ABDR questiona informações


A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos [ABDR] enviou uma nota ao Link questionando as informações publicadas na coluna publicada no dia 17. A entidade diz que a notificação enviada ao site eBooksBrasil não foi por causa de uma obra em domínio público, como foi publicado – mas, sim, referente a uma tradução que ainda está protegida por direitos autorais.

A obra em questão, A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, está em domínio público. A tradução que está no eBooksBrasil, segundo o responsável pelo site, é de Frederico Ozanam de Barros – que autorizou a publicação. Mas, segundo a ABDR, não há dados sobre a edição e a tradução da obra na versão disponibilizada do site. A entidade alega que o livro que está no site é uma tradução de Aurélio Barroso Rebello e Laura Alvez, publicada pela editora Ediouro, e ainda protegida por direitos autorais. Portanto, pirata – segundo a ABDR.

A entidade também questiona o processo contra o responsável pelo site Livros de Humanas – segundo a ABDR, a ação foi movida contra um “profissional autônomo de transporte de pessoas” e não contra um “estudante da USP”. A entidade refere-se ao titular do domínio do site, registrado nos EUA.

Veja a íntegra da nota:

A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos [ABDR] gostaria de informar ao OESP a sua versão dos fatos narrados na coluna da jornalista Tatiana de Mello Dias publicada no Caderno Link no dia 17/12/2012.

Referida coluna informava que a ABDR havia enviado uma notificação para o titular do sítio eBooksBrasil remover o conteúdo da obra literária cujo título era A Cidade Antiga de autoria de Fustel de Coulanges que estava em domínio público e que o seu tradutor havia autorizado tal disponibilização.

Ocorre que a notificação da ABDR referia-se a uma tradução dessa obra que ainda goza de proteção da Lei de Direitos Autorais, tradução essa de autoria de Aurélio Barroso Rebello e Laura Alvez. E no conteúdo da obra disponibilizado nesse sítio os dados de sua edição e da sua tradução foram suprimidos, o que prejudicou a identificação da tradução.

No ano de 2.012 a ABDR enviou – em média – 6.395 notificações por mês para sítios que disponibilizam os conteúdos de obras literárias sem autorização dos respectivos titulares de direitos autorais. Do total de mais de 76.400 notificações enviadas, 98,75% dos sítios notificados retiraram os conteúdos disponibilizados ilegalmente em 24h, e em menos de 0,16% dos casos os titulares dos sítios responderam para a ABDR informando que possuíam autorizações dos titulares de direitos autorais para disponibilizar os conteúdos das suas obras.

Relativamente à ação judicial proposta pela ABDR em face do sítio “livrosdehumanas”, também mencionada na matéria do dia 17/12/2012, convém destacar que fora ajuizada em face do seu titular – registrado no órgão registrador de domínios norte-americano – o qual ao se defender no processo asseverou ser um profissional autônomo de transporte de pessoas e não um estudante universitário.

Esta é a posição da nossa entidade sobre os fatos acima.

Por Tatiana de Mello Dias | LINK | 21 de dezembro de 2012, às 18h32

Mercado de e-readers encolhe mais rápido do que o previsto


Desde o lançamento do primeiro iPad, há quase três anos, os tablets percorreram um longo caminho. Agora há vários aparelhos menores, mais baratos e bem poderosos. Por que, então, comprar um leitor de e-books?

Aparentemente, muitas pessoas estão fazendo esse questionamento. A empresa de pesquisas IDC [International Data Corporation] verificou neste ano um aumento de envios do que ela chama de “dispositivos conectados inteligentes” [smart connected devices], que inclui tablets, smartphones e PCs. O mercado cresceu 27,1% em relação ao último ano, com 303,6 milhões de unidades remetidas, de acordo com a IDC.

Enquanto isso, os leitores de e-book perdem força. Neste ano, as remessas de e-readers em todo o mundo cairão para 14,9 milhões de unidades, ante 23,2 milhões no último ano – uma queda de 36%, de acordo com estimativas da IHS iSuppli. A empresa de pesquisa eMarketer notou essas tendências em um relatório publicado na quinta-feira [20].

A Forrester Research vê uma tendência similar. Nos EUA, os fabricantes venderam 9 milhões de e-readers neste ano, ante 15,5 milhões no último ano, de acordo com Sarah Rotman Epps, analista da Forrester.

Os leitores de e-books são muito mais baratos do que os tablets – a versão mais acessível do Kindle custa US$ 70, enquanto o tablet Kindle Fire custa a partir de US$ 160.

Mas muitas pessoas estão pagando a mais para ter os recursos de um tablet, diz Rotman Epps. Em uma pesquisa conduzida pela Forrester, 12% dos entrevistados disseram ter comprado um tablet em vez de um e-reader, e 39% dos donos de tablet disseram que não comprariam um e-reader no futuro.

POR BRIAN X. CHEN | DO “NEW YORK TIMES” | 21/12/2012, às 16h28