Biblioteca Nacional Digital


A BNDigital foi criada com uma dupla missão: preservar a memória documental; permitir o acesso múltiplo, simultâneo e sem fronteiras ao acervo em domínio público da Biblioteca Nacional. Oficialmente lançada em 2006. A BNDigital integra coleções que desde 2001 vinham sendo digitalizadas no contexto de exposições e projetos temáticos, em parceria com instituições nacionais e internacionais. O ambiente virtual da BNDigital, além do acervo digitalizado, que já atingiu a faixa de mais de 25.000 itens ou 6.000.000 de páginas, reúne também exposições virtuais, sites temáticos e projetos com parcerias nacionais e internacionais. Para conhecer a BNDigital clique aqui.

Patrimônio Cultural | quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cadastro Nacional do Livro ganha espaço


Ferramenta da cadeia produtiva do livro já possui 543 mil títulos cadastrados

Cadastro Nacional do Livro, chamado Canal, foi criado pela Câmara Brasileira do Livro, CBL, e permite aos profissionais da cadeia produtiva do livro gerenciar e distribuir informações bibliográficas e comerciais sobre os livros à venda no país. Hoje ele já conta com 543 mil títulos cadastrados, e espera-se que o número chegue a 550 mil títulos até o final deste mês.

Segundo Ednei Procópio, que está por trás do projeto, o mercado sempre quis ter um cadastro único, pois as editoras têm dificuldades de cadastrar os livros em todas as livrarias, bibliotecas etc. Para participar do Canal, a editora associada à CBL deve se registrar e validar os dados de seus títulos, sejam eles novos ou já previamente cadastrados. A editora coloca os dados comerciais e os dados ‘ricos’, como capa, peso, e, principalmente, o preço. Quando termina de validar os dados, ela mesma pode criar uma lista e distribuir as informações para quem ela quiser.

Ednei conta que o cadastro ainda está em fase de divulgação e adesão, mas a recepção está sendo positiva. Hoje estão cadastrados 40 selos editoriais diferentes, mas a perspectiva é de que, até o final do terceiro trimestre de 2012, o Canal alcance a marca de 100 editoras. “As editoras adoraram a ideia, pois sempre quiseram montar algo nesse sentido, mas não sabiam como. O cadastro serve internamente também, as editoras têm acesso a todas as informações, e sabem claramente onde estão os livros, quais são impressos e quais são eletrônicos”, explica Ednei.

As livrarias também são beneficiadas pelo cadastro único, podendo consultar a situação dos livros diretamente no Canal, ao invés de entrar em contato com todas as editoras. O cadastro utiliza o padrão de intercâmbio de dados Onix for books, utilizado pela Amazon e Apple, o que permitirá, no futuro, uma interação com outras plataformas de outros países.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 23/08/2012

Pasta do Professor atinge a marca de meio bilhão de páginas


“Isso significa que meio bilhão de páginas de conteúdo não foram pirateadas”comemora Bruno de Carli

O projeto Pasta do Professor, nascido dentro da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, ABDR, e que reúne 34 editoras e mais de 70 selos editoriais voltados ao ensino universitário, alcançou na última semana a marca de meio bilhão de páginas de conteúdo entregues aos alunos das instituições de ensino filiadas à iniciativa. O projeto cria uma alternativa legal viável contra a pirataria de livros, em especial no meio universitário – a famosa xerox da pasta do professor. “O aluno tira cópia porque é barato e é fácil. Se o livro tem 100 páginas, ele usa apenas 30, por isso que, independentemente do preço do livro, ele sai caro para o aluno”, explica Bruno de Carli, diretor do projeto. Frente a essa realidade, a Pasta do Professor buscou replicar o modelo de tirar cópias dos livros universitários, e viram que a internet seria a ferramenta mais adequada para isso, devido a sua capilaridade.

Para viabilizar a Pasta do Professor e torná-la o mais acessível possível aos alunos, o projeto acabou criando também um enorme acervo de metadados: “Todos os livros estão fracionados em capítulos, colocados pelo nome. Na época nem se sabia que no futuro isso seria o famoso metadado” comenta Bruno.

O projeto é pioneiro no mundo, e evoluiu ao longo do tempo nos formatos e tecnologia, começando com o sistema de folhas soltas impressas nas parcerias com universidades como PUC-Minas, PUC-Rio, Mackenzie e ESPM, para o formato de fascículos impressos na Universidade Estácio, e por fim disponibilizando os conteúdos das editoras afiliadas em tablets e sistemas de leitura online através de browser na internet.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 23/08/2012