Leitora não consegue ler eBook com aplicativo oferecido pela Saraiva


A advogada Renata Fanuchi Bastos afirma que não consegue ler um livro digital comprado na Saraiva utilizando o leitor que a empresa disponibiliza na sua App Store.

Ela conta que comprou o livro no dia 2 de março e que, a partir do dia 22 de setembro, não conseguiu mais acessá-lo.

Contatada por mensagem eletrônica, a empresa não se manifestou no prazo determinado. Passados alguns dias, pediu para que a cliente alterasse a sua senha no sistema.

Resultado: não consigo acessar nenhum dos meus livros arquivados. O que já estava ruim, piorou“, reclama.

RESPOSTA

A Saraiva informa que, para solucionar o problema, a cliente precisa excluir o e-book, atualizar a lista de títulos disponíveis para download e baixar novamente o livro.

Folha de S.Paulo | 08/10/2012 – 07h00

Vendem-se elogios para eBook ruins


Falando bem de livros que podem ser péssimos

TULSA, Oklahoma | Comentários de pessoas comuns se tornaram um mecanismo essencial para a venda de quase qualquer coisa pela internet -de resorts e dermatologistas, a igrejas e astrólogos. Em muitos casos, esses comentários estão suplantando o departamento de marketing, a assessoria de imprensa, a publicidade, o boca a boca e a crítica profissional.

As rodas do comércio on-line giram em torno de avaliações positivas“, disse Bing Liu, especialista em análise de dados da Universidade de Illinois, em Chicago, que mostrou numa pesquisa de 2008 que 60% entre as milhões de avaliações de produtos na Amazon são cinco estrelas, e que outros 20% são quatro estrelas.

Mas quase ninguém quer escrever comentários com cinco estrelas, então muitas delas precisam ser criadas.

Os comentários de consumidores são poderosos porque, ao contrário da publicidade à moda antiga, oferecem a ilusão de mostrarem a verdade. Supõe-se que sejam testemunhos de pessoas reais, porém, muitos são pagos.

Liu estima que cerca de um terço dos comentários de consumidores na internet sejam falsos. A Comissão de Comércio dos EUA determinou que todas as recomendações on-line precisam deixar claro quando houver relação financeira, mas a fiscalização disso é mínima.

A história do site GettingBookReviews.com, que encomendou 4.531 avaliações em sua breve existência, entre 2010 e 2011, expõe um pedaço vasto, mas oculto, dentro da internet.

Todd Rutherford, criador da GettingBookReviews, havia concluído que as resenhas perderam sua função tradicional. Elas não serviam mais para avaliar ou mesmo descrever um livro. Um leitor ouve um autor promovendo um livro e vai à Amazon. Se vê comentários positivos, se convence de que não vai perder seu tempo.

Eu ficava criando avaliações que apontavam as coisas positivas, não as coisas negativas”, disse Rutherford. “Eram resenhas de marketing, não resenhas editoriais.

Inicialmente, ele anunciava um comentário de livro por US$ 99. Por US$ 499, fazia 20. Ou 50 por US$ 999. Quando viu, estava ganhando US$ 28 mil por mês.

A demanda por essas avaliações disparou graças ao boom da autopublicação, que se tornou possível com o e-book. A empresa de dados Bowker estima que mais de 300 mil títulos autopublicados tenham sido lançados em forma digital ou impressa em 2011 -seis vezes o número dos cinco anos anteriores.

Mark Husson, autor de um livro sobre amor e astrologia, escreveu em um depoimento sobre a GettingBookReviews.com que sua avaliação foi mais minuciosa do que ele esperava. “Eu queria voltar lá e comprar meu próprio livro.” Na Amazon, sua obra “LoveScopes” teve 70 avaliações. Delas, 65 eram cinco estrelas.

O escritor Peter Biadasz, de Tulsa, contratou a GettingBookReviews quando publicou “Write Your First Book” [escreva seu primeiro livro]. Como orientador de escrita, ele sabe como os escritores são obcecados com críticas negativas. “Ninguém gosta de ouvir que o seu bebê é feio“, disse ele. No entanto, ele acrescentou: “Mas eu sei que o meu bebê não é perfeito“.

Só que ele é perfeito, segundo os 18 comentaristas da Amazon que lhe deram cinco estrelas.

Rutherford percebeu que não conseguiria escrever todos os comentários sozinhos. Anunciou no Craiglist, oferecendo apenas US$ 15 por resenha, e recebeu 75 respostas em 24 horas.

John Locke, 61, autor de nove romances de suspense que, até meados de 2011, haviam vendido mais de 1 milhão de e-books via Amazon, foi um dos melhores clientes de Rutherford, embora relute em dizer que pagar pelos comentários tenha contribuído muito. “Os comentários são a menor parte para atingir o sucesso“, afirmou.

No começo de 2011, Rutherford havia alugado um pequeno escritório em Tulsa e contratado dois assistentes, incluindo um editor que burilava as resenhas por US$ 2 cada. Mas o fim estava próximo. O colapso foi acelerado por uma moça do Estado de Oregon, Ashly Lorenzana, provavelmente a única a ter falado mal de Rutherford e da GettingBookReviews.com.

Lorenzana, 24, publicou por conta própria trechos do seu diário, sob o título “Sex, Drugs & Being a Escort” [sexo, drogas e ser uma acompanhante]. Quando topou com a GettingBookReviews.com, US$ 99 lhe pareceu um valor razoável. Mas as resenhas não apareceram com a rapidez que ela esperava. Ela postou uma longa e furiosa acusação contra Rutherford e seu serviço em vários sites de consumidores.

O Google suspendeu a conta dele, dizendo não aprovar anúncios oferecendo avaliações favoráveis. A Amazon tirou do ar algumas resenhas dele, mas não todas.

Hoje, Rutherford vende veículos. Diz se arrepender da sua incursão no que chama de resenhas “artificialmente embelezadas”. “É um atoleiro”, admitiu, dizendo agora suspeitar de todas as avaliações on-line.

No entanto, ele ainda planeja uma volta, com um serviço de blog e tuítes sobre livros.

POR DAVID STREITFELD | The New York Times | Publicam em Folha de S.Paulo | 08/10/2012

Harry Potter digital em breve em português


Pottermore lançará plataforma em português brasilero no começo de 2013

Pottermore, plataforma criada a partir da saga do bruxinho Harry Potter será lançada em português brasileiro. Charlie Redmayne, CEO da empresa digital inglesa, anunciou em sua palestra – a última da conferência Publishers Launch nesta segunda-feira – que o próximo passo do plano de expansão da Pottermore é o lançamento no Brasil. A plataforma não possui publicidade – um pedido de JK Rowling – mas tem um poderoso instrumento de venda: uma loja virtual de produtos de Harry Potter. Segundo o CEO, a plataforma brasileira será lançada no começo do ano que vem, em janeiro ou fevereiro.

Charlie Redmayne explicou que o lançamento em português brasileiro vai demorar mais porque, ao contrário das outras línguas, toda a plataforma está sendo desenvolvida neste idioma, incluindo o e-commerce. “O Brasil chama a atenção nos relatórios de vendas, pois vemos EUA, Reino Unido, Austrália e outros países de fala inglesa, e no meio deles está o Brasil”, explica o executivo surpreendido com as vendas em inglês para o mercado brasileiro. Redmayne ainda confirmou que as negociações já estão em andamento no Brasil. “Já estamos em contato com varejistas brasileiros”, declarou, “e ofereceremos uma experiência completa em português”.

Por Carlo Carrenho e Iona Stevens | Clipado de PublishNews | 08/10/2012

Google chega a acordo


O Google e a APP [Associação dos Editores Norte-Americanos, na tradução] chegaram a um acordo, encerrando sete anos de litígio sobre os direitos autorais -o Google já digitalizou cerca de 15 milhões, em um projeto que visa criar a maior biblioteca digital do mundo. Na última quinta, os dois lados anunciaram que as editoras tornarão livros e revistas disponíveis para digitalização por parte da gigante da internet. Outros termos do acerto não foram divulgados.

PROCESSO CONTINUA

O acordo, porém, não põe fim à ação que a Authors Guild [associação sem fins lucrativos que reúne autores e profissionais do ramo literário] move contra o Google. Em 2005, a APP e a Authors Guild processaram a empresa por acreditar que as digitalizações violavam direitos autorais. Na época, o Google concordou em pagar US$ 125 milhões aos autores que tiveram seus livros digitalizados e localizar e compartilhar receitas com autores de obras que ainda seriam digitalizadas.

Folha de S.Pailo | TEC | 8 de outubro de 2012