Bibliotecas investem em tecnologia para não perder público


O ambiente calmo das bibliotecas favorece a concentração e é considerado ideal para o bom desempenho nos estudos. Com receio de perder frequentadores, algumas estão investindo em modernidade.

Um exemplo é a biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil [CCBB] do Rio de Janeiro, que investiu em equipamentos. Wi-fi e cadeiras ergonômicas estão no pacote.

Já outras se especializaram em determinadas áreas, como a biblioteca do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada [Impa]. Ela tem o maior acervo de livros e publicações de matemática da América Latina, disponíveis também na forma digital.

Apesar disso, a diretora da Fundação Biblioteca Nacional, Antonieta Cunha, garante que os livros impressos não perderam força. “Uma biblioteca tem o aprofundamento do conhecimento que, com certeza, não está na internet. A internet dá dicas para você chegar a esse conhecimento mais profundo”, ressalta ela.

Para a professora da UFF Andréa Pavão, os investimentos em modernidade ainda não refletem a condição atual do Brasil e devem demorar a se firmar no futuro. “No Brasil, a leitura é um privilégio de classe. 60% das escolas públicas do país não têm bibliotecas. Então, a leitura digital ainda não está muito democratizada. O acesso a computador no Brasil ainda é muito elitista”, aponta a professora.

Globo News | 13/11/2012