J.K. Rowling: clube do livro para Harry Potter, clube do bolinha contra piratas


Autora lança clube do livro online para amantes de Harry Potter e preocupa editores europeus com atraso de manuscrito.

Potteriófilos agora têm um novo destino na web: a autora dos livros mais adorados dos anos 90 e 2000, J.K. Rowling, lançou ontem um clube do livro online, informa agência de notícias Reuters.

O site informa que a Scholastic, publisher da autora britânica nos Estados Unidos, desenvolveu o site Harry Potter Reading Club não só para agregar a legião de fãs, como também para servir de instrumento para pais e professores que buscam criar clubes de livros para introduzir crianças à leitura. O nome do projeto é bem potteriano [como não poderia deixar de ser]: Pottermore, e busca vários formatos para leitura, a fim de atingir seus leitores antigos e conquistar novas gerações.

Em nota, a Scholastic afirma “Estamos felizes em apoiar Pottermore, pois sabemos o poder dos livros de Harry Potter de transformar crianças em leitores para a vida toda, e nós acreditamos que toda criança deveria passar pela experiência de Harry Potter – seja em e-books ou livros impressos.” O Harry Potter Reading Club vai incluir um guia que abrange tudo que há sobre o bruxinho, desde uma apresentação geral da série de livros à informações sobre a autora.

A nota completa: “Além disso, a Scholastic receberá royalty sobre as vendas da edição americana dos e-books”, afinal, não se pode ignorar a indústria lucrativa criada pela franquia, que vendeu cerca de 450 milhões de livros, gerou 8 filmes de sucesso e transformou J.K. Rowling na primeira autora bilionária.

J.K. Rowling, que já criou frenesi no mercado editorial esse ano com a expectativa do lançamento de seu novo livro “The Casual Vacancy”- hélas, sem bruxinhos – apareceu semana passada nas notícias por causa do atraso proposital na entrega do manuscrito do novo livro a publishers em diversos países.

O motivo? Medo de pirataria. Zoe King, sócia da agência literária de J.K. Rowling, a Blair Partnership, disse na última sexta ao site Publishers Weekly que o manuscrito está sendo segurado para “minimizar o risco de vazamento”. A aversão da autora bilionária à pirataria é notória, mas nesse caso está fazendo tradutores e editores chiarem, com medo da decisão acabar afetando a qualidade da publicação (já que o processo editorial, a ver principalmente a tradução, será muito acelerado) e as vendas, devido ao espaço de tempo que haverá entre a publicação em inglês e em outras línguas.

Bem entendido, os países que vão ter que esperar para receber o manuscrito – e correr para conseguir publicar a tempo para as vendas de fim de ano – são aqueles onde o risco é mais alto. O site cita a Eslovênia, Itália e Finlândia. Será que o Brasil faz parte desse time?

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 01/08/2012