Governo da Guiana aprova compra de livros piratas e revolta editoras internacionais


A notícia parece surrealista, mas real. O governo da Guiana, país sul-americano que faz fronteira com o Brasil ao norte [Roraima e Pará], confirmou ter adotado como política oficial a aquisição de livros didáticos piratas. A oficialização da prática mexeu com os brios da Publishers Association do Reino Unido, que repudiou a decisão e tentará medidas legais contra o país:

A decisão do Conselho de Ministros, na Guiana, de adquirir livros piratas para as escolas públicas é um ato indiscutivelmente ilegal … À luz da confirmação oficial por parte do Ministério da Educação, de que a aquisição de livros pirateados é uma política aprovada, os editores agora avaliarão suas opções legais para garantir que um fim seja colocado a esta ilegalidade.

A Guiana é uma ex-colônia inglesa, que se tornou independente do Reino Unido nos anos 60. A língua oficial é o inglês e o país ainda mantem fortes laços econômicos com sua ex-metrópole – e por consequência, com as editoras britânicas.

O governo da Guiana ainda aposta nos livros impressos. Se pudesse investir nos ebooks, não precisaria comprar nem os impressos piratas… era só procurar no Google.

Por Eduardo Melo | Revolução eBook | 18/09/2012 | Fonte: Publishing Perspectives

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