Livrarias reforçam operações


Caso desembarque no Brasil até o fim do ano, como é esperado, a Amazon vai encontrar as concorrentes brasileiras prontas para disputar o mercado de livros digitais. Na Saraiva, se os e-books fossem reunidos em uma só livraria, as vendas seriam maiores do que as de outras 42 lojas da rede, individualmente. A rede SBS, que tem 40 livrarias no país e 30 no exterior, criou uma divisão só para produtos digitais e vai reestruturar suas lojas para vender esse tipo de conteúdo.

Valor Econômico | 06/07/2012

Download grátis de livros pedidos em vestibulares no Universia Brasil


Além dos livros cobrados em 20 universidades, portal oferece resumo das obras

Os estudantes que estão se preparando para prestar os mais diferentes vestibulares do Brasil ganharam uma mãozinha da Universia Brasil. O portal da rede de colaboração universitária está oferecendo gratuitamente para 2013 as obras [e os resumos delas] de 20 processos seletivos importantes no país.

O acesso grátis a livros, que vão dos clássicos da literatura aos de conteúdo acadêmico específico, não é novidade no portal. Já são mais de 600 obras disponíveis. Mas passam a fazer parte da lista os textos pedidos em mais vestibulares do Brasil, como as federais de Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul, além das universidades mais concorridas de São Paulo, como USP e Unicamp.

De acordo com Alexsandra Bentemuller, gerente de conteúdo do portal Universia Brasil, o processo de escolha dos livros disponibilizados envolve o interesse do leitor e pedidos por meio de enquetes e redes sociais. Os resumos das obras que caem no vestibular são elaborados por um grupo de professores de cursinhos e universidades parceiras. Segundo ela, o download grátis dos livros pedidos nas provas de literatura deve continuar pelos próximos anos, sendo atualizado à medida que os processos seletivos forem mudando.

“A proposta é dar chance de conhecer o livro a quem nao tinha essa oportunidade, democratizar o acesso ao conhecimento. A Universia quer impactar alunos de todo o país oferecendo livros de graça num mesmo endereço”, diz Alexsandra. Até o final do ano, o portal tem a meta de disponibilizar o download livre de pelo menos 1000 livros.

Veja a lista dos livros e de seus respectivos vestibulares:

  • Auto da barca do inferno – Gil Vicente [USP, UNICAMP]
  • A cidade e as serras – Eça de Queirós [USP, UNICAMP]
  • Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida [USP, UNICAMP]
  • Iracema – José de Alencar [USP, UNICAMP]
  • Dom Casmurro – Machado de Assis [USP, UNICAMP, UFPE, UFPR]
  • O Cortiço – Aluísio Azevedo [USP, UNICAMP]
  • Inocência – Visconde de Taunay [Alfredo d’Escragnolle Taunay] [UFPR]
  • O Primo Basílio – Eça de Queirós [UFPE, UFRGS]
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis [UFRGS, UEG]
  • Mestre, Meu Mestre Querido!; Ao Volante do Chevrolet pela Estrada de Sintra; Grandes São os Desertos, e Tudo é Deserto; Lisboa com suas Casas; Todas as Cartas de Amor São; Ode Triunfal; Lisbon Revisited [1923]; Tabacaria; Aniversário; Poema em linha reta – Poemas de Álvaro de Campos – Fernando Pessoa. [UFRGS]
  • Espumas Flutuantes – Castro Alves [UEL]
  • O Bom-Crioulo – Adolfo Caminha [UEL]
  • A Capital Federal – Artur Azevedo [UEL]
  • A Confissão de Lúcio – Mario de Sá-Carneiro [UEL]
  • Contos Gauchescos – João Simões Lopes Neto [UEL]
  • Helena – Machado de Assis [UFJF]
  • Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo [UFJF]
  • Civilização e Singularidades de uma rapariga loira – Eça de Queirós [UFJF]
  • Poesias Selecionadas – Gregório de Matos

O Estado de S. Paulo | 06/07/2012

Editoras mobilizam equipes para ajustes internos


Grande parte do trabalho de conversão de livros em e-books tem sido terceirizada pelas editoras, mas essas companhias também têm mobilizado equipes internas para cuidar da tarefa. “Nossa capacidade é limitada, mas temos profissionais de arte e finalização de texto treinados para fazer pequenos ajustes nos livros em formato digital“, disse Breno Lerner, superintendente da editora Melhoramentos.

A Companhia das Letras tem dois funcionários dedicados aos e-books. “Eles ficam responsáveis por fazer pequenas atualizações e ajustes nos arquivos“, disse Fabio Uehara, diretor do departamento digital da editora. De um catálogo de 3,5 mil livros, 358 estão disponíveis em e-book e outros 116 encontram-se em fase de produção.

Por Bruna Cortez | Valor Econômico | 06/07/2012

Recursos multimídia são desafio


A ideia de um livro digital traz à tona uma série de possibilidades inimagináveis em uma publicação impressa. Animações e recursos de áudio e vídeo são apenas algumas dessas novidades. Mas a despeito da oferta crescente de livros digitais – e do interesse dos leitores pelos recursos interativos -, a aplicação desse tipo de tecnologia ainda está longe de se tornar maciça, disseram especialistas ouvidos pelo Valor.

A principal maneira de usar esses recursos atualmente é desenvolver o livro no formato de aplicativo. Mas nem sempre as editoras estão dispostas a arcar com os custos necessários para criar esse tipo de software. Os formatos próprios para livros digitais, por sua vez, de modo geral ainda não estão preparados para esse tipo de recurso. E há ainda um terceiro impeditivo. “‘Rodar’ essas aplicações requer uma capacidade de processamento alta, que muitos dispositivos ainda não têm”, disse Eduardo Melo, fundador e diretor executivo da Simplíssimo, empresa especializada na criação de e-books.

A expectativa é que o formato digital mais recentemente criado pela IDPF, organização internacional de publicações digitais, resolva parte desses problemas. Irmão mais velho do Epub, que não tem proprietário, e batizado de Epub 3, o formato foi feito para “rodar” recursos multimídia e de interatividade, disse Bill McCoy, diretor executivo da IDPF. “Durante esse ano, vamos ver um aumento do número de dispositivos que aceitam o Epub 3“, afirmou o executivo.

Apesar disso, os desenvolvedores ainda precisarão de algum tempo para conhecer melhor o Epub 3 e aproveitar as vantagens desse novo padrão.

Por Bruna Cortez | Valor Econômico | 06/07/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

Converter livro em eBook cria novo mercado


Uma tradução bem feita não garante, por si só, o sucesso de um livro estrangeiro, mas é um elemento fundamental para que isso aconteça. As editoras sabem dessa importância e dedicam-se com afinco à escolha de bons tradutores. Agora, porém, com a disseminação do livro digital, as editoras estão tendo de lidar com um novo tipo de tradução: a tecnológica. Verter os textos para os formatos dos livros eletrônicos – que podem ser lidos em computadores, tablets, celulares ou dispositivos específicos para leitura digital – é um processo meticuloso e que requer habilidades específicas. O resultado é que essa demanda deu origem a um mercado nascente no Brasil: o de empresas de tecnologia especializadas em transformar livros em e-books.

A Simplíssimo, com sede em Porto Alegre, e a Kolekto, de São Paulo, são exemplos dessa tendência. Para dar conta da tarefa, parte do trabalho é feita com softwares de conversão, que automatizam o processo. A segunda etapa, mais complexa, requer o trabalho de um programador de sistemas. Esse profissional altera o código principal do programa de acordo com as características do livro. Se a obra é repleta de gráficos ou ilustrações, por exemplo, mais ajustes ele terá de fazer.

À medida que cresce o interesse das editoras pela publicação de livros em formato digital, mais óbvias ficam as oportunidade de negócio na área. Criada em 2010, a Simplíssimo tem cerca de 50 editoras em sua carteira de clientes. O faturamento está por volta de R$ 500 mil por ano. “Nossa meta é conseguir atender mais editoras e ampliar a receita“, disse Eduardo Melo, fundador e diretor executivo da companhia. Desde sua fundação, a Simplíssimo transformou aproximadamente 1,1 mil livros em e-books.

A Kolekto, criada pelos sócios Alexandre Monti, Reginaldo Silva, Ayala Júnior e Carlos Vicente, iniciou as operações em maio. A companhia tem um plano de investimento de R$ 7,5 milhões, baseado integralmente em recursos próprios. A maior parte do investimento será dedicada à infraestrutura tecnológica, mas a empresa já usou uma parcela desse dinheiro para comprar a CodeClick, empresa especializada em aplicativos, como são chamados os softwares com finalidades específicas para tablets e smartphones.

De acordo com Carlos Vicente, diretor de marketing da Kolekto, a aquisição segue a estratégia da companhia de converter livros tanto em e-books como em aplicativos. “Alguns livros não se enquadram nos formatos digitais próprios para e-books porque demandam outro tipo de interatividade, como animações, vídeos e outros recursos“, diz Vicente. “É justamente nesses casos que o aplicativo é mais indicado”.

Por enquanto, ainda são poucas as companhias de tecnologia brasileiras especializadas na produção de e-books. Mas a expectativa é que isso mude rapidamente, com o desenvolvimento do mercado de livros digitais no país. “Há muitas companhias no exterior dedicadas à conversão de livros para formatos digitais ou aplicativos. Tenho certeza que grande parte delas vai se interessar por oferecer seus serviços no Brasil“, afirmou Bill McCoy, diretor executivo da organização internacional de publicações digitais, a IDPF.

Fundada no fim dos anos 90, quando ainda não se ouvia falar sobre livros digitais, a IPDF foi responsável pela criação do padrão tecnológico que hoje predomina no mercado de e-books. Batizado de Epub, o formato não tem proprietário, e é baseado em HTML5 – padrão apoiado pela Apple e seguido atualmente por diversas companhias e criadores de conteúdo.

Mas o Epub não está sozinho. Existem diversos outros formatos digitais para e-books, além dos aplicativos. A escolha desses padrões digitais pelas editoras é um aspecto que divide opiniões.

Esse, aliás, é um problema enfrentado há algum tempo pelos criadores de aplicativos. Para oferecer seu produto em uma das grandes lojas virtuais de “apps”, como esses programas são conhecidos, o programador precisa escrevê-lo com base no sistema operacional adotado pelo dono da loja, como a Apple ou o Google.

Entre os executivos da área editorial ouvidos pelo Valor, a principal preocupação é que transformar um livro em um aplicativo destinado a um único sistema operacional torne a editora refém desse canal de distribuição. Padrões abertos, como o Epub – que é aceito por um número maior de softwares e dispositivos – são uma saída, mas podem deixar a obra fora de lojas de aplicativos de grande movimento, que exigem programas próprios. Outra possibilidade é fazer como muitos criadores de aplicativos e criar versões diferentes do mesmo produto, um para cada sistema. De qualquer forma, há trabalho e custo adicionais envolvidos. As editoras já devem sentir saudades do tempo em que só tinham de se preocupar em traduzir livros para o português.

Por Bruna Cortez | Valor Econômico | 06/07/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

As entrevistas com os palestrantes do 3º congresso já estão disponíveis no site do Livro Digital


Em sua última edição, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital recebeu grandes personalidades do mundo editorial discutindo temas atuais e de grande relevância para o setor. Os vídeos com as entrevistas dos palestrantes já estão disponíveis no site oficial; acompanhe e aprecie um resumo do que foi abordado pelo link: http://www.congressodolivrodigital.com.br/site/congressos-anteriores.

A 4ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital já tem data para acontecer, será realizada nos dias 13 e 14 de junho de 2013 na Fecomercio, em São Paulo.

BEI+ lança aplicativo para a Flip


Além da programação e sinopse dos eventos, o aplicativo traz um guia turístico de Paraty

O público da Flip conta neste ano com uma ferramenta para aprimorar sua experiência durante o evento: o app Guia Flip 2012, desenvolvido e patrocinado pela BEI+, em parceria com a Casa Azul, instituição organizadora da Flip. O Guia Flip 2012, desenvolvido para iPhone, une todas as informações essenciais para quem estará na cidade de Paraty. Além da programação e sinopse dos eventos da Flip, Flipinha, Flipzona, Casa da Cultura e casas parceiras, o aplicativo traz ainda biografias dos autores e um guia turístico de Paraty. Entre os recursos, um mapa indica o ponto onde você está e traça o melhor caminho para chegar aos locais da Flip e às atrações da cidade. Para baixar, clique aqui.

PublishNews | 05/07/2012

OFF Flip debaterá livros digitais


A OFF Flip, programação literária paralela à Flip, receberá neste ano escritores, editores e público para debates sobre os destinos do livro digital. A primeira mesa acontece amanhã, dia 6, às 15h30, no Silo Cultural [em frente à Casa da Cultura de Paraty] e contará com a presença de Carlo Carrenho [diretor do PublishNews], Carlos Henrique Schroeder [diretor editorial da Editora da Casa], Julio Silveira [Ímã Editorial], Ovídio Poli Junior [editor do Selo Off Flip], Paula Cajaty [editora da Jaguatirica Digital] e Ricardo Almeida [Clube de Autores]. A segunda mesa acontecerá no sábado, às 10h30, na Casa Clube de Autores e será conduzida por Antonio Campos, escritor e curador da Fliporto. Clique aqui para conferir a programação completa da OFF Flip.

PublishNews | 05/07/2012

eBook de Anderson Silva permanece à venda


Comercialização da obra foi suspensa na terça-feira por ordem judicial

Anderson Spider Silva

Anderson Spider Silva

O livro Anderson Spider Silva, biografia do campeão de MMA editada pelo selo Primeira Pessoa, da Sextante, que teve sua comercialização suspensa a partir de terça-feira, 3, por determinação da Justiça do Paraná, continua à venda pelo menos em e-book e pelo menos em duas lojas, Iba e Gato Sabido. Hoje pela manhã, ainda era possível adquirir as versões digitais da obra. Já nas lojas virtuais da Saraiva, Livraria Cultura e Submarino, não era mais possível encontrar o e-book. No dia 2, a Sextante enviou um comunicado solicitando às livrarias a “interrupção da comercialização e exposição da obra” a partir do dia 3, até que a editora tenha o resultado do Agravo de Instrumento impetrado por ela, que busca reverter a decisão judicial que barra as vendas.

PublishNews | 05/07/2012

Hotel troca bíblias por Kindles


Da série, quando a tradição encontra a tecnologia…

Da série, quando a tradição encontra a tecnologia…

O hotel Indigo, de Newcastle, Inglaterra, substituiu todas as bíblias dos seus 148 quartos por e-readers Kindle, da Amazon. Cada dispositivo virá com a versão digital da Bíblia, além de outros textos religiosos disponíveis para download gratuito. Caso o hóspede queira baixar textos não-religiosos, estes serão incluídos na conta do hotel.

Por Camilo Rocha | Link do Estadão | 4 de julho de 2012, 18h13

União Europeia processa França por cobrar impostos baixos sobre eBooks


O executivo da União Europeia tomou ação legal contra França e Luxemburgo nesta terça-feira por aplicar taxas de juros reduzidas sobre a venda de livros eletrônicos, o que é, segundo o órgão, considerado incompatível com as regras da UE.

Desde janeiro, França e Luxemburgo aplicaram impostos sobre o valor acrescentado [VAT, na sigla em inglês] reduzidos sobre a venda de e-books, de 7% e 3%, respectivamente. Sob as leis da UE, governos podem aplicar taxas VAT reduzidas a uma lista limitada de bens e serviços que inclui livros, mas atualmente não e-books.

Essa situação cria sérias distorções de competição para o detrimento de operadores nos outros 25 países-membros, já que livros eletrônicos podem ser facilmente adquiridos num país-membro que não é o país de residência do consumidor“, disse a Comissão Europeia em nota.

E-books são publicações digitais voltadas a celulares e aparelhos eletrônicos como o Kindle, da Amazon, ou o iPad, da Apple.

A Comissão disse que considerará a possibilidade de inlcuir e-books na lista de bens elegíveis para VATs reduzidos, mas não pretende fazer propostas legislativas até o final de 2013.

França e Luxemburgo têm um mês para responder à Comissão e justificar suas regras. Se o executivo do bloco não estiver satisfeito com a resposta, ele pode levar os países ao Tribunal Europeu de Justiça, que, em última instância, pode levar à imposição de multas.

Reuters | Folha de S.Paulo | 04/07/2012

eBooks nas bibliotecas são seguros para as editoras?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 04/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Eu não vi isso escrito em nenhum lugar, mas o último estudo do Instituto Pew sobre e-books parece confirmar que as editoras estão fazendo o melhor para as vendas ao restringir a disponibilidade de muitos dos livros mais atrativos nas prateleiras das bibliotecas.

Esta conjectura da minha parte vem de um dado que alguns podem interpretar de forma diferente.

O dado que mais me interessou foi que 41% dos participantes da pesquisa que, em algum momento, pegaram emprestado um e-book de uma biblioteca, compraram o e-book que tinham lido por último.

Para alguns, isso poderia sugerir que os medos das editoras de que os sócios de bibliotecas não comprariam e-books são exagerados. Realmente, é possível que a “descoberta” na biblioteca de um livro desejado poderia levar à compra de um título se a espera fosse muito longa.

Poderia significar isso.

O que me parece mais provável é que a falta de acesso da biblioteca aos títulos mais comerciais força aqueles leitores que se importam mais com o que leem do que com o que pagam a comprar títulos que a biblioteca não tem (e que provavelmente “descobririam” em algum outro lugar.)

De acordo com o relatório de Jeremy Greenfield no site do Digital Book World:

Pessoas que pegam e-books emprestados e também compram é um fenômeno que também acontece no mundo dos impressos”, disse Molly Raphael, presidente da American Library Association. “Nós já sabíamos e os dados que mostram isso são importantes para nós”.

Raphael disse que quem pega e-books emprestados vai descobrir um livro que quer retirar, verá que precisa esperar que ele fique disponível, ficará impaciente e acabará comprando. Os sócios também podem conhecer um e-book através do empréstimo e depois podem comprá-lo.

O que Raphael diz é verdadeiro. Mas também poderia ser que o número de livros comprados cairia muito se todas as editoras comerciais disponibilizassem seus títulos mais populares.

Há muitos outros dados interessantes no estudo. O que realmente chamou minha atenção é que 58% dos norte-americanos são sócios de uma biblioteca. Eu acho esse número bem maior do que minha intuição sugeriria.

Alguns outros dados do estudo parecem apoiar minha visão de que as editoras estão fazendo a coisa certa para seus interesses comerciais. O Pew descobriu que 55%  dos leitores de e-books que também são associados a bibliotecas preferem comprar e-books e 36% preferem pegar emprestado de qualquer fonte – amigos ou bibliotecas. Mas, entre aqueles que pegaram livros emprestados, somente 33% dizem que geralmente preferem comprar e-books e 57% dizem que geralmente preferem pegá-los emprestados. Combinado com a questão que começou a chamar muito a atenção, a de que a maioria dos sócios nem sabe que as bibliotecas oferecem e-books, vejo uma sugestão muito forte de que a disponibilidade de e-books nas bibliotecas vai reduzir as vendas mais do que estimulá-las.

Nada disso é conclusivo, mas eu achei que minha conjetura e meus instintos não estavam batendo com o giro que o estudo estava dando e, portanto, que valia a pena este rápido texto.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 04/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Pai e filho lançam aplicativo para editoras


Ferramenta concentra promoções, informações sobre o catálogo e todo o conteúdo divulgado em redes sociais

Pai e filho uniram experiências profissionais para lançar uma nova ferramenta de marketing voltada a editoras. O consultor Gerson Ramos, da VivodeLivro, ex-diretor comercial da distribuidora Superpedido, e seu filho Vinicius Prado Ramos, diretor comercial da agência Stock Interativo, desenvolveram o iLeitor, aplicativo que cada editora pode customizar com seu conteúdo.

A ideia é que o “app” seja baixado pelos leitores e ofereça promoções, apresente informações sobre o catálogo e concentre todo o conteúdo produzido pelas editoras em redes sociais, blogs e sites. O primeiro aplicativo criado na parceria entre a Stock Interativo e a VivodeLivro é da Rai Editora, já disponível para donwload na Google Play e, em cerca de duas semanas, também na Apple Store.

Um dos pontos altos da ferramenta, segundo Gerson, é a possibilidade de a editora listar as livrarias parceiras e criar promoções específicas para os leitores que baixaram o aplicativo – o próprio iLeitor gera um cupom que garante um desconto nas lojas especificadas pela editora. Outra possibilidade é notificar os leitores sobre eventos, novidades e ofertas por meio de “pushs” enviados pelo aplicativo.

O lançamento da ferramenta visa a Bienal do Livro de São Paulo, que começa no dia 9. Até lá, Gerson e Vinicius projetam ter cerca de dez editoras usando o aplicativo. Segundo eles, livrarias e mesmo autores também podem adquirir a ferramenta, como forma de ter um canal centralizado de comunicação com o leitor.

Desenvolver um app próprio não sai por menos de R$ 20 mil. Nós conseguimos criar uma solução que custa uma fração desse valor”, afirma Gerson. Para cada cliente, a Stock Interativo customiza a ferramenta, e a VivodeLivro entra com uma espécie de consultoria sobre como potencializar o uso do app.

Há inúmeras possibilidades de uso do aplicativo, com o objetivo de criar uma interação com o leitor e também com os parceiros de varejo, estimulando o boca a boca e a visibilidade nas redes sociais”, afirma Vinicius. Os detalhes sobre as vantagens de ter um aplicativo estão em uma apresentação criada pela Stock Interativo – clique aqui para ver. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail contato@stockinterativo.com.br.

PublishNews | 04/07/2012

“Efeito eBook”: ler e comprar mais livros


Um fenômeno tem se tornado cada vez mais comum entre os usuários de ereaders – o que o autor do blog An American Editor chama de “Efeito eBook”. Aqueles que entram para o mundo digital passam a ler e comprar mais títulos do que quando consumiam apenas livros impressos. Ele relata sua própria experiência para exemplificar como seus hábitos mudaram:

“Considerando apenas três livrarias virtuais – Smashwords, B&N e Sony –, baixei 722 ebooks [o que inclui títulos gratuitos e aqueles pelos quais paguei]. Somando os ebooks que baixei no Kobo, Baen e outras diversas livrarias virtuais, a quantidade sobe para além dos 900; adicione os livros que consegui em lugares como Feedbooks e MobileRead e o número ultrapassa a marca dos mil downloads.”

Contudo, além do aumento na quantidade de ebooks adquiridos, outro fator chamou a atenção do blogueiro: suas escolhas também mudaram – de forma gradual, porém dramática – desde que ele ganhou seu primeiro Sony Reader, em dezembro de 2007. Antes, suas decisões eram tomadas por impulso durante um passeio na livraria, ou baseadas em críticas da imprensa especializada e anúncios, e pelo menos 90% de suas compras eram não ficção. Após adquirir seu primeiro ereader, ele passou a explorar novos gêneros e entrar em contato com autores independentes, o que quase não acontecia quando ele consumia apenas livros impressos.

Apesar de confessar não ter lido todos os ebooks que possui em sua coleção, ele não deixa de adquirir novos títulos enquanto tenta dar conta daqueles que estão em sua lista de espera. Contudo, seu ritmo de leitura aumentou. Antes, ele lia, em média, 1,5 livro de não ficção por semana. Agora, apesar de levar mais tempo para ler seus livros impressos, ele passou a incluir nessa conta semanal de 2 a 3 ebooks de ficção.

E você, já sentiu o “Efeito eBook” na sua vida?

Por Juliana Ferreira | Revolução eBook | 04/07/2012 | Fonte: The eBook Effect: Buying and Reading More « An can Editor.

eBooks ajudam editoras a entender hábitos do leitor


O leitor típico leva apenas sete horas para ler o último livro da trilogia “Jogos Vorazes” no leitor digital Kobo — cerca de 57 páginas por hora. Quase 18.000 leitores que usaram o Kindle, da Amazon.com, marcaram a seguinte frase do segundo tomo da série de Suzanne Collins: “Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar“. Já no Nook, o leitor digital da Barnes & Noble, a maior rede americana de livrarias, a primeira coisa que a maioria dos leitores faz ao terminar o primeiro volume da trilogia é baixar o segundo.

Antigamente, nem editora nem autor tinham como saber o que acontece quando um leitor senta para ler um livro. Desiste depois de três páginas? Ou termina o livro em uma sentada? A maioria pula a introdução? Ou a lê com interesse, sublinhando trechos e fazendo anotações nas margens?

Isso mudou. O livro eletrônico — o “e-book” — abriu uma janela para a história por trás das cifras de vendas, revelando não só quanta gente compra um determinado livro, mas com que intensidade a obra foi lida.

Durante séculos, a leitura foi, basicamente, um ato solitário e privado, uma troca íntima entre o leitor e as palavras impressas no papel. Mas a popularização do livro digital provocou uma profunda mudança na modo como se lê, transformando a atividade em algo mensurável — e de caráter quase público.

Os principais nomes no setor de e-books — Amazon, Apple e Google — podem facilmente saber o quanto um leitor já avançou no livro, quanto tempo dedica à leitura e que palavras usou na pesquisa para encontrar a obra. Aplicativos de leitura para tablets como iPad, Kindle Fire e Nook registram quantas vezes o leitor abre o aplicativo e quanto tempo passa lendo. Varejistas, e certas editoras, começam agora a digerir esses dados, que renderão uma visão sem precedentes da relação do público com livros.

O meio editorial sempre perdeu para o resto da indústria de entretenimento na hora de determinar gostos e hábitos do consumidor. Na televisão, produtores testam incessantemente novos programas em grupos de discussão; estúdios de cinema submetem filmes a uma bateria de testes e alteram o produto final com base na reação do público. Já no mundo editorial, a satisfação do leitor até aqui era avaliada com dados de vendas e resenhas — o que dá uma medida “post mortem” do êxito, mas não ajuda a influenciar ou a prever o sucesso. Isso começa a mudar à medida que editoras e livreiros vasculham a montanha de dados a seu dispor e que mais firmas tecnológicas entram no negócio.

A Barnes & Noble, dona do leitor digital Nook e de 25% a 30% do mercado de livros eletrônicos nos Estados Unidos, começou há pouco a estudar os hábitos de leitura digital do público. Dados colhidos via Nook revelam, por exemplo, até onde o leitor chega em um determinado livro e qual a relação de leitores deste ou daquele gênero com o livro. Jim Hilt, diretor de e-books da empresa, diz que a Barnes & Noble já começa a dividir suas descobertas com editoras para ajudá-las a criar livros que prendam mais a atenção das pessoas.

Para a empresa, que busca uma fatia ainda maior do mercado eletrônico, há muito em jogo. No último ano fiscal, as vendas do Nook subiram 45% e a de livros digitais para o aparelho, 119%. No todo, a Barnes & Nobble faturou US$ 1,3 bilhão com Nooks e e-books, em comparação com US$ 880 milhões no ano anterior. A Microsoft há pouco pagou US$ 300 milhões por uma fatia de 17,6% do Nook.

Hilt, diz que a empresa ainda está “nos estágios iniciais de um profundo [processo] de análise” e está vasculhando “mais dados do que poderia usar”. Mas toda essa informação — reunida por grupos de leitores, não individualmente — já rendeu dados úteis. Algumas simplesmente confirmam o que o varejo já sabia só de examinar listas de best-sellers. Um exemplo: quem usa o Nook para ler o primeiro livro de uma série infanto-juvenil popular como a “Divergente”, da escritora Veronica Roth [que a Rocco lança no Brasil em novembro], tende a emendar a leitura de um tomo com a do seguinte, quase como se estivesse lendo um único romance.

Graças à análise de dados gerados pelo Nook, a Barnes & Noble já descobriu que se o livro é de não ficção a leitura tende a ser intermitente, que um romance costuma ser lido de uma só vez e que livros de não ficção tendem a ser abandonados antes. Fãs de ficção científica, romances populares e policiais costumam ler mais obras, e mais depressa, do que leitores de ficção literária.

São revelações que já estão influenciando o tipo de obra que a Barnes & Noble vende no Nook. Hilt diz que quando os dados mostraram que o leitor volta e meia não chega ao fim de longas obras de não ficção, a empresa buscou maneiras de envolver mais o leitor de não ficção e longos ensaios jornalísticos. Daí veio a ideia de lançar a coleção “Nook Snaps”, com obras curtas sobre temas variados como religião e o movimento Ocupe Wall Street.

Saber exatamente em que ponto o leitor se cansa também poderia ajudar editoras a criar edições digitais com mais firulas — um vídeo, um link ou algum outro recurso multimídia, diz Hilt. Daria para saber, por exemplo, que o interesse em uma série de ficção está caindo se leitores que compraram e devoraram os dois primeiros volumes de repente perdem o pique para ler novos tomos da série, ou simplesmente desistam.

A maior tendência que estamos tentando descobrir é em que ponto ocorre esse abandono com determinados tipos de livro e o que daria para fazer com as editoras para evitá-lo“, explica Hilt. “Se pudermos ajudar escritores a criar livros ainda melhores do que hoje, todo mundo ganha“.

Tem escritor que adora a ideia. O romancista Scott Turow diz que sempre achou frustrante a incapacidade do setor de estudar a base de clientes. “Quando reclamei a um dos meus editores que, depois de tanto tempo publicando, ele ainda não sabia quem comprava meus livros, ele respondeu: ‘E aí? Ninguém no meio editorial sabe.'”. Turow, que é presidente da associação dos escritores dos EUA, a Authors Guild, acrescenta: “Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação“.

Outros temem que esse apego a dados acabe impedindo o escritor de assumir o risco da criação — risco que produz a grande literatura. Um livro “pode ser excêntrico, do tamanho que tiver de ser e, nesse quesito, o leitor não devia meter o bedelho“, diz Jonathan Galassi, diretor de operações da editora Farrar, Straus & Giroux. “Não vamos encurtar ‘Guerra e Paz’ só porque alguém não conseguiu chegar ao fim“.

A Amazon, em particular, tem uma vantagem na arena: por ser, ao mesmo tempo, varejista e editora, tem condições únicas de usar dados que coleta sobre os hábitos de leitura de clientes. Não é segredo que a Amazon e outras lojas de livros digitais coletam e guardam informações sobre o consumidor — que livros comprou, que livros leu. Usuários do Kindle assinam um termo que autoriza a empresa a armazenar dados gerados pelo aparelho — incluindo a última página lida pelo usuário, além de seus marcadores, observações e anotações — em servidores da empresa.

A Amazon consegue saber que trechos de livros digitais são populares com o público leitor — e exibe parte dessa informação publicamente em seu site.

Vemos isso como a inteligência coletiva de todas as pessoas que leem pelo Kindle“, diz Kinley Pearsall, porta-voz da Amazon.

Certos defensores da privacidade acham que quem lê um livro eletrônico devia ter a garantia de que seus hábitos de leitura digitais não serão registrados. “Há um ideal na sociedade de que o que alguém lê não é da conta de ninguém“, diz Cindy Cohn, diretora jurídica da Electronic Frontier Foundation, uma ONG que defende direitos e a privacidade do consumidor. “Hoje, não há nenhuma maneira de dizer à Amazon que eu quero comprar um livro [no site], mas não quero que xeretem o que estou lendo“.

A Amazon não quis comentar a análise e o uso que faz de dados coletados via Kindle.

A migração para o livro digital deflagrou uma verdadeira corrida entre novas empresas de tecnologia interessadas em faturar com a montanha de dados reunida por leitores digitais e aplicativos de leitura. A Kobo, que fabrica leitores, tem um serviço que armazena 2,5 milhões de livros e conta com mais de oito milhões de usuários, verifica quantas horas os leitores dedicam a este ou àquele título e até onde avançam na leitura.

Certas editoras já estão começando a testar digitalmente livros antes de lançar a versão impressa. Mas poucas foram tão longe quanto a Coliloquy. A editora digital, que vende pelo Kindle, pelo Nook e em leitores com sistema Android, tem um formato — o “escolha sua própria aventura” — que permite ao leitor alterar personagens e tramas. Engenheiros da empresa consolidam os dados obtidos de seleções feitas por leitores e mandam o resultado para o autor, que pode ajustar a trama dos próximos livros para refletir a opinião do público.

Queríamos criar um mecanismo de feedback que até então não existia entre escritor e leitor“, diz Waynn Lue, engenheiro da computação que é um dos fundadores da Coliloquy.

Por Alexandra Alter | Publicado originalmente em The Wall Street Journal | Updated July 4, 2012, 6:55 p.m. ET

Companhia das Letras reúne autores da Flip em eBook


Editora cria livro para download gratuito com os textos dos escritores que estarão em Paraty

Como um aperitivo de leitura para quem vai à Flip neste ano, a Companhia das Letras criou dois e-books gratuitos com trechos de livros de todos os autores da editora que participarão de eventos em Paraty, bem como textos de Carlos Drummond de Andrade, o homenageado da festa. Um dos livros digitais reúne trechos de Drummond, e mais 15 escritores: Carlos de Brito e Mello, Stephen Greenblatt, Teju Cole, Adonis, Jonathan Franzen, Suketu Mehta, Ian McEwan, Humberto Werneck, Laerte, Angeli, Rubens Figueiredo, Hanif Kureishi, José Luís Peixoto, Carola Saavedra e Annalena McAfee. É possível baixar o livro em ePub e em mobi [formato para o Kindle] no site da editora, por meio deste link. O outro e-book é dedicado inteiramente ao poeta mineiro: traz o Poema de sete faces de Drummond traduzido em seis idiomas por grandes nomes da literatura, e ainda um posfácio de Davi Arrigucci Jr., em português e em inglês. Para o download em ePub, clique aqui. Em Paraty, durante a Flip [4 a 8 de julho], a Casa da Companhia funcionará mais uma vez na Rua do Comércio, 8.

PublishNews | 03/07/2012

Alfabetização e tecnologia em pauta


Feira de Frankfurt organiza primeira conferência internacional no Brasil e foca em educação

A Feira de Frankfurt divulgou a programação e abriu inscrições para a Conferência Internacional Tecnologia, Cultura e Alfabetização – Contec Brasil. Com o tema “Formando leitores do futuro”, é o primeiro evento do tipo realizado por Frankfurt no país, e acontece nos dias 7 e 8 de agosto, logo antes da Bienal do livro de São Paulo, no Auditório Ibirapuera.

Entre os objetivos da conferência estão a discussão sobre tecnologias e formação de leitores, a exposição de estratégias de ensino e aprendizagem para professores e alunos em fase alfabetização, o debate sobre novas formas de educação que levam em conta novas tecnologias e mídias digitais, e a apresentação de tendências de criação de conteúdo “crossmídia”, que mistura ferramentas como vídeo, textos e jogos.

O público-alvo do evento são educadores, universitários, administradores e gestores educacionais do setor público e privado, especialistas em tecnologia educacional, editores, agentes literários, autores, livreiros, jornalistas, bibliotecários e profissionais de empresas de conteúdo “crossmídia”.

Haverá palestrantes do Brasil e do exterior, entre eles Tom O´Mara, da National Adult Literacy Agency da Irlanda; Juan Felipe Cordoba Restrepo, da Associação de Editoras Universitárias Colombianas; Joanna Ellis, da Literary Platform do Reino Unido, e Brij Kothari, que representa a organização sem fins lucrativos Planet Read, dedicada à leitura e ao desenvolvimento da alfabetização em todo o mundo.

Entre os palestrantes brasileiros estão Sergio Quadros, presidente da Abrelivros e da Santillana /Moderna, que falará sobre “A contribuição do mercado literário para a alfabetização mundial”; Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, que discorrerá sobre políticas de incentivo à leitura no Brasil, e a autora Talita Rebouças, na mesa “O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização?”, entre vários outros.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.contec-brasil.com, que também apresenta os detalhes da programação.

Durante a primeira edição da Contec, o presidente e a vice-presidente da Feira de Frankfurt, Juergen Boos e Marifé Boix Garcia, também farão o lançamento oficial da Contec Brasil 2013, que será uma feira internacional – a primeira do tipo – com um programa de conferências para literatura e conteúdo infantil, educacional e tecnologia.

Segundo Marifé, o Brasil foi escolhido para sediar os eventos porque apresenta uma alta taxa de analfabetismo – 9,6% na população em geral, sendo que 20,3% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais – e, ao mesmo tempo, acesso significativo à internet e grande interesse dos brasileiros pelo uso de dispositivos móveis. Por isso, segundo ela, o debate sobre a utilização de novas tecnologias para ampliar o acesso à leitura no país é essencial.

PublishNews | 03/07/2012

Comece a preparar o seu trabalho científico para o 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital em 2013


Já está disponível o regulamento dos trabalhos científicos e acadêmicos para quem deseja se inscrever na edição de 2013 do 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital.
O objetivo é estimular a divulgação de pesquisas e trabalhos conceituais, inéditos, sobre temas relacionados ao livro digital.

Os trabalhos inscritos serão analisados e classificados pela Comissão do Livro Digital. Idealizado e realizado pela Câmara Brasileira do Livro desde 2010, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a própria entidade constituem o principal fórum brasileiro para a discussão e debate das tendências desse novo mercado. A 4ª edição será realizada nos dias 13 e 14 de junho de 2013 na Fecomércio, em São Paulo.

O prazo para o envio dos trabalhos concorrentes aos prêmios vai até o dia 10/4/2013. Quaisquer esclarecimentos podem ser obtidos na CBL, pelo e-mail: digital2@cbl.org.br ou telefone: 3069-1300. Acompanhe o regulamento no site oficial do evento: http://www.congressodolivrodigital.com.br/site/trabalhos-cientifico.

Afinal, quando a Amazon chega ao Brasil?


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 03/07/2012

Jeff Bezos

Jeff Bezos

Deu na Reuters: “A Amazon planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012“. A matéria assinada por Esteban Israel foi publicada em jornais brasileiros como O Estado de S.Paulo, sob a manchete Amazon deve chegar este ano ao País, e também em jornais no exterior como o canadense The Globe and Mail, que optou por não mencionar datas no título da matéria Amazon to open digital bookstore in Brazil.

O texto é bom e respeita as boas regras do jornalismo, mas não traz nenhuma novidade. Como a jornalista Raquel Cozer ironizou em seu twitter, “‘Amazon chega ao Brasil neste ano’ já é um título impactante como ‘Estradas têm tráfego intenso na volta do feriado'”. E a causa desta falta de novidades é o fato de a Amazon se recusar a falar com a imprensa ou dar qualquer informação sobre seus planos e estratégias. Jeff Bezos gosta de anunciar o que fez, não o que vai fazer. Qualquer notícia sobre a mesma, com datas exatas ou decisões objetivas tomadas, não passará de especulação.

Com base no que o mercado comenta, é possível afirmar com “precisão” que a empresa de Seattlegostaria de abrir sua loja brasileira até o fim do ano. Mas isto não significa que isto será possível e vai acontecer. O grande desafio para a Amazon é conseguir conteúdo das grandes editoras brasileiras, e por grandes quero dizer aquelas que mais emplacam livros entre os best-sellers. São estes os livros que responderão por uns 80% das vendas em uma típica análise de Pareto, e são estes também os produtos que ficarão na vitrine virtual atraindo clientes.

O problema é que a Amazon tem encontrado mais resistência do que gostaria dos editores brasileiros e se vê diante do seguinte dilema: Ou lança a loja rapidamente com pouco conteúdo nacional, ou espera o que for preciso para negociar o conteúdo necessário e só então lançar a loja mais completa. Difícil saber qual direção a equipe de Jeff Bezos [foto] vai tomar, mas uma coisa é certa: as negociações serão completamente diferentes depois que a loja for aberta. Explico: hoje o poder está nas mãos dos editores, que controlam o conteúdo e decidem se querem ou não vendê-lo sem sofrer maiores pressões para que o façam – afinal, a loja da Amazon nem existe! Mas uma vez aberta, ainda que com pouco conteúdo nacional, a e-bookstore deve oferecer um serviço de primeira para o consumidor brasileiro, um site excelente, bons preços e o melhor leitor digital do mercado. Quando isto acontecer, ainda que a loja tenha poucos títulos brasileiros, as editoras começaram a sentir a pressão dos leitores e dos próprios escritores, e não poderão sustentar um possível boicote muito tempo. A Amazon, é claro, sabe disso, e está tentando determinar o momento de lançar a loja baseada em uma análise da melhor relação conteúdo x tempo, dentro de parâmetros como conteúdo mínimo e o tempo máximo para o lançamento.

Haverá depois um outro momento crucial para a força da Amazon nas negociações: o início das operações com livros físicos. Isto, é claro, está nos planos da empresa e, quando acontecer, nenhuma editora poderá ficar de fora. Afinal, quem não vai querer ver seus livros físicos nas prateleiras virtuais da loja com melhor seleção e serviço do planeta? Quando isto acontecer, a Amazon começará a ditar suas regras. Vale lembrar que não é muito diferente do que acontece hoje no mercado brasileiro, com os grandes varejistas também empurrando suas condições de descontos, de pagamento e até de atraso de duplicatas goela abaixo do mercado. O que vai mudar com o início das operações físicas é que a Amazon vai brigar de igual para igual com as empresas locais seja na distribuição física ou digital. E se eles conseguirem oferecer um serviço ainda que apenas parecido com o que oferecem nos EUA, serão um competidor fortíssimo.

Outro aspecto a ser abordado no que se refere a data da abertura da Amazon no Brasil é que a empresa não pensa de forma brasilcêntrica. Ainda que tenha um caixa considerável, ela não pode se instalar em todos os mercados ao mesmo tempo. E ainda que o Brasil tenha um potencial fantástico que não pode ser ignorado, se as dificuldades encontradas forem muito grandes, nada impede que a empresa decida antes amarrar seu burro na Escandinávia, Europa Oriental, Rússia, Índia ou Coréia do Sul antes de se tupinicanizar. É importante entendermos que eles não tem o Brasil na cabeça, somos nós quem temos.

Falando em burros, esta história de que a estrutura fiscal do Brasil é complexa demais e isto seria um impedimento para a Amazon é conversa para boi dormir. Isto qualquer bom contador e advogado resolvem. Em relação a livros, então, eles nem são taxados no Brasil! A verdadeira dificuldade para a Amazon é desenvolver no Brasil um sistema de logística que preencha os requisitos mínimos de qualidade de seu serviço. A empresa de Bezos quer replicar aqui a qualidade de atendimento que possui nos EUA… Sentiu o tamanho da encrenca?

Minha visão geral sobre a Amazon é bem menos apocalíptica do que o que ouço no mercado. Sim, é verdade que suas práticas, eficiência e consumer-centricness fazem com que ela tenda a um monopólio. Também acho preocupante que livros sejam vendidos a preços baixíssimo para conquistar mercado. E, claro, gostaria que a plataforma Kindle fosse aberta e dialogasse com outros formatos com DRM. No entanto, às vezes acho que a Amazon é acusada de fazer gols com os pés. É isto mesmo. Na quase totalidade dos casos, ela joga dentro das regras do jogo capitalista e, portanto, grande parte das críticas que lhe são atribuídas deveriam ser atribuídas ao sistema. Neste sentido, sou simpático aos franceses que tratam o livro não só como produto, mas também como um bem cultural, e o protegem acima dos interesses capitalistas mais sórdidos, mas ainda dentro dos limites do liberalismo econômico. Quanto à política de preços baixíssimos, até abaixo do custo, temos de lembrar que nossos varejistas também fazem isto. A diferença é que, em vez de perder dinheiro, preferem espremer os editores para que estes sim vendam abaixo do custo. E, finalmente, sobre a plataforma  Kindle, embora ela seja irritantemente proprietária, ela é a melhor do mundo com um excelente e-reader e perfeita sincronização entre aplicativos. E vale lembrar que se o DRM acabar, será possível vender livros no formato Mobi fora da loja amazônica. [Tema este para um post em breve.]

Enfim, existe um jeito fácil para os editores norte-americanos não terem mais problemas com a Amazon. Basta parar de vender para ela. Mas não me parece que ninguém queira abrir mão dos dólares amazônicos por lá. Por outro lado, temos que tomar cuidado para evitar monopólios e políticas de preço destruidoras. Aqui no Brasil, temos a vantagem de poder olhar o mercado de fora e aprender com ele, tentando ficar com as coisas boas da Amazon e evitar as ruins. O ideal parece ser ficar com o bebê e jogar a placenta fora, e não ficar com ambos ou jogar tanto um quanto outro fora.

E, por enquanto, o site www.amazon.com.br continua apontando para uma empresa genuinamente paraense e bem pouco norte-americana.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 03/07/2012

Dúvidas sobre o twitter


No mês passado, circularam centenas de notas on-line sobre o suposto falecimento de Gabriel García Márquez. Algumas fontes chegaram a afirmar que eu fora o autor da primeira notícia sobre a morte do autor, via a minha conta no Twitter. Evidentemente, pouco depois, as mesmas fontes – e outras, inclusive algumas totalmente fidedignas– descobriram e informaram que, na realidade, eu sequer estava inscrito no Twitter, e que alguma outra pessoa estava enviando tweets com o meu nome. Houve até alguns idiotas que se apoderaram da primeira informação e, sem se dar ao trabalho de verificá-la, continuaram moralizando sobre a minha suposta brincadeira [vocês sabem como são os escritores, com seus conflitos e rivalidade dramáticas]; mensagens posteriores revelaram que foram criadas várias contas no Twitter como meu nome, sem o meu conhecimento.

O Estado de S. Paulo | 02/07/2012 | Por Umberto Eco [The New York Times]

Porque enviar textos sem DRM para o Kindle?


POR EDNEI PROCÓPIO

Li, num jornal de Imperatriz, enquanto me preparava para minha palestra sobre eBooks, durante o 10º Salão do Livro da cidade, que a Amazon já está pensando no lançamento do Kindle Fire 2.

E enquanto a gigante do varejo online, a Amazon.com, prepara a segunda edição do tablet cujo navegador, pela tecnologia empregada, é um dos mais eficientes que se tem notícia, fiquei pensando num modo mais simples de como enviar para o hardware alguns artigos e matérias que me aguardavam na fila de espera da leitura.

Encontrei uma pista na última edição da revista Superinteressante, que eu comprei na ida, numa daquelas revistarias de aeroporto.

Aqui vai, portanto, uma dica de como enviar textos, sem DRM, para ler no seu Kindle. Tablets como o Kindle Fire, como sabemos, não serve apenas para ler livros eletrônicos comprados na loja da Amazon. O usuário também pode, por exemplo, alimentá-lo com textos, artigos e matérias da Internet. Mas como fazer isso para uma posterior leitura offline?

Fique tranquilo, não usaremos nenhum script malicioso ou jailbreak da vida.

[A] O primeiro modo é instalando o plug-in Readability. O aplicativo Readability irá adicionar um botão ao navegador. Clique no botão Readability e o conteúdo, a página, que você está lendo será enviada para o aparelho. Um script, chamado sugestivamente de Send to Kindle estará lá no canto superior, à direita, através do atalho Shift + Ctrl + K. Se você estiver, por exemplo, lendo um livro da estante da eBooksBrasil.org, o conteúdo aparecerá no seu Kindle.

[B] Agora, se o leitor desejar enviar arquivos nos formatos .DOC, .TXT, .PDF, etc., diretamente para o Kindle, o segundo modo é instalando no PC o aplicativo Send to Kindle [desenvolvido pela própria Amazon].

Basicamente é isso. Fácil, não? Foi o que eu pensei e, por isso, baixei um livro eletrônico pirat… quer dizer, sem DRM, e me pus a testar. Eu baixei uma versão pirat… quer dizer, sem DRM, do livro “A Profecia Celestina” do site… [não vou entregar o nome do site porque eu não quero tirar o trabalho do pessoal da  ABDR].

Aliás, como eu morro de medo do pessoal da ABDR me enviar uma intimação, ou algo que o valha, liguei logo para o meu advogado para explicar para ele a minha experiência de testar plug-ins e aplicativos oficiais com livros pirat… quer dizer, conteúdo sem DRM. Aí ele me disse “…mas é tão fácil assim?” e eu respondi “sim, claro, veja: basta você instalar o plug-in de leitura online do Readium, subir o ePub de um livro eletrônico pirat… quer dizer dizer sem DRM, clicar no Sent to Kindle e”… ele respondeu:

Veja bem, é muito arriscada a sua experiência.. se você for preso eu não sei se eu conseguirei te defender. É muito complicado explicar ao excelentíssimo Juiz que você estava testando um aplicativo oficial com um conteúdo sem DRM, ao invés de ter de explicar que baixou um livro pirata para provar que o sistema de certas empresas, dito seguras, também servem para isso.

Mesmo assim eu me arrisquei, baixei a versão pirat.. quer dizer, sem DRM, do livro do escritor James Redfield e mandei para o meu Kindle sem muito esforço. Só que, para o meu azar, quando eu estava lendo o tal conteúdo sem DRM, dentro do avião, a comissária de bordo me pediu para que eu gentilmente desligasse o meu aparelho. Aí eu disse para a aeromoça, muito linda por sinal, que veja bem, aquilo não era um aparelho, que blasfêmia, aquilo era um leitor de livros eletrônicos. Mas ela, muito educadamente me pediu:

Tudo bem, senhor, eu compreendo, mas, por favor, desligue o seu livro!“.

É realmente um absurdo não poder ler livros dentro de um avião, tudo bem que o conteúdo era… sem DRM. Pra piorar, minha palestra sobre eBooks foi um desastre. Não tive audiência nenhuma. Não sei se porque a feira era de livros impressos, estava vazia, ou se não tinha ninguém interessado no futuro do livro mesmo.

Bem, acredito quando o James Redfield escreve em seu livro que nada é por acaso. Pelo menos percebi duas coisas na minha ida para o 10º Salão do Livro de Imperatriz. Que gostaria de aproveitar para comentar aqui:

[1] Existe um jornal terrível na cidade de Imperatriz, chamado O Progresso. Gente, na boa, o jornal deveria se chamar O Regresso. É um dos piores jornais que eu já folheei na vida. Tanto em termos de design, quanto em termos de conteúdo. Eu acho talvez que eu não devesse fazer isso, mas tem jornais de bairro aqui na nossa cidade que é muito melhor que O Progresso.

Como sempre faço quando chego em uma cidade nova que visito, eu procurei uma igreja e o jornal local para saber das coisas da região. Não gosto de me sentir uma espécie de caipira da cidade grande. Lendo O Progresso descobri que o jornal não conseguiu me mostrar o que de fato era a cidade, na sua essência. Então, bem, o que eu fiz, fui à Internet. Encontrei algo sobre a cidade na Wikipedia que me deixou um pouco angustiado, pois também parecia não refletir a cultura de onde eu estava.

Eu não sei, creio talvez que a imprensa regional esteja sendo asfixiada pela globalização da incompetência nas mídias.

[2] Dentro do saguão do aeroporto existe uma loja da La Selva [ou seria da SuperNews?, não me lembro mais]. Lá, eu fui abordado por um vendedor que me ofereceu uma ‘assinatura’ diferenciada da revista Wide, Galileu, etc., enfim das revistas que eu gosto. O processo era bem simples e bastante atraente: eu escolhia a revista, deixava o meu cartão de crédito e os números das revistas selecionadas me eram entregues no meu endereço físico todos os meses como se fosse uma assinatura convencional. Mas, porém, todavia, contudo, quem estaria entregando era a loja onde eu fiz a compra antecipada das revistas, o que me renderia 30% de desconto.

Uau! Gostei bastante da ideia dos descontos, me pareceu mais atraente do que eu fazer uma assinatura convencional, mas fiquei pensando no jornaleiro perto da minha casa cujo contato eu perderia nas minhas visitas nos domingos de manhã. Na verdade, o jornaleiro perto da minha casa é santista, como eu, e aí eu perderia as nossas conversas.

No final, não fiz a compra antecipada dos números das minhas revistas favoritas. Mas fiquei pensando que as coisas mudaram tanto que o jornal mais importante de uma cidade do Maranhão, com duzentos e cinquenta mil habitantes, mantém o pior conteúdo, que deveria ser regional, diga-se de passagem, que um município de nosso país pode ter acesso. E pensei também que até o modelo de assinaturas de revistas impressas pode enfrentar uma concorrência se as revistarias resolverem vender com descontos e entregar revistas diretamente para os seus clientes.

A conclusão deste post seria a seguinte: a cidade de Imperatriz precisa pensar urgentemente em uma alternativa para melhorar o design e conteúdo do seu maior jornal regional. Não faz sentido eu comprar um jornal de Imperatriz para ler notícias do Sudeste; E as revistarias estão tentando sobreviver vendendo números antecipados de revistas aos seus clientes abrindo mão de um percentual de seu lucro.

O que tudo isto tem a ver com enviar textos sem DRM para o Kindle? É muito simples: enquanto todos os geradores e editores de conteúdo investem seu tempo pensando em um modo de manter seguro os seus livros, alternativas de vendas de mídias são criadas, qualidade de conteúdo e design vão sendo esquecidos e a tecnologia avança para levar conteúdo sem DRM diretamente para os hardwares, passando por incrível que possa parecer pela própria plataforma segura de quem as desenvolveu. Então, porque enviar textos sem DRM para o Kindle? Pelo simples fato de que existem ferramentas que foram criadas para isso.

Bem, a Amazon vai precisar muito mais do que uma boa dose de antropologia, para não dizer antropofagia, se quiser entender o mercado editorial brasileiro antes de aportar em nosso país.

POR EDNEI PROCÓPIO

Hotel do Reino Unido substitui a Bíblia por versão digital no Kindle


Hóspedes poderão baixar outros livros religiosos por 5 libras.

Decisão de usar leitor digital com a Bíblia não é definitiva.

Kindle terá versão digital da Bíblia em hotel do Reino Unido

Kindle terá versão digital da Bíblia em hotel do Reino Unido

Um hotel em Newcastle, no Reino Unido, sibstiuiu a Bíblia, livro comumente encontrado nas gavetas destes locais, por versões digitais dela no Kindle, da Amazon. A edição colocada no leitor digital será a mesma distribuída pelos Gideões Internacionais, que estão em diversos hotéis ao redor do mundo.

No Hotel Indigo, de acordo com o site “Mashable”, os hóspedes poderão baixar outros livros religiosos por 5 libras esterlinas utilizando a rede Wi-Fi do hotel. Outros livros antigos serão vendidos pelo mesmo preço.

A decisão de trocar a Bíblia em papel pelo Kindle ainda não é definitiva. O “Mashable” afirma que haverá um período de testes de duas semanas.

Portal G1, em São Paulo | 02/07/2012 11h35

Kobo abre loja no Japão


A Kobo vai abrir sua loja no Japão no dia 19 deste mês, vendendo o dispositivo Kobo Touch por 7.980 ienes [US$ 99], informou o site da The Bookseller. Hoje, a empresa anunciou que a sua controladora, a Rakuten, já está fazendo a pré-venda do aparelho de leitura em seu site. A Kobo vai oferecer romances, ensaios e livros de negócios e quadrinhos no endereço http://kobo.rakuten.co.jp. Na semana passada, a Amazon revelou que vai lançar em breve sua loja japonesa [no Amazon.co.jp] e o Kindle.

The Bookseller | 02/07/2012