Meu primeiro eBook


"Viemos pelo potencial brasileiro em ser o maior mercado do mundo", Alex Azapiro, vice-presidente da Amazon do Brasil | Foto: IstockPhotos

“Viemos pelo potencial brasileiro em ser o maior mercado do mundo”, Alex Azapiro, vice-presidente da Amazon do Brasil | Foto: IstockPhotos

Há pouco mais de um ano, 70% dos brasileiros nunca tinham ouvido falar em livros digitais. A experiência com essa leitura, em geral de obras disponibilizadas em PDF gratuitamente na internet, era considerada uma opção de segunda linha, incapaz de superar o papel. O mercado digital muda, porém, de maneira veloz. A aposta recente das grandes empresas vendedoras de e-books no Brasil – Amazon, Apple e Google – e a movimentação das maiores redes de livrarias brasileiras – Livraria Cultura e Saraiva – para não ficarem atrás no negócio marcam a entrada de vez do novo produto no País. “É um caminho sem volta”, diz Hubert Alqueres, da Câmara Brasileira do Livro [CBL], representante das editoras.

A Apple iniciou as vendas de e-books brasileiros em outubro de 2012, por meio da iTunes. Em dezembro foi a vez do Google, com o Google play, e da Amazon, com seu site brasileiro. Alex Szapiro, vice-presidente do Kindle da Amazon do Brasil, conta que a empresa estudou o mercado durante um ano e meio. “Viemos pelo potencial brasileiro de ser um dos maiores mercados do mundo.” A Livraria Cultura e a Saraiva já comercializavam livros digitais desde 2010, mas o volume de obras disponíveis equivalia a 10% do que existe hoje.

O acervo continua pequeno comparado a mercados maduros. São 15 mil títulos em português, diante de 1 milhão de obras nos Estados Unidos, onde as vendas de e-books começaram nos primórdio dos anos 2000. No mercado de livro impresso, 58 mil títulos foram lançados apenas em 2011. Os investimentos das editoras para a conversão dos arquivos devem, no entanto, impulsionar rapidamente o número de obras brasileiras disponíveis em formato digital.

Por Samantha Maia | Revista Carta Capital | 01/02/2013 11:30

2 pensamentos sobre “Meu primeiro eBook

  1. A dica que fica para essas novas editoras é disponibilizar livros de autores consagrados que estão fora de catálogo e só encontramos em edições antigas e velhas em sebos, como Arthur C. Clarke e Isaac Asimov. Já outros autores como Philip K. Dick e Willian Gibson, até tem edições novas, porém somente impressas. É horas das editoras abrirem o olho e disponibilizarem suas obras em formato digital, caso contrário irão perder um grande mercado de leitores ávidos que se refugiarão nos livros scaneados ilegalmente.

  2. Cabe também as editoras diminuir os preços praticados hoje em dia…. um absurdo um ebook custar praticamente o mesmo valor (quando não mais caro) que o livro impresso. Sou fã do ebook mas pra mim a primeira opção de leitura ainda é a mídia impressa! Contudo, sempre que possível gosto de adquirir uma versão digital de um que JÁ TENHO impresso. muitas vezes é comodo ter as duas opções. Agora com os valores de hoje…. isso me desmotiva MUITO!

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