úmida, assobiando uma triste canção, cujo nome eu nunca soube, nem tive a curiosidade de perguntar. Tudo que eu queria era uma segunda chance. Uma chance de mudar tudo que aconteceu e provar para todos que eu não sou uma pessoa má.

É difícil pra eu decidir o que aconteceu de pior na minha vida. Talvez vocês pensem que eu mereci cada gota de sangue derramado, e eu até concordo. Não posso dizer que fui a melhor das pessoas nos últimos dois anos e meio; Eu realmente não espero que gostem de mim. A primeira impressão nem sempre é a que fica, e eu estou aqui para provar isso.

Mais informações: http://www.novasmemorias.com.br

Sobre o autor Ivan Bittencourt

Nascido em Belém, Ivan Bittencourt se mudou para Goiânia aos oito anos de idade, onde adquiriu o gosto por escrever e pela leitura. Desde muito jovem escreve contos em blogs e rascunha livros. Memórias de um Adolescente começou a ser escrito quando ele tinha apenas 14 anos. O projeto foi abandonado. Dois anos depois, porém, foi reescrito e lançado.

Durante vários anos ele foi convidado para palestrar em escolas. Por ser tão jovem, havia uma conexão natural com os estudantes que se interessavam muito mais por ouvir alguém próximo de seu mundo. Atualmente, com 22 anos, Ivan está trabalhando no livro Vitória – O prólogo da vida, que está sendo publicado como e-book seriado.

Ficha Técnica

Título: Memórias de um adolescente
Autor: Ivan Bittencourt
Formato: Edição Kindle
Número de páginas: 278
Preço: R$ 9,96
Onde Comprar: http://www.amazon.com.br/Mem%C3%B3rias-de-umAdolescente-ebook/dp/B00DK32CS2/ref=pd_rhf_dp_p_t_1_BFSM