Duas gigantes


Rumores de que a Amazon estaria negociando a compra da Saraiva se intensificaram esta semana com notícia publicada pela Bloomberg. Questionado por esta coluna se a Saraiva poderia fazer parceria com algum grande player como a Amazon ou outro, Marcílio Pousada, presidente da rede, respondeu, às vésperas da Feira de Frankfurt, quando o boato começava a se espalhar: “Tudo no mundo é possível. Essa é a única coisa que posso falar. Olhamos para tudo.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 20/10/2012

Leitura no trem e eBook grátis


Livros como Última Noite de Inocência e Sem Compromisso estão entre os títulos que a Harlequin doará ao projeto Livro Livre, que vai distribuí-los, entre 29 e 31 de outubro, em cinco estações da CPTM.

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Com atuação em 114 países, a editora de livros românticos começou há pouco a vender e-books no Brasil e já conseguiu um feito: vai poder distribuir gratuitamente essas obras digitais como faz em todo o mundo. É sua estratégia de marketing.

Aqui, ela é uma joint venture da matriz canadense com a Record e sua operação digital é feita pela DLD, que tem uma política mais restritiva com relação à distribuição de e-books. Em meados de novembro, quem baixar o aplicativo vai ganhar um livro digital e poder comprar outros.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 20/10/2012

eReaders à base de energia solar


A tecnologia dos ereaders tem evoluído constantemente e novidades são implantadas a todo o momento para melhorar seu desempenho, no entanto, a utilização da energia solar para carregar a bateria – que além de abastecer o aparelho por tempo ilimitado ainda é ecologicamente correta – foi explorada até hoje de forma muito tímida. A questão é se esse cenário está caminhando para uma mudança e se essa vai ser a tendência para a próxima geração de eReaders.

Algumas grandes empresas têm demonstrado interesse em desenvolver ereaders alimentados por energia solar, mas o único produto a ser comercializado foi o Biblio Leaf, lançado no Japão pela Toshiba, em 2010. De acordo com a Toshiba, o painel solar colocado na frente do aparelho carrega a bateria o suficiente para que cerca de 7500 páginas sejam lidas numa única carga. A LG também se aventurou por esse terreno, mas o seu modelo [TFT-LCD] nunca passou da fase de protótipo.

A NeoLux Corporation, que desenvolveu a tecnologia da tela Ink-in-Motion, criou um painel solar que abastece o aparelho com energia suficiente para mantê-lo por até 18 meses de uso contínuo. O dispositivo chamou a atenção da e-Ink Holdings [principal fabricante de telas e-ink] e recentemente as companhias assinaram uma parceria para combinar o uso da tecnologia e-ink com a de energia solar, com a intenção de expandir o seu uso prático. A empresa AUO Optronics – outra fornecedora de telas para vários aparelhos – criou uma tela de e-ink flexível à base de energia solar que também parece promissora.

A escassez de ereaders que funcionam com energia solar levou a Solar Focus a criar capas protetoras que carregam a bateria dos leitores passivamente, quando não estão em uso. Essas capas foram feitas principalmente para o Kindle, e conseguem carregar o dispositivo mesmo quando não estão colocadas diretamente sob a luz do sol. Os criadores do produto ganharam vários prêmios e as capas estão vendendo muito bem.

Também existem métodos no estilo “faça você mesmo” [para os mais habilidosos ou corajosos] que convertem um ereader comum em um ereader com energia solar, mas talvez seja melhor esperar mais um pouco e acreditar que, em um futuro não muito distante, as vantagens do uso da energia solar sejam suficientes para colocar esses dispositivos no mercado.

Clipado à partir de Revolução eBook | Informações: Good E-Reader