Amazon divulga domínio .br e deve chegar ao País


O endereço ‘amazon.com.br’ pertencia a uma empresa de TI baseada na capital do Estado do Pará

SÃO PAULO | A chegada da Amazon ao Brasil, especulada para o mês de dezembro, parece estar mesmo iminente: a empresa enviou a autores e editores um e-mail de confirmação com o endereço amazon.com.br – domínio brasileiro da gigante do varejo.

A mensagem foi revelada pelo escritor David Gaughran, que postou a imagem  em seu Twitter. O e-mail foi enviado autores e editoras recém-cadastradas no Kindle Direct Publishing, o programa de publicação próprio da empresa.

amazon.com.br

O site ‘amazon.com.br’ antes pertencia a uma empresa de TI baseada na capital do Estado do Pará. A varejista, no entanto, venceu a disputa pelo domínio em setembro. A empresa paraense mudou seu site para www.amazonet.com.br.

A divulgação do novo domínio reforça rumores de que a empresa chegaria ainda neste ano.

Por aqui, a empresa acaba de selar acordos com a Companhia das Letras, além de outros já firmados com a Distribuidora de Livros Digitais – que agrega Rocco, Novo Conceito, Planeta, Objetiva, Record, LPM e Sextante, Ediouro e Globo Livros.

A Cia das Letras afirmou em comunicado que seu catálogo de livros digitais – mais de 500 títulos – estarão acessíveis “em breve” nos leitores eletrônicos da Amazon, o Kindle.

Concorrência

Amazon chegará no País com seu e-reader Kindle. | Foto: Eric Thayer/REUTERS

Amazon chegará no País com seu e-reader Kindle. | Foto: Eric Thayer/REUTERS

Em outubro, a loja virtual da Apple já começou a comercializar livros para brasileiros – além dos clássicos gratuitos do Project Gutenberg. Desde julho, o Google anunciava sua chegada ao País. No último mês, soube-se concretamente de acordos selados entre a empresa americana e editoras, mas não se confirma ainda a data de estreia do serviço no País.

Neste mês, a canadense Kobo [pertencente à japonesa Rakuten] fincando os pés no Brasil com sua parceria com a Livraria Cultura, anunciou o início das vendas do seu leitor eletrônico, previsto para o início de dezembro. O e-reader pode ser encomendado pelo site da livraria por R$ 399.

Conforme apuramos em julho, o mercado brasileiro já se prepara para a chega iminente da varejista americana, mas se mostra confiante. O presidente da Livraria Saraiva, Marcílio Pousada, à época dizia que não temia a sobreposição dos e-books ao livros tradicionais. “Ela vai ter de competir com todos nós, que já temos experiência com o Brasil. Vai ter de lidar com rua esburacada, tributos, deficiência dos Correios, malha logística insuficiente. Por isso digo que o serviço de entrega da Amazon não vai ser melhor do que o do resto do mercado”, afirmou. “Tem muito livro físico para se vender no Brasil para podermos discutir se o digital vai ser mais importante”.

Por Redação Link | 30 de novembro de 2012, às 20h44

Zona digital discute livro transmídia


Carlo Carrenho participa de mesa no Rio de Janeiro

Zona DigitalHoje, 30/11, o Zona Digital, projeto do Oi Futuro, promove uma mesa para discutir o livro transmídia. A mesa contará com a presença dos jornalistas Luiz Noronha e Helena Klang, e o sócio-fundador do PublishNews, Carlo Carrenho. A mediação ficará por conta de Heloísa Buarque. O Zona Digital ocorrerá às 19h30, no espaço Oi Futuro Flamengo [Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro]. A entrada é franca, senhas serão distribuídas 30 minutos antes do evento. Para saber mais sobre o evento, acesse.

PublishNews | 30/11/2012

Companhia das Letras fecha com Amazon


Em nota, Cia. das Letras confirma contrato com a varejista americana

Companhia das LetrasEm nota, a Companhia das Letras anunciou que, “ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”. Ainda em nota, a editora complementa: “O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo na expansão do nosso catálogo digital”.

PublishNews | 30/11/2012

Amazon lançará filial da editora na Europa em 2013


Amazon anunciou a abertura de uma filial europeia do seu braço editorial, baseada em Luxemburgo, que terá como foco títulos de língua inglesa, visando os mercados do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha. […] Mesmo se esforçando para impulsionar o negócio editorial, a empresa vem passando por dificuldades para lançar best-sellers e adquirir títulos de grandes autores. Nos Estados Unidos, várias livrarias, incluindo a Barnes & Nobles, se recusaram a estocar títulos publicados pela Amazon por causa dos negócios exclusivos com o Kindle.

Por Philip Jones | The Bookseller | 29/11/2012

Bibliotecas, utopias e tapiocas


Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 29/11/2012

A Biblioteca Pública de Olinda foi fundada em 1830, mas a casa que a abriga é uma construção bem mais antiga, do começo do século 17. Quatrocentos anos depois, os frequentadores da biblioteca sentam-se à tarde, no oitão [varanda lateral] da direita, o mais fresco. Alguns têm cadernos, poucos têm livros. Todos têm celulares ou readers. O principal atrativo da Biblioteca não está mais em uma estante: é a rede wi-fi. Foi nesse cenário quadricentenário que aconteceu o ePorto, Fórum de Cultura Digital da Fliporto, e onde se discutiu o que será dos livros e da leitura daqui por diante: o que se espera, o que se teme.

Um dos palestrantes da ePorto, o Professor Robert Darnton, está plenamente autorizado a falar sobre o futuro do livro, uma vez que é um dos principais especialistas sobre seu passado. Em livros como Edição e Sedição, ele mostrou como a conformação do autor [com a Revolução Francesa] e da mercadoria livro [com a Revolução Industrial] vieram moldando nossa cultura, sociedade, economia. Darnton está ciente de que essa evolução iniciada com os tipos móveis está sofrendo uma ruptura [ou um salto], mas nem por isso sente-se nostálgico pelo Ancien Régime gutenberguiano. Aos 72 anos, assumiu o desafio de construir a biblioteca para nosso século. A Biblioteca Pública Digital da América, da qual é idealizador e curador, pretende libertar os acervos das mais exclusivas bibliotecas acadêmicas, democratizando radicalmente o conhecimento por meio da digitalização e publicação online. A ideia surgiu a partir da reação ambígua de Darnton à ambição do Google em digitalizar todos os livros do mundo. Se, por um lado, isto representaria o sonho dourado dos pesquisadores, e a expansão radical da sua amada “République des Lettres”, por outro o americano Darnton sabe bem que o imperativo de qualquer empresa, como a Google, é ganhar dinheiro. Assim, escreveu artigos protestando contra o monopólio comercialista da Google e clamando por uma biblioteca digitalizada pública — que contasse com um corpo de bibliotecários, e não de vendedores.

As principais dificuldades para a implantação desta Biblioteca Definitiva não são de ordem técnica, ou financeira. Mais difícil que fazer com que todos os livros estejam disponíveis para todos o tempo todo é mudar a mentalidade. Quando o livro é apenas um arranjo infinitamente replicável de elétrons, ele pode ser emprestado a mais de uma pessoa ao mesmo tempo? Qualquer pessoa do globo pode ter um cartão dessa biblioteca? E os livros precisam ser “devolvidos”? Os hábitos têm de ser mudados, e assim cria-se o costume, uma das bases do Direito. O caminho é longo, e mal começamos. Porém poderíamos começar repensando do zero o instituto principal, o copyright. Em outras palavras, o “direito de fazer cópias” está emperrando o direito de publicar “sem fazer cópias”, insistindo em usar as regras da mercadoria estocável para os textos imateriais. A equipe de advogados da Digital Public Library of America vem pagando um dobrado para “legalizar” o empréstimo de livros digitais, e o fato de ela não ter fins lucrativos acaba, paradoxalmente, complicando a negociação. Enquanto não desbastarmos os conceitos do século passado, a utopia iluminista de conhecimento para todos vai continuar apenas uma utopia.

Por falar em utopias, alguns anos antes da abertura da Biblioteca de Olinda, quando não passávamos de uma colônia de escravocratas analfabetos, alguns pernambucanos conseguiram importar armas poderosas e com elas conflagraram uma revolução iluminista [logo violentamente abatida]. Tais armas foram fabricadas por Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Locke… Os mártires da Revolução Pernambucana, e os leitores digitais têm ainda que fazer valer o direito que está proposto em uma daquelas armas: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade [de] procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”

Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 29/11/2012

Julio Silveira é editor, formado em Administração, com extensão em Economia da Cultura. Foi cofundador da Casa da Palavra em 1996, gerente editorial da Agir/Nova Fronteira e publisher da Thomas Nelson. Desde julho de 2011, vem se dedicando à Ímã Editorial, explorando novos modelos de publicação propiciados pelo digital. Tem textos publicados em, entre outros, 10 livros que abalaram meu mundo e Paixão pelos livros[Casa da Palavra], O futuro do livro [Olhares, 2007] e LivroLivre [Ímã]. Coordena o fórum Autor 2.0, onde escritores e editores investigam as oportunidades e os riscos da publicação pós-digital.

A coluna LivroLivre aborda o impacto das novas tecnologias na indústria editorial e as novas formas de relacionamento entre seus componentes — autores, agentes, editores, livrarias e leitores. Ela é publicada quinzenalmente às quintas-feiras.

Amazon dobra vendas do Kindle no começo do período de festas


A Amazon anunciou na última terça [27] que as vendas de seu tablet Kindle Fire e as de seus leitores digitais Kindle mais do que dobraram no fim de semana que deu início à temporada de vendas de fim de ano.

A gigante das vendas on-line informou que a “Cyber Monday”, dia de ofertas na internet que acontece após o Dia de Ação de Graças, foi a data de maior venda do tablet no mundo.

A Amazon lançou recentemente novos modelos da família Kindle, que se tornou um dos principais rivais do iPad, dispositivo da Apple que domina o mercado.

Além disso, a empresa começou a vender tablets em mercados internacionais que ainda não havia explorado.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire HD durante evento em Santa Mônica, EUA | Reed Saxon/Associated Press

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire HD durante evento em Santa Mônica, EUA | Reed Saxon/Associated Press

Estamos emocionados com o fato de os consumidores terem feito da ‘Black Friday’ (dia de ofertas posterior ao Dia de Ação de Graças) e da ‘Cyber Monday’ as melhores da história do Kindle“, comemorou o vice-presidente da Amazon Kindle, Dave Limp.

A empresa não divulgou dados sobre o faturamento, embora tenha informado este ano que o tablet Kindle Fire abocanhou uma fatia de 22% do mercado americano.

DA FRANCE PRESSE, EM NOVA YORK | 28/11/2012, às 16h39

Livro digital estimula novos gêneros e outro perfil de leitor


“Certos gêneros podem ter um desempenho acima da curva no formato digital”, diz Roberto Feith, da Objetiva e da DLD

Talvez não seja tão picante quanto “50 Tons de Cinza” ou violento como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, mas a saga do livro digital no Brasil também reserva uma carga de emoção para seus próximos capítulos: à medida que novos personagens finalmente entram na história, como a Amazon, a expectativa é de mudanças também no perfil de leitor e, consequentemente, no padrão de consumo, com a ascensão de gêneros como ficção científica e mistério e uma maior oferta de textos como ensaios e grandes reportagens.

Essa é a aposta de Roberto Feith, diretor-geral da Objetiva e presidente do conselho da DLD [Distribuidora de Livros Digitais, empresa que representa as editoras Record, Objetiva, Sextante, Rocco, Planeta, LPM, Novo Conceito e da canadense Harlequin]. “Estamos efetivamente à beira do ponto de inflexão do consumo do livro digital no Brasil. Agora ele vai começar a representar uma parcela significativa do mercado.”

A DLD acaba de fechar acordos com a Amazon e com o Google – “a expectativa é que estreiem antes do Natal“, diz Feith. Na segunda, a Livraria Cultura deu início das vendas do leitor Kobo. E na semana passada, a Objetiva lançou um selo exclusivo para obras digitais.

O diferencial do selo Foglio está no tamanho dos textos: a ideia é publicar obras de até 15 mil palavras. Trata-se de uma estratégia que já vem sendo adotada nos últimos dois anos por editoras como Random House, Penguin e Pan Macmillan. No Brasil, a meta é utilizar as vantagens do formato digital para popularizar gêneros que não têm muito espaço no meio impresso tradicional.

Um deles é o ensaio, conta Arthur Dapieve, editor de não ficção nacional da Objetiva e do selo Foglio. “Atualmente, eles estão limitados a revistas de fundo educacional. Podemos ajudar a tirá-lo da invisibilidade.

Outra aposta é relacionada a grandes reportagens sobre temas em destaque no noticiário – “o ‘instant book’ nunca deu certo no Brasil”, comenta Dapieve. São textos que precisam de mais espaço do que o disponível em jornais e revistas e de uma publicação mais ágil do que as editoras conseguem. Problemas superados com o livro eletrônico, acredita Feith. “No formato digital, é possível levar esse tipo de obra para o público em um intervalo de algumas semanas ou um mês“, afirma.

Na ficção, a ideia é que a oferta de textos curtos e mais baratos [os livros da Foglio custaram entre R$ 4 e R$ 8] facilitem o contato dos leitores com escritores que ainda não conhecem.

Mas isso não significa que a leitura nos livros digitais seja predominantemente de textos curtos. Segundo Feith, caso o Brasil siga uma tendência já observada em outros países onde equipamentos como Kindle e Nook estão mais disseminados, o que o mercado deve observar daqui para a frente é a ascensão de alguns gêneros, como ficção científica. Isso se deve a uma provável mudança no perfil do consumidor.

“O dispositivo de leitura mais comum até agora no Brasil é o iPad. É um produto relativamente caro [o de terceira geração custa a partir de R$ 1.549 no país] e, por isso, o consumidor do livro digital tende a ser de uma faixa etária mais alta, acima de 30 anos”, observa Feith. Isso explica, segundo ele, o fato de o livro eletrônico mais vendido na Objetiva atualmente ser “O Poder do Hábito” [Charles Duhigg]: “É um livro que tem relevância para pessoas interessadas em sucesso profissional”.

A chegada de outros aparelhos vem acompanhada de alguns fatores. Em primeiro lugar, eles têm um preço mais acessível: o Kobo é vendido por R$ 399, e a expectativa é que o Kindle custe aproximadamente R$ 550. Em segundo, está o fato de que eles servem apenas para a leitura, diferentemente do iPad, que tem várias funções.

“Quem compra um Kindle, por exemplo, é por definição uma pessoa que já lê muito”, afirma Feith. E, frequentemente, continua ele, esse consumidor é fã de algum gênero específico. Junte-se a isso o fato de que esse leitor terá mais facilidade para comprar no meio digital [tanto pelo preço quanto pela comodidade]. O resultado, segundo Feith, é uma maior demanda por livros de certos gêneros e temas [como a Segunda Guerra]. Agora é preciso ver se o Brasil seguirá o script.

Por Amarílis Lage, de São Paulo | Valor Econômico | 28/11/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

Amazon assina contrato com as maiores editoras


Após cerca de três anos de negociações acirradas, a Amazon finalmente fechou acordo com as maiores editoras brasileiras para vender seus livros em formato digital, para leitura no Kindle. Na semana passada, a varejista americana assinou contrato com a DLD – empresa responsável pelos livros on-line da Record, Objetiva, Sextante, Rocco, Planeta, LPM, Novo Conceito e da canadense Harlequin. Além disso, está em negociações avançadas com a Companhia das Letras e a Globo Livros e mantém conversas com a Ediouro. A varejista americana também já tem em seu catálogo os livros da Melhoramentos, que edita as obras do escritor Ziraldo, segundo o Valor apurou.

Por Beth Koike | Valor Econômico | 27/11/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

Na China, 25 milhões de pessoas leem livros apenas no celular


Mobile reading may revive entire genres of literature, such as mid-length novels and poems, which have fallen out of favor.

Em entrevista ao China Economic Review, Gabrielle Coyne, CEO do grupo Penguin para a divisão Asia-Pacífico, disse que o negócio de livros em língua inglesa e parcerias com editoras chinesas cresceu 120% no ano passado. No total, segundo a revista, a China tem a maior produção de livros do mundo. […] Se a escala da publicação tradicional é vasta, a evolução da leitura eletrônica aparentemente reflete o que vem acontecendo nos Estados Unidos nesses aspectos. […] Clifford Coonan, correspondente do Irish Times em Pequim, reportou que “quase a metade dos chineses adultos leem livros em formatos diferentes e quase 25% dos leitores – umas 220 milhões de pessoas – leem por meio eletrônico. Dessas, quase 120 milhões de pessoas leem no celular. E quase 25 milhões leem livros exclusivamente no celular”.

Por Peter Osnos | The Atlantic | 27/11/2012

Kobo lança Touch por R$ 399


E-reader foi lançado hoje na Livraria Cultura

A Kobo chegou. Não é notícia nova, mas, após tantas semanas de antecipação, e tanto debate sobre os grandes players internacionais no Brasil, é bom finalmente poder de fato comprar o tão falado e-reader. E para ter um na mão, mais especificamente um Kobo Touch, que entra em pré-venda hoje a meia-noite no site da Livraria Cultura, o leitor vai ter que desembolsar R$ 399, um preço um pouco salgado se comparado aos 100 dólares que ele custa em média nos Estados Unidos. A partir de amanhã, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para compra no site da livraria. O e-reader começa a ser distribuído dia 5 de dezembro, tem capacidade de armazenamento de até mil livros e um ano de garantia.

Do ponto de vista orçamentário, sem levar em conta as facilidades e problemas de se ter um e-book, se fizermos o cálculo, com um preço médio de 35 reais por livro, e uma diferença de preço média de 25% em relação ao preço do livro físico [segundo Pedro Herz, o preço do e-book é entre 20 a 30% menor que o do livro físico], o preço do aparelho será compensado após a compra de 46 e-books. O que não é nada absurdo, mas que para a maioria das pessoas leva mais de um ou dois anos.

No lançamento oficial, Todd Humphrey, vice-presidente da empresa canadense, falou que, mesmo estando abertos a outros parceiros, como o são em outros países, a Livraria Cultura é a parceira-chave de longo prazo da Kobo no Brasil e que, do ponto de vista de livrarias concorrentes, o acordo é exclusivo [ou seja, não deverão entrar em parcerias com os competidores da Livraria Cultura]. O fantasma da Amazon estava no recinto, mas Todd foi sucinto e confiante: “Com a união da Kobo, Cultura e Rakuten, vai ter pouca chance para a Amazon aqui”, brincou o VP. E Sergio Herz complementou: “Não vai ser uma competição de igual pra igual, e sim de melhor para pior, a Kobo sendo, claro, a melhor”.

O plano para 2013 é lançar, logo no primeiro trimestre, o Kobo Glo, Kobo Mini e o tablet Kobo Arc – este último possibilitará a leitura de revistas e jornais. Mas os três executivos destacaram que a conversão para Epub, formato digital dos e-books que serão vendidos pela Cultura, é um movimento que deve ser feito pelas editoras. Todd Humphrey nos contou que o trabalho da Kobo no Brasil tem dois aspectos: um é a parceria com a Livraria Cultura, e o outro é o trabalho com as editoras para promover a conversão dos arquivos em Epub. Quando perguntado sobre como se sente sendo o primeiro a chegar no Brasil, Todd não poupa entusiasmo: “It feels greeeaaat!” [ou “muuuito bom!“].

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 26/11/2012

Livraria Cultura lança leitor eletrônico Kobo Touch no Brasil por R$ 399


A Livraria Cultura anunciou nesta segunda [26] que venderá por R$ 399 o leitor de livros digitais Kobo Touch, trazido ao país em parceria com a fabricante do aparelho.

Consumidores que adquirirem o e-reader por meio da pré-venda, que começa nesta terça-feira [27], à 0h, por meio do site da livraria, receberão o aparelho no próximo dia 5 – quando o Kobo também chegará às lojas físicas da empresa.

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno - 2.jul.12/France Presse

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno – 2.jul.12/France Presse

Segundo a companhia, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para aquisição e download para o dispositivo, entre os cerca de 1 milhão em outras línguas.

O aparelho tem memória interna de 2 Gbytes –expansíveis por meio de cartão SD – e suporta os formatos PDF, Mobi e ePub, além de imagens, textos em TXT, HTML e RTF e quadrinhos em CBZ ou CBR.

AMAZON

A Amazon, gigante norte-americana que fabrica os leitores Kindle, foi mencionada algumas vezes durante o evento de lançamento para a imprensa.

“Nós competimos com a Amazon globalmente, em vários países do mundo”, disse Todd Humphrey, vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Kobo.

A estratégia da Kobo é ter um parceiro forte em cada país, afirmou Humprhey. No Brasil, é a Livraria Cultura.

Sergio Herz, executivo-chefe da Livraria Cultura, reforçou o conceito de “read freely” [leia de maneira livre], que permite a leitura em aparelhos Kobo de livros comprados em outros dispositivos e plataformas. “E o livro é seu, você pode copiá-lo para outros aparelhos”, acrescentou, numa crítica implícita à Amazon, que tem uma política mais fechada –títulos comprados na loja virutal para o Kindle costumam ser compatíveis apenas com o próprio Kindle.

FUTUROS LANÇAMENTOS

Sobre a disponibilização de periódicos, Pedro Herz, presidente do conselho de administração da Livraria Cultura, disse: “Cabe aos jornais e revistas, não a nós, tomar a iniciativa de disponibilizar seus produtos em formatos eletrônicos“.

Sergo Herz revelou que a Cultura pretende lançar o tablet Kobo Arc, que diz ser mais adequado para a leitura de periódicos, no primeiro trimestre do ano que vem.

No mesmo período, devem ser lançados também o Kobo Mini, modelo de e-reader mais compacto, e o Kobo Glo, leitor com iluminação embutida.

Ainda não há previsão de data e preço para o Arc, o Mini ou o Glo.

POR EMERSON KIMURA, DE SÃO PAULO | COLABORAÇÃO PARA A Folha de S.Paulo | 26/11/2012, às 15h02

Livro digital: você ainda vai ler um


Com a estreia de suas operações no Brasil prevista para antes do Natal, Amazon e Google Play Books chegam para popularizar os chamados e-books no mercado nacional

LÁ VEM ELE | Presidente da Amazon, Jeff Bezos exibe seus leitores digitais Kindle, porta de entrada para um acervo com 1,7 milhão de livros

LÁ VEM ELE | Presidente da Amazon, Jeff Bezos exibe seus leitores digitais Kindle, porta de entrada para um acervo com 1,7 milhão de livros

Cerca de 40 milhões de americanos têm um aparelho leitor de livros digitais em mãos. Esse número alavanca outros. A receita de venda dos e-books subiu de US$ 551 milhões para US$ 3,3 bilhões de 2009 a 2012. Gigantes da tecnologia apostam num crescimento ainda maior e abastecem as suas estantes virtuais. Somente na loja de e-books do Google, a Play Books, há cerca de quatro milhões de títulos.

Com seus modestos 20 mil títulos digitalizados em português, o Brasil ainda engatinha nesse mercado. Mas o quadro está prestes a mudar, e rapidamente. São cada vez mais claras as evidências de que a Amazon vai finalmente inaugurar seu site brasileiro de venda de livros eletrônicos no final deste mês ou começo de dezembro e trazer para o País o seu leitor digital, o Kindle. Alimenta os rumores o fato de a empresa americana ter fechado acordo com a Distribuidora de Livros Digitais [DLD], que reúne editoras como Sextante, Objetiva e Record. A Amazon também estaria contratando 14 profissionais no Brasil.

Esse não é o único grande movimento no setor. Pressionado pelo concorrente, o Google estaria acelerando o lançamento de seu tablet Nexus 7 por estas bandas, assim como o início das operações do Google Play Book. Contatadas por ISTOÉ, as empresas não confirmam as informações, mas gente de dentro do mercado e a imprensa especializada apostam que as empresas chegam ao Brasil antes do Natal. Elas estão motivadas pela perspectiva de o consumidor brasileiro se deixar seduzir pelos benefícios dos livros digitais. Entre eles, o preço cerca de 30% menor de cada obra, a capacidade de armazenar centenas de obras e a preservação do ambiente – além de economizar papel, o e-book não necessita de transporte motorizado.

SEM SOMBRA | Com telas que imitam a relação entre tinta e papel, a tela de alguns e-readers não reflete a luz e permite a leitura sob o sol

SEM SOMBRA | Com telas que imitam a relação entre tinta e papel, a tela de alguns e-readers não reflete a luz e permite a leitura sob o sol

Há ainda a comodidade e a rapidez. Se um best-seller sobre bruxos é lançado à meia-noite em Londres, um minuto depois você já pode estar lendo a obra, sem apertos nem filas. Facilidades como essas animam os consumidores ouvidos pela eCRM123, empresa especializada no relacionamento com clientes nas redes sociais. Em estudo publicado nesta semana, 84% dos entrevistados disseram aprovar o desembarque da Amazon no Brasil.

NúmerosSegundo Ednilson Xavier, presidente da Associação Nacional de Livrarias, a expectativa para a chegada da empresa é grande – e preocupante. “A Amazon impõe condições draconianas em relação aos preços e mata livrarias menores”, afirma. Para protegê-las, a associação presidida por Xavier pede que haja um intervalo de 120 dias entre o lançamento de um livro impresso e sua versão digital; que os descontos da editora para as livrarias sejam uniformes, ou seja, que as pequenas consigam os mesmos preços que as gigantes; que os livros digitais sejam no máximo 30% mais baratos que os de papel e que, caso as editoras vendam títulos virtuais diretamente ao consumidor, o desconto não passe de 5%.

Para Ednei Procópio, que trabalha com livros eletrônicos desde 1998 e é proprietário de uma editora [a LIVRUS] que leva escritores às plataformas digitais, a vinda da Amazon será positiva para editores e autores, que terão um novo canal de vendas, mas concorda que as livrarias poderão sofrer. “As lojas físicas terão de buscar outros modelos. Uma saída é virar um aparelho cultural, como a Livraria Cultura, que oferece música, teatro, café e promove lançamentos”, diz. A Cultura é, inclusive, uma das empresas nacionais que já correm para enfrentar a concorrência. Irá lançar o Kobo, e-reader fabricado por uma empresa canadense e que será vendido nas lojas da rede. O aparelho terá acesso a um acervo de três milhões de títulos digitais, 15 mil deles em português.

Outra empresa brasileira com armas para enfrentar a nova concorrência é a Gato Sabido, que inaugurou o mercado nacional de livros digitais em dezembro de 2009. Para tanto, conta com seu próprio aparelho, o Cool-er, produzido de forma terceirizada na China e vendido no País a partir de R$ 579. Com ele, o consumidor pode comprar obras com descontos consideráveis. A versão impressa de “Cinquenta Tons de Cinza” tem o preço recomendado de R$ 39,90. No Gato Sabido, o livro sai por R$ 19,92. É bom, mas apenas isso não irá proteger as empresas nacionais contra o rolo compressor que vem por aí. Inovação e qualidade no serviço serão fundamentais.

Fotos: JOE KLAMAR/AFP Photo; EyesWideOpen/Getty Images

Fotos: JOE KLAMAR/AFP Photo; EyesWideOpen/Getty Images

POR Juliana Tiraboschi | Revista ISOTÉ | N° Edição: 2246 | 23.Nov.12, às 15:32

W3C finalmente entra na jogada


POR EDNEI PROCÓPIO

W3C [a principal organização de padronização da World Wide Web] está apoiando a padronização dos livros eletrônicos. Para dar o start à iniciativa, a W3C criou uma comissão e o resultado inicial é um Workshop que será ministrado em fevereiro próximo. A ideia do Workshop é promover o livro eletrônico dentro de um padrão que eles chamam de Plataforma Open Web. Basicamente o que eles querem é introduzir no mercado a ideia de se trabalhar com padrões tecnologias abertas como HTML, CSS, SVG, XML, XSLT, XSL-FO, PNG, etc.

O projeto está sendo tocado em parceria com a International Digital Publishing Forum [IDPF] e Book Industry Study Group [BISG]. E fazem parte da comissão empresas como Adobe, Barnes & Noble, o consórcio DAISY, Google, Hachette, Ingram, O’Reilly, Pearson, Rakuten, Safari Books, Samsung, Sony e por aí vai.

Embora alguns players como por exemplo, a Amazon e Apple, através de suas grandes influências, força a barra tentando impôr os seus próprios formatos ao mercado, esta não é a primeira vez que a indústria se junta para tentar algo neste sentido. Como eu descrevi em meu primeiro livro, “Construindo uma Biblioteca Digital“:

O ideal seria se os livros eletrônicos fossem criados sob formatos padrões [abertos ou livres] utilizados na Internet.

O formato ePub, por exemplo, teve sua gênese de desenvolvimento baseada em uma especicação padrão chamada OeB. A especicação OeB [Open eBook] era um formato cuja estrutura já atendia a uma especificação aberta, baseada em XML [eXtensible Markup Language – linguagem de marcação extensível].

Citando Mckinley, “Do papel até a Web”, ninguém pode monopolizar os formatos abertos. E nenhuma pessoa ou entidade comercial tem controle sobre seus destinos. Os documentos XML, OeB, ePub, etc., pertencem aos seus proprietários. Eles não fazem parte de nenhum aplicativo, configuração de hardware ou sistema operacional. Além disso, assim como a XML, o HTML e o ePub, os documentos Open Web serão inteligentes e úteis por muito tempo, mesmo após os formatos de processadores de texto binários de propriedade dos dias de hoje terem se tornado obsoleto.

Considere a seguinte situação, um livro de papel de conteúdo romântico permanecerá legível por 20, 50, ou, quem sabe, 100 anos. Qual é a probabilidade dos formatos de processadores de textos binários de propriedade atuais permanecerem legíveis por 10 anos, ou até 100 anos? Novos sistemas operacionais e programas aparecem e somem, mas a Open Web é permanente. Desse modo, utilizar formatos padrões abertos para disponibilizar livros digitais garante que o leitor não precise, por exemplo, adquirir duas ou mais vezes o mesmo livro quando migrar para hardwares de plataformas diferentes.

Com Open Web, o conteúdo de um eBook torna-se independente de qualquer sistema de formatação em particular. Por toda sua existência, um eBook poderá se transformar em muitos diferentes formatos e tamanhos. Por todo o tempo, entretanto, a estrutura e o conteúdo podem ser retidos de forma independente, permitindo assim que o livro seja reformatado várias vezes para grande variedade de e-readers existentes hoje e para os que ainda serão inventados.

POR EDNEI PROCÓPIO

E enquanto não saí o Marco Civil da Internet…


POR EDNEI PROCÓPIO

A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges

A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges

Pessoal, é o seguinte, olha só, lembra daquele caso do site Livros de Humanas com a ABDR [Associação Brasileira de Direitos Reprográficos]? Pois é, a bola da vez agora é o website eBooksBrasil.org que está está sendo sondada, escaneada e vigiada pela ABDR.

Na verdade, o projeto eBooksBrasil já vem sendo rondado pela ABDR há algum tempo. Em setembro a conta da eBooksBrasil foi deliberadamente vigiada no site de compartilhamento Scribd por supostamente estar infringindo as leis de Direitos Autorais.

Uma explicação publicada no site da eBooksBrasil.org no dia 28 daquele mês registra o seguinte:

A culpa é dos cupins. A ABDR, em seu trabalho incessante de proteger os interesses editoriais de seus mantenedores, já tinha solicitado ao Scribd a retirada de conteúdos legítimos, aproveitando-se do DMCA, como pode ser visto aqui.

Dei todo o tempo do mundo para que a ABDR criasse vergonha e se retratasse, como por ser visto aqui. Não só não se retratou, como voltou a atacar, solicitando ao Scribd a retirada de outro conteúdo legítimo, como pode ser visto aqui.

Como cada vez constato, à abundância, o grau de pouca vergonha vigente, não estranho o comportamento dos térmitas da ABDR. Mas não estou com disposição de ficar brincando de notificações e contra-notificações, principalmente porque todos os livros que coloquei lá estão aqui. Assim, todos os ebooks colocados na estante do eBooksBrasil no Scribd foram retirados. Os autores e/ou tradutores, legítimos detentores dos direitos autorais, poderão, caso queiram, fazer a inclusão diretamente no Scrib. Este é mais um desserviço da ABDR à democratização da cultura em nosso país. Não reclamem comigo [eBooksBrasil.org], nem com o Sribd [Scribd.com]. Se quiserem reclamar com alguém, reclamem com a ABDR [abdr.org.br].

Hummmmm… Interessante… Deixe-me ver. Teotonio Simoes, o fundador da eBooksBrasil.org, conta agora em seu website que recebeu no último dia 13, abre parenteses, “um ameaçador e-mail em nome da abdr [ela mesma] dando-me o prazo de 24 horas para retirar do site o livro A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, tradução de Frederico Ozanam Pessoa de Barros.“.

É, bem, hoje é dia 23, já se passaram 10 dias e o livro A Cidade Antiga ainda continua lá, no ar, em uma primorosa edição versão eBookLibris, diga-se de passagem. E, para por ainda mais senha na fogueira, Teotonio Simoes ainda publicou os e-mails trocados com a ABDR.

Não faço e não faria apologia à pirataria, mas tem realmente alguma coisa errada no entendimento do que é público e do que é privado. Teotonio Simoes é simplesmente um artista em suas colocações. Simplesmente genial!

POR EDNEI PROCÓPIO

Não vire a página assim, é da Apple


Gigante americana compra a patente da virada de página

Tão esquisito quanto esse título é a mais nova patente adquirida pela Apple, a D670,713, também conhecida como “virar a página do e-book”. O jornal The New York Times divulgou a notícia de que a empresa americana comprou a patente descrita como “Display de tela ou porção de tela com interface gráfica animada”. E-readers não poderão mais usar a animação que simula a virada de página nos e-books – a patente vem com três gráficos que mostram exatamente qual foi a ‘virada de página’ comprada. Essa ação pode fazer parte dos planos da Apple para a criação de algum device inovador, mas com certeza irá dificultar a vida dos concorrentes com processos sobre patentes.

Por Iona Stevens | PublishNews | 22/11/2012

Objetiva lança selo digital


Foglio será destinado a publicar obras curtas, com até 15 mil palavras

A Editora Objetiva lançará neste mês o selo Foglio, destinado a publicar, em formato exclusivamente digital, obras curtas, com até 15 mil palavras, como crônicas, contos, poemas, ensaios, pequenas novelas e reportagens. O preço dos títulos deverá variar entre R$ 4 e R$ 8 reais. Os três primeiros títulos do novo selo são Jazz, crônicas de Luis Fernando Verissimo; Contos, inéditos de Ana Maria Machado; e e-Quintana, com poemas do escritor gaúcho Mário Quintana. Entre os próximos títulos que serão lançados estarão um de crônicas de João Ubaldo Ribeiro e um livro inédito em português do escritor inglês Will Self, sobre o mundo da baixa gastronomia.

PublishNews | 22/11/2012

O case Saraiva Digital Reader


Saraiva Digital Reader é um aplicativo que possibilita a leitura dos livros digitais. Promete uma leitura confortável e inteligente.

Com o Saraiva Digital Reader o leitor pode organizar suas leituras por categorias e gerenciar sua biblioteca digital.

O aplicativo está atrelado a loja da Livraria Saraiva que roda nativamente dentro do aplicativo. Ou seja, o leitor pode adquirir as obras em formato digital de grandes escritor e o melhor da literatura mundial.

Saraiva Digital Reader suporta arquivos nos formatos PDF e ePub [mas não o ePub3] e pode ser registrado em até seis hardwares de leitura digital, com um mesmo login e senha.

O case Booktype


Estou terminando um post sobre a história da empresa SoftBook Press, inspiradora para quem curte o mundo dos eBooks. Posto ela em breve.

Já faz algum tempo que eu deveria, porém, ter postado aqui um texto sobre a plataforma Booktype, mas, como sempre, eu estava sem tempo. Escrevi então este texto aqui ontem, em uma pousada em Olinda, quando estava descansando para a minha última palestra na Fliporto.

Booktype é uma plataforma que se diz Open Source, mas que, na prática, já demonstra um viés mais comercial com a sua versão Pro. A plataforma tem como objetivo tornar fácil para as pessoas e organizações o processo de organizar, editar e publicar livros. E promete facilitar também os processos de produção colaborativa em contraposição às plataformas wikis e os pesados CMS´s.

Booktype promete integrar o autor e aditora diretamente aos canais Amazon, Lulu, iBooks [Apple, e em uma diversidade de outros canais e-readers. Com ferramentas sociais, fluxos de trabalho simples e liberdade para escolher suas próprias licenças [Copyright ou CopyLeft], Booktype pode ser usado por editoras, autores e e instituições de ensino para a produção de jornais, serviços de impressão sob demanda.

A Sourcefabric, empresa responsável pela plataforma Booktype oferece serviços de instalação, hospedagem, atualizações e segurança. Já estamos instalando e testando o Booktype. Se valer à pena voltamos a tocar neste assunto.

POR EDNEI PROCÓPIO

Leitura digital brasileira


Família E-readers da Kobo | Kobos: Mini, Glo, Touch e Arc

Família E-readers da Kobo | Kobos: Mini, Glo, Touch e Arc

O livro eletrônico ainda engatinha no Brasil, onde há poucas opções de e-readers e a quantidade de títulos em português é limitada. A chegada do Kindle e da Amazon ao Brasil em dezembro deve acabar com o marasmo. Nesse contexto, a Livraria Cultura se mexe para marcar posição, lançando o e-reader Kobo.

Fabricado por uma empresa canadense, o Kobo é visto nos Estados Unidos como o leitor das livrarias independentes, quase um gadget de resistência contra o trator amazoniano. No Brasil, ele chega aliado a uma livraria com 16 lojas pelo Brasil e 65 anos de mercado nacional.

Os quatro modelos do Kobo serão lançados aqui e poderão ser comprados no site e em lojas físicas da Cultura. O primeiro a chegar é o Touch. Depois vem o Glo, o Arc e o Mini. A Cultura ainda não tem as datas de lançamento nem os preços. Nos EUA, custam entre US$ 99 e US$ 199.

O teste do Link foi feito no modelo Glo, que tem configurações bem parecidas com o Touch, o primeiro a sair no Brasil. Pesa apenas 185 gramas, tem 114 milímetros de largura, 157 mm de altura e 10 mm de espessura. Seu processador tem 1 GHz e o aparelho tem 2 GB de armazenamento, expansível para 32 GB com um cartão MicroSD, suficiente para guardar até 30 mil livros.

O Kobo Glo tem uma textura de tela agradável para a leitura. É opaca e tem o contraste acentuado de uma impressão de boa qualidade. Para ambientes escuros, a tela tem iluminação própria.

Há várias opções de fonte, tamanho e espaçamento para os textos. Virar páginas é simples, basta deslizar o dedo sobre a tela. Fazer aparecer os comandos de configurações é menos intuitivo. Nas primeiras vezes, perdi um certo tempo até conseguir.

A maior chatice do Kobo Glo é a falta de resposta da tela em muitas ocasiões. Na hora de escrever, por exemplo, é comum ter de bater mais de uma vez em uma tecla na tela em busca de uma resposta. Depois de um tempo sem uso, ele chegou a “congelar” algumas vezes. Tive de usar o botão de ligar/desligar para reativar o aparelho.

O catálogo à disposição é vasto. São três milhões de títulos da Kobo, sendo 15 mil em português, mais 320 mil títulos do acervo eletrônico da Livraria Cultura. Os preços dos importados consultados eram mais caros que no sistema Kindle/Amazon [o último livro de Tom Wolfe, Back To Blood, por exemplo, era quase US$ 15 mais barato na Amazon]. Aliás, a checagem de preço via mecanismo de busca do Kobo é um processo aborrecido. É preciso preencher dados de endereço toda vez para se chegar no valor.

O Kobo aceita vários formatos de ebook, mas “prefere” o ePUB, pois através dele recursos como integração com o Facebook são possíveis. Uma vez que um título é baixado, ele pode ser lido em outras plataformas do usuário [PC, iPhone]. Para isso basta apenas ter o aplicativo Kobo.

Kobo Glo
Preço Não divulgado
Armazenamento 2 GB, expansível para 32 GB com cartão MicroSD [equivalente a cerca de 30 mil livros eletrônicos]
Processador 1 GHz
Peso 185 gramas
Tela 6 polegadas
Conectividade Wi-Fi e Micro USB
Duração da bateria 1 mês, considerando 30 minutos de leitura por dia

Por Camilo Rocha | Publicado originalmente no BLOG HOMEM-OBJETO | LINK do Estadão | 18 de novembro de 2012, às 17h59

E-Porto Party debate o poder do livro no novo cenário digital


Ednei Procópio, na Fliporto 2012

Ednei Procópio, na Fliporto 2012

A segunda parte do curso ‘O livro além da mídia’, ministrado por um dos maiores especialistas em e-books do país, Ednei Procópio, movimentou a tarde de hoje na E-Porto Party. Com a frase “o livro é a convergência perfeita entre hardware, software e conteúdo”, Procópio abriu o curso destacando que diversas ferramentas digitais tentam ser como o livro impresso, mas nenhum software ou hardware é tão perfeito e cumpre a sua finalidade com tanta eficiência.

Voltado para todas as pessoas, independente do nível de conhecimento em mídias digitais, o curso revela as mudanças que afetaram o mundo literário com a chegada e influência do digital no trabalho dos escritores. De acordo com Ednei Procópio, nenhuma ferramenta é capaz de substituir o livro. “O livro vai ser livro em qualquer lugar, independente se ele vai ser lido pelo celular ou tablet. Podem tentar imitá-lo, mas ele já é uma ferramenta perfeita, acessível e já vem com wi-fi”, brincou.

A terceira e última parte do curso acontece amanhã [18], das 13h às 15h, na E-Porto Party. Além deste curso haverá também palestras e workshops sobre Windows 8. Toda a programação é gratuita e vai abordar como tema principal as linguagens infinitas.

Por Rebeka Nascimento

Apple já vende mais ebooks que Saraiva e Cultura, combinadas – conheça o segredo


Essa é a notícia da semana, publicada pela Folha de SP – Apple vende mais ebooks que as grandes livrarias brasileiras, juntas. E posso corroborar pessoalmente essa informação. As vendas de eBooks da Simplíssimo, na Apple, também superaram a soma das vendas nas Livrarias Saraiva e Cultura. Mesmo com preços em dólar e acrescendo com isso 6,38% de imposto sobre as compras, no cartão de crédito.

Qual o segredo? O usuário. Mais especificamente, a experiência do usuário, ao comprar e ler ebooks diretamente nos iPads, iPhones, e tablets e smartphones Android. E quem afirma isso? Os próprios usuários.

Do ponto de vista do usuário, comprar um ebook no aplicativo iBooks, da Apple, é muito mais fácil e acessível – com poucos toques na tela, é possível comprar e começar a ler, imediatamente, o livro adquirido. O download e o acesso ao ebook é rápido, praticamente sem problemas ou falhas no processo, sem necessidade de instalar programas em computadores, ou fazer cadastro em sistemas de segurança. A experiência de leitura é agradável, e ajustes básicos estão disponíveis – ajuste de fonte e modo noturno, por exemplo. A média de avaliação do programa é 3.5 [também em escala de 1 a 5].

Comparativamente, o app da Saraiva para iOS tem nota 2 na avaliação dos usuários, que reclamam da usabilidade do aplicativo. A Livraria Cultura também possui um app para iOS, no momento indisponível para download, segundo a página do iTunes. Uma busca no Google esclarece que o app da Cultura tinha nota 3, embora com apenas 145 avaliações – o app da Saraiva tem mais de 1.300 avaliações, e o da Apple, mais de 3 mil. Mesmo com uma média melhor, uma das últimas avaliações do app da Cultura reclamava que o aplicativo não permitia alterar o tamanho da fonte do ebook. Quando nem os recursos básicos funcionam, fica complicado querer que os consumidores se animem a comprar algum ebook.

A situação dos aplicativos no sistema Android impressiona, tanto positiva, quanto negativamente. O aplicativo da Livraria Saraiva, o Saraiva Digital Reader, tem nota média de 3.9 em 5, na avaliação de 2.180 usuários de tablets e smartphones Android. Esta é uma avaliação muito boa, que mostra a qualidade da Saraiva nesta plataforma e a satisfação dos usuários com a tecnologia da Livraria, o que é significativo. Mesmo assim, não escapa de críticas. O usuário GVerta, que possui um Galaxy S3 e deu nota 4 para o app da Saraiva, avalia:

Muito bom – Muito bom o leitor!! Apenas gostaria que mantivesse salvas as configuracoes de leitura, como cor de fundo e tudo mais

A Saraiva ainda recebe críticas, mas cumpre o dever de casa. Não é à toa que as vendas de ebooks da Saraiva aumentaram nos últimos meses.

A situação da Livraria Cultura, na plataforma Android, já é bem diferente – e constrangedora. Mais de 1.800 usuários deram nota 1, a nota mínima, para os dois aplicativos da Livraria Cultura, que apresentam notas médias de 1,3 e 1,4, na escala de 1 a 5. A maioria das queixas parte de usuários que não conseguem remover o aplicativo da Cultura, pré-instalado em aparelhos Android, e reclamam furiosamente contra a imposição do aplicativo. Um número considerável de avaliações também reclama da usabilidade dos aplicativos, problemas para baixar livros comprados ou simplesmente usar o aplicativo com sucesso. Com a palavra, o usuário Rodrigo, dono de um Galaxy Tab 10.1, que deu nota 1 para a Livraria Cultura:

Péssimo aplicativo – Não funciona adequadamente e não tem suporte. Por Email me indicaram usar o bluefire reader e fazer o download do livro pelo site da própria livraria cultura. Vou desinstalá-lo agora.

Vai ficando mais fácil entender como a Apple vende mais que as livrarias brasileiras, combinadas, com apenas três semanas de operação. O suporte da Livraria Cultura não recomenda o seu próprio aplicativo… precisa acrescentar algo mais? É caso encerrado. Para a sorte dos clientes da Cultura, a Cultura firmou acordo com a Kobo. Se os aplicativos da Livraria Cultura forem descontinuados, em prol do aplicativo da Kobo, certamente os usuários ficarão bem mais felizes. O app da Kobo tem uma ótima avaliação e oferece recursos superiores, até mesmo na comparação com o iBooks da Apple. Mas será que a Livraria Cultura será integrada aos aplicativos da Kobo, ou somente aos aparelhos? Resta aguardar as próximas semanas, para conferir até que ponto irá a integração das duas empresas.

Quem perde a corrida da tecnologia e dos aplicativos, oferecendo tosquices aos leitores, fica para trás nas vendas e perde o jogo. Quem pensa no usuário final e na satisfação do usuário, vende mais. Na verdade, não tem segredo… é só fazer o que todo bom comerciante deve fazer: atender bem o cliente.

Por Eduardo Melo | Revolução eBook | 15/11/2012

Google e Amazon iniciam venda de livro digital no país até o Natal


A Amazon e o Google se preparam para iniciar a venda de livros digitais no Brasil nas próximas semanas. As duas empresas estão em fase de finalização de contratos com editoras brasileiras.

A Folha apurou que a intenção tanto de Amazon quanto de Google, por meio de sua loja Google Play, é iniciar as vendas antes do Natal e, possivelmente, antes do fim de novembro.

As empresas tentam manter o máximo de sigilo sobre a data exata da estreia e não revelam a informação nem aos principais fornecedores.

Após um ano e meio de negociações, a Amazon chegou nesta semana a um acordo com a Distribuidora de Livros Digitais, que reúne as editoras Sextante, Rocco, Objetiva, Record, Novo Conceito, LP&M e Planeta. O contrato será assinado nos próximos dias.

A DLD já firmou, recentemente, contratos com Apple, Google e Livraria Cultura.

KOBO

O fim deste mês coincide com a previsão de início das vendas do leitor digital Kobo pela Livraria Cultura, e a Amazon não quer ficar para trás na estreia da venda do Kindle como opção de presente de Natal.

O Google também corre para lançar seu tablet Nexus 7 no Brasil simultaneamente ao lançamento da sua livraria digital. O aparelho foi apresentado mundialmente em junho.

O Kobo, marca canadense adquirida pela japonesa Rakuten, é a principal arma da Cultura para tentar sobreviver à concorrência das gigantes americanas.

Procurados pela reportagem, Google e Amazon disseram que não comentam rumores ou especulações.

Neste momento, além da finalização de contratos, as editoras brasileiras estão testando a compatibilidade dos formatos dos livros digitais com os sistemas do Kindle e do Google Play [Android].

PREÇO

Os livros digitais deverão custar em média 70% do preço de capa do livro físico.

Google: o objetivo do Google Library Project é, segundo o site oficial da empresa tecnológica, "facilitar a busca de livros relevantes"

Google: o objetivo do Google Library Project é, segundo o site oficial da empresa tecnológica, “facilitar a busca de livros relevantes”

Enquanto o Google Play vende apenas conteúdo digital, a Amazon está investindo também em uma operação de comércio eletrônico no Brasil, com a venda de livros físicos e outros produtos. Mas essa operação não deve começar antes do primeiro trimestre de 2013.

A pressa da Amazon e do Google também está relacionada à concorrência com a Apple, que iniciou a venda de livros digitais brasileiros em outubro.

Neste primeiro momento, a iBookstore vende a partir de sua operação dos Estados Unidos, em dólar -o que implica cobrança de IOF [Imposto sobre Opeações Financeiras].

Mesmo em dólar e com imposto [livro no Brasil é isento], a Folha apurou que a iBookstore já vende mais livros digitais que os sites de Saraiva e Livraria Cultura somados.

POR MARIANA BARBOSA e MARIANNA ARAGÃO | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | 15/11/2012 – 06h41

Hachette adere ao formato ePub3


O grupo Hachette está planejando lançar livros digitais em EPub3 e começará com 16 títulos no formato, que é um padrão interativo e focado em multimídia para e-books enhanced, entre novembro 2012 e março 2013. O lançamento marca o compromisso da Hachette com o formato, e a casa planeja lançar todos seus títulos de ficção em EPub3 até março 2013. […] Além de facilitar o desenvolvimento de conteúdo interativo e multimídia para e-books enhanced, o presidente do grupo Ken Michaels disse que o padrão EPub3 permite que o conteúdo seja lido em qualquer suporte. “A indústria precisa de formatos como o EPub3, que permitem uma maior gama de criatividade editorial no tratamento de layouts complexos, capacidades de mídia e interatividade ricas”, disse Michaels.

Publishers Weekly | 15/11/2012

Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro


Acordo entre maior varejista on-line do mundo e distribuidora DLD está prestes a ser assinado, dizem fontes

Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo | Reuters

Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo | Reuters

RIO | Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle. A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25% neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China, em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 [US$ 239] — três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, disse a agência.

Por André Machado e Sérgio Matsuura | O Globo | 14/11/2012 | © 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Venda de tablets mais que triplica no Brasil


O que mais contribuiu para esse crescimento foi a combinação da demanda dos usuários com o surgimento de modelos com preços mais baixos que o iPad, o precursor do mercado

Levantamento de consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos no Brasil até o fim deste ano | Photo Mathew Sumner Getty Images

Levantamento de consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos no Brasil até o fim deste ano | Photo Mathew Sumner Getty Images

São Paulo | Os tablets ganham mercado em ritmo acelerado no Brasil. Uma pesquisa divulgada pela consultoria GfK mostra que entre janeiro e agosto de 2012 houve um aumento de 267% nas vendas do produto na comparação com o mesmo período do ano passado.

O que mais contribuiu para esse crescimento foi a combinação da demanda dos usuários – cada vez mais atraídos pela portabilidade da prancheta eletrônica – com o surgimento de modelos com preços mais baixos que o iPad, o precursor do mercado.

Hoje, a versão mais básica do iPad 2 [16 gigabytes, Wi-Fi] é vendida no site da Apple por R$ 1.299. Mas, quase dois anos após o lançamento do primeiro tablet da empresa de Steve Jobs, há várias opções abaixo dos mil reais no Brasil.

O Samsung Galaxy Tab 2, de 8 gigabytes e Wi-Fi, tem o preço sugerido de R$ 699. Com especificações iguais, o Ypy, da Positivo, tem o mesmo preço. A média de preços hoje, segundo levantamento da GfK feito em agosto, é de R$ 968. Em dezembro de 2010, esse valor ultrapassava os R$ 2 mil. “Isso ilustra bem o quanto os tablets estão mais acessíveis“, diz Cláudia Bindo, gerente de telecomunicações da GFK.

Ela explica que os tablets apenas com Wi-Fi são os mais vendidos. “Mas isso não significa que os aparelhos 3G não são importantes. O uso dos produtos é que difere.” Há os usuários iniciantes que optam pelo Wi-Fi [geralmente os mais baratos] e há os que precisam da conexão de internet móvel a todo momento, segundo ela. São os usuários mais avançados.

Também são parte significativa do mercado os aparelhos de tamanho próximo a 7 polegadas. Segundo a consultoria IDC, esse modelo responde por metade das vendas no País. Com o lançamento do iPad mini, a Apple deve começar a concorrer nesse mercado, observa o analista de mercado da IDC Attila Belavary.

O último levantamento da consultoria indica que 2,6 milhões de tablets serão vendidos até o fim deste ano. Para 2013, a empresa espera que o mercado brasileiro alcance a marca de 5,4 milhões de unidades. Estão incluídos nessa estimativa os tablets adotados em empresas, universidades públicas e privadas e as cerca de 900 mil unidades que o Ministério da Educação deve entregar a escolas públicas entre o fim de 2012 e meados de 2013.

Publicado originalmente em EXAME.COM | 14/11/2012, às 11:07

O case Bookset


A era digital revolucionou diversos setores da vida em sociedade, sendo difícil apontar um segmento que não seja influenciado pelas novas tecnologias de comunicação e informação.

Foi pensando nessa transformação que as empresas BooKPartners, conceituada no segmento de livros, e a Futurelab, responsável por introduzir novas tecnologias no mercado brasileiro, criaram uma ferramenta digital inovadora que facilita o acesso ao conhecimento.

Trata-se da Bookset. Uma plataforma online de armazenamento e disponibilização de livros em uma estante virtual, que pode ser acessada de qualquer dispositivo móvel ou computador conectado à internet. Desenvolvida em HTML5, uma linguagem tecnológica de vanguarda que abre novas opções de aplicação de conteúdo na web, a Bookset é compatível com todos os browsers de navegação disponíveis no mercado.

A plataforma Bookset facilita a atuação de editoras, universidades e estudantes, oferecendo recursos de gerenciamento e acesso otimizado ao acervo digital de Bibliotecas virtuais em instituições de ensino e órgãos públicos.

Conheça a seguir os benefícios dessa plataforma pioneira, que vai ampliar a conexão dos leitores com o universo dos livros digitais em http://www.bookset.com.br.

Segurança e praticidade na aquisição de títulos

Agilidade
Possibilita a venda rápida de títulos, e os pedidos são supridos de forma dinâmica e online.

Gestão online
Todo o processo, da venda à distribuição e leitura é realizado online, e as editoras têm total controle sobre os títulos comercializados.

Conteúdo
Os livros digitais possibilitam o uso de recursos de áudio e vídeo tornando a leitura uma experiência interativa.

Segurança
Sistema anti-cópia e direitos autorais garantidos, o conteúdo é lido via navegador, impossibilitando o download e a distribuição ilegal.

Facilidade para editoras, estudantes e universidades

Acervo digital
Parceria com as principais editoras do país, incluindo as universitárias, para oferecer o melhor conteúdo nas diversas áreas do conhecimento.

Conteúdo dinâmico
A BookSet permite às universidades inserirem no acervo teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso, contemplando toda sua produção acadêmica.

Interface prática e moderna
Tanto editoras, como bibliotecas e estudantes, têm acesso a sua estante virtual de forma interativa, por meio de uma interface gráfica agradável e intuitiva.

Gerenciamento da Biblioteca Virtual ao alcance de um clique

Comodidade
Redução do tempo demandado para o preparo dos livros desde o recebimento até a disponibilização.

Reposição por demanda
Sistema orgânico que otimiza a gestão da biblioteca, sugerindo a reposição dos títulos.

Disponibilidade
Controle dos empréstimos com acompanhamento simultâneo ao número de títulos disponíveis.

Pluralidade
Pode ser acessada tanto de um computador convencional como por tablets ou smartphones.

Praticidade
Diminuição de volumes físicos permitindo uma reorganização dos ambientes de leitura e estudo.

[Quase] Tudo pronto


Amazon Kindle

Amazon Kindle

A DLD, a distribuidora de livros digitais que reúne Rocco, Sextante, Objetiva e Record, finalmente se acertou com a Amazon. Há mais de um ano a varejista americana negocia, negocia, mas nada concluía. Agora, se acertaram. Só falta assinar.

Tudo caminha mesmo para que a Amazon faça sua estreia no Brasil entre o final deste mês e a primeira quinzena de dezembro. Inicialmente, venderá apenas e-books e o Kindle.

Por Lauro Jardim | Coluna Radar | Veja | terça-feira, 13 de novembro de 2012

Venda de livros digitais é tema de curso


Aulas ocorrerão nos dias 29 e 30/11 na Universidade do Livro

A Universidade do Livro [Praça da Sé, 108, Centro, São Paulo] promove nos dias 29 e 30/11 o curso “O papel das editoras nas vendas sem papel – Os novos desafios da comercialização de livros eletrônicos”. As aulas ocorrerão das 18h às 21h30 e serão ministradas pelo publicitário e diretor da área de negócios internacionais da EDICEI [Editora no Conselho Espírita Internacional], Fernando Quaglia. No programa serão abordados temas como o marketing tradicional vs. o marketing digital; estratégias diferenciadas para comercializar e-books; as características do mercado de e-books no Brasil; a comercialização em plataformas internacionais, entre outros. O objetivo é apresentar os canais comerciais mais adequados para vender livros eletrônicos. Para mais informações e inscrições, acesse.

PublishNews | 13/11/2012

Hachette tem mês excepcional


A publicação de The Casual Vacancy de J.K. Rowling e o crescimento das vendas de e-books ajudaram a Hachette UK a registrar um mês excepcional em setembro, liderando as vendas do mercado editorial do terceiro trimestre. […] O CEO da Hachette UK Tim Hutchinson disse que as vendas de livros impressos e e-books de The Casual Vacancy “continuam excedendo as expectativas”. […] E-books representaram 20% do total de vendas do varejo de livro adultos no Reino Unido, e 20% nos Estados Unidos, o que representa 6,4% das vendas líquidas da divisão editorial do grupo Lagardere. […] Em outra nota, a HUK declarou que o mês de setembro registrou o maior nível de vendas digitais da história, um aumento de 125% em relação a setembro 2011, com os top 20 títulos de e-books refletindo amplamente as vendas dos bestsellers impressos.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 13/11/2012

Taxando a Amazon: uma investigação


Amazon.co.uk está sendo investigada pelas autoridades fiscais do Reino Unido. A investigação cobre os anos de 2004 a 2010, que inclui o período em que a propriedade da companhia britânica foi transferida para uma empresa em Luxemburgo. A Amazon EU foi estabelecida em 2004, visando a redução das taxas de imposto do grupo por meios legais. O negócio no Reino Unido foi transferido para Luxemburgo em 2006 em uma complexa transação que envolveu quatro acionistas proprietários. […] Os registros da Amazon EU mostram que ela possuía 134 empregados em 2010, gerando um volume de negócios de US$ 9,5 bilhões. Naquele mesmo ano, a Amazon.co.uk empregou 2.265 pessoas, mas registrou um volume de negócios de apenas US$ 233 milhões […] A investigação pode ser uma rotina de auditoria fiscal para a Amazon.co.uk. Não há indicação de que a Amazon tenha infringido nenhuma lei em sua busca por menos impostos. Porém, pode ser que envolva questões de transferência de preço.

Por Ian Griffiths | The Bookseller | 13/11/2012

Bibliotecas investem em tecnologia para não perder público


O ambiente calmo das bibliotecas favorece a concentração e é considerado ideal para o bom desempenho nos estudos. Com receio de perder frequentadores, algumas estão investindo em modernidade.

Um exemplo é a biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil [CCBB] do Rio de Janeiro, que investiu em equipamentos. Wi-fi e cadeiras ergonômicas estão no pacote.

Já outras se especializaram em determinadas áreas, como a biblioteca do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada [Impa]. Ela tem o maior acervo de livros e publicações de matemática da América Latina, disponíveis também na forma digital.

Apesar disso, a diretora da Fundação Biblioteca Nacional, Antonieta Cunha, garante que os livros impressos não perderam força. “Uma biblioteca tem o aprofundamento do conhecimento que, com certeza, não está na internet. A internet dá dicas para você chegar a esse conhecimento mais profundo”, ressalta ela.

Para a professora da UFF Andréa Pavão, os investimentos em modernidade ainda não refletem a condição atual do Brasil e devem demorar a se firmar no futuro. “No Brasil, a leitura é um privilégio de classe. 60% das escolas públicas do país não têm bibliotecas. Então, a leitura digital ainda não está muito democratizada. O acesso a computador no Brasil ainda é muito elitista”, aponta a professora.

Globo News | 13/11/2012

Revista portuguesa Ler gratuita para os brasileiros


No mês do novembro, brasileiros poderão baixar a publicação gratuitamente no site da Wook

Os brasileiros podem baixar gratuitamente a revista literária portuguesa Ler, da editora Círculo de Leitores, no site da Wook. A campanha é exclusiva para o Brasil e é válida até o final do mês.

Nesta edição a publicação traz “entrevistas exclusivas de Alberto Manguel e JK Rowling, um ensaio inédito de Eduardo Lourenço, uma homenagem a Manuel António Pina, os “roubos” literários de seis romancistas portugueses, o novo livro de António Lobo Antunes e as crónicas de José Eduardo Agualusa e Inês Pedrosa”.

PublishNews | 12/11/2012

Qual será o futuro dos sebos?


Chegada da Amazon ao Brasil coloca em xeque as livrarias de segunda mão

Seu José Germano repete a mesma rotina há 60 anos. Chega às 6h30min em seu sebo e vai embora apenas às 19h. Depois de ter sido faxineiro, entregador e atendente, ele é o atual e único dono da tradicionalíssima Livraria São José, no Centro. Mas o alfarrábio não está mais na Rua São José, onde já teve até quatro pontos diferentes. O novo endereço, após passar pela Rua do Carmo e a Praça Tiradentes, é a Avenida Primeiro de Março 37. Teve que se mudar para sobreviver.

— A livraria está acabando por conta do livro digital. Principalmente os sebos. Porque eu vendo livro velho e não existe livro digital velho, não é? — argumenta ele que, aos 74 anos, se rendeu, ao menos, à venda pela internet. — Não temos mais aquela clientela que tínhamos nas décadas de 1970, de 1980. Há 20 anos, se alguém me oferecesse uma biblioteca de 5 mil, eu não pensava duas vezes. Hoje, não sei.

Sob ameaça dos leitores digitais

O livreiro da São José é apenas uma das pontas desse intrincado negócio de compra e venda de livros usados. Ele representa o perfil mais tradicional, com a loja com corredores longos, clientes de longa data, iluminação menos potente, estantes empoeiradas e edições antigas. Mas Germano não é o único tipo de livreiro que está tendo que se adaptar a uma nova realidade em que o digital se torna cada vez mais comum, principalmente com a chegada iminente da gigante do comércio eletrônico Amazon ao Brasil. Essas lojas especializadas em obras de segunda mão vão sobreviver após a colisão desse asteroide?

— Sinceramente não sei como um sebo se reinventaria como loja física — diz Camila Cabete, gerente de Publisher Relations da Kobo, o leitor digital que lançará uma loja no Brasil até o fim do ano, em parceria com a Livraria Cultura. — Eu continuarei usando sebos. Porém, não sei como se comportarão os nativos digitais.

O caminho restrito ao comércio online é a opção de alguns livreiros de longa tradição física para tentar evitar a fossilização. É o “exército de um homem só”, argumenta Marcelo Latcher. Ele já participou direta e indiretamente da criação de dezenas de lojas. Hoje, mantém apenas a Gracilianos do Ramo, mas só virtualmente.

— Sebo tem os seus dias contados, mas ainda é possível ganhar muito dinheiro na decadência — disparou Latcher, que faz parte de uma geração de livreiros mais jovem que a de Germano. — No futuro, o livro será comprado em um antiquário. Vai ser algo chique. Mas isso não me incomoda em absoluto.

Uma vez que se optou pela internet, o principal caminho adotado no Brasil tem sido a Estante Virtual. Segundo o criador do site, André Garcia, 97% das transações de livros usados na internet brasileira acontece sob o domínio da sua empresa. Garcia, ainda mais jovem que Latcher, não tem qualquer receio das transformações, e diz não ter visto qualquer impacto do livro digital: “fez cócegas no mercado nacional”.

— O e-reader vai continuar seguindo como parcela minoritária do mercado aqui — aposta ele, que disse estar preparado para enfrentar a Amazon, caso ela também venda livros de segunda mão no mercado nacional, como faz nos Estados Unidos e em outros países como França e Reino Unido.

De toda forma, ele é outro que não quer ficar parado e já planeja explorar outras áreas, inclusive a obra eletrônica. — Mas em uma competição, o livro físico ganha dos e-books nesse nicho exatamente por sua materialidade.

Nem toda livraria de usados aposta unicamente na venda on-line, entretanto. Maurício Gouveia, um dos donos da Baratos da Ribeiro, de Copacabana, cadastra apenas um percentual pequeno do acervo, por conta do alto custo de implementação e a baixa vendagem pelo meio.

— Nosso cliente não é o cara que procura o livro X ou Y. Nosso cliente é o cara o que aparece para saber se pintou algo de novo, que gosta de bater papo, dar uma passadinha — explica ele, que acredita que o aluguel no Rio de Janeiro é um problema muito maior que a Amazon.

Livreira aposta em convivência pacífica

Tendo experiência de quase 30 anos nas livrarias “tradicionais”, Graça Neiva, do Luzes da Cidade, em Botafogo, sugere que nos sebos sempre se pode encontrar surpresas. Já as que vendem obras novas estão homogeneizadas.

— Dizem os mais velhos que a TV era uma ameaça ao cinema. E, apesar de ter diminuído de tamanho, a indústria do cinema não vai tão mal assim. No livro, vai ter que ter acomodação — conta ela que, há anos, quando o assunto livro digital começou a aparecer no Brasil, colocou uma placa, em tom de brincadeira, anunciando que eles estavam comprando Kindles, o leitor digital da Amazon. — Já tinha gente querendo passar o Kindle antigo!

Entre livreiros à moda antiga e outros conectados, fica o mais interessado no assunto, o leitor. Bibliófilo, além de poeta, professor e acadêmico, Antonio Carlos Secchin é autor do “Guia de sebos” que, apesar de estar na quinta edição, ele acredita que já nasce obsoleto. A razão? O crescimento dos sebos virtuais.

— Mas como todo mundo pode se autodenominar livreiro, há uma série de informações erradas circulando pela internet, que eu nem acho que seja de má-fé. Como quando se anuncia um título e é outro. O colecionador que está em busca de uma edição específica, acaba tendo que tomar bastante cuidado.

Contudo, Secchin não acredita que o principal movimento dos sebos seja da busca de uma obra rara. Para ele, o que faz o caixa das livrarias de segunda mão é o best-seller. E aí, o livro digital poderia se tornar um problema.

— Enquanto o livro no sebo for mais barato, vai ter público. Agora é esperar para saber quando o livro digital vai ficar mais barato.

Por Ronaldo Pelli | Publicado originalmente em O Globo | Caderno PROSA | 10/11/2012, àS 07h25m