Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro


Acordo entre maior varejista on-line do mundo e distribuidora DLD está prestes a ser assinado, dizem fontes

Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo | Reuters

Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo | Reuters

RIO | Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle. A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25% neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China, em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 [US$ 239] — três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, disse a agência.

Por André Machado e Sérgio Matsuura | O Globo | 14/11/2012 | © 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Venda de tablets mais que triplica no Brasil


O que mais contribuiu para esse crescimento foi a combinação da demanda dos usuários com o surgimento de modelos com preços mais baixos que o iPad, o precursor do mercado

Levantamento de consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos no Brasil até o fim deste ano | Photo Mathew Sumner Getty Images

Levantamento de consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos no Brasil até o fim deste ano | Photo Mathew Sumner Getty Images

São Paulo | Os tablets ganham mercado em ritmo acelerado no Brasil. Uma pesquisa divulgada pela consultoria GfK mostra que entre janeiro e agosto de 2012 houve um aumento de 267% nas vendas do produto na comparação com o mesmo período do ano passado.

O que mais contribuiu para esse crescimento foi a combinação da demanda dos usuários – cada vez mais atraídos pela portabilidade da prancheta eletrônica – com o surgimento de modelos com preços mais baixos que o iPad, o precursor do mercado.

Hoje, a versão mais básica do iPad 2 [16 gigabytes, Wi-Fi] é vendida no site da Apple por R$ 1.299. Mas, quase dois anos após o lançamento do primeiro tablet da empresa de Steve Jobs, há várias opções abaixo dos mil reais no Brasil.

O Samsung Galaxy Tab 2, de 8 gigabytes e Wi-Fi, tem o preço sugerido de R$ 699. Com especificações iguais, o Ypy, da Positivo, tem o mesmo preço. A média de preços hoje, segundo levantamento da GfK feito em agosto, é de R$ 968. Em dezembro de 2010, esse valor ultrapassava os R$ 2 mil. “Isso ilustra bem o quanto os tablets estão mais acessíveis“, diz Cláudia Bindo, gerente de telecomunicações da GFK.

Ela explica que os tablets apenas com Wi-Fi são os mais vendidos. “Mas isso não significa que os aparelhos 3G não são importantes. O uso dos produtos é que difere.” Há os usuários iniciantes que optam pelo Wi-Fi [geralmente os mais baratos] e há os que precisam da conexão de internet móvel a todo momento, segundo ela. São os usuários mais avançados.

Também são parte significativa do mercado os aparelhos de tamanho próximo a 7 polegadas. Segundo a consultoria IDC, esse modelo responde por metade das vendas no País. Com o lançamento do iPad mini, a Apple deve começar a concorrer nesse mercado, observa o analista de mercado da IDC Attila Belavary.

O último levantamento da consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos até o fim deste ano. Para 2013, a empresa espera que o mercado brasileiro alcance a marca de 5,4 milhões de unidades. Estão incluídos nessa estimativa os tablets adotados em empresas, universidades públicas e privadas e as cerca de 900 mil unidades que o Ministério da Educação deve entregar a escolas públicas entre o fim de 2012 e meados de 2013.

Publicado originalmente em EXAME.COM | 14/11/2012, às 11:07