Amazon no Brasil: o que esperar da chegada da gigante do varejo


Gigante norte-americana pretende chegar ao mercado nacional em 1º de setembro e deve causar frisson no setor de livros digitais. Concorrentes precisarão se adaptar

A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, Coordenador dos Cursos de Marketing Digital da FGV no Brasil e Consultor em Estratégias de Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

Com um faturamento de US$ 48 bilhões em 2011, os livros digitais serão apenas o começo da estratégia da Amazon no Brasil. O objetivo é inserir no e-commerce nacional, aos poucos, 131 outras categorias em que atua nos Estados Unidos. A chegada da norte-americana deve alavancar ainda mais as vendas do varejo eletrônico brasileiro, que em 2011 registrou 31,9 milhões de e-consumidores e movimentou R$ 18,7 bilhões, um aumento de 26% comparado a 2010, segundo dados da e-bit.

Aprendizado e crescimento

As dificuldades das marcas brasileiras em concorrer com a Amazon em um primeiro momento podem se transformar em aprendizado e adaptação a médio prazo. O principal passo é a atualização nos sistemas de inteligência, banco de dados, sistema de estruturas e até mesmo novas contratações. “Isso vai imprimir nos players brasileiros conhecimento em tecnologia, estrutura, infraestrutura, pessoal, cultura organizacional e desenho do fluxo de processos”, indica Carvalho.

Outro ponto positivo é que a entrada de uma empresa de grande porte representa aumento de concorrência e, por consequência, disputa por melhores preços. A união dos fatores reflete nas escolhas dos consumidores do e-commerce, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 31,9 milhões no último ano, número que representa 53,7 milhões de pedidos pela internet.

Para a disputa acirrada não ficar só no papel, no entanto, um obstáculo da Amazon é na logística e distribuição dos produtos. Apesar de gigante, a companhia encontra dificuldades em reunir conteúdo para a venda de e-books. Com o objetivo de fechar acordos com 100 editoras até abril deste ano, em março, a Amazon havia assinado apenas 10 contratos, um provável reflexo da força dos concorrentes nacionais.

A plataforma para leitura dos livros digitais também é outro desafio. Para ter acesso às obras, é necessária a aquisição do leitor Kindle, aparelho que a Amazon quer vender na faixa de R$ 149,00 a R$ 199,00 no país. O preço seria tentador, já que produtos de outras marcas no Brasil, como o Alfa, da Positivo, e o Cool-er, importado pela primeira livraria virtual do país, a Gato Sabido, não saem por menos de R$ 600,00. Especialistas apontam, no entanto, que para ter um preço abaixo dos aparelhos disponíveis hoje no mercado brasileiro, a Amazon teria de fabricar o Kindle aqui ou importá-lo com isenção de impostos.

Esbarrando na lei

O momento considerado economicamente positivo para a inserção de uma empresa de grande porte como a Amazon, em um mercado emergente como o do Brasil, não impede que a marca encontre dificuldades com a legislação brasileira. O grande desafio é o despreparo do país, que não possui leis específicas para a internet e para o comércio eletrônico.

Os conteúdos digitais não têm tributação específica e a interpretação é vaga quanto ao item comprado ser serviço ou mercadoria. “Essa é uma barreira de entrada da Amazon e a empresa precisa olhar com atenção na hora de chegar a países assim. Ela precisará fazer um investimento e não sabe se calcula os ganhos, ou melhor, se tem lucro ou prejuízo, porque também desconhece quanto terá que pagar de imposto”, explica Mauricio Salvador, Sócio Diretor da GS&Virtual, braço da GS&MD, e especialista em Comércio Eletrônico e Cross Channel, em entrevista ao portal.

Na opinião de Salvador, a entrada da empresa no mercado brasileiro pode chamar a atenção do poder público e ser o empurrão necessário para discutir a criação de legislações tributárias no mundo digital. Com a definição de parâmetros, grupos internacionais poderiam definitivamente mirar no país sem receio de investir. “Temos três problemas graves: a burocracia, a corrupção e a tributação. Quando qualquer investidor estrangeiro olha para o Brasil e vê essas barreiras titubeiam. Temos confusão e deslealdade e a entrada de um grande player mostra ao mundo inteiro o que está acontecendo. A torcida é para que dê certo e que novos empreendimentos sejam abertos”, diz.

Por Isa Sousa | Publicado originalmente em Mundo do Marketing | 26/07/2012

Workshop Produção eBooks em ePub com inscrições abertas


Atividade ocorrerá nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre receberão nos meses de agosto e setembro o Workshop Produção eBooks em ePub [Nível 1]. A atividade é direcionada para designers, profissionais e estudantes do mercado editorial. Para participar é necessário levar notebook com InDesign CS5 [pode ser versão Trial] e Adobe Digital Editions instalados. O curso tem por objetivo transmitir as técnicas utilizadas para produção profissional do formato ePub, além de dar dicas e truques de como otimizar a produção de eBooks, através de um método de trabalho prático. Para se inscrever e conferir informações sobre o programa, datas e locais do curso nas cidades, clique aqui.

PublishNews | 26/07/2012

Bienal de São Paulo promove concurso no Twitter


Twitteiros poderão ajudar a escrever o livro da Bienal no microblog

Até o dia 9 de agosto os twitteiros de plantão podem participar do Concurso Cultural #LivrodabienalSP. O curador da iniciativa, Marcelino Freire, deu início ao concurso postando um micro capítulo do livro da Bienal de São Paulo e os interessados em participar do desafio devem continuar a história em apenas um post do Twitter utilizando o hashtag: #LIVRODABIENALSP. A melhor continuação dá sequência ao livro. A cada dia será divulgado um microcapítulo. A história que está sendo escrita poderá ser acompanhada no link do concurso. Os autores dos microcapítulos publicados ganharão um par de ingressos para a Bienal.

PublishNews | 26/07/2012

Biblioteca Virtual Universitária 3.0 traz personalização e interatividade


A Pearson Brasil lança a terceira edição da Biblioteca Virtual com um acervo de mais de 1.800 livros, disponíveis para instituições de ensino de todo o País com acesso em tablets e compartilhamento em mídias sociais

Biblioteca Virtual Universitária

Biblioteca Virtual Universitária

A nova edição da Biblioteca Virtual Universitária [BVU], solução educacional exclusiva da Pearson Brasil – pertencente ao grupo britânico Pearson, com atuação em mais de 70 países e líder em soluções educacionais e editoriais – foi lançada para mais de 100 instituições educacionais.

A Biblioteca Virtual 3.0 traz novidades como a organização personalizada de obras em “estantes virtuais” e recursos de anotações eletrônicas que permitem gravar comentários no perfil do usuário, por meio de login e senha de acesso. Desta forma, cada um poderá selecionar e registrar separadamente os livros de interesse, e ainda fazer uso de uma ferramenta de anotações eletrônicas que permitem não só gravar comentários nos livros, como também compartilhar em redes sociais e email.

Além disso, tablets que utilizam os sistemas operacionais Android ou iOS poderão navegar na nova plataforma, que também contará  com a integração de recursos multimídia das editoras parceiras, trazendo mais interatividade e tornando o conteúdo mais rico, didático e completo, contando com melhorias no sistema de leitura que adotam diferentes níveis de zoom.

Considerada referência no mercado editorial, o conteúdo das 12 editoras parceiras, gerido pela Pearson Brasil, é formado por mais de 1.800 livros que cobrem mais de 40 áreas de conhecimento. Instituições de ensino superior, como Estácio de Sá, Universidade Norte do Paraná [Unopar], Universidade Federal de Juiz de Fora [UFJF], Universidade Federal de Santa Catarina [UFSC], Fundação Getúlio Vargas [FGV], ESPM, entre outras, disponibilizam acesso ao acervo digital da Biblioteca Virtual para seus alunos e professores.

A novidade também conta com a parceria da Digital Pages, empresa responsável pelo desenvolvimento tecnológico da Biblioteca Virtual Universitária desde sua segunda edição. Alinhada à preocupação da Pearson em atender as necessidades dos estudantes, a empresa desenvolveu diferentes recursos para aumentar a interatividade do estudante com a plataforma na versão 3.0.

Referência no Brasil e no exterior

De acordo com Laércio Dona, diretor de Negócios para Ensino Superior e Idiomas da Pearson Brasil, durante o ano de 2011, mais de 2 milhõesde usuários acessaram a Biblioteca Virtual da Pearson. “A solução foi desenvolvida para atender as necessidades da comunidade acadêmica brasileira, tornando-se referência com um know-how que já inspirou a criação de uma solução semelhante no México, além de ter despertado o interesse de outros países onde há atuação do grupo internacional Pearson”, explica o executivo.

Atualmente, a BVU oferece acesso a  livros de diversas áreas como Administração, Marketing, Engenharia, Economia, Direito, Letras, História, Geografia, Jornalismo, Computação, Educação, Medicina, Enfermagem, Psicologia, Psiquiatria, Gastronomia, Turismo e outras para os alunos e professores das instituições que adquirem o serviço diretamente da Pearson Brasil, que é responsável pelo desenvolvimento e gestão do acervo. Já as editoras parceiras, Casa do Psicólogo, Companhia das Letras, Editora Ática, Editora Contexto, Martins Fontes, Editora IBPEX, Editora Rideel, Editora Scipione, Jaypee Brothers, Manole, Papirus e UCS disponibilizam suas obras e, agora, conteúdos multimídia.

Benefícios

Com a Biblioteca Virtual, o estudante pode ler os livros indicados pela universidade de qualquer lugar em que esteja conectado à internet, imprimir até 50% das obras com valores de fotocópia e obter descontos de até 40% na compra dos títulos impressos.

Para a instituição, os benefícios estão na redução do valor investido na compra de acervo para a biblioteca física, aquisição de centenas de títulos das bibliografias básicas e complementares, segurança contra fotocópias ou replicações ilegais e oferecimento de número ilimitado de acessos simultâneos, já que o sistema é hospedado e gerido pela Pearson Brasil.

Sobre a Pearson Brasil – Pertencente ao Grupo Britânico Pearson, líder em soluções educacionais e editoriais e presente em 70 países, a Pearson Brasil integra os Sistemas de Ensino COC, Pueri Domus, Dom Bosco e NAME [Núcleo de Apoio à Municípios e Estados]; a Gráfica GEB, Logística e Distribuição e o portal educacional Klick Net – marcas que foram adquiridas em 2010, ampliando o portfólio do grupo internacional no Brasil. A unidade de Soluções de Ensino Superior e de Idiomas está em operação no País desde 1996 e reúne as marcas Longman, Prentice Hall, Addison Wesley, Penguin Readers e Biblioteca Virtual Universitária. Além de oferecer também Avaliações e Tecnologias educacionais; Capacitações e certificações profissionais e acadêmicas; Conteúdo digital e Livros customizados, que antes eram denominados como produtos da Pearson Education. A Pearson Brasil está totalmente alinhada com a missão do Grupo internacional de melhorar e mudar a vida das pessoas por meio da Educação. Consolidada para possibilitar a ascensão social por meio do saber, impacta 100 milhões de pessoas no mundo com seus produtos e serviços. No Brasil, a operação já atinge a mais de 6 milhões de pessoas.

Sobre a Digital Pages – Há mais de 10 anos no mercado, a Digital Pages é pioneira e líder brasileira especializada em publicações digitais em multiplataformas. A empresa é provedora das melhores soluções em editoração, organização, enriquecimento, comercialização, distribuição e leitura de publicações em meios digitais como desktop e tablets. A atuação consultiva no modelo de negócios com foco na rentabilidade de cada perfil de publicação, garante à Digital Pages grandes clientes como: Editora Abril, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Valor Econômico, Abril Educação, Pearson Brasil, Avon, entre outros. É responsável pelo desenvolvimento dos acervos das revistas Veja, Quatro Rodas e do jornal Folha de S. Paulo. Revistas, jornais, livros, catálogos e relatórios são perfis de publicações contemplados pela plataforma.